domingo, 6 de maio de 2012

Alegria

Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.
Meimei / Chico Xavier

Revolução da Alma / EM TORNO DA FELICIDADE

     A felicidade real não é encontrada na Terra. Pode, porém, ser cultivada no imo de cada um.
É uma utopia das mentes fantasiosas a felicidade compreendida por ócio e fartura das coisas ou por ausência de preocupação e dever.
É indispensável propiciá-la aos outros para receber o retorno de seus efeitos saudáveis.
Quem amealha excesso experimenta insatisfação e desconforto íntimo.
Aprende a repartir oportunidades e não alardeies tuas realizações, gerando disputas.
Se estás em posição de relevo, previne-te contra a inveja, usando a situação para melhor ajudar.
Destaque em ti pode ser despeito em outrem.
Atividade é fator de enriquecimento emocional e social, mas solidariedade é bênção de felicidade para todos.
A sós, ninguém consegue ser feliz.
Acúmulos e exageros da posse respondem por delitos, dores e impiedade da violência.
A felicidade recomenda gerar trabalho, repartir esperança, distribuir alegria, promover educação, para que a paz e o bem-estar prevaleçam.
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Otimismo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Maria de Nazaré - Mãe de Jesus e Nossa Mãe Espiritual

Maria de Nazaré, filha de Eli e Ana, nasceu na cidade de Nazaré, próximo ao mar mediterrâneo na Galiléia, norte da Palestina.
Nazaré era uma pequena cidade, situada na Baixa Galiléia. As construções eram das melhores da época, por serem nelas usadas pedras calcáreas e hábeis canteiros trabalhavam as formas, de acordo com o desejo do futuro morador. As principais plantações eram figueiras e oliveiras. Também o trigo era cultivado com abundância na baixada nazarena. As flores quase naturais dos campos e rebanhos de cabras e carneiros se estendiam por toda a encosta do pequeno lugarejo.
Desde menina, Maria apresentou uma característica que a marcou por toda a vida: sua espontaneidade. Sempre dava sua opinião de forma direta e objetiva, não importando a quem. Sempre branda, porém direta e objetiva.
Filha dedicada, respeitava os pais e nunca foi motivo de preocupação – além das normais, é claro.
Eli e Ana sempre tiveram consciência da Missão da filha. Eles eram – e são – espíritos de grande evolução e através de diversos avisos espirituais (sonhos, intuições, aviso de videntes, etc.) construíram esta convicção da missão de Maria. Nos seu devido tempo passaram esta convicção para Maria, que também a confirmou por seus próprios meios.
Eles constituíram um lar simples onde reinava a harmonia e o companheirismo, o que ajudou na formação moral de Maria.
Maria casou-se com José - o Carpinteiro. Homem trabalhador e justo, havia tornado-se viúvo de Débora e tinha quatro filhos de seu primeiro casamento - Matias, Cleofas (Simão), Eleazar e Judas (Não é o Iscariotes). Com Maria teve mais três filhos (Jesus, Efraim e Tiago - não era o apóstolo), sendo Jesus o primogênito. Além destes filhos tinha alguns parentes próximas que moravam com eles: Ana, Elisabete e Andréia; o que levou a alguns considerá-las irmãs de Jesus.
Quando os evangelistas se referem a Jesus, nos seus Evangelhos, eles deixam patenteada a sua condição de filho de Maria e José, como um fato concreto e indiscutível na época, e sem qualquer alusão ao Espírito Santo. O evangelista Marcos é muito claro, quando diz: “Olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura” (Marcos, 3:32). O evangelista João também o confirma no seguinte: “Depois disto, vieram para Cafarnaum; ele e sua mãe, seus irmãos e seus discípulos” (João, 2:12). Mateus, apesar de responsável pela ideia de Jesus descender do Espírito Santo, também alude à exata filiação de Jesus no seu evangelho, explicando “Porventura não é este o filho do oficial (carpinteiro), não se chama sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? (Mateus, 13:55). E acrescenta, no versículo 56: “E tuas irmãs, não vivem entre nós?”
Maria adotou os filhos de José como seus e construiu com eles um lar onde prevalecia o amor e o respeito, pois eles também a adotaram como mãe.
José e Maria, espíritos de grande evolução, desceram do mesmo plano espiritual para cumprirem a Missão de gerar e orientar o redentor do planeta. Em seu lar havia respeito mútuo, amor e harmonia.
José era um trabalhador persistente e, com dificuldade, provia o lar com alegria e responsabilidade. Pai amoroso, sem deixar de ser rígido com os filhos, como era costume na época.
Maria, mãe dedicada, tinha amor, amizade e respeito com José. Teve, pelos meios naturais normais, três filhos com José. Esta família numerosa fazia com que tivesse de se desdobrar nos afazeres domésticos, mas sempre conseguia realizá-los a contento, dando atenção a todos.
Jesus veio cumprir a Lei e só poderia cumpri-la nascendo de acordo com a Lei Natural do Planeta, ou seja, através de fecundação e parto naturais. Foi concebido por uma Virgem, pois Maria era virgem quando se casou com José.
O Ato sexual se torna divino quando realizado com Amor e dedicado a Deus. Isto não desmerece em nada a grande missão de Maria, José e Jesus.
Maria acompanhou Jesus de perto durante toda sua vida, até o começo de sua missão. Aliás, se todos os filhos de hoje respeitassem seus pais como Jesus repeitou José e Maria saberíamos como é uma verdadeira família. Maria teve em José o companheiro de todas as horas e necessidades. Quando teve que fugir para o Egito com Jesus ainda pequeno, foi José que conduziu, a pé, o animal que a levava. Sabiam, José e Maria, da missão de seu filho e apoiavam como podiam para que ela se concretizasse.
Maria, apesar dos afazeres domésticos, sempre achava tempo e recursos para a prática da caridade. Distribuía amor e com amor o pouco que possuía. Uma visita, um gesto de carinho, um prato de comida...
Nesta época, na Palestina, estava em plena atividade uma sociedade secreta – A Fraternidade dos Essênios – orientada por Moisés e dirigida pelo discípulo Essen. Todos os trabalhos da Fraternidade eram feitos em silêncio. Havia santuários no Monte Carmelo, no Monte Tabor, no Monte Hermon, nos Montes Moab e Nebo, na Judéia e vários outros pontos secretos. Os sacerdotes essênios eram terapeutas e saiam cuidando dos enfermos, gratuita e anonimamente.
Esta Fraternidade foi fundada cerca de 200 anos A.C. com a finalidade de apoiar a Missão do Messias. Em seus templos Jesus recebeu o preparo iniciático necessário para o cumprimento de sua missão. Por ela também passaram João Batista, todos os apóstolos e, também, José e Maria.
José, Maria e Jesus desceram de um mesmo plano espiritual e até hoje ombreiam juntos em trabalhos a favor deste e de outros planetas.
Por sua obra como Mãe, esposa e filha, Maria é o exemplo maior para todas as mulheres deste nosso planeta. Sua dedicação, seu amor, sua humildade, seu companheirismo são exemplos para todas as mulheres interessadas em evoluir espiritualmente. Se Jesus nos deu o arquétipo (modelo) máximo do Ser Humano neste planeta, Maria nos legou o arquétipo máximo da mulher.
A você, Maria, nossa homenagem.
http://www.mariadenazare1.kit.net

