quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Palavra do Dia / Vorto de la tago - 74

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Li povas presi mian nomon sur la Revuo.
Ele pode estampar meu nome na Revista.
Vi povas presigi la artikolon en la fino de la numero.
Você pode fazer imprimir o artigo no final do número.
Ho, atendu momenton; jen estas ankoraŭ presita afiŝeto.
Oh, espere um momento; isso é ainda um pequeno cartaz.
Li sendas al vi presitan tabelon da demandoj.
Ele envia para você uma tabela impressa de perguntas.
Mi dezirus, ke  tiu novaĵo estu en la morgaŭan numeron.
Eu gostaria que essa novidade estivesse no número de amanhã.
"Jes, li estas nia unua presisto! " diris la homo.
"Sim, ele é nosso primeiro gráfico!" disse o senhor.
Ŝi ekvidis subite kelke da virinaj nomoj, presitaj sub la titoloj de libroj.
Ela avistou subitamente alguns nomes de mulheres impressos sob os títulos dos livros.
Tio estas skribita kaj ankaŭ presita.
Isso está escrito e também impresso.
Oraj floroj presitaj sur ĝi, prezentis agrablan vidaĵon
Flores douradas impressas sobre aquilo, davam uma visão agradável.
***
Vorto de la Tago - Programo Mia Amiko
Kontribuo de Kelli
Movimento Virtual de Esperanto no Brasil
Esperanto@Brazilo - http://esperanto.brazilo.org

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Retrato de Mãe – Maria Dolores.


Depois de muito tempo,
sobre os quadros sombrios do calvário.
Judas, cego no além, errava solitário...
Era triste a paisagem, o céu era nevoento...

Cansado de remorso e sofrimento,
Sentara-se a chorar...
Nisso, nobre mulher de planos superiores,
Nimbada de celestes esplendores,
Que ele não conseguia divisar,
Chega e afaga a cabeça do infeliz.
Em seguida, num tom de carinho profundo,
Quase que em oração ela diz:
- Meu filho, porque choras?

Acaso não sabeis? – replica o interpelado,
Claramente agressivo.
Sou um morto e estou vivo.
Matei-me e novamente estou de pé,
Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé...
Não ouvistes falar em Judas, o traidor?
Sou eu que aniquilei a vida do Senhor...
A princípio, julguei poder fazê-lo rei,
Mas apenas lhe impus, sacrifício, martírio, sangue e cruz.
E em flagelo e aflição
Eis que a minha vida agora se reduz...
Afastai-vos de mim,
Deixai-me padecer neste inferno sem fim...
Nada me pergunteis, retirai-vos senhora,
Nada sabeis da mágoa que me agita...
O assunto que lastimo é unicamente meu...

No entanto a dama calma respondeu:
- Meu filho, sei que choras, sei que lutas,
Sei a dor que causa o remorso que escutas...
Venho apenas falar-te
Que Deus é sempre amor em toda parte...
E acrescentou serena:
- A bondade de Deus jamais condena:
Venho por mãe a ti, buscando um filho amado.
Sofre com paciência a dor e a prova.
Terás em breve, uma existência nova...
Não te sintas sozinho ou desprezado!

Judas interrompeu-a e bradou, rude e pasmo:
- Mãe? Não venhais aqui com mentira e sarcasmo.
Depois de me enforcar num galho de figueira,
Para acordar na dor,
Sem mais poder fugir à vida verdadeira.
Fui procurar consolo e força de viver.
Ao pé da pobre mãe que forjara o ser !..
Ela me viu chorando e escutou meus lamentos.
Mas teve medo dos meus sofrimentos.
Expulsou-me a esconjuros,
Chamou-me monstro, por sinal
Disse que eu era
Unicamente o espírito do mal,
Intimidou-me a terrível retrocesso,
Mandando que apressasse o meu regresso
Para a zona infernal de onde eu vinha...
Ah ! Detesto lembrar a horrível mãe que eu tinha...
Não me faleis de mães, não me faleis de amor,
Sou apenas um monstro sofredor...

Inda assim – disse a dama docemente:
- Por mais recuses, não me altero,
Amo-te filho meu, amo-te e quero
Ver-te de novo a vida
Maravilhosamente revestida
De paz e luz, de fé e elevação...
Virás comigo à terra,
Perderás pouco a pouco, o ânimo violento,
Terás o coração
Nas águas de bendito esquecimento.
Numa existência de esperança,
Levar-te-ei comigo
A remansoso abrigo.
Dar-te-ei outra mãe ! Pensa e descansa!...

