domingo, 13 de setembro de 2026

A tríade Evangelho, Espiritismo e Esperanto. (5)

Visão dos Espíritos sobre o Esperanto

Francisco Valdomiro Lorenz, admirável linguista e poliglota, espírita e esperantista, após o seu desencarne, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, trouxe-nos importantes informações sobre o ascendente espiritual do Esperanto, em mensagens contidas no livro Esperanto como Revelação – Esperanto kiel Revelacio, editado pela IDE.

Em suas mensagens Lorenz revela os preparativos e o trabalho de uma equipe de elevados Espíritos, ligados aos cinco continentes e coordenados por um Espírito que ele denomina um gênio da fraternidade humana, indicado por Jesus.

Concluído o projeto, na espiritualidade, esse elevado Espírito reencarna na cidade de Bialistoque, província de Grodno, na Polônia, em 15 de dezembro de 1859 e recebe o nome de Lázaro Luís Zamenhof.

Pela própria intuição e, naturalmente, com o auxílio dos amigos espirituais, ele reconstitui o idioma da fraternidade e, como idioma internacional, publica-o em 26 de julho de 1887, com o pseudônimo de Dr. Esperanto.

O trabalho mais visível da Espiritualidade não para por aí.

No Brasil, o Esperanto recebe grande apoio da Federação Espírita Brasileira, e um dos seus diretores, Ismael Gomes Braga, torna-se vigoroso pilar na consolidação e divulgação do Esperanto em terras brasileiras. Como gramático, escritor, tradutor, produz obras reconhecidas pelos esperantistas de todos os continentes.

Em periódicos contatos com o admirável e inesquecível médium Francisco Cândido Xavier, ele tem oportunidade de receber mensagens de diferentes Espíritos esperantistas, animando-o a prosseguir na implantação desse projeto de Jesus para a fraterna comunicação entre as pessoas e as nações. Transcrevemos algumas.

Emmanuel: “... Em tuas lutas, meu irmão, não te sinta abandonado. Devotados samideanos (co-idealistas) do Além colaboram contigo em teus esforços.

A missão do Esperanto é grandiosa e profunda junto à coletividade humana.” (Revista Reformador de 1939.)

A seguir, em 19-01-1940, novamente Emmanuel vem animar e informar Ismael: “... o Esperanto é uma força que atua para união e harmonia, com o facilitar que se estabeleça a permuta de valores do pensamento, em forma universalista.

... o Esperanto é lição de fraternidade. Aprendamo-la..., com muita propriedade digo, “aprendamo-la”, porque somos companheiros vossos que, havendo conquistado a expressão universal do pensamento, vos desejamos o mesmo bem espiritual, de modo a organizarmos na Terra os melhores movimentos de unificação”. (Reformador de fevereiro de 1940.)

Novamente, pela mediunidade ímpar de F. C. Xavier, o Espírito João Ernesto traz o estímulo: “... Nós, os companheiros esperantistas e espíritas, prosseguimos na mesma luta abençoada, incentivando a fraternidade humana e a redenção da humanidade.

Quanto estiver em tuas mãos e possibilidades, distribui o entusiasmo, a esperança e a alegria no grande campo do Esperanto e do Espiritismo no Brasil”. (Reformador de julho de 1946.)

O dedicado espírita e esperantista José Machado Tosta, pela psicografia de F. C. Xavier, assinala: “... Muitas vezes, embora não me surpreendas a colaboração indireta, demoro-me contigo, trabalhando na Causa que nos identifica.

... Espiritismo e Esperanto, nossos dois grandes movimentos, são forças vivas e atuantes da elevação e da confraternização. Continuemos a prestar-lhes nosso concurso fiel”. (Reformador de janeiro de 1947.)

Sentimos, assim, o irretorquível aval que a Espiritualidade Superior dá para a divulgação do Esperanto e do Espiritismo.

