quarta-feira, 28 de maio de 2014

AUXÍLIO E ESFORÇO PRÓPRIO - Emmanuel

Tema – Auxílio externo e esforço próprio
Amemos a consolação, usando-a, porém, à maneira do óleo que lubrifica a máquina, sem exonera-la da atividade precisa.
O Criador estabelece auxílio incessante para todas as necessidades da Criação, mas determina que a lei do trabalho seja cumprida em todas as direções.
A árvore encontra adubo no solo e alimento na atmosfera; no entanto, deve produzir o fruto, conforme a espécie a que pertence. A ostra, conquanto usufrua o agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago de si mesma.
Não fujas, assim, à responsabilidade de pensar e realizar.
Rogas o amparo da Eterna Sabedoria.
Solicitas a inspiração dos Mensageiros da Luz.
Requisitas esse ou aquele obséquio de amigos desencarnados.
Pedes concurso incessante às forças da natureza.
Não te falta o apoio do Céu e da Terra; todavia, ninguém te consegue isentar das próprias obrigações.
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Raciocina e perceberás que o auxílio e o esforço próprio funcionam conjugados em todos os lances da experiência.
O costureiro faz a roupa; contudo, se pretende vestir-te, não há de envergá-la.
O médico prescreve a medicação; mas para curar-te, não deve ingeri-la.
O professor explica regras; no entanto, não te substitui a cabeça na assimilação dos ensinamentos.
O fotógrafo tira-te expressivo retrato; entretanto, se procura fixar-te a imagem, não te toma o lugar diante da objetiva.
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Agradeçamos as contribuições que a Bondade Divina e a Fraternidade Humana nos estendam a cada passo, mas não nos especamos do dever de servir, voluntariamente, no bem de todos, a favor de nós mesmos, porquanto as leis do Universo corrigem o mal, onde o mal apareça; contudo, em matéria de aperfeiçoamento moral, jamais constrangem a consciência.
Ou trabalhamos espontaneamente e progredimos, conquistando a própria elevação, ou preferimos parar e estacamos em ponto morto.
         Livro: Encontro Marcado.
         Emmanuel / Chico Xavier.

AÇÕES E REAÇÕES - Emmanuel.

Ante a coleção das boas ações de alguém é forçoso se lhe analisem igualmente as reações diante da vida. Um e outro lado do bem.
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Doarás o prato substancioso a quem te bate à porta em penúria; mas não se te azedará o coração, se o beneficiário te fere com palavras de incompreensão e desequilíbrio.
Ofertarás tua própria alma, a favor dos amigos, aos quais te devotas; entretanto, se algum deles te malversa os tesouros afetivos que lhe puseste ao dispor, abençoá-lo-ás, como sempre o fizeste, conquanto nem sempre lhe possas compartilhar, de imediato, a intimidade ou a convivência.
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Atenderás ao impositivo de auxiliar os companheiros que se te aderem aos pontos de vista; no entanto, aprenderás a respeitar os adversários e a reverenciar as qualidades edificantes de que se façam portadores.  
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Exteriorizarás entusiasmo e alegria, nas horas belas da estrada; todavia, demonstrarás coragem e paciência, nos dias amargos, quando tudo pareça despedaçar-te os sonhos e aniquilar-te as esperanças.  
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Tuas ações constituem recursos que sorveste na organização crediária da vida.
Tuas reações, porém, são as garantias que lhes preservam a estabilidade ou os golpes que lhes desmerecem o valor, conforme o bem ou o mal a que te afeiçoes.
Se as tuas reações forem constantemente elevadas, decerto que as tuas realizações serão sempre respeitáveis e dignas.
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Pelas ações somos retratados, segundo as tintas da opinião de cada um.
Pelas reações somos vistos em nossa estrutura autêntica.
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Provas, aflições, problemas e dificuldades se erigem na existência, como sendo patrimônio de todos. O que nos diferencia, uns diante dos outros, é a nossa maneira peculiar de apreciá-los e recebê-los.
Anotemos semelhante realidade, porquanto, em nos consagrando ao exercício real da caridade, a benefício do próximo e a favor de nós mesmos, é indispensável nos mantenhamos vinculados aos ensinamentos do Cristo, na hora de agir e de reagir.
Livro: Rumo Certo.
Emmanuel / Chico Xavier.

