domingo, 24 de março de 2013

Entre Cônjuges

Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.
Não deprecie os ideais e preocupações do outro.
Selecione as relações.
Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.
É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida.
Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo.
Jamais desprezar a importância das relações sexuais com o respeito à fidelidade nos compromissos assumidos.
Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da Humanidade começa no reduto doméstico.
Não deixe de estudar e aprimorar-se constantemente, sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou de solteira.
Sempre necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança.
Livro: Sinal Verde
Espírito: André Luiz
Médium: Chico Xavier.

sábado, 23 de março de 2013

Lindas frases - Belegaj Frazoj 17





“Neniam ĉesu lerni, la vivo neniam ĉesas instrui”.


“Quando a alma se conhece a si própria ela está pronta a reconhecer outras almas”.
“Kiam la animo konas al si mem, ĝi estas preta por koni la aliaj animoj”.


“Ke Dio ĵetu benitaj pluvoj, sur vi, via familio kaj viaj geamikoj.” - Feliĉan semajnfinon!

I N V E R S Ã O

         “Uns se dizem ricos sem ter nada; outros se dizem pobres, sendo mui ricos.” Pv. 13 v 7.
A complexidade do ser humano, de certo modo, ultrapassa alguns dos mais apurados raciocínios. Aproveitando o versículo em pauta, é bom que se note que muitos ricos sentem felicidade em dizer que são pobres, e pobres, grande prazer em falar que são ricos.
Conforme a intensidade das idéias, vivemos o que realmente pensamos.
Tanto a riqueza quanto a pobreza são ilusões necessárias, astros volantes que passam nos céus, de todas as vidas, consertando destinos e modificando conceitos dos que viajam com eles.
Quem gosta de dizer que fez isso ou aquilo na vida; que o que tem foi ganho com toda a honestidade, sem que ninguém o ajudasse, sempre afirmando que aquele que nada possui se esqueceu de trabalhar... coloque as suas opiniões de molho: louvor em boca própria é desmerecimento na própria conduta.
O que fazes de bom, não sejas tu o anunciador, para que a tua fala não seja desprevenida de modéstia, nem falsificada pela vaidade.
A inversão tem seu valor, no lugar adequado...
E muitas delas precisam que esteja presente o Silêncio!...
Quem teme que o bem que faz fique escondido desconhece as leis de Deus. Nem o bem, nem o mal de que nos fizermos instrumento permanecem ocultos.
Tudo que fazemos fala por si mesmo, atingindo desde os ouvidos humanos até as pulsações do éter.
Não há dúvidas que o nosso pensamento deve estar positivo, em tudo quanto a nossa missão nos impuser. Contudo, a experiência nos mostra, com clareza, que as mãos têm de ficar ocupadas.
Se não fazes nada, e diante dos outros fazes tudo, nas linhas da teoria, praticas inversão perigosa!... Se fazes tudo, e negas o concurso que o testemunho te convida a dar, para que os outros também façam alguma coisa, não deixes de falar um pouco no valor do trabalho, sem esquecer a decência.
Não devemos nos apegar nem às riquezas nem à pobreza, em se referindo às coisas materiais.
Devemos, sim, procurar trilhar os caminhos que nos levam à verdade, para que abreviemos o momento em que possamos quebrar os grilhões que nos prendem, e suspendermos as mãos, livres, para os céus.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS

sexta-feira, 22 de março de 2013

SETE DEUSAS - Perséfone Diana

Em mim habita uma mitologia secreta...
Criva em meu coração com uma flecha de lírios brancos.
Sou Atenas quando no labor tenho a vitória justa.
No meu limite natural tenho a luz do sol, sou Diana.

No amor a quem dedico inteireza, eu sou a Hestia...
Na totalidade de nossos corpos eu sou a Hera.
Quando eu debulho os grãos pelas minhas mãos, eu fiz o pão...
Na minha carência e na minha desproteção eu sou Deméter.

No meu mundo dividido entre o real e o imaginário,
Na inconsciência dos meus desejos eu sou Perséfone.
Quando eu te hipnotizo com o meu poder de sedução...
Provou da minha arma mortal, eu sou a deusa do amor, Afrodite.

Sendo deusas sou dona das jóias preciosas...
No rubi que tenho da sua boca, eu te degusto e te bebo...
Na luz que vem do teu olhar, é meu topázio lapidado...
Eu faço fortaleza na sua presença, em proteção...

