sábado, 2 de novembro de 2013

Pensamentos da Biblia / Pensoj el la Biblio - 14


O Alimento Espiritual

O professor lutava na escola com um grande problema.
Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.
Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento.
Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.
Esqueciam-se dos bons livros.
Zombavam dos bons conselhos.
O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita.
Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta.
Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:
- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.
Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada.
Os alunos retiraram-se cabisbaixos.
E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.
Livro: Pai Nosso
Meimei / Chico Xavier

Livros para baixar - 18

RECOLHERÁS COMO PEDIRES

“Numa palavra, qualquer que seja o caráter de uma reunião, haverá sempre Espíritos dispostos a secundar as tendências dos que a componham”.(O LIVRO DOS MÉDIUNS – Allan Kardec, 2ª parte, Capítulo 29º — Item 327).
Na abençoada Obra de Nosso Pai tudo são trocas. Receberás sempre consoante requereres. Desvairado, se te atiras ao coração querido, ferindo-lhe a sensibilidade, obterás somente reprimenda nascida no desgosto.
Inquieto, se buscas paz, afligindo os que te cercam no lar, recolherás azedume e animosidade.
Combalido, se procuras repouso, exigindo acomodação dos outros, receberás apenas repulsa e antagonismo.
Isto porque, a resposta procede dos termos da petição, de acordo com o merecimento da apresentação.
Não esqueças, entretanto, que o coração magoado é constrangido à aflição, os familiares atormentados escondem-se no desencanto e os outros, atacados por exigências, reagem, naturalmente.
Respeita a mão distendida ao alcance da tua mão e recebe-lhe a oferenda.
Nem ameaces o equilíbrio de quem se inclina a auxiliar-te.
Nem avances exigente para quem estugou o passo na caminhada, ao ouvir-te o apelo.
Aflição projetada traduz aflição que retornará.
Aversão espalhada pressagia antipatia para colheita futura.
Se desejas aspirar o aroma do amor, libertando-te das dificuldades pessoais com o auxilio alheio, não expresses confiança sob impropérios nem segurança de fé com chuvas de irritabilidade.
Favorece os meios simples para o trabalho eficiente e a obra crescerá em torno da tua planificação.
Ajuda para que te ajudem.
Ilumina para que te iluminem.
Coopera-servindo para que a inteligência ambiciosa não estiole a expressão do coração necessitado.
Pergunta-esclarecendo para que a inutilidade não te assinale a vida.
Fortalece o digno ideal da produção para que a produtividade te enriqueça.
Entende as dificuldades do próximo a fim de que ele te entenda, igualmente, a dificuldade.
Em qualquer dificuldade recorda o poder da oração e roga inspiração ao Céu, realizando sempre o melhor para que o melhor se faça em ti e através de ti sem olvidares que todo apelo encontra resposta, consoante o merecimento de quem pede e a forma como pede.
Livro: Espírito e Vida.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

