domingo, 1 de novembro de 2026

De pé, os mortos! - Humberto de Campos.

Pede-me você uma palavra para o intróito do «Parnaso de Além-Túmulo», que aparecerá brevemente em nova edição.

Na tarefa é difícil. Nas minhas atuais condições de vida, tenho de destoar da opinião que já expendi nas contingências da carne.

Os vivos do Além e os vivos da Terra não podem enxergar as coisas através de prismas idênticos. Imagine se o aparelho visual do homem fosse acomodado, segundo a potencialidade dos raios X: as cidades estariam povoadas de esqueletos, os campos se apresentariam como desertos, o mundo constituiria um conjunto de aspectos inverossímeis e inesperados.

Cada Esfera da vida está subordinada a certo determinismo, no domínio do conhecimento e da sensação.

Decerto, os que receberem novamente o «Parnaso de Além-Túmulo» dirão mais ou menos o que eu disse. Hão-de estranhar que os mortos prossigam com as mesmas tendências, tangendo os mesmos assuntos que aí constituíam a série de suas preocupações.

Existem até os que reclamam contra a nossa liberdade. Desejariam que estivéssemos algemados nos tormentos do inferno, em recompensa dos nossos desequilíbrios no mundo, como se os nossos amargores, daí, não bastassem para nos inclinar à verdade compassiva.

Individualmente, é indubitável que possuímos no Além o reflexo das nossas virtudes ou das nossas misérias.

Mas é razoável que apareçamos no mundo, gritando como alucinados? Os habitantes dos reinos da Morte ainda apreciam o decoro e a decência, e o nosso presente é sempre a experiência do passado e a esperança no futuro.

«Parnaso de Além-Túmulo» sairá de novo, como a mensagem harmoniosa dos poetas que amaram e sofreram. Carmen Cinira aí está com os seus sonhos desfeitos, de mulher e de menina, Casimiro com a sua sensibilidade infantil, Junqueiro com a sua ironia, Antero com a sua rima austera e dolorosa.

Todos aí estão, dentro das suas características. Os mortos falam e a Humanidade está ansiosa, aguardando a sua palavra.

Conta-se que na guerra russo-japonesa, terminada a batalha de Tsushima, o grande Togo reuniu os seus soldados no cemitério de Oogama, e na tristeza majestosa do ambiente, em nome da nacionalidade, dirigiu-se aos mortos em termos comovedores; concitou-os a auxiliar as manobras militares, a visitar os cruzadores de guerra, levantando o ânimo dos companheiros que haviam ficado nas pelejas. Uma claridade nova cantou as energias espirituais do valente adversário da pátria de Stoessel e os filhos de Yoritomo venceram.

Na atualidade, afigura-se-nos que os brados de todos os sofredores e infelizes da Terra se concentram numa súplica grandiosa que invade as vastidões como o grito do valoroso almirante.

— De pé, os mortos!… — exclama-se — porque os vivos da Terra se perdem nos abismos tenebrosos.

Os institutos da Civilização têm sido impotentes para resolver o problema do nosso ser e dos nossos destinos.

As filosofias e as religiões estenderam sobre nós o manto carinhoso das suas concepções, mas esses mantos estão rotos!… Temos frio, temos fome, temos sede!

E os considerados mortos falam ao mundo na sua linguagem de estranha purificação. A Ciência, zelosa de suas conquistas, ainda não ouviu a sua vibração misteriosa, mas os filhos do infortúnio sentem-se envolvidos na onda divina de um novo Glória in excelsis, e a Humanidade sofredora sente-se no caminho consolador da sublime esperança.

Humberto de Campos - (Irmão X)

Parnaso de Além-Túmulo – Espíritos  diversos / Chico Xavier.

