sábado, 31 de maio de 2014

PRESSENTIMENTO DA MORTE - Miramez

0411/LE
O Espírito, quando está parcialmente desligado da matéria, mesmo que seja em relaxamento profundo, por vezes tem a intuição do dia da sua desencarnação, quando está preparado para tal revelação. Muitos sabem até o dia certo, e mesmo a hora, do seu desenlace espiritual. Isso acontece em todas as religiões e mesmo filosofias espiritualistas.
Quem sente essa verdade, alimenta-a, sem dúvida. Jesus foi um marco dessa prática, quando anunciou tudo o que deveria acontecer com Ele. Além do pressentimento da morte, existem também revelações outras, como desastres, morte de parentes e de amigos. Essa será a mediunidade do futuro, quando as revelações nos virão pelos processos da intuição.
Não há segredos para a alma livre, ou para a que fica livre, mesmo estando se movendo na carne. O Espiritismo nos mostra toda as modalidades, como o Mestre fez com os discípulos, para desenvolver ou despertar as faculdades espirituais que dormem no centro da vida. Se pudéssemos compilar em livros todos os casos acontecidos em todo o mundo, teríamos vários volumes, porque todos os dias acontecem em todos os países essas revelações, como, também, de pessoas que, em estado de catalepsia, visitaram o outro mundo, o mundo dos Espíritos, lembrando-se de tudo o que com elas sucedeu.
O que falta à humanidade é maturidade de consciência para se sustentar, passando a viver os ensinamentos de Jesus, que confirma o intercâmbio entre os dois mundos, a reencarnação e, enfim, todos os anúncios da Doutrina Espírita, que trilha junto à verdade.
Não é revelado a todos os seres o dia da sua morte, porque criaria confusão no meio dos homens, sem o devido preparo. Falta-lhes a educação espiritual para tal anúncio em massa.
Somente com o tempo, os Espíritos superiores deverão usar o espaço para os avisos desta ordem. Temos de considerar, nesta fase por que passa a humanidade, o momento de grandes provações, quando as almas se encontram aturdidas, e seus corações crêem e descrêem, fazem e desfazem, afirmam e negam, abençoam e amaldiçoam.
Jesus é a firmeza da humanidade. Esse é o século da confusão, após o qual nascerá a estabilidade nos corações aflitos. A Doutrina Espírita veio cuidar das criaturas perdidas em ondas revoltas, e ela é capaz de conduzi-las à praia, na extensão da sua harmonia, para que todos tenham paz no coração, e a consciência receba a tranqüilidade que não perturba. Depois da calmaria, as revelações no sentido da morte, nesse ou naquele dia, não vão trazer distúrbio algum à alma e, sim, alegria, por voltar à verdadeira pátria, onde poderá encontrar, já esperando, os velhos amigos e familiares que a precederam pelos portais do túmulo.
O Espírito, estando desprendido da matéria, tem a sua visão expandida e seu conhecimento ampliado, de sorte que a vida lhe aparece da existência de Deus. Isso, quando ele passa a conhecer um pouco da verdade. Devemos idear pensamentos valiosos, meditar na nobreza da vida, e passar a viver copiando a vida de Jesus, porque Deus nos assiste por muitos canais, mas, na Terra, Ele se firma na personalidade do Cristo, que flui a vida para todos nós com mais intensidade de amor. O amor é a explosão de vida, no centro das vidas, onde domina Deus e esplende o Cristo.
Livro: Filosofia Espírita – Volume IX
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
411. Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?
Acontece pressenti-la. Também sucede ter plena consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas prevêem com grande exatidão a data em que virão a morrer.

Sabedoria todo dia – 219

O trabalho é solução.
Trabalhar ajuda a esquecer o que passou, superar preocupações e dar direção à vida.
Toda vez que você trabalha, a sua ação tem uma força além da simples feitura das coisas. Há uma atividade mental e sentimental que faz esquecer ofensas e erros e propicia renovações e acertos.
Afigura-se o trabalho com um bote salva-vidas, onde o tripulante, além de estar a salvo das ondas, ainda pode estender as mãos os que estão prestes a se afogar.
O trabalho é remédio.
Trabalhar, para se curar de males é medida acertada.
Livro: Sabedoria Todo Dia.
Lourival Lopes.

