terça-feira, 7 de abril de 2026

Coragem moral – Vinícius.

    Um dos requisitos exigidos por Jesus, como condição indispensável àqueles que pretendessem seguir-lhe as pegadas, é a coragem moral.

         Eu vos envio, disse ele aos discípulos, como ovelhas no meio de lobos. Esta frase é bastante eloqüente e, por si só, define muito bem a posição dos cristãos na sociedade do século.

     "Sereis entregues aos tribunais por minha causa. Suportareis perseguições, açoites e prisão. Haverá delações entre os próprios irmãos. Atraireis o ódio de todos. A vossa vida correrá iminente risco a cada instante.

       "Todavia, não temais, pois até os cabelos de vossas cabeças estão contados. Nenhum receio deveis ter dos homens, cujo poder não vai além do vosso corpo. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos. Portanto, nada de temores: o que vos digo à puridade proclamai-o dos eirados. Nada há encoberto que não seja descoberto; nada há oculto que se não venha a saber. Por isso, aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai celestial; e o que me negar diante dos homens, eu o negarei perante meu Pai que está nos céus."

      Tais expressões são de clareza meridiana. Para ser cristão, é preciso coragem, ânimo forte, atitude varonil. "Seja o teu falar: sim, sim; não, não". (Mateus, 5:37.) Não há lugar para composturas dúbias, indecisas, oscilantes. O crente em Cristo deve possuir convicção inabalável, têmpera rija, caráter positivo e franco.

        Entre as virtudes, não há incompatibilidades. A mansuetude, a cordura e a humildade são predicados que podem (e devem) coexistir com a energia, com a intrepidez, com a varonilidade. Deus é infinitamente misericordioso e, ao mesmo tempo, é infinitamente justo.

        O caráter do cristão há de ser forjado de aço de Toledo e de ouro do Transvaal. Assim disse Amado Nervo: "Ouro sobre aço sejam a tua vontade e a tua conduta. Sobre o aço do teu pensamento há de luzir o arabesco de ouro das formas puras e gentis. Ouro e aço será tua vida, serão teus propósitos, serão teus atos."

       Abulia indiferença e marasmo não são expressões de bondade. "Não és frio, nem quente; por isso, quero vomitar-te de minha boca." Passividade não é virtude. Entre o bem e o mal, a verdade e a impostura, a justiça e a iniqüidade não há lugar para acomodações, nem para neutralidade. O cristão se define sempre em tais conjunturas, confessando o seu Mestre. "Ninguém pode servir a dois senhores." Que relação pode haver entre Jesus e Baal? Dobrar os joelhos diante de todos os tronos, só porque são tronos; curvar-se perante todos os Césares, só porque são Césares; afazerse às tiranias e às opressões, anuir direta ou indiretamente às tranquibérnias e vilezas da época; pactuar, enfim, com a injustiça de qualquer maneira e por quaisquer motivos, é negar a Jesus-Cristo no cenáculo social. "Não sejais escravos dos homens, nem das paixões; não sejais, igualmente, nem parasitas, nem bajuladores, nem mendigos" — disse o grande educador Hilário Ribeiro em um dos seus excelentes livros didáticos. Não se triunfa na vida, sem ânimo viril. E' a covardia moral que faz o homem escravizar-se a outros homens; que o faz escravo de vícios repugnantes e de paixões vis e soezes. E' ainda por pusilanimidade e covardia que o homem bajula, mendiga e se torna parasita.

      Sem boa dose de coragem (quase ia dizendo de audácia), o homem não cumpre o dever e menos ainda consegue sair-se airosamente das emergências difíceis da vida. O suicídio, seja por este ou por aquele motivo, é sempre um ato de covardia moral. A sentinela valorosa jamais abandona o posto que lhe foi confiado.

