terça-feira, 22 de maio de 2012

FLUÍDOS

Introdução:
Segundo a Doutrina Espírita, nós somos constituídos de uma natureza ternária: Espírito, Perispírito (Corpo Espiritual) e corpo Físico. A matéria mais densa do complexo humano (corpo físico) é animada pelo fluido vital diferenciado-a da matéria inerte. Nosso Perispírito é constituído de energias e fluidos, resultantes do processo de absorção e metabolização, realizada pelos centros de forças. De conformidade com nosso estado de maior ou menor equilíbrio físico e espiritual, vamos emitir nossa atmosfera psíquica que é o conjunto de vibrações, fluidas e energias características da qualidade de nossos pensamentos e sentimentos.

Exteriorização e Atmosfera Psíquica.
O Espírito André Luiz no Livro psicografado por Francisco Cândido Xavier de nome "Mecanismo da Mediunidade" (Cap. IV), esclarece sobre o "hálito mental..." Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das energias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares. Contém elas as essências e imagens que lhes configura os desejos do mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorização, atuando sobre os que com ela se afinem e recolhendo atuação dos simpáticos.(Pg.85). Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença. (Pg.86).

Lei de Sintonia.
Sintonia significa entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. Sintonia é um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando à base de vibrações. A lei de reciprocidade impera em todos os acontecimentos da vida. Contamos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia. O pensamento é idioma universal, compreendendo-se que o cérebro ativo é um centro de ondas em movimento constante, estamos sempre em correspondência com o objeto que nos prende a atenção.
Recebemos variados apelos nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinizam conosco, tentando influenciar-nos através das ondas inúmeras dos diferentes pensamentos. Em relação à mediunidade, devemos ressaltar a questão de sintonia. "Atraímos os Espíritos que se afinizam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós sòmente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá". (Livro Nos Domínios da Mediunidade).

Percepção e Absorção Fluídica.
"Pensamentos de crueldade, revolta, tristeza, amor compreensão, esperança ou alegria teriam natureza diferenciada, com características e pesos próprios, adensando a alma ou sutilizando-a, além de lhe definirem as qualidades magnéticas".
A organização do complexo mediúnico funciona como um aparelho receptor nos domínios da radiofonia. A emissão mental condensa o pensamento e a vontade do emissor e envolve o médium em profusão de raios que lhe alcançam o campo interior, primeiramente pelos poros, que são miríades de antenas. Essas expressões apóiam-se nos centros do corpo espiritual, que funcionam como condensadores e atingem o sistema nervoso.
O cérebro onde se processam as ações e reações mentais, que determinam vibrações criativas, através do pensamento ou palavra. Tais estímulos se expressam ainda pelo mecanismo das mãos e dos pés, sentidos e órgãos que trabalham como condutores transformadores e analistas, sob o comando da mente ". (Livro Nos Domínios da Mediunidade)".
Os pensamentos agem e reagem uns sobre os outros, através de incessante corrente de assimilação e o intercâmbio de alma para alma é constante e obrigatório.
"Todos respiramos num oceano de ondas mentais, com o impositivo de ajusta-las em beneficio próprio. Vasto mar de vibrações permitidas. Emitimos forças e recebemo-las. O pensamento vige na base desse inevitável sistema de trocas".
Querendo ou não, afetamos os outros e os outros nos afetam, pelo mecanismo das idéias criadas por nós mesmos. Daí o imperativo de compreensão, simpatia, aprovação e apoio que todos carecemos, para que a tranqüilidade nos sustente e equilíbrio a fim de que possamos viver proveitosamente."(Livro – Sinal Verde – Espírito André Luiz – Introdução)".
Durante processo mediúnico, através da expansão perispiritual o médium ampliará suas capacidades receptivas e poderá perceber as emissões do hálito mental de um espírito comunicante. Essa percepção acontece no processo da sintonia e da interpenetração dos respectivos perispírito. Feito esse contato, o médium poderá analisar e fazer o reconhecimento da atmosfera fluídica da entidade, estabelecendo sua qualidade.
Para atingir esse reconhecimento o médium procura sentir o que as emanações fluídicas contêm de pensamentos, sentimentos e sensações.
Após analise e reconhecimento dos fluidos emitido pelo espírito comunicante, haverá o prosseguimento ou não do processo de comunicação mediúnica. "Há um fluxo de energia da entidade comunicante e do médium, associado valores de diferentes potenciais".
Estabelece-se um fio condutor de um para o outro que representa o pensamento de aceitação ou adesão do médium, a corrente mental atinge o necessário equilíbrio entre ambos, anulando-se a diferença existente pela integração das forças conjuntas em clima de afinidade ". (Livro Mecanismo da Mediunidade – Espírito André Luiz cap. IV pg. 51,)".
Para a continuidade de semelhante comunicação é imprescindível conservar o pensamento constante de aceitação ou adesão da personalidade mediúnica.
"Afirmamos que existe capacidade de afinização entre um Espírito e outro, quando a ação de plasmagem e projeção da matéria mental na entidade comunicante for mais ou menos igual à ação de receptividade e expressão na personalidade mediúnica".
Se o nosso padrão vibratório estiver na mesma freqüência do comunicante, reforçaremos as vibrações recebidas, estabelecendo a sintonia vibratória, possibilitada através da afinidade.
Voluntariamente o médium procura se envolver pelos fluidos e vibrações do Espírito, procurando assimilar o conteúdo de seus pensamentos, emoções e sentimentos, a eles se associando e não oferecendo oposição. No processo de absorção fluídica o médium atrai para si a corrente fluídica ampliando sua receptividade.

