terça-feira, 26 de agosto de 2014

COM FIRMEZA - Emmanuel

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que no Senhor, o vosso trabalho não é em vão." – Paulo / I CORINTIOS, 15:58.
Nos dias de aflição e desencanto, o trabalho no bem é semelhante à marcha do viajor, sob tempestade alternada em fogo e gelo.
Conheces, possivelmente, dias assim...
Desilusões alcançaram-te a alma, à feição de granizo arrasador.
Calúnias espancaram-te o sentimento, como brasas chamejantes.
Perseguições gratuitas apareceram, quais correntes de enxurro grosso, dificultando-te os movimentos.
Crises morais repontaram da estrada, à guisa de labaredas, incendiando-te o refúgio.
É como se todas as circunstâncias te induzissem ao entorpecimento e ao desânimo.
Às vezes, quase só, perguntas pelas esperanças, pelas promessas, pelos sonhos, pelos amigos...
Ainda assim, persevera no serviço e segue adiante.
Os companheiros que exterminaram intentos nobres e votos edificantes, tanto quanto os que desprezaram projetos superiores e abandonaram as boas obras, voltarão, mais tarde, ao labor reconstrutivo, retomando o serviço que a vida lhes assinala, no ponto justo em que praticaram a deserção.
Ninguém se eleva sem atender às imposições da subida. À face disso, todo esforço no bem, por mínimo que seja, redundará, invariavelmente, a favor de quem o realiza, porque toda ação, pela felicidade geral, é concurso na Obra Divina.
Desse modo, mesmo que todos os acontecimentos exteriores conspirem contra nós, permaneçamos fiéis ao trabalho do Senhor, estendendo o bem a todos os que nos cercam, na certeza de que o trabalho, em nome do Senhor, não é em vão.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Portal do MEC / Portalo de la Ministerio pri Edukado.


O Portal “Domínio Público” do Ministério da Educação tem um enorme acervo em textos, vídeos, sons, imagens e teses e disertações em várias áreas de conhecimento em dezesseis línguas (Alemão, Dinamarquês, Espanhol, Esperanto, Finlandês, Galego, Holandês, Francês, Inglês, Italiano, Latim, Norueguês, Português, Russo, Sânscrito e Suéco).
Visitem o Portal, baixem os arquivos e divulgem para seus amigos. O número de visitas é muito importante para que esse serviço gratuito continue existindo.
La Portalo “Domínio Público” de la Ministerio pri Edukado disponigas multajn tekstojn, videojn, sonojn, bildojn kaj tezojn en pluraj fakoj en dekses lingvoj (Germana, Dana, Hispana, Esperanto, Franca, Itala, Angla, Portugala, Sveda kaj aliaj).
       En la portalo oni trovas 220 librojn en Esperanto. Vidu la liston en la suba ligilo aŭ serĉu en la portalo: 
http://www.dominiopublico.gov.br
http://esperantoalagoas.wordpress.com/

Esperanto em Cordel - José Leite de Oliveira Junior.


Nestes versos populares,
O Esperanto é o tema.
Espero que Deus me ajude
Com sua luz neste poema,
Trazendo a inspiração
Na palavra e na noção
Sobre esse belo sistema.

O Esperanto é uma língua
Hoje mais que centenária,
Foi criado na Polônia,
Numa intenção libertária,
Por Lázaro Ludovico
Zamenhof, a quem dedico
Esta história doutrinária.

E essa língua apareceu
Num livro pequeno e enxuto:
Tamanho não é documento,
O que importa é o produto.
Dezesseis regras somente
Resumiam a semente
Daquele fecundo fruto.

No ano de 87
Do século XIX,
Pôde o mundo conhecer
A língua de Zamenhof,
Sobre a qual este poeta,
De forma simples, direta,
Vai falar em cada estrofe.

De família polonesa,
Descendente de judeus,
O menino Ludovico
Sempre surpreendeu os seus,
Tendo sido exemplar
Nos estudos e no lar,
Onde havia fé em Deus.