     Os altos problemas da Vida, consubstanciados na sentença evangélica — Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito — requerem ânimo forte e vontade irredutível para serem solucionados. Não é fugindo aos perigos e às dificuldades que o homem há de vencê-las; é enfrentando-as. A coragem moral é a primeira virtude do homem de fé. Cumpre, porém, não confundir a verdadeira coragem com as caricaturas de coragem, que se ostentam por toda a parte. Estas são burlescas e vulgares, aquela é rara e cheia de nobreza. A coragem não consiste em atitudes violentas e belicosas. Nada tem de comum com a temeridade. E' serena e íntima. Não se ostenta em bracejos, ou gesticulações espetaculosas, nem em vozeios e frases ameaçadoras e ofensivas. Revela-se antes em suportar, do' que em repelir a ofensa recebida. Energia não significa agressividade. Ser franco não é ser ferino, nem, sequer, contundente.

         Quanto maior é a coragem, tanto mais calmo age o indivíduo. A consciência do valor próprio, aliada à fé no Supremo Poder, fêz o homem tolerante e sofrido, paciente e tranqüilo. Tal foi a atitude invariável de Jesus diante das conjunturas mais embaraçosas de sua vida terrena. Suportou todas as injúrias, todas as humilhações e iniqüidades que lhe foram infligidas, conservando imaculada e intangível a pureza do alto ideal por que se bateu até ao extremo sacrifício.

         Tal é a coragem de que precisam revestir-se os seus discípulos de hoje, como souberam fazer os discípulos do passado. Saulo, antes de ser Paulo, não denotou coragem nenhuma perseguindo, aprisionando e consentindo no assassínio dos primeiros adeptos do Cristianismo nascente.

      Saulo tinha às suas ordens gendarmes municiados; as altas autoridades civis e eclesiásticas lhe conferiam poderes discricionários. Os perseguidos eram párias sociais, sem proteção, pobres e desarmados. A atitude de Saulo era daquelas que confirmam o velho brocardo: Quer conhecer o vilão? Ponha-lhe nas mãos o bastão.

         Após o célebre dia de Damasco, em que Saulo se transformou em Paulo, a vilania daquele se converteu na coragem moral deste. De algoz, passou a ser vítima. A seu turno perseguido, tendo agora contra si as armas e o rancor das autoridades detentoras do poder; correndo os maiores riscos, suportando prisões e açoites, afrontando a morte a cada momento, Paulo caminha intrépido e destemido, na defesa da causa santa da justiça e da liberdade personificadas no credo de Jesus.

        O extraordinário Apóstolo das gentes nos oferece, em si mesmo, exemplos da falsa e da legítima coragem, antes e depois da conversão.

       Convertamo-nos, pois, nós os espíritas, os neo-cristãos, como se converteu Paulo.

      Provemos em nós mesmos, com a transformação radical de nosso caráter, a eficiência e o poder de Jesus-Cristo, como redentor da Humanidade, como libertador do homem, mediante o exemplo de coragem moral que nos legou como herança preciosíssima.

         Livro: Em Torno do Mestre.

         Vinícius / (Pedro Camargo)

   

O Perispírito e suas Modelacões - Luiz Gonzaga Pinheiro.


Eĉ se (Flávio Fonseca) - en Esperanto

Gramática, compreensão auditiva, compreensão de texto e conversação | Parte 02 | Aula 67 | Esperanto

THEREZINHA OLIVEIRA-INICIAÇÃO AO ESPIRITISMO-AULA 31 - "MEDIUNIDADE E SEU DESENVOLVIMENTO"

Músicas Espíritas ✨ Perdoe, Cure e Eleve Sua Alma (Paz, Família e Recomeço)

Chico Xavier-Emmanuel RENÚNCIA 1942 Podcast

Luiz Gonzaga Pinheiro O PERISPIRITO E SUAS MODELAÇÕES 1976 Podcast

sábado, 4 de abril de 2026

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vida Feliz / Vivo Feliĉa – 12 (XII)

         Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço.

         O homem mau se encontra doente e ainda não sabe.

