segunda-feira, 27 de maio de 2013

La Ofero Plej Agrabla al Dio. / O Sacrifício Mais Agradável A Deus.

La Ofero Plej Agrabla al Dio.
7. Tial, se vi prezentas vian oferon ĉe l’ altaro, kaj tie memoras, ke ia frato havas ion kontraŭ vi, lasu tie vian oferon antaŭ la altaro, kaj foriru, unue paciĝu kun via frato, kaj poste venu kaj prezentu vian oferon. (Jesuo / Mateo, 5:23-24.)
8.Kiam Jesuo diras: “Foriru, unue paciĝu kun via frato, kaj poste venu kaj prezentu vian oferon”, li instruas, ke la ofero plej agrabla al la Sinjoro estas la ofero de la propra resento; ke antaŭ ol prezenti sin al Li, por esti pardonita, oni mem devas pardoni, kaj ke, se oni faris ian maljustaĵon al sia frato, estas necese ĝin ripari; nur tiam la ofero estos akceptita, ĉar ĝi venos el pura koro, liberigita de ĉia malbona penso. Li materiigis tiun instruon, ĉar la Judoj faradis materiajn oferojn; li devis konformigi siajn parolojn al iliaj kutimoj. La kristano ne faras materiajn donacojn, ĉar li malmateriigis la oferon; sed el tio la instruo ekhavis pli da forto. Li oferas sian animon al Dio, kaj tiu animo devas esti purigita; enirante en la templon de la Sinjoro, li devas lasi ekstere ĉian senton de lamo kaj de malbonvolemo, ĉian malbonan penson kontraŭ sia frato; nur tiam lia preĝo estos portata de l’ anĝeloj al la piedoj de l’ Eternulo. Jen, kion instruas Jesuo per tiuj paroloj: Lasu vian oferon, antaŭ la altaro kaj unue iru paciĝi kun via frato, se vi volas plaĉi al la Sinjoro.
         Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec, ĉap. X
          Feliĉaj tiuj, kiuj estas kompatemaj.
O Sacrifício Mais Agradável A Deus
7 – Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta. (Jesus / Mateus, V: 23e 24)
8 – Quando Jesus disse: “Vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta”, ensinou que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o dos próprios ressentimentos: que antes de pedir perdão ao Senhor, é preciso que se perdoe aos outros, e que, se algum mal se tiver feito contra um irmão, é necessário tê-lo reparado. Somente assim a oferenda será agradável, porque é proveniente de um coração puro de qualquer mau pensamento. Ele materializa esse preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais e era necessário conformar as suas palavras aos costumes do povo. O cristão não oferece prendas materiais, pois que espiritualizou o sacrifício, mas o preceito não tem menos força para ele. Oferecendo sua alma a Deus, deve apresentá-la purificada. Ao entrar no templo do Senhor, deve deixar lá fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então sua prece será levada pelos anjos aos pés do Eterno. Eis o que ensina Jesus por essas palavras: “Deixai ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão”, se queres ser agradável a Deus.
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. - Allan Kardec, Cap. X.
Bem-Aventurados os Misericordiosos.

domingo, 26 de maio de 2013

Compreendendo e Perdoando

Não maldigas o irmão que se fez instrumento para a tua dor.
Com certeza, ele ainda não conhece a luz da verdade.
Ora por ele, pedindo a Deus que o ajude.
Assim como todos nós, ele é um enfermo espiritual, sob os cuidados de Jesus.
Amanhã, quando o véu da ignorância cair e ele enxergar a realidade, se converterá em irmão de jornada, unindo-se à grande família universal.
Vale-te do amor para enfrentar as provações de agora.
Ama e encontrarás a paz, mesmo em meio a tribulações.
Não desfaleças.
Segue confiante em Deus, amando e servindo, compreendendo e perdoando, para que a tua libertação não tarde e a felicidade, enfim, te coroe os esforços.
Espírito: Irmã Scheilla
Médium: Chico Xavier.

