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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Os demônios segundo o Espiritismo / DEMONS ACCORDING TO SPIRITISM / Los demonios según el Espiritismo.

20. Segundo o Espiritismo, nem os anjos nem os demônios são seres à parte; a criação dos seres inteligentes é una. Unidos a corpos materiais, eles constituem a humanidade que povoa a terra e as outras esferas habitadas; desprendidos desse corpo, eles constituem o mundo espiritual ou dos Espíritos que povoam os espaços. Deus criou-os perfectíveis; deu-lhes por objetivo a perfeição, e a bem-aventurança que é sua consequência, mas não lhes deu a perfeição; quis que eles a devessem a seu trabalho pessoal, a fim de que tivessem esse mérito. Desde o instante de sua formação eles progridem, quer no estado de encarnação, quer no estado espiritual; chegados ao apogeu, são puros Espíritos, ou anjos segundo a denominação vulgar; de sorte que, desde o embrião do ser inteligente até o anjo, há uma cadeia ininterrupta da qual cada elo marca um grau no progresso.

Resulta daí que existem Espíritos em todos os graus de avanço moral e intelectual, segundo estejam no alto, na parte inferior, ou no meio da escala. Há Espíritos, por conseguinte, em todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade. Nas posições inferiores, há os que estão ainda profundamente inclinados ao mal, e nele se comprazem. Pode-se chamá-los demônios, se se quiser, pois são capazes de todas as maldades atribuídas a estes últimos. Se o Espiritismo não lhes dá esse nome, é que se vincula a ele a ideia de seres distintos da humanidade, de uma natureza essencialmente perversa, devotados ao mal por toda a eternidade e incapazes de progredir no bem.

21. Segundo a doutrina da Igreja, os demônios foram criados bons, e tornaram-se maus por sua desobediência: são anjos caídos; foram colocados por Deus no alto da escala, e desceram. Segundo o Espiritismo, são Espíritos imperfeitos, mas que se aperfeiçoarão; ainda estão na parte inferior da escala, e subirão.

Aqueles que, por sua indiferença, sua negligência, sua obstinação e sua má vontade permanecem mais tempo nas posições inferiores, carregam essa pena, e o hábito do mal torna-lhes mais difícil sair dele; mas chega um tempo em que se cansam dessa existência penosa e dos sofrimentos que dela decorrem; é então que, comparando sua situação com a dos bons Espíritos, compreendem que seu interesse está no bem, e procuram aperfeiçoar-se, mas fazem-no por sua própria vontade e sem serem coagidos. Estão submetidos à lei do progresso por sua aptidão a progredir, mas não progridem contra sua vontade. Deus lhes fornece incessantemente os meios para tal, mas eles são livres de aproveitá-los ou não. Se o progresso fosse obrigatório, eles não teriam nenhum mérito, e Deus quer que eles tenham o de suas obras; ele não coloca nenhum na primeira posição por privilégio, mas a primeira posição está aberta a todos, e eles só chegam lá por seus esforços. Os anjos mais elevados conquistaram seu grau como os outros passando pelo caminho comum.

22. Chegados a certo grau de purificação, os Espíritos têm missões em proporção com seu avanço; eles cumprem todas as que são atribuídas aos anjos das diferentes ordens. Como Deus criou desde a eternidade, desde a eternidade houve Espíritos para satisfazer todas as necessidades do governo do universo. Uma única espécie de seres inteligentes, submetidos à lei do progresso, basta portanto para tudo. Esta unidade na criação, com o pensamento de que todos têm um ponto de partida, o mesmo caminho a percorrer, e que eles sobem por seu próprio mérito, corresponde bem melhor à justiça de Deus, do que a criação de espécies diferentes mais ou menos favorecidas por dons naturais que seriam outros tantos privilégios.

23. A doutrina vulgar sobre a natureza dos anjos, dos demônios e das almas humanas, não admitindo a lei do progresso, e vendo porém seres em diferentes graus, concluiu daí que eles eram o produto de outras tantas criações especiais. Ela chega assim a fazer de Deus um pai parcial, dando tudo a alguns de seus filhos, ao passo que impõe aos outros o mais rude trabalho. Não é espantoso que durante muito tempo os homens não tenham achado nada de chocante nessas preferências, enquanto faziam o mesmo a respeito de seus próprios filhos, pelos direitos de primogenitura e os privilégios do nascimento; podiam eles crer fazer mais mal do que Deus? Mas hoje em dia o círculo das ideias se alargou; eles veem mais claro; têm noções mais nítidas da justiça; querem-na para eles, e se nem sempre a encontram na terra, esperam ao menos encontrá-la mais perfeita no céu; é por isso que toda doutrina em que a justiça divina não aparece ao homem em sua maior pureza, repugna à sua razão.

         O Céu e o Inferno – Allan Kardec.

         DEMONS ACCORDING TO SPIRITISM

20. According to the Spiritist doctrine, neither “angels” nor “devils” are beings apart from the rest of the creation; all the intelligent beings of the universe are of one and the same nature. United to material bodies, they constitute the human race which populates the Earth and other inhabited worlds of the universe; freed from those bodies, they constitute the spirit-world, or the spirits who people space. God has created them perfectible; God has given them an aim, viz., the attainment of perfection and of the happiness that is the consequence of perfection; but God has not given them perfection; God has willed that they should owe it to their own personal efforts, so that they might have all the merit of its acquisition. From the first moment of their creation, they progress incessantly, either in the state of incarnation or in the life of the spirit-world; once arrived at the culminating point of their purification they become pure spirits, or angels, according to the common expression; so that, from the embryo of the intelligent being to the angel, there is an uninterrupted chain, each link of which marks a degree in the scale of progress.

It follows, therefore, that there are spirits at every degree of moral and intellectual advancement, according as they are at the top, the bottom, or the middle, of the ladder; and that, consequently, there are, among them, spirits of every degree of knowledge and ignorance, of goodness and of badness. In the lower ranks of spirits there are some who are still deeply imbued with the love of evil and who take pleasure in doing wrong; spirits who may perfectly well be called demons, for they are capable of all the misdeeds attributed to the latter. If Spiritism abstains from giving them that name, it is because the world has attached to it the idea of beings distinct from the human race, of a nature essentially bad, doomed to evil for all eternity, and incapable of progressing in goodness.

