segunda-feira, 3 de março de 2014

Fidelidade a Deus – (irmão X) Humberto de Campos

Depois das primeiras prédicas de Jesus, respeito aos trabalhos ingentes que a edificação do reino de Deus exigia dos seus discípulos, esboçou-se na fraterna comunidade um leve movimento e incompreensão. Que? pois a Boa-Nova reclamaria tamanhos sacrifícios? Então o Senhor, que sondava o íntimo de seus companheiros diletos, os reuniu, uma noite, quando a turba os deixara a sós e já algumas horas haviam passado sobre o por do sol.
Interrogando-os vivamente, provocou a manifestação dos seus pensamentos e dúvidas mais íntimas. Após escutar-lhes as confidencias simples e sinceras, o Mestre ponderou:
– Na causa de Deus, a fidelidade deve ser uma das primeiras virtudes. Onde o filho e o pai que não desejem estabelecer, como ideal de união, a confiança integral e recíproca? Nós não podemos duvidar da fidelidade do Nosso Pai para conosco. Sua dedicação nos cerca os espíritos, desde o primeiro dia. Ainda não o conhecíamos e já ele nos amava. E, acaso, poderemos desdenhar a possibilidade da retribuição? Não seria repudiarmos o título de filhos amorosos, o fato de nos deixarmos absorver no afastamento, favorecendo a negação?
Como os discípulos o escutassem atentos, bebendo-lhe os ensinos, o Mestre acrescentou :
– Tudo na vida tem o preço que lhe corresponde. Se vacilais receosos ante as bênçãos o sacrifício e as alegrias do trabalho, meditai nos tributos que a fidelidade ao mundo exige. O prazer não costuma cobrar do homem um imposto alto e doloroso? Quanto pagarão, em flagelações íntimas, o vaidoso e o avarento? Qual o preço que o mundo reclama ao gozador e ao mentiroso?
Ao clarão alvacento da Lua, como pai bondoso rodeado de seus filhinhos, Jesus, "reconheceu que os discípulos, diante das suas cariciosas perguntas, haviam transformado a atitude mental, como que iluminadas por súbito clarão.
Timidamente, Tiago, filho de Alceu, contou a história de um amigo que arruinara a saúde, por excessos nos prazeres condenáveis.
Tadeu falou de um conhecido que, depois de ganhar grande fortuna, se havia tornado avarento e mesquinho a ponto de privar-se do necessário, para multiplicar o número de suas moedas, acabando assassinado pelos ladrões.
Pedro recordou o caso de um pescador de sua intimidade, que sucumbira tragicamente, por efeito de sua desmedida ambição.
Jesus, depois de ouvi-los, satisfeito, perguntou:
– Não achais enorme o tributo que o mundo exige dos que se apegam aos seus gozos e riquezas? Se o mundo pede tanto, porque não poderia Deus pedir-nos lealdade ao coração?
Trabalhamos agora pela instituição divina do seu reino na Terra; mas, desde quando estará o Pai trabalhando por nós? As interrogativas pairavam no espaço sem resposta dos discípulos, porque, acima de tudo, eles ouviam a que lhes dava o próprio coração. Do firmamento infinito os reflexos do luar se projetavam no lençol tranquilo do lago, dando a impressão de encantador caminho para o horizonte, aberto sobre as águas, por entre deslumbramentos de luz.
Enquanto os companheiros meditavam no que dissera Jesus, Tiago se lhe dirigiu, nestes termos:
– Mestre, tenho um amigo, de Corazin que vos ouviu a palavra santificante e desejava seguir-vos; porém, asseverou-me que o reino pregado pela vossa bondade está cheio de numerosos obstáculos, acrescentando que Deus deve mostrar-se a nós outros somente na Vitória e na ventura. Devo confessar que hesitei ante as suas observações, mas, agora, esclarecido pelos vossos ensinamentos, melhor vos compreendo e afirmo-vos que nunca esquecerei minha fidelidade ao reino!...
A voz do apóstolo, na sua confissão espontânea, se revelava tocada de entusiasmo doce e amigo e o Senhor, aproveitando a hora para a semeadura divina, exclamou bondoso:
– Tiago, nem todos podem compreender a verdade de uma só vez. Devemos considerar que o mundo está cheio de crentes que não entendem a proteção do céu, senão nos dias de tranqüilidade e de triunfo. Nós, porém, que conhecemos a vontade suprema, temos que lhe seguir o roteiro. Não devemos pensar no Deus que concede, mas no Pai que educa; não no Deus que recompensa, sim no Pai que aperfeiçoa. Daí se segue que a nossa batalha pela redenção tem de ser perseverante e sem tréguas...