ALÉM DA MORTE

O reino da vida, além da morte, não é domicílio do milagre.
Passa o corpo, em trânsito pra a natureza inferior que lhe atrai os componentes, entretanto, a alma continua na posição evolutiva em que se encontra.
Cada inteligência apenas consegue alcançar a periferia do círculo de valores e imagens dos quais se faz o centro gerador.
Ninguém pode viver em situação que ainda não concebe.
Dentro da nossa capacidade de auto-projeção, erguem-se os nossos limites.
Em suma, cada ser apenas atinge a vida, até onde possa chegar a onda do pensamento que lhe é próprio.
A mente primitivista de um mono, transposto o limiar da morte, continua presa aos interesses da furna que lhe consolidou os hábitos instintivos.  
O índio desencarnado dificilmente ultrapassa o âmbito da floresta que lhe acariciou a existência.
Assim também, na vastíssima fauna social das nações, cada criatura dita civilizada, além do sepulcro, circunscreve-se ao círculo das concepções que, mentalmente, pode abranger.
A residência da alma permanece situada no manancial de seus próprios pensamentos.
Estamos naturalmente ligados às nossas criações.
Demoramo-nos onde supomos o centro de nossos interesses.
Facilmente explicável, assim, a continuidade dos nossos hábitos e tendências, além da morte.
A escravidão ou a liberdade residem no imo de nosso próprio ser.
Corre a fonte, sob a emanação de vapores da sua própria corrente.
Vive a árvore rodeada pelos fluidos sutis que ela mesma exterioriza, através das folhas e das resinas que lhe pendem dos galhos e do tronco.
Permanece o charco debaixo da atmosfera pestilencial que ele mesmo alimenta, e brilha o jardim, sob as vagas do perfume que produz.
Assim também a Terra, com o seu corpo ciclópico, arrasta consigo, na infinita paisagem cósmica, o ambiente espiritual de seus filhos.
Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem deseducado prossegue reclamando aprimoramento.
A criatura viciada continua exigindo satisfação aos apetites baixos.
O cérebro desvairado, entre indagações descabidas, não foge, de imediato, ao poço de obscuridades em que se submergiu.
E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na senda evolutiva, amparando o próximo e descobrindo na felicidade dos outros a própria felicidade.
Em razão das leis que nos governam a vida, nem sempre o mensageiro que regressa do país da morte procede de planos superiores e nem a mediunidade será sinônimo de sublimação.  
Determinadas inteligências desencarnadas se comunicam com determinados instrumentos mediúnicos.  
Os habitantes de outras esferas buscam no mundo aqueles com os quais simpatizam e a mente encarnada aceita a visita das entidades com as quais se afina.
A necessidade do Evangelho, portanto, como estatuto de edificação moral dos fenômenos espíritas, é impositivo inadiável. Com a Boa Nova, no mundo abençoado e fértil da nossa Doutrina de luz e amor, possuímos a estrada reta para a nossa romagem de elevação.
Livro: Roteiro.
Emmanuel / Chico Xavier.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

SUA VIDA SEU LIVRO

A existência na Terra é um livro que estás escrevendo...
Cada dia é uma página...
Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam.
Não menosprezes o ensejo de criar epopéia de amor em torno do teu nome. As boas obras são frases de luz que endereças à humanidade inteira.
Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada manifestação dos teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem. Nas impressões que produzes, ergue-se o livro dos teus testemunhos.
A morte é a grande colecionadora que recolherá as folhas esparsas de tua biografia, gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam. Não desprezes, assim, a companhia da indulgência, através da senda que o Senhor te deu a trilhar.
Faze uma área de amor ao redor do próprio coração, porque só o amor é suficientemente forte e sábio para orientar-te a escritura individual, convertendo em compendio de auxílio e esperança para quantos te seguem os passos, VIVE, pois com Jesus, na intimidade do coração, não te afastes d’Ele em tuas ações de cada dia e o livro de tua vida converter-se-á num poema de felicidade e num tesouro de bênçãos.
Emmanuel / Chico Xavier.
Livro: Mãos Unidas

Solenoj memore de la Mortintoj - Funebraj Ceremonioj / Comemorações dos Mortos – Funerais

