sábado, 21 de outubro de 2017

Cartões - 123















INIMIGOS E OPOSITORES - Emmanuel.

Não olvides que a vida é um processo de luta edificante em que todos nos influenciamos, uns aos outros, para que o trabalho gere o conhecimento e amadureça o fruto da educação.
Não vale chorar e reclamar nas algemas do desânimo para que nossos desafetos se modifiquem.
É imprescindível que a nossa atuação lhes alcance a estrada, inclinando-lhes o coração a novo modo de ser.
Não ignoramos que as mais belas teorias de aperfeiçoamento e progresso permanecem inoperantes e estacionárias, quando não encontram a base do exemplo e a movimentação do serviço a lhes concretizarem as linhas essenciais.
Saibamos receber nossos inimigos, desencarnados ou não, à conta de instrutores, de cujo contacto será justo retirar as melhores vantagens em nosso próprio favor, oferecendo-lhes não apenas nossas lágrimas comoventes ou nossas frases brilhantes, mas, sobretudo, o nosso próprio esforço na construção do bem, através do qual recolham as sugestões de nosso campo renovado e feliz, para que se desvencilhem, por fim, das cadeias de sombra a que se agregam.
Recorda que o malho, se desfigura a bigorna, também termina por sua vez em deplorável desgaste, mas desse atrito inquietante nasce a utilidade doméstica que te atenua a preocupação e o cansaço.
Não te esqueças de que o arado, dilacerando o solo, acaba igualmente desmantelado e ferido, entretanto, desse choque de forças surge o pão que te supre a mesa.
Aprendamos a extrair da intimidade com os opositores, no silêncio da compreensão e no devotamento ao dever, os valores da experiência que acumularão em nossas próprias almas os tesouros incorruptíveis da vida.
Livro: Inspiração.
Emmanuel / Chico Xavier.

CARTA AOS DISCÍPULOS - Casimiro Cunha


Se és discípulo sincero
Do Evangelho de Jesus,
Não deponhas no caminho
O peso de tua cruz.

Pelo fato de estudantes
Nesse roteiro de amor,
Encontrarás na tarefa
O cálice de amargor.

É que quanto mais te eduques
Nos esforços da ascensão,
Mais sofrerás com o duelo
Do egoísmo e da ambição.

Pensando no Amado Mestre,
Ponderando-Lhe a bondade,
Hás de chorar, vendo o mundo
No abismo da iniqüidade.

Terás dor, porquanto, em paz,
Nunca feres, nem odeias.
Sentido contigo próprio
As amarguras alheias.

Vai com fé pelo caminho,
Leva a charrua na mão,
Trabalha, guardando o Cristo
No fundo do coração.

Desconfia da lisonja.
Esquece o que te ofender.
Coloca, acima dos homens,
O que te cumpre fazer.

Sê modesto. Há sempre últimos
Que no céu serão primeiros.
Conta sempre com Jesus
Acima dos companheiros.

Um amigo terrestre pode
Ir com tua alma ao porvir,
Mas inda é o homem do mundo
Sempre disposto a cair.

Recebe com precaução
Quem te venha agradecer.
Por muita coisa que faças
Não fazes mais que o dever.

A palavra sem os atos
É um cofre sonoro e oco.
Evita o que fala muito
E edifica muito pouco.

Sê desprendido da posse,
Mas, conserva os bens da luz.
O discípulo conhece
Que ele próprio é de Jesus.

Nunca sirvas às discórdias,
Ao despeito, à confusão.
Deves ser, por onde passes,
Ensino e consolação.

Sabendo que nada vales
Sem o amparo do Senhor,
Conquistarás no futuro
O seu Reinado de Amor.

Livro: Cartas do Evangelho.
Casimiro Cunha / Chico Xavier.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Pai Nosso em Aramaico

Pai-Mãe, respiração da Vida, fonte do som, ação sem palavras, criador do cosmo!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda,
E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que assim seja!
É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso", a prece ecumênica de MISSA (Jesus Cristo).
Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém / Palestina, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (séc. VI ac), e a língua usada pelos povos da região.
Jesus sempre falava ao povo em idioma aramaico.
A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus.
Fonte: Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

LIÇÕES HUMANAS – Emmanuel.

