quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

domingo, 18 de janeiro de 2026

O mordomo infiel – Vinícius.

         "Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como esbanjador de seus bens. Chamou-o e perguntou-lhe: Que é isto que ouço dizer de ti? dá conta da tua mordomia; pois já não podes mais ser meu mordomo. Disse o administrador consigo: Que hei de fazer, já que meu amo me tira a administração? Não tenho forças para cavar, de mendigar tenho vergonha. Eu sei o que hei de fazer para que, quando for despedido do meu emprego, me recebam em suas casas. Tendo chamado cada um dos devedores do seu amo, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu amo? Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe, então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinqüenta. Depois perguntou a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta, e escreve oitenta. E o amo louvou o administrador iníquo, por haver procedido sabiamente; porque os filhos deste mundo são mais sábios para com sua geração do que os filhos da luz. E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da iniqüidade, para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer a um e amar o outro, ou há de unir-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon." (Lucas, 16:1 a 13.)

         Personagens da Parábola:

         O amo ou proprietário: Deus.

         O mordomo infiel: o homem.

         Os devedores beneficiados: Nosso próximo.

         A propriedade agrícola: O mundo em que habitamos.

         Moralidade: o homem é mordomo infiel porque se apodera dos bens que lhe são confiados para administrar, como se tais bens constituíssem propriedade sua. Acumula esses bens, visando exclusivamente a proveitos pessoais; restringe sua expansão, assenhoreia-se da terra cuja capacidade produtiva delimita e compromete. Enfim, todo o seu modo de agir com relação à propriedade, que lhe foi confiada para administrar, é no sentido de monopolizá-la, segregá-la em benefício próprio, menosprezando assim os legítimos direitos do proprietário.

         Diante de tal irregularidade, o senhorio se vê na contingência de demiti-lo. Essa exoneração do cargo verifica-se com a morte. Todo Espírito que deixa a Terra é mordomo demitido. A parábola figura um, cuja prudência louva. E' aquele que, sabendo das intenções do amo a seu respeito e reconhecendo que nada lhe era dado alegar em sua defesa, procura, com os bens alheios ainda em seu poder, prevenir o futuro. E como faz? Granjeia amigos com a riqueza da iniqüidade, isto é, lança mão dos bens acumulados, que representam a riqueza do amo sob sua guarda, e, com ela, beneficia a várias pessoas, cuja amizade, de tal forma, consegue conquistar.

         E o amo (Deus) louva a ação do mordomo (homem) que assim procede, pois esses a quem ele aqui na Terra beneficiara serão aqueles que futuramente o receberão nos tabernáculos eternos (paramos celestiais, espaço, céu, etc).

         O grande ensinamento desta importante parábola está no seguinte: Toda riqueza é iníqua. Não há nenhuma legítima no terreno das temporalidades. Riquezas legítimas ou verdadeiras são unicamente as de ordem intelectual e moral: o saber e a virtude. Não assiste ao homem o direito de monopolizar a terra, nem de açambarcar os bens temporais que dela derivam. Seu direito não vai além do usufruto. Como, porém, todos os homens são egoístas e querem monopolizar os bens terrenos em proveito exclusivo, o Mestre aconselha com muita justeza que, ao menos, façam como o mordomo infiel: granjeiem amigos com esses bens dos quais ilegalmente se apossaram.

         A parábola vertente contém, em suma, uma transcendente lição de sociologia, encerrando um libelo contra a avareza e belíssima apologia da liberalidade e do altruísmo, virtudes cardeais do Cristianismo.

         Obedecem ao mesmo critério, acima exposto, estes outros dizeres da parábola: Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Não podeis servir a dois senhores: a Deus e às riquezas.

         E' claro que a riqueza considerada como sendo o pouco, como sendo a iníqua e a alheia, é aquela que consiste nos bens temporais; e a riqueza reputada como sendo o muito, como sendo o fruto da justiça e que constitui legítima propriedade nossa, é aquela representada pelo saber, pela virtude, pelos predicados de caráter, numa palavra, pela evolução conquistada pelo Espírito no decurso das existências que se sucedem na eternidade da vida.

         A terra não constitui propriedade de ninguém: é patrimônio comum. E, como a terra, qualquer outra espécie de bens, visto como toda a riqueza é produto da mesma terra. Ao homem é dado desfrutá-la na proporção estrita das suas legítimas necessidades. Tudo que daí passa ou excede é uma apropriação indébita.

         Não se acumula ar, luz e calor para atender aos reclamos do organismo. O homem serve-se naturalmente daqueles elementos, sem as egoísticas preocupações de entesourar.

