sexta-feira, 31 de outubro de 2014

NO BURILAMENTO ÍNTIMO – Emmanuel

“Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.” – JESUS. (Mateus, 24:46)
Suspiramos por burilamento pessoal; entretanto, para atingi-lo, urge não esquecer as disciplinas que lhe antecedem a formação.
Á vista disso, recordemos que a essência da educação reside nas diretrizes de vida superior que adotamos para nós mesmos. Daí, o impositivo de cultivar-se o hábito:
De ser fiel ao desempenho dos próprios deveres;
de fazer o melhor que pudermos, no setor de ação em que a vida nos situe;
de auxiliar a outrem, sem expectativa de recompensa;
de aperfeiçoar as palavras que nos escapem da boca;
de desculpar incondicionalmente quaisquer ofensas;
de buscar a “boa parte” das situações e das pessoas, olvidando tudo o que tome a feição de calamidade ou de sombra;
de procurar o bem com a disposição de realizá-lo;
de nunca desesperar;
de que os outros, sejam quais forem, são nossos irmãos e filhos de Deus, constituindo conosco a família da Humanidade.
Para isso, é forçoso lembrar, sobretudo, que a alavanca da sustentação dos hábitos enobrecedores está em nós e somente vale se manejada por nós.
Livro: Ceifa de Luz.
Emmanuel / Chico Xavier.

ANOTE SEMPRE - André Luiz


Amigo...
A pretexto de subir ao Céu, não abandone a Terra.
Por desejar você o melhor, não negue socorro ao companheiro que ainda se encontra em pior posição.
Buscando a luz, não amaldiçoe a sombra.
Consolidando o progresso do espírito, não desampare o seu corpo.
A estrada que Jesus trilhou para a glória da ressurreição, começava na poeira de Jerusalém.
E o lírio que floresce no lodo  é uma estrela de Deus que,  brilhando no charco, jamais se contamina...
Livro: Aulas da Vida.
Espíritos Diversos / Chico Xavier.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Surtera Reĝeco / Uma Realeza Terrena

Surtera Reĝeco
8. Kiu pli bone ol mi povas kompreni la verecon de ĉi tiuj vortoj de Nia Sinjoro: “Mia regno ne estas el ĉi tiu mondo?” La malhumileco pereigis min sur la tero; kiu do komprenus la neniecon de la regnoj en tiu ĉi mondo, se mi tion ne komprenus? Kion mi kunportis el mia surtera reĝeco? Nenion, absolute nenion; kaj kvazaŭ por fari pli terura la lecionon, ĝi ne sekvis min ĝis la tombo! Reĝino mi estis inter la homoj, kiel reĝino mi esperis eniri en la regnon de la ĉieloj. Kia elreviĝo! kia humiligo, kiam, anstataŭ esti ricevita kiel suverenino, mi vidis pli alte ol mi, ja multe pli alte ol mi, homojn, kiujn mi juĝis tre malgrandaj kaj kiujn mi malŝatis, ĉar ili ne havis nobelan sangon! Ho! tiam mi komprenis la senutilecon de la honoroj kaj de la altaj rangoj, kiujn ni serĉas kun tiom da avideco sur la tero!
Por prepari al si lokon en tiu regno, estas necesaj la abnegacio, la humileco, la karito en sia tuta ĉiela praktikado, la bonvolemo por ĉiuj; oni ne demandas vin, kio vi estis, kian rangon vi okupis, sed pri la bono, kiun vi faris, pri la larmoj, kiujn vi forviŝis.
Ho! Jesuo, ci tion diris, cia regno ne estas el tiu ĉi mondo, ĉar estas necese suferi por alveni al la ĉielo, al kiu la ŝtupoj de trono kondukas neniun; nur la plej penigaj vojetoj de la vivo tien kondukas; serĉu do la vojon tra la rubusujoj kaj la dornoj, kaj ne inter la floroj. La homoj kuras post la surterajn bonaĵojn, kvazaŭ ili devus konservi ĉi tiujn por ĉiam; sed tie ĉi ne plu estas iluzio; ili baldaŭ konstatas, ke ili kaptis nur ombron, kaj neglektis la solajn bonaĵojn solidajn kaj daŭrajn, la solajn, kiuj utilas al li en la ĉiela restadejo, la solajn, kiuj povas malfermi la ĉielan enirejon.
Kompatu tiujn, kiuj ne gajnis la regnon de la ĉielo; helpu ilin per viaj preĝoj, ĉar la preĝo alproksimigas la homon al la Plejaltulo; ĝi estas la ligilo inter la ĉielo kaj la tero: ne forgesu tion. (Unu el la Reĝinoj de Francujo. Le Havre, 1863).
Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec, ĉap. II – Instruoj de la Spiritoj.
Uma Realeza Terrena
8. Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no reino dos céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!
Para preparar um lugar nesse reino são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.
Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois, o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores! Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes aproveitariam na morada celeste, e que lhes podiam abrir as portas dessa morada.
Tende piedade dos que não ganharam o reino dos céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o céu e a terra. Não o esqueçais! - Uma Rainha de França - Havré, 1863.
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, cap. II. Instruções dos Espíritos.