Preces do Coração – 28

Senhor!
Dá-me o espírito de resistência perante as lutas que tenho pela frente. Quando surgir a dor, o obstáculo, a dificuldade, o problema, bafeja-me na fragrância do Teu amor. Não me deixes entregue à perturbação mental que destrói a harmonia interna, leva ao egoísmo e a um beco de treva e sofrimento. No meio da luta, quero estar firme, compreensivo e inteligente, encarando com tranqüilidade e coragem os acontecimentos que trazem confronto, imposição, dificuldade. Peço-te ter sempre presente o entendimento do imenso valor da minha vida, que está posta em Tuas mãos e obedece a elevados objetivos, que ainda não posso compreender. Refreia-me a impulsividade, a intolerância, a revolta e impõe-me a calma, a alegria e a paz. Assim fazendo, obedeço à marcha da vida e progrido sem interrupção. Obrigado! Obrigado!
Livro: Preces do Coração.
Lourival Lopes.

Nobla maniero / Forma elevada.

Uzu  ĉiun okazon por agi em nobla maniero.
Estas homoj, kiuj atendas eksterodinarajn momentojn kaj specialajn okazojn, kiuj eble neniam venos.
Ne tio, kion vi faras, igos vin granda kaj grava homo, sed kiel vi faras ĉiun aferon, kiu donos al vi altvaloron.
Giganta arbo originas el malgranda semo.
La kosmo estas la resulto de nevideblaj eroj kaj molekuloj.
Fariĝu granda antaŭ la malgrandaj aferoj, por ke vi ne malgrandiĝu antaŭ la grandegaj.
Livro: Vivo Feliĉa.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
Aproveita cada oportunidade para agir de forma elevada.
Há quem espere extraordinários momentos e ocasiões especiais que possivelmente não chegarão.
Não será o que faças, que te tornará grande e importante, porém como faças cada coisa que te transformará em valioso.
A árvore gigante se origina de  pequenina semente.
O Cosmo é resultado de partículas e moléculas invisíveis.
Torna-te grande nas pequeninas coisas, a fim de que não te apequenes nas grandiosas.
Livro: Vida Feliz.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O LIVRO DIVINO – Castro Alves


Gemia a Terra humilhada,
A noite do cativeiro
Dominava o mundo inteiro
Sob o carro da opressão;
Com mandíbulas vorazes
De loba que se subleva,
Roma, encharcada de treva,
Estendia a escravidão.

Entre as águias poderosas,
Jazia Atenas vencida,
Carpia Cartago a vida
Ligada a grilhão cruel.
Na Capadócia, na Trácia,
Na Mauritânia e no Egito,
O povo chorava aflito,
Tragando cicuta e fel

O frio invadira os templos ,
Não mais Eros de olhar brando,
Nem bela Afrodite amando,
Nem apoio encantador;
O Olimpo dormira em sombra,
Cessara a graça de Elêusis,
Não surgiam outros deuses,
Que não fossem do terror.

Mas quando o mal atingira
O apogeu da indiferença,
Disse Deus na altura imensa:
“Faça-se afora mais luz!”
E um livro desceu brilhando,
Para a Historia envilecida:
Era o Evangelho da Vida,
Sob as lições de Jesus.

 Tremeram dourados sólidos,
O orgulho caiu de rastros;
Arcanjos vinham dos astros
Em cânticos de louvor.
Mas ao invés da vingança,
Contra o ódio, contra a guerra,
O livro pedia à Terra:
Bondade, Perdão e Amor...

Começara o novo Reino...
Horizontes infinitos
Descerraram-se aos aflitos,
Perdidos nos escarcéus;
Os fracos e os desditosos,
Os tristes e os deserdados,
Contemplaram, deslumbrados
Novos mundos, novos céus.

Desde então a Humanidade
Trabalha,cresce, porfia,
Ao clarão do novo dia,
Por escalar outros sóis;
E a mensagem continua,
Em sublimes resplendores,
Artistas, Santos e Heróis.