         Dá-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para contigo.

         Se alguém te ofende, o problema é dele.

         Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.

         O ofensor é sempre o mais infeliz.

         Conscientiza-te disso e segue tranquilo.

         Livro: Vida Feliz.

         Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.


         Neniam reciproku malbonon per venĝo aŭ sama repago.

         Malbona homo estas malsanulo, kaj li ankoraŭ ne scias.

        Donu al li la medikamenton, kiu malgrandigos lian perturbon, ne uzante kontraŭ li la samajn malfelicajn rimedojn, kiujn li uzas kontraŭ vi.

         Se iu ofendas vin, la problemo estas lia.

         Kiam estas vi kiu ofendas, la afero ŝandiĝas, kaj la problemo nun estas via.

         La ofendanto estas ĉiam la plej malfeliĉa.

         Ekkonsciu pri tio, kaj iru trankvile.

         Libro: Vivo Felica.

         Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

A Memória e o Tempo - Herminio C. Miranda.

 

052 PGT Conversa Amiga Dias de Desânimo José Carlos De Lucca

#90 Estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo - Instruções dos Espíritos: Maneira de orar

AGRADECER!!! SEMPRE! | Encanto do Bem #86 - Carlinhos Conceição | 01/04/2026

DISCIPLINA DO PENSAMENTO: O Segredo da Reforma Íntima - Transforme Sua Vida! - Jorge Ellarat ✨

Aprenda Esperanto cantando: Tempos modernos - Lulu Santos

Hermínio Miranda A MEMÓRIA E O TEMPO 1996 Podcast

O que te sustenta quando a tempestade chega? #253

domingo, 29 de março de 2026

Vida Feliz / Vivo Feliĉa. 11 (XI)

 

                Torna-te amigo de todas as pessoas.

         A amizade é um tesouro do Espírito, que deve ser repartido com as demais criaturas.

         Como um sol, irradia-se e felicita quantos a recebem.

         Há uma imensa falta de amigos na Terra, gerando conflitos e desconfiança, desequilíbrio e insegurança.

         Quando a amizade escasseia na vida, o homem periga em si mesmo.

         Sê tu o amigo gentil, mesmo que, por enquanto, experimentes incompreensão e dificuldades.

         Joanna de Ângelis / Divaldo Franco

         Livro:  VIDA FELIZ.


         Fariĝu amiko de ĉiuj homoj.

         La amikeco estas trezoro de la spirito, kiu devas esti dividita inter la aliaj estuloj.

         Kiel suno, ĝi radias kaj felicigas ĉiujn, kiuj ricevas ĝin.

         Estas grandega manko de amikoj sur la  Tero; tio kaŭzas konfliktojn kaj malkonfidojn, maltrankvilibrojn kaj malsekurecon.

         Kiam amikeco mankas en la vivo, la homo endanĝerigas sin mem.

         Estu ĝentila amiko, eĉ se vi ricevas miskomprenon kaj malfacilaĵon.

         Libro: Vivo Feliĉa.

         Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

O Grande Enigma - Léon Denis.

Aprenda Esperanto cantando: Hallelujah - Leonard Cohen

Esperanto Alphabet Song

CARLINHOS CONCEIÇÃO - FAZENDO A VONTADE DO PAI

A VERDADE QUE ESCONDERAM: JESUS TINHA IRMÃOS E FAMÍLIA NA TERRA! – PALESTRA COM SEVERINO CELESTINO.

Léon Denis O GRANDE ENIGMA 1911 Podcast

SERVIR SEMPRE — UMA ORAÇÃO NA VOZ DE CHICO XAVIER

A Parábola do Bom Samaritano - Animação.

sexta-feira, 27 de março de 2026

La Aventuroj de Pinokjo - Carlo Collodi

  

Internacia #Esperanto-Libro

Unu el la plej konataj porifanaj libro estas "La aventuroj de Pinokjo" de Carlo Collodi.

