sábado, 14 de abril de 2012

NÃO JULGUES!

              Um médico entrou num hospital apressado, depois de ter sido chamado para uma cirurgia urgente. A caminho da sala cirúrgica encontrou o pai do rapaz que ia ser operado a andar para trás e para frente à espera do médico. Quando o viu, o pai gritou:
                - Por que demorou este tempo todo a vir? Não sabe que a vida do meu filho está em perigo?
                O médico sorriu e respondeu sinceramente:
                - Peço-lhe desculpa, não estava no hospital e vim assim que recebi a chamada. Agora, gostaria que você se acalmasse para que eu também possa fazer o meu trabalho.
                - Acalmar-me? E se o seu filho estivesse dentro do bloco operatório, você também ficaria calmo? E se o seu filho morresse o que faria?
                - Ficar nesse estado alterado e de nervos não vai ajudar nada, nem a si nem a mim e muito menos ao seu filho. Prometo-lhe que farei o melhor que sei e consigo dentro das minhas capacidades, disse o médico.
             - Falar assim é fácil, quando não nos diz respeito, murmurou o pai entre dentes.
                Passadas algumas horas, a cirurgia terminou e o médico saiu sorridente de encontro ao pai.
             - A cirurgia foi um sucesso. Conseguimos salvar o seu filho! Se tiver alguma questão pergunte à enfermeira.
                Sem esperar pela resposta, o clínico prosseguiu caminho visivelmente apressado. O pai irritado dirigiu-se à enfermeira e desabafou:
              - O médico é mesmo arrogante. Será que lhe custava muito ficar aqui mais uns minutos para eu lhe questionar em relação ao estado geral do meu filho?
                A enfermeira, um pouco abalada respondeu-lhe:
              - O filho do doutor morreu ontem num acidente rodoviário. Ele estava no funeral quando o chamamos para a cirurgia do seu filho. Agora que a cirurgia terminou, o doutor voltou para o funeral para prestar a última homenagem ao filho dele.
             Quando você julga, você deixa de crescer. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e nele crescer.
Autor desconhecido.            

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