PARÁBOLA DO ADMINISTRADOR INFIEL

“Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por dissipar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: 'Que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não podes ser administrador!’ O administrador então refletiu: ‘Que farei, uma vez que meu senhor me retire à administração? Cavar? Não tenho força. Mendigar? Tenho vergonha... Já sei o que farei para que, uma vez afastado da administração, tenha quem me receba na própria casa.”
“Convocou então os devedores do seu senhor um a um, e disse ao primeiro: ‘Quanta deves ao meu senhor?’  ‘Cem barris de óleo’ , respondeu ele. Disse então: ‘Toma tua conta, senta e escreve depressa cinquenta. Depois disse a outro: ‘E tu, quanto deves?’ 'Cem medidas de trigo’, respondeu. Ele disse: ‘Toma tua conta e escreve oitenta. E o senhor louvou o administrador desonesto por ter agido com prudência.” (Jesus / Lc 16:1-8).
Muitas parábolas de Jesus possuem um significado bem diverso da literalidade do texto.
Para a compreensão de algumas dessas parábolas, basta apenas entender qual é o valor simbólico de certa palavra, como a parábola do semeador, que, por exemplo, quando compreendemos que a semente significa “o ensinamento contido no Evangelho”, entendemos o valor simbólico do termo e assimilamos a mensagem.
Outras parábolas, no entanto, além do significado simbólico dos termos trazem uma lógica bem diversa. Estas, para serem compreendidas, exigem uma abstração, um desprendimento da primeira impressão, para se encontrar o real significado. Exigem uma indagação:
Se todos os ensinamentos de Jesus pregam a honestidade, a sinceridade, o trabalho... Qual é a mensagem aqui contida?
Analisando esta parábola do administrador infiel, podemos de imediato, questionar: Ora, quem é o senhor, patrão, ou empregador que ao surpreender sou empregado fraudando-o vai elogiá-lo?
Logo, a parábola ressalta, exatamente, a diferença extrema entre a conduta dos “proprietários” da Terra e o verdadeiro proprietário (Deus).
Vejamos o significado simbólico dos termos:
 O Senhor - representa Deus, o Legítimo Proprietário de todas as coisas;
 O Administrador - representa cada um de nós, administrando qualquer bem material que esteja em nossas mãos;
 Os Devedores - representam todos os nossos semelhantes, todos aqueles que encontramos em nossa vida.
Revendo a parábola, agora poderemos entender seu significado:
O Senhor (Deus) louvou seu administrador (qualquer um de nós) por atenuar os débitos daqueles devedores (nossos semelhantes), pois essa é uma Lei de Deus, ou seja, que todos nos administremos nossos bens (bens temporários) de forma que favoreça todos nossos semelhantes.
Eis a lógica inversa: enquanto os proprietários que são deste mundo punem seus administradores que não preservam seus bens e não cobram centavo por centavo, o Verdadeiro Proprietário felicita todos seus administradores que são clementes com seus devedores. A lição é valorosa!
Há no mundo dois tipos de bens:
Os bens materiais - estes não nos pertencem de fato, pois somos meros administradores. Eles podem ser-nos retirados em um instante. Nem por lei, nem por decreto, nem pelos mais altos editos da mais alta justiça do mundo eles permanecerão conosco, se assim for a Vontade Divina.
Os bens espirituais - estes são nossos por direito, pois os adquirimos, através dos tempos, pelo trabalho, pelo estudo, pelo esforço, pela perseverança... Nem paus, nem pedras; nem vento, nem tempestade; nem traça, nem ferrugem; nem bandoleiro algum poderá levá-los. São os verdadeiros tesouros do Espírito, inalienavelmente nossos.
A grande lição desta parábola é o desapego aos bens materiais. Inúmeras vezes acumulamos bens, usamos os recursos egoisticamente ou os destruímos, visando exclusivamente proveitos pessoais, sem levar em conta os legítimos direitos do Legítimo Proprietário: Deus. Jesus mostra-nos, com muita clareza, um caminho para corrigirmos nossa má administração: o desapego e a prática da caridade para com o próximo, e o uso desses bens para multiplicar o progresso e o bem estar coletivo.
Sejamos bons administradores: compartilhemos com abundancia todos os bens que estiverem sob nossa administração, para nos tornarmos verdadeiros discípulos de Jesus!
Livro: Curso de Aprendizes do Evangelho – FEESP. 2º Ano.

