quarta-feira, 4 de março de 2015

DECÁLOGO DO BOM-ÂNIMO – André Luiz.

1 – Dificuldades? Não perca tempo lamuriando. Trabalhe.
2 – Críticas? Nunca se aborreça com elas. Aproveite-as no que mostrem de útil.
3 - Incompreensões? Não busque torná-las maiores com exigências e queixas. Facilite.
4 – Intrigas? Não lhes estenda a sombra. Faça alguma luz com o óleo da caridade.
5 – Perseguições? Jamais revide-as. Perdoe.
6 – Calúnias? Nunca se enfureça contra as arremetidas do mal. Sirva sempre.
7 – Tristezas? Afaste-se da disposição ao desânimo. Ore abraçando os próprios deveres.
8 – Desilusões? Por que debitar aos outros a conta de nossos erros? Caminhe para frente, dando ao mundo e à vida o melhor ao seu alcance.
9 – Doenças? Evite a irritação e a inconformidade. Pense nos benefícios que os sofrimentos do corpo passageiro trazem à alma eterna.
10 – Não acredite em derrotas. Pela bênção de Deus, você está agora em seu melhor tempo – o de hoje, em que você pode sorrir e recomeçar, renovar e servir, em meio de recursos imensos.     
André Luiz / Médium Chico Xavier
Livro: Coragem.

terça-feira, 3 de março de 2015

NOSSO CONCURSO

Com efeito, o nosso concurso na obra do bem possui características marcantes:
         É sempre oportuno.
         Nunca se torna excessivo.
         Apresenta valor específico.
         Recebe beneplácito superior.
         Demonstra-nos o desejo de acertar.
         Constitui experiência sempre nova.
         Mostra campo ilimitado de manifestação.
         Não precisa impor nem condicionar.
         Revela hoje o amanhã melhor.
         Significa chamamento à cooperação dos outros.
         Carreia progresso.
         Preenche-nosso tempo de maneira ideal.
         Valoriza a vida de todos.
         Sustenta o equilíbrio comum.
         Constrói para sempre.
* * *
Estenda mão amiga às tarefas do bem anônimo, pois quem viaja na Terra dá e recebe invariavelmente os dons da alegria ou os tóxicos da tristeza que semeia por onde passa, na peregrinação para a Vida Eterna.
Livro: Estude e Viva.
Emmanuel / André Luiz.
Chico Xavier e Waldo Vieira.

PRAZERES E OCUPAÇÕES – Miramez.