TRIOPO


Vi portas fidon, sed solidan fidon 
Je l’ Patro de ni ĉiuj, la Sinjoro? 
Li kreis ĉiun mondon, ĉiun idon, 
Kaj daŭre kreas el la propra Koro.

Esperon ankaŭ? Tenas vin espero 
Je l’ estonteco, en la man’ de Dio? 
Esperas hom’, ankoraŭ sur la Tero, 
Ke viv’ al li prosperos malgraŭ ĉio.

Kaj amon? Ĉu en kor’ l’ eterna flamo, 
Ardanta ĝis ĉielo de l’ ĉieloj? 
Reganto super ĉio, estas Amo 
“Motor’ de l’ sun’ kaj de l’ ceteraj steloj”!

5/8/1961 - JOZEF WASNIEWSKI
Libro: Mediuma Poemaro.
Porto Carreiro Neto.

NA SEARA DOMÉSTICA

Todos somos irmãos, constituindo uma família só, perante o Senhor; mas, até alcançarmos a fraternidade suprema, estagiaremos, através de grupos diversos, de aprendizado em aprendizado, de reencarnação a reencarnação.
Temos, assim, no cotidiano, a companhia daquelas criaturas que mais entranhadamente se nos associam ao trabalho, chamem-se esposo ou esposa, pais ou filhos, parentes ou companheiros. E, por muito se nos impessoalizem os sentimentos, somos defrontados em família pelas ocasiões de prova ou de crises, em que nos inquietamos, gastando tempo e energia para vê-los na trilha que consideramos como sendo a mais certa. Se já conquistamos, porém, mais amplas experiências, é forçoso, a fim de ajudá-los, cultivar a bondade e a paciência com que, noutro tempo, fomos auxiliados por outros.
Suportamos dificuldades e desacertos para atingir determinados conhecimentos, atravessamos tentações aflitivas e, em alguns casos, sofremos queda imprevista, da qual nos levantamos somente à custa do amparo daqueles que fizeram da virtude não uma alavanca de fogo, mas sim um braço amigo, capaz de compreender e de sustentar...
Lembremo-nos, sobretudo, de que os nossos entes amados são consciências livres, quais nós mesmos. Se errados, não será lançando condenação que poderemos reajustá-los; se fracos, não é aguardando deles espetáculos de força que lhes conferiremos valor; se ignorantes, não é lícito pedir-lhes entendimento, sem administrar-lhes educação; e, se doentes, não é justo esperar testemunhem comportamento igual ao da criatura sadia, sem, antes, suprimir-lhes a enfermidade.
Em qualquer circunstância, é necessário observar e observar sempre que fomos transitoriamente colocados em regime de intimidade, a fim de aprendermos uns com os outros e amparar-nos reciprocamente.
À vista disso, quando o mal se nos intrometa na seara doméstica, evitemos desespero, irritação, desânimo e ressentimento, que não oferecem proveito algum, e sim recorramos à prece, rogando à Providência Divina nos conduza e inspire por seus emissários; isso para que venhamos a agir, não conforme os nossos caprichos, e sim de conformidade com o amor que a vida nos preceitua, a fim de fazermos o bem que nos compete fazer.
Livro: Estude e Viva.
Chico Xavier e Waldo Vieira.
Pelos Espíritos: Emmanuel e André Luiz.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
779. A força para progredir, haure-a o homem em si mesmo, ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento?
 O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contacto social.