DEIXANDO A MATÉRIA - Miramez

0308/LE
Ao deixar a veste de carne, o Espírito se recorda de alguns fatos do passado ou, por vezes, de outras reencarnações, porém, não são todos os Espíritos que podem recordar: isso acontece somente quando tem utilidade para o seu esclarecimento espiritual.
A reencarnação, tanto quanto a desencarnação, são assistidas por benfeitores espirituais, com capacidade assegurada no amor, para saberem do que precisa o desencarnante, e quais as experiências que deve ter como lições proveitosas para a sua paz.
O Espírito evoluído, como dissemos, aciona a sua vontade, quando necessário, vai ao passado, quando esse lhe é útil, e recorda vida e vidas, no afã de buscar o que deve ser feito no porvir.
A reencarnação é uma lei natural em todos os mundos habitados, como sendo trocas de ambientes, no sentido de o Espírito renovar-se, aceitando e vivendo os preceitos de Jesus Cristo.
Mesmo aqueles que precisam recordar o passado não o fazem de maneira absoluta. Para exemplo, vamos lembrar um ditado popular que assim diz: “Para quem sabe ler, um pingo é letra.” Para que um Espírito evoluído vai gastar tempo em se lembrar de todas as particularidades de vidas passadas? Somente os principais fatos lhe interessam. Há muitas e muitas existências que deve elidir, por não haver necessidade de tais lembranças e ele deixa que elas se percam nas noites do esquecimento, como relata o Livro dos Espíritos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma universidade no presente. Conhecendo-o e praticando as suas lições de luz, pouco vale a recordação do passado; interessa andar para frente, sob a inspiração do Mestre. Existe nos conceitos de Jesus uma fonte eterna, que cura todos os males, que ensina todas as ciências, que se chama Amor.
Procuremos pensar no amor e descobrir aquele que o Cristo ensinou e viveu, que nele e por ele os dons desabrocharão como flor de luz, a nos mostrar todos os caminhos para a felicidade. A Doutrina Espírita vem fazer o homem se lembrar da necessidade de descobrir a si mesmo, e procurar viver na cidade do coração.
O que devemos fazer é não nos perturbarmos no momento de deixar as vestes carnais, porque é realmente uma troca de vestes, qual se faz quando encarnado, com as vestes de tecido. Mas, verdadeiramente, somente o amor pode nos dar segurança nos momentos de trocar essas vestes pelas vestes espirituais.
Entreguemos a Deus o que deve vir em nosso socorro. Ele sabe se precisamos de recordações do passado, e como nos entregá-las com docilidade, como sendo lições de luz para os nossos caminhos de trevas. Forçar a natureza que desconhecemos é impulso da ignorância. Devemos postergar tais atitudes, favorecendo, assim, as mãos divinas para nos guiar com segurança.
A curiosidade de recordações pode nos vedar a esperança do porvir. Deixemos nascer o Cristo em nós pelo amor, que seremos salvos de todas as investidas dos desacertos.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
308. O Espírito se recorda de todas as existências que precederam a que acaba de ter?
Todo o seu passado se lhe desdobra à vista, quais a um viajor os trechos do caminho que percorreu. Mas, como já dissemos, não se recorda, de modo absoluto, de todos os seus atos. Lembra-se destes conformemente à influência que tiveram na criação do seu estado atual. Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar a infância do Espírito, essas se perdem no vago e desaparecem na noite do esquecimento.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PRECE POR UM ENTE QUERIDO DESENCARNADO

Pai amado, ouvi-me. Bem sabeis que esta vida é passageira e que na Terra estamos para evoluir. Ajudai-nos, dai-nos força para aceitar esta separação. Sabemos que jamais o(a) esqueceremos. Um vazio se faz entre nós, pois parte um irmão, um filho, um amigo.
Perdoai nossa fraqueza e ajudai-nos a compreender a 'morte', que ela é necessária e que a alma é levada para a morada espiritual. Tirai dos nossos corações o vazio e colocai neles a certeza de que nos reencontraremos além da matéria.
Dai-nos esperança, fé e amor, e ao nosso irmão que partiu concedei a saúde espiritual e a paz.
Assim seja!
Luiz Sérgio / Irene Pacheco Machado.
Do livro: Rios de Oração
Minha pequena contribuição: A todos aqueles que desencarnaram neste mês que Jesus, Maria e os Bons Espíritos os recebam e os guiem nesta sua nova readaptação, a nossa verdadeira morada - O plano Espiritual. E que dê aos que aqui ficaram a devida resignação, para cumprirem sua missão até o dia amoroso de novos reencontros. Antônio Ramos.