E Judas neste instante.
Como quem olvidasse a própria dor gigante,
Ou como quem se desgarra
De pesadelo atroz,
Perguntou: - quem sois vós?
Que me falais assim, sabendo-me traidor?
Sois divina mulher, irradiando amor,
Ou anjo celestial de quem pressinto a luz?

No entanto ela a fitá-lo frente a frente,
Respondeu simplesmente:
- Meu filho, eu sou a mãe de Jesus!

Livro: Momentos de Ouro.
Maria Dolores / Chico Xavier.

Um Espírito nos funerais de seu corpo.

Os Espíritos sempre nos disseram que a separação da alma e do corpo não se dá instantaneamente. Algumas vezes começa antes da morte real, durante a agonia. Quando se faz notar a última pulsação, o desprendimento ainda não é completo. Ele se opera mais ou menos lentamente, conforme as circunstâncias e até sua completa libertação a alma experimenta uma perturbação, uma confusão que lhe não permitem dar-se conta de sua situação. Ela se encontra no estado de uma pessoa que desperta e cujas ideias são confusas.
Tal estado nada tem de penoso para o homem cuja consciência é pura; sem compreender bem o que vê, está calmo e espera sem temor o completo despertar. Ao contrário, é cheio de angústias e de terrores para aquele que teme o futuro.
A duração dessa perturbação, dizemos nós, é variável. É muito menos longa naquele que durante a vida já elevou seus pensamentos e purificou sua alma; dois ou três dias lhe bastam, enquanto que a outros são precisos, por vezes, oito ou mais dias. Muitas vezes assistimos a esse momento solene e sempre vimos a mesma coisa. Não é, pois, uma teoria, mas o resultado da observação, pois é o Espírito que descreve e pinta a sua própria situação.
Eis um exemplo bem característico e muito interessante para o observador, por não tratar-se de um Espírito invisível que escreve por intermédio de um médium, mas de um Espírito que é visto e ouvido junto ao seu corpo, tanto na câmara ardente quanto na igreja, durante o serviço fúnebre.
O Sr. X... acabava de ser vitimado por um ataque de apoplexia. Algumas horas depois de sua morte, o Sr. Adrien, um de seus amigos, achava-se na câmara mortuária, com a esposa do defunto. Ele viu distintamente o Espírito andar em todas as direções; olhar alternativamente para o seu corpo e para as pessoas presentes e depois sentar-se numa poltrona. Tinha exatamente a mesma aparência de quando vivo. Vestia-se do mesmo jeito: sobrecasaca preta e calças pretas. Estava com as mãos nos bolsos e parecia desconfiado.
Durante esse tempo a esposa procurava um papel na escrivaninha. O marido olhou-a e disse: “Procurarás em vão; nada encontrarás.” Ela nada suspeitava, porque o Sr. X. só era visível para o Sr. Adrien.
No dia seguinte, durante o serviço fúnebre, o Sr. Adrien viu novamente o Espírito de seu amigo vagando ao lado do caixão, mas já não tinha a roupa da véspera: estava envolto numa espécie de túnica. Entre ambos travou-se a seguinte conversa. Notemos, de passagem, que o Sr. Adrien não é sonâmbulo; que nesse momento, como no dia anterior, estava perfeitamente desperto e que o Espírito lhe aparecia como se fora um convidado para o enterro.
─ Diga-me uma coisa, meu caro Espírito: o que sentes agora?
─ Conforto e sofrimento.
─ Não compreendo isto.
─ Sinto que estou vivendo a minha verdadeira vida, entretanto, vejo o meu corpo aqui neste caixão; apalpo-me e não me sinto, contudo sinto que vivo, que existo. Serei então dois seres? Ah! Deixe-me sair desta noite, deste pesadelo.
─ Deverás ficar muito tempo assim?
─ Oh! Não. Graças a Deus, meu amigo, sinto que despertarei em breve. Seria horrível se assim não fosse. Tenho as ideias confusas; tudo é obscuridade; penso na grande divisão que acaba de ser feita... e da qual nada compreendo.
Que efeito lhe produziu a morte?
─ A morte? Eu não estou morto, meu filho! Você se engana. Eu me levantava e de repente fui atingido por uma escuridão que me desceu sobre os olhos; depois me levantei e imagine o meu espanto ao me ver, ao me sentir vivo e ter ao meu lado, sobre o ladrilho, meu outro ego deitado. Minhas ideias estavam confusas. Eu tentava me recompor, mas não conseguia. Vi minha mulher chegar e velar-me, lamentando-se, mas eu me perguntava o motivo. Eu a consolava, falava-lhe, mas ela nem me respondia nem me compreendia. É isto que me torturava e deixava meu espírito mais perturbado. Só você me fez bem, porque me escutou e compreende o que eu quero. Você me ajuda a destrinçar minhas ideias e me faz um grande bem. Mas por que os outros não fazem o mesmo? Eis o que me tortura... O cérebro está esmagado por esta dor... Irei vê-la. Talvez agora ela me entenda... Até logo, meu caro amigo. Me chame, que e eu irei vê-lo... Farei uma visita de amigo... Surpreendê-lo-ei... Até logo.
A seguir o Sr. Adrien o viu aproximar-se do filho que chorava. Curvou-se sobre ele, ficou uns momentos nessa posição, depois partiu rapidamente. Não havia sido entendido, mas sem dúvida imaginava ter produzido um som. “Eu estou persuadido, diz o Sr. Adrien, de que o que ele dizia chegava ao coração do filho. Eu vos provarei isso. Eu o vi depois, e ele estava mais calmo.”
OBSERVAÇÃO: Este relato está de acordo com tudo quanto havíamos observado sobre o fenômeno da separação da alma; confirma, em circunstâncias muito especiais, esta verdade: após a morte, o Espírito ainda está presente. Acreditamos ter diante de nós apenas um corpo inerte, ao passo que ele vê e entende tudo quanto se passa ao seu redor; penetra o pensamento dos assistentes e vê que entre si e eles a única diferença é a visibilidade e a invisibilidade. As lágrimas de crocodilo dos ávidos herdeiros não o abalam.
Quantas decepções devem os Espíritos experimentar nesse momento!
Revista Espírita 1858 – Allan Kardec.