Audiobook: PARNASO DE ALÉM-TÚMULO (1932) | LIVRO COMPLETO | Chico Xavier

 

À Morte - Mensagem do Livro: Parnaso de Além Túmulo - Inspirações Espíritas

 

NA HORA DO ADEUS Áudio Livro

 

Chico Xavier-Humberto de Campos CRÔNICAS DE ALÉM TÚMULO 1937 Podcast

 

PROGRAMA FRATA ESPERO - ESPERANÇA FRATERNA - 25/10/2026 - REAPRESENTAÇÃO

 

#454 CRÊ E AGE

 

Músicas Espíritas 🕊️ Não Me Peça Pra Ser Forte | Para Quem Sente Saudade de Quem Partiu

FILME ESPÍRITA COMPLETO | IRMÃ SCHEILLA

 

🎙️ Podcast Espírita - Divaldo Franco PÁRIAS EM REDENÇÃO 1973 #podcast

 

DESCUBRA: O Que Significa Ter Fé Inabalável Segundo o Espiritismo! – PALESTRA COM ALBERTO ALMEIDA.

 

Podcast Espírita - Divaldo Franco SUBLIME EXPIAÇÃO 1973 #podcast

 

sábado, 31 de outubro de 2026

Tom Jones, Engelbert, Elvis, Sinatra, Paul Anka, Carpenters ~ Golden Oldies 50s 60s 70s Love Songs

 

Classic Love Songs 70s 80s 90s ❤️ Best Oldies Love Songs of All Time | Greatest Love Songs Ever

 

Post la granda milito (Alvoko al la diplomatoj) #zamenhof

 

Vere aŭ Fantazie? | La riĉulo, kiu volis doni

 

Podcast Espírita - Yvonne A. Pereira UM CASO DE REENCARNAÇÃO: EU E ROBERTO DE CANALLEJAS 1979

 

Divaldo Franco-Manoel Philomeno de Miranda NO RUMO DO MUNDO DE REGENERAÇÃO 2020 Podcast

 

#469 Sê Comedido

 

Cairbar Schutel A VIDA NO OUTRO MUNDO 1932 Podcast

 

"Esperanças perdidas" (Os Originais do Samba) en Esperanto

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

MÚSICAS ESPÍRITAS 🌿 4H30 DE PAZ | Ansiedade, Saudade, Confiança e Cura Interior

 

A CAPA DE SANTO – Irmão X

Certo discípulo, extremamente aplicado ao Infinito Bem, depois de largo tempo ao lado do Divino Mestre recebeu a incumbência de servi-lo entre os homens da Terra.

Desceu da Esfera Superior em que se demorava e nasceu entre as criaturas para ser carpinteiro.

Operário digno e leal, muita vez experimentou conflitos amargurosos, mas, fervoroso, apegava-se à proteção dos santos e terminou a primeira missão admiravelmente.

Tornou ao céu, jubiloso, e recebeu encargos de marinheiro.

Regressou à carne e trabalhou assíduo, em viagens inúmeras, espalhando benefícios em nome do Senhor.

Momentos houve em que a tempestade o defrontou ameaçador, mas o aprendiz, nas lides do mar, recorria aos Heróis Bem-Aventurados e entesourou forças para vencer.

Rematou o serviço de maneira louvável e voltou à Casa Celeste, de onde retornou ao mundo para ser copista.

Exercitaram-se, então, pacientemente, nos trabalhos de escrita, gravando luminosos ensinamentos dos sábios; e, quando a aflição ou o enigma lhe visitaram a alma, lembrava-se dos Benfeitores Consagrados e nunca permaneceu sem o alívio esperado.

Novamente restituído ao Domicílio do Alto, sempre louvado pela conduta irrepreensível, desceu aos círculos de luta comum para ser lavrador.

Serviu com inexprimível abnegação à gleba em que renascera e, se as dores lhe buscavam o coração ou o lar, suplicava os bons ofícios dos Advogados dos Pecadores e jamais ficou desamparado.

Depois de precioso descanso, ressurgiu no campo humano para exercitar-se no domínio das ciências e das artes.

