“Amarás
o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu
espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo,
semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. - Jesus / Mateus:
capítulo 22º, versículo 37.
Malgrado a nuvem
da incompreensão, cuja sombra permite lamentáveis atritos e rudes embates que
esfacelam as elevadas programações traçadas para o êxito da tua tarefa,
reserva-te mais amor.
Não obstante os
raios dispendidos pela malquerença agora sistemática, que produzem dor,
certeiramente dirigidos, doa mais amor.
Enquanto a
maledicência grassa arrebanhando mentes frívolas e companheiros invigilantes,
que se comprazem na disseminação das idéias espúrias, faculta-te mais amor.
Embora a
suspeita semeie surdas acrimônias e acusações que sabes ser indébitas, no labor
em que profligas o mal, concede-te mais amor.
Apesar da
ausência dos mínimos requisitos de consideração ao teu serviço edificante, por
parte deles — aqueles que se permitem somente a censura ou a lisonja mentirosa,
a acusação ou o azedume contumaz — continua com mais amor.
* * *
Muitas vezes
parece impossível sequer suportar quantos nos ferem e magoam injustamente — dentro, porém, da
programática de recuperação que nos impomos experimentar pelos erros passados —
quanto mais conceder-lhes o amor. Todavia, animosidade como afeição resultam de
atitudes mentais e emocionais que podemos condicionar com o livre querer.
Se consideras
que o opositor se encontra enfermo, ser-te-á mais fácil amá-lo.
Se tiveres em
mente que ele está mal informado, tornar-se-á melhor para ti desculpá-lo.
Se pensares que ele não conseguiu alcançar o que em ti combate e não possui fôrças para
compartir o teu êxito ou a tua oportunidade feliz, farsa-á lógico entendê-lo e
amá-lo.
Revidando,
porém, acusação por acusação, suspeita por suspeita, ira com ira, mui difícil a
reconciliação e a paz, paz e reconciliação a que amanhã ou depois serás
constrangido a realizar.
Toda obra em
começo na retaguarda, que ficou ao abandono, ou qualquer aquisição negativa
permanecem aguardando o responsável.
O milagre da
vida chama-se amor.
Quando crescemos
em espírito, lamentamos tardiamente a mesquinhez em que teimávamos permanecer.
A visão da
montanha, na direção da paisagem, apaga as sombras temerosas das furnas e cobre
o charco transposto na baixada, quando o sol da alegria distende claridade
festiva ampliando os horizontes.
* * *
Não te
apoquentes, portanto, ante o triunfo enganoso do engôdo ou a vitória da
irresponsabilidade.
Catalogado pelo
Estatuto Divino com a função de crescer, tens a destinação de mais amor.
Assim, em qualquer
circunstância de tempo ou lugar, em claro céu ou sombrio firmamento, na saúde
ou na doença, na realização ou na queda, no poder ou na dependência, entre
amigos ou adversários, para a tua plenitude e perfeita paz, ama muito mais e
distende sempre mais amor porque só o amor tem a substância essencial para
traduzir a realidade do Pai em nossas vidas.
*
“O amor é de
essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do
coração, a centelha desse fogo sagrado”. (Evangelho Segundo o Espiritismo –
Allan Kardec. Capítulo 11º — Item 9 – Pelo espírito Fénelon).
Livro: Florações
Evangélicas.
Joanna de
Ângelis / Divaldo Franco.
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