CONFIANÇA

[
Se você está no ponto de cair da confiança para a negação, tome alguns momentos para refletir, conversando consigo mesmo.
Se o desânimo lhe bate à porta, em razão de alguma dificuldade, recorde que a dificuldade é sempre uma lição por aproveitar, ao passo que o desânimo nunca auxiliou a ninguém.
Se a irritação lhe cria aborrecimentos, o azedume é simplesmente uma nuvem entre você e a realidade.
Se você cometeu algum erro, isso significa tempo de aprender e não de desistir.
Se outros falharam, eis chegado o instante de mais confiança em Deus e em você mesmo.
Se injúrias apareceram, você encontrou a ocasião de agir e servir mais, conquistando a confiança dos outros.
Se temores lhe invadiram a mente lembre-se de que sem comando seguro, não há máquina que funcione.
Se a enfermidade lhe visita as forças, estará você no grande momento de praticar a sua fé sem desacreditá-la.
Confiança é a sua coragem de superar-se, realizando o melhor ao seu alcance.
Se você está procurando a felicidade pela prática do bem, não perca o seu dia com dúvida e desalento, porque confiando em Deus e em você mesmo, basta seguir em frente com o seu trabalho e você a encontrará.
Do livro: Buscas e Acharás 
André Luiz / Francisco C.Xavier.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