Espíritas, companheiros
Da grande Luz Restaurada,
Tracemos a nossa estrada,
Na glória do amor cristão;
E servindo alegremente
Na luta, na dor, na prova,
Busquemos na Boa-Nova
O Livro da Redenção

Médium: Chico Xavier
Da obra: Poetas Redivivo

SIMPATIA - Miramez

0386/LE
A simpatia entre dois seres é força poderosa que se enraíza em vidas passadas. Certamente que nem todos reconhecem seus parceiros de outras existências, no entanto, há criaturas mais dotadas de sensibilidades que percebem amigos e inimigos de épocas recuadas. Se juntos foram felizes, dá-lhes um grande prazer esse reencontro; quando infelizes, gera-se logo antipatia entre os dois.
A perda de conhecimento às vezes é um amparo para os dois em processo de novas atividades, sem o qual não poderiam crescer, voltando ao ponto anterior, fomentando suas paixões descabidas e, às vezes, perturbando famílias já constituídas. O reconhecimento pleno dos seres que antes viveram juntos entravaria o progresso. Se fosse conveniente, eles voltariam juntos; no entanto, não poderemos generalizar. Quando Deus acha bom, coloca os dois em caminho para que se encontrem, desde quando os frutos desse encontro sejam bons, não como pensamos, mas como o Senhor acha melhor. A Doutrina dos Espíritos é fonte de amor.
Ela nos ensina a fazer simpatias enobrecidas no Evangelho de Jesus, e é capaz de nos mostrar o amor nas bases da fraternidade pura, de modo a libertar as criaturas das induções inferiores. A simpatia entre dois seres é tão agradável, e é um estimulo para o seu adiantamento, quando eles descobrem no reencontro a razão de viver para Cristo.
O ideal de Deus para os homens é melhorar e subir, conhecendo a verdade. Se fomos feitos simples e ignorantes, isso não quer dizer que não tenhamos a semente da perfeição na nossa intimidade; ela existe dormindo em nós, para ser despertada com o tempo e o nosso esforço, agindo sob as bênçãos de Deus, que usa o canal divino das mãos de Jesus Cristo.
Cultivemos a simpatia onde quer que formos; desfaçamos todas as inimizades, por onde passarmos. Nessa transformação de paixões para a vida de amor é que a felicidade aparece no fundo da consciência. Mais tarde, o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo, como também o orgulho, deverão desaparecer das cogitações humanas. A geração do porvir chegará à Terra já predisposta a esse esquecimento do mal, para edificar o bem com Jesus.
Quando dois seres se sentirem atraídos um para o outro, devem meditar nessa atração, e cuidar para que esse encontro seja realmente para o bem dos seus destinos. Assim também, ao encontramos alguém que nos instile o ódio, não percamos a oportunidade de fazer-lhe o bem que pudermos, pois essa antipatia é sinal de inimizade no passado. Toda incompatibilidade deve aparecer dos caminhos dos Espíritos, encarnados ou fora da carne.
Depois desse trabalho de perdão, devemos abrir os corações para que sejam invadidos pela força da fraternidade, que nos fará irmãos ante a presença de Deus, na figura de Jesus.
O reconhecimento total das simpatias e das antipatias somente se dá quando se encontrarem novamente no mundo espiritual. Sentirão, ali, a felicidade, se souberam educar seus sentimentos e perdoar as ofensas. Qualquer esforço nesse sentido é louvável, porque mãos espirituais se encontram em torno de todas as criaturas, ajudando-as a melhorar.
Não devemos esquecer de amar a Deus sobre todas as coisas, mas também ao próximo como a nós mesmos. Diz Jesus que aí esta a lei os profetas.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
386. Podem dois seres, que se conheceram e estimaram, encontrar-se noutra existência corporal e reconhecer-se?
Reconhecer-se, não. Podem, porém, sentir-se atraídos um para o outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Um do outro dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão.
386-a)  Não lhes seria agradável reconhecerem-se?
Nem sempre. A recordação das passadas existências teria inconvenientes maiores do que imaginais. Depois de mortos, reconhecer-se-ão e saberão que tempo passaram juntos. (392).