ATRAVÉS DOS SÉCULOS - Augusto dos Anjos.


Inda chora o Senhor nas horas mudas,
Na cruz de vinte séculos ingratos,
Contemplando a progênie de Pilatos
E a descendência exótica de Judas.

Examina os Herodes insensatos,
Os novos Barrabás, de mãos sanhudas,
E as multidões misérrimas, desnudas,
Que lhe cospem no ensino a pugilatos.

Chora Jesus! Amargamente chora,
E clama a sede imensa que o devora,
Buscando gerações, enchendo espaços! ...

Em toda a Terra há lívidos incêndios...
Entre as humilhações e os vilipêndios,
Contempla o mundo que lhe foge aos braços.

Livro: Ação, Vida e Luz.
Espíritos Diversos / Chico Xavier.

SIGA FELIZ - André Luiz

Viva em paz com a sua consciência.
Sempre que você se compare com alguém, evite orgulho e desprezo, reconhecendo que em todos os lugares existem criaturas, acima ou abaixo de sua posição.
Consagre-se ao trabalho que abraçou realizando com ele o melhor que você possa, no apoio ao bem comum.
Trate o seu corpo na condição de primoroso instrumento, ao qual se deve a maior atenção no desempenho da própria tarefa.
Ainda que se veja sob graves ofensas, não guarde ressentimento, observando que somos todos, os espíritos em evolução na Terra, suscetíveis de errar.
Cultive sinceridade com bondade para que a franqueza agressiva não lhe estrague belos momentos no mundo.
Procure companhias que lhe possam doar melhoria de espírito e nobreza de sentimentos.
Não exija da vida aquilo que a vida ainda não lhe deu, mas siga em frente no esforço de merecer a realização dos seus ideais.
E, trabalhando e servindo sempre você obterá prodígios, no tempo, com a bênção de Deus.
Livro: Momentos de Ouro.
Espíritos Diversos / Chico Xavier.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O egoísmo - Fénelon e Kardec

