sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Se tens fé – Emmanuel.

Cap. XXVII – Item 11
Em Doutrina Espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver. Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
Transitarás no mundo sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito, e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boa obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que, aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.
Livro: O Espírito da Verdade.
Espíritos Diversos / Chico Xavier e Waldo Vieira.]

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Parabole de la semence / Parábola do Semeador

Parabole de la semence.
5. Ce même jour, Jésus, étant sorti de la maison, s'assit auprès de la mer ; - et il s'assembla autour de lui une grande foule de peuple ; c'est pourquoi il monta sur une barque, où il s'assit, tout le peuple se tenant sur le rivage ; - et il leur dit beaucoup de choses en paraboles, leur parlant de cette sorte: Celui qui sème s'en alla semer ; - et pendant qu'il semait, quelque partie de la semence tomba le long du chemin, et les oiseaux du ciel étant venus la mangèrent. Une autre tomba dans des lieux pierreux où elle n'avait pas beaucoup de terre ; et elle leva aussitôt, parce que la terre où elle était n'avait pas de profondeur. - Mais le soleil s'étant levé ensuite, elle en fut brûlée ; et comme elle n'avait point de racine, elle sécha. Une autre tomba dans des épines, et les épines venant à croître l'étouffèrent. Une autre enfin tomba dans de bonne terre, et elle porta du fruit, quelques grains rendant cent pour un, d'autres soixante, et d'autres trente. Que celui-là entende, qui a des oreilles pour entendre. (Saint Matthieu, ch. XIII, v. de 1 à 9.)
Ecoutez donc, vous autres, la parabole de celui qui sème. Quiconque écoute la parole du royaume et n'y fait point d'attention, l'esprit malin vient et enlève ce qui avait été semé dans son coeur ; c'est celui-là qui a reçu la semence le long du chemin. Celui qui reçoit la semence au milieu des pierres, c'est celui qui écoute la parole, et qui la reçoit à l'heure même avec joie ; - mais il n'a point en soi de racine, et il n'est que pour un temps ; et lorsqu'il survient des traverses et des persécutions à cause de la parole, il en prend aussitôt un sujet de scandale et de chute.  Celui qui reçoit la semence parmi les épines, c'est celui qui entend la parole ; mais ensuite les sollicitudes de ce siècle et l'illusion des richesses étouffent en lui cette parole et la rendent infructueuse. Mais celui qui reçoit la semence dans une bonne terre, c'est celui qui écoute la parole, qui y fait attention et qui porte du fruit, et rend cent, ou soixante, ou trente pour un. (Saint Matthieu, ch. XIII, v. de 18 à 23.)
6. La parabole de la semence représente parfaitement les nuances qui existent dans la manière de mettre à profit les enseignements de l'Evangile. Combien est-il de gens, en effet, pour lesquels ce n'est qu'une lettre morte qui, pareille à la semence tombée sur le roc, ne produit aucun fruit !
Elle trouve une application non moins juste dans les différentes catégories de spirites. N'est-elle pas l'emblème de ceux qui ne s'attachent qu'aux phénomènes matériels, et n'en tirent aucune conséquence, parce qu'ils n'y voient qu'un objet de curiosité ? de ceux qui ne cherchent que le brillant dans les communications des Esprits, et ne s'y intéressent qu'autant qu'elles satisfont leur imagination, mais qui, après les avoir entendues, sont aussi froids et indifférents qu'auparavant ? qui trouvent les conseils fort bons et les admirent, mais en font l'application aux autres et non à eux-mêmes ? de ceux, enfin, pour qui ces instructions sont comme la semence tombée dans la bonne terre, et produisent des fruits.
L’EVANGILE SELON LE SPIRITISME – Allan Kardec.
Parábola do Semeador
5. Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar. E vieram para ele muita gente, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou; e toda a gente estava em pé na ribeira. E lhes falou muitas coisas por parábola, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear. E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram as aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu, porque não tinha altura de terra. Mas saindo o sol a queimou, e porque não tinha raiz, se secou. Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e cresceram os espinhos, e estes a afogaram. Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça. (Mateus, XIII: 1-9).
Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevém tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um. (Mateus, XIII: 18-23).
6. A parábola da semente representa perfeitamente as diversas maneiras pelas quais podemos aproveitar os ensinamentos do Evangelho. Quantas pessoas há, na verdade, para as quais eles não passam de letra morta, que, à semelhança das sementes caídas nas pedras, não produzem nenhum fruto!
Outra aplicação, não menos justa, é a que se pode fazer às diferentes categorias de espíritas. Não nos oferece o símbolo dos que se apegam apenas aos fenômenos materiais, não tirando dos mesmos nenhuma conseqüência, pois que neles só vêem um objeto de curiosidade? Dos que só procuram o brilho das comunicações espíritas, interessando-se apenas enquanto satisfazem-lhes a imaginação, mas que, após ouvi-las, continuam frios e indiferentes como antes? Que acham muito bons os conselhos, e os admiram, mas para aplicá-los aos outros e não a si mesmos. E aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec.