EXISTIMOS - Emmanuel

"Vim para que tenhais vida e vida em abundância." - Jesus / João,10:10.  
Existimos.
Existem todas as criaturas saídas do Hálito Criador.
A pedra existe, a planta existe, o animal existe...
Existem almas nos passos diversos da evolução.
Em sentido espiritual, no entanto, viver é algo diferente de existir.
A vida é a experiência digna da imortalidade.
Há muita gente que se esfalfa, perdendo saúde e possibilidades em movimento vazio, quando não se mergulha nas tramas do mal, entretecendo reencarnações dolorosas.
Há muita gente que destrói o próprio cérebro, escrevendo sem proveito, quando não expressa o pensamento para inspirar negação e crueldade, entrando em sofrimentos reparadores.
Há muita gente que aniquila as horas, falando a esmo, quando não se utiliza do verbo para ferir e enlouquecer os semelhantes, adquirindo débitos escabrosos.
Há muita gente que pede essa ou aquela concessão para frustrá-la em atividades sem sentido, quando não a maneja em prejuízo dos outros, criando lágrimas que empregará longo tempo para enxugar.
Todos esses agentes da inutilidade e da delinqüência existem como todos nós existimos.  
Observa, assim, o que fazes.
O berço confere a existência, mas a vida é obra nossa.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

Preĝo por la personoj, kiujn oni amas.

62. Antaŭparolo. Kiel terura estas la ideo pri la neniiĝo! Kiel kompatindaj estas la personoj, kiuj kredas, ke la voĉo de amiko, priploranta sian amikon, perdiĝas en la malpleno kaj neniun eĥon trovas, kiu respondus al li! Neniam konis la purajn kaj sanktajn amojn tiuj personoj, kiuj opinias, ke ĉio mortas kun la korpo; ke la genio, kiu heligis la mondon per sia vasta intelekto, estas nur materia kombino, kiu estingiĝas por ĉiam kiel blovo; ke el la plej kara estulo, el patro, el patrino aŭ el adorata infano, restas nur iom da polvo, kiun la tempo disflugigas por ĉiam!
Ĉu bonkora homo povas resti malvarma ĉe tiu penso? Ĉu la ideo pri absoluta neniiĝo ne glaciigas lin de teruro kaj ne igas lin almenaŭ deziri, ke ne estu tiel? Se ĝis la hodiaŭa tago la racio ne sufiĉis por disbati liajn dubojn, jen Spiritismo, kiu venas forviŝi ĉian necertecon pri l’ estonteco per la materialaj pruvoj, kiujn ĝi donas pri la postvivado de l’ animo kaj la ekzistado en la transtomba mondo. tiuj pruvoj estas ricevataj kun ĝojo; fido al Dio renaskiĝas, ĉar de homo scias, ke la surtera vivo estas nur rapida migrado, celanta  vivon; ke liaj ĉi-tieaj laboroj ne estas perditaj por li, kaj ke la plej sanktaj korligiloj ne estas rompitaj sen espero. (ĉap. IV, § 18; ĉapitro V, §21).
         Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo - Allan Kardec, ĉap. XVIII.

Prece por aqueles que amamos.

62. PREFÁCIO. Que apavorante é a ideia do Nada! Como são de lastimar os que acreditam que no vazio se perde a voz do amigo que chora o seu amigo, sem encontrar eco que lhe responda! Jamais conheceram as puras e santas afeições os que pensam que tudo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo, é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se elimina para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará. Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa ideia? Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissolver toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que por toda a parte essas provas são acolhidas com alegria; a confiança renasce, pois que o homem de agora em diante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças (Cap. IV, nº 18; cap. V, nº 21).
63. Prece. – Digna-Te, ó meu Deus, de acolher a prece que Te dirijo pelo Espírito esta prece foi ditada a um médium de Bordéus, na ocasião em que passava pela sua casa o caixão de um desconhecido. N... Faça-lhe ver as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento. Tu, que tão querido era para mim neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasse antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, pois fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste. Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em comparação da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno. Oh! Como é doce e consoladora a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! De que pode estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como antes, senão ainda melhor; de que não me esquece, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara. Que a paz do Senhor seja contigo.        
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, cap. XXVIII.