Solenoj memore de la Mortintoj - Funebraj Ceremonioj
320. Ĉu la Spiritojn tuŝas la memoro de tiuj, kiujn ili amis sur la Tero?
Multe pli, ol kiel vi pensas; tiu memoro pligrandigas ilian feliĉon, se ili estas jam feliĉaj; se ili estas malfeliĉaj, ĝi estas senpezigilo.
321. Ĉu la tago de la Mortintoj havas por la Spiritoj ian pli solenan karakteron? Ĉu la Spiritoj sin pretigas por viziti la personojn, venantajn preĝi ĉe iliaj mortrestaĵoj?
La spiritoj respondas la alvokon de via penso, en tiu tago, kiel en la ceteraj tagoj.
321a) – Ĉu en tiu tago ili venas renkonte al ni ĉe siaj tomboj?
Ili alkuras tien pli multnombre en tiu tago, ĉar pli da personoj ilin vokas; sed ĉiu venas pro siaj amikoj, ne pro la amaso de la indiferentuloj.
321b) – Sub kiu formo ili sin prezentas en tiu loko, kaj kiel ni ilin vidus, en la okazo, se ili povus fariĝi videblaj?
Sub la formo, en kiu ili estis konataj en sia vivo.
322. Ĉu la forgesitaj Spiritoj, tiuj, kies tombojn neniu vizitas, ankaŭ ĉeestas malgraŭ tio, kaj sentas bedaŭron vidante, ke neniu amiko ilin memoras?
Kian valoron la Tero havas por ili? Nur per la koro ili povas esti altirataj. Se amo ilin ne alvokas al la Tero, ili jam havas nenion, kio ligus ilin al ĝi; ili havas ĉe si la tutan universon.
323. Ĉu vizito al lia tombo plezurigas la Spiriton pli ol hejma preĝo?
Vizito al tombo estas maniero montri, ke oni pensas pri la forestanta Spirito: ĝi estas bildo. Mi jam diris al vi: nur preĝo sanktigas la agon memori; ne gravas loko, se preĝas koro.
324. Ĉu la Spiritoj de la homoj, al kiuj estas starigitaj statuoj aŭ monumentoj, ĉeestas tiujn solenojn kaj ĉi tiujn plezure vidas?
Multaj ĉeestas, kiam ili povas; sed ilin tuŝas malpli tiuj honoroj ol la memoro.
325. Kiel klarigi la deziron de kelkaj personoj, ke ili estu entombigitaj en difinitan lokon, prefere ol en alian? Ĉu ili pli volonte venus al tiu loko post sia morto? Kaj, ĉu tiu graveco, ligita al materiala aĵo estus signo de malsupereco de la Spirito?
Alligiteco de la Spirito al iuj lokoj: morala malsupereco.
Al supera homo ne gravas unu loko sur la Tero pli ol alia. Ĉu li ne scias, ke lia animo iam kuniĝos kun siaj amatoj, eĉ se liaj ostoj kuŝas malproksime de ties ostoj?
325a) – Ĉu la kolekto, en unu sama loko, de la mortrestaĵoj de ĉiuj anoj de unu familio devas esti konsiderata io vanta?
Ne; ĝi estas pia kutimo kaj atesto pri simpatio al la personoj, kiujn oni amis; kvankam tiu kunigo malmulte gravas al la Spiritoj, ĝi estas tamen utila al la homoj: la memoroj estas pli intime kolektitaj.
326. Ĉu la animo, reveninta al la spirita vivo, estas tuŝata de la honoroj al ĝiaj mortrestaĵoj?
Atinginte certan stadion, la Spirito jam ne portas la surterajn vantaĵojn kaj komprenas la bagatelecon de ĉiuj tiuj aferoj; sed, sciu, multaj Spiritoj, en la momentoj sekvantaj la materian morton, ekhavas grandan plezuron el la honoroj al ili farataj, aŭ tre ĉagreniĝas pro la forlaso de iliaj envolvaĵoj, ĉar ili ankoraŭ tenas kelkajn el la ĉimondaj konvencioj.
327. Ĉu la Spirito alestas al siaj funebraj ceremonioj?
Tio ofte okazas, sed kelkafoje li ne komprenas, kio fariĝas, se li ankoraŭ troviĝas konfuzita.
327a) – Ĉu lin flatas la kolektiĝo de ĉeestantoj ĉe liaj funebraj ceremonioj?
Pli aŭ malpli, laŭ la sento, kiu alvenigas tiujn personojn.
328. Ĉu la Spirito de homo ĵus mortinta ĉeestas la kunvenojn de siaj heredantoj?
Preskaŭ ĉiam; Dio tiel volas, por lia instruo kaj por la puno de la kulpuloj. Tiam li taksas la valoron de iliaj certigoj pri estimo; ĉiuj sentoj estas malkaŝitaj antaŭ li, kaj lia elreviĝo, ĉe la senhonta avidegemo de tiuj, kiuj inter si distranĉas liajn havaĵojn, klarigas al li la sentojn de liaj heredantoj; sed, ties Vico ankaŭ venos.
329. Ĉu la instinkta respekto, kiun la homo, en ĉiuj tempoj kaj ĉe ĉiuj popoloj, havas por la mortintoj, rezultas de lia intuicio pri la estonta vivo?
Ĝi estas natura sekvo de tiu intuicio; sen ĉi tiu, la respekto por la mortintoj estus neniel pravigebla.