Nesse ínterim, todos os companheiros de apostolado, manifestando o interesse que os esclarecimentos da noite lhes causavam, se puseram a perguntar, com respeito e carinho.
– Mestre – exclamou um deles – não seria melhor fugirmos do mundo para, viver na incessante contemplação do reino?...
– Que diríamos do filho que se conservasse em perpétuo repouso, junto de seu pai que trabalha sem cessar, no labor da grande família? Respondeu Jesus.
– Mas, de que modo se há de viver como homem e como apóstolo do reino de Deus na face deste mundo”. – inquiriu Tadeu.
– Em verdade – esclareceu o Messias – ninguém pode servir, simultaneamente, a dois senhores. Fora absurdo viver ao mesmo tempo para os prazeres condenáveis da Terra e para as virtudes sublimes do céu. O discípulo da Boa-Nova tem de servir a Deus, servindo à sua obra neste mundo. Ele sabe que se acha a laborar com muito esforço num grande campo, propriedade de seu Pai, que o observa com carinho e atenta com amor nos seus trabalhos.
Imaginemos que esse campo estivesse cheio de inimigos : por toda parte, vermes asquerosos, víboras peçonhentas, tratos de terra improdutiva. É certo que as farsas destruidoras reclamarão a indiferença e a submissão do filho de Deus; mas, o filho de coração fiel a seu Pai se lança ao trabalho com perseverança e boa vontade. Entrará em luta silenciosa com o meio, sofrer-lhe-á os tormentos com heroísmo espiritual, por amor do reino que traz no coração, plantará uma flor onde haja um espinho, abrirá uma senda, embora estreita,  onde estejam em confusão os parasitos da Terra, cavará pacientemente, buscando as entranhas do solo para que surja uma gota dágua onde queime um deserto. Do íntimo desse trabalhador brotará sempre um cântico de alegria, porque Deus o ama e segue com atenção.
– Qual a primeira qualidade a cultivar no coração – perguntou um dos filhos de Zebedeu – para que nos sintamos plenamente identificados com a grandeza espiritual da tarefa?
– Acima de todas as coisas – respondeu o Mestre – é preciso ser fiel a Deus.
A pequena assembléia parecia altamente enlevada e satisfeita; mas, André inquiriu:
– Mestre, estes últimos dias, tenho-me sentido doente e receio não poder trabalhar como os demais companheiros. Como poderei ser fiel a Deus, estando enfermo?
– Ouvi. – Replicou o Senhor com certa ênfase.
– Nos dias de calma, é fácil provar-se fidelidade e confiança. Não se prova, porém, dedicação, verdadeiramente, senão nas horas tormentosas, em que tudo parece contrariar e perecer. O enfermo tem consigo diversas possibilidades de trabalhar para Nosso Pai, com mais altas probabilidades de êxito no serviço. Tateando ou rastejando, busquemos servir ao Pai que está nos céus, porque nas suas mãos divinas vive o Universo inteiro!...
André, se algum dia teus olhos se fecharem para a luz da Terra, serve a Deus com a tua palavra e com os ouvidos; se ficares mudo, toma, assim mesmo, a charrua, valendo-te das tuas mãos. Ainda que ficasses privado dos olhos e da palavra, das mãos e dos pés, poderias servir a Deus com a paciência e a coragem, porque a virtude é o verbo dessa fidelidade que nos conduzirá ao amor dos amores!
O grupo dos apóstolos calara-se, impressionado, ante aquelas recomendações. O luar esplendia sobre as águas silenciosas. O mais leve ruído não traía o silêncio augusto da hora.
André chorava de emoção, enquanto os outros observavam a figura do Cristo, iluminada pelos clarões da Lua, deixando entrever um amoroso sorriso. Então, todos, impulsionados por soberana força interior, disseram, quase a um só tempo:
– Senhor, seremos fiéis!...
***
Jesus continuou a sorrir, como quem sabia a intensidade da luta a ser travada e conhecia a fragilidade das promessas humanas. Entretanto, do coração dos apóstolos jamais se apagou a lembrança daquela noite luminosa de Cafarnaum, aureolada pelo sentimento divino.
Humilhados e perseguidos, crucificados na dor e esfolados vivos, souberam ser fiéis, através de todas as vicissitudes da Natureza, e, transformando suas angústias e seus trabalhos num cântico de glorificação, sob a eterna inspiração do Mestre renovaram a face do mundo.
Livro: Boa Nova.
Espíritos Diversos.
Chico Xavier.