Zamenhof, polonês,
Praticando a medicina,
Receitou o Esperanto
Contra o mal que se origina
Com a Torre de Babel,
Quando o homem ousou o céu,
Sem a permissão divina.

Cada povo tem sua língua,
Seu costume e sua cultura.
A diversidade é tanta
E há tanto tempo perdura,
Que romper coma maldição
E ousar com um mundo são
É que parece loucura.

Na Bialistoque natal,
Falava-se polonês,
Russo, alemão, lituano,
Fora o ensino do francês,
Do latim e do hebraico,
No religioso ou laico,
Quantas línguas de uma vez!

Cada falante queria
Impor o seu pensamento
E a sua religião.
Que ódio no sentimento
Dessa cidade polaca...
O resultado era a faca,
No menor ressentimento.

Ludovico Zamenhof
Desde cedo percebia
Que na fronteira da língua
Muita batalha haveria.
Inconformado, ele, então,
Procurou a solução
Numa língua de harmonia.

E tanto isso é verdade,
Que o jovem polonês,
Ainda na adolescência,
Dedicou-se até que fez
Um livro com a língua nova.
Estava ali sua prova
De gênio e de sensatez.

Feliz, reuniu amigos,
Com os quais comemorou,
Soprando a vela do bolo
Que sua preparou.
De alegria ele exultava,
Pois seu sonho ali estava:
Num livro se transformou.

A Língua Internacional
Por ele foi batizada.
A sua idéia visava
A todos ser repassada,
Traduzindo a união
A todo povo e nação,
Numa língua planejada.

Mas o pai de Ludovico
Achou o projeto estranho.
Como é que alguém pensava
Tão grande desse tamanho?
Como é que um rapaz
Podia pensar em paz
Nesse mundo tão medonho?

Santo de casa não faz
Milagre, já diz a gente.
A voz do pai, preocupado,
Ganhou eco maldizente.
Houve conselho contrário
Àquele plano gregário
Do gênio do adolescente.

Assim o pai lhe pediu,
E jovem era obediente,
Que adiasse mais um pouco
Seu projeto persistente;
Mas, depois da medicina,
Se aquela fosse sua sina,
Que ele seguisse em frente.

Então, Ludovico foi
Estudar na faculdade.
O curso de medicina
Fez com zelo e propriedade.
Conforme foi prometido,
Adiou o seu sentido
De ajudar a humanidade.

Numas férias, no entanto,
Estando em casa outra vez,
Perguntou pelo seu livro
E um silêncio então se fez.
Vendo que o filho sofria,
A mãe disse que um dia
Do livro o pai se desfez.

O pai acabou queimando
A obra que o rapaz
Escrevera com esmero,
Dedicando-se tenaz
Ao que então se consumira
Numa incompreensível pira,
Pois sonho não se desfaz.

Tendo o pai rompido o trato,
Zamenhof redobrou
Seu esforço ano a ano,
Até que ele terminou
Uma versão mais madura
Da obra que, prematura,
O seu pai incendiou.

A chama do sacrifício
Incendiou-lhe o ideal.
Pediu ao futuro sogro
O apoio editorial
Para lançar o Esperanto;
E fogo nenhum foi tanto,
Que apagasse esse fanal.

A Europa ficou pequena
Pra tamanha expansão.
Antes do século XX,
Em constante progressão,
Não restou mais continente
Sem que a estrela reluzente
Brilhasse na escuridão.

O livro de 87,
Em russo, no original,
Teve nesse mesmo ano
Versão internacional,
Publicado em polonês,
Em alemão e francês,
Mantendo aceso o ideal.

Na língua da esperança,
Publicaram-se revistas.
Nova língua se falava
Nos clubes esperantistas.
Obras se traduziam,
E outras se produziam
No Esperanto entre os artistas.

Dezoito anos passados
Desde o livro original,
Realizou-se o congresso,
O primeiro universal,
Em Bolonha-Sobre-o-Mar.
Foi um evento sem par
No plano internacional.