Rejeição dos Fluidos.
Após a percepção dos fluidos e energias emanadas de entidade comunicante, o médium decidirá, de acordo com os propósitos da reunião, dar continuidade ao processo de comunicação mediúnica, ou poderá optar pela interrupção do mesmo.
Se a decisão for favorável à interrupção, o médium deverá rejeitar e rechaçar esses fluidos e vibrações do espírito, colocando-se numa postura de impedimento a que eles se misturam aos seus. Para conseguir atingir o rechaçamento, utilizemos a nossa vontade e buscamos direcionar nossa concentração para outro objetivo que possa beneficiar os envolvidos na reunião. O Mentor Espiritual de Francisco Cândido Xavier, Emmanuel em seu livro Roteiro, adverte ao médium espírita: "É, no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão Espírito a Espírito".
Daí procede à necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e fé ativa, se pretendemos conservar o contato com os Espíritos Superiores. Para atingir tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental, no infinito bem e segui-lo sem recuar "".

Noções Sobre Fluidos – Exteriorização.
Identificação dos Fluidos – Percepção e Analise.
Fluido Cósmico Universal – Na questão de número 27(vinte e sete) de "O Livro dos Espíritos", nos encontramos a afirmação dos Espíritos de que Deus, Espírito e matéria constituem o principio de tudo o que existe, formando a trindade universal. "Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela".
O fluido universal é um elemento material se distinguindo por propriedades especiais. É fluido, estando colocado entre matéria e Espírito, e é suscetível de produzir inúmeras combinações sob a ação do Espírito. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar é o agente de que o Espírito se utiliza, é o principio sem o qual a matéria estaria em perpetuo estado de divisão.
De acordo com a questão de número 79 (setenta e nove) da obra anteriormente citada (Livro dos Espíritos), existem dois elementos gerais no Universo: O elemento inteligente e o elemento material. Os Espíritos são a individualização do principio inteligente, e os corpos são a individualização do principio material.
Nós somos, portanto, formados por um principio inteligente (Espírito); principio material (Corpo Físico), e por um principio fluídico (Perispírito). O corpo carnal tem seu principio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No capitulo do livro "A Gênese" que trata dos fluidos, e esclarecido: "Como principio elementar do Universo, o Fluido Universal assume dois estados: o de eterização imponderabilidade e o de materialização ou ponderabilidade. O ponto intermédio é o da transformação deste em matéria tangível". A cada um desses estados ocorrem fenômenos especiais: fenômenos materiais (ciência propriamente dita) e os fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam à existência dos Espíritos. No contato incessante da vida espiritual e corporal os fenômenos das duas categorias se produzem simultaneamente.
"No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme, sem deixar de ser etéreo, sofre modificações mais numerosas talvez que no estado de matéria tangível".
Essas modificações constituem fluidos distintas dotados de propriedades especiais e propiciam a ocorrência dos fenômenos do mundo invisível. Esses fluidos tem para os Espíritos, uma aparência tão material quanto os objetos tangíveis para os encarnados. Eles o elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos. Entre os elementos fluídicos do mundo espiritual há os que estão mais intimamente ligados à vida corpórea e de certa forma, pertencem ao meio terrenos.
O ponto de partida do fluido universal é o de pureza absoluta e o ponto oposto é sua transformação em matéria tangível. Entre esses dois extremos dão-se inúmeras transformações. Os menos puros e mais próximos da materialidade compõem a atmosfera espiritual da Terra, onde os Espíritos que aqui vivem haurem os elementos para sua existência.