LE - 917. Qual o meio de destruir-se o egoísmo?
      De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre: suas leis, sua organização social, sua educação. O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominante sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. Destruindo essa importância, ou, pelo menos, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoísmo.
O choque, que o homem experimenta, do egoísmo os outros é o que muitas vezes o faz egoísta, por sentir a necessidade de colocar-se na defensiva. Notando que os outros pensam em si próprios e não nele, ei-lo levado a ocupar-se consigo, mais do que com os outros. Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensam. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contacto. Em face do atual extravasamento de egoísmo, grande virtude é verdadeiramente necessária, para que alguém renuncie à sua personalidade em proveito dos outros, que, de ordinário, absolutamente lhe não agradecem. Principalmente para os que possuem essa virtude, é que o reino dos céus se acha aberto. A esses, sobretudo, é que está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que, no dia da justiça, será posto de lado e sofrerá pelo abandono, em que se há de ver, todo aquele que em si somente houver pensado." (785) - FÉNELON.
A.K.: Louváveis esforços indubitavelmente se empregam para fazer que a Humanidade progrida. Os bons sentimentos são animados, estimulados e honrados mais do que em qualquer outra época. Entretanto, o egoísmo, verme roedor, continua a ser a chaga social. É um mal real, que se alastra por todo o mundo e do qual cada homem é mais ou menos vítima. Cumpre, pois, combatê-lo, como se combate uma enfermidade epidêmica. Para isso, deve-se proceder como procedem os médicos: ir à origem do mal.
Procurem-se em todas as partes do organismo social, da família aos povos, da choupana ao palácio, todas as causas, todas as influências que, ostensiva ou ocultamente, excitam, alimentam e desenvolvem o sentimento do egoísmo. Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo. Só restará então destruí-las, senão totalmente, de uma só vez, ao menos parcialmente, e o veneno pouco a pouco será eliminado. Poderá ser longa a cura, porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação. É grave erro pensar-se que, para exercê-la com proveito baste o conhecimento da Ciência. Quem acompanhar, assim o filho do rico, como o do pobre, desde o instante do nascimento, o observar todas as influências perniciosas que sobre eles atuam, em conseqüência da fraqueza, da incúria e da ignorância dos que os dirigem, observando igualmente com quanta freqüência falham os meios empregados para moralizá-los, não poderá espantar-se de encontrar pelo mundo tantas esquisitices. Faça-se com o moral o que se faz com a inteligência e ver-se-á que, se há naturezas refratárias, muito maior do que se julga é o número das que apenas reclamam boa cultura, para produzir bons frutos. (872)
O homem deseja ser feliz e natural é o sentimento que dá origem a esse desejo. Por isso é que trabalha incessantemente para melhorar a sua posição na Terra, que pesquisa as causas de seus males, para remediá-los. Quando compreender bem que no egoísmo reside uma dessas causas, a que gera o orgulho, a ambição, a cupidez, a inveja, o ódio, o ciúme, que a cada momento o magoam, a que perturba todas as relações sociais, provoca as dissensões, aniquila a confiança, a que o obriga a se manter constantemente na defensiva contra o seu vizinho, enfim a que do amigo faz inimigo, ele compreenderá também que esse vício é incompatível com a sua felicidade e, podemos mesmo acrescentar, com a sua própria segurança.
E quanto mais haja sofrido por efeito desse vício, mais sentirá a necessidade de combatê-lo, como se combatem a peste, os animais nocivos e todos os outros flagelos. O seu próprio interesse a isso o induzirá. (784) O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade o é de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

domingo, 26 de outubro de 2014

MORTOS VOLUNTÁRIOS

Condicionou-se a mente humana, de maneira geral, a crer que a madureza orgânica é antecâmara da inutilidade e eis muita gente a se demitir, indebitamente, do dever que a vida lhe delegou.
Inúmeros companheiros, porque hajam alcançado aposentadoria profissional ou pelo motivo de abraçarem garotos que lhes descendem do sangue, dizem-se no paralelo final da carreira física.
Esquecem-se de que o fruto amadurecido é a garantia de toda a renovação da espécie, e rojam-se prostrados, à soleira da inércia, proclamando-se desalentados.
Falam do crepúsculo, como se não contassem com a manhã seguinte.
Começam qualquer comentário em torno dos temas palpitantes do presente, pela frase clássica: ”no meu tempo não era assim”.
Enquanto isso, a vida, ao redor, é desafio incessante ao progresso e à transformação, chamando-os ao rejuvenescimento.
Filhos lhes reclamam orientação sadia, netos lhes solicitam calor da alma, amigos lhes pedem o concurso da experiência e os irmãos da Humanidade contam com eles para novas jornadas evolutivas.
Bastará pensar, porém, que as crianças e os jovens não acertam o passo sem os mentores adestrados na experiência, peritos em discernimento e trabalho, para que não menosprezem a função que lhes cabe.
Nada de esquecer que o Espírito reencarna, atravessando as faces difíceis da infância e da juventude para alcançar a maioridade fisiológica e começar a viver, do ponto de vista da responsabilidade individual.
Quanto empeço vencido e quanta ilusão atravessada para consolidar uma reencarnação, longe das praias estreitas do berço e da meninice, a fim de que o Espírito, viajor da eternidade, alcance o alto mar da experiência terrestre!
Entretanto, grande número de felizardos que chegam ao período áureo da reflexão, com todas as possibilidades de serviço criador, estacam em suposta incapacidade, batendo à porta do desencanto como quem se compraz na volúpia da compaixão por si mesmos.
Trabalhemos por exterminar a praga do desânimo nos corações que atingiram a quadra preciosa da prudência e da compreensão.
Vida é chama eterna. Todo o dia é tempo de inventar, clarear e prosseguir.  Os companheiros experientes no esforço terrestre constituem a vanguarda dos que renascem no Planeta e não a chamada “velha guarda” que a rabugice de muitos imaginou para deprimir a melhor época da criatura reencarnada na Terra.
Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. Morte constitui cessação da vida, apodrecimento, bolor.
Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam a viver.
Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta, embeleza.
Renovemo-nos
Livro: Estude e Viva.
Emmanuel e André Luiz.
Chico Xavier e Waldo Vieira.