Foi aluno de filosofia e encontrou numerosas tentações contra a fé espontânea que lhe sustentava a alma simples e estudiosa; todavia em todos os percalços do caminho, implorava a cooperação dos Grandes Instrutores da Perfeição, que haviam conquistado a láurea da santidade, nas mais diversas nações, e atravessaram ilesas, as provas difíceis.

Logo após, foi médico e surpreendeu padecimentos que nunca imaginara. Afligiram-se milhares de vezes ante as agruras de muitos destinos lamentáveis; refugiou-se na paciência, pediu socorro dos Protetores da Humanidade e, com o patrocínio deles, venceu, mais uma vez.

Tamanha devoção adquiriu que não sabia mais trabalhar sem recurso imediato ao concurso dos Espíritos Glorificados na própria sublimação.

Para ela, semelhantes benfeitores seriam campeões da graça, privilegiados do Pai Supremo ou súdito favorecidos do Trono Eterno. E, por isso, prossegui trabalhando, agarrando-se-lhes à colaboração.

Foi alfaiate, escultor, poeta, músico, escritor, professor, administrador, condutor, legislador e sempre se retirou da Terra com distinção.

Vitorioso em tantos encargos foi chamado pelo Mestre, que lhe falou, conciso:

- Tens vencido em todas as provas que te confiei e, agora, podes escolher a própria tarefa.

O discípulo, embriagado de ventura, considerou sem detença:

- Senhor, tantas graças tenho recebido dos Benfeitores Divinos, que, doravante, desejaria ser um deles, junto da Humanidade...

- Pretenderias, porventura, ser um santo?- indagou o Celeste Instrutor, sorrindo.

- Sim... - confirmou o aprendiz extasiado.

O senhor, em tom grave, considerou:

- O fruto que alimenta deve estar suficientemente amadurecido... Até hoje, na forma de operário, de artista, de administrador e orientador, tens estado a meu serviço, junto dos homens, junto de mim. Há muita diferença...

Mas, o interlocutor insistiu, humilde, e o mestre não lhe negou a concessão.

Renasceu, desse modo, muito esperançoso, e, aos vinte anos de corpo físico, recebeu do Alto o manto resplandecente da santidade.

Manifestaram-se nele dons sublimes.

Adivinhava, curava, esclarecia, consolava.

A inteligência, a intuição e a ternura nele eram diferentes e fascinantes.

E o povo, reconhecendo-lhe a condição, buscou-lhe, em massa, as bênçãos e diretrizes.

Bons e maus, justos e injustos, ignorantes e instruídos, jovens e velhos, exigiram-lhe, sem consideração por suas necessidades naturais, a saúde, o tempo, a paz e a vida.

Na categoria de santo, não podia subtrair-se à luta, nem desesperar, e por mais que fosse rodeado de manjares e flores, por parte dos devotos e beneficiários reconhecidos, não podia comer, nem dormir, nem pensar, nem lavar-se. Devia dar, sem reclamação, as próprias forças, à maneira da vela, mantendo a chama por duas pontas.

Não valiam escusas, lágrimas, cansaço e serviço feito.

O povo exigia sempre.

Depois de dois anos de amargosa batalha espiritual, atormentado e desgostoso, dirigiu-se em preces ao Senhor e alegou que a capa de santo era por demais espinhosa e pesava excessivamente.

Reparando-lhe o pranto sincero, o Mestre ouviu-o, compadecido, e explicou:

- Olvidaste que, até agora, agiste no comando. Na posição de carpinteiro, modelavas a madeira; lavrador determinava o solo; médico, ordenavas aos enfermos; filósofo arregimentava idéias; músico. Tangias o instrumento; escultor cinzelava a pedra; escritor dispunha sobre as letras; professor instruía os menos sábios que tu mesmo; administrador e legislador interferiam nos destinos alheios. Sempre te emprestei autoridade e recurso para os trabalhos de determinação... Para envergares a capa de santo, porém, é necessário aprender a servir...