PREVENÇÕES NEGATIVAS - Emmanuel

Mantenhamos a idéia clara e positiva do bem para que a prevenção negativa não nos perturbe.
Não mentalizes sofrimentos suscetíveis de surgir amanhã, porque talvez jamais aconteçam.
Doença em casa ou em ti mesmo? Aflição não substituirá providência ou medicação que exigem serenidade para o êxito devido.
Provações de familiares e amigos?
Lamentação não fará o que a fortaleza de ânimo e a coragem poderão realizar em favor deles com a tua palavra iluminada de confiança e compreensão.
Parentes difíceis? Queixas e reproches não tomarão o lugar da bondade e da aceitação com que se te fará possível auxiliá-los e melhorar-lhes a vida.
Amigos que se afastam? Reprovação não trará nenhum de volta e, se realmente estão eles em tua estima, é justo reconhecer que necessitam muito mais de bênção, que de reprovação.
Acidentes reclamando socorro? Desespero não se te fará útil, mas o espírito de iniciativa e de apoio fraternal conseguirá o concurso providencial de tua presença.
Boatos? Usa o teu arquivo de silêncio.
Acusações contra alguém? Eis chegado um grande momento para o exercício da caridade.
Em qualquer crise do cotidiano, recordemos que a Criação de Deus está iluminada pela eficiência, mas sem qualquer marca de pressa.
Livro: Calma.
Emmanuel / Chico Xavier.

Doutores da Alegria





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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cartões - 39












AUXÍLIO E ESFORÇO PRÓPRIO - Emmanuel

Tema – Auxílio externo e esforço próprio
Amemos a consolação, usando-a, porém, à maneira do óleo que lubrifica a máquina, sem exonera-la da atividade precisa.
O Criador estabelece auxílio incessante para todas as necessidades da Criação, mas determina que a lei do trabalho seja cumprida em todas as direções.
A árvore encontra adubo no solo e alimento na atmosfera; no entanto, deve produzir o fruto, conforme a espécie a que pertence. A ostra, conquanto usufrua o agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago de si mesma.
Não fujas, assim, à responsabilidade de pensar e realizar.
Rogas o amparo da Eterna Sabedoria.
Solicitas a inspiração dos Mensageiros da Luz.
Requisitas esse ou aquele obséquio de amigos desencarnados.
Pedes concurso incessante às forças da natureza.
Não te falta o apoio do Céu e da Terra; todavia, ninguém te consegue isentar das próprias obrigações.
*
Raciocina e perceberás que o auxílio e o esforço próprio funcionam conjugados em todos os lances da experiência.
O costureiro faz a roupa; contudo, se pretende vestir-te, não há de envergá-la.
O médico prescreve a medicação; mas para curar-te, não deve ingeri-la.
O professor explica regras; no entanto, não te substitui a cabeça na assimilação dos ensinamentos.
O fotógrafo tira-te expressivo retrato; entretanto, se procura fixar-te a imagem, não te toma o lugar diante da objetiva.
*
Agradeçamos as contribuições que a Bondade Divina e a Fraternidade Humana nos estendam a cada passo, mas não nos especamos do dever de servir, voluntariamente, no bem de todos, a favor de nós mesmos, porquanto as leis do Universo corrigem o mal, onde o mal apareça; contudo, em matéria de aperfeiçoamento moral, jamais constrangem a consciência.
Ou trabalhamos espontaneamente e progredimos, conquistando a própria elevação, ou preferimos parar e estacamos em ponto morto.
         Livro: Encontro Marcado.
         Emmanuel / Chico Xavier.

AÇÕES E REAÇÕES - Emmanuel.