21. According to the doctrine of the Church, the demons were created good, and have become bad through their disobedience are “fallen angels;” they were placed by God at the top of the ladder, and they have fallen from that elevation. According to Spiritism, they are imperfect spirits who will grow better in the course of time; they are still at the foot of the ladder, but they will reach the top sooner or later.

Those who, through their carelessness, their obstinacy, or their perversity, remain longer in the lower ranks, incur the penalty of their persistence in evil, for the habit of wrong- doing renders their return to goodness all the more difficult; but there comes a time when they grow weary of the misery of such an existence and of the suffering which is its consequence; they begin to compare their own existence with that of the good spirits, they understand that it is in their own interest to return to the path of rectitude, and they endeavor to become better; but they do this of their own free will, and without being constrained to do so. They are placed under the law of progress by the fact of their being capable of progressing, but they are not compelled to progress in spite of themselves. God furnishes them unceasingly with the means of progressing; but they are free to use or not use the means thus furnished. If progress were obligatory, there would be no merit in progressing, and God wills that each should have the merit of his or her actions; God does not place any one of them on the front rank as a matter of privilege, but that highest rank is open to all, and no one reaches it otherwise than through his or her own efforts. The highest angels have won their grade, like all others, and have traveled up to their present elevation by the same road.

22. Spirits, when they have reached a certain degree of purification, are entrusted with missions proportioned to their advancement; they fulfill all those that have been attributed to angels of different orders. God having created from all eternity, it follows that there have been, from all eternity, spirits competent to the discharge of all the duties involved in the government of the universe. A single species of intelligent beings, all alike submitted to the law of progress, suffices to produce the infinite variety of attainment, aptitude, and usefulness. This unity of the creation – in virtue of which all beings have the same starting-point, follow the same road, and raise themselves to higher and higher elevations as the result of their own merits – is far more in accordance with the justice of God than the creation of different species of beings, more or less favored in the way of natural gifts, which would, practically speaking, be the creation of so many privileges.

23. The common doctrine concerning the nature of angels, demons, and the human soul, not admitting the existence of the law of progress, and observation having shown the existence of beings at different degrees of elevation, human beings have been led to conclude that these differences were the product of so many different creations. This view of the subject portrays God as an unjust and partial father, bestowing all his favors on some of his children, while imposing the hardest labors and privations on the others. It is not strange that during a long period the human race should have seen nothing objectionable in these assumed preferences, for they were guilty of the same injustice through their enforcement of the laws of entitlement and the various privileges accorded to so-called noble birth; could they believe they were capable of committing more errors than God? But, at the present day, the circle of ideas has become wider; human beings see more clearly; they have sounder notions of justice, they demand it for themselves, and, although they do not always find it upon the Earth, they hope, at least, to obtain it in Heaven; and, consequently, any doctrine, which does not show the Divine Justice in all its resplendent purity, is rejected by the human mind as repugnant to both conscience and reason.

HEAVEN AND HELL OR THE DIVINE JUSTICE ACCORDING TO SPIRITISM – Allan Kardec.

Los demonios según el Espiritismo

20. Según el Espiritismo, ni los ángeles ni los demonios son seres excepcionales. La creación de los seres inteligentes es una. Unidos a cuerpos materiales, constituyen la Humanidad que puebla la Tierra y las otras esferas habitadas. Separadas de este cuerpo, constituyen el mundo espiritual o de los espíritus que pueblan los espacios. Dios los ha creado perfectibles, les ha dado como fin la perfección y la dicha, que es su consecuencia, pero no les ha dado la perfección, sino que ha querido que la debiesen a su trabajo personal, a fin de que tuviesen el mérito de ella. Desde el instante de su formación, progresan, ya sea en el estado de encarnación, ya sea en el estado espiritual. Llegados al apogeo, son espíritus puros o ángeles, según se llaman vulgarmente, de forma que desde el embrión del ser inteligente hasta el ángel, hay una cadena no interrumpida de la cual cada eslabón marca un grado en el progreso.

Resulta de esto que existen espíritus de todos los grados de adelanto moral e intelectual, según estén en lo alto, en lo bajo o en medio de la escala. En consecuencia, los hay en todos los grados de saber y de ignorancia, de bondad y de maldad. En los puestos inferiores, los hay que están aún profundamente inclinados al mal, y que se complacen en él. Se pueden llamar demonios si se quiere, porque son capaces de todas las maldades atribuidas a estos últimos. Si el Espiritismo no les conoce por este nombre, es porque indica la idea de seres distintos de la Humanidad, de una naturaleza esencialmente mala, dedicados al mal eternamente o incapaces de progresar en el bien.

21. Según la doctrina de la iglesia, los demonios han sido creados buenos y han venido a ser malos por su desobediencia. Son ángeles caídos, fueron colocados por Dios en lo alto de la escala, y han descendido. Según el Espiritismo, son espíritus imperfectos, pero que se mejorarán. Están todavía en el primer peldaño, pero ascenderán.

Los que por su indiferencia y negligencia, su obstinación y su voluntad, permanecen largo tiempo en los puestos inferiores, llevan consigo la pena, y acostumbrados al mal, les es más difícil salir de él. Pero llega un momento en que cansan de tan penosa existencia y de los sufrimientos que son su consecuencia. Entonces es cuando, comparando su situación con la de los buenos espíritus, comprenden que su interés está en el bien, y procuran mejorarse, pero lo hacen por su propia voluntad y sin que les obligue a ello. Están sometidos a la ley del progreso por su aptitud para progresar, mas no se les hace progresar a pesar de ellos. Dios les suministra sin cesar los medios, pero son libres de aprovecharse de éstos o no. Si el progreso fuera obligatorio, no tendrían ningún mérito, y Dios quiere que tengan el de sus obras. No coloca a nadie en el primer puesto por privilegio. Éste está al alcance de todos, pero no llegan a él sino por sus esfuerzos. Los ángeles más elevados han conquistado su grado, como los otros, pasando por el mismo camino que todos.

22. Cuando llegan a cierto grado de depuración, los espíritus tienen misiones en relación con su adelanto. Cumplen todas aquellas que se atribuyen a los ángeles de los diferentes órdenes. Como Dios ha creado desde la eternidad, siempre se han encontrado para poder desempañar todas las misiones necesarias a la marcha y gobierno del Universo. Una sola especie de seres inteligentes sometidos a la ley del progreso basta, pues, para todo. Esta unidad en la Creación, con la idea de que todos tienen un mismo punto de partida, el mismo camino que recorrer y que todos se elevan por su propio mérito, está mucho más conforme con la justicia de Dios que la creación de especies diferentes más o menos favorecidas de dones naturales, que serían otros tantos privilegios.