La libro unue eldonita en 1883, estas klasika itala porinfana literaturo, kiu ofte estas analizata pro siaj psikologiaj kaj sociaj aspektoj.

La rakonto temas pri Geppetto, malriĉa lignaĵisto, kiu skulptas marioneton, Pinokjo, kiu mirakle ekvivas. Male al la ofte dolĉa Disney-versio, la origina Pinokjo estas priskribita kiel petolema, malobeema, hedonisma kaj naiva. Li konstante havas problemojn pro sia malbonkonduto kaj manko de respondeco.

La verko estas metaforo por la kreskado kaj edukado de infano. Pinokjo devas lerni la diferencon inter bono kaj malbono, respondeco kaj egoismo.

La Aventuroj de Pinokjo estas pli ol nur infanrakonto; ĝi estas malhela, instrua fabelo pri la malfacila vojo al matureco kaj la graveco de honesteco kaj laboremo. Ĝia daŭra populareco, inkluzive de multaj filmadaptiĝoj, montras ĝian universalan valoron.

Jen la ligilo la Esperanto-traduko de la libro pri Pinokjo.

https://verkoj.com/dn/inko/152-6.pdf

Palavras de Luz - 27, 26, 25 e 24

Momento Espírita - Vivendo o Presente tassioandr 16,6 mil inscritos Seja membro

Divaldo Franco-Joanna de Angelis JESUS E ATUALIDADE 1989 Podcast

Chico Xavier-Andre Luiz EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS 1958 Podcast

THEREZINHA OLIVEIRA - INICIAÇÃO AO ESPIRITISMO - AULA 27 - "A ORAÇÃO DOMINICAL"

Palestra Paulo e Estevão - Jorge Elarrat

terça-feira, 24 de março de 2026

Conversão – Vinícius.

         "Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino de Deus." – Jesus / Mateus, 18:3.

         Jesus, dirigindo as palavras supracitadas aos seus apóstolos, mostra a necessidade em que eles se achavam de se converterem.

         Mas, não seriam então convertidos aqueles que acompanhavam o Mestre, ouvindo-lhe os ensinamentos, edificando-se em suas vivas exemplificações? Não seriam convertidos aqueles que foram escolhidos pelo mesmo Jesus para seus colaboradores? Este caso merece ser ponderado. Dele ressalta edificante lição, digna de todo o nosso acatamento.

         Converter não importa em abraçar este ou aquele credo religioso, nem tão pouco em filiar-se a esta ou àquela igreja, aceitando determinado corpo de doutrina qualquer. O incrédulo pode tornar-se crente sem que se verifique com isso um caso de conversão.

         Converter significa transformar. Onde não há transformação, não há conversão. Quanto mais acentuada seja a transformação, tanto mais positiva será a conversão. Se essa transformação for tão grande, a ponto de se não reconhecer o objeto primitivo, podemos afirmar que se trata de verdadeiro caso de conversão.

         Na natureza, transformar quer dizer melhorar. "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"; isto é, tudo sobe, tudo levita. Crescei e multiplicai — sentença aplicada à criação dos seres — tem sentido espiritual que não deve ser desprezado. "Para frente e para o alto — tal é a legenda inscrita em cada átomo do Universo."

         Conversão é fenômeno vital de transformação constante para melhor. Tal fenômeno se realiza tanto no plano físico quanto no moral. Os reinos da Natureza se entrelaçam em movimento ascensional de contínuas transformações. O espírito progride, melhora e se aperfeiçoa através de ininterrupta série de conversões.

         Saulo transforma-se em Paulo, Simão em Pedro, Magdala em Maria. O caráter dessas personagens sofreu tal modificação que se tornaram o oposto do que eram. O fanatismo perigoso de Saulo, a fraqueza perniciosa de Simão e a voluptuosidade desenfreada de Magdala converteram-se na tolerância e no sacrifício de Paulo, na firmeza heróica de Pedro e na espiritualidade angélica de Maria. Tais são os tipos genuínos de convertidos.