Chefia e Subalternidade

Não olvidar que o chefe é aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe.
A melhor maneira de reverenciar a quem dirige, será sempre a execução fiel das próprias obrigações.
Quem administra efetivamente precisa da colaboração de quem obedece, mas se quem obedece necessita prestar atenção e respeito a quem administra, quem administra necessita exercer bondade e compreensão para quem obedece, a fim de que a máquina do trabalho funcione com segurança.
Orientar é devotar-se.
Aquele que realmente ensina é aquele que mais estuda.
Um chefe não tem obrigação de revelar ao subordinado os problemas que lhe preocupam o cérebro, tanto quanto o subordinado não tem o dever de revelar ao chefe os problemas que porventura carregue no coração.
Livro: Sinal Verde.
Andre Luiz / Chico Xavier.

sábado, 25 de maio de 2013

PENAS E GOZOS FUTUROS - I

Parte A – O NADA - A VIDA FUTURA
A Doutrina Espírita nos ensina que o materialismo “é uma chaga da sociedade” (LE 799), por abolir a esperança e apresentar que o destino de todo ser humano é o aniquilamento.
Não há idéia mais desesperadora do que o da própria destruição e/ou daqueles que amamos. Põem-se em cheque tudo aquilo que o ser humano construiu dentro de si mesmo durante sua existência, todas as suas transformações, os sacrifícios, suas afeições, suas conquistas.
Diante desse fim, ou seja, o Nada, Allan Kardec pergunta: “Por que o homem repele instintivamente o nada?
Porque o nada não existe” (LE 958) Por ser o futuro uma incógnita para o Homem, no Livro O Céu e o Inferno, Cap. 1, item 1, ele retoma o assunto: “Que necessidade teríamos de esforçar-nos para ser melhores, de nos constrangermos na repressão das paixões, de nos fatigarmos no aprimoramento do Espírito, se de tudo isso não iremos colher nenhum fruto?.”
O codificador vai além, expressando que a “idéia do Nada tem alguma coisa que repugna à razão”. Ela vai de encontro às aspirações humanas de justiça e de felicidade.
Além do mais, o Espírito ao reencarnar por diversas vezes, dentro de sua marcha do progresso, traz em si uma vaga lembrança que se transforma num pressentimento, mais ou menos forte, dependendo do estado evolutivo do Espírito, da vida espiritual.
E esse pressentimento geralmente se manifesta quando da aproximação da morte, onde a criatura, por mais reticente que seja diante da expectativa do futuro, “pergunta a si mesmo o que Vai ser dele e, sem o querer, espera”.
A Vida Futura implica a conservação da nossa individualidade da nossa morte.
A Vida Futura, que é a Vida Espiritual “é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e a atividade da outra...”.
O Mestre Jesus enaltece a importância da Vida Futura ao dizer a Pilatos: “Meu reino não é deste mundo” (Jo18:33, 36 e 37).
Como cada ensinamento Vem há seu tempo e assim como Moisés não podia revelar as coisas espirituais a um povo pastoril, arraigado as coisas materiais, Jesus só pode conformar o “seu ensinamento ao estado dos homens da sua época”, a fim de não lhes ofuscar a compreensão.
Coube ao Espiritismo a tarefa de completar os ensinamentos do Cristo. Surgido numa época em que a razão despertava na humanidade, pode demonstrar que “a Vida futura não é mais um simples artigo de fé, uma hipótese”. Através das manifestações dos Espíritos comparava-se a realidade da Vida espiritual por aqueles que aqui estiveram e lá estão. Trazendo descrições particularizadas dos seus estados, sejam eles felizes ou infelizes, nos proporcionando relacionar os atos praticados e suas conseqüências.