23. La doctrina vulgar sobre la naturaleza de los ángeles, de los demonios y de las almas humanas, no admitiendo la ley del progreso, y viendo, sin embargo, seres en diversos grados, ha deducido de esto que eran otras tantas creaciones especiales. De este modo se hace de Dios un padre parcial, dándolo todo a algunos de sus hijos, mientras que impone a los otros el más rudo trabajo. No debe causarnos gran admiración que los hombres, después de tanto tiempo, no se hayan parado en estos privilegios, cuando obraban del mismo modo con respecto a sus propios hijos, por los derechos de primogenitura y los privilegios de nacimiento. ¿Podían creer que hacían algo peor que lo que Dios hizo? Pero hoy el círculo de las ideas se ha extendido. Ven más claro, tienen nociones más elevadas de la justicia, la quieren para ellos, y si no la encuentran en la tierra, al menos, encontrarla más perfecta en el cielo. Por esto repugna a su razón cualquier doctrina en la que la justicia divina no se les manifieste en su mayor pureza.

EL CIELO Y EL INFIERNO o La Justicia Divina según el Espiritismo – Allan Kardec.

sábado, 29 de abril de 2023

Pardono / Perdão – 333

333. – Ĉu estas pardono sen pento, en la dia leĝo?

– La dia leĝo estas unu sola, nome tiu de la amo, ampleksanta ĉiujn aĵojn kaj ĉiujn homojn de la senlima Universo.

La patra donaĵo de Dio, koncerne la reenkarniĝon kiel sanktan okazon por nova sperto jam signifas per si mem la pardonon aŭ la grandanimecon de la Leĝo.

Sed tiu okazo estas donita nur kiam la Spirito deziras regeneriĝi kaj renovigi siajn internajn valorojn per la diligento ĉe la sanktigaj laboroj. Jen kial ĉies bonvolo estas ĉiam la pento, kiun la Dia Providenco utiligas favore por la individua kaj kolektiva pliboniĝo, dum la marŝo de la estuloj al la kulminoj de la spirita evoluo.

         La Konsolanto – Emmanuel / Chico Xavier.

333 –Na lei divina, há perdão sem arrependimento?

A lei divina é uma só, isto é, a do amor que abrange todas as coisas e todas as criaturas do Universo ilimitado.

A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei. Todavia, essa oportunidade só é concedida quando o Espírito deseja regenerar-se e renovar seus valores íntimos pelo esforço nos trabalhos santificantes.

Eis por que a boa-vontade de cada um é sempre o arrependimento que a Providência Divina aproveita em favor do aperfeiçoamento individual e coletivo, na marcha dos seres para as culminâncias da evolução espiritual.

O Consolador – Emmanuel / Chico Xavier.

sábado, 15 de abril de 2023

FÉ E VIDA - Emmanuel

Por mais que sofras, guarda a fé em Deus e segue adiante, no caminho que a vida te deu a trilhar.

A própria Natureza é um livro de confiança na Providência Divina.

O sol continua brilhando.

Não percas o otimismo.

O trabalho é uma bênção.

Age construindo.

Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo.

Não lastimes o inevitável.

Se erraste, recomeça a empreitada de ação na qual te comprometeste.

Não te lamentes, nem reclames.

Não creias em vitória do bem, sem árduos problemas a resolver.

Aconselha-te com a paciência em qualquer dificuldade.

Convence-te de que a dor é sempre renovação para o bem.

Evita os assuntos infelizes.

Fala, auxiliando em favor da tranqüilidade e da elevação.

Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis.

Perdoa sempre.

Auxilia aos outros, sem a preocupação de receber o amparo alheio.

Tudo aquilo que fizermos agora, será aquilo que colheremos depois.

Ninguém conquista a láurea do aprimoramento pessoal no transcurso de apenas um dia.

Não reclames dos companheiros ainda inadaptados a entender o amor Infinito do Cristo, como asas de anjos, quando estão aprendendo a caminhar.

Livro: Paz.

Emmanuel / Chico Xavier.

domingo, 21 de agosto de 2022

Anjos guardiães. Espíritos protetores, familiares ou simpáticos / Guardian Angels: Protective, Familiar and Sympathetic Spirits.(1)

489. Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?

“Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.”

490. Que se deve entender por anjo guardião?

“O Espírito protetor pertencente a uma ordem elevada.”

491. Qual a missão do Espírito protetor?

“A de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, encorajá-lo nas provas da vida.”

492. O Espírito protetor liga-se ao indivíduo desde o seu nascimento?

“Desde o nascimento até a morte, e muitas vezes o acompanha na vida espírita, depois da morte, e mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.”

493. É voluntária ou obrigatória a missão do Espírito protetor?

“O Espírito fica obrigado a vos assistir, uma vez que aceitou esse encargo. Cabe-lhe, porém, o direito de escolher seres que lhe sejam simpáticos. Para alguns, é um prazer; para outros, missão ou dever.”

a) – Ligando-se a uma pessoa, renuncia o Espírito a proteger outros indivíduos?

“Não; mas protege-os menos exclusivamente.”

494. O Espírito protetor fica fatalmente preso à criatura confiada à sua guarda?

“Frequentemente sucede que alguns Espíritos deixam suas posições de protetores para desempenhar diversas missões. Mas nesse caso outros os substituem.”

495. Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?

“Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame.

“É uma doutrina, esta, dos anjos guardiães, que, pelo seu encanto e doçura, deveria converter os mais incrédulos. Não vos parece grandemente consoladora a ideia de terdes sempre junto de vós seres que vos são superiores, prontos sempre a vos aconselhar e amparar, a vos ajudar na ascensão da abrupta montanha do bem; mais sinceros e dedicados amigos do que todos os que mais intimamente se vos liguem na Terra? Eles se acham ao vosso lado por ordem de Deus. Foi Deus quem aí os colocou e, aí permanecendo por amor de Deus, desempenham bela, porém penosa missão. Sim, onde quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados conselhos.