         O testemunho eloqüente e insofismável dos fatos demonstra que o solo, quanto mais dividido e retalhado, mais prosperidade, mais riqueza e paz assegura aos povos e às nações. "Radix omnium malorum est avaritia." - (A Raiz de todo mal é a ganância).

         Livro: Em Torno do Mestre.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O humano e o divino – Vinícius

         As religiões pretendem estabelecer uma linha de separação entre aquilo que se convencionou denominar humano e aquilo que se conhece como divino.

         Para as religiões, o humano é o natural, e o divino é o sobrenatural. Há em tudo isto, certamente, um mal entendido, sendo mesmo um erro de apreciação que deve ser reparado.

         Se considerarmos como humano — o que os homens costumam desnaturar e corromper — estamos de pleno acordo. Neste particular não há só uma linha, mas um abismo de separação entre o que é do homem e o que é de Deus. Mas, se compreendermos por humano o que é natural ou da Natureza, não há nenhuma linha de distinção entre o humano e o divino. Em resumo: tudo o que é natural é divino. A Natureza mesma é divina em todas as suas manifestações. Nosso corpo é humano e é divino ao mesmo tempo, porque é obra de Deus. Nada há no Universo infinito que não proceda do Supremo Arquiteto: logo, tudo é divino.

         O objeto da Religião não é, como supõem os credos religiosos, separar o humano do divino: é aperfeiçoar o humano até que ele se divinize. Não é menoscabar ou destruir a matéria, mas submetê-la ao império do Espírito.

         Nosso corpo, segundo afirma S. Paulo, é santuário de Deus. Se é verdadeira a afirmativa do apóstolo — e cremos piamente que o seja — nosso corpo é divino. Desprezá-lo ou sujeitá-lo propositadamente a sevícias e mortificações não é virtude: é antes um delito. O Converso de Damasco disse: Quem destruir o santuário divino, Deus o destruirá. E disse isto em alusão ao corpo humano.

         Jesus — o divino entre os divinos — não menosprezou o corpo. Ele é o Verbo que se fez carne e habitou entre os homens. Não se sentiu diminuído em se dizer — Filho do homem. Jamais aconselhou o abandono do corpo aos males que o danificam. Os leprosos, cobertos de chagas pútridas, não causavam repugnância ao Enviado celeste. Sobre essas pústulas asquerosas o Cristo de Deus impunha suas mãos e as sarava prontamente. A pureza vencia as impurezas, mostrando na carne a obra que devia também ser feita no Espírito. Nem mesmo a matéria em decomposição inspirava asco ao Filho de Deus.

         O alto escopo do Espírito não é desprezar, nem mortificar, nem odiar a carne: é simplesmente dominá-la, sujeitando-a ao seu governo e direção.

         O sobrenatural é o absurdo, e o absurdo é dos homens, embora as religiões pretendam que seja de Deus. Com Deus está a verdade, a luz, a ordem, a Natureza em sua plenitude excelsa e deslumbrante. Se o homem obedecesse à Natureza, estaria sempre com Deus. O Espírito também é da Natureza: as leis que lhe presidem o destino são naturais como as que governam a mecânica celeste no giro dos planetas; como as que determinam a germinação da semente ou a coloração das flores. A Natureza abrange tudo, nada havendo fora da influência e da regência de suas leis.

         Há fenômenos insólitos, preternaturais, mas sobrenaturais nunca houve, nem haverá. A própria luta do Espírito com a carne é um fenômeno da Natureza. O homem sente que deve vencer a matéria. A dignidade própria lhe diz Intimamente que ele só poderá ser grande se triunfar sobre a matéria e seus desejos. O homem tem consciência que o senso da vida repousa nessa porfia e na conseqüente vitória que ele deve alcançar. E tudo isto é divino porque foi concebido por Deus, faz parte do seu programa de educação destinado à redenção dos seus filhos, que são os filhos da Humanidade.