O Perispírito
O Espírito extrai seu perispírito dos fluidos ambientes, resultando elementos constitutivos variados conforme os mundos que habite.
O envoltório perispiríticos de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação. É ele o intermediário de todas as sensações que o Espírito recebe, possibilitando a este interagir com a natureza. É o elo entre a alma e o corpo, continuando a envolver o Espírito após a desencarnação.
Os fluidos perispirituais são oriundos da metabolização automática das energias e fluidos do local onde o Espírito se encontra. Devido à sua natureza semimaterial, ele interliga o plano material e o plano espiritual, ajustando-se a cada um deles.
Os fluidos perispirituais interagem facilmente com o fluido Universal, podendo absorver e fundir-se com outras formas de energias e de matéria, através da ação do pensamento e da vontade. Quando encarnado, o perispírito conserva as mesmas propriedades do perispírito do desencarnado, apenas ficando limitado pela ligação com o corpo físico (menor freqüência vibratória). (A Gênese – Cap. XIV).
De acordo com Djalma Motta Argollo em seu livro "Possibilidades Evolutivas – Cap. VI", O Perispírito é um complexo energético onde se encontram os mecanismos responsáveis por todas as funções orgânicas, desde a seleção dos princípios hereditários até à organização da célula ovo, e seu desenvolvimento num organismo complexo". Nele estão radicados os centros funcionais que dirigem e controlam as emissões do inconsciente profundo, geradoras das funções fisiopsíquicas dos seres vivos.
A evolução biológica é resultante da interação entre perispírito e matéria, através dos milênios, que nele fixou reflexos condicionados responsáveis pela estrutura e gerenciamento do complexo orgânico. O perispírito é o veiculo onde são gravados os resultados do processo evolutivo do homem, isto é, o fruto das interações dos seres com o meio ambiente em sua globalidade.
As atividades do perispírito abrangem, a dimensão psicológica, sendo responsável pelo automatismo fisiológico, registrando os fatos de ordem psíquica, como a memória, e os inconscientes passado e atual, em fim todos os processos mentais.
O perispírito se coloca como mediador entre Espírito e matéria, facultando o tráfego entre as duas outras dimensões por um complexo energético diferenciado. O perispírito apresenta assim uma dualidade funcional: é quase material e quase imaterial simultaneamente. Experiências demonstraram que o corpo fluídico é formado por níveis energéticos diferenciados que se distribuem, em densidade crescente, do Espírito ao corpo. Esses diversos níveis energéticos mostram uma condensação progressiva, vinculada entre si. Quem vive numa dimensão, na verdade está encarnado nela, mas ao mesmo tempo vive em uma dimensão superior.
Devido à expansibilidade do perispírito acontecem os fenômenos mediúnicos, graças a essa propriedade, amplia-se a sensibilidade do médium, seu campo de percepção, permitindo um registro mais apurado da presença e do pensamento do Espírito comunicante.
As particularidades dessas manifestações guardam relação com a estrutura psíquica da cada médium, sua constituição orgânica e sua historia espiritual.

Ação dos Espíritos sobre os Fluidos
         Segundo Leon Denis em "O Problema do Ser, do Destino e da Dor" (Cap. XXIV – Pg. 355).
"O pensamento é criador. Não atua sòmente em roda de nós, influencia nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós, gera nossas palavras, nossas ações e com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura".
É através do pensamento e da vontade que os Espíritos atuam sobre os fluidos, aglomerando-os, combinando-os, dispersando-os, mudando suas propriedades. Essas modificações resultam de uma intenção ou expressam pensamentos inconscientes.
De acordo com as nossas disposições mentais, nossas emanações serão mais ou menos intensas e amplas, sendo à vontade que determina as propriedades especiais. Essas radiações formam em torno de nós, camadas concêntricas que constituem uma espécie de atmosfera fluídica, chamada de psicosfera humana.
É também através do pensamento que os Espíritos se fazem visíveis com a aparência que possibilite seu reconhecimento por parte dos encarnados. Ele cria ainda, fluidicamente, os objetos que habitualmente usara. O pensamento cria imagens fluídicas se refletindo como num espelho, no envoltório perispiríticos.

