terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Não Jureis de Forma Alguma! – Huberto Rohden

       “Seja o vosso modo de falar um simples sim, um simples não — o que passa daí vem do mal.”
Quão profunda sabedoria em tão poucas palavras!
Aprendi no Catecismo que não se deve jurar falso nem em vão; mas que o juramento sério e verdadeiro é bom e pode até ser necessário. Tenho em meu poder uma Bíblia, publicada com a devida aprovação eclesiástica, que, depois das palavras “não jureis de forma alguma”, acrescenta em parênteses as seguintes palavras restritivas, do tradutor: “se não for necessário”, inutilizando assim a proibição categórica do Cristo e adulterando o Evangelho pela teologia.
Tudo que passa de um simples sim e de um simples não vem do mal, inclusive o juramento, tanto falso como verdadeiro, porque ele nunca é necessário. Em última análise, todo e qualquer juramento provém do mal, porque supõe algo mau. O juramento foi introduzido na vida social da humanidade por causa da desconfiança e inconfidência que, em geral, reinam entre os homens. Uns mentem aos outros. E, quando alguém fala a verdade, ninguém acredita, de tão geral que é o hábito de mentir. Por isso no intuito de corroborar a verdade de uma afirmação, exigem os homens, que ela seja consolidada por meio dum juramento. Quem jura invoca a Deus por testemunha, da verdade do que afirma, e, se a sua afirmação não representa a verdade, mas uma inverdade consciente, então invoca a Deus como testemunha da mentira, o que é uma blasfêmia, chamada “perjúrio”.
É verdade que o juramento oferece maior garantia da verdade do que um simples sim ou não?
Absolutamente não!
Quem é capaz de mentir é capaz, também, de jurar falso. E quem não pode confiar em uma afirmação simples como expressão da verdade, esse, também, não pode confiar em uma afirmação juramentada.
O divino Mestre não está interessado em curar sintomas de doença, mas sim, a própria doença. A praxe de jurar é sintoma de um mal profundo, que é o hábito de desrespeitar a verdade. Quem reprime sintomas é charlatão — quem cura a raiz do mal é médico.
O caráter do Evangelho não é simplesmente corretivo, mas sim preventivo. Se a humanidade se habituasse a nunca mentir, nunca ninguém sentiria a necessidade de jurar, porque um simples sim ou um simples não dariam certeza absoluta.
O comerciante mente sobre o valor e os preços das mercadorias, a fim de acumular matéria morta.
A dona da casa manda a empregada mentir que a patroa não está em casa, para não receber visitas indesejáveis.
O político, o advogado, o diplomata mentem para prestigiar ou desprestigiar uma causa ou uma pessoa.
O estudante mente “colando” uma prova do vizinho em vez de estudar o assunto.
Até a criança mente para não ser castigada. Omnis homo mendax — afirma a Sagrada Escritura — todo homem é mendaz.
Por isso, com o fito de fazerem crer aos outros que o que dizem é verdade, julgam os homens necessário jurar, invocando a Deus por testemunha.
O juramento é prole legítima da mendacidade — e como poderia ser puro o filho, se tão impura é a mãe?...
O verdadeiro discípulo do Cristo, fez consigo esse pacto sacrossanto, de nunca faltar à verdade, por maiores que sejam as vantagens que a inverdade lhe dê, ou as desvantagens que lhe advenham do culto à verdade.
Quase 100% da nossa publicidade comercial, pela imprensa, pelo rádio, pela televisão, pelos cartazes, são mentira a serviço da cobiça. A alma da arte publicitária consiste em fazer crer ao homem que ele necessita de uma coisa que ele apenas deseja; e, quando ele identifica o seu desejo artificial com uma necessidade natural, então é dócil freguês e compra tudo de que julga necessitar.
Torna-se freguês e enriquece os cofres dos publicitários e vendedores, graças a uma série de mentiras que ele aceitou como verdades.
Quem lê ou ouve diariamente esse dilúvio de mentiras veiculadas pelos citados canais de publicidade, dificilmente atingirá um grau de verdadeira pureza, necessária para a sua realização em Cristo. A nossa decantada civilização, quase inteiramente baseada na mentira e na ganância, é o maior impedimento para a auto-realização. Quem se expõe diariamente a esse impacto de profanidade e se identifica, aos poucos, com esse ambiente, não deve estranhar a sua falta de espiritualidade e paz interior. Quem não quer os meios não quer o fim, Mahatma Gandhi foi, durante toda a sua vida, após a conversão ao mundo de Deus, o grande cultor da verdade incondicional, mesmo à custa dos maiores sacrificios. Sabia ele que a verdade, e só ela, é que é libertadora.
A verdadeira felicidade não medra senão em um clima da veracidade absoluta e incondicional. Os sofrimentos que o culto inexorável da verdade acarreta, não raro, a seus fiéis discípulos, são necessários para que a verdade possa prosperar — assim como o adubo é necessário para a planta poder medrar devidamente.
Sendo que Deus é a própria Verdade, tanto mais divino é o homem quanto mais intransigente cultor da Verdade.
O verdadeiro discípulo do Cristo não pode reduzir-se à condição de ser um passivo refletor da opinião pública e dos vícios sociais, como se fosse um simples espelho — tem a missão sagrada de ser um diretor e orientador de seus semelhantes,  rumo à grande libertação, rumo às alturas do reino de Deus...
Livro: O Sermão da Montanha.
Huberto Rohden.