0567/LE
Nos teus prazeres e ocupações te cercam muitos Espíritos no mesmo nível dos teus sentimentos. A lei é justa e correta. Ela garante a estabilidade do que és, com o que podes atrair pelos pensamentos, configurando, assim, a tua vida, na vida dos que te cercam. Se ainda estás envolvido em paixões inferiores, certamente que Espíritos da mesma estirpe te acompanham, inspirando-te os seus desejos. Entretanto, a bondade de Deus a ninguém deixa órfão do Seu amor, e sempre ordena que Espíritos de alta linhagem espiritual te acompanhem mesmo à distância, a desfazerem o que seja a mais em teu fardo a carregar, traduzindo tudo que recebes em lições edificantes, sabendo que, no amanhã, poderás ser um dos que guiam, livre pelo amor universal.
Se nada se perde, o Espírito é que vai se perder? Os ditos demônios são almas que logo se cansam de perturbar o ambiente e os homens, e passam a ser alunos de Jesus, ao verificarem que somente o amor traz alegria para sempre, e que o mal não compensa. O espírita deve ter cuidado com os seus prazeres e ocupações, porque nesses sentimentos é que deverão atrair algumas almas com os mesmos ideais.
Ao Espiritismo cumpre despertar os encarnados para os seus deveres e mostrar, a cada dia que passa, que devem reformular seus ideais, mudar, se ainda não mudaram, seus hábitos, esquecer que existe o mal e aproveitar todo o tempo no bem comum, visando o progresso dos seus semelhantes e de todas as coisas.
Se na Terra formaste um lar, podes ser instrumento para outros reencarnarem. Não foi por acaso a união de almas idealizadas por Deus; foi para que o amor pudesse surgir nos corações e desenvolver-se no tempo, com novas feições de vida. Vejamos o que Jesus disse: Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. (Mateus, 18:20).
Se o Mestre é afundamento da vida na Terra, Ele cuida de instruir as vidas que nela estagiam, e essa Sua promessa é sempre cumprida. Em um lar se reúnem duas ou mais pessoas em Seu nome, por compromissos no mundo espiritual e, reunindo-se em Seu nome, Ele estará sempre no meio, dando assistência e dirigindo os corações para a formação daqueles que chegam para amar e instruir, e dos que vêm para serem amados e instruídos.
Deves compreender que o ciúme e as paixões inferiores podem te levar ao caos, podem te levar a duros sofrimentos, e se já sabes disso, podes evitar muitos males, corrigindo muitos sentimentos que não estejam em harmonia com o Cristo. Se não modificares, purificares teus sentimentos, os Espíritos vulgares aproximar-se-ão de ti, inspirando suas paixões que, por vezes, são piores do que as dos homens.
Todas as idéias são sementes que podem germinar, desde quando encontrem terra que as assimile. O Mestre foi o grande semeador, favorecendo todas as terras dos corações, com as sementes do amor, diversificadas em muitas virtudes. E a Doutrina dos Espíritos é a  revivescência do Senhor, mostrando em toda a sua extensão as claridades do Evangelho, para que as criaturas possam sentir-se seguras de que estão acompanhadas pelos anjos, crescendo nos corações a esperança de que existe a felicidade para todos, sem distinção.
Combatamos, pois, o egoísmo e o orgulho, como sendo chagas da humanidade, lepra terrível que faz sofrer todos os povos. Procuremos a verdade, que ela é Jesus com os braços abertos para nos livrar de todo mal, fazendo despertar em nossos corações o puro amor.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
567. Costumam os Espíritos imiscuir-se em nossos prazeres e ocupações?
Os Espíritos vulgares, como dizes, costumam. Esses vos rodeiam constantemente e com freqüência tomam parte muito ativa no que fazeis, de conformidade com suas naturezas. Cumpre assim aconteça, porque, para serem os homens impelidos pelas diversas veredas da vida, necessário é que se lhes excitem ou moderem as paixões.
A.K.: Com as coisas deste mundo os Espíritos se ocupam conformemente ao grau de elevação ou de inferioridade em que se achem. Os Espíritos superiores dispõem, sem dúvida, da faculdade de examiná-las nas suas mínimas particularidades, mas só o fazem na medida em que isso seja útil ao progresso. Unicamente os Espíritos inferiores ligam a essas coisas uma importância relativa às reminiscências que ainda conservam e às idéias materiais que ainda se não extinguiram neles.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Reeducandos - Emmanuel

Os nossos irmãos reeducandos, residentes em setores de segregação construtiva, não se encontram sozinhos.
Em todos os lugares de Terra, surpreendemos os sentenciados de variada espécie, dentre os quais se destacam:
os presidiários retidos em provações de longo curso;
os emparedados no remorso que carregam o peso de culpas inconfessadas;
os detentos da rebeldia, que não se satisfazem com os recursos que a vida lhes coloca nas mãos; os encarcerados em sofrimentos claramente voluntários que recusam qualquer saída para a luz do espírito; os prisioneiros da inconformação que não aceitam as diretrizes do trabalho para o bem, que se lhes oferece por terapêutica de libertação;
os encadeados na angústia que se acham isolados nas celas de reflexão que se lhes fazem necessárias ao próprio burilamento.
Diante de companheiros considerados delinqüentes abstém-te de condená-los.
Todos nós, espíritos em evolução na Terra, somos os viajores dos milênios e estamos ainda em processo regenerativo, à vista das imperfeições que nos marcam o espírito.
E se pudéssemos rasgar o peito, à frente de nossos interlocutores e companheiros do cotidiano, certamente que eles todos conseguiriam ler este letreiro, gravado a fogo e lágrimas, em nossos corações:
“Compadece-te de mim!...”
Livro: Hora Certa.
Emmanuel / Chico Xavier.

domingo, 1 de março de 2015

Escândalos.Se a vossa mão é motivo de escândalo, cortai-a / Skandaloj. Se via mano estas objekto de skandalo, fortranĉu ĝin.