INDULGÊNCIA - ANDRÉ LUIZ.

A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina, podem o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se errarmos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
E assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência. Quem perdoa desconhece remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem reclama a clemência nossa.
A humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra de Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos lhe solicitam amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta; o pintor consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
Livro: Ideal Espírita.
Espíritos Diversos / Chico Xavier e Waldo Vieira.

Intuicio / INTUIÇÃO

Intuicio
“Ĉar neniam profetaĵo estas alportita per homa volo ; sed homoj, movataj de la Sankta Spirito, parolis laŭ Dio.” – II PETRO, 1 : 21.
Ĉiuj homoj, ĉe la dia tabernaklo de la konscienco, partoprenas en la povo de la intuicio, kaj tiiusence ĉiuj povas, sur la kampo de la spirita plialtiĝo, disvolvi sian kapablecon.
Ne estas esence bezonaj la impresaj mediumaj fenomenoj, por ka stariĝu la interŝanĝa movado inter la sferoj videbla kaj nevidebla.
Ĉiu sciado, nobliganta la homan vivon, devenis el la superaj regionoj.
Kaj tiuj nobligaj ideoj estiĝis per la volo de nenia homo, ĉar la esence surtera rezonado ĉiam inklinas al la materialeco laŭ sia enradikiĝinta egoismo.
La dia revelacio, signifanta tion plej bonan, kion la Homaro posedas, estas la kunhelpo de la sublima spirita sfero, portata de la kunlaborantoj de Jesuo al la homoj per la ekzemplado, la agoj kaj la paroloj de la justuloj, kiuj per propra penado krevigas la ilin ĉirkaŭantan rondon de vulgaraĵoj kaj tiel fariĝas instrumentoj por necesa renovigo.
La intuicia kapablo estas universalaĵo. Per ĝi la surtera homo ricevas la vibrojn de la plej alta vivo en la formo de kontribuaĵoj religiaj, filozofiaj, artismaj kaj sciencaj, plivastigante siajn kulturajn kaj sentajn atingojn, kaj tiu kunlaborado ĉiam fariĝas ne per la homa volo, sed per dono de Dio.
Emmanuel / Chico Xavier.
Libro:  Vojo, Vero kaj Vivo, ĉapitro 156.
INTUIÇÃO
“Porque a profecia jamais foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” - 2ª EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 1, versículo 21.
Todos os homens participam dos poderes da intuição, no divino tabernáculo da consciência, e todos podem desenvolver suas possibilidades nesse sentido, no domínio da elevação espiritual.
Não são fundamentalmente necessárias as grandes manifestações fenomênicas da mediunidade para que se estabeleçam movimentos de intercâmbio entre os planos visível e invisível.
Todas as noções que dignificam a vida humana vieram da esfera superior.
E essas idéias nobilitantes não se produziram por vontade de homem algum, porque os raciocínios propriamente terrestres sempre se inclinam para a materialidade em seu arraigado egoísmo.
A revelação divina, significando o que a Humanidade possui de melhor, é cooperação da espiritualidade sublime, trazida às criaturas pelos colaboradores de Jesus, através da exemplificação, dos atos e das palavras dos homens retos que, a golpes de esforço próprio, quebram o círculo de vulgaridades que os rodeia, tornando-se instrumentos de renovação necessária.
A faculdade intuitiva é instituição universal. Através de seus recursos, recebe o homem terrestre as vibrações da vida mais alta, em contribuições religiosas, filosóficas, artísticas e científicas, ampliando conquistas sentimentais e culturais, colaboração essa que se verifica sempre, não pela vontade da criatura, mas pela concessão de Deus.
Emmanuel / Chico Xavier.
Livro: Caminho, Verdade e Vida.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Filoj kaj Servantoj / FILHOS E SERVOS