DEUS TE FAÇA FELIZ - Maria Dolores


Agradeço, alma irmã, todo o concurso
Com que me reconfortas e garantes,
Fazendo-me canal mesmo singelo
De assistência e de alivio aos semelhantes!...

O prato generoso que me deste
Não foi somente auxilio à penúria pungente,
Fez-se clarão iluminando anseios,
Felicidade para muita gente.

A roupa usada com que me brindaste,
Além da utilidade em que se aprova,
Transfigurou-se em benção de esperança
À busca de serviço e vida nova.

E leve cobertor que me entregaste
E parecia aos olhos simples pano,
Converteu-se em presença da fé viva
Entretecida de calor humano!...

Recursos vários que me ofereceste,
Muito mais que socorro à pessoa insegura,
Transformaram-se em festa de alegria
E retorno ao regaço da ventura.

Por tudo o que me dás em bondade e trabalho,
Repito-te no amor que a palavra não diz:
- "Pelo dom de servir nos bens que me amparas",
Deus te guarde, alma irmã!...Deus te faça feliz!...

Livro: Ação, Vida e Luz,
Diversos Espíritos / Chico Xavier.

sábado, 25 de outubro de 2014

O ESPÍRITO ENCARNADO – Miramez.

0400/LE
O Espírito encarnado é como se fosse um encarcerado: está preso na carne por laços fluídicos que o fazem prisioneiro por determinado tempo. Ele aspira constantemente à liberdade, no entanto, a sua consciência lhe avisa que ele tem um dever a cumprir, que abandonar o corpo antes do tempo poderá ser bem pior.
O medo de morrer, que quase todo mundo tem, vem das pequenas lembranças dos compromissos assumidos no mundo espiritual. Não fora isso, e seria muito grande o número de suicídios por pequenos aborrecimentos. Os poucos casos que acontecem são por falta do entendimento bastante para certa análise. Não é tirando a própria vida que acontece a libertação. Isso só piora a situação espiritual de quem o faz. O Espiritismo nos esclarece acerca da vida, nos informando as leis que regem o universo, contando-nos casos verídicos de quem tirou a própria vida física e dobrou seus padecimentos, tendo de voltar à carne com cargas mais pesadas do que antes.
Se o encarcerado preocupa todos os dias com a sua liberdade, a alma que toma um corpo tem mais preocupação em se libertar, porque se encontra mais presa que o condenado no cárcere.
No entanto, isso depende de quem se encontra na cadeia e no corpo físico; se é um Espírito mais elevado, ele suporta as suas provações com paciência e resgata suas dívidas com mais ou menos bom ânimo.
A reencarnação é, como já falamos em muitas mensagens, um processo criado por Deus para o nosso despertamento espiritual, cujos meios não podemos discutir por ter sido o Senhor de todos os mundos quem a planejou para o bem de todas as criaturas.
Existem vários tipos de cárcere, e a dor é um deles, e dos mais pesados. Se perguntarmos a um sofredor se ele quer ficar livre dos seus padecimentos, dos seus infortúnios, certamente que a resposta será afirmativa. Assim é a dor da carne, que segura a alma por muitos anos, como sendo lição valiosa, no sentido da libertação espiritual. Quanto mais grosseiro é o corpo, mais depressa a alma deseja voar para a sua liberdade. Quando o fardo é pesado e o jugo sofrível, o carregador deseja largá-lo, entrementes, os guias espirituais sempre estão ativos, aconselhando os encarcerados na carne para suportarem com paciência até ao fim, para serem salvos do passado, e sentirem no coração a esperança do futuro.
É preciso que aqueles que se encontram na carne façam mais força para ficar o mais que puderem nela. As lições são duras, mas compensadoras, e a repetição desta oportunidade é bem mais difícil para o coração ansioso de luz. O Espírito encarcerado pode permanecer de bom grado na carne. Se tem evolução espiritual, ele faz esforço todos os dias na caridade verdadeira, de modo que ela lhe dá forças novas em todos os rumos do entendimento; ele usa, na hora de esmorecimento, a oração e a vigilância. E Jesus não o deixa sozinho no caminho das provas.
Em comparação com o Espírito livre, a reencarnação se compara com o sono da alma, mas depende muito do estado de despertamento da mesma. Existem irmãos no plano espiritual, livres do corpo de carne, em piores situações que os próprios encarnados, mesmo os mais endurecidos. Isso depende muito de cada criatura. A Doutrina Espírita nos mostra os caminhos mais acertados para ganharmos a paz de consciência.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?
É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.