Escândalos.Se a vossa mão é motivo de escândalo, cortai-a.
Se algum escandalizar a um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar e que o lançassem no fundo do mar.
Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha.
Tende muito cuidado em não desprezar um destes pequenos. Declaro-vos que seus anjos no céu vêem incessantemente a face de meu Pai que está nos céus, porquanto o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.
Se a vossa mão ou o vosso pé vos é objeto de escândalo, cortai-os e lançai-os longe de vós; melhor será para vós que entreis na vida tendo um só pé ou uma só mão, do que terdes dois e serdes lançados no fogo eterno. — Se o vosso olho vos é objeto de escândalo, arrancai-o e lançai-o longe de vós; melhor para vós será que entreis na vida tendo um só olho, do que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 6 a 11; V, vv. 29 e 30.)
No sentido vulgar, escândalo se diz de toda ação que de modo ostensivo vá de encontro à moral ou ao decoro. O escândalo não está na ação em si mesma, mas na repercussão que possa ter. A palavra escândalo implica sempre a idéia de um certo arruído. Muitas pessoas se contentam com evitar o escândalo, porque este lhes faria sofrer o orgulho, lhes acarretaria perda de consideração da parte dos homens. Desde que as suas torpezas fiquem ignoradas, é quanto basta para que se lhes conserve em repouso a consciência. São, no dizer de Jesus: “sepulcros branqueados por fora, mas cheios, por dentro, de podridões; vasos limpos no exterior e sujos no interior”.
No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão amiúde empregada, é muito mais geral, pelo que, em certos casos, não se lhe apreende o significado. Já não é somente o que afeta a consciência de outrem, é tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, toda reação má de um indivíduo para outro, com ou sem repercussão. O escândalo, neste caso, é o resultado efetivo do mal moral.
É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.
É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vitimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. E assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.
Sendo assim, dirão, o mal é necessário e durará sempre, porquanto, se desaparecesse, Deus se veria privado de um poderoso meio de corrigir os culpados. Logo, é inútil cuidar de melhorar os homens. Deixando, porém, de haver culpados, também desnecessário se tornariam quaisquer castigos. Suponhamos que a Humanidade se transforme e passe a ser constituída de homens de bem: nenhum pensará em fazer mal ao seu próximo e todos serão ditosos por serem bons. Tal a condição dos mundos elevados, donde já o mal foi banido; tal virá a ser a da Terra, quando houver progredido bastante. Mas, ao mesmo tempo que alguns mundos se adiantam, outros se formam, povoados de Espíritos primitivos e que, além disso, servem de habitação, de exílio e de estância expiatória a Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, expulsos de mundos que se tornaram felizes.
Mas, ai daquele por quem venha o escândalo. Quer dizer que o mal sendo sempre o mal, aquele que a seu mau grado servir de instrumento à justiça divina, aquele cujos maus instintos foram utilizados, nem por isso deixou de praticar o mal e de merecer punição. Assim é, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que sofre com isso, porque esse pai talvez tenha sido também um mau filho que fez sofresse seu pai. Passa ele pela pena de talião. Mas, essa circunstancia não pode servir de escusa ao filho que, a seu turno, terá de ser castigado em seus próprios filhos, ou de outra maneira.
Se vossa mão é causa de escândalo, cortai-a. Figura enérgica esta, que seria absurda se tomada ao pé da letra, e que apenas significa que cada um deve destruir em si toda causa de escândalo, isto é, de mal; arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa. Quer dizer também que, para o homem, mais vale ter cortada uma das mãos, antes que servir essa mão de instrumento para uma ação má; ficar privado da vista, antes que lhe servirem os olhos para conceber maus pensamentos. Jesus nada disse de absurdo, para quem quer que apreenda o sentido alegórico e profundo de suas palavras. Muitas coisas, entretanto, não podem ser compreendidas sem a chave que para as decifrar o Espiritismo faculta.
Livro: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII.
Skandaloj. Se via mano estas objekto de skandalo, fortranĉu ĝin.
