sábado, 6 de setembro de 2014

O PROPÓSITO SUPREMO / LA SUPEREGA CELO

O PROPÓSITO SUPREMO
Homem, meu irmão, tenha fé em seu destino, porque ele é grande. Você nasceu com faculdades inatas, aspirações infinitas, e a eternidade lhe é dada para desenvolver uns e satisfazer os outros. Crescer vida a vida, esclarecer-se pelo estudo, purificar-se pela dor, adquirir uma ciência sempre mais vasta, qualidades cada vez mais nobres; eis o que lhe está reservado. Deus tem feito ainda mais por você. Deu os meios de colaborar em Sua obra; de participar na lei do progresso sem limites, abrindo novas vias aos seus semelhantes, elevando seus irmãos, atraindo-os a você, iniciando-os nos esplendores do verdadeiro e do belo, às sublimes harmonias do universo. Não é isso criar, transformar almas e mundos? E esse trabalho imenso, fértil em caráteres, não é preferível a um repouso morno e estéril? Colaborar com Deus! Realizar em tudo e por tudo o bem e a justiça! Que pode ser maior, mais digno ao seu espírito imortal!
Eleve então seu olhar e abrace as vastas perspectivas de seu porvir. Ponha nesse espetáculo a energia necessária para afrontar os ventos e as tempestades do mundo. Marche, valente, lutador, suba a rampa que conduz aos cumes que chamamos virtude, dever, sacrifício. Não se detenha no caminho para colher floretes ou mato, para brincar com seixos dourados. Para frente, sempre em frente!
Vê você nos céus esplêndidos esses astros flamejantes, esses sóis inumeráveis arrastando, em suas evoluções prodigiosas, brilhantes cortejos de planetas? Quantos séculos acumulados não foram necessários para os formar! Quantos séculos não serão precisos para os dissolver! Bem! Um dia virá em que todos esses fogos estarão extintos, onde esses mundos gigantescos se esvanecerão para dar lugar a novos globos, a outras famílias de astros emergentes das profundezas. Nada daquilo que vê hoje existirá mais. O vento dos espaços terá para sempre varrido a poeira, esses mundos usados; mas você, você viverá sempre, prosseguindo sua marcha eterna no seio de uma criação incessantemente renovada. Que serão então para tua alma purificada, engrandecida, assombras e os cuidados do presente? Acidentes efêmeros de nosso curso, não deixarão, no fundo de nossa memória, mais do que tristes ou doces lembranças. Diante dos horizontes infinitos da imortalidade, os males do presente, as provas sofridas, serão como uma nuvem fugitiva no meio de um céu sereno.
Meça então, em seu justo valor, as coisas da Terra. Não as desdenhe, sem dúvida, porque são necessárias ao progresso, e sua missão é de contribuir para o seu aperfeiçoamento pelo aperfeiçoamento de si mesmo; mas não ligue sua alma exclusivamente nisso, antes de tudo, procure os ensinamentos que trazem. Por eles, você compreenderá que os objetivos da vida não são os gozos, nem a felicidade, mas, acima de tudo, uma forma de trabalho, de estudo e de cumprimento do dever, o desenvolvimento da alma, da personalidade que você reconhecerá além da tumba, tal qual a tem estado talhando, você mesmo, no curso de sua existência terrestre.
Livro: O Porquê da Vida.
Léon Denis.
LA SUPEREGA CELO
Homo, frato mia, fidu vian destinon, ĉar ĝi estas grandioza. Vi naskiĝis kun nekulturitaj kapabloj, kun senlimaj aspiroj, kaj al vi estas donita la eterneco por disvolvi unujn kaj kontentigi la aliajn. Plialtiĝi tra la sinsekvaj ekzistadoj, kleriĝi per la studado, plipuriĝi per la doloro, akiri ĉiam pli vastan sciencon, ĉiam pli noblajn kvalitojn: jen via destino. Dio ankoraŭ pli favoris vin: li havigis al vi la rimedojn, por ke vi kunlaboru en lia verko, partoprenu en la leĝo de la senfina progreso, malfermante novajn vojojn al viaj similuloj, plialtigante viajn fratojn, ilin altirante al vi, ilin iniciante en la brilegecon de vero kaj bono kaj en la sublimajn harmoniojn de l’ Universo. Ĉu la progresigo de la animoj kaj la mondoj ne estas la efektivigo de la dia verko? Ĉu tiu giganta, ĝuoplena laboro ne estas preferinda al ripozo teda kaj senfrukta? Kunlabori kun Dio! En ĉio kaj ĉie realigi la bonon kaj la justecon! Kio pli granda, pli nobla povas ekzisti por via senmorta spirito?!
Levu do vian rigardon kaj ĉirkaŭprenu la vastajn perspektivojn de via estonteco! Ĉerpu el tiu spektaklo la energion necesan por alfronti la mondajn ventegojn kaj uraganojn. Marŝu, brava batalanto! Transgrimpu la krutaĵojn, kiuj kondukas al tiuj suproj nomataj virto, devo, sinofero! Ne haltu survoje, deŝirante floretojn el la arbustoj aŭ distriĝante per orkoloraj ŝtonetoj. Antaŭen, ĉiam antaŭen!
Ĉu vi vidas, en la plej belaj ĉieloj, tiujn lumegajn astrojn, tiujn sennombrajn sunojn, kiuj trenas, en sia rondiro, miregindajn sekvantarojn el brilaj planedoj? Kiom da sinsekvaj jarcentoj estis necesaj por ilia formiĝo! Kiom da jarcentoj ankoraŭ forpasos ĝis ilia dissolviĝo! Nu bone, venos iam la tago, kiam ĉiuj tiuj fokusoj estingiĝos, kiam tiuj gigantaj mondoj malaperos por cedi lokon al novaj sferoj, al novaj familioj de astroj, eliĝontaj el la abismaj profundaĵoj. Kion vi vidas hodiaŭ, tio ne longe daŭros. La blovo de la spacoj forbalaos por ĉiam la polvon de tiuj elĉerpitaj mondoj; sed vi, homa spirito, vi ĉiam vivos, daŭrigante la eternan vojaĝon en la sino de senĉese renoviĝanta kreitaro. Kion do signifos, por via animo purigita kaj plialtiĝinta, la ombroj kaj la zorgoj de la nuntempo? Tiuj nedaŭraj survojaj akcidentoj restigos en la spirito nur dolĉajn aŭ maldolĉajn rememorojn. Antaŭ la senfinaj horizontoj de la senmorteco, la malbonoj de la nuntempo kaj la elportitaj suferoj estos kiel pasema nebulo sur serena ĉielo.
Vi do konsideru la surterajn aferojn laŭ ties ĝusta valoro. Certe ne kun malŝato, ĉar ili estas bezonaj por via progreso kaj via misio estas kunlabori por ilia plibonigo, mem plibonigante vin; sed ne al ili ekskluzive vi alkroĉu vian animon; antaŭ ĉio profitu el la lecionoj, kiujn ili enhavas. Ili instruos al vi, ke la celo de la vivo ne estas ĝuoj kaj plezuroj, sed ja per laborado, studado kaj plenumado de la devoj, la disvolviĝo de via animo, de tiu estaĵo, kiun vi renkontos en la transtombo tia, kia vi ĝin faris dum la surtera ekzistado.
Libro: La Kialo de la Vivo.
Léon Denis.