“Ah! se conhecêsseis bem esta verdade! Quanto vos ajudaria nos momentos de crise! Quanto vos livraria dos maus Espíritos! Mas, oh! Quantas vezes, no dia solene, não se verá esse anjo constrangido a vos observar: “Não te aconselhei isto? Entretanto, não o fizeste. Não te mostrei o abismo? Contudo, nele te precipitaste! Não fiz ecoar na tua consciência a voz da verdade? Preferiste, no entanto, seguir os conselhos da mentira!” Oh! Interrogai os vossos anjos guardiães; estabelecei entre eles e vós essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes ocultar nada, pois que eles têm o olhar de Deus e não podeis enganá-los. Pensai no futuro; procurai adiantar-vos na vida presente. Assim fazendo, encurtareis vossas provas e mais felizes tornareis as vossas existências. Vamos, homens, coragem! De uma vez por todas, lançai para longe todos os preconceitos e pensamentos ocultos. Entrai na nova senda que diante dos passos se vos abre. Caminhai! Tendes guias, segui-os, que não falhareis em atingir a meta, porquanto essa meta é o próprio Deus.

“Aos que considerem impossível que Espíritos verdadeiramente elevados se consagrem a tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que nós vos influenciamos as almas, estando embora muitos milhões de léguas distantes de vós. O espaço, para nós, nada é, e não obstante viverem noutro mundo, os nossos Espíritos conservam suas ligações com os vossos. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas ficai certos de que Deus não nos impôs tarefa superior às nossas forças e de que não vos deixou sós na Terra, sem amigos e sem amparo. Cada anjo guardião tem o seu protegido, pelo qual vela, como o pai pelo filho. Alegra-se, quando o vê no bom caminho; sofre, quando ele lhe despreza os conselhos.

“Não receeis fatigar-nos com as vossas perguntas. Ao contrário, procurai estar sempre em relação conosco. Sereis assim mais fortes e mais felizes. São essas comunicações de cada um com o seu Espírito familiar que fazem sejam médiuns todos os homens, médiuns ignorados hoje, mas que se manifestarão mais tarde e se espalharão qual oceano sem margens, levando de roldão a incredulidade e a ignorância. Homens doutos, instruí os vossos semelhantes; homens de talento, educai os vossos irmãos. Não imaginais que obra fazeis desse modo: a do Cristo, a que Deus vos impõe. Para que vos outorgou Deus a inteligência e o saber, senão para os repartirdes com os vossos irmãos, senão para fazerdes que se adiantem pela senda que conduz à bem-aventurança, à felicidade eterna?”

São Luís, Santo Agostinho.

Nada tem de surpreendente a doutrina dos anjos guardiães, a velarem pelos seus protegidos, malgrado a distância que medeia entre os mundos. É, ao contrário, grandiosa e sublime. Não vemos na Terra o pai velar pelo filho, ainda que de muito longe, e auxiliá-lo com seus conselhos correspondendo-se com ele? Que motivo de espanto haverá, então, em que os Espíritos possam, de um outro mundo, guiar os que tomaram sob sua proteção, uma vez que, para eles, a distância que vai de um mundo a outro é menor do que a que, na Terra, separa os continentes? Não dispõem, além disso, do fluido universal, que entrelaça todos os mundos, tornando-os solidários; veículo imenso da transmissão dos pensamentos, como o ar é, para nós, o da transmissão do som?

496. O Espírito que abandona o seu protegido, que deixa de lhe fazer bem, pode fazer-lhe mal?

“Os bons Espíritos nunca fazem mal. Deixam que o façam aqueles que lhes tomam o lugar. Costumais então lançar à conta da sorte as desgraças que vos acabrunham, quando só as sofreis por culpa vossa.”

497. Pode um Espírito protetor deixar o seu protegido à mercê de outro Espírito que lhe queira fazer mal?

“Os maus Espíritos se unem para neutralizar a ação dos bons. Mas, se o quiser, o protegido dará toda a força ao seu protetor. Pode acontecer que o bom Espírito encontre alhures uma boa vontade a ser auxiliada. Aplica-se então a isso, enquanto aguarda o momento de voltar ao seu protegido.”

498. Será por não poder lutar contra Espíritos maléficos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?

“Não é porque não possa, mas porque não quer. E não quer, porque das provas sai o seu protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos, dando-os por meio dos bons pensamentos que lhe inspira, mas que infelizmente nem sempre são ouvidos. A fraqueza, o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes resistência.”

499. O Espírito protetor está constantemente com o seu protegido? Não haverá alguma circunstância em que, sem abandoná-lo, ele o perca de vista?

“Há circunstâncias em que não é necessário esteja o Espírito protetor junto do seu protegido.”

500. Chegará um tempo em que o Espírito deixe de precisar de anjos guardiães?

“Sim, quando ele atinge o ponto de poder guiar-se a si mesmo, como sucede ao estudante, para o qual um momento chega em que não mais precisa de mestre. Isso, porém, não se dá na Terra.”

501. Por que é oculta a ação dos Espíritos sobre a nossa existência e por que, quando nos protegem, não o fazem de modo ostensivo?

“Se vos fosse dado contar sempre com a ação deles, não obraríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que este possa adiantar-se, precisa de experiência, adquirindo-a frequentemente à sua custa. É necessário que exercite suas forças, sem o que seria como a criança a quem não consentem que ande sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira que não vos tolha o livre-arbítrio, porquanto, se não tivésseis responsabilidade, não avançaríeis na senda que vos há de conduzir a Deus. Não vendo quem o ampara, o homem se confia às suas próprias forças. Sobre ele, entretanto, vela o seu guia e, de tempos a tempos, lhe brada, advertindo-o do perigo.”

502. O Espírito protetor que consegue trazer ao bom caminho o seu protegido lucra algum bem para si?

“Constitui isso um mérito que lhe é levado em conta, seja para seu progresso, seja para sua felicidade. Sente-se ditoso quando vê bem-sucedidos os seus esforços, o que representa, para ele, um triunfo, como triunfo é, para um preceptor, os bons êxitos do seu educando.”

a) – É responsável pelo mau resultado de seus esforços?

“Não, pois que fez o que de si dependia.”

503. Sofre o Espírito protetor quando vê que seu protegido segue mau caminho, não obstante os conselhos que dele recebe? Não há aí uma causa de turbação da sua felicidade?

“Compungem-no os erros do seu protegido, a quem lastima. Tal aflição, porém, não tem analogia com as angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal, e que o que não se faz hoje, amanhã se fará.”

