sábado, 25 de outubro de 2014

O ESPÍRITO ENCARNADO – Miramez.

0400/LE
O Espírito encarnado é como se fosse um encarcerado: está preso na carne por laços fluídicos que o fazem prisioneiro por determinado tempo. Ele aspira constantemente à liberdade, no entanto, a sua consciência lhe avisa que ele tem um dever a cumprir, que abandonar o corpo antes do tempo poderá ser bem pior.
O medo de morrer, que quase todo mundo tem, vem das pequenas lembranças dos compromissos assumidos no mundo espiritual. Não fora isso, e seria muito grande o número de suicídios por pequenos aborrecimentos. Os poucos casos que acontecem são por falta do entendimento bastante para certa análise. Não é tirando a própria vida que acontece a libertação. Isso só piora a situação espiritual de quem o faz. O Espiritismo nos esclarece acerca da vida, nos informando as leis que regem o universo, contando-nos casos verídicos de quem tirou a própria vida física e dobrou seus padecimentos, tendo de voltar à carne com cargas mais pesadas do que antes.
Se o encarcerado preocupa todos os dias com a sua liberdade, a alma que toma um corpo tem mais preocupação em se libertar, porque se encontra mais presa que o condenado no cárcere.
No entanto, isso depende de quem se encontra na cadeia e no corpo físico; se é um Espírito mais elevado, ele suporta as suas provações com paciência e resgata suas dívidas com mais ou menos bom ânimo.
A reencarnação é, como já falamos em muitas mensagens, um processo criado por Deus para o nosso despertamento espiritual, cujos meios não podemos discutir por ter sido o Senhor de todos os mundos quem a planejou para o bem de todas as criaturas.
Existem vários tipos de cárcere, e a dor é um deles, e dos mais pesados. Se perguntarmos a um sofredor se ele quer ficar livre dos seus padecimentos, dos seus infortúnios, certamente que a resposta será afirmativa. Assim é a dor da carne, que segura a alma por muitos anos, como sendo lição valiosa, no sentido da libertação espiritual. Quanto mais grosseiro é o corpo, mais depressa a alma deseja voar para a sua liberdade. Quando o fardo é pesado e o jugo sofrível, o carregador deseja largá-lo, entrementes, os guias espirituais sempre estão ativos, aconselhando os encarcerados na carne para suportarem com paciência até ao fim, para serem salvos do passado, e sentirem no coração a esperança do futuro.
É preciso que aqueles que se encontram na carne façam mais força para ficar o mais que puderem nela. As lições são duras, mas compensadoras, e a repetição desta oportunidade é bem mais difícil para o coração ansioso de luz. O Espírito encarcerado pode permanecer de bom grado na carne. Se tem evolução espiritual, ele faz esforço todos os dias na caridade verdadeira, de modo que ela lhe dá forças novas em todos os rumos do entendimento; ele usa, na hora de esmorecimento, a oração e a vigilância. E Jesus não o deixa sozinho no caminho das provas.
Em comparação com o Espírito livre, a reencarnação se compara com o sono da alma, mas depende muito do estado de despertamento da mesma. Existem irmãos no plano espiritual, livres do corpo de carne, em piores situações que os próprios encarnados, mesmo os mais endurecidos. Isso depende muito de cada criatura. A Doutrina Espírita nos mostra os caminhos mais acertados para ganharmos a paz de consciência.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?
É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.

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