Qualidade dos Fluidos
Com a natureza dos nossos pensamentos e sentimentos, nós qualificamos os fluidos. Os fluidos que envolvem os Espíritos maus são viciados e os que recebem as influencias dos bons Espíritos, são tão puros como o grau de perfeição moral que eles alcançaram. Essa variedade de bons e maus fluidos é tão grande, como a diversidade dos pensamentos. Os fluidos adquirem as qualidades no meio onde se elaboram, pois são o veiculo do pensamento que modifica suas propriedades. Sob o ponto de vista moral, os fluidos trazem características dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de bondade, de amor, de caridade, de doçura, etc...
Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, irritantes, tóxicos, narcóticos, dulcificantes, reparadores, etc...
A qualificação dos fluidos é determinada por todas as paixões, virtudes e vícios da humanidade.
Da mesma forma que os desencarnados, os encarnados saneiam ou viciam os fluidos ambientes conforme seus pensamentos sejam bons ou maus.
O perispírito recebe de forma direta e contínua a impressão dos pensamentos do Espírito e só se modificara com a transformação deste.
Segundo "A Gênese" (Cap. XIV – pg.285). O perispírito dos encarnados tem natureza idêntica à dos fluidos espirituais e por isso pode assimila-los com facilidade, especialmente por ocasião de sua expansão e irradiação.
Os fluidos atuam sobre o perispírito e este sobre o organismo material a que se liga molécula a molécula. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar, se são má, a impressão e penosa, podendo até ocasionar enfermidades.
Nas reuniões públicas são produzidos os mesmos efeitos: pensamentos bons causam satisfação e bem estar, pensamentos maus causam ansiedade e mal-estar.
Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, nosso ser impregna-se das luzes do nosso pensamento. Se nosso pensamento é inspirado por maus desejos, pela paixão, pelo ciúme, pelo ódio, pela inveja, as imagens acumulam-se em nosso perispírito, renovando-se somente quando modificarmos o modo de pensar e agir.

Psicosfera ou "Hálito Mental"
"Os nossos pensamentos criam o fenômeno psíquico do" hálito mental ", equivalente à natureza das forças que emitimos ou assimilamos. Temos, então, um" hálito mental "desagradável e nocivo, ou agradável e benéfico. Nosso ambiente psíquico será determinado pelas forças mentais que projetamos através do pensamento, da palavra, da atitude, do ideal que desposamos (nossas aspirações). (Livro Estudando a Mediunidade – Martins Peralva pg. 22)".
O ambiente psíquico de uma pessoa de maus hábitos ou hábitos salutares será notado, sentido pelos Espíritos e pelos encarnados.
Nosso campo mental é assim inteiramente devassável pelos Espíritos, sejam encarnados ou desencarnados.
"Arrojamos de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular. Cada alma se envolve no círculo de forças vivas que lhe transpiram do" hálito mental ", na esfera das criaturas a que se emana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento". (Livro Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz Cap. I).
"O pensamento exterioriza-se e projeta-se, formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir. Quando benigno e edificante, ajusta-se às leis que nos regem criando harmonia e felicidade, todavia, quando desequilibrado e deprimente, estabelece aflição e ruína".(Idem obra citada acima).
Somos livres para escolher nossos pensamentos.
"Cada inteligência emite as idéias que lhe são particulares a se definirem por ondas de energia viva e plasticizante, mas, se arroja de si essas forças, igualmente as recebem, pelo que influencia e é influenciado. Toda criatura, ao exteriorizar-se, seja imaginando, falando, ou agindo, em movimentação positiva é um emissor atuante na vida, e sempre que se interioriza, meditando, observando ou obedecendo, de modo passivo, é um receptor em funcionamento". (Livro Encontro Marcado – Emmanuel Cap. 14).