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

489. Are there spirits who attach themselves to a specifc individual to protect and help that person?

“Yes, spiritual brothers and sisters, you also call them your protective spirit or good spirit.”

490. What should we understand by the expression guardian angel?

“A high order protective spirit.”

491. What is the mission of a protective spirit?

“Similar to that of parents to their children – to lead their wards down the right path, give them advice, console them when they are sick or suffering, and support their courage in the trials of human life.”

492. Are protective spirits attached to individuals from birth?

“From birth to death. They often follow them after death into the spirit life, and even through several successive physical lives as these existences are very short phases of their existence as spirits.”

493. Is the mission of a protective spirit voluntary or obligatory?

“Your protective spirit is duty-bound to watch over you, having accepted that task. Spirits can choose their wards from a selection of like-minded beings. In some cases, this position is a pleasure, while in others it is a job or duty.”

a) By attaching to a person, does a spirit cease to protect other individuals?

“No, but the spirit does so less exclusively.”

494. Are protective spirits inextricably tied to the ward assigned to them?

“Spirits often leave their position to fulfll various missions, but an exchange is carried out in that case.”

495. Do protective spirits ever abandon their charges when the latter continuously ignore their guidance?

“The spirits withdraw from their charges when they see that their guidance is fruitless and their charges are stubbornly determined to yield to the infuence of inferior spirits. However, they are never entirely abandoned and the spirits continue to make themselves heard. Their wards are the ones who shut their ears. As soon as incarnates call them back, the spirits return.”

“If there is any theory that could win over the biggest skeptics by its charm and beauty, it is that of guardian angels. To think that you always have a superior being by your side, ready to guide you, support you and help boost you in climbing the mountain of self-betterment, whose friendship is more devoted than the most intimate union that you can make on Earth is a source of great solace. These beings are there at God’s orders. It was God who has placed them at your side. They are there out of their love for God, and they fulfll an honorable but painstaking mission. Wherever you go, prison, solitude, the lepers’ house, or even the lowest haunts and taverns, they are by your side. Nothing ever separates you from your invisible friend, whose presence you cannot see but from whom your soul receives the gentlest impulsions and hears the wisest counsels.”

“If only you fully grasped this truth! It would help you in your moments of need and save you from the traps of malicious spirits! But how many times, on the great day, this angel of goodness will have to say to you, ‘Did I not warn you, yet you would not follow my lead? Did I not show you the abyss, and you insisted on throwing yourself into it? Did I not speak the truth to your conscience, and you followed devious suggestions?’ Communicate with your guardian angels and establish the affectionate intimacy that exists between loyal friends. Do not try to hide anything from them, Do not think of hiding anything from them because they are God’s eyes. Think of the future and try to advance upward. This will shorten your trials and make your lives happier. Come; take heart! Cast away all preconceived notions and reservations, and boldly travel the new road that opens before you! Go forth, you have guides; all you have to do is follow them. Your goal cannot fail you, for your goal is God.”

“To those who fnd it impossible to believe that high spirits would commit to such a grueling task requiring infnite patience, we respond that these spirits infuence your souls from afar. Space is nothing to us and our spirits can be connected to yours from worlds away. We possess qualities that you cannot fathom, and rest assured that God has not given us a task that is beyond our strength. God has not abandoned you on Earth without friends and support. All guardian angels have their wards, over whom they watch like parents watch over their children. They are elated when they see them following the right road and saddened when their guidance is ignored.”

“Do not be afraid to ask us questions. Always remain connected with us, as it will make you stronger and happier. This communication between human beings and their familiar spirits will eventually make everyone mediums, mediums ignored today, but who will show themselves later, spreading out like an ocean without shores to sweep away disbelief and ignorance. Those who have received instruction must in turn educate others. Those who are talented must raise their brothers and sisters. You cannot even comprehend what good you accomplish by doing so. The work imposed on you by God is the work of Christ. Why has God given you intelligence and knowledge, if you were not meant to share it with your brothers and sisters to help them on the road leading to eternal happiness?”

Saint Louis, Saint Augustine

The concept of guardian angels watching over us, despite the distance between worlds, is as natural as it is grand and sublime. Do parents not watch over their children through the wise suggestions in letters when distance separates them? Why should you be surprised that spirits guide their charges from one world to another? Don’t they have the universal fuid that binds all the worlds together, and unite them in solidarity - an immense vehicle for transmitting thought, just as air is the vehicle for sound?

496. If spirits abandon their charges and no longer help them, can they harm them?

“Good spirits never cause harm to anyone. They leave that to inferior spirits. You then accuse fate of the bad luck or troubles that plague you, but they are the result of your own bad behavior.”

497. Can protective spirits leave their charges at the mercy of spirits wanting to do them harm?

“Wicked spirits band together to counteract the good, but if wards would so desire, they could restore all the power to the protective spirit. While waiting for the return of their charges, protective spirits may fnd other individuals whose kindness and openness make it easy to help them.”

498. When protective spirits allow their wards to go astray, is it because they are unable to manage the malicious spirits who mislead them?

“No, it is not because they can’t but because they choose not to. Their wards will become wiser and better through the trials they have chosen for themselves. Protective spirits assist their wards through the wise guidance they provide however, unfortunately, sometimes they are ignored. The weakness, carelessness, or pride of humans is what gives strength to bad spirits. Their power over you comes solely from your lack of willpower to provide enough resistance to their action.”

499. Do protective spirits always accompany their charges? Are there any circumstances under which they may lose sight of them, without completely abandoning them?

“There are circumstances under which the presence of the protective spirit is not necessary.”

500. Do spirits ever reach a point where they no longer need a guardian angel?

“Yes, when they are able to guide themselves, in the same manner that students reach a point where they no longer need a teacher. However, this does not take place on Earth.”

501. Why is the role that spirits have in our lives covert? Why do they not openly protect and guide us?

“If you counted on their support, you would not act of your own accord, which would cause your spirit to remain stationary. All human beings need to acquire experience, often at their own expense, in order to advance. They need to exercise their own power, otherwise they remain stunted, like a child who is not allowed to walk alone. The action of spirits is regulated so that your free will is maintained. Without responsibility, you would not advance on the road leading to God. Human beings put forth their own strength because they do not see their invisible support. Their guides continue to watch over them, and call out to them to warn them of danger when necessary.”