         Conversão importa também em valorização. Objeto convertido é objeto valorizado. O escultor toma um bloco de pedra bruta, um lenho tosco ou mesmo um punhado de argila e converte-os em belas estátuas onde refulgem os primores da arte. É incalculável o valor que o estatuário imprime, por efeito de conversão, àqueles materiais obscuros.

         Qual o cômputo possível entre o valor do calcário, antes e depois de ser a Vênus de Milo ou o Discóbolo? E os gramas de tinta antes e depois de serem convertidos em quadros de Miguel Ângelo ou de Velásquez? Entretanto, um exame químico demonstrará tratar-se da mesma substância.

         O mesmo sucede com o homem, antes e depois da sua conversão. O caráter forma-se e consolidasse através da obra da conversão, obra que uma vez iniciada jamais deixa de prosseguir em seu curso eficiente de embelezamento e de valorização. O homem velho vai sendo absorvido pelo homem novo: é o renascimento espiritual que se opera.

         De tal sorte, é possível volver ao estado de inocência primitiva, conforme disse Jesus: "Se não vos converterdes, e não vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino de Deus." A inocência revela-se sob dois aspectos distintos: a ignorância do mal, e a vitória do bem. A primeira forma é o estado da criança; a segunda representa a condição do justo.

         A criança é inocente, porque desconhece o pecado; o justo é inocente, porque adquiriu a virtude. A inocência da criança é fruto da insipiência. A inocência do santo é filha da sabedoria.

         Esta permanece, aquela passa. A transição de uma, para outra espécie de inocência, é maravilha da conversão. Sem conversão, portanto, ninguém logrará o reino de Deus.

         Livro: Em Torno do Mestre.

         Vinícius / (Pedro de Camargo)

PALAVRAS PARA A ALMA nº 332 | Consegues ir ? | Ana Tereza Camasmie

Causas das Misérias Humanas | Evangelho Segundo o Espiritismo | Severino Celestino

Transição Planetária | Entenda esse momento da humanidade | Jorge ELARRAT

🌟AO ENCONTRO DE JESUS nº 100 | Bem aventurados os que sofrem

"EU VOU MUDAR" : A frase mais perigosa de um relacionamento #242

✨ ORAÇÃO PARA AS HORAS DIFÍCEIS ✨ HORA DIFÍCIL - Chico Xavier - Haroldo Dutra Dias

domingo, 22 de março de 2026

PROGRAMA FRATA ESPERO - ESPERANÇA FRATERNA - 22/03/2026

#89 Estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo - Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores

THEREZINHA OLIVEIRA - INICIAÇÃO AO ESPIRITISMO - AULA 26 - "A PRECE"

O Impacto do Suicídio na Família | Reflexão com Jorge Elarrat

Gramática, compreensão auditiva, compreensão de texto e conversação | Parte 01 | Aula 66 | Esperanto

REVELAÇÃO: - A VERDADE QUE ESCONDERAM SOBRE JOSÉ, O PAI DE JESUS! – PALESTRA COM SEVERINO CELESTINO.

"Médiuns" (Tim & Vanessa) en Esperanto

terça-feira, 17 de março de 2026

Vida Feliz / Vivo Feliĉa – 8 (VIII)

         Viva sempre em paz.

    Uma consciência tranquila, que não traz remorsos de atos passados, nem teme ações futuras, gera harmonia.

    Nada de fora perturba um coração tranquilo, que pulsa ao compasso do dever retamente cumprido.

         A paz merece todo o teu esforço para consegui-la.

         Livro: Vida Feliz

         Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.


         Vivu ĉiam pace.

         Konscienco trankvila, kiu ne alportas memriproĉon pro pasintaj agoj, nek timas estontajn, naskas harmonion.

         Nenio ekstera perturbas trankvilan koron, kiu pulsas laŭ la takto de la ĝuste plenumita devo.