Pensamento Positivo / Prece de Caritas - Cantada / Passe Virtual.



Cartões - 30







CARÁTER MORAL- Miramez

0216/LE
Certamente que o caráter moral acompanha a alma depois do túmulo; não obstante a vida obedecerá à força do progresso; e esse caráter se modifica, diante das modalidades diferentes do que encontra no caminho.
Se em uma existência o Espírito adquiriu, pelos seus esforços no bem, a paciência, a dedicação ao trabalho honesto, e compreensão, a fé, a caridade e o amor, certamente que isso não foi produto somente daquela existência. Essas virtudes são filhas de todas as vidas que a alma viveu, na carne e no mundo espiritual; é fruto da maturidade. Quando vem em outra existência corporal, o Espírito não pode se esquecer dessas qualidades conquistadas, mesmo que surgir na Terra em difícil condição social, nascendo em favelas, ou mesmo no campo; ele não deixará de ser uma criatura virtuosa. Se a vida o colocar no seio de família abastada, ele não mudará sua estrutura espiritual; continuará a ser o mesmo, pelo reflexo da consciência no dia a dia que vive.
Da mesma forma, se é a ignorância que predomina, o Espírito conserva o atavismo, de sorte que essa ignorância o guiará em outras vidas, mesmo que renasça em família virtuosa, fará com freqüência coisas que a virtude desaprova. Entretanto, nunca devemos generalizar idéias, pois o Espírito pode, de uma hora para outra, começar a modificar a sua vida, alcançando qualidades enobrecidas. A maturidade pode surgir de momento a momento, mas, nunca que seja filha da dádiva, e sim, conquista de passo a passo.
A alma somente esquece o mal que por ignorância faz; nunca o bem, por ser ele filho das leis naturais de Deus. Quando alguém passa a esquecer o bem que vinha fazendo, é porque aquele não tinha se solidificado ainda em seu coração. Com o passar do tempo, o próprio tempo dar-lhe-á a noção verdadeira da vida que há de levar, de trabalho, de honestidade e de amor.
O mundo se encontra em um turbilhão de desespero, a humanidade sofre de todas as maneiras, por se alimentar do orgulho e do egoísmo, forças negativas devoradoras das qualidades enobrecidas. A receita para a harmonia de todas as raças da Terra se encontra no Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo, cujos preceitos de luz nos induzem a viver vida feliz, mostrando que tudo é do Criador, e que nós, encarnados e desencarnados, somos apenas usufrutuários das dádivas celestiais.
Se queremos herdar bons precedentes de nós mesmos em outras existências, procuremos nos transformar moralmente hoje, agora. Mudemos de vida. Observemos os grandes homens da história, que são exemplos de vida reta, sem nos esquecermos do maior de todos eles: Jesus Cristo, padrão moral por excelência. Sendo Ele o Caminho, deveremos segui-Lo para encontrar a paz de consciência, aprendendo com Ele como viver e entender e, por Seu intermédio, conhecer a Verdade. A vida nos mostra as modificações constantes que devemos realizar, polindo nossos ideais e iluminando nossas qualidades, recebendo no coração a luz de Deus e abrindo os nossos braços no sentido de que o Cristo possa nascer em nossas almas.
Toda modificação moral com Jesus requer sofrimento, sacrifícios, problemas inúmeros e dores incontáveis. Toda subida exige esforço. As mudanças que ocorrem com os Espíritos não são somente interiores, as reencarnações levar-nos-ão a posições diferentes, para que aprendamos com elas a humildade, o amor e o direito de cada criatura onde ela se encontra.
Mais uma vez te afirmamos: para herdarmos qualidades morais elevadas, plantemos as boas sementes, que já conhecemos, de que o Evangelho é um celeiro inesgotável.
Livro: Filosofia Espírita. Vol. V
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos –Allan Kardec.
Parecenças físicas e morais
216. Em suas novas existências conservará o Espírito traços do caráter moral de suas existências anteriores?
Isso pode dar-se. Mas, melhorando-se, ele muda. Pode também acontecer que sua posição social venha a ser outra. Se de senhor passa a escravo, inteiramente diversos serão os seus gostos e dificilmente o reconheceríeis. Sendo o Espírito sempre o mesmo nas diversas encarnações, podem existir certas analogias entre as suas manifestações, se bem que modificadas pelos hábitos da posição que ocupe, até que um aperfeiçoamento notável lhe haja mudado completamente o caráter, porquanto, de orgulhoso e mau, pode tornar-se humilde e bondoso, se se arrependeu.

Objetivo da Reencarnação – Miramez.