11. Ve al la mondo pro la faliloj! Ĉar estas necese, ke venu faliloj, sed ve al tiu homo, per kiu la falilo venas! Kaj se via mano aŭ via piedo faligas vin, detranĉu ĝin kaj forĵetu ĝin de vi: estas bone por vi eniri en la vivo kripla aŭ lama prefere ol, havante du manojn aŭ du piedojn, esti enĵetita en eternan fajron. Kaj se via okulo faligas vin, elŝiru ĝin kaj forĵetu ĝin de vi; estas bone por vi eniri en la vivon unuokula prefere ol, havante du okulojn, esti enĵetita en Gehenan de fajro. (Mateo, 18:7-9.)
12. En vulgara senco, skandalo signifas ĉian agon, kiu frapas la moralon aŭ la dececon en videbla maniero. La skandalo implikas ĉiam la ideon pri ia bruado. Multaj personoj kontentiĝas per tio, ke ili evitas la skandalon, ĉar ilia fiero suferus pro ĝi, ilia ŝatateco defalus ĉe la homoj; se nur iliaj hontindaj agoj ne estas konataj, tio sufiĉas, por ke ilia konscienco estu trankvila.
Tiuj estas, laŭ la paroloj de Jesuo: “tomboj blankigitaj.
En la evangelia senco, la signifo de la vorto skandalo, tiel ofte uzata, estas multe pli ampleksa; tial oni ne komprenas ĝian sencon en iuj okazoj.
Ĝi estas ne nur tio, kio ofendas la konsciencon de aliaj, sed ankaŭ ĉio, rezultanta el la malvirtoj kaj malperfektaĵoj de la homoj, ĉiu malbona reago de individuo al individuo kun aŭ sen postsekvoj. La skandalo, en tiu ĉi okazo, estas la efektiva rezultato de la morala malbono.
13. Estas necese, ke venu faliloj en la mondon, diris Jesuo, ĉar la homoj, pro tio ke ili estas malperfektaj sur la tero, estas inklinaj fari malbonon, kaj malbonaj arboj donas malbonajn fruktojn. Per tiuj vortoj oni
komprenu do, ke la malbono estas sekvo de la malperfekteco de la homoj, sed ne, ke ili havas la devon fari ĝin.
14. Estas necese, ke la falilo venu, ĉar, estante en kulpelaĉetado sur la tero, la homoj punas sin mem per la kontakto kun siaj malvirtoj, kies unuaj viktimoj ili mem estas, kaj tiel ili fine komprenas la malbonaĵojn de
la malvirtoj. Kiam ili estos lacaj de suferado pro la malbono, ili serĉos rimedon ĉe la bono. La reagado de tiuj malvirtoj sufiĉos do kiel puno por unuj kaj kiel provo por la aliaj; tiel Dio eltiras la bonon el la malbono, kaj la homoj mem utiligas la malbonajn aŭ forĵetindajn aĵojn.
15. Se tiel estas, oni diros, la malbono estas necesa kaj daŭros ĉiam; ĉar, se ĝi malaperus, Dio jam ne dis ponus povan rimedon por puni la kulpulojn; estas senutile peni plibonigi la homojn. Sed, se ne estus plu kulpuloj, punoj jam ne estus necesaj. Ni supozu, ke la homaro aliformiĝos kaj ekkonsistos el virtaj homoj, neniu penos fari malbonon al sia proksimulo, kaj ĉiuj estos feliĉaj, ĉar ili estos bonaj. Tia estas la stato de
la progresintaj mondoj, el kiuj la malbono estas forigita; tia estos la stato de la tero, kiam ĝi estos sufiĉe progresinta.
Sed dum unuj mondoj progresas, aliaj estiĝas, loĝataj de primitivaj Spiritoj, kaj tiuj novaj mondoj estas ankaŭ uzataj kiel loĝejo, ekzilejo kaj kulpelaĉetejo por la neperfektaj Spiritoj ribelemaj, obstinantaj en la malbono, elpelitaj el la mondoj, kiuj fariĝis feliĉaj.
16. Ve al tiu homo, per kiu la falilo venas! Tio signifas, ke, ĉar malbono estas ĉiam malbono, tiu, kiu kontraŭvole servis kiel instrumento de la dia justeco, tiu, kies malbonaj instinktoj estis utiligitaj, eĉ tiel praktikis la malbonon kaj devas esti punata. Tial, ekzemple, sendanka infano estas puno aŭ provo por la patro, kiu suferas pro tio, ĉar tiu patro mem eble estis malbona filo kaj suferigis sian patron; tial li ricevas egalan
repunon; sed pro ĉi tiu fakto la filo ne estas pardoninda kaj devos esti punata siavice per siaj propraj infanoj aŭ alimaniere.
17. Kaj se via mano aŭ via piedo faligas vin, detranĉu ĝin kaj forĵetu ĝin de vi. Energia figuro, kiu estus absurda, se prenita laŭlitere, kaj kiu simple signifas, ke estas necese detrui en si mem ĉian kaŭzon de skandalo, tio estas, de malbono; elradiki el sia koro ĉian senton malpuran kaj ĉian malvirtan inklinon; tio ankaŭ signifas, ke pli bone estus por homo havi unumanon fortranĉita, ol se tiu mano estus por li instrumento por malbona ago; se li estus senigita je la vidpovo, prefere ol se la okuloj alportus al li malbonajn pensojn.
Jesuo nenion diris absurdan por iu ajn, kiu kaptas la alegorian kaj profundan sencon de liaj paroloj; sed multaj esprimoj ne povas esti komprenataj sen la ŝlosilo, kiun Spiritismo proponas por ilia deĉifrado.
Libro: La Evangelio laŭ Spiritismo – Allan Kardec. Ĉap. VIII.