         La paco meritas vian tutan klopodon por atingi ĝin.

         Libro: Vivo Feliĉa.

         Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

   

"ECCE HOMO" – VINÍCIUS.

 

A quem se referia a epígrafe, Pilotos?

A Jesus, a sofrer todos os desacatos,

tendo à cabeça em sangue a coroa de espinhos,

pensado pelo pó que voara dos caminhos,

a espádua chicoteada, a púrpura do manto,

e para completar o escárnio, metro a metro,

pusera-se-lhe â destra humílima de santo

a cana recurvada à guisa então de cetro.

 

E vemos-lhe, através do corpo flagelado,

refulgir, nesse dia, o espírito elevado,

no máximo da dor,

no máximo esplendor,

imponente, pairando, na escalada,

sobre os troféus da carne, assim, dilacerada.

 

Ciúme, inveja, ambição, a sede de extermínio,

o orgulho a ostentação, pruridos de domínio,

os prazeres da vida transitória,

só gratos aos sentidos,

é assim que devem ser vencidos,

e como o fêz Jesus, tragados na vitória.

 

Imitá-lo é dever nosso, ainda que a esmo,

aprender cada um a vencer-se a si mesmo.

 

O "Ecce Homo" de Pilatos,

além de frase de renome

 

que nada mais consome,

é um símbolo que os fatos

enriqueceu:

 

pois que só deve ser apresentado,

como HOMEM, quem assim, vilipendiado, torturado,

venceu!

Arnaldo Barbosa

Livro: Em Torno do Mestre.

Vinícius (Pedro Camargo)

A vida no Além - Raul Teixeira

Aprenda Esperanto Cantando: "Aquarela"

Momento Espírita - Tolerância Antes de Tudo #momentoespírita #espiritualidade #espiritismo

CARLINHOS CONCEIÇÃO - FLAGRANTE DELITO

PALAVRAS PARA A ALMA nº 331 | Tenhamos paz | Ana Tereza Camasmie

O ser e a transição planetária - Jorge Elarrat

domingo, 15 de março de 2026

#55 Estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo - Benefícios pagos com a ingratidão

Chico Xavier-Andre Luiz E A VIDA CONTINUA 1968 Podcast

Momento Espírita - Trabalho, Rotina, Descanso #momentoespírita #espiritualidade #jesus #travel

Gramática, compreensão auditiva, compreensão de texto e conversação | Parte 01 | Aula 64 | Esperanto

Hermínio Miranda A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA 1981 Podcast

Yvonne do Amaral Pereira Charles DEVASSANDO O INVISÍVEL 1963 Podcast

Bloco 5 - 28ª Conferência Estadual Espírita (15/03/2026 - 08h30)

quinta-feira, 12 de março de 2026

Ecce Homo - (Eis Aqui o Homem) Vinícius.

         Que melhor apresentação nos é dado fazer de Jesus senão aquela que ele próprio revelou? Consideremos, pois, sua auto-apresentação:

         "O Batista enviou dois de seus discípulos ao Senhor para perguntar: És tu aquele que há de vir, ou havemos de esperar outro? Quando estes homens chegaram a Jesus, disseram: João Batista enviou-nos para indagar de ti se és o Cristo esperado? Na mesma ocasião Jesus curou a muitos de moléstias, de flagelos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. Então lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, aos pobres anuncia-se-lhes o Evangelho; bem-aventurado é aquele que em mim não achar motivo de tropeço."

         Tal é o Cristo: o amigo e defensor dos humildes e dos oprimidos sofredores. O objeto de sua paixão é o pecador. A individualidade humana representa para ele um valor infinito. Deus é pai dos pecadores. Quanto mais abatido e vexado pela dor física ou moral, mais interesse o homem lhe desperta. Haja vista estes dois exemplos: o leproso e a mulher adúltera.