SENHAS CRISTÃS - ANDRÉ LUIZ.

Estudo e trabalho.
Serviço orientado, rendimento maior.
Vigilância e oração.
Sombra e luz podem surgir em qualquer circunstância.
Boa vontade e discernimento.
O equilíbrio moral é filho do sentimento aliado à razão.
Esperança e alegria.
Do bem puro verte a perfeita felicidade.
Entendimento e perdão.
A fraternidade compreende e socorre.
Palavra e exemplo.
Não há virtude sem harmonia.
Auxílio e silêncio.
A caridade foge ao ruído.
Brandura e firmeza.
Há momento para o “sim” e há momento para o “não”.
Humanidade e perseverança.
Sem obediência ao próprio dever não há caminho para a ascensão.
Livro: Ideal Espírita.
Diversos Espíritos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

Pensando Positivo – 171

Se já o chamaram de presunçoso por confiar nas próprias forças, não se abale com isso.
Algumas pesoas confudem confiança e otimismo com auto-suficiência e presunção.
Não é o seu caso.
Você é alguém consciente.
Sabe que tudo provém do Alto e, confiante em Deus, você aumenta também a autoconfiança, esperando que o melhor sempre aconteça. Isso é muito bom.
Lembre-se deste pequeno mas importante detalhe: ser otimista não é ser prepotente.
Livro: Pensando Positivo.
Valdemir P. Barbosa.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

COM FÉ E AÇÃO - Joanna de Ângelis

A vida carnal é oportunidade preciosa
Avançamos, no processo de evolução, conforme a aplicação dos recursos de que dispomos.
Ninguém marcha sem objetivo. A tarefa não realizada hoje será retomada à frente.
Não te entregues à revolta sistemática, quando visitado pelo sofrimento.
Procura, nesta vida, as causas do sofrer, a fim de saná-las. Se não as encontrares, transfere para a paciência e a resignação o mister de anulá-las, pois que procedem de reencarnações passadas.
Evita a expressão derrotista: “Não tenho forças”. E não digas: “Não sairei desta”.
A luta motiva o progresso e a dor seleciona os que desfazem os vínculos com o passado e podem ser promovidos.
A auto-aflição só desequilibra. Consciente dos erros, reabilita-te, recompõe-te.
O Pai confia em ti, de tal forma que te permite a marcha evolutiva.
Confia n’Ele, avançando até que te libertes com fé e ação dignificadora.
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco. 