“A idéia clara e precisa que se faz da vida futura da uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem conseqüências imensas sobre a moralização dos homens, quando muda completamente o ponto de vista sob o qual eles examinam a vida terrestre”.
Dessa forma a vida do encarnado, no seu lado material, deixa de ser o objetivo maior da existência. A dedicação de todo tempo na aquisição dos bens materiais e ao bem estar somente, perde o sentido. Surge a necessidade e a importância dos bens espirituais, da busca pelas virtudes, da mudança de hábitos, da eliminação de vícios edefeitos. As relações humanas tomam-se valorizadas.
E nessa mudança de ponto de vista por parte da humanidade, que é o somatório do trabalho de cada um, que faremos com que o este planeta tome-se, também, o Reino de Jesus.
INTUIÇÃO DAS PENAS E DOS GOZOS FUTUROS
Assim como a justiça é um sentimento inato ao ser humano, o pressentimento de haver penas e recompensas futuras esta presente em todos os povos e em todos os tempos.
A idéia de um Criador justo e bom, como bem nos ensinou o Mestre Jesus, nos faz vislumbrar a necessidade de reparação por parte daqueles que ainda praticam o mal e dos gozos aos que estão no caminho do bem: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.
Nada mais lógico e justo de ser o Espírito a própria causa de seus sofrimentos ou de sua felicidade.
Deus nos da o direito do usufruto do livre-arbítrio e o dever de sermos responsáveis pelos nossos atos.
“O homem suporta sempre a conseqüência das suas faltas; não há uma só infração a Lei de Deus que não tenha punição.”
Mas é imperioso lembrar que o Pai é sempre misericordioso e as penas, pelas faltas cometidas, sempre são temporárias e subordinadas ao arrependimento e a reparação do mal praticado.
Assim sendo, a intuição dos sofrimentos e dos gozos futuros se origina das próprias experiências vivenciadas pelo Espírito, de encarnação em encarnação.
Aqueles que buscam ofuscar tais sentimentos inatos, se mostrando céticos endurecidos, demonstram que o orgulho ainda lhes domina, ao ponto de impedir a manifestação da voz da consciência, que é a bússola que nos direciona a Lei Divina.
INTERVENCAO DE DEUS NAS PENAS E RECOMPENSAS
Deus, criador de tudo e de todos, instituiu Suas leis que são eternas e imutáveis.
Essas leis chamadas de Lei Divina ou Natural regem todo o Universo.
E seguindo a Lei Divina que o Espírito se aproxima de seu objetivo que é a perfeição relativa, pois é o caminho de sua felicidade, lhe indicando o que deve e o que não deve fazer.
A Lei Divina esta escrita na nossa Consciência, e quanto menos a ouvimos mais nos afastamos dela, e conseqüentemente nos tomarmos mais infelizes.
Não há folha alguma que caia de uma árvore que não seja do conhecimento do Pai. Sendo assim, “quando um homem comete um excesso, Deus não pronuncia um julgamento contra ele para lhe dizer, por exemplo: tu fostes guloso e eu vou te punir. Mas ele traçou limites; as doenças e, frequentemente, a morte, são a consequência dos excessos: eis a punição. Ela resulta da infração à lei. Assim se passa com tudo.” (LE 964)
NATUREZA DAS PENAS E DOS GOZOS FUTUROS - (LE 965-982)
Sendo o Espírito um ser não material, as penas e os gozos futuros, ou seja, as conseqüências na vida espiritual dos atos praticados por esse Espírito enquanto esteve encarnado não são materiais, o que não quer dizer que tais conseqüências sejam menos sensíveis do que se estivesse na matéria. Muito pelo contrário, tais sensações são muito mais impressionáveis no plano espiritual.
Todas as imagens fantasiosas do céu e do inferno que encontram-se nas culturas são apenas fruto do estado de imperfeição da humanidade, que não teve ainda a capacidade de interpretação dos acontecimentos que se dão na vida espiritual, tendo utilizado imagens, figuras e linguagens, muitas vezes distorcidas, para tal compreensão.