502. When guardian angels succeed in leading their charges down the right path, do they gain any beneft for themselves?

“It is an admirable task, which is credited to them for their advancement or happiness. They celebrate when they are successful, and feel a sense of triumph in the same way that teachers are elated at the success of their students.”

a) Are they responsible if their wards do not succeed?

“No, since they have done everything that they could.”

503. Do protective spirits get upset when their wards proceed down the wrong road? Does it upset their own happiness?

“They are saddened by the errors of their wards and feel pity for them, but they do not experience the anguish of human parents because they know that if the wrongs committed by their wards are not remedied today, they will be tomorrow.”

THE SPIRITS' BOOK – Allan Kardec.

domingo, 7 de agosto de 2022

Convulsionários / Convulsionaries / CONVULSIONARIOS.

481. Desempenham os Espíritos algum papel nos fenômenos que se dão com os indivíduos chamados convulsionários?

“Sim e muito importante, bem como o magnetismo, que é a fonte primária de tais fenômenos. O charlatanismo, porém, os tem amiúde explorado e exagerado, de sorte a lançá-los ao ridículo.”

a) – De que natureza são, em geral, os Espíritos que concorrem para a produção dessa espécie de fenômenos?

“Pouco elevada. Supondes que Espíritos superiores se deleitem com tais coisas?”

482. Como é que sucede estender-se subitamente a toda uma população o estado anormal dos convulsionários e dos que sofrem das chamadas crises?

“Efeito de simpatia. As disposições morais se comunicam muito facilmente, em certos casos. Não sois tão alheio aos efeitos magnéticos que não compreendais isto, assim como a parte que alguns Espíritos naturalmente tomam no fato, por simpatia com os que os provocam.”

Entre as singulares faculdades que se notam nos convulsionários, facilmente se reconhecem algumas de que o sonambulismo e o magnetismo oferecem numerosos exemplos, tais como, além de outras, a insensibilidade física, a leitura do pensamento, a transmissão das dores por simpatia, etc. Não há, pois, duvidar de que aqueles em quem tais crises se manifestam estejam numa espécie de sonambulismo desperto, provocado pela influência que exercem uns sobre os outros. Eles são ao mesmo tempo magnetizadores e magnetizados, inconscientemente.

483. Qual a causa da insensibilidade física que se observa em alguns convulsionários, assim como em outros indivíduos submetidos às mais atrozes torturas?

“Em alguns é, exclusivamente, efeito do magnetismo que atua sobre o sistema nervoso, do mesmo modo que certas substâncias. Em outros, a exaltação do pensamento embota a sensibilidade. Dir-se-ia que nestes a vida se retirou do corpo, para se concentrar toda no Espírito. Não sabeis que quando o Espírito está vivamente preocupado com uma coisa o corpo nada sente, nada vê e nada ouve?”

A exaltação fanática e o entusiasmo têm proporcionado, em casos de suplícios, múltiplos exemplos de uma calma e de um sangue frio que não seriam capazes de triunfar de uma dor aguda, senão admitindo-se que a sensibilidade se acha neutralizada, como por efeito de um anestésico. Sabe-se que, no ardor da batalha, combatentes há que não se apercebem de que estão gravemente feridos, ao passo que, em circunstâncias ordinárias, uma simples arranhadura os poria trêmulos.

Visto que esses fenômenos dependem de uma causa física e da ação de certos Espíritos, pode-se perguntar como, em alguns casos, há podido uma autoridade pública fazê-los cessar. Simples a razão. Meramente secundária é aqui a ação dos Espíritos, que nada mais fazem do que aproveitar-se de uma disposição natural. A autoridade não suprimiu essa disposição, mas a causa que a entretinha e exaltava. De ativa que era, passou esta a ser latente. E a autoridade teve razão para assim proceder, porque do fato resultava abuso e escândalo. Sabe-se, ademais, que semelhante intervenção nenhum poder absolutamente tem, quando a ação dos Espíritos é direta e espontânea.

O Livro dos Espiritos – Allan Kardec.

481. Do spirits play a role in the phenomena exhibited by individuals called convulsionaries?

“Yes, a very important one, just like magnetism, which is the original source of these phenomena. Charlatans have infated these effects and made them a matter of speculation, which has demeaned them.”

a) What is the general nature of the spirits who help produce this type of phenomena?

“Not very elevated. Do you think that higher spirits would waste their time in such a manner?”

482. How can the abnormal state of convulsionaries and hysterical individuals suddenly strike an entire population?

“Out of sympathy. Moral dispositions are communicated quite easily in certain cases. Surely you are not so unaware of the effects of human magnetism that you are unable to understand this. There is also the natural role of certain spirits in such occurrences, through sympathy with those by whom they are produced.”

Somnambulism and magnetism show us numerous examples of bizarre behavior identical to the ones convulsionaries display. These include physical insensitivity, thought reading, sympathetic transmission of pain, and so on. This makes it impossible to doubt that these hysterical individuals are experiencing some sort of waking somnambulism, determined by the infuence that they inadvertently exercise upon each other. At the same time, they are both magnetizers and magnetized without even realizing it.

483. What is the cause of the physical insensitivity sometimes observed in convulsionaries, and even in other people, when subjected to the most brutal torture?

“In some cases it is simply an exclusively magnetic effect, which acts upon the nervous system as certain substances do. In other cases, mental excitement stifes the sensitivity of the body, with life seeming to withdraw from the body to concentrate on the spirit. Have you not observed that when the spirit is intensely concerned with any matter, the body neither feels, nor sees nor hears?”

The excitement of fanaticism and enthusiasm often offer, by individuals subjected to tortures, examples of a tranquility that could hardly trump excruciating pain unless the sensitivity of the patient was defused by some kind of anesthetic effect. In the heat of battle, a severe wound is often obtained without being noticed, while a mere scratch is intensely felt under ordinary circumstances.

Since these phenomena are due to both the action of physical causes and that of spirits, one may wonder how public authorities, in some cases, were able to stop them. The answer is very simple. The action of spirits is only secondary. They do nothing more than take advantage of a natural predisposition. Public authorities did not overcome this predisposition, but rather the cause that stimulated it, reducing it from an active state to a latent one. They were right in doing this because this phenomenon was the impetus of exploitation and scandal. This interference, however, is ineffective when the action of spirits is direct and spontaneous.

THE SPIRITS' BOOK – Allan Kardec.