149. O gênero de morte influi no estado da alma? / ¿Influye el género de muerte en el estado del alma?

149. O gênero de morte influi no estado da alma?
O estado da alma varia consideravelmente segundo o gênero de morte, mas, sobretudo, segundo a natureza dos hábitos durante a vida. Na morte natural, o desprendimento se opera gradualmente e sem abalo, começando mesmo antes que a vida esteja extinta. Na morte violenta, por suplício, suicídio ou acidente, os laços são partidos bruscamente; o Espírito, surpreendido, fica como que tonto com a mudança nele efetuada, e não acha explicação para a sua situação. Um fenômeno, mais ou menos constante em tal caso, é a persuasão em que ele se conserva de não estar morto, podendo essa ilusão durar muitos meses e mesmo muitos anos.
Neste estado, ele se locomove, julga ocupar-se dos seus negócios, como se ainda estivesse no mundo, e mostra-se espantado de não lhe responderem, quando fala.
Essa ilusão também se nota, fora dos casos de morte violenta, em muitos indivíduos, cuja vida foi absorvida pelos gozos e interesses materiais. (Ver O livro dos espíritos, questão 165. Revista espírita, junho de 1858, O suicida da Samaritana; Idem, dezembro de 1858, Um Espírito nos funerais de seu corpo; Idem, julho de 1859, O zuavo de Magenta; Idem, dezembro de 1859, Um Espírito que não se acredita morto; Idem, março de 1863, François-Simon Louvet, do Havre.)
O que é o espiritismo – Allan Kardec.
149. ¿Influye el género de muerte en el estado del alma?
El estado del alma varía considerablemente según el género de muerte, sobre todo según la naturaleza de las costumbres durante la vida. En la muerte natural el desprendimiento se verifica gradualmente y sin sacudimiento, y aun a veces empieza antes de haber cesado la vida. En la muerte violenta por suplicio, suicidio o accidente los lazos se rompen bruscamente; el Espíritu, sorprendido de improviso, está como aturdido por el cambio que en él se ha verificado, sin poderse explicar su situación. Un fenómeno casi constante en este caso es la persuasión en que está de no haber muerto y esta ilusión puede durar muchos meses, y hasta muchos años.
En este estado va, viene y cree ocuparse de sus negocios como si aún perteneciera a la Tierra, muy admirado porque no se le contesta cuando habla.
Esta ilusión no es exclusivamente peculiar de las muertes violentas, sino también en muchos individuos cuya idea ha sido absorbida por los goces y los intereses materiales. (El Libro de los Espíritus, núm. 165).
QUÉ ES EL ESPIRITISMO – Allan Kardec.