0167/LE
Reencarnação é um processo de despertamento da alma. As vidas sucessivas são escolas em todos os reinos da natureza. É, pois, uma depuração constante em rumos variáveis.
Ela é uma das leis de Deus, e se encontra fixada na eternidade para ajudar seus filhos a compreenderem a si mesmos, a serem obedientes aos programas do Todo Poderoso.
É certo que o Espírito progride no mundo espiritual, sem a participação do corpo físico; este é um dos primeiros degraus do progresso da alma. O estudioso de espiritualismo, que já se libertou de comandos deliberados para a sua compreensão, chega à conclusão de que o mundo físico e o espiritual se confundem, que tudo vem de Deus na Sua maior expressão de amor.
Se o Senhor criou essas modalidades de progresso, certamente porque viu que era bom. Os meios de despertamento das almas são infinitos. Quem deseja ficar parado no tempo e no espaço sofre as conseqüências dessa inércia; quem abre a mente para o estudo, para todos os tipos de análise acerca da vida, encontra ou começa a encontrar a verdade, e ela ajuda a sua libertação.
Em muitos casos, a reencarnação se expressa como justiça em variados ângulos da lei.
O que chamas de expiação da alma, em se enfrentando as reencarnações, não passa de processos de evolução do Espírito, visto que todos passam por isso. Enfim, são caminhos indispensáveis ao bem-estar de todo o rebanho para purificação, se esse é o termo, dos filhos da criação.
Cada corpo que o Espírito recebe na Terra é uma bênção de Deus em seu caminho, porque significa um degrau que sobe para a eternidade, sendo que ninguém regride. Sempre estamos avançando para a nossa própria liberdade.
O processo reencarnatório está sofrendo limitações inumeráveis em todos os países.
São dificuldades que os Espíritos estão sofrendo por estarmos passando por fechamento de ciclo evolutivo. São também meios de depuração espiritual, que estão sob o controle de Deus, que tudo sabe e de Jesus, que compreende o porquê de todas as catástrofes morais e mesmo físicas que se passam e que deverão surgir. A dor é, pois, o anjo divino que deve aparecer com freqüência no cenário da Terra, para salvar as criaturas de maiores distúrbios.
Quem nega a reencarnação recusando-se a meditar sobre o assunto, talvez com medo de que por intermédio dela e pelos seus processos variáveis venham a mudar de posição onde se encontram, em situação de mando e abundância de ouro, se esquece que lei é lei, principalmente a de Deus. Em verdade, nada existe que não viva e torne a viver incessantemente, e reafirmamos que se muda de corpo quantas vezes forem necessárias, sendo eles degraus para que se conheça a luz na sua intensidade de Amor. O objetivo da reencarnação é facultar cada vez mais ao Espírito a lucidez da vida e oferecer mais vida para quem procura viver. Uma das linhas da Doutrina dos Espíritos é anunciar essa lei divina em todos os seus aspectos e falar em voz alta esse nome: reencarnação.
Livro: Filosofia Espírita. Vol. IV
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
A reencarnação
167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?
Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?

Na Luta Vulgar - Emmanuel

"Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" - Paulo (Gálatas, 6:7)
Não é preciso morrer na carne para conhecer a lei das compensações.
        Reparemos a luta vulgar.
O homem que vive na indiferença pelas dores do próximo, recebe dos semelhantes a indiferença pelas dores que lhe são próprias.
Afastemo-nos do convívio social e a solidão deprimente será para nós a resposta do mundo.
Se usamos a severidade para com os outros, seremos julgados pelos outros com rigor e aspereza.
Se praticamos em sociedade ou em família a hostilidade e a aversão, entre parentes e vizinhos encontraremos a antipatia e a desconfiança.
Se insultamos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegar-nos-á à inaptidão.
Um gesto de carinho para com o desconhecido na via pública granjear-nos-á o concurso fraterno dos grupos anônimos que nos cercam.
Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria.
O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência.
Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto a nós.
Otimismo e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor.
Todo dia é tempo de semear.
Todo dia é tempo de colher.
Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida.
Livro: Fonte Viva.
Emmanuel / Chico Xavier.

domingo, 2 de março de 2014

KANTO DE SKLAVO


Ve! Sklavigita! Kiel pezas fero 
Sur manoj, sur piedoj, en la koro! 
Ho Dio, kial frapis min mizero, 
Kvazaŭ Furioj en rikana ĥoro? 

Negro! Nu, kial mi naskiĝis tia, 
Kun haŭto nokta, haroj krispaj, nazo 
Buldoga, lipoj ŝvelaj, malgracia 
Aspekt’, al kiu mankas taŭga frazo? 

Sur grundo nigra mi vekiĝis; sur 
Nigrega ŝlimo tagoj pelas min; 
Sed al l’ infan sonadis en murmur’ 
La lula kant’ el brusto de patrin’. 

Sed ja ekzistas pli hontinda sklavo: 
De l’ verda drapo, vin’, diboĉ’, malamo; 
Kondukas ĉiuj al senfunda kavo, 
Al mortabismo, al gehena flamo! 

Al ĉi fiaĵoj sklavis mi sensperte, 
Pensante: “Oho! Esti sklav al Dio!”; 
Sed elaĉeton mi akiros certe 
Sub milda jugo de l’ Evangelio! 

29/11/1960 / J. CRUZ E SOUZA.
Livro: Mediuma Poemaro.
Luís da Costa Porto Carreiro Neto.