Puna kodo de la estonta vivo / Código penal da vida futura (3)

Puna kodo de la estonta vivo.
17-a: Pento povas okazi ĉie kaj ĉiam; se ĝi venos malfrue, la kulpulo pli longe suferos.
Tiel longe ĝis la signoj de kulpo malaperos, elaĉeto konsistas en la fizikaj kaj moralaj suferoj, kiuj estas ĝiaj sekvoj, ĉu en la nuna vivo, ĉu en la spirita post la morto, ĉu ankoraŭ en alia korpa ekzistado.
Riparo konsistas en farado de bono al tiuj, al kiuj oni faris malbonon. Kiu ne riparas siajn erarojn en ia ekzistado pro malforteco aŭ malbonvolo, tiu troviĝos en posta ekzistado en rilato kun la samaj personoj, kiuj faris plendojn kontraŭ li, en memvole elektitaj kondiĉoj, por elmontri al ili dankon kaj fari al ili tiom da bono, kiom da malbono li faris al ili. Ne ĉiuj eraroj kuntrenas rektan kaj efektivan malprofiton; en tiuj okazoj riparado efektiviĝas, se oni faras tion, kio devus esti farita kaj estis malzorgita; se oni realigas la devojn forlasitajn, la misiojn ne plenumitaj; se oni praktikas bonon kompense pro farita malbono, t. e. fariĝante humila, se oni longe estis fiera; amema, se oni longe estis severa; karitema, se oni longe estis egoisma; bonkora, se oni longe estis malica; laborema, se oni longe estis mallaborema; utila, se oni longe estis neutila; sobra, se oni longe estis malsobra; kaj resume se oni ja respondas per bonaj ekzemploj la faritajn malbonaĵojn. Kaj tiel la Spirito progresas, profitante el sia propra pasinteco.
18-a: La neperfektaj Spiritoj estas forigitaj for de la feliĉaj mondoj, kies harmonion ili konfuzus. Ili restas en la malsuperaj mondoj, elpagante siajn erarojn per ĉagrenoj de la vivo, kaj puriĝante de siaj neperfektaĵoj, ĝis kiam ili meritos enkarniĝon en mondoj pli superaj, morale kaj fizike pli progresantaj. Se oni povas koncepti ian ĉirkaŭlimigitan lokon por puno, tia loko sendube estas tiuj mondoj por kulpelaĉeto, ĉirkaŭ kiuj svarmas neperfektaj elkarniĝintaj Spiritoj, atendantaj novajn ekzistadojn, kiuj ebligos al ili ripari malbonon, helpante ilian progreson.
19-a: Ĉar la Spirito ĉiam havas liberan volon, la progreso iafoje fariĝas malrapida, kaj forta lia obstino ĉe malbono. En tiu stato li povos resti jarojn kaj jarcentojn, kaj fine venos momento, kiam lia obstineco modifiĝos pro sufero, kaj spite sian arogantecon li rekonos la superan povon, kiu lin superregas.
Kiam manifestiĝos la unuaj signoj de pento, tiam Dio faras lin duonvidi la esperon. Ne ekzistas Spirito nekapabla neniam progresi, destinita al eterna malsupereco, kio estus neado de la leĝo de progreso, kiu providence regas ĉiujn kreitojn.
20-a: Kiaj ajn estas la malsupereco kaj maliceco de la Spiritoj, Dio neniam ilin forlasas. Ĉiuj homoj havas sian gardanĝelon (gvidanton), kiu zorgas pri ili, suflorante bonajn pensojn, vekante dezirojn progresi kaj ankaŭ esplorante la movojn de ilia animo, per kiuj ili klopodas ripari en ia nova ekzistado la malbonon, kiun ili praktikis.
Sed tiu interveno de la gvidanto preskaŭ ĉiam fariĝas kaŝe, tiel ke ne okazu premo, ĉar la Spirito devas progresi per impulso de sia propra volo, neniam per ia altrudo.
Bono kaj malbono estas praktikataj laŭ libera volo, kaj sekve la Spirito ne estas fatale pelita al unu aŭ alia direkto.
Obstinante longe ĉe malbono, la Spirito suferos ties sekvojn, tiel longe, kiel daŭros lia obstinado, sammaniere kiel donante paŝon al bono, li tuj sentas ĝiajn bonfarantajn efikojn.