A fim de alcançares esse glorioso fim, serás, de ora em diante, modelado, brunido, aprimorado e educado pela vida.

E enquanto o Mestre sorria complacente e bondoso, o discípulo em pranto, mas reconfortado, esperava novas ordenações para ingressar no precioso curso de obediência.

Livro: Contos e Apólogos.

Irmão X / Chico Xavier.

Projeto Manoel Philomeno De Miranda PASSES APRENDENDO COM OS ESPÍRITOS 2006 Podcast

 

POR QUE EXISTE REENCARNAÇÃO? A JUSTIÇA DE DEUS NUNCA FALHA! | Raul Teixeira

 

Momento de la Evangelio #17

 

Podkasto | #1 Spiritismo en sia plej simpla esprimo Por la mondo Por la mondo 132 inscritos 14

 

Lernejo de Spiritismaj Studoj | 4a RENKONTO

 

Momento de la Evangelio #18

 

Projeto Manoel Philomeno de Miranda ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS 2008 Podcast

 

PROGRAMA ILUMINAÇÃO – Temporada 3 | Episódio 20 | Jorge Elarrat | Adriane Bacarin

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

#04 Estudando O Livro dos Médiuns - Do maravilhoso e do sobrenatural - parte 1

 

#03 Estudando O Livro dos Médiuns - Há espíritos? - parte 2

 

#02 Estudando O Livro dos Médiuns - Há espíritos? - parte 1

 

Projeto Manoel Philomeno De Miranda QUALIDADE NA PRÁTICA MEDIÚNICA 2000 Podcast

 

Os Médiuns: Adão, Eva, Caio e Abel | Jorge Elarrat e Rafael Siqueira | #001

 

Projeto Manoel Philomeno de Miranda VIVÊNCIA MEDIÚNICA 1994 Podcast

 

Projeto Manoel Philomeno de Miranda CONSCIÊNCIA E MEDIUNIDADE 2003 Podcast

 

sábado, 17 de outubro de 2026

"Já sabe" (Palavra Cantada) en Esperanto

 

💙 Salmo 37 – Entrega Teu Caminho ao Senhor | Prece para o Evangelho no Lar

 

Projeto Manoel Philomeno de Miranda REUNIÕES MEDIÚNICAS 1993 Podcast

 

Projeto Manoel Philomeno de Miranda TERAPIA PELOS PASSES 1996 Podcast

 

Músicas Espíritas ✨ Canções Para Acalmar o Coração, Aliviar a Saudade e Trazer Paz

 

MARIA, ACALMA OS NOSSOS PENSAMENTOS | ORAÇÃO DAS 18h com MARIA #145 | PRECE NO ENTARDECER

 

CARLINHOS CONCEIÇÃO Ao Vivo em Ponte Nova/MG

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Nas voragens do pecado

 

O Cavaleiro de Numiers

 

O Drama da Bretanha

 

João Nunes Maia-Miramez HORIZONTES DA FALA 1980 Podcast

 

Palavras de Luz - 14, 13, 12 e 11

 

"A lua" (MPB4) en Esperanto

 

💙 A Maior Vitória | Reforma Íntima

 

14/10/2026 | José Carlos De Lucca | Encontro Com Maria

 

Os Médiuns: Adão, Eva, Caim e Abel | Jorge Elarrat e Rafael Siqueira | #001

 

#507 CANDEIA

 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

domingo, 11 de outubro de 2026

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

"Filosofia" (Noel Rosa) en Esperanto

 

Lernejo de Spiritismaj Studoj | 3a RENKONTO

 

Jesus e Saúde Mental | Episódio 188 – Palavras para a Alma: Vontade

 

Músicas Espíritas – Ouça Quando Precisar de Paz, Proteção e Força Para Seguir 🙏

 

1º.10.2026. Momento Espírita. Ela merece mais.