Filoj kaj Servantoj
“Kaj la sklavo ne ĉiam restas en la domo, sed la filo ĉiam restas.” – Jesuo / JOHANO, 8 : 35.
Jesuo, en sia ekzemplado, instruis al ni kiel akiri la titolon de filoj de Dio.
La aktiva kaj senĉesa laborado, la seninteresiĝo pri la malsuperaj interesoj de la mondo, la plena submetiĝo al la diaj decidoj ja estis fundamentaj trajtoj de liaj lecionoj sur la Tero.
Multaj homoj, elstaraj pro siaj boneco kaj nobla karaktero, dignaj pastroj kaj kredantoj sinceraj povos esti sindonaj servantoj de la Plej Alta Estulo. Sed la Kristo instigis nin al io pli. Li invitis nin esti filoj, klarigante ke la filoj restas “por ĉiam en la domo”.
Kaj la servantoj? Tiuj multfoje spertas ŝanĝojn. Ne ĉiam ili restos ĉe la Patro.
Sed ĉu la Tero ankaŭ ne estas ĉambreto, kvankam modesta, de la domo de Dio? Ĝuste en ĉi tio pulsas la kerno de la leciono.
La Majstro aludis la servantojn kiel personojn kun diversaj propraj interesoj. La filoj tamen havas interesojn komunajn kun la Patro. La unuaj, servante al Dio kaj al si mem, ĉar kiel servantoj ili atendas salajron, povas suferi korpremojn, afliktojn, delirojn kaj turmentajn dolorojn. Sed la filoj estos ĉiam “en la domo”, tio estas, ili restos en paco, superaj al la plej akraj cirkonstancoj, ĉar ili rekonas, ke super ĉio ili apartenas al Dio.
Emmanuel / Chico Xavier.
Libro:  Vojo, Vero kaj Vivo, ĉapitro 125.
FILHOS E SERVOS
“Ora, o servo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre.” – Jesus / JOÃO, capítulo 8, versículo 35.
Na sua exemplificação, ensinou-nos Jesus como alcançar o título de filiação a Deus.
O trabalho ativo e incessante, o desprendimento dos interesses inferiores do mundo, a perfeita submissão aos desígnios divinos, constituíram traços fundamentais de suas lições na Terra.
Muitos homens, notáveis pela bondade, pelo caráter adamantino, sacerdotes dignos e crentes sinceros, poderão ser dedicados servos do Altíssimo. Mas o Cristo induziu-nos a ser mais alguma coisa. Convidou-nos a ser filhos, esclarecendo que esses ficam “para sempre na casa”.
E os servos? Esses, muita vez, experimentam modificações. Nem sempre permanecerão, ao lado do Pai.
Mas, não é a Terra igualmente uma dependência, ainda que humilde, da casa de Deus? Aí palpita a essência da lição.
O Mestre aludiu aos servos como pessoas suscetiveis de vários interesses próprios. Os filhos, todavia, possuem interesses em comum com o Pai. Os primeiros, servindo a Deus e a si mesmos, porque como servidores aguardam remuneração, podem sofrer ansiedades, aflições, delírios e dores ásperas. Os filhos, porém, estão sempre “na casa”, isto é, permanecerão em paz, superiores às circunstâncias mais duras, porqüanto reconhecem, acima de tudo, que pertencem a Deus.
Emmanuel / Chico Xavier.
Livro: Caminho, Verdade e Vida, cap.: 125.

Cartões - 102








Antipatía / Antipathy / Antipatia / Antipatio / Antipatia

390. La antipatia instintiva ¿denota siempre una condición malvada?
Dos Espíritus no son por fuerza malos porque no simpaticen el uno con el otro. La antipatía puede nacer de una falta de similitud en la manera de pensar. Pero, a medida que se elevan, los matices se van borrando y la antipatía desaparece.
El Libro de los Espíritus – Allan Kardec.
390. Is instinctive antipathy allays the sign of an evil nature on the part of one or both of the parties who feel it?
Two spirits are not necessarily evil because the' are not sympathetic; for antipathy may spring from a want of similarity in their way of thinking. But in proportion as they ascend, these shades of difference are effaced, and their antipathy disappears.
THE SPIRITS’ BOOK – Allan Kardec.
390 - L’antipatia istintiva è segno di natura perversa?
Risposta: No, perché può nascere dal contrasto che c’è nel loro modo di pensare; ma, a seconda che gli Spiriti si elevino, i contrasti si dileguano, e sparisce l’antipatia.
IL LIBRO DEGLI SPIRITI - Allan Kardec
390. Ĉu la instinkta antipatio estas ĉiam signo de malbona naturo?
Du Spiritoj ne estas nepre malbonaj nur pro tio, ke ili ne simpatias unu la duan; antipatio povas deveni de nesimileco de pensoj; sed laŭgrade, kiel la Spiritoj altiĝas, tiuj diferencoj estingiĝas kaj antipatio malaperas.
La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
390. A antipatia instintiva é sempre um sinal de natureza má?
Dois Espíritos não são necessariamente maus pelo fato de não serem simpáticos. A antipatia pode originar-se de uma falta de similitude do modo de pensar. Mas, à medida que eles se elevam, os matizes se apagam e a antipatia desaparece.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.