LA KRISTO / O Cristo

LA KRISTO
3. Jesuo ne venis, por detrui la leĝon, tio estas, la leĝon de Dio; li venis, por plenumi ĝin, tio estas, por ĝin elvolvi, montri ĝian veran signifon kaj ĝin alkonformigi al la grado da progreso de la homoj; tial oni trovas en tiu leĝo la principon de la devoj al Dio kaj al la proksimulo, la bazon de lia doktrino. Koncerne la leĝojn de Moseo mem, Jesuo, kontraŭe, profunde ŝanĝis ilin, tiom en la fundo, kiom en la formo. Li konstante bataladis kontraŭ la ekscesoj de l’ eksteraj formalaĵoj kaj la falsaj interpretoj, kaj li ne povus pli profunde ilin reformi, ol reduktante ilin al la jena ordono: “Amu Dion super ĉiuj aĵoj kaj vian proksimulon kiel vin mem”, kaj aldirante: tio estas la tuta leĝo kaj la profetoj.
Per ĉi tiuj paroloj: “Ĝis la ĉielo kaj la tero forpasos, nek unu joto, nek unu streketo forpasos de la leĝo, ĝis ĉio plenumiĝos”, Jesuo intencis diri, ke estas necese, ke la leĝo de Dio ricevu sian tutan plenumon, tio estas, estu praktikata sur la tuta tero, en sia pureco, kun ĉiuj elvolviĝoj kaj ĉiuj sekvoj; ĉar, al kio utilus la starigo de tiu leĝo, se ĝi devus esti la privilegio de iuj homoj aŭ de unu sola popolo? Ĉiuj homoj estas filoj de Dio kaj rajtas sendistinge ricevi la saman prizorgadon.
4. Sed la rolo de Jesuo ne estis nur tiu de nura morala leĝdonanto, sen alia aŭtoritato ol la parolo; li venis plenumi la profetajn antaŭdirojn, kiuj anoncis lian venon. Li havis sian aŭtoritatecon el la escepta naturo de sia Spirito kaj el sia dia misio. Li venis, por instrui al la homoj, ke la vera vivo ne estas sur la tero, sed en la regno de la ĉielo; instrui al ili la vojon, kiu tien kondukas, la rimedojn por sin reharmoniigi kun Dio, kaj antaŭinstrui ilin pri la marŝo de l’ okazontaĵoj, por la plenumo de la homaj destinoj. Tamen li ne diris ĉion, kaj pri multaj punktoj li nur ĵetis la ĝermon de la veraĵoj, kiujn, li mem deklaris, ne povus ankoraŭ esti komprenataj. Li parolis pri ĉio, sed per paroloj pli aŭ malpli klare esprimitaj; por la kapto de la kaŝita senco de iuj paroloj, estis necese, ke novaj ideoj kaj novaj konoj venu doni la ŝlosilon, kaj tiuj ideoj ne povus veni, antaŭ ol la homa Spirito estus atinginta difinitan gradon da matureco. La scienco devis potence kunlabori por la naskiĝo kaj elvolviĝo de tiuj ideoj. Estis do necese doni al la scienco la tempon por progresi.
Libro: La Evangelio Laŭ la Spiritismo – Allan Kardec.
O CRISTO
3. Jesus não veio destruir a lei, o que quer dizer: a lei de Deus. Ele veio cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. Eis porque encontramos nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ele, pelo contrário, as modificou profundamente, no fundo e na forma. Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que reduzindo-as a estas palavras:  "Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo", e ao acrescentar: "Esta é toda a lei e os profetas".
Por estas palavras: "O céu e a terra não passarão, enquanto não se cumprir até o último jota", Jesus quis dizer que era necessário que a lei de Deus fosse cumprida, ou seja, que fosse praticada sobre a terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas conseqüências. Pois de que serviria estabelecer essa lei, se ela tivesse de ficar como privilégio de alguns homens ou mesmo de um só povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinções, objetos da mesma solicitude.
4. Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado o seu advento. Sua autoridade decorria da natureza excepcional do seu Espírito e da natureza divina da sua missão. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na terra, mas no
Reino dos Céus; ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos. Não obstante, ele não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a lançar o germe de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não podiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e o desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à ciência para progredir.
         Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec.

Libroj por elŝutoj - 8


SENSAÇÃO DOS ESPÍRITOS - Miramez.

0257/LE
O Espírito, quando reencarna, é ligado ao corpo por fios tenuíssimos em vários centros de força, refletores de outros centros da alma, no domínio de todas as células do campo somático.
Quando o corpo físico começa a desagregar-se por desleixo da alma que não cuidou da sua vestimenta, ou por processos ligados ao passado, ou por leis de mudanças necessárias, não é ele que sofre as impressões dolorosas; é o Espírito, por sua alta sensibilidade, que capta essas impressões, pelas linhas que o prendem à argamassa física.
Esse processo de sofrimentos, é, pois, um campo de experiências, mediante o qual despertam os valores do Espírito que dormem na consciência profunda. Esses dons, quando aflorados, ambientam eles mesmos o ser espiritual para o equilíbrio das suas sensações, de modo a não sofrer com nenhuma reminiscência e a sua emotividade é direcionada para o amor, o perdão e a caridade.
Aquele que tenha qualquer aversão às leis que nos dirigem, feitas pelo Criador, ou tome caminhos não condizentes com as mesmas, sofrerá as conseqüências. Os Espíritos desencarnados que sofrem com a desagregação dos corpos, pela lei natural das transformações, é porque estão ligados às paixões humanas e deixaram de mudar suas idéias, ligando-as às diretrizes do Cristo, de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Devemos observar aonde nossos pensamentos encontram o sofrimento, pois aí se encontrará o nosso clima de vida. É bom que nos lembremos de Jesus, o que para nós é um grande prazer, quando Ele diz, e Mateus anota, no capítulo seis, versículo vinte e um: “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Quando buscamos determinadas sensações e a elas nos ligamos pelo desejo, qual se fossem o nosso tesouro, ficamos presos a elas por tempo indeterminado.
Quando conhecemos Jesus e O acompanhamos, vêm as mudanças de costumes e alteramos o rumo das nossas sensações, buscando tesouros eternos, naquele bem que universaliza os nossos sentimentos. Vejamos essa afirmativa, que já dissemos alhures, mas que nos serve de orientação quando queremos nos referir à Doutrina Espírita: O livro espírita é força divina nas mãos humanas. Ele acompanha o progresso em todas as suas nuances, doando aos homens, com a maturidade necessária, os conceitos de Jesus que brilham na sua mais perfeita revivescência, ajudando os encarnados a se libertarem dos laços inferiores que os prendem às más sensações, e para aqueles que começarem a viver o amor e a caridade, ao passarem para o plano espiritual, as sensações serão outras, que lhes farão chorar de alegria, pela glória que seu esforço no bem lhes conferiu.
Com o conhecimento que agora se tem, trazido à luz pelo ensaio teórico do Codificador e com todas as experiências adquiridas ao longo do tempo, deve-se passar à vivência dos ensinos de Jesus, conhecendo a verdade que oferecerá a coroa de luz, marcando assim a sua dignidade como cidadão livre no campo da vida espiritual.  
Lembremo-nos bem: onde estarão os nossos pensamentos?
Onde os nossos sentimentos estão ligados?
Eis ai nosso tesouro! Vejamos, atentemos se é o que o Cristo deseja de nós!
Livro: Filosofia Espírita – Vol. VI
Miramez / João Nunes Maia.

Deus em nós

  (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec,Cap. XXV – Item 1).
“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” (Atos, 19: 11)
Quem pode delimitar a extensão das bênçãos que dimanam da Altura?
Por ser sempre de origem inferior, o mal é limitado como todas as manifestações devidas exclusivamente às criaturas; o bem, no entanto, possui caráter divino e, semelhante aos atributos do Pai Excelso, traz em si a qualidade de ser infinito em qualquer direção.
Antes de tudo, vigora a intenção sincera do espírito no ato que procura executar.
Assim, utiliza as próprias possibilidades a serviço da Vontade Divina, oferecendo o coração às realizações com Jesus, e o ilimitado surgir-te-á gradativamente nas faixas da experiência, sob a forma de esperança e consolação, júbilo e paz.
Por mais sombrios te pareçam aos ideais de hoje os dias do passado, não te entregues ao desânimo.
Ergue os sentimentos e conjuga as próprias ações ao novo roteiro entrevisto.
Após a purificação necessária, a água mais poluída da sarjeta se torna límpida e cristalina, como se jamais houvesse experimentado o convívio da impureza.
O presente é perene traço de união entre os resquícios do pretérito e uma vida futura melhor.
Plasma em ti mesmo as forças reconstrutivas de tuas novas resoluções, para que se exprimam em obras de aprimoramento e de amor.
Reconhecendo a nossa origem na Fonte de todas as perfeições, é natural que podemos e precisamos realizar em torno de nós as obras perfeitas a que estamos destinados por nossa própria natureza.
Eis o valor do registro dos Atos dos Apóstolos ao recordar-nos a magnitude das tarefas de Paulo, quando o iniciado de Damasco se dispôs a caminhar, auxiliando e aprendendo, no holocausto das próprias energias à exaltação do bem.
As mãos, tanto quanto o conjunto de instrumentos e possibilidades de que nos servimos na vida comum, esperam passivamente o ensejo de se aplicarem aos desígnios superiores, segundo as nossas deliberações pessoais.
Quando agimos no bem, sentimos a presença de Deus em nós.
Medita no emprego dos teus recursos no campo da fraternidade.
Desterra de teu caminho a barreira do desalento e prossegue confiante, vanguarda a fora. 
O solo frutifica sempre quando ajudado pelo cultivador.
Usa, pois, o arado com que o Senhor te enriquece as mãos, trabalhando a leira que te cabe, com firmeza e esperança, na certeza de que a colheita farta coroar-te-á os esforços, cada vez mais, desde que permaneças apoiado no propósito seguro de corresponder ao programa de trabalho que o Pai te reserva, na oficina da luz, em busca da Alegria Inalterável.
Emmanuel
Livro: O Espírito da Verdade.
Chico Xavier e Waldo Vieira.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Heroísmo da Resignação - Joanna de Ângelis

O imediatismo dos interesses apaixonados confunde-a com demência ou tem-na em conta de deficiência de forças para poder investir violentamente contra as circunstâncias.
Não falta quem se rebele contra os seus necessários impositivos.
Taxam-na de covardia moral.
Crêem-na ultrapassada, nos dias voluptuosos do tecnicismo moderno.
Todavia, a resignação é bênção lenificadora, quando a vida responde em dor e sombra, infortúnio e dificuldade aos apelos do homem.
Alternativa redentora, que somente os bravos se conseguem impor, reforça os valores espirituais para as lutas mais ingentes da inteligência e do sentimento.
Não deflui de uma atitude de medo, porqüanto isto seria receio injustificado ante as Leis Superiores, mas resulta de morigerada e lúcida reflexão que favorece o perfeito entendimento das imposições evolutivas.
O conhecimento dos fatores causais dos sofrimentos premia o homem com a tranqüila responsabilidade que assume, em relação aos gravames que os motivaram.
Quiçá a resignação exija mais força dinâmica da coragem para submeter-se, do que requereria a reação rebelada da violência.
Entrementes, a atitude resignada não significa parasitismo nem desinteresse pela luta. Ao contrário, enseja fecundo labor ativo de reconstrução interior, fixação de propósitos salutares em programa eficaz de enobrecimento.
Ceder, agora, a fim de conseguir mais tarde.
Aguardar o momento oportuno, de modo a favorecer-se com melhores resultados.
Reagir pela paciência e mediante a confiança imbatível em Deus, apesar do quanto conspire, aparentemente contra.
Crer sem desfalecimento, embora as aparências aziagas.
Porfiar no serviço edificante sem engendrar técnicas da astúcia permissiva, quando tudo se apresenta em oposição.
Manter-se na alegria, não obstante sofrendo ou incompreendido, abandonado ou vencido, expressa os triunfos da resignação no homem consciente dos objetivos reais da existência na Terra.
O metal em altas temperaturas funde-se.
O rio caudaloso na planície espalha-se.
A semente no solo adubado transforma-se.
O cristão ativo na constrição do testemunho resigna-se.
A própria reencarnação é um ato de submissão, quanto a desencarnação, desde que ocorrem à mercê da vontade do aprendiz que se deve resignar às exigências superiores da evolução.
Resignação, por conseguinte, é conquistada da não-violência do espírito que supera paixões e impulsos vis, a fim de edificar-se e triunfar sobre si mesmo em conseqüência, sobre os fatores negativos que lhe obstaculam o avanço libertador.
Livro: Leis Morais da Vida
Joanna de Angelis / Divaldo Franco.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
DA LEI DE CONSERVAÇÃO
711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?
 Esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.
 715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário?
 Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.

LÔTUS DIVINO - Miramez

O que denominamos de Lótus Divino se ramifica no corpo espiritual, que se ajusta com esplendor estupendo na planura craniana que, por sua vez, interliga-se de maneira indireta com as glândulas endócrinas e ainda filtra o éter cósmico, que nos serve de matéria pensante no invólucro da carne e, para nós outros, no mundo espiritual.
Ele é o centro plenário de estímulos a todos os outros de menor importância em relação à sua grandeza. É também chamado de "flor de mil pétalas", a esplender um perfume inebriante. Quando a alma tem pureza de sentimentos, aos olhos do clarividente é como se fosse um sol nascendo em dias claros, tendo a cabeça como o planeta Terra e, em alguns, tendo grandes estrias de um azul encantador.
Achamos que esse pequeno prisma do chakra coronário nos leva a uma responsabilidade maior sobre a vida. A natureza convida-nos a nos prezar mais, a nós mesmos, e engrandece o nosso amor ante a bondade de Deus. O corpo físico constitui a soma de todos os esforços de bilhões de anos. É como uma usina incomparável, uma roupa celestial, na qual o espírito pode viver na Terra para alcançar o céu.
E os outros corpos que a alma usa? Certamente são mais complexos, e só agora a coletividade está começando a ter uma idéia pálida das suas constituições e de seus efeitos diante do corpo físico. E tudo isso é comandado pela mente, energismo poderoso, capaz de destruir ou sublimar a matéria condensada que serve para o seu roteiro no mundo.
Ainda é cedo para que possamos revelar a engrenagem do Lótus Divino, a sua amplitude e desempenho junto ao progresso do espírito. Os corpos somáticos estão constantemente perfurados por milhares de raios, que chegam de todas as direções, sem, com isso, afeta-los de modo a temer a existência. O éter cósmico, bem sabemos, interpenetra tudo, até mesmo a matéria mais rarefeita.
Canta com harmonia celestial no mundo interatômico, conservando a unidade nuclear. Todavia, ao penetrar no vértice coronário, este lhe serve de reator transformando-o em fluido plasmático, de modo a nos dar meios para pensar, formar as idéias e poder colocar a razão em pleno funcionamento, para que o verbo se expresse e a escrita se materialize. Ainda tem outras funções!...
Agora vamos ao nosso principal objetivo: o fluido vivo que usamos, e que na sua virgindade plena, grava as nossas emoções, é veículo dos nossos pensamentos.
No entanto, é cegamente obediente às leis universais. Pelo que nele escrevemos, com as nossas atitudes, somos responsáveis. Antes que as nossas idéias sejam emitidas pela mente, para a viagem, em primeiro plano, por todo o cosmo orgânico, deixam os primeiros resíduos com o seu próprio criador, resíduos esses que poderão ser corrosivos ou regenerativos, de acordo com a natureza das idéias. Podem intoxicar a organização psicofísica, ou vitalizá-la, de conformidade com a sua composição congênita. Conhecendo essa verdade, a inteligência nos propõe uma renovação de conceitos, uma mudança de atitudes, uma completa reforma em toda a área da mente, pois é nesse centro de vida que se inicia a felicidade.
Há alguns exercícios salutares que nos ajudam a quebrar certas amarras vinculadas à ignorância, como: ao falar, fazer com que o amor seja uma luz que o verbo conduz, pelo som, em direção a quem nos ouve. Não podeis esquecer de concentrar-vos nessa virtude, e assim, podeis fazer com a alegria, com a caridade, com a serenidade, com a fraternidade, a saúde etc. Com a prática, ireis compreendendo o quanto é divino esse método, e o aperfeiçoamento vem, por meio intuitivo, deixando um bem-estar indizível em quem o pratica, pois são vibrações que desprendemos com alto teor magnético de expressão superior. No futuro, esse vai ser o medicamento para restabelecer corpos e harmonizar almas aflitas.
Quanto mais o véu de Isis se abre para nós, mais amamos o Cristo, por identificar n'Ele a mais pura mensagem espiritual vinda ao mundo. Na verdade, vos dizemos que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Passando pelo Mestre dos Mestres, encontraremos a luz.
Livro: Tua Mente.
Miramez / João Nunes Maia.

Teus Ideais - Ayrtes

Meu filho, os teus ideais devem merecer atenção especial do culto do Evangelho no lar, pois eles podem servir e ajudar a tua segurança. Uma família não foi constituída por acaso; os fundamentos de um conjunto familiar se encontram no mundo dos Espíritos, onde promessas foram feitas e se entrelaçam amizades para cumprimento de deveres que reajustam sentimentos e despertam as almas para a luz.
Todas as criaturas se enraízam em ideais e esses, quando fundamentados no bem, na verdade e no amor, são sementes que crescem e tornam a crescer, frutificando o ideal da mulher e do homem; formar um lar, constituir família, apreciando e fazendo apreciar a harmonia do conjunto, traz ao coração o segredo da espiritualidade, de como convém viver em busca da felicidade. E o amor de Jesus Cristo fê-Lo renunciar às esferas de luz, descer à Terra e deixar para a humanidade, na escrita do Seu exemplo, o Evangelho, pergaminho de luz que nos traça todos os roteiros para uma vida feliz.
É neste empenho que devemos nos unir, trazendo o mesmo ambiente do Mestre para dentro de casa, e o processo mais viável é o culto no lar, lendo e fazendo lembrar os Seus ensinamentos, que curam e orientam, que despertam e fazem despertar o amor em todos os corações, Analisa, meu filho, os teus ideais, e não deixes esquecidos os teus deveres ante as tuas maiores necessidades, Uma família deve unir-se, não somente por laços materiais - que são passageiros - mas, por laços eternos, onde o Espírito vigora e se eterniza no amor.
O nosso assunto neste momento é a Perfeição, aprimoramento do Espírito, ideal superior de todos os viventes. Queiramos ou não, caminhamos para a integridade das belezas imortais e quando nos conscientizarmos desse dever, a nossa parte será feita com interesse e amor, de modo a caminharmos com mais pressa. Um lar evangelizado não se esquece de que tudo o que fizer, fazê-lo com encanto, não se esquecendo dos traços de harmonia, pois a harmonia é o Belo se expressando pelo que existe de Perfeição na obra, Se quiseres saber e conhecer alguma coisa sobre a Perfeição, observa a natureza; nela tudo está em seu lugar e se move na mais pura ressonância.
Nós, no mundo espiritual, estudamos com muita alegria a Perfeição das coisas, começando a meditação desde a mínima partícula de vida no universo, encontrando em tudo uma sintonia profunda, um ritmo infalível, onde Deus nos mostra as belezas da criação. Daí é que partimos para dentro de nós, dando início a um novo entendimento no que concerne à nossa vida, procurando harmonizar os nossos companheiros; isto, por saber que tudo que sai de nós são sementes vivas, que voltam à casa paterna. E é nesta exatidão de consciência, que passamos a fazer o bem por amor, de amar por dever e de fazer caridade por necessidade que temos de vibrar com o bem eterno. Todos os nossos ideais são de Perfeição. Trabalhando neste mister, tu e a tua casa serão abençoados pelo poder de Deus e pela assistência do Cristo.
Livro: Tua Casa.
Ayrtes / Joao Nunes Maia.

Cartões Espíritas - 16




domingo, 29 de dezembro de 2013

Mirindaĵo / Hieraŭ Mi / Esperantisto - Manŭel



Libroj por elŝutoj - 7


Sabedoria do Mestre

Ele era um sábio. Muito adiante de todos os de Seu tempo, em conhecimentos e experiência, deixou lições imorredouras.
Falava por parábolas, tecendo um colar de pérolas, que deveria ser desfiado, no transcorrer do tempo.
Quão pouco ainda O conhecemos!
Narram as tradições espirituais que, quando se desprendeu a nebulosa terrestre do núcleo central do sistema, Jesus a recebeu em Suas mãos.
E, com zelo, dispôs todos os detalhes, a fim de que, transcorridos milênios, o homem pudesse aportar, com segurança, no planeta que lhe deveria servir de lar e escola.
Deliberou também a formação do seu satélite. A lua seria a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de translação que o globo efetuaria em torno do sol.
Seria ainda o manancial de forças ordenadoras da estabilidade planetária. O planeta nascente necessitaria da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atua na criação e reprodução de todas as espécies, nos variados reinos da natureza.
Ele dispôs as camadas de ozônio a quarenta e a sessenta quilômetros de altitude da crosta, a fim de que pudessem filtrar devidamente os raios solares.
Definiu as linhas de progresso da Humanidade futura, estabelecendo a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.
Ninguém lhe viu as mãos augustas em todo o processo de preparação do futuro lar dos homens. Por isso, no transcorrer dos milênios, substituíram a Sua providência pela palavra natureza.
Contudo, foi Ele, em nome do Pai Criador, o Divino escultor das formas de vida e das belezas que, até hoje, extasiam o homem.
O homem, que estuda a biodiversidade marinha e descobre sempre novas e surpreendentes formas de vida. Seres estranhos, portadores de luminosidade própria, por viverem em zonas abissais, por exemplo.
O homem, que se dedica ao estudo da botânica e da zoologia, verificando a perfeição de todo o processo da criação, reprodução e manutenção das espécies.
O homem, que pesquisa e descobre, paulatinamente, os benefícios infindáveis oferecidos pela flora. Além da beleza dos matizes, da manutenção da cadeia reprodutora e alimentar, a extraordinária e benéfica ação farmacêutica.
Sim, foi Jesus, o Divino escultor, o Governador do planeta Terra quem, com os operários da espiritualidade, tudo planificou e tudo elaborou.

Ele, que fez a pressão atmosférica adequada ao homem, também estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera.
Pastor de todas as almas que lhe foram confiadas pelo Divino Pai, antecipou em milênios as providências para o estabelecimento da vida física na Terra.
* * *
Servindo-nos de tudo que Ele nos dispôs, a nós, homens, cabe o indeclinável dever de zelar pela nossa casa terrestre, não malbaratando os tesouros da vida que Jesus nos ofereceu, desde o princípio.
Especialmente, preservando o meio ambiente em que nos movemos e do qual nos servimos, para a jornada de progresso na presente e nas futuras encarnações.
E, mais do que tudo, ante as convulsões que observamos nos dias presentes, ter a certeza de que Ele, o Excelso Mestre e Condutor dos nossos destinos, vela de forma incansável.
Lembremos: Jesus está no leme da grande nau chamada Terra.

Redação do Momento Espírita,com base no cap. 1, do livro A caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

ANTAŬSENTOJ / Pressentimentos

522. Ĉu antaŭsento estas ĉiam averto de la protektanta Spirito?
Antaŭsento estas intima kaj kaŝita konsilo de iu Spirito, vin estimanta. Ĝi troviĝas ankaŭ en la intuicio de la elekto, kiun ĉiu faris; ĝi estas voĉo de instinkto.
Antaŭ ol enkarniĝi, la Spirito ekkonas la ĉefajn fazojn de sia ekzistado, tio estas, la specon de provoj, kiujn li prenas sur sin; kiam ĉi tiuj havas elstaran karakteron, la Spirito konservas pri ili ian kvazaŭan impreson en sia konscienco; kaj tiu impreso, kiu estas la voĉo de instinkto,
vekiĝante ĉe la alproksimiĝo de l’ momento, fariĝas antaŭsento.
523. La antaŭsento kaj la voĉo de instinkto havas en si ĉiam ion neprecizan: kion ni faru ĉe la necerteco?
Kiam vi troviĝas ĉe sendecideco, alvoku vian bonan Spiriton, aŭ petu Dion, Sinjoron de ni ĉiuj, ke Li sendu al vi unu el Siaj kurieroj, unu el ni.
524. Ĉu la avertoj de la protektantaj Spiritoj celas nur nian moralan konduton aŭ ankaŭ tiun, kiun ni devas havi en nia privata vivo?
Ĉion; ili penas igi vin vivi kiel eble plej bone; sed ofte vi ŝtopas al vi la orelojn kontraŭ la bonaj konsiloj, kaj vi estas malfeliĉaj pro via kulpo mem.
La protektantaj Spiritoj helpas nin per siaj konsiloj, per la voĉo de la konscienco, kiun ili instigas paroli en ni; sed, ĉar ni ne ĉiam alligas al tiu voĉo la necesan gravecon, tial ili donas al ni pli rektajn konsilojn, pere de niaj samrondanoj.
Ĉiu persono ekzamenu la multajn feliĉajn aŭ malfeliĉajn cirkonstancojn de sia vivo: li vidos, ke, ĉe multaj okazoj, li ricevis konsilojn, el kiuj li ne ĉiam profitis, kaj ke li estus evitinta multe da ĉagrenetoj, se li sekvus tiujn konsilojn.
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
Pressentimentos
      522. O pressentimento é sempre uma advertência do Espírito protetor?
O pressentimento é o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos deseja o bem. E também a intuição da escolha anterior: é a voz do instinto. O Espírito, antes de se encarnar, tem conhecimento das fases principais da sua existência, ou seja, do gênero de provas a que irá ligar-se. Quando estas têm um caráter marcante, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo, e essa impressão, que é a voz do instinto, desperta quando chega o momento, tornando-se pressentimento.
      523. Os pressentimentos e a voz do instinto têm sempre qualquer coisa de vago; na incerteza, o que devemos fazer?
Quando estás em duvida, invoca o teu bom Espírito, ou ora a Deus, nosso soberano Senhor, para que te envie um de seus mensageiros, um de nós.
     524. As advertências de nossos Espíritos protetores têm por único objetivo a conduta moral ou também a conduta que devemos ter em relação às coisas da vida privada?
Tudo; eles procuram fazer-vos viver da melhor maneira possível, mas freqüentemente fechais os ouvidos às boas advertências e vos tornais infelizes por vossa culpa.
Comentário de Kardec: Os Espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos através da voz da consciência que fazem falar em nosso intimo; mas como nem sempre lhes damos a necessária importância oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam. Que cada um examine as diversas circunstâncias, felizes ou infelizes, de sua vida, e verá que em muitas ocasiões recebeu conselhos que nem sempre aproveitou e que lhe teriam poupado muitos dissabores, se os houvesse escutado.
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

LARVO

Potenca Cebaot, mi Vin alvokas, 
Ke finon metu Vi al fia Ter’! 
Senkonsciencaj ĉie Vin provokas, 
Bruligas fajron kiel en infer’. 

Komprenu: tiel vomis larvo nula 
– Kaj nur tielaj estas arogantaj... –, 
Bestidoj en ankoraŭ aĝ’ etula 
Paradas sub la ter’ per tondroj vantaj... 

Ne daŭros longe, ĝis la ĉelo krevos, 
Kaj el kokon’ ekflugos papilio. 
Jen tiam ĝin alia voĉo levos 
Tra lumaj steloj ĝis la Trono de Dio! 

Ni estas raŭpoj, sed flugiloj venos, 
Kaj tiam Patron en Ĉiel’ ni benos! 
  
6/11/1960 / A. DOMBROWSKI
Libro: Mediuma Poemaro.
Luís da Costa Porto Carreiro Neto

sábado, 28 de dezembro de 2013

Teu Saber – Ayrtes

A vida é cheia de sabedoria e Deus verte conhecimento em todas as direções; nós apenas registramos na consciência o que se encontra na natureza, este grande livro escrito pela Inteligência Suprema.
Sabes alguma coisa? Deves saber; onde aprendeste? Com alguém; e quem é esse alguém? Desse modo, vamos buscando os fundamentos da sabedoria até chegar a Deus, o único que tudo sabe, porque sabe como convém saber, O conhecimento nos traz certa paz; ele nos ajuda na educação dos sentimentos, entretanto, não pode ficar sozinho, O saber sem amor desvia a nobreza de caráter e é neste rumo que queremos seguir. As aves têm duas asas - o equilíbrio se encontra no meio.
Para que um lar seja bem formado, deve haver muito entendimento entre os pais, compreendendo que os filhos são Espíritos sob sua guarda em busca do aprendizado; eles fazem parte da família, com direitos e deveres também.
Os pais de uma família precisam analisar seus filhos, observar em todos os momentos as fraquezas dos mesmos e ajudá-los nas suas deficiências. Este é um trabalho psicológico, que os progenitores não desconhecem e quando buscam no Evangelho o socorro, aumentam o entendimento; a experiência do dia-a-dia o converte igualmente em livro que a consciência sabe guardar. Lê, meu filho, tudo o que se refere à educação dos filhos, do lar e do próprio casal, porque se mantiveres este interesse no aprendizado, encontrarás as facilidades de entendimento e a sabedoria que vem sempre de Deus se manifestará em teu coração, como luz que nunca se apagara.
Entretanto, tem prudência no que se refere ao conhecimento; mesmo a alimentação física, quando obedece ao exagero, entra em discordância com o organismo. A nutrição espiritual deve obedecer aos mesmos cuidados, para não deprimir o faminto dela; todo extremo nos traz preocupações, dada à violência tisnada na pressa. O teu saber não pode ser vertido em grandes doses para os teus filhos; dá a eles o que poderem assimilar,
O assunto mais urgente desta mensagem e tendências; a direção de um lar deve obedecer as tendências dos filhos e o casal em harmonia pode trocar idéias, sem que veja a agressão como única forma de corrigi-los; a melhor maneira é pelo exemplo e, depois, a palavra que no momento exato tem muita influência e os resultados são os melhores, A criança inclinada para o mal, quando os pais acodem a tempo, toma outro rumo e esquece a influência passageira de pensamentos e fatos em desacordo com a verdade; é neste sentido que o Evangelho no lar é de uma utilidade sem igual, pelo fato de ensinar somente boas qualidades, como fazer o ambiente em casa e em todos os corações para as mais altas inspirações do amor. O pendor para o mal não é de natureza congênita do Espírito; são reações de pensamentos inferiores de outros espíritos que desconhecem a educação espiritual. Já os pensamentos e idéias elevadas se afinizam mais com a consciência, por serem oriundos de Deus e das almas puras, Vê, meu filho, a propensão dos que te cercam e trata de ajudá-los naquilo de que eles precisam, que Deus e Cristo te ajudarão a ajudar melhor. Procura alimentar as tendências dignas em todos aqueles que te rodeiam, que tu e a tua casa encontrarão a paz.
Livro: Tua Casa.
Ayrtes / João Nunes Maia.

DIVISÕES DA CONSCIÊNCIA - Miramez

O espírito, ao reencarnar, entra em processo preparatório, principalmente no tocante à consciência que, além de ser um todo unificado, é também a mínima parte que se encontra em atividade na alma, que domina o império da carne. Os instrutores espirituais separam a região da consciência ativa no reencarnante; limpam-na qual se faz no mundo com uma fita magnética já usada, só que, no caso da mente, nada se perde. É recolhido todo o material no núcleo consciência!, por hábeis especialistas, de modo fascinante, para que, no amanhã, sirva como testemunho das vidas sucessivas, onde o espírito poderá, caso necessário, consultar o que fez para estruturar os anseios do futuro, pois tudo ficará guardado no arquivo interno do EU.
Não devemos nos esquecer de que a consciência, mesmo tendo divisões inumeráveis, de certo modo, continua em perfeita consonância com as partes que compõem o seu todo, por laços indestrutíveis. É preciso reconhecer que a mente ativa do que renasce na Terra chega virgem, na sua candura primitiva, qual folha de papel que foi esquecida pelo uso. É fácil compreendermos porque o homem não se lembra das suas vidas passadas, de acordo com o que acima narramos, a não ser casos raros, em que o espírito busca na fonte (consciência profunda) os dados que lhe compete conhecer por inspiracão de irmãos maiores, desde que isso lhes seja proveitoso.
O dever da inteligência é aglutinar ideias e fatos a serviço da mente, que plasma com eficiência extraordinária todos os pormenores da vida para, depois da desencarnação, entregar ao centro consciencial, como se fosse um xerox absorvente de toda a matriz, com sensibilidade e nitidez inexplicáveis, onde se encontram todas as experiências da alma no decorrer de todas as suas vidas, na Terra e fora dela. É nessa ligeira conversa que podemos notar a nossa responsabilidade em relação à formação de ideias e aos pensamentos que emitimos no desenrolar da vida.
A mente é um computador divino, onde a programação depende da nossa vontade, do nosso querer, dos lastreados imensos dos nossos sentimentos, em uma conjuntura infinita de acervos de forças que devem ser disciplinadas. Por isto, apelamos constantemente para a educação conectiva com a instrução, em simbiose profunda, para que uma possa complementar a outra. O terceiro milénio, pelo que nos foi dado saber, não poderá receber espíritos desinteressados por Cristo. O chamado do Mestre está se fazendo por todos os meios possíveis.
Quem tiver olhos para ver, que veja e ouvidos, que ouça. E a seleção está próxima, entre trigo e joio. Ainda temos muito que estudar no que diz respeito à mente. Somente encontraremos conceitos mais elevados, se nos propusermos a iniciar a prática de algumas leis, que asseguram a educação dos instintos inferiores em relação às necessidades atuais da alma.
Todas as forças do bem vêm direcionadas para cada espírito, de acordo com as suas necessidades espirituais, e ficam em torno dele, esperando suas decisões. O impulso é individual, como o dos soldados, que esperam as ordens do comandante e o dos pedreiros, os traçados do arquiteto. Comecemos logo a mudar o modo de pensar e agir. O esforço, certamente, é grande, mas, se continuarmos, alcançaremos a vitória. E se não esmorecermos, ao fim da existência física, entregaremos à consciência profunda uma mensagem renovada, que não nos envergonhará, quando tivermos o poder e a bênção divina de relembrá-la. Empenhemo-nos no bem, esforçemo-nos no perdão, e faça-mos de nossa vida, onde a vida maior nos colocar, um cântico de amor na grandiosa substância da caridade. Se assim não fizermos, continuaremos dominados pela ignorância.
    Livro: Horizontes da Mente.
    Miramez / João Nunes Maia.

Caminha alegremente

(O Evangelho Segundo o Espíritismo, Cap. VIII – Item 1).
“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe e, por ela, muitos se contaminem.” – Paulo. (Hebreus, 12: 15)
Raízes de amargura existirão sempre, nos corações humanos, aqui e ali, como sementes de plantas inúteis ou venenosas estarão no seio de qualquer campo.
Contudo, tanto quanto é preciso expulsar a erva daninha para que haja colheita nobre e farta, é indispensável relegar ao esquecimento os problemas superados e as provações vencidas, para que reminiscências destruidoras não brotem no solo da alma, produzindo os frutos azedos das palavras e das ações infelizes.
Mãos prestimosas arrancarão o escalracho, em torno da lavoura nascente, e atitudes valorosas devem extirpar do espírito as recordações amargas, suscetíveis de perturbar o caminho.
Se alguém te trouxe dano ou se alguém te feriu, pensa nos danos e nas feridas que terás causado a outrem, muitas vezes sem perceber. E tanto quanto estimas ser desculpado, perdoa também, sem quaisquer restrições.
Observa a sabedoria de Deus na esfera da Natureza.
A fonte dissolve os detritos que lhe arrojam.
A luz não faz coleção de sombras.
Caminha alegremente e constrói para o bem, porque só o bem permanecerá.
Seja qual for a dor que hajas sofrido, lembra-te de que tudo amanhã será melhor se não engarrafares fel ou vinagre no coração.
Emmanuel
Livro: O Espírito da Verdade.
Chico Xavier e Waldo Vieira.

Oração

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