 

T11:08 • A vítima que existe em nós | A Era do Ressentimento

 

#505 Renasce Agora

 

Palavras para a Alma – Indiferença | Capítulo 16

 

SENHOR SENHOR... | Encanto do Bem #107 - Carlinhos Conceição | 30/09/2026

 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

💙 Felizes os que Buscam a Luz | Canção das Bem-Aventuranças

 

Uzado de la Riĉeco / Emprego da Fortuna.

11. Vi ne povas servi Dion kaj Mamonon; memoru bone ĉi tion, vi, kiujn la amo al la mono mastras, vi, kiuj vendus vian animon, por posedi trezorojn, ĉar ili povas levi vin super la aliajn homojn kaj doni al vi la ĝuojn de la pasioj; ne, vi ne povas servi Dion kaj Mamonon! Se do vi sentas vian animon potencata de l’ avideco de la karno, rapidu forskui la jugon, kiu vin subpremas, ĉar Dio, justa kaj severa, diros al vi: Kion vi faris, malfidela administranto, el la bonaĵoj, kiujn mi konfidis al vi? Tiun potencan instigilon de la bonaj verkoj vi uzis por via persona kontentigo.

Kia estas do la plej bona uzado de la riĉeco? Serĉu en jenaj vortoj: “Amu unuj aliajn” la solvon de tiu demando; en ili kuŝas la sekreto por la bona utiligo de la riĉaĵoj. Kiu estas animata de amo al la proksimulo, tiu trovas en ili, klare difinitan, sian kondutregulon; la utiligo de la riĉaĵoj, plej plaĉanta al Dio, estas karito; ne tiu malvarma, egoista karito, kiu konsistas en disdonado de superfluaĵoj de orumita ekzistado, sed tiu karito plena de amo, kiu serĉas la malfeliĉulon, kiu lin restarigas sen humiligo. Riĉulo, donu el via superfluo; faru pli bone: donu iom el viaj necesaĵoj, ĉar viaj necesaĵoj estas mem superfluaj, sed donu saĝe. Ne forpelu la plendanton, pro timo, ke li trompos vin, sed iru al la fonto de la malbono; unue helpu, poste informiĝu, kaj vidu, ĉu la laboro, la konsiloj, la amo mem ne estos pli efikaj, ol via almozo. Abunde disverŝu ĉirkaŭ vin amon al Dio, amon al la laboro, amon al la proksimulo. Investu vian kapitalon en entreprenon, kiu neniam trompos vin kaj donos al vi grandajn profitojn: en la bonajn agojn. La riĉeco de l’ intelekto servu al vi same kiel la oro; disdonu ĉirkaŭ vi la trezorojn de l’ instruado; disdonu inter viaj fratoj la trezorojn de via amo, kaj tiuj ĉi fruktos. (Cheverus. Bordeaux, 1861.)

La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec, ĉap. 16 , p.11.

EMPREGO DA RIQUEZA

11. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança, vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, porque eles permitem vos eleveis acima dos outros homens e vos proporcionam os gozos das paixões que vos escravizam. Não; não podeis servir a Deus e a Mamon!  Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da carne, dai­vos pressa em alijar   o jugo que vos oprime, porquanto Deus, justo e severo, vos dirá: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Esse poderoso  móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na tua satisfação pessoal.

Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai – nestas palavras: “Amai­vos uns aos outros”, a solução do problema. Elas guardam o  segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha animado do amor do  próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder. Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus. Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em a criatura espalhar ao seu  derredor o  supérfluo de uma existência dourada. Referimo­nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue, sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do  que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa­te, e vê se o  trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor  do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá­la como a do ouro. Derrama em torno de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão. – Cheverus. (Bordéus, 1861).

Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec, cap. XVI item, 11.

Teorio de la Beleco / Teoria da Beleza. – Pamfilo.