Zamenhof lá esteve,
Ensinando sobre a essência
Do projeto que criou.
Por seu gênio e competência
Foi aplaudido e aclamado,
O patrimônio legado
Manteria a consistência.

E os anos que viveria
Zamenhof, com firmeza,
A missão continuava
No argumento e na franqueza.
A luta do Esperanto
Podia evitar o pranto
Da guerra e da malvadeza.

Apesar de tanto esforço
Em prol da paz e do amor,
A Primeira Grande Guerra
Trouxe um tempo de terror.
Até mesmo o Esperanto
Sofreu baixas, não o encanto,
Na morde do criador.

Em 17 morria
Com desgosto, certamente,
Zamenhof em plena guerra,
Mas deixou a toda a gente
O exemplo e a atitude
Pra que a humanidade mude
Superando-se na mente.

Outra guerra mundial
O mundo consumiria,
Dizimando tantas vidas,
Como nunca se veria.
Na Polônia, em holocausto,
Muito Zamenhof infausto
A morte conheceria.

Hoje a Unesco reconhece,
No seio da humanidade,
O valor do Esperanto,
Em cuja comunidade
Permanece o idealismo
E o mesmo altruísmo
Da originalidade.

Que esta mensagem alcance
Com a luz da verde esperança
Mais lutadores na causa
Da harmonia e da bonança.
Que a Babel globalizada
Seja logo superada
Pela fraterna aliança.

Ludovico Zamenhof,
Ensinou o Esperanto.
Irmanados no idioma,
Trabalhemos nós, portanto,
Em prol de um mundo novo,
Juntos, como um só povo,
Remido de guerra e pranto.

Autor: Leite Jr. (Jozefo Lejĉ)
Porto Alegre, 19 de julho de 2005.
XL Congresso Brasileiro de Esperanto
Leite Jr. (José Leite de Oliveira Junior)

"José Leite de Oliveira Jr. (nome artístico Jozefo Lejĉ), nasceu em Fortaleza em 13 de junho de 1959. Cedo foi morar no Rio de Janeiro, onde estudou do ensino fundamental ao médio. É ex-aluno do Colégio Pedro II. Possui Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (1983), mestrado em Letras pela Universidade Federal do Ceará (1992) e doutorado pela Universidade Federal da Paraíba. É docente da Universidade Federal do Ceará. Áreas de atuação: Literatura Portuguesa, Literatura Comparada, Semiótica, Literatura e Pintura, Literatura e Ensino, Interlinguística, Tradução, Esperantologia e Pintura. Participa do SEMIOCE e coordena os grupos Literatura e Visualidade e Literatura e Ensino, pelo Departamento de Literatura. De 2006 ao início de 2014, coordenou o Curso de Esperanto da Universidade Federal do Ceará. Redator das revistas eletrônicas Interlingvistika Revuo e PACO".             (Fonte: http://encontrosliterariosmoreiracampos.blogspot.com.br/2014/03/palestrante-prof-dr-jose-leite-jr.html).
http://www.esperanto.ufc.br

A LÍNGUA DA ERA DA COMUNICAÇÃO - Aloisio Sartorato

A comunicação é uma tendência natural dos seres humanos. Mas há ocasiões em que essa comunicação torna-se difícil. É o que ocorre quando duas pessoas falam línguas diferentes.
Em todo mundo existem milhares de idiomas. Portanto se você quiser comunicar-se com pessoas que vivem em outros países e não falam o seu idioma, precisará aprender outras línguas e, em consequência, gastará tempo e dinheiro.
Entretanto, há uma maneira muito prática de se poder comunicar-se com pessoas do mundo inteiro, falando um único idioma: a língua internacional ESPERANTO!
Um alfabeto fonético, uma gramatica simples e regular e um engenhoso sistema de formação de palavras fazem do Esperanto um idioma fácil e rápido de ser aprendido. E isso, em poucos meses e sem gastar muito dinheiro!
Falado por milhares de pessoas, com milhares de obras publicadas e uma centena de periódicos editados regularmente, o ESPERANTO é uma realidade viva do nosso tempo!
Portanto, a opção é sua: ou você fica a vida inteira estudando outros idiomas ou, então, aprende a língua internacional ESPERANTO!
http://esperantoemfoco.blogspot.com.br