É Necessário acordar / Ajuda Sempre / A Lição Inesquecível - Chico Xavier.



INTERVALO DAS REENCARNAÇÕES - Miramez

0223/LE
Há muitas dúvidas sobre o tempo que a alma espera entre duas reencarnações, para a volta em novo corpo à Terra, ou em outros mundos, mas "O Livro dos Espíritos" não se esqueceu de tocar neste assunto, para esclarecer aos que iriam naturalmente interrogar.
O tempo que se gasta para a alma voltar novamente ao corpo é variável; alguns voltam imediatamente, dependendo das necessidades do Espírito. Os mentores espirituais, achando conveniente, mostram ao reencarnante que seria o melhor para ele a volta sem demora; no entanto, há outros para quem a demora é caminho mais inteligente, para recolher experiências necessárias à segurança da volta.
A variação, nesse assunto delicado das vestes na carne, é de zero ao infinito. É uma oportunidade valiosa para todos os Espíritos que desejam ascender, despertar seus valores na profundidade da consciência.
Devido às vibrações pesadas da Terra, o Espírito, quanto mais iluminado, mais tempo, normalmente, espera para voltar à mesma.
Alguns podem gastar mil anos para a descida à carne, com missão divina de instruir e dar exemplo de amor para a humanidade, como no caso de Francisco de Assis, o "Poverello da Úmbria".
Nos mundos superiores, entretanto, o tempo se encurta, mesmo em se tratando de Espíritos iluminados, por encontrarem, na atmosfera do mundo, ambiente favorável, visto que todos os pais nessas regiões são conscientes da lei da reencarnação, favorecendo, assim, a chegada do missionário da verdade.
Vários livros mediúnicos se referem aos processos da reencarnação, de modo a conscientizar o leitor da verdade para que ele, quando oportuno, venha a ajudar nessa delicada operação, junto aos benfeitores da espiritualidade superior.
Se queremos uma reencarnação melhor no futuro, não desprezemos as mudanças, os consertos morais, e para tanto procuremos Jesus; Seus preceitos são eternos e vibram na eternidade da vida, sendo caminhos que nos mostram a felicidade e como conquistá-la.
Estudemos as vidas dos Seus discípulos e dos grandes personagens que estiveram na Terra com a missão sagrada de elevar o homem, que encontraremos nos Seus exemplos, a força indispensável para a renovação dos nossos velhos costumes.
O fora da caridade não há salvação é a meta de luz, traçada pelo Espírito que a escreveu na vivência de cada dia. Necessário se faz que entendamos o que é caridade. Isso é possível se já conhecemos o Cristo, e se aprendemos a orar, porque a oração é o canal divino por onde receberemos a intuição do Senhor.
Na variação do tempo, a força da verdade faz gerar a compreensão das leis naturais que nos garantem a vida e nos levam a sublimar os sentimentos. Precisamos conhecer não somente a vida na matéria, como a vida em Espírito, e essa necessidade é bem maior entre os encarnados. Falamos aos de boa vontade, para que eles aproveitem as oportunidades oferecidas pela Doutrina Espírita de modo prático, e conheçam a si mesmos, para que o conhecimento da verdade seja mais fácil.
Deixemos acender em nosso coração a luz do entendimento, que essa luz servir-nos-á para a jornada que Jesus deseja que empreendamos.
Livro: Filosofia Espírita – Vol. V
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos - Allan Kardec.
223. A alma reencarna logo depois de se haver separado do corpo?