Com o advento da Doutrina Espírita, com sua filosofia espiritualista esclarecedora, inclusive proporcionando a analise criteriosa das manifestações mediúnicas, temos condições de reformarmos as rebuscadas idéias passadas.
O Espiritismo nos ensina o verdadeiro “céu” que é o estado de felicidade dos Espíritos. Esse estado é proporcional a sua elevação e consiste em “conhecer todas as coisas, não ter ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem nenhuma das paixões que fazem a infelicidade dos homens. O amor que os une é para eles a fonte de uma suprema felicidade. Eles não experimentam nem as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angustias da vida material. São felizes do bem que fazem”. A união dos Espíritos que se simpatizam no bem, que formam as famílias espirituais é uma fonte de felicidade.
Entre os Imperfeitos e os Perfeitos há uma infinidade de degraus. Esses últimos, ou seja, os Espíritos Puros gozam da felicidade suprema e os demais encontram-se a caminho.
Com relação aos sofrimentos de além túmulo, as tais penas, “são tão variáveis quanto às causas que os produziram, e proporcionais ao grau de inferioridade, como os gozos o são para os graus de superioridade”.
Estão relacionados à inveja, ao desgosto, ao ciúme, a raiva, ao desespero de não terem atingido a felicidade, de não terem consigo satisfazer os seus prazeres. Ao remorso, que provoca uma indefinível ansiedade moral.
Tais torturas morais são mil vezes mais vivas do que aquelas suportadas na carne.
O estado de inferioridade do Espírito não lhe impede de divisar a felicidade do justo, e isso para ele também é um motivo de suplicio, mas também de estimulo para sair daquela situação e fazer por onde ser agraciado por essa felicidade.
Assim, como ha influências dos Espíritos aos encarnados, há também influências aos desencarnados, que podem ser boas ou ruins, dependendo do grau de evolução do Espírito.
Os maus tentam desviar os ainda vacilantes do caminho do bem. Os bons procuram fortalecer, incentivar, sanear as mas tendências, seja inspirando ao arrependimento, a busca de uma nova encarnação que lhes proporcione reparações e desenvolvimentos, etc.
Para nos preservarmos dos acontecimentos futuros é importante ter em mente que o “Espírito sofre por todo o mal que faz, ou do qual foi à causa voluntaria, por todo bem que poderia fazer e que não fez, e por todo o mal que resulta do bem que ele não fez”. E que é o bem que assegura a felicidade futura, o que independe de crença e sim da prática, pois, “o bem é sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduz”.
Livro: FEESP – CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO – 2º ANO
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan -O Livro dos Espíritos, questões 958 a 982; conclusão, item 5;
KARDEC, Allan -O Que é Espiritismo - cap. I; cap. II, nºs 100 e 103; cap. III, nº145;
KARDEC, Allan A O Livro dos Médiuns - questão 290, item 16; n°2 e 292;
KARDEC, Allan -O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. Il, itens 2, 3 e 5;
cap. III, item 2; cap. V, itens 3, 12 e 17;
KARDEC, Allan -O Céu e O Inferno - cap. I, n° 14; 1ª Parte, cap. VII;
KARDEC, Allan -A Gênese f cap. I, nºs 25, 31, 37 e 62;
EMMANUEL, Francisco Cândido Xavier -Justiça Divina, pág. 107 – Penas
 Depois da Morte;
PERALVA, Martins -O Pensamento de Emmanuel- n° 16 e 18;
EMMANUEL, O Espírito da Verdade -Diversos Espíritos, item 18;
KARDEC, Allan -O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. II, itens 1 a 3 e 5 a7;
PERALVA, Martins -O Pensamento de Emmanuel- n° 31;