domingo, 24 de agosto de 2014

Cartões - 45










AS VIDAS SUCESSIVAS / LA SINSEKVAJ EKZISTADOJ

AS VIDAS SUCESSIVAS
Como tínhamos dito o homem deve antes de tudo aprender a se conhecer a fim de clarear seu porvir. Para caminhar com passo firme, precisa saber para onde vai. É conformando seus atos com as leis superiores que o homem trabalhará eficazmente para a própria melhoria e do meio social. O importante é discernir essas leis, determinar os deveres que elas nos impõem, prever as conseqüências de suas ações. O dia em que estiver compenetrado da grandeza de sua função, o ser humano poderá melhor sedes apegar daquilo que o diminui e rebaixa; poderá se governar com sabedoria, preparar por seus esforços a união fecunda dos homens em uma grande família de irmãos.
Mas estamos longe desse estado de coisas. Ainda que a humanidade avance na via do progresso, pode-se dizer, entretanto, que a imensa maioria de seus membros caminha pela via comum, em meio à noite escura, ignorante de si mesma, nada compreendendo do propósito real da existência.
Espessas trevas obscurecem a razão humana. As radiações da verdade chegam empalidecidas, enfraquecidas, impotentes para aclarar as rotas sinuosas trilhadas pelas inumeráveis legiões em marcha e para fazer resplender aos seus olhos o objetivo ideal e longínquo.
Ignorando seus destinos, flutuando sem cessar entre o preconceito e o erro, o homem maldiz, por vezes, a vida. Curvando-se sob seu fardo, lança sobre seus semelhantes a culpa das provas que suporta e que, muito freqüentemente, são geradas por sua imprevidência. Revoltado contra Deus, a quem acusa de injustiça, chega mesmo, algumas vezes, na sua loucura e desespero, a desertar do combate salutar, da luta que, por si só, poderia fortificar sua alma, esclarecer seu julgamento, prepará-lo para os trabalhos de uma ordem mais elevada. Por que é assim? Por que o homem desce fraco e desarmado na grande arena onde trava sem trégua, sem descanso, a eterna e gigantesca batalha? É porque este globo, a Terra, está em um degrau inferior na escala dos mundos. Aqui residem em sua maior parte espíritos infantis, isto é, almas nascidas há pouco tempo para a razão. A matéria reina soberana em nosso mundo. Nos curva sob seu jugo, limita nossas faculdades, estanca nossos impulsos para o bem e nossas aspirações para o ideal.
Além disso, para discernir o porquê da vida, para entrever a lei suprema que rege as almas e os mundos, é preciso saber se libertar dessas pesadas influências, desapegar-se das preocupações de ordem material, de todas essas coisas passageiras e cambiantes que encobrem nosso espírito e que obscurecem nossos julgamentos. É nos elevando pelo pensamento acima dos horizontes da vida, fazendo abstração do tempo e do lugar, pairando, de alguma forma, acima dos detalhes da existência, que perceberemos a verdade.
Por um esforço de vontade, abandonemos um instante a Terra e gravitemos nessas alturas imponentes. De cima se desenrolará para nós o imenso panorama das idades sem conta, e dos espaços sem limites. Da mesma forma que o soldado, perdido no conflito, não vê senão confusão em torno dele, enquanto o general, cujo olhar abraça todas as peripécias da batalha, calcula e prevê os resultados; da mesma forma que o viajante, perdido nas sinuosidades do terreno pode, escalando a montanha, vê-las se fundir em um plano grandioso; assim a alma humana, da altura onde plana, longe dos ruídos da terra e longe dos baixios obscuros, descobre a harmonia universal.