Percepção e Analise dos Fluidos
Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros. O intercâmbio da alma para alma e obrigatório e constante e de forma imperceptível, permutamos idéias e forças uns dos outros.
Os nossos pensamentos criam o fenômeno psíquico do "hálito mental" equivalente à natureza das forças que emitimos ou assimilamos e nossas criações mentais incessantes, determinarão o tipo e o caráter de nossas companhias espirituais, através da sintonia ou lei de afinidade.
Roque Jacinto em seu livro "Desenvolvimento Mediúnico Pg. (14), define a afinidade como sendo uma lei de atração de energias que se assemelham ou que se relacionam e, na aplicação que damos nos estudos espíritas, tem a mesma significação de gostos ou preferências, de tendências e prazeres que se atraem mutuamente pela semelhança de suas vibrações mentais. O médium predisposto à comunicação espiritual, ao expandir seu perispírito vai ampliar sua percepção e poderá perceber os Espíritos que se encontram na mesma onda de pensamentos. Nossas ondas mentais determinam a espécie de recepção que obteremos. A aproximação espiritual ocorre de acordo com os princípios de afinização fluídica, pois o clima mental resultante de nossos pensamentos mais constantes é que determinam o entrelaçamento psíquico".
A influenciação é a ação de um Espírito sobre a vontade ou organismo de um médium, causando sensações anormais, psíquica ou espiritual. Se essa sensação é deprimente, dolorosa, é chamada perturbação espiritual; se for sadia, elevada, será uma inspiração ou intuição dos bons Espíritos.
Ocorrendo a exteriorização maior ou menor do perispírito do médium, este passará a ter uma condição vibratória que propicia a captar as emanações do ambiente.
Estando com a percepção ampliada, o médium poderá receber a influenciação da psicosfera (hálito mental) das entidades espirituais, identificando a qualidade de seus fluidos e energias, através das sensações transmitidas, perispírito a perispírito.
O médium poderá também perceber o ambiente fluídico local que é a combinação de todos os fluidos emanados dos presentes encarnados ou não.
Os vários tipos de Espíritos diferenciam-se de acordo com suas emanações fluídicas próprias. Essas emanações nos causam sensações que possibilitam distinguir os bons e os maus Espíritos. Os bons Espíritos irradiam fluidos leves, agradáveis, suaves, calmos, harmônicos e o médium tem uma sensação de bem-estar geral e euforia espiritual. Os maus irradiam em torno de si fluidos pesados, desagradáveis, fortes, violentos, desarmônicos, e o médium tem uma sensação de mal estar geral, ansiedade, desassossego, nervosismo, cabeça pesada, pálpebras chumbadas, bocejos freqüentes e arrepios.
Na pratica mediúnica, após expansão receptiva do perispírito, condicionada pela prece, concentração e relaxamento físico e psíquico, o médium procurará perceber o ambiente espiritual ou de alguma entidade próxima e poderá analisar as sensações decorrentes dessa aproximação ou influenciação.
"Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam as características em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os valores morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das esferas mais altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências". (Livro Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz).

Bibliografia:
A Gênese – Cap. XIV – Fonte Viva – Emmanuel pgs. 86 e 117. – O Consolador – pgs. 409/410 – Desenvolvimento Mediúnico – Roque Jacinto pgs. 14. – Seara dos Médiuns – Emmanuel pgs. 38/76. – Roteiro – Emmanuel pgs. 28 e o Livro Nos Domínios da Mediunidade. A Gênese – Cap. XIV – A Alma é Imortal – Gabriel Delanne Pg. 226-289 – Evolução em Dois Mundos – André Luiz Pg. 19 e 95 – Desenvolvimento Mediúnico – Roque Jacinto Pg. 51,52 153 e 207 – Livros dos Espíritos. Mecanismo da Mediunidade – André Luiz Pg. 35 e 158 – Obras Póstumas – Allan Kardec – Seara dos Médiuns Emmanuel Pg. 2205 Cap.38 – Nos Domínios da Mediunidade André Luiz Introdução.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lar