Parizo, la 4an de Februaro 1869. (Mediumo: S-rino Malet.)

Vi prave konsideris: la primara fonto de ĉia boneco kaj de ĉia inteligenteco ankaŭ estas la fonto de ĉia beleco. — La amo generas la perfektecon de ĉia ekzistaĵo kaj estas mem la perfekteco. — La Spirito estas vokita akiri tiun perfektecon, kaj tiu esenco estas lia destino. Per sia laboro li devas alproksimiĝi al tiu superega intelekto, al tiu senfina boneco; li devas do ankaŭ sin vesti per la ĉiam pli kaj pli perfekta formo, kiu karakterizas la perfektajn estaĵojn.

Se en viaj malfeliĉaj societoj, en viaj ankoraŭ misekvilibritaj globoj, la homa specio restas tiel malproksime de tiu fizika beleco, tiel estas ĉar la morala beleco ankoraŭ apenaŭ disvolviĝis. La konekseco inter tiaj du belecoj ja estas fakto certa, logika, pri kiu jam en ĉi-malsupra mondo la animo intuicias. Efektive, vi ĉiuj scias, kiom ĉagrenas la aspekto de vizaĝo, kies ĉarmon la karaktero dementas. Aŭdante pri vere merita persono, vi tuj lin vestas per la plej simpatiaj trajtoj, kaj vi dolore impresiĝas ĉe eksteraĵo malkonfirmanta vian antaŭvidon.

Kian konkludon tiri el tio, krom ke, kiel ĉiuj aferoj, kiujn la estonteço tenas en rezervo, la animo havas antaŭscion pri la beleco laŭmezure kiel la homaro progresas kaj proksimiĝas al sia dia tipo. Vi neniel tiru, el la ŝajna dekadenco, en kiu troviĝas la plej progresinta raso en tiu globo, argumentojn kontraŭajn al tiu aserto. Jes, estas vere, ke la specio ŝajnas degeneri, bastardiĝi; la malsanoj falas sur vin antaŭ la maljunaĝo; eĉ la infanaro suferas malsanojn, ordinare proprajn nur al alia aĝo de la vivo; sed temas pri nura transiro. Malbona estas via epoko; ĝi finas kaj naskas; ĝi finas doloran periodon kaj naskas epokon de fizika regenerado, de morala antaŭeniĝo, de intelekta progreso. La nova raso, pri kiu ni jam parolis, havos pli da kapablecoj, pli da rimedoj por la servoj de la spirito; ĝi estos pli granda, pli forta, pli bela. Tuj de la komenco ĝi sin metos en harmonio kun la riĉaĵoj de la Kreaĵaro, kiujn via raso, indiferenta kaj laca, disdegnas aŭ ignoras; al ĝi vi estos farintaj grandajn aferojn, kiujn ĝi profitos, marŝante sur la vojo de la malkovroj kaj perfektiĝoj kun arda fervoro, kies potencon vi ne konas.

Pli progresintaj ankaŭ pri boneco, viaj posteuloj faros, kion vi ne sciis fari el tiu malfeliĉa tero: ian mondon feliĉan, kie malriĉulo estos nek forpuŝata, nek malŝatata, sed ja helpata de vastaj kaj liberalaj institucioj. Jam eklumas la aŭroro de tiuj ideoj, por momentoj nin atingas ilia helo.

Amikoj, jen fine la tago, en kiu la lumo brilos sur la Tero obskura kaj mizera, en kiu la raso estos bona kaj bela laŭ la grado da progreso, kiun ĝi estos konkerinta, en kiu la signo metita sur la fronto de la homo ne plu estos tiu de malaprobo, sed ja de ĝojo kaj espero. Tiam la progresintaj Spiritoj amase venos preni lokon inter la kolonianoj sur tiu mondo; ili estos la plimulto kaj ĉio cedos antaŭ ili. Ekestos renoviĝo, kaj la vizaĝo de la Tero aliiĝos, ĉar granda kaj potenca estos tiu raso, kaj la horo de ĝia alveno signos la komenciĝon de feliĉaj tempoj.