Perché gli spiritisti non temono la morte / Motivo, kial la spiritistoj ne timas la morton / Porque os espíritas não temem a morte.

Perché gli spiritisti non temono la morte.
10 - La dottrina spiritista cambia completamente il modo di vedere l’avvenire. La vita futura non è più un’ipotesi, ma una realtà; lo stato delle anime dopo la morte non è più un sistema, è il risultato di un’osservazione. Il velo è tolto: Il mondo spirituale ci appare in tutta la sua realtà pratica: non sono gli uomini che lo hanno scoperto attraverso una concezione ingegnosa, sono gli stessi abitanti di quel mondo che vengono a descriverci la loro situazione; noi li vediamo su ogni gradino della scala spirituale, in tutte le fasi della felicità e dell’infelicità; assistiamo a tutte le peripezie della vita dell’oltretomba. Questa è la causa per cui gli spiritisti considerano la morte con calma, per cui i loro ultimi istanti sulla terra sono così sereni. Ciò che li sostiene non è semplicemente la speranza, è la certezza; essi sanno che la vita futura altro non è che la continuazione della vita presente in condizioni migliori, e l’attendono con la stessa fiducia con cui attendono il levar del sole dopo uma notte di tempesta. I motivi di questa fiducia stanno nei fatti di cui sono testimoni e nella concordanza tra tali fatti e la logica, tra la giustizia e la bontà di Dio e le aspirazioni intime dell’uomo.
Per gli spiritisti, l’anima non è più un’astrazione; ha un corpo etereo che ne fa un essere ben definito, che il pensiero abbraccia e concepisce; è già molto, per fissare le idee sulla sua individualità, sulle sue attitudini e sulle sue percezioni. Il ricordo di quanti ci sono cari poggia su qualcosa di reale. Non li si immagina più come fiamme fuggitive che non evocano nulla al pensiero, bensì sotto una forma concreta che ce li mostra quali esseri viventi. Inoltre, anziché essere perduti nelle profondità dello spazio, essi sono attorno a noi: Il mondo corporeo e il mondo spirituale sono in rapporti perpetui, e si assistono reciprocamente.
Poiché il dubbio sull’avvenire non è più ammissibile, la paura della morte non ha più ragion d’essere: la si vede giungere rimanendo sereni, come una liberazione, come la porta della vita, e non come la porta del nulla.
Cielo e Inferno – Allan Kardec.
Motivo, kial la spiritistoj ne timas la morton
10. La Spiritisma Doktrino profunde ŝanĝas la perspektivon de la estonteco. La estonta vivo ĉesas esti ia hipotezo, por fariĝi realaĵo. La postmorta stato de la animoj ne estas plu ia sistemo, sed rezulto de observado. La vualo leviĝis; la spirita mondo ekaperas al ni en la tuteco de sia praktika realo; ne la homoj malkovris ĝin per la penado de ia potenca koncepto, sed la loĝantoj mem de tiu mondo venas priskribis al ni sian situacion; tie ni vidas ilin en ĉiuj gradoj de la spirita skalo, en ĉiuj stadioj de feliĉo kaj de malfeliĉo, fine en ĉiuj sortoŝanĝoj de la transtomba vivo. Jen la motivo, kial la spiritistoj trankvile rigardas la morton kaj fariĝas serenaj en siaj lastaj momentoj sur la Tero. Jam ne nur la espero, sed ankaŭ la certeco ilin konsolas; ili scias, ke la estonta vivo estas daŭrigo de la surtera vivo, en pli bonaj kondiĉoj, kaj ili atendas ĝin, kun tiu sama konfido, kun kiu ili atendus la sunleviĝon post tempesta nokto. La kaŭzoj de tiu konfido ankaŭ venas de la atestitaj faktoj kaj de la akordiĝo de tiuj faktoj kun la logiko, kun la justeco kaj boneco de Dio, respondantaj al la intimaj aspiroj de la homaro.