CHAMAMENTO AO AMOR - Emmanuel

“... E à ciência temperança, e à temperança paciência e à paciência piedade.” – Pedro / II PEDRO, 1: 6.
“Kaj en scio sinregadon; kaj en sinregado paciencon; kaj en pacienco piecon.” -  II Petro, 1:6.” (Sankta Biblio – Traduko: Zamenhof)
Aprender sempre, instruir-nos, abrilhantar o pensamento, burilar a palavra,, analisar a verdade e procurá-la são atitudes de que, efetivamente, não podemos prescindir, se aspirarmos à obtenção do conhecimento elevado; entretanto, milhões de talentosos obreiros da evolução terrestre, nos séculos que se foram, esposaram a cultura intelectual, em sentido único, e fomentaram opressões que culminaram em pavorosas guerras de extermínio.
Incapazes de controlar apetites e paixões, desvairaram-se na corrida ao poder, encharcando a terra com o sangue e o pranto de quantos lhes foram vítimas das ambições desregradas.
Toda grandeza de inteligência exige moderação e equilíbrio para não desbordar-se em devassidão e loucura.
Ainda assim, a temperança e a paciência, por si só, não chegam para enaltecer o lustre do cérebro.
A própria diplomacia, aliás sempre venerável, embora resida nos cimos da suavidade e da tolerância, pelos gestos de sobriedade e cortesia com que se manifesta, em muitos casos não é senão a arte de contemporizar com o rancor existente entre as nações, segurando, calma, o estopim do ódio e da belicosidade para a respectiva explosão, na época que julga oportuna a calamitosas conflagrações.
O apontamento do Evangelho, no entanto, é claro e preciso.
Não vale a ciência sem temperança e toda temperança pede paciência para ser proveitosa, mas para que esse trio de forças se levante no campo da alma, descerrando-lhe o suspirado acesso aos mundos superiores, é necessário que o amor esteja presente, a enobrecer-lhes o impulso, de vez que só o amor dispõe de luz bastante para clarear o presente a santificar o porvir.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

RESPONSABILIDADE – Miramez.