Rimarko. Estus eraro supozi, ke, pro efiko de la leĝo de progreso, la certeco pli aŭ malpli frue atingi perfektecon kaj feliĉon povas stimuli obstinon ĉe malbono, sub kondiĉo de posta pento: unue tial, ke la malsupera Spirito ne vidas la finon de sia situacio; due tial, ke estante aŭtoro de sia propra malfeliĉo, li nepre komprenos, ke dependas de li mem ĝin ĉesigi; ke li estos malfeliĉa, dum longe li persistos ĉe malbono; fine tial, ke la sufero estos senfina, se li mem ne metos finon al ĝi. Tio do estus negativa kalkulo, kies sekvojn la Spirito rekonus la unua. El la dogmo pri la nepageblaj punoj oni ja faras tian hipotezon, ĉar al homo estas malpermesita por ĉiam ia ajn ideo pri espero, kaj li do ne havas intereson konvertiĝi al bono, sen ia profito al li.
Antaŭ tiu leĝo ankaŭ falas la kontraŭdiro kontraŭ la dia antaŭsciado, ĉar Dio, kreinte la Spiriton, efektive scias, ĉu li iros pro sia libera volo la bonan aŭ malbonan vojon; scias, ke li estos punita, se li faros malbonon; sed ankaŭ li scias, ke tia nedaŭra puno estas rimedo igi lin kompreni sian eraron, frue aŭ malfrue sekvante la bonan vojon. El la doktrino pri la eternaj punoj oni konkludas, ke Dio scias, ke tiu Spirito bankrotos, kaj ke li do estas antaŭdecide kondamnita al senfinaj torturoj.
21-a: La respondeco pri kulpoj estas tute persona, neniu Spirito suferas pro aliulaj eraroj, esceptinte se li ilin originigis, ĉu kaŭzante ilin per sia ekzemplo, ĉu ne ilin malhelpante, dum li tion povis fari.
Tial la memmortiginto estas ĉiam punita; sed kiu, pro malico, instigas alian homon sinmortigi, tiu suferas eĉ pli grandan punon.
Libro: La Ĉielo kaj la Infero – Allan Kardec, ĉap. VII.
Código penal da vida futura.
17º) O arrependimento pode ocorrer em qualquer lugar e tempo. Se ele for tardio, o culpado sofre por mais tempo.
A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são a conseqüência da falta cometida, seja desde a vida presente ou seja após a morte, na vida espiritual, ou ainda numa nova existência corpórea, até que os traços da falta tenham desaparecido.
A reparação consiste em praticar o bem para aquele mesmo, a quem se fez o mal. Aquele que não repara os seus erros nesta vida, por fraqueza ou má vontade, tornará a encontrar-se, numa outra existência, com as mesmas pessoas que ofendeu, e em condições escolhidas por ele mesmo para poder provar-lhes o seu devotamento, fazendo-lhes tanto bem quanto o mal que havia feito.
Nem todas as faltas acarretam um prejuízo direto e efetivo. Nesses casos, a reparação se realiza fazendo-se o que se deixou de fazer, cumprindo-se os deveres que foram negligenciados ou desprezados, as missões em que se tenha falido, praticando-se o bem reparador do mal que se fez. Isso quer dizer, sendo humilde quando se foi orgulhoso, bondoso quando se foi duro, caridoso quando se foi egoísta, benevolente quando se foi maldoso, trabalhador quando se foi preguiçoso, útil quando se foi inútil, temperante quando se foi dissoluto, bom exemplo quando se foi mau e assim por diante. É dessa maneira que o Espírito progride, tornando proveitoso o seu passado.
18º) Os Espíritos imperfeitos são afastados dos mundos felizes porque perturbariam a sua harmonia. Permanecem nos mundos inferiores onde expiam as suas faltas pelas tribulações da vida e se libertam das suas imperfeições, até merecerem encarnar-se em mundos moral e fisicamente mais adiantados.