Ante a coleção das boas ações de alguém é forçoso se lhe analisem igualmente as reações diante da vida. Um e outro lado do bem.
* * *
Doarás o prato substancioso a quem te bate à porta em penúria; mas não se te azedará o coração, se o beneficiário te fere com palavras de incompreensão e desequilíbrio.
Ofertarás tua própria alma, a favor dos amigos, aos quais te devotas; entretanto, se algum deles te malversa os tesouros afetivos que lhe puseste ao dispor, abençoá-lo-ás, como sempre o fizeste, conquanto nem sempre lhe possas compartilhar, de imediato, a intimidade ou a convivência.
* * *
Atenderás ao impositivo de auxiliar os companheiros que se te aderem aos pontos de vista; no entanto, aprenderás a respeitar os adversários e a reverenciar as qualidades edificantes de que se façam portadores.  
* * *
Exteriorizarás entusiasmo e alegria, nas horas belas da estrada; todavia, demonstrarás coragem e paciência, nos dias amargos, quando tudo pareça despedaçar-te os sonhos e aniquilar-te as esperanças.  
* * *
Tuas ações constituem recursos que sorveste na organização crediária da vida.
Tuas reações, porém, são as garantias que lhes preservam a estabilidade ou os golpes que lhes desmerecem o valor, conforme o bem ou o mal a que te afeiçoes.
Se as tuas reações forem constantemente elevadas, decerto que as tuas realizações serão sempre respeitáveis e dignas.
* * *
Pelas ações somos retratados, segundo as tintas da opinião de cada um.
Pelas reações somos vistos em nossa estrutura autêntica.
* * *
Provas, aflições, problemas e dificuldades se erigem na existência, como sendo patrimônio de todos. O que nos diferencia, uns diante dos outros, é a nossa maneira peculiar de apreciá-los e recebê-los.
Anotemos semelhante realidade, porquanto, em nos consagrando ao exercício real da caridade, a benefício do próximo e a favor de nós mesmos, é indispensável nos mantenhamos vinculados aos ensinamentos do Cristo, na hora de agir e de reagir.
Livro: Rumo Certo.
Emmanuel / Chico Xavier.

DEIXANDO A MATÉRIA - Miramez

0308/LE
Ao deixar a veste de carne, o Espírito se recorda de alguns fatos do passado ou, por vezes, de outras reencarnações, porém, não são todos os Espíritos que podem recordar: isso acontece somente quando tem utilidade para o seu esclarecimento espiritual.
A reencarnação, tanto quanto a desencarnação, são assistidas por benfeitores espirituais, com capacidade assegurada no amor, para saberem do que precisa o desencarnante, e quais as experiências que deve ter como lições proveitosas para a sua paz.
O Espírito evoluído, como dissemos, aciona a sua vontade, quando necessário, vai ao passado, quando esse lhe é útil, e recorda vida e vidas, no afã de buscar o que deve ser feito no porvir.
A reencarnação é uma lei natural em todos os mundos habitados, como sendo trocas de ambientes, no sentido de o Espírito renovar-se, aceitando e vivendo os preceitos de Jesus Cristo.
Mesmo aqueles que precisam recordar o passado não o fazem de maneira absoluta. Para exemplo, vamos lembrar um ditado popular que assim diz: “Para quem sabe ler, um pingo é letra.” Para que um Espírito evoluído vai gastar tempo em se lembrar de todas as particularidades de vidas passadas? Somente os principais fatos lhe interessam. Há muitas e muitas existências que deve elidir, por não haver necessidade de tais lembranças e ele deixa que elas se percam nas noites do esquecimento, como relata o Livro dos Espíritos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma universidade no presente. Conhecendo-o e praticando as suas lições de luz, pouco vale a recordação do passado; interessa andar para frente, sob a inspiração do Mestre. Existe nos conceitos de Jesus uma fonte eterna, que cura todos os males, que ensina todas as ciências, que se chama Amor.
Procuremos pensar no amor e descobrir aquele que o Cristo ensinou e viveu, que nele e por ele os dons desabrocharão como flor de luz, a nos mostrar todos os caminhos para a felicidade. A Doutrina Espírita vem fazer o homem se lembrar da necessidade de descobrir a si mesmo, e procurar viver na cidade do coração.
O que devemos fazer é não nos perturbarmos no momento de deixar as vestes carnais, porque é realmente uma troca de vestes, qual se faz quando encarnado, com as vestes de tecido. Mas, verdadeiramente, somente o amor pode nos dar segurança nos momentos de trocar essas vestes pelas vestes espirituais.
Entreguemos a Deus o que deve vir em nosso socorro. Ele sabe se precisamos de recordações do passado, e como nos entregá-las com docilidade, como sendo lições de luz para os nossos caminhos de trevas. Forçar a natureza que desconhecemos é impulso da ignorância. Devemos postergar tais atitudes, favorecendo, assim, as mãos divinas para nos guiar com segurança.
A curiosidade de recordações pode nos vedar a esperança do porvir. Deixemos nascer o Cristo em nós pelo amor, que seremos salvos de todas as investidas dos desacertos.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
308. O Espírito se recorda de todas as existências que precederam a que acaba de ter?
Todo o seu passado se lhe desdobra à vista, quais a um viajor os trechos do caminho que percorreu. Mas, como já dissemos, não se recorda, de modo absoluto, de todos os seus atos. Lembra-se destes conformemente à influência que tiveram na criação do seu estado atual. Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar a infância do Espírito, essas se perdem no vago e desaparecem na noite do esquecimento.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PRECE POR UM ENTE QUERIDO DESENCARNADO