Algumas vezes reencarna imediatamente, porém, de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito, quando encarnado nesses mundos, goza quase que de todas as suas faculdades de Espírito, sendo o seu estado normal o dos sonâmbulos lúcidos entre vós.

DIVINO AVISO - ALBINO TEIXEIRA.

A luz do conhecimento que já atingiste, pode ser estendida à sombra dos outros.
O dinheiro que ajuntaste, pode ser amparo à necessidade dos semelhantes.
A fé que possuir, pode ser refúgio aos que desfalecem.
A doença que sofres, pode ser motivo de paciência, a valer entre os seres queridos por sustento moral.
A ofensa que recebeste, pode ser testemunho de humildade, confortando a todos aqueles que te partilham a experiência.
A hora de que dispões, pode ser trabalho a favor do próximo.
A palavra que falas, pode ser auxilio na luta alheia.
A atitude que tomes, pode ser diretriz do levantamento da caridade.
Ah, meu irmão da Terra!
Toda situação pode ser apoio à vitória do bem e todo serviço prestado ao bem é riqueza da alma, que malfeitores não furtam e que as traças não roem.
Escuta o relógio coração do tempo que te orienta o caminho – e o tempo, qual mensageiro da Eterna Sabedoria, te revelará, por fim, que o seu tique-taque, incessante e sempre novo tique-taque, é divino aviso da Vida, recomendando:
- Serve-serve, serve-serve!
Livro: Ideal Espírita.
Diversos Espíritos.
Chico Xavier e Waldo Vieira.

História de um pão - Irmão X (Humberto de Campos)

Cap. XIII – Item 15
O Evang. Seg. o Espiritismo – Allan Kardec.
Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.
A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.
Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, joias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.
Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.
E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...
Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.
Barsabás entregou-se às lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.
Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.
Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.
Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.
Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.
Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:
– Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra...
– Ai de mim – soluçou o desventurado – eu jamais fiz o bem...
– Em verdade – prosseguiu o informante –, trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...
E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava à feição de pequenino disco solar.
– Há trinta e dois anos – disse, ainda, o instrutor –, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.
Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:
– Jonakim, o enjeitado?
– Sim, ele mesmo – confirmou o missionário divino –. Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.
E Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se às alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.
Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...
Era Jonakim, aos quarenta de idade.
Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar.
*
Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.
Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.
Livro: O Espírito da Verdade.
Espíritos Diversos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ORAR E PERDOAR - EMMANUEL.

“E quando estiverdes orando, perdoai...” – Jesus / MARCOS, 11:25.
Como poderá alguém manter a própria consciência tranquila sem intenções sinceras?
De igual modo, poderemos indagar:
- Como sustentar o coração sereno durante a prece, sem análise real de si mesmo?
A oração para surtir resultados essenciais de conforto, exige enfrentemos a consciência em todas as circunstâncias.
Intenções estranhas e sentimentos propositalmente viciados, não se conciliam com o clima favorável à segurança de espírito.
A coexistência do mal e do bem no íntimo do ser impossibilita o estabelecimento da paz.
Sentimentos odiosos e vindicativos impedem a floração da espiritualidade superior.
A Deus não se ilude.
E a oração exterioriza a nossa emoção real. Dessa maneira, sem a luz da harmonia e do amor, não perceberemos a resposta celeste às nossas necessidades.
A Lei não se dobra às nossas fraquezas, porque a vontade Divina não pode errar com a vontade humana, competindo-nos o dever de adaptarmos-nos aos Excelsos Desígnios.
Atenta, pois, para as diretrizes que imprimes às tuas preces, na certeza de que o perdão deve ter presença invariável em todos os nossos atos para que as nossas petições encontrem livre curso, na direção de Deus.
Livro: Ideal Espírita.
Espíritos Diversos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

Ni te tengo, ni te olvido / A Media luz / Todo el amor que te hace falta - Julio Iglesias