481. ¿Toman alguna parte los espíritus en los fenómenos que se producen en los individuos, designados con el nombre de convulsionarios?

«Sí, y muy grande; lo mismo que el magnetismo que es su origen primitivo, pero a menudo el charlatanismo ha explotado y exagerado esos efectos, lo que ha puesto en ridículo».

-¿De qué naturaleza son por lo general los espíritus que cooperan a esa especie de fenómenos?

«Poco elevados. ¿Creéis que los espíritus superiores se divierten en tales cosas?»

482. ¿Cómo puede desarrollarse súbitamente en toda una población el estado anormal de los convulsionarios y crisíacos?

«Efecto simpático. Las disposiciones morales se comunican muy fácilmente en ciertos casos. No eres tan extraño a los efectos magnéticos para no comprender esto, y la parte que ciertos espíritus deben tomar en ello por simpatía hacia los que los provocan».

Entre las raras facultades que se observan en los convulsionarios, se reconocen sin trabalo algunas de que ofrecen numerosos ejemplos el sonambulismo y el magnetismo: tales son, entre otras, la insensibilidad física, el conocimiento del pensamiento, la transmisión simpática de los dolores, etc. No puede, pues, dudarse de que esos crisíacos estén en una especie de estado de sonambulismo despierto, provocado por la influencia que ejercen los unos en los otros. Son a la vez magnetizadores y magnetizados a pesar suyo.

483. ¿Cuál es la causa de la insensibilidad física que se nota en ciertos convulsionarios, o en otras personas sujetas a los más rudos tormentos?

«En algunos es un efecto exclusivamente magnético que obra sobre el sistema nervioso del mismo modo que ciertas sustancias. En otros la exaltación del pensamiento embota la sensibilidad; porque parece que la vida se ha retirado del cuerpo para reconcentrarse en el espíritu. ¿No sabéis que cuando el espíritu se ocupa atentamente de algo, el cuerpo no ve, ni siente, ni oye nada?»

La exaltación fanática y el entusiasmo ofrecen a menudo en los suplicios, el ejemplo de una calma y sangre fría que no podrían sobreponerse a un dolor agudo, si no se admitiese que la sensibilidad se encuentra neutralizada por una especie de afecto anestésico. Sabido es que en el ardor del combate no se apercibe uno con frecuencia de una herida grave, al paso que, en circunstancias ordinarias, un rasguiío haría temblar.

Puesto que estos fenómenos dependen de una causa física y de la acción de ciertos espíritus, puede preguntarse de que ha dependido que la autoridad los haya hecho cesar en ciertos casos. La razón es obvia. La acción de los espíritus en este caso no es más que secundaría, y se reduce a aprovecharse de tina disposición natural. La autoridad no ha suprimido esta última, sino la causa que la sostenía y exaltaba; de activa que era, la ha hecho latente, y razón ha tenido para proceder así; porque originaba abuso y escándalo. Por lo demás. se sabe que semelante intervención es impotente cuando la acción de los espíritus es directa y espontánea.

EL LIBRO DE LOS ESPÍRITUS – Allan Kardec.

domingo, 31 de julho de 2022

Possessos / Demonposeditoj.

473. Pode um Espírito tomar temporariamente o envoltório corporal de uma pessoa viva, isto é, introduzir-se num corpo animado e obrar em lugar do outro que se acha encarnado neste corpo?

“O Espírito não entra em um corpo como entras numa casa. Identifica-se com um Espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, a fim de obrar conjuntamente com ele. Mas o encarnado é sempre quem atua, conforme queira, sobre a matéria de que se acha revestido. Um Espírito não pode substituir-se ao que está encarnado, pois este terá que permanecer ligado ao seu corpo até ao termo fixado para sua existência material.”

474. Desde que não há possessão propriamente dita, isto é, coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, pode a alma ficar na dependência de outro Espírito, de modo a se achar subjugada ou obsidiada ao ponto de a sua vontade vir a achar-se, de certa maneira, paralisada?

“Sem dúvida, e são esses os verdadeiros possessos. Mas é preciso saibas que essa dominação não se efetua nunca sem que aquele que a sofre o consinta, quer por sua fraqueza, quer por desejá-la. Muitos epiléticos ou loucos, que mais necessitavam de médico que de exorcismos, têm sido tomados por possessos.”

O vocábulo possesso, na sua acepção vulgar, supõe a existência de demônios, isto é, de uma categoria de seres maus por natureza, e a coabitação de um desses seres com a alma de um indivíduo, no seu corpo. Visto que, nesse sentido, não há demônios e que dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não há possessos na conformidade da ideia a que esta palavra se acha associada. O termo possesso só se deve admitir como exprimindo a dependência absoluta em que uma alma pode achar-se com relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.

475. Pode alguém por si mesmo afastar os maus Espíritos e libertar-se da dominação deles?

“Sempre é possível, a quem quer que seja, subtrair-se a um jugo, desde que com vontade firme o queira.”

476. Mas não pode acontecer que a fascinação exercida pelo mau Espírito seja de tal ordem que o subjugado não a perceba? Sendo assim, poderá uma terceira pessoa fazer que cesse a sujeição da outra? E, nesse caso, qual deve ser a condição dessa terceira pessoa?

“Sendo ela um homem de bem, a sua vontade poderá ter eficácia, solicitando o concurso dos Espíritos bons, porque quanto mais se é homem de bem, tanto maior poder se terá sobre os Espíritos imperfeitos, para afastá-los, e sobre os bons, para os atrair. Todavia, nada poderá, se o que estiver subjugado não lhe prestar o seu concurso. Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gostos e os desejos. Qualquer, porém, que seja o caso, aquele que não tiver puro o coração nenhuma influência exercerá. Os Espíritos bons não lhe atendem ao chamado e os maus não o temem.”

477. As fórmulas de exorcismo têm alguma eficácia sobre os maus Espíritos?

“Não. Estes últimos riem e se obstinam, quando veem alguém tomar isso a sério.”

478. Há pessoas animadas de boas intenções e que, nada obstante, não deixam de ser obsidiadas. Qual, então, o melhor meio de nos livrarmos dos Espíritos obsessores?

“Cansar-lhes a paciência, nenhum valor lhes dar às sugestões, mostrar-lhes que perdem o tempo. Em vendo que nada conseguem, afastam-se.”