Por la spiritistoj la animo ne estas ia abstraktaĵo; ĝi havas eterecan korpon, kiu ĝin difinas al la penso, kio estas multo por fiksi la ideojn pri ĝiaj individueco, kapabloj kaj perceptoj. La memoro pri tiuj, kiuj estas al ni karaj, kuŝas sur io reala. Ili ne plu prezentiĝas al ni, kiel estingiĝantaj flamoj, nenion parolantaj al nia penso, sed sub konkreta formo, pli klare montranta ilin al ni, kiel vivantajn estulojn. Krome, anstataŭ esti perditaj en la profundegaĵo de la Spaco, ili troviĝas ĉirkaŭ ni; la korpa mondo kaj la spirita mondo identiĝas en ĉiamaj interrilatoj, reciproke sin helpante.
Ĉar dubo pri la estonteco ne estas plu permesebla, malaperas la timo antaŭ la morto; ĝia alproksimiĝo estas rigardata malvarmsange, kiel iu, kiu atendas sian liberiĝon tra la pordo al la vivo, kaj ne tra tiu al la nenio.
La Ĉielo kaj la Infero – Allan Kardec.
Porque os espíritas não temem a morte
10 — A doutrina espírita muda completamente a maneira de ver-se o futuro. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade. A situação das almas após a morte não se explica por meio de um sistema, mas com o resultado da observação. O véu é levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade viva. Não foram os homens que o descobriram através de uma concepção engenhosa, mas os próprios habitantes desse mundo que nos vieram descrever a sua situação. Vemo-los ali em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da ventura e da desgraça, assistimos a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Está nisso a causa da seriedade com que os espíritas encaram a morte, da calma dos seus derradeiros instantes na Terra. O que os sustenta não é somente a esperança, mas a certeza. Sabem que a vida futura não é mais do que a continuação da vida presente em melhores condições, e esperam com a mesma confiança com que aguardam o nascimento do sol depois de uma noite tempestuosa. Os motivos desta confiança estão nos fatos que testemunharam e na concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e a bondade de Deus e com as aspirações mais profundas do homem.
Para os espíritas a alma não é mais uma abstração. Ela possui um corpo etéreo que a torna um ser definido, que podemos conceber pelo pensamento. Isso é o suficiente para nos esclarecer quanto à sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa, assim, sobre algo real. Não os representamos mais como chamas fugitivas que nada dizem ao nosso pensamento, mas como formas concretas que no-los apresentam melhor como seres vivos.
Além disso, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, estão ao nosso redor: o mundo corpóreo e o mundo espiritual estão em constantes relações e mutuamente se assistem. A dúvida sobre o futuro já não tendo mais lugar, a preocupação com a morte deixa de ter razão. Esperamo-la tranqüilamente, como uma libertação, como a porta da vida e não como a do nada.
O Céu e o Inferno – Allan Kardec.

