quinta-feira, 26 de março de 2015
DIANTE DO CONFORMISMO – Emmanuel.
“E não vos
conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus”. – PAULO / Romanos, 12:2.
Há conformação e
conformismo.
Conformismo é o
sistema de ajustar-se alguém a todas as circunstâncias.
Conformação é a
submissão voluntária e serena da pessoa às aperturas da vida.
Existem, por
isso, diante de Jesus, os discípulos conformados e conformistas.
Os conformados
são fiéis às disciplinas que o Mestre lhes aconselha.
Os conformistas,
porém, adaptam-se, mecanicamente, às convenções e ilusões que lubrificam os
mecanismos das conveniências humanas.
Confessam
respeito ao Cristo, mas não hesitam no desacato aos ensinamentos Dele, quando
se trate de preservar o conforto material excessivo em que se amolecem.
Dizem que Jesus
é a única estrada para a regeneração do mundo; no entanto, esposam qualquer
expediente da maioria em que a astúcia ou a clandestinidade lhes favoreçam o interesse
individual.
Adotam exterior
irrepreensível nos templos, e diretrizes inconfessáveis no intercâmbio com o
próximo.
Distinguem-se na
rua pela cortesia e pelas frases ponderosas, e andam, em casa, destemperados e
agressivos, à maneira de furacões pensantes.
Entendamos,
desse modo, o sábio apontamento do apóstolo Paulo, aprendendo a suportar com
paciência os enganos do mundo, sem nos acomodarmos com eles, certos de que é
preciso manter indefectível lealdade à aplicação dos preceitos evangélicos a
fim de que se nos renove o entendimento.
Apenas abraçando
semelhante orientação básica, ser-nos-á possível desintegrar as escamas do
egoísmo cronificado em que respiramos, há séculos, para compreender os desígnios
de Deus, na construção de nossa felicidade.
Livro: Palavras
de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico
Xavier.
Cuidados – Emmanuel.
“Não vos
inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã, cuidará de si
mesmo”. – Jesus / Mateus,6:34.
Os preguiçosos
de todos os tempos nunca perderam o ensejo de interpretar falsamente as
afirmativas evangélicas.
A recomendação
de Jesus, referente à inquietude, é daquelas que mais se prestaram aos
argumentos dos discutidores ociosos.
Depois de
reportar-se o Cristo aos lírios do campo, não foram poucos os que reconheceram
a si mesmos na condição de flores, quando não passam, ainda, de plantas
espinhosas.
Decididamente, o
lírio não fia, nem tece, consoante o ensinamento do Senhor, mas cumpre a
vontade de Deus. Não solicita a admiração alheia, floresce no jardim ou na
terra inculta, dá seu perfume ao vento que passa, enfeita a alegria ou conforta
a tristeza, é útil à doença e à saúde, não se revolta quando fenece o brilho
que lhe é próprio ou quando mãos egoístas o separam do berço em que nasceu.
Aceitaria o
homem inerte o padrão do lírio, em relação à existência na comunidade?
Recomendou Jesus
não guarde a alma qualquer ânsia nociva, relativamente à comida, ao vestuário
ou às questões acessórias do campo material; asseverou que o dia, constituindo
a resultante de leis gerais do Universo, atenderia a si próprio.
Para o discípulo
fiel, agasalhar-se e alimentar-se são verbos de fácil conjugação e o dia representa
oportunidade sublime de colaboração na obra do bem. Mas basear-se nessas
realidades simples para afirmar que o homem deva marchar, sem cuidado consigo,
seria menoscabar o esforço do Cristo, convertendo-lhe a plataforma salvadora em
campanha de irresponsabilidade.
O homem não pode
nutrir a pretensão de retificar o mundo ou os seus semelhantes de um dia para
outro, atormentando-se em aflições descabidas, mas deve ter cuidado de si,
melhorando-se, educando-se e iluminando-se, sempre mais.
Realmente, a ave
canta, feliz, mas edifica a própria casa.
A flor
adorna-se, tranqüila; entretanto, obedece aos desígnios do Eterno.
O homem deve
viver confiante, sempre atento, todavia, em engrandecer-se na sabedoria e no
amor para a obra divina da perfeição.
Livro: Vinha de
Luz.
Emmanuel / Chico
Xavier.
quarta-feira, 25 de março de 2015
MAIS DEUS - Emmanuel
Se nos
perguntassem qual o material mais necessário para cooperar com os homens na
construção da Era de Paz e Amor, não hesitaríamos em responder que precisamos,
em qualquer parte da Terra:
De mais amor
para reaquecer a vida;
De mais trabalho
do que de ideias novas;
De mais entendimento
que de observação;
De mais
cooperação do que críticas;
De mais coragem
para servir do que de inclinação para censurar;
De mais esforço
no bem do que promessas;
De mais perdão
do que conselhos;
De mais vozes
que abençoem e fortaleçam do que de ásperas exortações;
De mais
desprendimento da posse do que de suposta segurança, acobertando a sovinice;
De mais caridade
do que de ciência;
É indispensável
salientar, sobretudo, que todos nós, espíritos em evolução, ainda vinculados à
Terra, precisamos de menos mundo e mais Deus.
Emmanuel / Chico
Xavier
Livro: Recados
da Vida
terça-feira, 24 de março de 2015
Ĉevalo kaj Azeno - Ezopo / O Cavalo e o Burro - Esopo
Ĉevalo kaj Azeno - Ezopo.
La ĉevalo pavis
per siaj delikataj ornamaĵoj. Subite li renkontis azenon plene ŝarĝita per
varoj. Pro granda pezo de varoj, la azeno nur povis malrapide flankeniri por
fari vojon. La ĉevalo fiere diris, "Mi eĉ volas piedbati vin".
La azeno donis
neniun atenton al li, sed nur preĝis al Dio pri protekto. Nelonge la ĉevalo
suferis de astmo, kaj estis sendita de la mastro al la farmejo. Vidante la
ĉevalon tirantan ĉaron de fekajoj, la azeno mokis, "Arogantulo, kien iras
viaj belaj ornamaĵoj? Kial vi fariĝas tia malbonŝanculo?"
"Oni ne
devas fieraĉi pro momentaj gloroj kaj riĉaĵoj."
Libro: 440 Fabloj
de Ezopo - Jerzy Wałaszek
O Cavalo e o
Burro - Esopo
Um Cavalo,
ricamente ajaezado de seda e ouro de muito valor, encontrou no caminho um Burro
carregado e disse-lhe cheio de altivez:
— Animal
inconveniente, porque não me cedes lugar e te desvias para que eu passe?
O pobre Burro
calou-se e suportou a ofensa.
Alguns dias
depois, o Cavalo torceu uma pata e começou a mancar. O seu dono retirou-lhe por
isso os ricos arreios e pôs-lhe uma albarda para servir como animal de carga.
O Burro
encontrou-o então carregado de esterco, e disse-lhe:
— Onde vais,
irmão? Onde está a tua soberba? Porque não pedes agora que me arrede, como
fazias noutro tempo?
Livro: Fábulas
de Esopo - Carlos Pinheiro
Moral da
história
Que ninguém
despreze os pequenos e pobres por se ver bem alimentado e bem vestido ou com
honras e ofícios; porque se mudam as venturas e estados, e a soberba passada
não serve mais que de vergonha e injúria presente.
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