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
Comemorações dos Mortos – Funerais
320. Os Espíritos são sensíveis à saudade dos que os amavam na Terra?
Muito mais do que podeis julgar. Essa lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes, e se são infelizes, serve-lhes de alívio.
321. Dia de comemoração dos mortos tem alguma coisa de mais solene para os Espíritos? Preparam-se eles para visitar os que vão orar sobre os túmulos?
Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento, nesse dia como nos outros.
321– a) -  Esse é para eles um dia de reunião junto às sepulturas?
Reúnem-se em maior número nesse dia, porque maior é o número de  pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes.
321. b) Sob que forma comparecem e como seriam vistos, se pudessem tornar-se visíveis?
Aquela pela qual eram conhecidos em vida.
322. Os Espíritos esquecidos, cujas tumbas não são visitadas por ninguém, comparecem apesar disso e sentem algum desgosto por não verem nenhum amigo lembrar-se deles?
Que lhes importa a Terra? Somente pelo coração se prendem a ela. Se não mais o amam, nada mais há que faça o Espírito voltará Terra Ele tem todo o Universo pela frente.
323. A visita ao túmulo proporciona mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita em sua intenção?
A visita ao túmulo é uma maneira de se manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a exteriorização desse fato. Eu já vos disse que é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar, se a lembrança é ditada pelo coração.
324. Os Espíritos das pessoas homenageadas com estátuas ou monumentos assistem às inaugurações e as vêem com prazer?
Muitos as assistem, quando podem, mas são menos sensíveis às honras que lhes tributam do que às lembranças.
325. De onde pode vir, para certas pessoas, o desejo de serem enterradas antes num lugar do que noutro? Voltam a ele com mais satisfação, após a morte? E essa importância dada a uma coisa material é sinal de inferioridade do Espírito?
Afeição do Espírito por certos lugares: inferioridade moral O que representa um pedaço de terra mais do que outro, para o Espírito elevado?  Não sabe ele que a sua alma se reunirá aos que ama, mesmo que os seus ossos estejam separados?
325 – a) A reunião dos despojos mortais de todos os membros de uma família deve ser considerada como futilidade?
Não. E um costume piedoso e um testemunho de simpatia pelos entes amados. Se essa reunião pouco representa para os Espíritos, é útil para os homens: suas recordações se concentram melhor.
326. A alma que volta à vida espiritual é sensível às honras que tributam aos seus despojos mortais?
Quando o Espírito já chegou a um certo grau de perfeição, não tem mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas as coisas Sabei porem, que freqüentemente há Espíritos que, no primeiro momento da morte gozam de grande satisfação com as honras que lhes tributam, ou se desgostam com o abandono a que lançam o seu envoltório, pois conservam ainda alguns preconceitos deste mundo.
327. O Espírito assiste ao seu enterro?
Muito freqüentemente o assiste. Mas algumas vezes não percebe o que se passa, se ainda estiver perturbado.
327 – a) Fica lisonjeado com a concorrência ao seu enterro?
Mais ou menos, segundo o sentimento que provoca essa concorrência.
328. O Espírito daquele que acaba de morrer assiste às reuniões de seus herdeiros?
Quase sempre. Deus o quer, para sua própria instrução e para castigo dos culpados. É nessa ocasião que vê quanto valiam os protestos que lhe faziam. Todos os sentimentos se tornam patentes, e a decepção que experimenta, vendo a rapacidade dos que dividem o seu espólio, o esclarece quanto aos seus propósitos. Mas a vez deles também chegará.
329. O respeito instintivo do homem pelos mortos, em todos os tempos e entre todos os povos, é um efeito da intuição da existência futura?
É a sua conseqüência natural. Sem ela, esse respeito não teria sentido.
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.