- Aquilo que, aqui embaixo, lhe parece contraditório, inexplicável e injusto, quando visto do alto, se reata, se aclara; as sinuosidades do caminho se endireitam; tudo se une, se encadeia; ao espírito, fascinado, aparece a ordem majestosa que regula o curso das existências e a marcha do universo.
Dessas alturas iluminadas, a vida não é mais, para os nossos olhos, como é para os da multidão - uma vã perseguição de satisfações efêmeras mas antes um meio de aperfeiçoamento intelectual, de elevação moral, uma escola onde se aprende a doçura, a paciência e o dever. E essa vida, para ser eficaz, não pode ser isolada. Fora de seus limites, antes do nascimento e após a morte, vemos, em uma espécie de penumbra, desenrolar-se inúmeras existências através das quais, ao preço do trabalho e do sofrimento, conquistamos, peça por peça, retalho por retalho, o pouco de saber e de qualidades que possuímos; por elas igualmente conquistaremos o que nos falta: uma razão perfeita, uma ciência sem lacunas, um amor infinito por tudo que vive.
A imortalidade se assemelha a uma cadeia sem fim e se desenrola para cada um de nós na imensidade dos tempos. Cada existência é um elo que se religa, na frente e atrás, a elos distintos, a vidas diferentes, mas solidárias entre si. O presente é a conseqüência do passado e a preparação do futuro. De degrau em degrau, o ser se eleva e cresce. Artesã de seu próprio destino, a alma humana, livre e responsável, escolhe seu caminho e, se este caminho é mau, as quedas que advirão, as pedras e os espinhos que a dilacerarão, terão o efeito de desenvolver sua experiência e esclarecer sua razão nascente.
Livro: O Porquê da Vida.
Léon Denis.
LA SINSEKVAJ EKZISTADOJ
Ni diris, ke por klarigi al si la estontecon, la homo devas antaŭ ĉio lerni kiel koni sin mem. Por entrepreni sekuran marŝon estas necese scii, kien oni iras. Nur konformigante sian agadon al la superaj leĝoj la homo efike laboros por sia pliboniĝo kaj la plibonigo de la socio.
Gravas do distingi tiujn leĝojn, difini la devojn, kiujn ili trudas al ni, antaŭvidi la sekvojn de niaj agoj.
Kiam la homo konvinkiĝos pri la grandeco de sia misio, li pli bone scios liberiĝi de ĉio, kio lin malaltigas kaj malfortigas; tiam, sciante sin regi pli saĝe, li preparos per siaj klopodoj la fruktodonan unuiĝon de la homoj en unu grandan fratan familion.
Sed kiel malproksime ni staras de tiu stato! Kvankam la homaro antaŭeniras sur la vojo de la progreso, tamen oni povas diri, ke la grandega plimulto de la homoj iradas tra la vivo, kiel en malluma nokto, sciante nenion pri si mem kaj pri la reala celo de la ekzistado.
Densa mallumego vualas la homan prudenton. La radioj de la vero trafas ĝin jam palaj, malfortaj, senpovaj por klarigi la kurbajn vojojn iratajn de la multenombraj marŝantaj legioj, kaj ne sukcesas lumbriligi antaŭ ili la foran kaj idealan celon.
Nesciante sian destinon, ŝanceliĝante senĉese inter antaŭjuĝo kaj eraro, la homo kelkfoje malbenas la vivon. Kurbigita sub ties jugo, li kulpigas siajn similulojn pri la elportataj suferoj, kiuj, preskaŭ ĉiam, estas kaŭzitaj de lia neantaŭzorgemo. Ribelema kontraŭ Dio, kiun li akuzas pri maljusteco, li kelkfoje, en sia frenezeco kaj malespero, eĉ forkuras el la edifa batalo, el la sola lukto, kiu povas fortikigi lian animon, klarigi lian juĝadon, prepari lin por pli altrangaj laboroj.