NO DIA-A-DIA

Adestre a mente com a vigilância necessária ao policiamento das ideias pestilenciais. O pensamento é fio de segurança por onde transitam a felicidade e a desdita. Substitua da linguagem usual as três palavras: "não posso mais" por três outras: "tentarei outra vez". O verbo a escorrer pelos lábios reflete o estado d'alma e cria condicionamento vigoroso para a mente. Não há experiência nem sabedoria sem a aprendizagem mediante as disciplinas dos livros da dor. Considere o insucesso em suas experimentações humanas como fenômeno natural. Cada erro é lição valiosa que nos ensina o que devemos fazer outra vez. Habitue-se a uma leitura otimista, diariamente, qual homeopatia salutar para o seu espírito. O livro superior ainda é o mais precioso e discreto amigo para as necessidades do dia-a-dia.
Marco Prisco / Médium Divaldo Franco
Livro: Ementário Espírita.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Com Está a Sua Balança

Dois pratos, duas medidas, na balança das emoções.
Em um as emoções do amor no outro, as da destruição.
É o ser lutando entre o instinto de vida e de morte.
É o conflito entre o ego ideal e o ego real.
No desejo de ser aprovado e reconhecido,
O ser assume o ideal, veste o molde da aprovação.
Molde este distante do real, jorrando frustração.
Certo, errado, bem ou mal, fazem a confusão.
Amor e ódio colocam em ebulição, o coração.
Na balança, dois pólos, duas reações.
É a busca pelo equilíbrio na balança das emoções.
No desequilíbrio, desliza para as extremidades;
Nas polaridades, ora mergulha no êxtase das paixões;
Ora naufraga no pólo da desilusão.
Diante da dor, do sofrimento e da frustração;
O prato da balança cai no chão.
Com ele o ser afunda no poço da desolação;
Desencadeando a depressão.
O desequilíbrio toma conta.
Para sair do poço da desolação;
O ser usa a racionalização, congela as emoções.
Nega a dor e a desilusão.
Os medos e ressentimentos vão para o baú da repressão.
Encaixota os sonhos.
No piloto automático, então fica.
A alegria desaparece, engessa a emoções.
O ser adoece e não sabe do que padece.
O ser não se reconhece tamanha é a confusão.
É momento de olhar para dentro de si,
Deixar aflorar o real, acolher, aceitar e valorizar;
Quebrar o gesso, os moldes, deixar borbulhar as emoções.
Aprender a administrar a balança das emoções.
Ciente que estes pratos existem e as diferenças são reais.
Que o desafio do ser é saber lidar:
Com bem e o mal,
Com a saúde e a doença,
Como a alegria e a dor,
Com o sucesso e o fracasso,
Com o apego e o desapego,
Com a paz e a guerra,
Com a vida e a morte,
Com o amor e o desamor.
Na dança das polaridades, buscar o equilíbrio,
Fazendo leituras do ser e do sentir.
Alinhando os pratos, aproximando-se do centro,
Do equilíbrio.
Neste movimento de sincronismo e encanto,
O ser cresce e se envaidece! 
Autoria, produção e publicação: Claudete de Morais
Psicóloga com formação Psicanalítica
CRP/12/01167

Kontrolu vin / Previna-se

Kontrolu vin
Estu ekvilibranima ĉe juĝado, elsarkante el  ĝi ĉiajn inklinojn al venĝo.
Gardu vin kontraŭ via braveco, por ne fali en malprudentaĵon.
Analizu vian firmecon, por ke via koro ne ŝtoniĝu.
Prilumu viajn vidpunktojn, por ke ili ne aliiĝu en despotecon.
Ekzamenu vian lertecon, evitante, ke  ĝi pasu al friponeco.
Esploru vian doloron, por ke ĝi ne estu ribelo.
Bridu vian ofendiĝemon, por ke  ĝi ne enloĝiĝu en la pereiga domo de malamo.
Zorgu pri via sincereco, por ke via parolo ne elspiru venenon.
Regu vian entuziasmon, por ke  ĝi ne fariĝu facilanimeco.
Tenadu vian noblan fervoron, sed ne faru el ĝi danĝeran lernigilon pri perforto. 
Andreo Ludoviko / Chico Xavier (Kristana Agendo).
Previna-se
Equilibre sua justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a vingança.
Acautele-se com o seu desassombro, para não cair em temeridade.
Analise sua firmeza, para que se não transforme em petrificação.
Ilumine suas diretrizes, a fim de que se não convertam em despotismo.
Examine sua habilidade, evitando-lhe a internação em velhacaria.
Estude sua dor para que não seja revolta.
Controle seus melindres, de modo que se não instalem na casa sinistra do ódio.
Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra não destile veneno.
Vigie seu entusiasmo para que não constitua imponderação
Cultive seu zelo nobre, mas não faça dele uma cartilha escura da violência.
Do Livro Agenda Cristã.
André Luiz / Chico Xavier