         Não desprezemos, pois, coisa alguma. Amemos o que é puro e até o que é impuro, lembrando que o amor tudo purifica. Jesus não desdenhou os delinqüentes de qualquer matiz; e até mesmo a mulher adúltera e a pecadora Madalena encontraram nele refúgio e redenção. Os homens profanam o santuário de Deus, entregando-se aos caprichos desordenados do egoísmo insaciável. Desvirtuam o corpo, corrompendo e adulterando as suas manifestações e expansões naturais. Daí o estrabismo das igrejas criar artificialmente uma distinção entre o natural e o divino, como se tal distinção pudesse existir. Tal a origem dos jejuns, dos cilícios e mortificações infligidas ao corpo, como meio de alcançar o céu. Erro palmar. O céu é dos fortes e não dos fracos que fogem à luta; é dos que combatem com lealdade, de viseira erguida, e não, com astúcia. Enfraquecer o corpo para assegurar a vitória do Espírito importa num falso processo de vencer. E' ilusório esse triunfo. O Espírito, em verdade, não venceu o inimigo; iludiu-o apenas. Não se abrem as portas dos tabernáculos eternos com gazua. Jesus prometeu a Pedro, como aliás aos demais apóstolos, as chaves, não as gazuas, do reino dos céus..

         O caminho de evolução é um só, alegorizado naquela porta estreita e estrada apertada de que nos fala o Evangelho.

         Não procuremos, portanto, o marco que divide o humano do divino, porque tal marco é uma ilusão. Divinizemos o humano. Para que tal conseguíssemos é que o Verbo divino se humanou.

         Livro: Em Torno do Mestre.

         Vinícius / (Pedro Camargo)

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sábado, 10 de janeiro de 2026

Os órfãos / La Orfoj.

 

         18. Meus irmãos, amai os órfãos. Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais. Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício! Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei. Ponderai também que muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever. Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade; não, porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que cai, pois freqüentemente bem amargos são os vossos óbolos! Quantas vezes seriam eles recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando! Dai delicadamente, juntai ao benefício que fizerdes o mais precioso de todos os benefícios: o de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso. Evitai esse ar de proteção, que equivale a revolver a lâmina no coração que sangra e considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos. – Um Espírito familiar. (Paris, 1860.)

         O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec.

La Orfoj.

         18. Miaj fratoj, amu la orfojn; se vi scius, kiel malgaje estas resti sola kaj forgesita, precipe en la infaneco! Dio permesas, ke ekzistu orfoj, por ke ni fariĝu iliaj gepatroj. Kia dia karito estas helpi malgrandan kreiton forlasitan, eviti, ke li suferu malsaton kaj malvarmon, direkti lian animon, por ke ĝi ne dekliniĝu en malvirton! Kiu etendas la manon al forlasita infano, tiu plaĉas al Dio, ĉar tiu komprenas kaj praktikas Lian leĝon. Pensu ankaŭ, ke ofte la infano, kiun vi helpas, estis al vi kara en alia enkarniĝo; se vi povus memori tiun tempon, vi jam ne farus kariton, sed plenumus devon. Do, miaj amikoj, ĉiu suferanta estulo estas via frato kaj rajtas vian kariton, ne tiun kariton, kiu vundas la koron, ne tiun almozon, kiu bruligas la manon, sur kiun ĝi falas, ĉar viaj donetoj ofte estas tre amaraj! Kiel ofte ĉi tiuj estus rifuzitaj, se en la mansardo la malsaneco kaj nudeco ne atendus ilin! Donu afable, aldonu al la bonfaro la plej valoran el ĉiuj favoroj: bonan parolon, kareson, amikan rideton; detenu vin de tiu patrona tono, kiu turnas la pikilon en la sanganta koro, kaj pripensu, ke, farante la bonon, vi laboras por vi kaj viaj fratoj. (Familiara Spirito, Parizo, 1860.)

         La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Felicidade – Vinícius.

         Existe a felicidade? Será ficção ou realidade? Se não existe, porque tem sido essa a aspiração de todas as gerações através dos séculos e dos milênios? Já não seria tempo de o homem desiludir-se? Se existe, porque não a encontram os que a buscam com tanto empenho?

         Que nos responda o poeta: "A felicidade está onde nós a pomos; e nunca a pomos onde nós estamos".

         Eis a questão. A felicidade é um fato desde que a procuremos onde realmente ela está, isto é, em nós mesmos.

         O desapontamento de muitos com relação à felicidade, desapontamento que tem gerado incredulidade e pessimismo, origina-se de a terem procurado no exterior, onde ela não está; origina-se ainda de a suporem dependendo de condições e circunstâncias externas, quando todo o seu segredo está em nosso foro íntimo, no labirinto dos refolhos de nosso ser.

         O problema da felicidade é de natureza espiritual. Circunscrito à esfera puramente material, jamais o homem o resolverá. O anseio de felicidade que todos sentimos vem do Espírito, são protestos de uma voz interior.

         O erro está em querermos atender a esses reclamos por meio das sensações da carne e da gratificação dos sentidos. Daí a insaciabilidade, daí a eterna ilusão! O fracasso vem da maneira como pretendemos acudir ao clamor do Espírito. Ao rufiar de asas, respondemos com o escarvar de patas.