Se podemos conceber um lugar de castigo determinado é precisamente nos mundos de expiação, pois é ao redor desses mundos que pululam os Espíritos imperfeitos desencarnados, esperando uma nova existência que, permitindo-lhes a reparação do mal que fizeram, os ajudará a progredir.
19º) Como o Espírito conserva sempre o seu livre-arbítrio, melhora às vezes de maneira lenta e sua obstinação no mal é bastante tenaz. Pode persistir nessa situação durante anos e séculos, mas chega sempre o momento em que a sua teimosia em desafiar a justiça de Deus se abate diante do sofrimento, e então, malgrado a sua fanfarronice, ele reconhece o poder superior que o domina. Desde o momento em que manifesta as primeiras luzes do arrependimento, Deus o faz entrever a esperança.
Nenhum Espírito está na condição de nunca se melhorar. Se assim fosse ele estaria fatalmente destinado a uma eterna situação de inferioridade e escaparia à lei da evolução que rege providencialmente todas as criaturas.
20º) Sejam quais forem a inferioridade e a perversidade dos Espíritos, Deus jamais os abandona. Todos têm o seu anjo da guarda que vela por eles, vigia as expansões da sua alma e se esforça para despertar-lhes bons pensamentos, desejos de progredir e de reparar numa nova existência o mal que tenham feito. Não obstante, o guia ou protetor age na maioria das vezes de maneira oculta, sem exercer nenhuma pressão. O Espírito deve melhorar-se pela força de sua própria vontade e não por força de qualquer constrangimento. Deve agir bem ou mal em virtude de seu livre-arbítrio, sem ser fatalmente empurrado num sentido ou noutro. Se fizer o mal, sofrerá as suas conseqüências enquanto permanecer no mau caminho. Desde que dê um passo em direção ao bem sentirá imediatamente os seus resultados.
Observação: Seria errôneo acreditar que, em virtude da lei do progresso, a certeza de chegar cedo ou tarde à perfeição e à felicidade pode ser um encorajamento a permanecer no mal, esperando arrepender-se mais tarde. Primeiro, o Espírito inferior não vê a possibilidade de um fim para a sua situação; segundo, sendo ele o artífice da sua própria desgraça, acaba por compreender que dele depende fazê-la cessar e que quanto mais persistir no mal mais longa será a sua infelicidade, pois o seu sofrimento durará sempre se ele próprio não lhe puser um termo. Esse seria, de sua parte, um cálculo errado, com o qual se enganaria a si mesmo. Se, pelo contrário, segundo o dogma das penas irremissíveis, toda esperança lhe fosse negada, ele não teria nenhum interesse em retornar ao bem, pois isso não lhe daria nenhum proveito.
Perante esta lei cai igualmente a objeção referente à presciência. Deus, ao criar uma alma sabe realmente se em virtude do seu livre-arbítrio ela tomará o bom ou o mau caminho; sabe que ela será punida se praticar o mal; mas sabe também que esse castigo temporário é um meio de a levar a compreender o seu erro e de a fazer entrar no bom caminho, ao qual cedo ou tarde chegará. Segundo a doutrina das penas eternas, Deus sabe que a alma falirá, e assim ela já está previamente condenada às torturas sem fim.
21º) Cada um só é responsável pelas suas próprias faltas. Ninguém sofre penalidades pelas faltas alheias, a menos que para isso tenha dado algum motivo, seja provocando-as pelo seu exemplo, seja deixando de impedi-Ias quando podia fazê-lo.
É assim, por exemplo, que o suicida é sempre punido, mas aquele que, por sua dureza de coração, leva um indivíduo ao desespero e daí ao suicídio, sofre uma pena ainda maior.
Livro: O Céu e o Inferno – Allan Kardec, cap. VII.