Lar é instituição essencialmente divina e que se deve viver, dentro de suas portas, com todo o coração e com toda a alma. Enquanto as criaturas vulgares atravessam a florida região do noivado, procuram-se mobilizando os máximos recursos do espírito e, daí o dizer-se que todos os seres são belos quando estão verdadeiramente amando. O assunto mais trivial assume singular encanto nas palestras mais fúteis. O homem e a mulher comparecem aí, na integração de suas forças sublimes. Mas logo que recebem a benção nupcial, a maioria atravessa os véus do desejo, e cai nos braços dos velhos monstros que tiranizam corações. Não concessões recíprocas. Não há tolerância e, por vezes, nem mesmo fraternidade. E apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges perdem a camaradagem e o gosto de conversar. Daí em diante, os mais educados respeitam-se; os mais rudes mal se suportavam. Não se entendem. Perguntas e respostas são formuladas em vocábulos breves. Por mais que se unam os corpos, vivem as mentes separadas, operando em rumos opostos.
Chico Xavier.
“A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. E por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem”.
Emmanuel / Chico Xavier.
Livro: O Consolador. 

Família

Conceito - Grupamento de raça, de caracteres e gêneros semelhantes, resultado de agregações afins, a família genericamente, representa o clã social ou de sintonia por identidade que reúne espécimes dentro da mesma classificação. Juridicamente, porém, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida bem comum, através de um contrato, dando origem à genitura da mesma espécie. Pequena república fundamental para o equilíbrio da grande república humana representada pela nação.
A família tem suas próprias leis, que consubstanciam as regras de bom comportamento dentro do impositivo do respeito ético, recíproco entre os seus membros, favorável à perfeita harmonia que deve vigir sob o mesmo teto em que se agasalham os que se consorciam.
Animal social, naturalmente monogâmico, o homem, na sua generalidade, somente se realiza quando comparte necessidades e aspirações na conjuntura elevada do lar.
O lar, no entanto, não pode ser configurado como a edificação material, capaz de oferecer segurança e paz aos que aí se resguardam. A casa são a argamassa, os tijolos, a cobertura, os alicerces e os móveis, enquanto o lar são renúncia e a dedicação, o silêncio e o zelo que se permitem àqueles que se vinculam pela eleição afetiva ou através do impositivo consangüíneo, decorrente da união.
A família, em razão disso, é o grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória. Assim, famílias espirituais freqüentemente se reúnem na Terra em domicílios físicos diferentes, para as realizações nobilitantes com que sempre se viram a braços os construtores do Mundo.
Retornam no mesmo grupo consangüíneo os espíritos afins, a cuja oportunidade às vezes preferem renunciar, de modo a concederem aos desafetos e rebeldes do passado o ensejo da necessária evolução, da qual fruirão após as renúncias às demoradas uniões no Mundo Espiritual...
Modernamente, ante a precipitação dos conceitos que generalizam na vulgaridade os valores éticos, tem-se a impressão de que paira rude ameaça sobre a estabilidade da família.
Mais do que nunca, porém, o conjunto doméstico se deve impor para a sobrevivência a benefício da soberania da própria Humanidade.
A família é mais do que o resultante genético... São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.
Quando a família periclita, por esta ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está a um passo do malogro...
Histórico - Graças ao instinto gregário, o homem, por exigência da preservação da vida, viu-se conduzido à necessidade da cooperação recíproca, a fim de sobreviver em face das ásperas circunstâncias nos lugares onde foi colocado para evoluir. A união nas necessidades inspirou as soluções para os múltiplos problemas decorrentes do aparente desaparelhamento que o fazia sofrer ao lutar contra os múltiplos fatores negativos que havia por bem superar.
Formando os primitivos agrupamentos em semi-barbárie, nasceram os pródromos das eleições afetivas, da defesa dos dependentes e submissos, surgindo os lampejos da aglutinação familial.
Dos tempos primitivos aos da Civilização da Antigüidade Oriental, os valores culturais impuseram lentamente as regras de comportamento em relação aos pais -representativos dos legisladores, personificados nos anciãos; destes para os filhos - pela fragilidade e dependência que sempre inspiram; entre irmãos - pela convivência pacífica indispensável à fortaleza da espécie; ou reciprocamente entre os mais próximos, embora não subalternos ao mesmo teto, num desdobramento do próprio clã, ensaiando os passos na direção da família dilatada...
