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A alma, ao
atravessar o portal do túmulo, geralmente encontra os que lhe foram caros na
Terra, bem como aqueles que a guiaram nos roteiros espirituais; no entanto, nem
sempre isso acontece, devido a sua posição na escala espiritual. Compete a cada
criatura trabalhar no seu aperfeiçoamento enquanto encarnada, aliviando o seu
fardo e clareando sua mente para ter a felicidade de encontrar os seus parentes
e amigos no limiar do túmulo. Por outro lado, nem sempre os seus parentes estão
preparados para assistir a sua desencarnação e dar-lhe assistência. Tudo é
relativo, na pauta da vida a que nos submetemos viver, mas, quando os que se
foram antes estão bem postos no mundo dos Espíritos e os que desencarnam estão bem
em consciência, eis que é uma festa de luz, onde o coração manifesta toda a
alegria, com a evolução da própria vida.
Procuremos,
pois, conhecer a Nosso Senhor Jesus Cristo, por ser Ele o caminho por onde
encontramos as maiores alegrias da vida. Ele é a porta por onde nunca erramos
as diretrizes que nos levam à paz. Ele é a verdade que sempre nos liberta da
ignorância com todos os seus aspectos de infortúnios.
Podemos rever os
nossos parentes e amigos que já passaram para o mundo dos Espíritos, sendo que,
dos mais elevados, recebemos a ajuda para nos fortalecer, e aos mais infortunados
prestamos auxílio, mesmo que eles não nos vejam.
Deus, a Bondade
Absoluta, proporciona segurança a todos os Seus filhos. Criou o Senhor o Sol
que sustenta a vida na Terra e mesmo em alguns planos do Espírito; no entanto, criou
igualmente filtros para abrandarem a luz, de modo que ela não nos causasse
danos nas condições de Espíritos ainda necessitados. Toda a natureza carrega
consigo defesas que o amor de Deus sustenta, para que a vida vibre com todo o seu
fulgor e harmonia.
No plano do
Espírito, as defesas são as mesmas: somente recebemos o que merecemos. A
justiça rege o universo, sustentando a paz em todos os ângulos. As criaturas recebem,
do amor do Criador, a misericórdia capaz de aliviar todos os que sofrem,
dotando-os de esperança rumo ao futuro. A nossa alegria é grandiosa ao
atravessarmos o túmulo e encontrarmos do outro lado os nossos entes queridos
nos esperando com ansiedade, para nos transmitir as lições sublimes de todas as
suas experiências no mundo da verdade. Esse aconchego nos dá mais vida e faz
crescer sobremodo a esperança, de sorte que as promessas crescem para o futuro,
por reconhecermos que a morte não existe, que somente a vida brilha em todos os
sentidos do Universo. A Doutrina dos Espíritos é um coadjuvante desta
felicidade.
Essa escola
muito ajuda a alma na transição da Terra para o mundo dos Espíritos.
Não percas
tempo, meu irmão. Procura melhorar, melhorando-te por dentro, corrigindo faltas
e aprimorando idéias, iluminando sentimentos e trabalhando no bem comum, para
que, no momento da mudança da Terra para o mundo espiritual, sejas iluminado e
possas encontrar todos os companheiros que já regressaram e que estão em
condições festejar a tua vitória.
Livro: Filosofia
Espírita. Vol. IV
Miramez / João
Nunes Maia.
Estudando O
Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
Separação da
alma e do corpo
160. O Espírito
se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes
dele?
Sim, conforme à
afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus
conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a
desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que
conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na
erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar.
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