Pai amado, ouvi-me. Bem sabeis que esta vida é passageira e que na Terra estamos para evoluir. Ajudai-nos, dai-nos força para aceitar esta separação. Sabemos que jamais o(a) esqueceremos. Um vazio se faz entre nós, pois parte um irmão, um filho, um amigo.
Perdoai nossa fraqueza e ajudai-nos a compreender a 'morte', que ela é necessária e que a alma é levada para a morada espiritual. Tirai dos nossos corações o vazio e colocai neles a certeza de que nos reencontraremos além da matéria.
Dai-nos esperança, fé e amor, e ao nosso irmão que partiu concedei a saúde espiritual e a paz.
Assim seja!
Luiz Sérgio / Irene Pacheco Machado.
Do livro: Rios de Oração
Minha pequena contribuição: A todos aqueles que desencarnaram neste mês que Jesus, Maria e os Bons Espíritos os recebam e os guiem nesta sua nova readaptação, a nossa verdadeira morada - O plano Espiritual. E que dê aos que aqui ficaram a devida resignação, para cumprirem sua missão até o dia amoroso de novos reencontros. Antônio Ramos.

EXISTIMOS - Emmanuel

"Vim para que tenhais vida e vida em abundância." - Jesus / João,10:10.  
Existimos.
Existem todas as criaturas saídas do Hálito Criador.
A pedra existe, a planta existe, o animal existe...
Existem almas nos passos diversos da evolução.
Em sentido espiritual, no entanto, viver é algo diferente de existir.
A vida é a experiência digna da imortalidade.
Há muita gente que se esfalfa, perdendo saúde e possibilidades em movimento vazio, quando não se mergulha nas tramas do mal, entretecendo reencarnações dolorosas.
Há muita gente que destrói o próprio cérebro, escrevendo sem proveito, quando não expressa o pensamento para inspirar negação e crueldade, entrando em sofrimentos reparadores.
Há muita gente que aniquila as horas, falando a esmo, quando não se utiliza do verbo para ferir e enlouquecer os semelhantes, adquirindo débitos escabrosos.
Há muita gente que pede essa ou aquela concessão para frustrá-la em atividades sem sentido, quando não a maneja em prejuízo dos outros, criando lágrimas que empregará longo tempo para enxugar.
Todos esses agentes da inutilidade e da delinqüência existem como todos nós existimos.  
Observa, assim, o que fazes.
O berço confere a existência, mas a vida é obra nossa.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

Preĝo por la personoj, kiujn oni amas.