A Grécia, aturdida pela hegemonia militar espartana, não considerou devidamente a união familial, o que motivou a sua destruição, ressalvada Atenas, que, não obstante amando a arte e a beleza, reservava ao Estado os deveres pertencentes à família, facultando-a sobreviver por tempo maior, mas não lobrigando atingir o programa estético e superior a que se propuseram os seus excelentes filósofos.
A Roma coube essa indeclinável tarefa, a princípio reservada ao patriciado, e depois, através de leis coordenadas pelo Senado, que alcançaram as classes agrícolas, militares, artísticas e a plebe, facultando direitos e deveres que, embora as hediondas e infelizes guerras, se foram fixando no substrato social e estabelecendo os convênios que o amor sancionou e fixou como técnica segura de dignificação do próprio homem, no Conjunto da família.
A Idade Média, caracterizada pela supremacia da ignorância, desfigurou a família com o impositivo de serem doados os filhos à Igreja e ao suserano dominador, entibiando por séculos a marcha do espírito humano.
Aos enciclopedistas foi reservada a grandiosa missão de, em estabelecendo os códigos dos direitos humanos, reestruturarem a família em bases de respeito para a felicidade das criaturas.
Todavia, a dialética materialista e os modernos conceitos sensualistas, proscrevendo o matrimônio e prescrevendo o amor livre, voltam a investir contra a organização familial por meio de métodos aberrantes, transitórios, e certo, mas que não conseguirão, em absoluto, qualquer triunfo significativo.
São da natureza humana a fidelidade, a cooperação e a fraternidade como pálidas manifestações do amor em desdobramento eficaz. Tais valores se agasalham, sem dúvida, no lar, no seio da família, onde se arregimentam forças morais e se caldeiam sentimentos na forja da convivência doméstica.
Apesar de a poliandria haver gerado o matriarcado e a promiscuidade sexual feminina, a poligamia, elegendo o patriarcado, não foi de menos infelizes conseqüências.
Segundo o eminente jurista suíço Bachofen, que procedeu a pesquisas históricas inigualáveis sobre o problema da poliandria, a mulher sentiu-se repugnada e vencida pela vulgaridade e abuso sexual, de cuja atitude surgiria o regime monogâmico, que ora é aceito por quase todos os povos da Terra.
Conclusão - A família, todavia, para lograr a finalidade a que se destina, deve começar desde os primeiros arroubos da busca afetiva, em que as realizações morais devem sublevar às sensações sexuais de breve durabilidade.
Quando os jovens se resolvem consorciar, impelidos pelas imposições carnais, a futura família já padece ameaça grave, porqüanto, em nenhuma estrutura se fundamenta para resistir aos naturais embates que a união a dois acarreta, no plano do ajustamento emocional e social, complicando-se, naturalmente, quando do surgimento da prole.
Fala-se sobre a necessidade dos exames pré-nupciais, sem dúvida necessários, mas com lamentável descaso pela preparação psicológica dos futuros nubentes em relação aos encargos e às responsabilidades esponsalícias e familiares.
A Doutrina Espírita, atualizando a lição evangélica, descortina na família esclarecida espiritualmente a Humanidade ditosa do futuro promissor. Sustentá-la nos ensinamentos do Cristo e nas Lições da reta conduta, apesar da loucura generalizada que irrompe em toda pane, é o mínimo dever de que ninguém se pode eximir.
ESTUDO E MEDITAÇÃO:
"Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres? - É um progresso na marcha da Humanidade." (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 695.)
"(...)Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue (...)." (O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, capítulo 14º, item 8.)
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco
Livro: SOS Família. 

sábado, 19 de maio de 2012

AMIGOS E INIMIGOS

         
O amigo é uma bênção. O inimigo, entretanto, é também um auxílio, se nos dispomos a aproveitá-lo. O companheiro enxerga os nossos acertos, estimulando-nos na construção do melhor do que sejamos capazes. O adversário identifica os nossos erros, impelindo-nos a suprimir a parte menos desejável de nossa vida. O amigo se rejubila conosco, diante de pequeninos trechos de tarefa executada. O inimigo nos aponta a extensão da obra que nos compete realizar. O companheiro nos dá força. O adversário nos mede a resistência. Precisamos do amigo que nos encoraja e do inimigo que nos observa. Sem o companheiro, estaremos sem apoio e, sem o adversário, ser-nos-á indispensável enorme elevação para não tombarmos em desequilíbrio. Jesus foi peremptório em nos recomendando: "Amai os vossos inimigos".
Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Passos da Vida.