0393/LE
O Espírito, ao reencarnar, esquece o passado por benção de Deus. Traria grande confusão para a alma a lembrança, quando na carne, das suas inúmeras existências de tempos idos. O Espírito esquece para que possa, na nova existência, criar condições de restabelecer suas forças espirituais. No entanto, a consciência profunda lhe vai avisando, por intuição, de tudo que passou nos variados caminhos percorridos. São recordações suaves, mas certas, no sentido de que a alma não perca o posicionamento de sua conduta. Isso acontece, mesmo a quem segue religiões que negam a reencarnação, pois a lei de Deus é universal.
Mesmo que se encontre negando a existência de Deus, Ele, o Magnânimo Senhor, não deixa de amparar Seu filho. Todos temos intuições acerca de todas as leis espirituais. O mundo consciente é pequeno demais para acumular tantas recordações do passado, mas esse se faz presente quando necessário. A vontade de Deus é sempre feita em toda a Sua casa.
As lembranças assomam a nossa mente constantemente, em variadas formas, dando-nos segurança do que passamos. Quantas vezes podemos observar irmãos que se dizem materialistas, estendidos em uma cama, sofrendo grandes provações pacientemente, sem blasfemar, sem reclamar, recebendo as lições da dor com proveito? Isso é prova da consciência, do que está registrado no passado. É a intuição dele escrevendo no seu livro interno as verdades espirituais. Muitos outros, mesmo no leito de dor, começam a reconhecer a continuação da vida e a existência de Deus.
A justiça não nos deixa de responder por aquilo que fizemos. Pela vida que se leva na Terra, tem-se uma vaga lembrança do que se foi no passado; pelos sentimentos do presente, advinha-se o que foi feito das oportunidades a si oferecidas. Nessas meditações, pode-se avaliar os reparos que devem se feitos no presente, os quais não devem retardar, por ser chamado da espiritualidade maior, pelos canais da consciência em Cristo. Esperar mais é permitir o atraso da felicidade em nossa vida.
Todos conhecem o bem e o mal. Antes mesmo de usar o primeiro corpo, na Terra ou em outros mundos, o Espírito é adestrado teoricamente em todas as leis para, depois, como encarnado, passar a viver; por tudo o que passamos, somos os responsáveis, e são processos de evolução o despertamento para a alma. Não há lições sem proveito.
Certamente que não haveria mérito algum se nos lembrássemos de todos os feitos do passado, de todas as causas que nos colocaram no estado em que nos encontramos atualmente, ou, então, se tivéssemos à nossa disposição um guia espiritual que nos dissesse:
“– Faça isso ou aquilo,” e nos impedisse de usar certa liberdade que temos. Os guias espirituais existem e influenciam na nossa vida mais do que pensamos, mas eles não tolhem a liberdade do aprendiz; cercam-no de todos os cuidados possíveis, mas deixando a ele o que ele mesmo deve fazer em seu próprio benefício. Alguém pode até trazer um copo de água até nossa boca, mas nós é que temos que bebê-la; podem nos dar a comida, mas nós é que temos que mastigá-la e engolí-la. Certas decisões seguem a mesma ordem acima referida; é nosso campo de conquista individual.
Somos cercados de toda assistência, em tudo que o Senhor achou conveniente nos amparar, no entanto, a nossa parte, essa nós temos de fazê-la. Não temos quando na carne, lembranças exatas do que fomos do passado, mas, no silêncio vibracional, elas estão presentes a nos dizer o que fizemos. Mesmo que não queiramos ouví-las, essas lembranças nos invadem e nos falam de maneira que todos nós entendemos, reconhecendo a verdade. Todos somos responsáveis, pelo que fizemos, e pelo que devemos fazer de agora em diante. Vejamos o que deve ser feito daí para frente.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
393. Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas de que se não lembra? Como pode aproveitar da experiência de vidas de que se esqueceu? Concebe-se que as tribulações da existência lhe servissem de lição, se se recordasse do que as tenha podido ocasionar. Desde que, porém, disso não se recorda, cada existência é, para ele, como se fosse a primeira e eis que então está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com justiça de Deus?
Em cada nova existência, o homem dispõe de mais inteligência e melhor pode distinguir o bem do mal. Onde o seu mérito se se lembrasse de todo o passado? Quando o Espírito volta à vida anterior (a vida espírita), diante dos olhos se lhe estende toda a sua vida pretérita. Vê as faltas que cometeu e que deram causa ao seu sofrer, assim como de que modo as teria evitado. Reconhece justa a situação em que se acha e busca então uma existência capaz de reparar a que vem de transcorrer. Escolhe provas análogas às de que não soube aproveitar, ou as lutas que considere apropriadas ao seu adiantamento e pede a Espíritos que lhe são superiores que o ajudem na nova empresa que sobre si toma, ciente de que o Espírito, que lhe for dado por guia nessa outra existência, se esforçará pelo levar a reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das em que incorreu. Tendes essa intuição no pensamento, no desejo criminoso que freqüentemente vos assalta e a que instintivamente resistis, atribuindo, as mais das vezes, essa resistência aos princípios que recebestes de vossos pais, quando é a voz da consciência que vos fala. Essa voz, que é a lembrança do passado, vos adverte para não recairdes nas faltas de que já vos fizestes culpados. Em a nova existência, se sofre com coragem aquelas provas e resiste, o Espírito se eleva e ascende na hierarquia dos Espíritos, ao voltar para o meio deles.
A.K.: Não temos, é certo, durante a vida corpórea, lembrança exata do que fomos e do que fizemos em anteriores existências; mas temos de tudo isso a intuição, sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do passado. E a nossa consciência, que é o desejo que experimentamos de não reincidir nas faltas já cometidas, nos concita à resistência àqueles pendores.

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