LIÇÕES HUMANAS

Muito raramente pensamos na dor na condição de recurso educativo.
Em nosso egoísmo, interpretamos qualquer sofrimento como resultante da lei de causa e efeito, como se não tivéssemos necessidade de experiências e lições.
Entretanto, sem disciplina, que muitos consideram sacrifício, que seria da escola?
Sem ter atravessado alguma moléstia de trato difícil, talvez não entendêssemos o tormento de irmãos enfermos, que pedem paciência e carinho.
Não sofrêssemos a perda de um ente amado, talvez ignorássemos o modo de reconfortar os amigos quando a morte lhes tenha visitado o lar.
Nos dias de teste que chegam para cada um de nós, se tiveres vivido sem contato com tribulações e dificuldades, que se fazem valiosas lições humanas, talvez que a tua elevação por mais lindamente decorada de ricas palavras e gestos felizes - não passe de simples ingenuidade.
Livro: Inspiração.
Emmanuel / Chico Xavier.

Amar não sofrer - Hammed

 “Perguntais se é permitido abrandar as vossas próprias provas: essa questão leva a esta: é permitido àquele que se afoga procurar se salvar? Àquele que tem um espinho cravado, de o retirar?...” “... contentai-vos com as provas que Deus nos envia, e não aumenteis sua carga, às vezes tão pesada...” (Evangelho Segundo O Espiritismo – Allan Kardec, Capítulo 5, item 26.)
Sofremos porque ainda não aprendemos a amar; afinal, a lei divina nos incentiva ao amor, como sendo a única forma capaz de promover o nosso crescimento espiritual.
Os métodos reais da evolução só acontecem em nós quando entramos no fluxo educativo do amor. Sofrer por sofrer não tem significado algum, pois a dor tem como função resgatar as almas para as faixas nobres da vida, por onde transitam os que amam em plenitude.
Temos acumulado inúmeras experiências nas névoas dos séculos, em estâncias onde nossas almas estagiaram, e aprendido invariavelmente que só repararíamos nossos desacertos e equívocos perante a vida através do binômio “dor-castigo”.
Nas tradições da mitologia pagã, aprendemos com os deuses toda uma postura marcada pela dor. A princípio, os duelos de Osíris, Sete Hórus, do Antigo Egito. Mais além, assimilamos "formas-pensamentos" das desavenças e vinganças entre Netuno e Júpiter no Olimpo, a morada dos deuses da Grécia.
Por outro lado, não foi somente entre as religiões idólatras que incorporamos essas formas de convicção, mas também nos conceitos do Velho Testamento, onde exercitamos toda uma forma de pensar, na exaltação da dor como um dos processos divinos para punir todos aqueles que se encontravam em falta.
A palavra “talião” significa “tal”, do latim “talis”, definida como a “Lei de Talião”, ou seja, “Olho por olho, dente por dente” (Exôdo, 21:24). Significa que as criaturas deveriam ter como castigo a dor, “tal qual” fizeram os outros sentir. Constatamos, assim, a idéia de que se tinha do poder divino era caracterizada por atributos profundamente punitivos.
Jó afirmava: “e Deus na sua ira lhes repartirá as dores” (Jó, 21:17); o Gênesis, em se referindo aos castigos da mulher: “multiplicarei os teus trabalhos e em meio da dor darás à luz a filhos” (Gênesis,3:16). São algumas dentre muitas assertivas que nos levaram a formar crenças profundas de que somente o sofrimento era capaz de sublimar as almas, ou reparar negligências, abusos e crimes.
No “Sermão do Monte”, Jesus Cristo se refere à Lei de Talião revogando-a completamente: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra” (Jesus / Mateus, 5:38 e 39). Longa foi a estiagem dos métodos conetivos pela dor, contudo o Mestre instalou na Terra o processo da educação pelo amor.
Apesar de Jesus ter invalidado a lei do “tal crime, tal castigo”, ela ainda prevalece para todos os seres humanos que não encontraram no amor uma forma de “viver” e pensar.
Realmente, durante muito tempo, a dor terá função dentro dos imperativos da vida, estimulando as pessoas às mudanças e às renovações, por não aceitarem que o amor muda e renova e, portanto, utiliza-se dos “cilícios mentais”, como meios de suplícios e tormentos, para se auto-punirem, pondo assim em prática toda sua ideologia de “exaltação à falta-punição”.
Crenças não são simplesmente credos, máximas ou estímulos religiosos, mas também princípios orientadores de fé e de idéias, que nos proporcionam direção na vida. São verdadeiras forças que poderão limitar ou ampliar a criação do bem em nossa existência.
Mudar para o amor como método de crescimento, reformulando idéias e reestruturando os valores antigos é sairmos da posição de vítimas, mártires ou pobres coitados, facilitando a sintonização com as correntes sutis e amoráveis dos espíritos nobres que subiram na escala do Universo, amando.
Podemos, sim, “sutilizar” nossas energias cármicas, amando, ou “desgastá-Las” penosamente, se continuarmos a reafirmar nossas crenças punitivas do passado.
Reforçar o “espinho cravado” ou não retirá-lo é opção nossa. Lembremo-nos, porém, de que idéias arraigadas e adotadas seriamente por nós tendem a motivar-lhes a própria concretização.
Livro: Renovando Atitudes.
Espírito: Hammed
Médium: Francisco do Espirito Santo Neto.