         Os leprosos, no tempo em que Jesus passou pela Terra, eram corridos a pedradas das cidades e aldeias. À lei de Moisés os condenava à lapidação, se tentassem penetrar nos povoados. Sobre a crueldade dessa lei que visava a evitar a propagação da lepra, havia ainda a superstição com caráter religioso, segundo a qual os leprosos eram réprobos a quem Deus punia com o terrível mal.

         E que fêz Jesus com relação àqueles infelizes? Curou-os. As chagas humanas não lhe causavam asco nem pavor, mas comiseração e piedade. E não só as mazelas do corpo lhe inspiravam aqueles sentimentos, como também as da alma. Seu gesto de compaixão pela mísera adúltera apupada pela horda de fariseus, aliado à sublime lição contida no "aquele que se julgar isento de culpa atire a primeira pedra" — é outro atestado eloqüente do quanto lhe interessava a sorte dos pecadores, particularmente dos aflitos e oprimidos.

         O Cristianismo é a historia do Cristo junto ao pecador. Na sua maneira de agir está sua doutrina. Conta Stanley Jones, missionário que há vinte anos vive na Índia, que naquele país, quando se fala em Cristianismo, o povo se mostra céptico e completamente desinteressado. Quando, porém, se faz referência à vida do Cristo no seio da Humanidade, defendendo os explorados, suavizando as angústias alheias, ensinando ao povo o meio de viver feliz, então os hindus se tornam atenciosos e, ávidos de curiosidades, pedem que se fale mais nesse Jesus amorável e bom.

         Esse fato é muito significativo. Quer dizer que as lendas forjadas pelas escolas sectárias em torno do Cristianismo estão comprometendo o surto daquele credo. Cumpre, portanto, deixar de lado as teorias, o escolasticismo, os dogmas, os rituais, e anunciar Jesus-Cristo tal como ele é, qual ele próprio se apresentou aos emissários do Batista, sarando os enfermos e anunciando aos humildes o Evangelho do amor. E bem-aventurados aqueles que se não escandalizarem nesse Jesus que é o real e verdadeiro Cristo de Deus.

         Não estamos nos tempos das teorias, mas na era dos fatos. O Cristianismo não é uma teoria: é o mesmo Cristo revelando as leis divinas à Humanidade. Jesus é um fato histórico e, ao mesmo tempo, uma necessidade de todos os momentos, porque ele sintetiza, na moral em si mesmo personificada, a solução de todos os problemas da vida humana: Ecce Homo!

         O método para ensinar a verdade religiosa é o mesmo que se emprega para ensinar a verdade científica: dedução e indução. Ora temos que partir dos fatos para seus efeitos, ora destes somos levados a remontar àqueles. Não se pode mais impor crenças: temos que convidar o povo a raciocinar conosco. A fé oficializada está nos últimos estertores; não tem prestígio moral, não tem vigor, jaz de há muito na esterilidade.

         O momento reclama uma religião que melhore o mundo. Jesus não é inimigo da sociedade. Conviveu com os homens, tomando parte em suas reuniões e festividades. Ele é adversário do vício, do crime, da corrupção e da maldade.

         Se não tivermos desde já o céu em nós mesmos, não poderemos encontrá-lo depois da morte; Jesus não veio tão pouco livrar-nos desse inferno localizado não se sabe onde: veio tirar o inferno de dentro de nós. Como? Ensinando-nos a conhecer e vencer as paixões egoísticas e animalizadas que nos torturam o espírito e nos aviltam o caráter.

         Jesus curava e prevenia as enfermidades. Sua terapêutica era curativa e profilática. "Vai, e não peques mais." A saúde do corpo e do espírito é a lei da Natureza, é o normal. As doenças físicas e morais são as anomalias, o distúrbio na vida. Sarando o leproso, Jesus não fêz milagre: restabeleceu no pecador a ordem natural. As curas maravilhosas que operou foram todas no sentido de fazer voltar, à Natureza, o que dela estava divorciado.