62. Antaŭparolo. Kiel terura estas la ideo pri la neniiĝo! Kiel kompatindaj estas la personoj, kiuj kredas, ke la voĉo de amiko, priploranta sian amikon, perdiĝas en la malpleno kaj neniun eĥon trovas, kiu respondus al li! Neniam konis la purajn kaj sanktajn amojn tiuj personoj, kiuj opinias, ke ĉio mortas kun la korpo; ke la genio, kiu heligis la mondon per sia vasta intelekto, estas nur materia kombino, kiu estingiĝas por ĉiam kiel blovo; ke el la plej kara estulo, el patro, el patrino aŭ el adorata infano, restas nur iom da polvo, kiun la tempo disflugigas por ĉiam!
Ĉu bonkora homo povas resti malvarma ĉe tiu penso? Ĉu la ideo pri absoluta neniiĝo ne glaciigas lin de teruro kaj ne igas lin almenaŭ deziri, ke ne estu tiel? Se ĝis la hodiaŭa tago la racio ne sufiĉis por disbati liajn dubojn, jen Spiritismo, kiu venas forviŝi ĉian necertecon pri l’ estonteco per la materialaj pruvoj, kiujn ĝi donas pri la postvivado de l’ animo kaj la ekzistado en la transtomba mondo. tiuj pruvoj estas ricevataj kun ĝojo; fido al Dio renaskiĝas, ĉar de homo scias, ke la surtera vivo estas nur rapida migrado, celanta  vivon; ke liaj ĉi-tieaj laboroj ne estas perditaj por li, kaj ke la plej sanktaj korligiloj ne estas rompitaj sen espero. (ĉap. IV, § 18; ĉapitro V, §21).
         Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo - Allan Kardec, ĉap. XVIII.

Prece por aqueles que amamos.

62. PREFÁCIO. Que apavorante é a ideia do Nada! Como são de lastimar os que acreditam que no vazio se perde a voz do amigo que chora o seu amigo, sem encontrar eco que lhe responda! Jamais conheceram as puras e santas afeições os que pensam que tudo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo, é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se elimina para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará. Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa ideia? Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissolver toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que por toda a parte essas provas são acolhidas com alegria; a confiança renasce, pois que o homem de agora em diante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças (Cap. IV, nº 18; cap. V, nº 21).
63. Prece. – Digna-Te, ó meu Deus, de acolher a prece que Te dirijo pelo Espírito esta prece foi ditada a um médium de Bordéus, na ocasião em que passava pela sua casa o caixão de um desconhecido. N... Faça-lhe ver as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento. Tu, que tão querido era para mim neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasse antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, pois fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste. Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em comparação da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno. Oh! Como é doce e consoladora a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! De que pode estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como antes, senão ainda melhor; de que não me esquece, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara. Que a paz do Senhor seja contigo.        
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, cap. XXVIII.

Prece Por alguém que acaba de morrer (Desencarnar)

IV – PRECES PELOS QUE JÁ NÃO SÃO DA TERRA
59. PREFÁCIO. As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não tem unicamente o objetivo de lhe dar um testemunho de simpatia: também têm por efeito auxiliar-lhes o desprendimento e, desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar. Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia está na sinceridade do pensamento e não na quantidade das palavras que se profiram mais ou menos pomposamente e em que, amiúde, nenhuma parte toma o coração.
As preces que deste se elevam ressoam em torno do Espírito, cujas ideias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono (Cap. XXVII, nº 10).
60. Prece. – Onipotente Deus, que a Tua misericórdia se derrame sobre a alma de N..., a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!
Bons Espíritos que o vieste receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a livrar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia rápido da perturbação própria da passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para repará-las, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.
N..., acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; nos vê e ouve, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.
Despiu o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservou apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vive pelo corpo; vive da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.
Já não tem diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. De agora em diante, pode contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.
Vai, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.
Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderá o vazio dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se agradam.
A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, te acompanharemos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como você que se reuniu aos que te precederam.
Não podemos ir onde se acha, mas você pode vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que amou; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que está mais feliz agora e lhes dando a consoladora certeza de que um dia todos estarão reunidos num mundo melhor.
Nesse, onde se encontra, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenha cometido para com eles.
Nota – Podem acrescentar-se a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, conforme as circunstâncias particulares de família ou de relações, bem como a posição social que ocupava o defunto.
Em se tratando de uma criança, o Espiritismo nos ensina que não está ali um Espírito de criação recente, mas um que já viveu e que pode, mesmo, já ser muito adiantado. Se foi curta a sua última existência, é que não devia
passar de um complemento de prova, ou constituir uma prova para os pais (Cap. V, nº 21.).
         Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, cap. XXVIII.

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