Ao contemplar todo o universo das deusas, me ouvirá...
Um som de voz te fala de longe levado pelo vento...
Eu te encontro naquela ponte imaginária,
Estarei do outro lado aguardando a sua travessia...

Ao encontrar o meu corpo, beija meus lábios,
Nesse recanto mitológico eu te necessito!
Quando teu olhar encontrar os meus olhos,
Serei a sua menina, e verás que sempre estive ao seu lado.

Nos meus sonhos eu te coroei...
Com uma coroa feita de hastes...
Fiz-te meu, nesse mundo surreal.
Batizei-te com um novo nome, quando despetalou a minha rosa.

Nesse místico amor eu grito: _Eu te gosto, Eu te gosto!
Amei-te, quando a flor floresceu na sua haste...
As borboletas saíram da metamorfose e voaram...
O bem-te-vi no alto do flamboyant...
Com um canto que nos viu, nos abençoou e nos acasalou.
Agora eu não te busco mais, fui sete deusas...
Depois de unir todos os poderes vivemos bem juntos...
Como o galho e a folha, o tronco e a raiz...
Tão dependentes do outro, é sinal de vida...
Boto a mão no meu peito...
Sinto que a sua mão já estava lá...
Sentindo o pulsar do meu coração...
Nesse amor de deusas, é meu homem...
Usei a minha túnica branca cobrindo meu corpo...
Nesse ritual te santifiquei e te chamei de meu.

kuraĝo / coragem

La vera kuraĝo estas elmontrita per la maniero, kiel vi alfrontas la batalon de la ĉiutaga vivo.
Oni ne devas konfuzi kuraĝon kun senprudenteco.
La unua estas trankvila kaj konstanta, klarmensa kaj kreiva, dum la alia prezentiĝas senespera kaj acidhumora.
La kuraĝo naskiĝas de la fido, kiu scias tion, kion ĝi deziras, kaj klopodas por ĝin akiri. Ĝi alfrontas la obstaklojn sem malfortiĝo, kaj rezistas al la tempo sem perdo de la valoro.
Pripensu antaŭ ol agi, kaj restu lumigita de la idealo, dum vi estas en la batalkampo.
Elmontru vian kuraĝon, kaj agu ĉiam ĝuste kaj kun ekvilibro.
Libro: Vivo Feliĉa.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
            ***
A verdadeira coragem é demonstrada pela maneira como se enfrenta a batalha da vida, no seu dia-a-dia.
Convém não confundir a coragem com a temeridade.
Aquela é calma e constante, lúcida e criativa, enquanto a outra se apresenta desesperada, agressiva, irritada.
A coragem nasce na fé que sabe o que deseja e se empenha para consegui-lo.
Enfrenta os obstáculos sem enfraquecer-se e resiste ao tempo sem perder o valor.
Raciocina antes de agir e permanece iluminada pelo ideal, enquanto se mantém no campo das lutas.
Demonstra a tua coragem, agindo sempre com acerto e equilíbrio.
Livro: Vida Feliz.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