Perturbação que se segue à morte / TURBACIÓN ESPIRITISTA.

165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?
Influência muito grande, porque o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.
Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso. De algum tempo precisa a alma para se reconhecer. Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos.
Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.
Essa perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até ao completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento. Ora, porque pensa, vê, ouve, tem a sensação de não estar morto. Mais lhe aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira-se de não poder palpá-lo. Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não creem dormir. É que têm sono por sinônimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e veem, julgam naturalmente que não dormem. Certos Espíritos revelam essa particularidade ainda que a morte não lhes tenha sobrevindo inopinadamente. Todavia, sempre mais generalizada se apresenta entre os que, embora doentes, não pensavam em morrer. Observa-se então o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterramento como se fora o de um estranho, falando desse ato como de coisa que lhe não diz respeito, até ao momento em que compreende a verdade.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma, semelhante em tudo à que acompanha um tranquilo despertar. Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele se compenetra da sua situação. Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que os que perecem ao mesmo tempo nem sempre se reveem imediatamente. No estado de perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado, ou só se preocupa com os que lhe interessam.
Na morte natural, a perturbação começa antes da cessação da vida orgânica, perdendo o Espírito toda consciência de si no momento da morte. Segue-se daí que ele jamais testemunha o último suspiro. As convulsões da agonia são efeitos nervosos que quase nunca o afetam. Dizemos quase, porque em certos casos tais sofrimentos lhe podem ser impostos como expiação.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
165. ¿El conocimiento del espiritismo tiene alguna influencia en la duración más o menos larga de la turbación?
Muy grande; porque el espíritu comprende de antemano su situación; pero la práctica del bien y la pureza de la conciencia son las que más influyen.
En el momento de la muerte, todo es al principio confuso, y el alma necesita algún tiempo para reconocerse, pues está como aturdida y en el mismo estado del hombre que, despertándose de un sueño profundo, procuro explicarse su situación, La lucidez de las ideas y la memoria del pasado le vuelven a medida que se extingue la influencia de la materia, de que acabo de separarse. y se disipa la especie de bruma que anubla sus pensamientos.
La duración de la turbación subsiguiente a la muerte es muy variable, puede ser de algunas horas, de muchos meses y hasta de muchos años. Es menos larga en las personas que, desde esta vida, se han identificado con su estado futuro; porque entonces comprenden inmediatamente su posición.
La turbación presenta circunstancias especiales, según el carácter de los individuos, y sobre todo según la clase de muerte. En las violentas, ocasionadas por suicidio, suplicio, accidente, apoplegia, heridas, etc., el espíritu está sorprendido, admirado y no cree estar muerto; lo sostiene con terquedad; ve, sin embargo. su cuerpo, sabe que es el suyo, y no comprende que esté separado de él; se acerca a las personas a quienes aprecia, y no comprende por qué no le oyen. Semejante ilusión duro hasta la completa separación del periespíritu, y hasta entonces no se reconoce el espíritu, ni comprende que ha dejado de pertenecer a los vivos. Este fenómeno se explica fácilmente. Sorprendido de improviso por la muerte, el espíritu queda aturdido con el cambio brusco que en él se ha veriflcado; para él la muerte continúa siendo sinónimo de destrucción, de anonadamiento, y como piensa, ve y oye, no se considera muerto. Lo que aumenta su ilusión es el verse con un cuerpo semejante al anterior, en cuanto a la forma, cuya naturaleza etérea no ha tenido tiempo de estudiar aun; lo cree sólido y compacto como el primero que tenia, y cuando sobre este punto se llama su atención, se sorprende de no poderse palpar. Este fenómeno es semejante al de los sonámbulos novicios que creen que no duermen. Para ellos el sueño es sinónimo de suspensión de facultades, y como piensan libremente y ven, se figuran estar despiertos. Ciertos espíritus ofrecen esta particularidad, aunque la muerte no haya sobrevenido repentinamente; pero siempre es más general en los que, aunque estaban enfermos, no creían morírse. Vese entonces el raro espectáculo de un espíritu que asiste a su entierro como al de un extraño, y que habla de él como si no le incumbiera; hasta que comprende la realidad.
La turbación subsiguiente a la muerte no es nada penosa para el hombre honrado; sino tranquila y semejante en todo al que se despierta apaciblemente. Para el que no es puro de conciencia, la turbación abunda en congojas y angustias, que aumentan a medida que se reconoce.
En los casos de muerte colectiva, se ha observado que todos los que mueren a un mismo tiempo no se vuelven a ver inmediatamente. En la turbación subsiguiente a la muerte, cada uno toma por su lado, o no se ocupa más que de lo que le interesa.
EL LIBRO DE LOS ESPÍRITUS – Allan Kardec.

Mire em direção à Luz

Quando nos defrontamos com os nossos erros, limitações e fracassos, nós tendemos a rebaixar os níveis de nossa autoestima, com graves prejuízos para nossa vida.
O cultivo de desprezo por si mesmo pode ser comparado a esses vírus que atacam nossos computadores desconfigurando o sistema operacional. É como se perdêssemos o foco de nossa imagem verdadeira, que é a do filho de Deus, criado à imagem e semelhança do Pai, e passássemos a nos enxergar como uma pessoa incapaz, medíocre, sem nenhum valor, enfim, muito diferente de como Deus nos criou.
Pare de falar mal de si mesmo. Pare de se criticar. Agindo assim você somente atrairá maiores problemas em seu caminho. Saia dessa negatividade o quanto antes. Faça algo de bom para si mesmo, e isso pode ocorrer agora mesmo, por meio de um olhar de bondade e de uma palavra de estímulo para você. É assim que Deus lida com você. Não olhe tanto para sua sombra, mire em direção à luz.
Livro: Sempre Melhor - 41
José Carlos De Lucca.