Pamfilo.

Libro: Postmortaj Verkoj. - Allan Kardec.

Tradukis: Affonso Soares e Paulo Sérgio Viana.

Teoria da Beleza - Pamfilo

Paris, 4 de fevereiro de 1869. — (Médium: Sra. Malet.)

Ponderastes com acerto que a fonte primária de toda bondade e de toda inteligência é também a fonte de toda beleza. — O amor gera a beleza de todas as coisas, sendo, ele próprio, a perfeição. — O Espírito tem por dever adquirir essa perfeição, que é a sua essência e o seu destino. Ele tem que se aproximar, por seu trabalho, da inteligência soberana e da bondade infinita; tem, pois, também que revestir a forma cada vez mais perfeita, que caracteriza os seres perfeitos.

Se, nas vossas sociedades infelizes, no vosso globo ainda mal equilibrado, a espécie humana esta tão longe dessa beleza física, é porque a beleza moral ainda está em começo de desenvolvimento. A conexão entre essas duas belezas é fato certo, lógico e do qual já neste mundo a alma tem a intuição. Com efeito, sabeis todos quão penoso é o aspecto de uma encantadora fisionomia, cujo encanto, porém, o caráter desmente. Se ouvis falar de uma pessoa de mérito comprovado, logo lhe atribuis os mais simpáticos traços e ficais dolorosamente impressionados, quando verificais que a realidade desmente as vossas previsões.

Que concluir daí, senão que, como todas as coisas que o futuro guarda de reserva, a alma tem a presciência da beleza, à medida que a Humanidade progride e se aproxima do seu tipo divino. Não busqueis tirar, da aparente decadência em que se acha a raça mais adiantada deste globo argumentos contrários a essa afirmação. Sim, é verdade que a espécie parece degenerar, abastardar-se; sobre vós se abatem as enfermidades antes da velhice; mesmo a infância sofre as moléstias que habitualmente só se manifestam noutra idade da vida. É isso, no entanto, simples transição. A vossa época é má; ela acaba e gera: acaba um período doloroso e gera uma época de regeneração física, de adiantamento moral, de progresso intelectual. A nova raça, de que já falei, terá mais faculdades, mais recursos para os serviços do espírito; será maior, mais forte, mais bela. Desde o princípio, pôr-se-á de harmonia com as riquezas da Criação que a vossa raça, descuidosa e fatigada, desdenha ou ignora. Ter-lhe-eis feito grandes coisas, das quais ela aproveitará, avançando pela estrada das descobertas e dos aperfeiçoamentos, com um ardor febril cujo poder desconheceis.

Mais adiantados também em bondade, os vossos descendentes farão desta infeliz terra o que não haveis sabido fazer: um mundo ditoso, onde o pobre não será repelido, nem desprezado, mas socorrido por vastas e liberais instituições. Já desponta a aurora dessas ideias; chega-nos, por momentos, a claridade delas.

Amigos, eis afinal o dia em que a luz brilhará na Terra obscura e miserável, em que a raça será boa e bela, de acordo com o grau de adiantamento que haja alcançado, em que o sinal posto na fronte do homem já não será o da reprovação, mas um sinal de alegria e de esperança. Então, os Espíritos adiantados virão, em multidões, tomar lugar entre os colonos deste globo; estarão em maioria e tudo lhes cederá ao passo. Far-se-á a renovação e a face do globo será mudada, porquanto essa raça será grande e poderosa e o momento em que ela vier assinalará o começo dos tempos venturosos.

Pamphile.

Livro: Obras Póstumas  - Allan Kardec.

Bezerra De Menezes A LOUCURA SOB NOVO PRISMA 1920 Podcast

 

Palavras de Luz - 29, 28, 27 e 26