479. A prece é meio eficaz para a cura da obsessão?

“A prece é em tudo um poderoso auxílio. Mas não basta que alguém murmure algumas palavras para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos.” (Ver o Livro dos Médiuns, capítulo “Da obsessão”.)

480. Que se deve pensar da expulsão dos demônios, mencionada no Evangelho?

“Depende da interpretação que se lhe dê. Se chamais demônio ao mau Espírito que subjugue um indivíduo, desde que se lhe destrua a influência, ele terá sido verdadeiramente expulso. Se ao demônio atribuirdes a causa de uma enfermidade, quando a houverdes curado direis com acerto que expulsastes o demônio. Uma coisa pode ser verdadeira ou falsa, conforme o sentido que empresteis às palavras. As maiores verdades estão sujeitas a parecer absurdos, uma vez que se atenda apenas à forma, ou que se considere como realidade a alegoria. Compreendei bem isto e não o esqueçais nunca, pois que se presta a uma aplicação geral.”

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

473. Ĉu iu Spirito povas momente vesti sin per la envolvaĵo de vivanta homo, tio estas, enŝteliĝi en animitan korpon kaj agi anstataŭ kaj en la loko de la Spirito enkarniĝinta en tiun korpon?

“Spirito ne eniras en korpon, kiel oni eniras en domon; li sin identigas kun enkarniĝinta Spirito, havanta samajn bonajn kaj malbonajn kvalitojn, kiel li, por ke ili agadu kune; sed ne alia, ol la enkarniĝinta Spirito mem, agas sur la materion, kiu lin vestas. Spirito ne povas anstataĝi iun enkarniĝintan, ĉar Spirito kaj korpo estas kunligitaj ĝis la tempo difinita por finiĝo de la materia ekzistado.”

474. Se ne estas, ĝustadire, posedo, tio estas, kunloĝado de du Spiritoj en sama korpo, ĉu la animo povas troviĝi sub la dependeco de alia Spirito, tiel, ke ĝi estas subigita aŭ obsedita ĝis tia grado, ke ĝia volo estas iom paralizita?

 “Jes, kaj tiuj estas la veraj poseditoj – aŭ “demonposeditoj”, kiel oni vulgare ilin nomas: sed sciu, ke tiu superpotenco neniam okazas sen konsento de tiu, kiu ĝin ricevas, ĉu pro malforteco, ĉu pro deziro. Estas ofte prenataj por poseditoj epilepsiuloj aŭ frenezuloj, bezonantaj prefere kuracilojn ol ekzorcizojn.”

La vorto posedito , laŭ sia vulgara senco, kondiĉas la ekziston de la demono, tio estas, de kategorio de fiaj estuloj, kaj la kunloĝadon de unu el tiuj estuloj kun la animo en ies korpo. Sed, ĉar, laŭ ĉi tiu senco, ne ekzistas demonoj, kaj ĉar du Spiritoj ne povas samtempe okupi saman korpon, tial ne ekzistas la tiel nomataj “demonposeditoj”. Kiel poseditojn oni do komprenu sole individuojn, kies animoj troviĝas sub la absoluta superpotenco de neperfektaj Spiritoj.

475. Ĉu oni povas mem forpeli la malbonajn Spiritojn kaj sin liberigi de ties superregado?

“Oni povas ĉiam forskui jugon, kiam oni volas tion nepre fari.”

476. Ĉu ne povas okazi, ke la ensorĉiteco, kaŭzita de malbona Spirito, estas tia, ke la subigita persono ĝin tute ne ekrimarkas? Ĉu tiam iu tria persono povus ĉesigi tiun subecon, kaj, en ĉi tiu okazo, kiajn kondiĉojn tiu interhelpanto devus plenumi?

“Se tiu tria persono estas virta homo, lia volo povas esti helpo, ĉar ĝi vokas la bonajn Spiritojn por kunlaboro; ju pli virta iu estas, des pli grandan povon tiu havas super la neperfektaj Spiritoj por ilin forpeli, kaj super la bonaj por ilin altiri. Tamen tiu persono estus senpotenca, se la subigito ne volonte akceptus tiun helpon; kelkaj homoj plezuras en dependeco, kiu flatas iliajn gustojn kaj dezirojn. Ĉiuokaze, kiu ne havas senmakulan koron, tiu neniom influas sur tiu situacio; la bonaj Spiritoj lin malŝatas, kaj la malbonaj lin ne timas.”

477. Ĉu la formuloj de ekzorcizo iel efikas sur la malbonajn Spiritojn?

 “Ne; kiam tiuj Spiritoj vidas iun personon preni serioze la aferon, ili ridas lin kaj obstinas.”

478. Ekzistas homoj animataj de bonaj intencoj, tamen, malgraŭ tio, subigitaj de malsuperaj Spiritoj; kion plej bonan tiuj homoj devus fari, por forpeli la obsedantajn Spiritojn?

“Lacigi ilian paciencon, tute ne atenti iliajn inspirojn, igi ilin kompreni, ke ili perdas sian tempon; kiam ili vidos, ke estas neeble ion fari, ili foriros.”

479. Ĉu la preĝo estas efika rimedo, por savi iun de obsedado de malbonaj Spiritoj?

“La preĝo estas potenca helpo por ĉio; sed kredu, ke ne sufiĉas murmurado de kelkaj vortoj por la kontentigo de deziro. Dio helpas tiujn, kiuj agadas, ne tiujn, kiuj limigas sin peti. Nepra kondiĉo estas do, ke la obsedito faru mem ĉion necesan, por sarki el si la kaŭzon, kiu altiras la malbonajn Spiritojn.”

480. Kion ni pensu pri la elpelo de la demonoj, pri kiu parolas la Evangelio?

“Tio dependas de la interpreto. Se vi nomas demono malbonan Spiriton, kiu subjugigas iun individuon, kiam la influo de tiu spirito estos nuligita, tiam demono estos do vere elpelita. Se vi atribuas malsanon al demono, kiam vi restarigos la sanon, tiam vi diros, ke vi elpelis demonon. Iu afero povas esti vera aŭ falsa, laŭ la signifo, kiun vi atribuas al la vortoj. La plej grandaj veraĵoj povas ŝajni absurdaj, kiam oni rigardas nur la formon kaj kiam oni prenas alegorion por la realo. Ĉi tion komprenu bone kaj konservu en via memoro: Ĝi havas ĝeneralan aplikadon.

La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.