Kial ĝuste tiel? Kial la homo malsupreniras, malforta kaj senarma, sur tiun grandan arenon, kie li sin fordonas, senhalte kaj senripoze, al senfina, giganta batalo? Certe tial, ĉar la terglobo estas malsupra ŝtupo en la hierarkio de la mondoj. Sur ĝi loĝas nur komencantaj Spiritoj, t.e. animoj, ĉe kiuj ekestiĝas la racio. La materio regas superege sur la mondo. Ĝi kurbigas nin sub sia jugo, limigas niajn fakultojn, bridas niajn impulsojn al la bono, niajn aspirojn al la idealo.
Tiel, por distingi la kialon de la vivo, por ekvidi la superegan leĝon, kiu regas la animojn kaj la mondojn, estas necese, ke oni sciu liberiĝi el la maldelikataj influoj, el la materiaj zorgoj, el ĉiuj aferoj pasemaj kaj ŝanĝiĝemaj, kiuj vualas nian spiriton kaj malklarigas nian juĝadon. Nur leviĝante, per la penso, super la horizontoj de la vivo, abstraktante tempon kaj spacon, iel ŝvebante super la bagatelaĵoj de la vivo, ni povos ekvidi la veron.
Per streĉo de la volo, ni momente forlasu la Teron kaj leviĝu ĝis tiuj eksterordinaraj altaĵoj. Tiam malvolviĝos antaŭ ni la grandega panoramo de la sennombraj epokoj kaj senlimaj spacoj. Kiel la soldato, kiu meze de la batalo nur vidas tumulton ĉirkaŭ si, dum la generalo, kies rigardo ampleksas ĉiujn okazaĵojn de la batalo, kalkulas kaj antaŭvidas la rezultatojn; kiel la vojaĝanto, perdiĝinta sur la intermontaj vojoj, povas, suprenirante la monton, rigardi ilian grandiozan tutaĵon, tiel la homa spirito, de super la altaĵoj, kie li ŝvebas, malproksime de la surteraj bruado kaj mizeroj, malkovras la universalan harmonion. Kio ĉi malsupre ŝajnis al li kontraŭdira, neklarigebla, maljusta, tio de alte fariĝas harmonia kaj klara; la vojaj kurbaĵoj rektiĝas; ĉio unuiĝas, kunĉentriĝas; al la ravita spirito montriĝas la majesta ordo reganta la kuron de la ekzistadoj kaj la iradon de l’ Universo.
De tiuj lumaj altaĵoj, la vivo ne plu estas antaŭ niaj okuloj – kiel ĝi estas por la plimulto – ia vana serĉado de pasemaj ĝuoj, sed ja rimedo por intelekta pliboniĝo, morala plialtiĝo; ia lernejo, kie oni lernas la dolĉecon, la paciencon, la devon. Kaj por esti profita, tiu vivo ne povas esti ununura. Ekster ĝiaj limoj, antaŭ la naskiĝo kaj post la morto, ni vidas, kvazaŭ en duonlumo, malvolviĝi multego da ekzistadoj, tra kiuj, per laborado kaj sufero, ni iom post iom konkeris niajn kvalitojn, nian malgrandan scion; kaj tiel ni konkeros ja tion, kio mankas al ni: perfektan prudenton, senmankan sciencon, senfinan amon al ĉio vivanta.
La senmorteco, simila al senfina ĉeno, malvolviĝas por ĉiu el ni en la vasteco de l’ tempoj. Ĉiu ekzistado ligiĝas, per la estonteco kaj la estinteco, al aliaj ekzistadoj malsamaj kaj distingiĝaj, sed solidaraj inter si. La estanteco rezultas el la estinteco kaj preparas la estontecon. Iom post iom la estaĵo kreskas kaj plialtiĝas. Faranto de sia propra destino, la homa spirito, libera kaj respondeca, elektas sian vojon, kaj se tiu vojo estas malbona, tiam liaj faloj kaj la ŝtonoj kaj dornoj, kiuj lin vundos, disvolvos lian sperton, fortikigos lian naskiĝantan prudenton.
Libro: La Kialo de la Vivo.
Léon Denis.