         A idéia da felicidade é tão real como a da imortalidade: aquela, porém, como esta, diz respeito à alma, não ao corpo. Ao Espírito cumpre alcançar a felicidade que está, como a imortalidade, em si mesmo, na trama da própria vida, dessa vida que não começa no berço nem termina no túmulo.

         A felicidade, neste mundo onde tudo é relativo, não exclui o sofrimento. Mesmo na dor, a felicidade legítima permanece atuando como lenitivo.

         De outra sorte, sofrer durante certo tempo e ver-se, depois, livre do sofrimento, já não será felicidade? O doente que recupera a saúde e o prisioneiro que alcança a liberdade já não se sentem, por isso, felizes? A saudade que nos crucia, não se transforma em gozo quando, novamente, sentimos palpitar, bem junto ao nosso, o coração amado?

         Não é bom sofrer para gozar? E' assim que, muitas vezes, a felicidade surge da própria dor como a aurora irrompe da noite caliginosa.

         O descanso é um prazer após o trabalho; sem este, que significação tem aquele? Assim a felicidade. Ela representa o fruto de muitos labores, de muitas porfias e de acuradas lutas. Vencer é alcançar a felicidade.

         Podemos, acaso, conceber vitória sem refregas? Quanto mais árdua é a peleja, maior será a vitória, mais saborosos os seus frutos, mais virentes os seus louros.

         Para a felicidade fomos todos criados. "Quero que o meu gozo esteja em vós, e que o vosso gozo seja completo." As graças divinas estão em nós, mas não as percebemos. A vida animalizada que levamos ofusca o brilho da luz íntima que somos nós mesmos. Vivemos como que perdidos, insulados, ignorando-nos a nós próprios. Encontrarmo-nos e nos reconhecermos como realmente somos — eis a felicidade. Fugirmos da espiritualidade é fugirmos de nós mesmos. Querendo fruir prazeres sensuais, adulteramos nossa íntima natureza, resvalando para o abismo da irracionalidade. Desse desvirtuamento vem a dor, dor que nos chama à realidade da vida e nos conduz à felicidade. A alegria de viver é conseqüência natural de um certo estado de alma, e significa viver profundamente.

         "Eu vim para terdes vida e vida em abundância". A verdadeira vida é sempre cheia de alegria; é um dia sem declínio, um sol sem ocaso. O céu é a região da luz sempiterna. A ele não iremos pela estrada ensombrada de tristezas, luto e melancolia. O caminho que conduz à felicidade, resolvendo os problemas da vida, é estreito: não é escuro, nem sombrio. Estreito, no caso, significa difícil, mas não lúgubre.

        A alegria de viver nasce do otimismo, o otimismo nasce da fé. Sem fé ninguém pode ser feliz. Sem fé e sem amor não há felicidade.

         As virtudes são suas ancilas. Haverá felicidade maior que nos sentirmos viver no coração de outrem? "Pai, quero que eles (os discípulos) sejam um em mim, como eu sou um contigo." A fusão de nossa vida em outra vida é a máxima expressão da ventura. O egoísmo é o seu grande inimigo. Alijá-lo de nós é dar o primeiro passo na senda da felicidade.

         Sendo a felicidade resultante de uma série de conquistas, é, por isso mesmo, obra de educação. Através da auto-educação de nosso Espírito, lograremos paulatinamente a felicidade verdadeira. O reino de Deus — que é o do amor, da justiça e da liberdade — está dentro de nós, disse Jesus com o peso de sua autoridade. Descobri-lo, torná-lo efetivo, firmar em nós o império desse reino, vencendo os obstáculos e os embaraços que se lhe opõem — tal é a felicidade.

         Para finalizar, concedamos a palavra a Leon Denis, o grande apóstolo da Nova Revelação: Como a educação da alma é o senso da vida, importa resumir seus preceitos em palavras: Aumentar tudo quanto for intelectual e elevado. Lutar, combater, sofrer pelo bem dos homens e dos mundos. Iniciar seus semelhantes nos esplendores de verdadeiro e do belo. Amar a verdade e a justiça praticar para com todos a caridade, a benevolência tal é o segredo da FELICIDADE, tal é o Dever, tal é a Religião que o Cristo legou a Humanidade.

         Livro: Em Torno do Mestre.

         Vinícius / (Pedro Camargo)

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PROGRAMA FRATA ESPERO - ESPERANÇA FRATERNA - 28/12/2025

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