quinta-feira, 21 de março de 2013

ANTE A DOR

Quando a alma mergulhou na carne referta de vibrações, desejou transmitir toda a musicalidade que conduzia virgem, e para que o tumulto do ambiente não lhe perturbasse a evocação, perdeu, paulatinamente, os registros auditivos para somente escutar nas telas da mente os acordes sublimes da natureza e de Deus —  e Beethoven ficou surdo!
Para expressar a melancolia suave e a pungente saudade de algo que não se pode identificar, Chopin experimentou a amargura do coração perdido entre desejos e decepções.
Destinado a ferir as cordas da emoção e tangê­las com habilidade, o espírito retornou ao palco de antigas lutas para defrontar­se com inimigos acirrados e vencê­ los através da auto­doação, enchendo a Terra de musicalidade superior. Inquieto,todavia, fraquejando sem cessar, Schumann  deixou­se arrastar  pela caudal da obsessão, conquanto fizesse incomparável legado, através do Lied  e das nobres melodias para piano.
* * * 
Oh!  Dor  bendita, libertadora de escravos, discreta amiga dos orgulhosos, irmã dos santos, mensageira da verdade, tanto necessitamos do teu concurso, que se nos afiguras um anjo caído, a serviço  da misericórdia para sustentar­nos na luta redentora! Ensina­nos a descobrir a rota da humildade para avançarmos com acerto.
* * * 
A dor é a mensageira da esperança que após a crucificação do Justo vem ensinando como se pode avançar com segurança. Recebamo­la, pacientes, sejam quais forem as circunstâncias em que a defrontemos, nesta hora de significativas transformações para o nosso espírito em labor de sublimação.
O sofrimento de qualquer natureza, quando aceito com resignação — e toda aflição atual possui as suas nascentes nos atos pretéritos do espírito  rebelde —  propicia renovação interior com amplas possibilidades de progresso, fator  preponderante de felicidade.
A dor faculta o desgaste das imperfeições, propiciando o descobrimento dos valiosos recursos, inexoráveis, aliás do ser.
 Após a lapidação fulgura a gema.
Burilada a aresta ajusta­se a engrenagem.
Trabalhado, o metal converte­se em utilidade. Sublimado pelo sofrimento reparador o espírito liberta­se.
“De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, par a que eles vejam as  vossas boas obr as e glorifiquem ao vosso Pai que está nos Céus. - Jesus / Mateus, 5:16. 
“Daí se segue que nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre  punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são­ lhe uma advertência de que procedeu mal”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec,Capítulo 5º — Item 5)
Livro: Florações Evangélicas
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

Diante das tentações

Reunião pública de 2/10/59
Tentado à permanência nas trevas, embora de pés sangrando, dirige-te para a luz.
Enquanto não atravesse o suor e o cansaço da plantação, lavrador algum amealha a colheita.
Até que atinjamos, um dia, o clima do reino angélico, seremos almas humanas, peregrinos da evolução nas trilhas da eternidade.
Aqui e ali, ouviremos cânticos de exaltação à virtude e, louvando-a, falaremos por nossa vez, acentuando-lhe os elogios.
Entretanto, manda a sinceridade nos vejamos por dentro, e por dentro de nós ruge o passado, gritando injúrias contra as nossas mais belas aspirações.
Toma, porém, o facho que o Cristo te coloca nas mãos e clareia a intimidade da consciência, parlamentando contigo mesmo.
Hora a hora, esclareçamos a nós próprios, tanto quanto nos lançamos no ensino aos outros.
Reparando os caídos em plena viciação, inventaria as próprias fraquezas e perceberás que, provavelmente, respirarias agora numa enxerga de lodo, não fosse a migalha do conhecimento que te enriquece.
Diante dos que se desvairam na crítica, observa a facilidade com que te entregas aos julgamentos irrefletidos e pondera que serias igualmente compelido ao braseiro da crueldade, não fosse algum ligeiro dístico da prudência que consegues mentalizar.
À frente daqueles que se envileceram na carruagem do ouro ou da influência política, recorda quantas vezes a vaidade te procura, por dia, nos recessos do coração e reconhecerás que também forçarias as portas da fortuna e do poder, caso não fosse o leve fio de responsabilidade que te frena os impulsos.
Analisando os que sofrem na tela da obsessão, pensa nos reiterados enganos a que te arrojas e compreenderás que ainda hoje chorarias nas angústias do manicômio, não fosse a pequenina faixa de serviço no bem a que te afeiçoas.
Perante os companheiros atolados no crime, anota a agressividade que ainda trazes contigo e concluirás que talvez estivesses na penitenciária, amargando aflitiva sentença, não fosse o raiúnculo de oração que acendes na própria alma.
E as lutas que te marcam a rota assinalam também o campo de serviço em que ainda estagias junto aos desencarnados da nossa esfera de ação.
Situemo-nos no lugar dos que erram e nosso raciocínio descansará no abrigo do entendimento.
Nenhum lidador vinculado à Terra se encontra integralmente livre das tendências inferiores.
Todos nós, ante a sublimidade do Cristo, somos almas em libertação gradativa, buscando a vitória sobre nós mesmos.
E se a estrada para semelhante triunfo se chama “caridade constante para com os outros”, o primeiro passo de cada dia chama-se “compaixão”.
Livro: Religião dos Espíritos
Emmanuel / Chico Xavier.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
As virtudes e os vícios
893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?
Resposta: Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtudes sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade.