sábado, 30 de junho de 2012

DISCIPLINA

  Em toda a Criação vibra a mensagem paternal da ordem divina.
    Quando há desrespeito na ordem, campeia a tormenta e o desequilíbrio.
       A ordem é irmã da disciplina, que sustenta a produção e inspira o progresso.
     Em ti mesmo, a reencarnação significa escola de iluminação, mas também cárcere disciplinar, para que adquiras recursos e valores que te dêem liberdade e ascensão.
       Necessitas metodizar o receber, tanto quanto disciplinar o dar.
     Disciplina é o conjunto de deveres nascidos da ordem imposta ou consentida.
       A felicidade do homem decorre da disciplina que este se impõe, como seja:
       Educação da vontade e correção nos atos;
       Moderação da voz, domínio dos impulsos e ordem nas atividades e deveres.
    Observa que até a Verdade chega ao homem em doses que o vitalizam.
     Enfim, recorda Jesus, que não veio "destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento".
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Messe de Amor.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A PRECE

              Definição:
 A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige.
Objetivos:
Pedir, agradecer e louvar, por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos.
Qualidades:
     Humilde, sem afetação, inteligível, objetiva, sem palavrório, sincera, caridosa, pura, sem mácula nem auto-exaltações.
         Eficácia:
    Condições: Confiança na Providência Divina, submissão à vontade de Deus, fé em si mesmo.
         Ação da Prece
      Dá-se pela transmissão do pensamento, que se propaga pelo fluido cósmico universal, como o som se propaga pelo ar.
        Maneira de Orar:
A oração matinal é primordial; como um ato de amor, deve partir do coração; com humildade, reconhecimento, profundidade, pedidos justos. A oração noturna, antes de dormir, é fundamental, pois que o espírito emancipa-se com o sono físico e o homem deve procurar proteção espiritual. Não há uma posição corporal específica para a prece. A ação mental numa vontade firme é que dá força e direção à prece.
       Resposta Divina:
       Depende da intenção, do devotamento e da fé daquele que ora.
       Como Fazer a Prece:
1° Passo: Breve leitura de um tema espírita ou de moral cristã;
2° Passo: Breves reflexões a respeito do tema lido, até sentir que a mente está tranquila, sem nenhum turbilhão ou mudanças rápidas de pensamento;
3° Passo: Oração, solicitando a Deus o amparo para o dia que começa e, depois, pelas horas noturnas fora do corpo, enquanto ele dorme inconsciente, no sono;
4° Passo: Efeitos esperados: após anotar todas as diferenças percebidas no campo íntimo durante um mês, poder-se á observar maior quietude, segurança e fé; menos ansiedade e receios, menos depressão, maior lucidez espiritual. Isso porque o nosso tônus mental aumenta vibratoriamente, nossos pensamentos melhoram e se afinam com os bons espíritos, não permitindo que nossos obsessores nos achem, seja de dia ou de noite, nem que pensamentos inferiores possam emergir. A nossa mente vibra, então num diapasão mais alto.
                Condições Básicas para uma Boa Oração:
1 – Ser humilde, não se colocar em evidência sem necessidade;
2 – Orar em secreto; preparar-se mentalmente para falar com Deus, com boas leituras e meditação adequada;
3 – Orar sem afetação, não querendo aparentar mais do que somos;
4 – Não prolongar a prece em palavras; ser breve, conciso e objetivo;
5 – Repetir a oração algumas vezes, firmando o pensamento no que realmente se deseja, sinceramente;
6 – Perdoar os desafetos e as ofensas;
7 – Ser resignado para não guardar mágoas;
8 – Em uma meditação associada, examinar os defeitos, sem exaltar qualidades; procurar o que há de mau no coração, buscando reformular as atitudes mentais negativas.
                 Preces Coletivas:
             Melhor ainda é a oração em conjunto. A força da prece alcança distâncias ilimitadas e os seus efeitos não se fazem esperar. Lembremos que todos temos em torno da nossa individualidade o “campo psíquico”, a aura, nossa psicosfera. É possível verificar a formação de um “todo coletivo”, isto é, a união dos campos daqueles que estão reunidos com os mesmos propósitos e objetivos.
        Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são resultantes das de seus membros e formam como que um feixe. Ora, esse feixe tanto mais força terá, quanto mais homogêneo for. (Kardec – O livro dos médiuns, item 331)
             “Reuni-vos para Orar”, disse o apóstolo (At 12,12). A prece feita em comum é feixe de vontade, de pensamentos, raios, harmonias e perfumes que se dirige mais poderosamente ao seu alvo. Pode adquirir uma força irresistível, uma força capaz de agitar, de abalar as massas fluídicas. (Idem, p.300)
                “A Oração deve ser feita sem cessar, em todos os nossos atos, no cumprimento de nossos deveres, diante de bons e maus acontecimentos, atendendo aos objetivos. Essa sintonia com a mente divina faz com que, aos poucos, os nossos espíritos sejam potencializados, identificando-se cada vez mais com o Pai Celestial e com os espíritos que nos assistem em seu nome”.
Fonte: O livro da prece – estudos e técnicas para tornar sua oração mais eficaz. / Lamartine Palhano Júnior 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

lecionoj de la vivo / lições da vida

Lernu per la lecionoj de la vivo, sed ĉefe per viaj propraj spertoj, ne konfidanteal la “kanto de sirenoj”, kiuj ensorĉas kaj kuntrenas al la abismoj.
Se la abriulo deziras sin liberigi de la alkoholo, li trovos pli facile tiun, kiu donacos al li glason da drinkaĵo, anstataŭ doni al li panon.
Se la fumando volas forlasi la tabakon, la ironio de la amikoj klopodas ridindigi lin, insistante ke li pluen sin venenu.
Se la toksiĝemulo klopodas forlasi la drogon, la toksovendisto minacas lin kaj ĉantaĝas lin.
Se la deliktulo de ia ajn grado deziras la rerajtigon, svarmas ĉirkaŭ li tiuj, kiuj konspiras kontraŭ lia klopodo.
Zorgu do, kaj vin subtenu sana, fizeke kaj morale.
Libro: Vivo Feliĉa
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.155

Aprende com as lições da vida, mas, principalmente, com as tuas próprias experiências, confiando menos nos “cantos de sereias”, que seduzem arrastando para os abismos.
Se o ébrio deseja liberar-se do alcoolismo, encontra com mais facilidade quem lhe sirva um novo gole, ao invés de quem lhe dê um pão.
Se o fumante quer abandonar o tabagismo, a ironia dos amigos tenta ridicularizá-lo, insistindo com ele para que continue envenenando-se.
Se o toxicômano faz esforço para deixar a droga, o traficante ameaça-o e chantageia-o.
Se o delinquente de qualquer matiz intenta a reabilitação, enxameiam ao seu lado os que conspiram contra o seu esforço.
Tem, pois, cuidado, e mantém-te sadio, física e moralmente.
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco. 155

terça-feira, 26 de junho de 2012

VIVER E AMAR.

Por: Fidel Nogueira
Caminhar pela vida em liberdade,
escolhendo em si mesmo a verdade,
reconhecendo a própria realidade,
se permitir agir na luz da sinceridade,
consigo mesmo praticando honestidade,
na consciência conquistar a lealdade.
Não ter a vergonha de ser diferente,
viver na convicção de sentir-se contente,
mesmo nesse mundo impermanente,
diante do desafio não se sentir impotente.
Em cada experiência uma lição a aprender,
mesmo que venha de forma a fazer sofrer,
de que nos valem os erros do proceder,
se eles não nos ensinam um melhor viver?
Não tenha medo de realizar e errar,
se não for assim teu poder você não sentirá,
uma chance na oportunidade do recomeçar.
O passado só é bom ser lembrado,
quando nos traz algum  aprendizado,
não adianta sofrer e continuar magoado.
Na caminhada difícil a chave é o perdão,
que abre as portas de tua redenção,
perdoar é na verdade auto-libertação.
Quando se vê um jardim  lindo e florido,
é por que houve o sacrifício pedido,
a natureza responde no merecido.
Se queres colher flores perfumadas,
semeai-as em tua longa caminhada,
é lindo uma flor quando desabrochada.
Em nós há uma sublime flor majestosa,
esperando para se mostrar tão formosa,
nas suas pétalas por demais cheirosas.
Se conhece o poder de uma semente,
quando o jardineiro disso é consciênte
dando a ela condição de germinar,
cultivando a terra no adubar,
para um dia a rosa divina desabrochar,
e a todos que com ela vão se encantar.
Esta rosa do jardim em nível superior,
onde tantas almas encontram louvor,
a rosa cósmica do santíssimo amor.
Quem planta flores colhe flores,
enfeitando a estrada nas cores,
evitando as improdutivas dores,
causadas por orgulho e rancores.
Para que vida te venha perfumar,
a humildade é a energia a adubar,
a chave verdadeira para se amar.

É Preciso Amar

Diante de qualquer situação, é necessário amar.
Desamado, se deve amar.
Perseguido, é preciso amar.
Odiado, torna-se indispensável amar.
Algemado a qualquer paixão dissolvente, a libertação vem através do amor.
Quando se ama, se é livre.
Quando se ama, se é saudável.
Quando se ama, se desperta para plenitude.
Quando se ama, se rompem as couraças e os anéis que envolvem o corpo, e O Espírito se movimenta produzindo vida e renovação interior.
O amor é luz na escuridão dos sentimentos tumultuados, apontando o rumo.
O amor é benção que luariza as dores morais.
O amor proporciona a paz.
O amor é estímulo permanente.
Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução, transformando as aspirações em realidades que movimenta na direção do bem geral.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

Sanaj intencoj / Propósitos sadios

Kiam vi prenos superan decidon kaj rifuzos la frenezecon de la malekvilibro, vi estos vizitata de personoj, serĉantaj vin konviki, ke vi estas eraras.
Tamem insistu pri viaj sanaj intencoj, kaj ne aŭskultu ilin.
Se vi falos, malmultaj estos la manoj, kiuj klopodos vin levi.
Neniam mankas tiú, kiu enŝovos plu la falinton en la foson de malespero.
Malfeliĉe, estas ankoraŭ malmultaj la individuoj, kiuj estas pretaj helpi seninterese, dum multobliĝas la nombro de tiuj, kiuj plezuriĝas la nombro de tiuj, kiuj plezuriĝas malbonfarante.
Marŝu antaŭen laŭ la bono, kaj la bono faros al vi grandan bonon.
Libro: Vivo Feliĉa.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco. 154

Quando assumas resoluções superiores e te poupes a loucura do desequilíbrio, serás visitado por pessoas que te buscarão convencer de que estás equivocado.
Insiste nos teus propósitos sadios e não lhes dês ouvidos.
Ao tombares, são poucas as mãos que tentarão erguer-te.
Nunca falta quem empurre, mais, o caído no fosso do desespero.
Infelizmente, são ainda escassos os indivíduos que estão dispostos a ajudar desinteressadamente, enquanto se multiplica o número daqueles que se comprazem infelicitando.
Segue adiante no bem e o Bem te fará um grande bem.
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco. 154

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ADVERSÁRIOS

Ninguém, na Terra, está livre da vigilante presença de adversários.
Inspecionam as nossas imperfeições e fazem exigências. Sorriem alguns, escondendo a animosidade que os atormenta.
Quase todos ignoram porque se fazem adversários como se razão alguma justificasse a inimizade. Simplesmente deixam-se afetar pelos sentimentos inferiores.
Supondo-se traídos ou subestimados, entregam-se à ira, ao ciúme ou até antipatia.
São, porém, benfeitores indiretos que nos auxiliam na descoberta das nossas falhas, e exigem austeridade, otimismo me humildade.
O importante é não ser adversário de ninguém, porque isso é que nos roubas a paz.
Quando reagimos, revidando o agressor, passamos a sintonizar com ele, estabelecendo perniciosa interdependência psíquica.
Por nosso exemplo de fé e amor, transformemos aos adversários, que nos criam dificuldades, em auxiliares de nosso progresso, e não revidemos o mal com o mal.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

ĜUADO DE SURTERAJ RIĈAJOJ / GOZO DOS BENS DA TERRA

ĜUADO DE SURTERAJ RIĈAJOJ
711. Ĉu la uzado de la surteraj riĉaĵoj estas rajto de ĉiuj homoj?
      “Tiu rajto estas rezulto de la neceso vivi. Dio ne altrudus devon, ne havigante la rimedojn por ties plenumado.”
712. Por kio Dio faris alloga la ĝuadon de la materiaj havaĵoj?
     “Por admoni la homon al la plenumado de sia misio, kaj ankaŭ por lin elprovi per la tento.”
a)  – Kiu estas la celo de tiu tento?
       “Elvolvi la prudenton, kiu devas antaŭgardi al homon kontraŭ ekscesoj.”
      Se la homo estus stimulata uzi la surterajn riĉaĵojn nur de ties utileco, lia indiferenteco por ili povus kompromiti la harmonion de la universo; Dio ligis al tiuj riĉaĵoj la logecon de l’ plezuro, kiu instigas la homon plenumi la planojn de la Providenco. Per tiu logeco Dio volis ankaŭ lin elprovi per la tento, kiu kondukas la homon al ekscesoj, kontraŭ kiuj lia prudento devas lin antaŭgardi.
713. Ĉu la ĝuoj havas limojn, difinitajn de la naturo?
     “Jes, por indiki al vi la limon de viaj bezonoj; sed, per viaj ekscesoj, vi atingas trosatecon kaj vi estas punataj de vi mem.”
714. Kion pensi pri homo, kiu, per ĉiaspecaj ekscesoj, celas rafini siajn plezurojn?
      “Malfeliĉa estulo, kiun vi ne enviu, sed kompatu, ĉar li estas proksima de morto.”
a)  –  Ĉu li proksimiĝas al la fizika aŭ al la morala morto?
        “Al ambaŭ.”
     Homo, kiu serĉas la rafinecon de siaj ĝuoj en æiaspecaj ekscesoj, havigas al si Mem lokon sub la bestoj, ĉar tiuj ĉi scias sin bridi ĉe la kontentigo de siaj bezonoj. Li flanke lasas la prudenton, kiun Dio donis al li kiel gvidanton; ju pli grandaj estas liaj ekscesoj, des pli da supereco li konsentas al sia besta naturo super la spirita. Malsanoj, invalideco, eĉ morto, rezultatoj de liaj ekscesoj, estas samtempe la puno pro la malobeo je la leĝo de Dio.
La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec
V — LEĝO DE MEMKONSERVADO
TRIA PARTO – ĈAPITRO V
GOZO DOS BENS DA TERRA
711. O uso dos bens da terra é um direito de todos os homens?
     Esse direito é a conseqüência da necessidade de viver. Deus não pode impor um dever sem conceder os meios de ser cumprido.
712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?
      Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para o provar na tentação.
712-a. Qual o objetivo dessa tentação?
        Desenvolver a razão, que deve preservá-lo dos excessos.
       Se o homem não fosse instigado ao uso dos bens da terra senão em vista da sua utilidade, sua indiferença poderia ter comprometido a harmonia do Universo. Deus lhe deu o atrativo do prazer que o solicita à realização dos desígnios da Providência. Mas, por meio desse mesmo atrativo, Deus quis prová-lo também pela tentação que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve livrá-lo.
713. Os gozos têm limites traçados pela Natureza?
       Sim, para vos mostrar o termo do necessário; mas pelos vossos excessos chegais até o aborrecimento e com isso vos punis a vós mesmos.
714. Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento dos seus gozos?
       Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte!
714-a. É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?
        De uma e de outra.
    O homem que procura, nos excessos de toda espécie, um refinamento dos gozos, coloca-se abaixo dos animais, porque estes sabem limitar-se à satisfação de suas necessidades. Ele abdica da razão que Deus lhe deu para guia e quanto maiores forem os seus excessos maior é o império que concede à sua natureza animal sobre a espiritual. As doenças, a decadência, a morte mesmo, que são a conseqüência do abuso, são também a punição da transgressão da lei de Deus.
Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Cap. V - Da Lei de Conservação
Parte 3ª.

domingo, 24 de junho de 2012

malbonaj efikoj. / efeitos danosos.

Vin reservu la rajton resti indiferenta al kiu ajn provoko.
En epoko de malsaĝeco, kiel la nuna, la malbono regas libere, delongante la senprudentajn.
Ĉi tie estas la aliula kolero, kiu agresas vin.
Tie estas la senbrida sekso, kiu emocias vin.
Poste jen la ambicio, kiu vekas vian intereson.
Proksime troviĝas la malvirto, kaptanta viktimojn.
Ĉirkaŭ vi konfuzaj amuzoj kreskas ĉiumomente.
Ĉiuflanke la venko de la krimo kaj de la kutima disvolvo multobliĝas siajn tentaklojn, kiel terura kaj potenca polpo.
Rigardu tiujn “facilaĵojn” kiel la vojon plenan de venenaj pikiloj, kiujn la verda kaj agrabla greso kaŝas sur la grundo, kaj ne vin permesu meti la piedojn sur ilin, evitante akcidentojn de malbonaj efikoj.
Libro: Vivo Feliĉa.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco. 153

Reserva-te o direito de permanecer indiferente às provocações de qualquer natureza.
Numa época de insensatez como esta, o mal anda em liberdade, seduzindo os incautos.
Aqui, é a ira dos outros que te agride.
Ali, está o sexo sem freio que te sensibiliza.
Acolá, eis a ambição que te desperta o interesse.
Próximo se encontra o vício, enredando vítimas.
Em torno de ti, a diversão perturbadora campeia.
Por toda parte, a vitória do crime e da dissolução dos costumes multiplica os seus tentáculos qual polvo cruel e dominador.
Olha essas “facilidades” como sendo a estrada de espinhos venenosos que a grama verde e agradável esconde no chão, e não te permitas pôr-lhe os pés, evitando-te os acidentes de efeitos danosos.
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.153

sábado, 23 de junho de 2012

SONÂMBULOS DAS ILUSÕES

Encontrarás em teu caminho muitos companheiros enredados na teia dos enganos:
Os favorecidos pela riqueza material, que descambam na prodigalidade e no egoísmo;
Os dotados de inteligência superior, que se entregam às maquinações do mal;
Os municiados de cultura vasta, que se entronizam no preconceito e no orgulho;
Os beneficiados pelo dom da palavra, que espalham discórdia e revolta;
Os capacitados para escrever, que semeiam, em artigos e livros, ideias menos dignas;
Os chamados ao exercício da autoridade, que se comprazem na tirania e no proveito próprio;
Os guindados à liderança religiosa, que se detêm na cegueira e no fanatismo;
Os que esposaram obrigações no lar e mergulham na sensualidade e aventura irresponsável.
Eles caminham hipnotizados pelas fantasias.
São os sonâmbulos das ilusões, que merecem tua compaixão, tolerância e amparo, até que, mais adiante, iluminados pela compreensão superior da vida, despertem para a realidade do bem.
André Luiz / Médium Chico Xavier
Livro: Decisão.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ESSENCIAL

       O essencial não será tanto o que reténs.
       É o que dás de ti mesmo e a maneira como dás.
       Não é tanto o que recebes.
       É o que distribuis e como distribuis.
       Não é tanto o que colhes.
       É o que semeias e para que semeias.
       Não é tanto o que esperas.
       É o que realizas.
       Não é tanto o que rogas.
       É o que aceitas.
       Não é tanto o que reclamas.
       É o que suportas e como suportas.
       Não é tanto o que falas.
       É o que sentes e como sentes.
       Não é tanto o que perguntas.
       É o que aprendes e para que aprendes.
       Não é tanto o que aconselhas.
       É o que exemplificas.
       Não é tanto o que ensinas.
       É o que fazes e como fazes.
Em suma, na vida do espírito – a única vida verdadeira - o essencial não é o que parece. O essencial será sempre aquilo que é.   
Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Caminho Espírita.
Por favor divulgue meu blog  com seus amigos. 
Grato! Antônio Ramos.

Ne difektu vian tagon / Não Estrague o Seu Dia

 Ne difektu vian tagon
 Via incitiĝo solvos nenian problemon.
 Viaj ĉagrenoj ne ŝanĝas la naturon de la okazaĵoj.
 Viaj elreviĝoj ne faras tian laboron, kiun nur la tempo sukcesos plenumi.
 Via galhumoro ne modifas la vivon.
 Via doloro ne malhelpos, ke la suno morgaŭ brilu super bonuloj kaj malbonuloj.
 Via malĝojo ne prilumos vojojn.
 Via senkuraĝeco edifos neniun.
 Viaj larmoj ne anstataŭas la  ŝviton, kiun vi devas verŝi por via propra feliĉo.
 Viaj plendoj, eĉ tiuj el la koro, neniam aldonos  ĉe aliaj eĉ unu gramon da simpatio al vi.
 Ne difektu vian tagon. Lernu el la Dia Saĝo senfine senkulpigi, ĉiam konstruante kaj rekonstruante por la senlima bono.
Andreo Ludoviko / Chico Xavier
Libro: Kristana Agendo.
Não Estrague o Seu Dia
A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
Andre Luiz / Chico Xavier
Livro:  Agenda Cristã.

Vi estas tio, kion vi faras / És o que tu realizas

Kvietigu la sopirojn de via koro.
Tio, kion vi ankoraŭ ne atingis, estas survoje.
Ne suferu antaŭe, vin fordonante al deprimaj statoj pro forestoj, kiuj certe ne estas percepteblaj.
La bezono povos havigi valorigan rimedon de la personoj aferoj.
Kiu ĝuas bonaĵojn, tiu facile subtaksas tion, kion li posedas.
Lernu kunvivadi kun la malabundeco, la soleco, kaj vi scios eviti la ebriecon de la sentumoj, la deziregon de la superabundeco kaj la eksciton de la posedo.
Vi estas tio, kion vi faras, kaj ne tio, kion vi posedas, aŭ kun kiu vi troviĝas.
Libro: Vivo Feliĉa – Joanna de Ângelis / Divaldo Franco 152

Acalma as ânsias do teu coração.
O que ainda não alcançaste, está a caminho.
Não sofras de véspera, entregando-te a estados deprimentes, por ausências que certamente não fazem falta.
A carência pode proporcionar recurso de valorização das pessoas e coisas.
Quem desfruta de benefícios, com facilidade subestima o que possui.
Aprende a conviver com a escassez, a solidão, e saberás evitar a embriaguez dos sentidos, a volúpia da luxúria, a exacerbação da posse.
És o que tu realizas e não o que tens ou com quem te encontras
Livro: Vida Feliz - Joanna de Ângelis / Divaldo Franco 152

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Metempsikozo / Metempsicose

Metempsikozo
611. Ĉu la fakto, ke la vivantaj estaĵoj komune originas el la intelektoprincipo, ne estas konfirmo de la doktrino pri metempsikozo?
                “Du aĵoj povas havi saman originon kaj poste tute ne simili unu al la dua. Kiu rekonus arbon, kun ĝiaj folioj, floroj kaj fruktoj, en la senforma ĝermo enhavata en la semo, el kiu ĝi elkreskis? De la momento, kiam la intelektoprincipo atingas la gradon necesan al sia aliiĝo je Spirito kaj al sia enveno en la homan periodon, ĝi jam havas nenion komunan kun sia primitiva stato, kaj ĝi estus animo de bestoj tiel same, kiel arbo estus semo.
         En homo estas nenio komuna kun besto krom la korpo kaj la pasioj, naskitaj el la influo de l’ korpo kaj el la instinktoj de memkonservado esence propra al la materio. Oni do ne povas diri, ke tiu homo estas la enkarniĝinta figuro de tiu alia besto, kaj, sekve, la metempsikozo, kiel oni ĝin ordinare konsideras, ne estas vera.”
612. Ĉu la Spirito, iam animinta la korpon de homo, povus enkarniĝi en besto.?
          “Li do malprogresus, kaj la Spirito ne malantaüen paŝas. Rivero ne refluas supren al sia fonto.” (118)
613 - Kiel ajn malĝusta estas la ideo ligita al la metempsikozo, ĉu ĝi ne estus rezultato de la intuicia sento pri la pluraj ekzistadoj de la homo?
        “Tiu intuicia sento estas trovata en tiu kredo, kiel en multaj aliaj; sed la homo falsis ĝin, kiel ankaŭ la plimulton de siaj intuiciaj ideoj.”
         La metempsikozo estus vera, se oni ĝin rigardus kiel transiĝon de la animo ekde malsupera ĝis supera stato, kie la animo ricevus progresojn, kiuj aliigus ties naturon; sed tiu doktrino estas falsa, koncerne la rektan transmigradon de besto en homon kaj inverse, ĉar tio kuntrenus la ideon pri malantaŭenirado aŭ kunmiksiĝo; nu, ĉar tia kunmiksiĝo ne povas okazi inter malsamspecaj korpaj estaĵoj, tial sekvas, ke tiuj specoj troviĝas en neidentigeblaj gradoj kaj ke tio sama devas fariĝi pri la Spiritoj ilin animantaj. Se sama Spirito povus ilin alterne animi, el tio do sekvus naturidenteco, kiu ebligus materian reproduktadon. La reenkarniĝado, instruata de la Spiritoj, sin bazas, kontraŭe, sur la supreniranta marŝo de la Naturo kaj sur la progresado de la homo interne de sia speco mem, kio neniom malpliigas lian dignon. Kio lin malaltigas, tio estas la misuzado, kiun li faras, de la kapabloj, al li donitaj de Dio por lia altiĝo. Kiel ajn la afero estas, la malnoveco kaj la universaleco de la doktrino pri metempsikozo, kiel ankaŭ la eminentaj homoj, kiuj ĝin akceptis, pruvas, ke la principo pri reenkarniĝado havas siajn radikojn en la Naturo mem; tiuj argumentoj ĝin prefere apogas ol kontraŭas.
                La deirpunkto de la Spirito estas unu el tiuj demandoj, ligitaj al la origino de la ekzistaĵoj kaj troviĝantaj en la sekreto de Dio. Ne estas donite al la homo koni tiujn demandojn en absoluta maniero; pri tio li povas nur fari supozojn, formuli pli-malpli probablajn sistemojn. Al la Spiritoj mem multege mankas, ke ili konu ĉion; pri tio, kion ili ne scias, ili povas ankaŭ  eldiri  pli  aŭ  malpli  saĝajn  opiniojn.
                Ne ĉiuj pensas en sama maniero, ekzemple pri la rilatoj inter homo kaj bestoj. Laŭ la opinio de kelkaj, la Spirito atingas la homan periodon nur, post kiam li sin elpreparis kaj ricevis individuecon ĉe la pluraj gradoj de la malsuperaj estaĵoj. Aliaj opinias, ke la Spirito de la homo ĉiam apartenis al la homa raso, ne trapasinte la bestan vicon.
                La unua el ĉi tiuj sistemoj havas la meriton, ke ĝi solvas la demandon pri la estonteco de la bestoj, kiuj, tiel, estus la unuaj eroj de la ĉeno el pensokapablaj estaĵoj; la dua estas pli konforma al la homa digno, kaj ni povas ĝin resumi jene.
                La pluraj specoj de bestoj ne devenas  intelekte  unuj de la aliaj pere de progresado; ekzemple, la spirito de ostro ne aliformiĝas sinsekve en tiun de fiŝo, de birdo, de kvarpiedulo kaj de kvarmanulo; ĉiu speco estas, fizike kaj morale,  absoluta  tipo, kaj ĉiu el ĝiaj individuoj ĉerpas el la universa fonto la kvanton da intelektoprincipo, kìun li bezonas, laŭ la perfekteco de siaj  organoj kaj la laboro, kiun li devas plenumi ĉe la naturaj fenomenoj; tiun elĉerpitan kvanton li, ĉe sia morto, redonas al la origina maso. La bestoj de mondoj pli progresintaj ol la nia (vidu § 188) konsistigas ankaŭ malsamajn rasojn, konformajn al la bezonoj de tiuj mondoj kaj al la progresostadio de la homoj, al kiuj ili helpas; sed ili tute ne devenas de la teraj bestoj, el spirita vidpunkto.
                Same ne estas pri la homo. El fiziologia vidpunkto, li estas evidente ero de la ĉeno de l’ vivantaj estaĵoj; sed el la morala, okazas rompo de kontinueco inter homo kaj besto; la homo posedas propran animon aŭ Spiriton, dian fajreron, kiu havigas al li moralan kaj intelektan kapablojn, mankantajn al la bestoj; troviĝas en li la precipa estaĵo, antaŭekzistanta kaj postvivanta la korpon, kaj ĉiam konservanta sian individuecon. Kiu estas la origino de la Spirito? kie estas lia deirpunkto? ĉu li ekestas el la intelektoprincipo individuiĝinta? Tio estas mistero, kiun oni vane penus penetri kaj pri kiu, kiel ni jam diris, oni povas nur imagi sistemojn. Kio estas konstanta, kaj kio rezultas samtempe el la rezonado kaj el la eksperimenta praktiko, tio estas la postvivo de la Spirito, la konservo de lia individueco post morto, lia progresokapablo, lia feliĉa aŭ malfeliĉa stato rilata al lia pozicio sur la vojo de bono, kaj ĉiuj moralaj veraĵoj, kiuj estas la konsekvenco de tiu principo. Koncerne la misterajn rilatojn inter homo kaj bestoj, tio, ni ripetas, estas sekreto de Dio, kiel multaj aliaj aferoj, kies  nuna kono neniel influus nian progreson kaj pri kiuj estus senutile insisti.
La Libro de la Spiritoj / Allan Kardec
DUA PARTO –  ĈAPITRO XI
La tri naturaj  regnoj 
Metempsicose
         611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?
      - Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.
     612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?
     - Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)
     613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?
     —Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.
Comentário de Kardec: A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.
      O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.
       É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.
     As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.
       Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.
Livro dos Espíritos / Allan Kardec.
Parte 2ª - Capitulo XI
Dos três reinos da natureza.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Desgraças Terrenas

"Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados." Jesus / Mateus, 5:4
Toda vez que uma desgraça se abate sobre um homem, a verdadeira desgraça para ele é não saber receber devidamente o infortúnio que lhe chega.
Desgraça, realmente, é o mal, o prejuízo, o dano que se pode praticar contra alguém e não o que se recebe ou se sofre.
O que muitas vezes tem aparência de desgraça - e isto quase sempre - é resgate intransferível e valioso que assoma à alfândega do devedor, cobrando-lhe os débitos livremente assumidos e aceitos. Das mais duras provações sempre resultam benefícios valiosos para o espírito imortal. Há que considerar cada um a própria posição que mantém na vida terrena para avaliar com acerto os acontecimentos que o visitam.
Quando somente se experimentam as emoções físicas e conceituamos os valores imediatos, desgraças, em realidade, para tais, são os pequenos caprichos não atendidos, as veleidades vaidosas não respeitadas, as ambições ridículas não satisfeitas que assumem papel preponderante e se transformam em infelicidades legítimas, porquanto, ignorando propositalmente as realidades superiores, esses descuidados se apegam às menores coisas e aos recursos de nenhuma monta, derrapando para a irritabilidade, as paixões, a loucura, o suicídio: desgraças que levam o espírito às províncias de amarguras inomináveis, a vencerem tempo sem limite em etapas de dor sem nome...
As desgraças que foram convencionadas como: perda de saúde, prejuízos financeiros, ausência de pessoas amadas, desemprego, acidentes, abandono por parte de queridos afetos, se constituem áspero testemunho que chega ao ser em jornada redentora, se transformam também em portal que, transposto estoicamente, descerra a dádiva da felicidade permanente e enseja paz sem refrega de luta em atmosfera de harmonia interior.
Quando o infortúnio não resulta de imediato desatino ou leviandade é bênção da Vida à vida, facultando vitória próxima.
Nesse particular os Espíritos Superiores levam em alta consideração os sofrimentos humanos, as desgraças que abatem homens, famílias, povos e, pressurosos, em nome da Misericórdia Divina, acorrem a ajudar e socorrer esses padecentes, dando-lhes forças e coragem para permanecerem firmes e confiantes, buscando diminuir neles a intensidade da dor, e, noutras circunstâncias, tendo em vista os novos méritos que resultam das conquistas individuais ou coletivas, desviando-as, atenuando-as, impedindo mesmo que se realize, pela constrição do sofrimento, a depuração espiritual, o que faculta meios de crescimento pelo amor em bênçãos edificantes capazes de anular o saldo devedor constritivo e perseverante, porque se a Justiça Divina é rigorosa e imutável, a Divina Misericórdia se consubstancia no amor, tendo-se em vista que Deus, nosso Pai Excelso, “é amor”.
Joanna de Angelis / Divaldo Franco – Livro: Florações Evangélicas.
"De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou se o preferir, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida." (O Evangelho Segundo o Espiritismo / Allan Kardec , Cap. 5º  Bem- aventurados os Aflitos  - Item 4)

Surteraj Simpatioj kaj antipatioj / Simpatias e Antipatias Terrenas

Surteraj Simpatioj kaj antipatioj
386. Ĉu du homoj, kiuj sin reciproke konis kaj amis, povas denove renkontiĝi en alia enkorpa ekzistado kaj rekoni unu la duan?
“Rekoni unu la duan, ne; sed sin reciproke altiri, jes; multaj intimaj amikrilatoj, fonditaj sur sincera korinklino, havas ne alian kaŭzon. Du homoj reciproke alproksimiĝas pro ŝajne hazardaj cirkonstancoj, sed, vere, pro la altiro de du Spiritoj,  serĉantaj unu la duan en la  homamaso.”
386-a – Ĉu estus por ili pli agrable, se ili sin reciproke rekonus?
“Ne ĉiam; la memoro pri la pasintaj ekzistadoj kunportus malutilon multe pli gravan, ol kiel vi supozas. Post la morto ili sin reciproke rekonos kaj scios la tempon, kiun ili pasigis kune.” (392)
387. Ĉu simpatio havas ĉiam kiel komencon Ian antaŭan konatecon?
“Ne; du Spiritoj, konvenantaj unu al la dua, sin reciproke serĉas kvazaŭ instinkte, eĉ se ili ne interkonatiĝis kiel homoj.”
388. Ĉu niaj ŝajne hazardaj renkontoj kun iuj personoj ne estas ankaŭ efiko de ia speco de simpatiorilatoj?
 “Estas inter la pensohavaj estuloj ligiloj, kiujn vi ankoraŭ nekonas. Magnetismo estas la piloto de tiu scienco, kiun poste vi pli bone komprenos.”
389. El kio naskiĝas la instinkta abomeno, kiun oni eksentas, ĉe la unua rigardo, kontraŭ iuj homoj?
“Antipatioj inter Spiritoj, kiuj sin reciproke divenas kaj rekonas, ne parolante unu al la dua.”
390. Ĉu la instinkta antipatio estas ĉiam signo de malbona naturo?
“Du Spiritoj ne estas nepre malbonaj nur pro tio, ke ili ne simpatias unu la duan; antipatio povas deveni de nesimileco de pensoj; sed laŭgrade, kiel la Spiritoj altiĝas, tiuj diferencoj estingiĝas kaj antipatio malaperas.”
391. Ĉu antipatio inter du personoj burĝonas unue en tiu, kies Spirito estas la pli malbona, aŭ la pli bona?
“ĉe ambaŭ, sed kaŭzoj kaj efikoj estas malsamaj. Malbona Spirito antipatias ĉiun, kiu povas lin juĝi kaj senmaskigi; vidante iun, je la unua fojo, li tuj eksentas, ke tiu persono lin malŝatos; lia forpuŝo fariĝas malamo, ĵaluzo, kaj sufloras al li la deziron fari al tiu persono malbonon. La bona Spirito sentas naŭzon kontraŭ la malbona, ĉar li scias, ke ĉi tiu lin ne komprenos kaj ke ili ne havas komunajn sentojn; sed, forta pro sia supereco, li ne portas malamon nek ĵaluzon kontrau la malbona: ĉi tiun li nur evitas kaj bedaŭras.”
Libro de la Spiritoj – Allan Kardec
DUA PARTO – ĈAPITRO VII - REVENO AL LA ENKORPA VIVO.
Simpatias e Antipatias Terrenas
386 - Dois seres que se conheceram e se amaram podem encontrar-se noutra existência corpórea e se reconhecerem?
- Reconhecerem-se, não; mas serem atraídos um pelo outro sim; e frequentemente as ligações íntimas, fundadas numa afeição sincera, não provem de outra causa. Dois seres se aproximam um do outro por circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que são o resultado da atração de dois Espíritos que se buscam através da multidão.
386-a - Não seria agradável para eles se reconhecerem?
- Nem sempre. A recordação das existências passadas teria inconvenientes maiores do que acreditais. Após a morte eles se reconhecerão e saberão em que tempo estiveram juntos.
387 - A simpatia tem sempre por motivo um conhecimento anterior?
- Não. Dois Espíritos que tenham afinidades se procuram naturalmente sem que se hajam conhecido como encarnados.
388 - Os encontros que se dão algumas vezes entre certas pessoas, e que se atribuem ao acaso, não seriam o efeito de uma espécie de relações simpáticas?
- Há, entre os seres pensantes, ligações que ainda não conheceis. O magnetismo é a bússola desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.

389 - De onde vem a repulsa instintiva que se experimenta por certas pessoas, à primeira vista?
- Espíritos antipáticos que se percebem e se reconhecem, sem se falarem.
390 - A antipatia instintiva é sempre um sinal de natureza má?
- Dois Espíritos não são necessariamente maus pelo fato de não serem simpáticos. A antipatia pode originar-se de uma falta de similitude do modo de pensar. Mas, à medida que eles se elevam, os matizes se apagam e a antipatia desaparece.
391 - A antipatia entre duas pessoas nasce em primeiro lugar naquele cujo Espírito é pior ou melhor?
- Numa e noutra, mas as causas e os efeitos são diferentes. Um Espírito mau sente antipatia por quem quer que o possa julgar e desmascarar; vendo uma pessoa pela primeira vez, percebe que ela vai desaprová-lo; seu afastamento se transforma então em ódio, inveja e lhe inspira o desejo de fazer o mal. O bom Espírito sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido por ele e que ambos não participam dos mesmos sentimentos; mas seguro de sua superioridade, não sente contra o outro nem ódio nem inveja: contenta-se em evitá-lo e lastimá-lo.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Segunda Parte – Mundo Espírita ou dos Espíritos / Cap. 7 – Retorno à Vida Corporal.

Oração

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