         O pecado está na vida anormal que o homem leva no mundo, Jesus veio normalizá-la. Sua fé é um canto de louvor à Natureza.

         Outro característico peculiar a Jesus é a sua atitude de servidor da Humanidade. Não veio para ser servido, mas para servir: todos os seus atos comprovam esta frase. Sua vida terrena foi toda de dedicação pelo homem. Viveu para outrem. Viver para outrem, como ele viveu, não é uma teoria: é um fato que impressiona profundamente os pensadores. Seus próprios adversários — Strauss e Renan —, analisando suas pegadas, acabaram rendendo-se à evidência de seu altruísmo e de seu poder de atração, reconhecendo em tudo que ele fêz o fruto do seu imenso amor pela Humanidade. Ecce Homo!

         O eclesiasticismo ou imperialismo na esfera religiosa, está em franca decadência. O tempo não comporta mais imperialismos em qualquer terreno. Jesus quer ser o que ele é, e não o que a clerezia pretende à viva força que ele seja. Jesus se revela por si mesmo àqueles que o procuram. Precisamos sair do Paganismo, buscando com Jesus a saúde, a pureza, o valor, a bondade, a alegria de viver e a imortalidade. Ele é o modelo a ser imitado. É o médico do corpo e da alma. É o pastor deste rebanho. Onde houver lágrimas a enxugar, chagas e dores a lenir, aí está Jesus no desempenho de sua missão. Ele é por excelência o servidor da Humanidade. "Vinde a mim todos vós que vos achais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei" Ecce Homo!

         A frase de Pilatos, que nos serve de epígrafe, tornou-se célebre.

         E a quem se referia o pró-cônsul romano?

         A Jesus açoitado, escarnecido, trazendo aos ombros um manto de púrpura como usavam os reis, à cabeça uma coroa de espinhos e na destra uma cana à guisa de cetro. O Cristo de Deus assim ultrajado e envilecido, sangrando pela fronte e pelo dorso, coberto de pó, suarento e todo em desalinho, foi conduzido ao pretório, e dali apresentado, ao poviléu enfurecido, pelo representante de César na Palestina.

         Essa figura trágica, do Filho do Homem, sendo uma realidade histórica, é também eloqüente símbolo.

         Vemos através daquela matéria flagelada, daquele corpo contundido, chagado e lastimoso, refulgir em todo o seu esplendor um Espírito varonil que se alteia imponente e sublime sobre os troféus da carne abatida e mortificada!

         Jesus vilipendiado é a imagem do soldado que volta de encarniçada luta, descalço, magro, olhos macilentos, maltrapilho, mas vitorioso, repassado de glória, sobraçando virentes louros colhidos através de sua bravura, de seu heroísmo mil vezes comprovado no ardor das refregas e dos combates cruentos.

         Realmente, em síntese, que nos veio ensinar e que nos exemplificou tão ao vivo o Mestre excelso, senão a luta do espírito com a matéria, o que vale dizer da vida com a morte?

         Ciúmes, invejas, rivalidades e ambição; orgulho, pruridos de domínio, de ostentação e de grandeza; luxúria, comodismo, ócios intermináveis, prazeres que só gratificam os sentidos, inclinações que tendem para a materialidade; vícios que deleitam e embriagam, que fascinam, que desfibram e amolentam (cortejos dos ministros da morte) devem ser tragados na vitória.

         Imitar a Jesus — é servir a Humanidade; conservar a vida é permanecer no seu ideal; e vencer cada um a si mesmo, à viva força, é penetrar o reino dos céus, que é o reino do Espírito, o reino da imortalidade.

         O Ecce Homo de Pilatos tornou-se frase de renome, cumprindo assinalar que é ao mesmo tempo profundamente simbólica, pois, em realidade, só deve ser apresentado como HOMEM aquele que venceu.

         Livro: Em Torno do Mestre.

         Vinícius – (Pedro de Camargo)