quinta-feira, 28 de agosto de 2014

AINDA HÁ ANTIPATIA - Miramez

0391/LE
A antipatia entre duas pessoas nasce em qualquer uma delas primeiro, no entanto, provavelmente um é sempre mais esclarecido que o outro, e por força da natureza melhorada, a antipatia deve surgir no que ainda tem uma natureza mais bruta, que alimenta a inferioridade.
Existem ainda casos de dívidas do passado entre duas pessoas, onde uma delas já está propensa ao perdão. Essa, esquece logo as lembranças e a repulsão quando encontra o antagonista, mas a outra, que desconhece a desculpa, trava uma guerra consigo mesma para odiar mais, ao deparar com o seu antigo inimigo, piorando cada vez mais a sua situação espiritual.
Certamente que o bom Espírito sente repulsão pelo mau, mas esforça-se para não odiar, por estar na escala da educação dos seus sentimentos. O Espírito superior não muda sua paz interior pelas antipatias que recebe de alguém; conserva sua serenidade e ainda ora por todos os que caluniam e odeiam.
Convém anotar-se que o Espírito que odeia se encontra na ordem dos ignorantes, que não percebeu ainda a luz nem experimentou a paz de consciência. Foi por essa razão que veio ao mundo o Cristo, sendo que a humanidade não reconheceu a Sua presença como deveria.
Assim ele fez voltar a Sua doutrina na feição do Espiritismo codificado por Allan Kardec, na certeza de que essa filosofia grandiosa iria dar continuidade à educação dos que ignoram a verdade. A Doutrina dos Espíritos tem o poder de fazer reviver com Jesus, com todas as suas qualidades nobres, trabalhando para que Ele seja conhecido por toda a humanidade.
O Espírito inferior desconfia de todos e percebe no ar quando vai ser censurado pelo seu igual.
Ele está sempre em rixas com os seus parceiros. Com estas páginas sobre “O Livro dos Espíritos”, nós desejamos a todos que melhorem em todos os sentidos e alcancem o amor, amando; que alcancem o perdão, perdoando; que alcancem a caridade, praticando-a em todas as suas nuances.
Se ainda alimentamos alguma antipatia por alguém, pensemos mais e desfaçamos logo este estado negativo em nossa vida. Cada sentimento inferior que palpita em nosso íntimo, é semente inferior lançada no terreno mental e no coração de quem odeia, e por isso responderemos. Não convém esse estado, porque todo sofrimento nasce desse descuido.
Fecundemos nossos pensamentos, palavras e obras com a fraternidade, pois ela é capaz de construir em nossos caminhos a luz que jamais se apagará. Mesmo que não tenhamos antipatia por alguém, mesmo que ninguém se antipatize conosco, trabalhemos em favor dos que ainda se encontram nessa faixa de vida nas sombras, para que eles, no amanhã, esqueçam deste nome, antipatia, e do que ele representa para os infelizes.
O mundo está cheio de ódio, de inveja, de orgulho e de egoísmo, esperando que nossas mãos trabalhem para a paz de todos. Podemos fazer alguma coisa em favor do amor, e não nos esqueçamos de espalhar benefícios. Comunguemos com o Cristo, que ele já comungou com o nosso coração em Deus.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
391. A antipatia entre duas pessoas nasce primeiro na que tem pior Espírito, ou na que o tem melhor?
 Numa e noutra indiferentemente, mas distintas são as causas e os efeitos nas duas. Um Espírito mau antipatiza com quem quer que possa julgar e desmascarar. Ao ver pela primeira vez uma pessoa, logo sabe que vai ser censurado. Seu afastamento dessa pessoa se transforma em ódio, em inveja e lhe inspira o desejo de praticar o mal. O bom Espírito sente repulsão pelo mau, por saber que este o não compreenderá o porque díspares dos dele são os seus sentimentos. Entretanto, consciente da sua superioridade, não alimenta ódio, nem inveja contra o outro. Limita-se a evitá-lo e a lastimá-lo.

MUDANÇAS - Batuíra

No capítulo das aflições surpreendemos habitualmente as que decorrem de mudanças a que os acontecimentos do dia-a-dia nos induzem. Dentre as mudanças, porém, que planejamos e realizamos, mobilizando a nossa própria faculdade de decidir, encontramos aquelas outras com que não contávamos e que nos surgem pela frente à maneira de pedras esfogueadas no coração.
Tais crises, quando aparecem, lembram explosões condicionadas na gleba da existência que, se compreendidas e aceitas, nos descerram estradas novas para mais altos níveis de evolução.
Forçoso observar que a Divina Providência tanto está nas tempestades que purificam a atmosfera quanto nas provas que nos aperfeiçoam a experiência. Por isso mesmo é preciso admitir toda transformação considerada menos feliz por bênção dos Poderes Superiores, funcionando em nosso próprio benefício.
Na maioria das circunstâncias as doenças são processos de regeneração da saúde; as inibições do corpo se erigem por recurso de aprimoramento do espírito; o fracasso nos empreendimentos humanos abre o começo da verdadeira prosperidade; as separações angustiosas se configuram por cirurgias no campo afetivo, à feição de sofrimento menor, para que não entremos em sofrimentos maiores em nome do amor; e a própria desencarnação, na essência, é renovação e refazimento, progresso e vida.
Todos nós, de um modo ou de outro, somos defrontados por mudanças imprevistas onde quer que nos achemos.
Se provações dessa espécie te visitam a alma não esmoreças e nem te revoltes. Perante quaisquer transformações desagradáveis e dolorosas saibamos, antes de tudo, usar a prece, rogando a Deus nos auxilie a discernir e aceitar, aproveitar e compreender, a fim de que a dor, onde surja, nos possa infundir mais ampla visão da vida a caminho da Vida Maior.
Livro: Mais Luz.
Batuíra / Chico Xavier.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Prece do Coração – 21