Aylton Paiva - 8 de dezembro de 2023

Fonte: O Consolador – Revista Semanal de Divulgação Espírita (https://www.oconsolador.com.br/ano6/298/esperanto.html)

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Francisco Valdomiro Lorenz.

František Lorenz (Zbislav, 24 de dezembro de 1872 — Dom Feliciano, 24 de maio de 1957), também conhecido como Francisco Valdomiro Lorenz ou simplesmente Francisco Lorenz, foi um poliglota e filósofo nascido no Reino da Boêmia, Império Austro-Húngaro (hoje República Tcheca). Foi um dos primeiros esperantistas do mundo, e o segundo no Brasil.

O primeiro esperantista brasileiro foi o jornalista Arno Philipp.[1]

Capaz de comunicar-se em mais de cem idiomas, traduziu livros do sânscrito, hebraico, grego antigo, inglês, francês, italiano, chinês, japonês e árabe. Chegou a transportar uma passagem do Evangelho de João em 70 idiomas (capítulo 3, versículo 16). Estudou o aramaico, o volapuque, o tupi-guarani, o maia e outros.

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Ismael Gomes Braga:

(Ubá, 12 de julho de 1891 – Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 1969) foi um dicionarista, esperantista e espírita brasileiro.

Autodidata, mostrou rara inteligência e notável memória, apaixonando-se pela literatura. O seu interesse estendeu-se ao estudo de idiomas, inicialmente a língua francesa, que dominou, abrindo espaço para o estudo do latim, da língua italiana, da língua inglesa, da língua espanhola e do hebraico, adquirindo ainda conhecimentos de língua árabe, russo, holandês e grego.

Aos 16 anos, ainda em Ubá, incentivado pelo Maestro João Ernesto, iniciou os estudos do Esperanto, vindo a aprimorá-los posteriormente em curso ministrado pelo Dr. Alberto Couto Fernandes. Em 1910 tornou-se membro da Liga Esperantista Brasileira (atual Liga Brasileira de Esperanto), com o nº 13. Durante a sua vida tornou-se um mestre nesse idioma, e um de seus maiores divulgadores no país.

Em 1912, quando trabalhava na cidade de Teixeiras, em Minas Gerais assistiu a uma sessão com as chamadas "mesas falantes". Buscando colocar à prova o que realmente havia por trás do fenómeno, perguntou-lhe, em Esperanto, quantos irmãos tinha ("Kiom da fratoj mi havas?"). Ouviram-se de imediato cinco pancadas, o que evidenciava que a inteligência oculta conhecia o novo idioma. Entretanto, Ismael pensara no número oito, uma vez que tinha cinco irmãos e três irmãs. Insatisfeito, refez a pergunta, tendo se ouvido o mesmo número de pancadas. Ismael preparava-se para abandonar o que parecia ser uma brincadeira de mau gosto, quando se lembrou do prefixo "ge", que em Esperanto exprime a união de seres dos dois sexos. Refez então a pergunta, agora com a especificidade correta do idioma: "Kiom da gefratoj mi havas?" ("Quantos irmãos e irmãs eu tenho?"), ao que se ouviram então as oito pancadas.[1] A partir de então, ainda com o auxílio do Maestro, iniciou-se na doutrina espírita, campo em que também se destacou como difusor.

Ainda em Minas trabalhou em Ponte Nova, vindo a transferir-se para o Rio de Janeiro, onde intensificou a sua atuação junto à Liga Brasileira de Esperanto e à Federação Espírita Brasileira.

Na FEB, concebeu e deu início ao "Serviço de Propaganda do Esperanto" (1 de março de 1937, atual "Departamento de Esperanto"), atividade que dirigiu até à data de sua morte.

Na passagem da década de 1930 para a de 1940, iniciou a divulgação do esperantismo pelo rádio, tendo João Pinto de Souza lhe aberto um espaço no programa "Hora Espiritualista", na então "Rádio Transmissora do Rio de Janeiro" (atual Rádio Globo).