O CANDIDATO INTELECTUAL – Irmão X (Humberto de Campos)

Conta-se que Jesus, depois de infrutíferos desentendimentos com doutores da lei, em Jerusalém, acerca dos serviços da Bom-Nova, foi procurado por um candidato ao novo Reino, que se caracterizava pela profunda capacidade intelectual.
Recebeu-o,  o Mestre, cordialmente, e, em seguida às interpelações do futuro aprendiz, passou a explicar os objetivos do empreendimento. O Evangelho seria a luz das nações e consolidar-se-ia à custa da renúncia e do devotamento dos discípulos. Ensinaria aos homens a retribuição do mal com o bem, o perdão infinito com a infinita esperança. A Paternidade Celeste resplandeceria para todos. Judeus e gentios converter-se-iam em irmãos, filhos do mesmo Pai.
 O candidato inteligente, fixando no Senhor os olhos arguciosos, indagou:
 -A que escola filosófica obedecerá?
 -A escola do céu respondeu complacente, o Divino Amigo.
 E outras perguntas choveram, improvisadas.
 -Quem nos presidirá à organização?
 -Nosso Pai Celestial.
 -Em que base aceitará a dominação política dos romanos?
 -Nas do respeito e do auxílio mútuos.
 -Na hipótese de sermos perseguidos pelo Cinéreo, em nossas atividades, como proceder?
 -Desculparemos a ignorância, quantas vezes for preciso.
 -Qual o direito que competirá aos adeptos da Revelação Nova?
 -O direito de servir sem exigências.
 O rapaz arregalou os olhos aflitos e prosseguiu indagando:
 -Em que consistirá desse modo, o salário do discípulo?
 -Na alegria de praticar a bondade.
 -Estaremos arregimentados num grande partido?  -Seremos, em todos os lugares, uma assembléia de trabalhadores atenta à Vontade Divina.
 -O programa?
 -Permanecerá nos ensinamentos novos de amor, trabalho, esperança, concórdia e perdão.
 -Onde a voz imediata de comando?
 -Na consciência.
 -E os cofres mantenedores do movimento?
 -Situar-se-ão em nossa capacidade de produzir o bem.
 -Com quem contaremos de imediatos?
 -Acima de tudo com o Pai e, na estrada comum, com as nossas próprias forças.
 -Quem reterá a melhor posição no ministério?
 -Aquele que mais servir.
 O candidato coçou a cabeça, francamente desorientado, e continuou, finda a pausa:
 -Que objetivo fundamental será o nosso?
 Respondeu Jesus, sem se irritar:
 -O mundo regenerado, enobrecido e feliz.
 -Quanto tempo gastará?
 -O tempo necessário.
 -De quantos companheiros seguros dispomos para início da obra?
 -Dos que puderem compreender-nos e quiserem ajudar-nos.
 -Mas não teremos recursos de constranger os seguidores à colaboração ativa?
 -No Reino Divino não há violência.
 -Quantos filósofos, sacerdotes e políticos nos acompanharão?
 -Em nosso apostolado, a condição transitória não interessa e a qualidade permanece acima
do número.  -A missão abrangerá quantos países?
 -Todas as nações.
 -Fará diferença entre senhores e escravos?
 -Todos os homens são filhos de Deus.
 -Em que sítio se levanta as construções de começo? Aqui em Jerusalém?
 -No coração dos aprendizes.
 -Os livros de apontamento estão prontos?
 -Sim.
 -Quais são?
 -Nossas vidas...
 O talentoso adventício continuou a indagar, mas Jesus silenciou sorridente e calmo.
 Após longa série de interrogativas sem resposta, o afoito rapaz inquiriu ansioso:
 -Senhor, por que não esclareces?
 O Cristo afagou-lhe os ombros inquietos e afirmou:
 -Busca-me quando estiveres disposto a cooperar.
 E, assim dizendo, abandonou Jerusalém na direção da Galiléia, onde procurou os pescadores rústicos e humildes que, realmente nada sabiam da cultura grega ou do Direito Romano, mantendo-se, contudo, perfeitamente prontos a trabalhar com alegria e servir por amor, sem perguntar.
Livro: Contos e Apólogos.
Irmão X / Chico Xavier.