Ó Deus!
Encontro-me como num quarto escuro. Por todo lado, a escuridão. É a sensação que tenho por não encontrar solução para os meus problemas. Preciso de uma réstia de luz que me clareie os fatos. Mostre-me por onde devo começar e o que devo fazer. Por isso, confiando que tu podes iluminar minha mente e enviar-me as sugestões mais apropriadas e acertadas é que recorro a Ti, como meu Pai e meu Amigo. Para receber a Tua inspiração, elevo o meu pensamento. Manifesto, agora, o meu reconhecimento pelo Teu amor que me protege. Demoro-me pensando nesse Teu amor. Percebo que de Ti sai uma vibração que se encaminha na minha direção. Recebo esta benção que se introduz mente e vai fortalecendo a minha forma de pensar. Cada vez mais esta intuição me diz que as soluções não demorarão a surgir. Ficarei pensando até que tudo seja equacionado e resolvido. Obrigado! Obrigado!
Livro: Preces do Coração.
Lourival Lopes.

Experiência Doméstica - André Luiz

Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.
A parentela é um campo de aproximação, jamais cativeiro.
Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.
O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.
Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.
Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.
Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.
O trabalho digno é a cobertura de sua independência.
Aconselhe a criança e ajude-a na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas idéias e empreendimentos.
Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito ou dez pessoas do ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade?
Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.
Livro: Sinal Verde.
André Luiz / Chico Xavier.

NOTA DE PAZ - EMMANUEL.

Ouviste oradores inflamados, advogando a causa da paz sobre toneladas de pólvora e anotaste a presença de supostos vanguardeiros do progresso, solicitando-a sobre montões de ruínas.
Esperam-na, fomentando a desordem e falam dela portando rifles.
No plano maior, os poderosos alinham bombas e os fracos acumulam desesperos.
Talvez, por isso, em plano menor, muitos adotaram fórmula idêntica. Em sociedade, acreditam que a astúcia vale mais que a honestidade e, no campo individual, aceitam o egoísmo à feição de senhor. Afirmam-se cultores da harmonia, concorrendo às maratonas da discórdia, refere-se à indulgência, disputando o campeonato da crítica, aconselham bondade, acentuando a técnica de ferir e reporta-se ao mundo, regurgitando pessimismo, como quem segue adiante a engulhos de enxurrada e veneno.
E a equação de todos esses desatinos será sempre a guerra... Guerra de princípios, guerra de interesses, guerra fria superlotando manicômios, guerra quente esparzindo a morte.
Sabes, porém, com a Doutrina Espírita, que a consciência carrega consigo, onde esteja, o fruto das próprias obras.
Não incensarás, desse modo, o delírio dos que apregoam a concórdia, incentivando o dissídio, a rebelião, a injúria e o desânimo.
Trabalharás, infatigavelmente, pelo bem de todos, aperfeiçoando a ti mesmo e sabendo que caminhas em penhor de tua própria imortalidade, para a exaltação da vida eterna, com a paz verdadeira começando de ti.
Livro: Ideal Espírita.
Diversos Espíritos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PERFEKTE


Se ia task’ en viaj manoj, tiam 
Ĝin faru bone, sed ne fuŝe, mise; 
Memoru Dion, kiu agas ĉiam 
La plej perfekte super steloj dise.

En mondo ĉio indas nian ŝaton, 
Cetere pensu: laŭ la verk’ – l’ aŭtoro! 
Se vi nur fuŝas, ne riproĉu faton, 
Ke ĝi cezaras, kvazaŭ diktatoro! 

Ĝi estas grava, ke vi faru ĉion 
Plej eble bone, pro l’ honoro mem; 
Malzorgaj faroj nur ofendas Dion, 
Per fuŝvartado jam ne fruktos sem’! 

18/3/1961 - A. DOMBROWSKI
Libro: Mediuma Poemaro.
Porto Carreiro Neto

A GRAÇA DO SENHOR - Emmanuel

"A minha graça te basta." - Paulo / Corintios, 12:9
Com a graça do Senhor, a cruz salva; o sacrifício enaltece; a injúria santifica; a perseguição beneficia; a tempestade fortalece; a dor redime; o trabalho aperfeiçoa; a luta aprimora; o anátema estimula; o dever nobilita; o serviço dignifica; a calúnia engrandece; a solidão reconforta; o obstáculo ensina; adversário ajuda; a dificuldade valoriza; o desgosto restaura; a pedrada edifica; o espinho corrige; a humildade eleva; a cicatriz colabora; a ironia constrói; a incompreensão instrui; o pranto limpa; o suor melhora; o desencanto esclarece; a pobreza entesoura; a enfermidade auxilia; a morte liberta.
É razoável que muitos homens estejam à procura de dádivas transitórias do mundo, mas que o cristão não olvide o mais sublime dom da vida - A GRAÇA DO SENHOR - base da felicidade real do discípulo fiel, onde quer que se encontre.
Livro: Segue-me.
Emmanuel / Chico Xavier.