Militoj / Guerras

Militoj
742. Kiu estas la kaŭzo, kiu kondukas la homon al milito?
La regado de la besta naturo super la spirita kaj la plena satigo de la pasioj. En barbareco, la popoloj rekonas nur la rajton de l’ plej forta; tial, milito estas por ili normala stato. Sed, proporcie kiel la homo progresas, milito malplioftiĝas, ĉar li evitas ties kaŭzojn; kaj, kiam ĝi estas necesa, li scias kunigi kun ĝi humanecon.
743. Ĉu milito iam malaperos de sur la Tero?
Jes, tiam, kiam la homoj komprenos justecon kaj praktikos la leĝon de Dio; tiam, ĉiuj popoloj estos fratoj.
744. Kiu estis la celo de la Providenco, farante necesa la militon?
Libereco kaj progreso.
— Se milito devas havi kiel efikon la atingon al libereco, kiel do ĝi ofte celas kaj rezultigas servutigon?
Tio estas nedaŭra servutigo, por treti la popolojn kaj igi ilin pli rapide paŝi.
745. Kia ni konsidiru homon, kiu krakigas militon por sia profito propra?
Tiu estas vera krimulo, al kiu estos necesaj multe da ekzistadoj, por elpagi ĉiujn mortigojn, kiujn li kaŭzis, ĉar li devas respondi por ĉiu homo, kies morton li okazigis, por kontentigi sian ambicion.
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
Guerras
742. Qual a causa que leva o homem à guerra?
— Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos freqüente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.
743. A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?
— Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.
744. Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?
— A liberdade e o progresso.
744 – a) Se a guerra deve ter como efeito conduzir à liberdade, como se explica que ela tenha geralmente por fim e por resultado a escravização?
— Escravização momentânea para sovar os povos, a fim de fazê-los andar mais depressa.
745. Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?
— Esse é o verdadeiro culpado e necessitará de muitas existências para expiar todos os assassínios de que foi causa, porque responderá por cada homem cuja morte tenha causado para satisfazer a sua ambição.
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.