Nessa época, o médium Francisco Cândido Xavier recebeu mensagem dirigida ao divulgador pelo espírito Emmanuel, conclamando os espíritas a trabalhar em prol do Esperanto:

"Sim, o Esperanto é lição de fraternidade. Aprendamo-lo para sondar, na Terra, o pensamento daqueles que sofrem e trabalham noutros campos. Com muita propriedade digo 'aprendamo-la', porque somos também companheiros vossos que, havendo conquistado a expressão universal do pensamento, vos desejamos o mesmo bem espiritual, de modo a organizarmos, na Terra, os melhores movimentos de unificação."[2]

As suas atividades ligadas à propagação do Esperanto transformaram-no numa referência internacional, tendo colaborado em diversos jornais e revistas como a Brazila Esperantisto e a Reformador.

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Walter Augusto Francini:

3 de junho de 1926 – 3 de maio de 1996 - foi um jornalista e esperantista brasileiro . Ele escreveu livros originais, traduziu muitos livros para o esperanto e informou e fez propaganda sobre a língua internacional. Ele foi ativo na organização "Boa Vontade".

Francini nasceu em São Paulo . Até os 33 anos, rejeitou o esperanto por conselho de um professor. No entanto, em 1959, aprendeu esperanto com Erlind Salzan em Portoferraio, onde trabalhava como professor de ginástica . Mais tarde, viveu e propagou o esperanto em São Paulo, onde faleceu aos 69 anos.

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O programa FRATA ESPERO – ESPERANÇA FRATERNA, é transmitido todo 4° domingo do mês pelo Sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita. (AFFONSO SOARES, ELAINE KAPP, GERALDO CAMPETTI, ADRIANA KILLIAN e GIVANILDO COSTA). – EEE.

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Esperanto a Língua da Fraternidade – Givanildo Costa (Todos os sábados as 10h) – EEE.

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SEA – Spiritisma Esperanto-Asocio (Associação Espírita-Esperantista) – www.konsolanto.org

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Luiz da Costa PORTO CARREIRO Neto ( porh tux ka rhej rux ne tux) foi um engenheiro , doutor , professor e assistente brasileiro da Escola Politécnica do Rio de Janeiro . Um dos maiores médiuns do Brasil , seguidor de Francisco Valdomiro Lorenz e companheiro de Francisco Cândido Xavier . Nasceu em 7 de janeiro de 1895 em Recife , Pernambuco , e faleceu no Rio de Janeiro às 10h do dia 21 de julho de 1964. Dois dias após sua morte, manifestou-se em uma sessão espírita.[ fonte ausente ]

Foi diretor do Instituto de Química da Escola Politécnica de 1937 a 1946. Secretário-Geral da BEL e Vice-Presidente da BKE , Delegado Adjunto da UEA , Membro do Comitê de Línguas . Membro vitalício da Federação Espírita Brasileira . Delegado de Pernambuco no Conselho Nacional Espírita. Membro da Sociedade Brasileira de Cultura Alemã e membro honorário do Instituto Brasileiro de Geografia.

Campeão de xadrez , era especialista em finais artísticos. Publicou uma série de artigos na revista "Xadrez Brasileiro" de 1932 a 1934. Existe uma rua em São Paulo com o nome dele.

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A língua que veio do céu é uma coletânea de artigos oriundos da Espiritualidade pertinentes ao Esperanto. Um livro que encanta pela beleza literária e riquíssimo conteúdo. Emmanuel, Bezerra de Menezes, Erasto, André Luiz, Camilo Castelo Branco, Castro Alves e Cruz e Souza são alguns dos Espíritos que se manifestam sobre a barreira linguística, também no Plano Espiritual, e sua solução por meio do Esperanto. Sem dúvida, é uma obra que merece ser estudada, um verdadeiro repositório de ensinamentos sobre o Evangelho, o Espiritismo e o Esperanto.

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