Enquanto na Terra, muito raramente, pensamos na dor na condição de recurso educativo.
Em nosso egoísmo, interpretamos qualquer sofrimento por equação da lei de causa e efeito, como se não tivéssemos necessidade de experiências e lições.
Entretanto, sem disciplina, que muitos aprendizes consideram sacrifício ou flagelação, que seria da escola?
Sem o progresso da cirurgia para cortar o tecido enfermo, como prolongar a vida no corpo doente, quando a possibilidade da sobrevivência aparece? Se não atravessássemos essa ou aquela moléstia de trato difícil, provavelmente não entenderíamos a linguagem atormentada de irmãos doentes outros, quando nos reclamam paciência e carinho.
Não sofrêssemos no mundo a perda de um ente amado, ante as exigências da morte física, e talvez ignorássemos a maneira de reconfortar os amigos que se reconhecem esmagados de pranto, quando a morte lhes visita os recessos do lar.
Embora reconheçamos que ninguém necessita cair, a fim de aprender a estar de pé, muitos irmãos nossos se manteriam de coração frio e orgulhoso, diante dos companheiros tombados em erro ou delinqüência, se também eles não resvalassem no chão de quedas desastrosas, com o que adoçam a própria alma, entendendo quanto doem as feridas do remorso e os aguaceiros de lágrimas, no espírito dos irmãos necessitados de reequilíbrio, a pedirem tolerância e respeito.
Se até agora não carregaste feridas de decepção que te marcaram a alma; se não suportaste ainda injúrias e agravos; se desconheces quanto nos amargam as conseqüências de uma falta cometida; se não passaste ainda pela necessidade de pedir o perdão de alguém por algum erro pelo qual te observas responsável; e não sabes até agora quanto custa a passagem por estradas de pedregulho e fel, trabalhando e servindo sempre, sem levar em conta os teus próprios sofrimentos; se, em suma, tiveres vivido, até hoje, sem contato com tribulações e dificuldades, que se fazem valiosas lições humanas, talvez que a tua elevação, por mais rica de palavras e por mais lindamente decorada de gestos felizes, nos dias de exame que chegam inevitavelmente para cada um de nós, através das provas necessárias, não passe de simples ingenuidade.
Livro: Inspiração.
Emmanuel / Chico Xavier.

Poemo "Ordigita Hejmo" - Herbert A. Welker el Brazilo

Nuntempe oni ricevas – tra la sociaj retoj – multe da mesaĝoj. Antaŭ kelka tempo mi ricevis portugallingvan poemon (Casa Arrumada) skribitan de la brazila poeto Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Li estas unu el la plej konataj brazilaj poetoj, sed strange eĉ en la portugallingva Vikipedio artikolo pri li estas sufiĉe malgranda, kaj en la E-Vikipedio troviĝas nur eta artikolo, en kiu estas preskaŭ pli da malgravaj informoj ol gravaj. Ŝajnas al mi ankaŭ strange, ke oni donas retligilojn al du artikoloj, kiuj pritraktas du poemojn tradukitajn al Esperanto, sed en tiuj artikoloj oni nur donas kelkajn informojn pri ili (ĉefe pri kiam la poeto skribis ilin kaj kie ili estis publikigitaj) kaj estas farita analizo pri ili. Tamen mankas la teksto de la poemoj (Titoloj: “Man-ĉe-mane” kaj “La homo; la vojaĝoj”).
Estu kiel ajn, Carlos Drummond de Andrade “estas konsiderata de multaj la plej influa brazila poeto de la 20-a jarcento” (portugallingva Vikipedio). Li uzis liberajn versojn kaj ĉiutagan lingvon kaj plejofte pritraktis ĉiutagajn temojn.
Serĉante en la interreto, mi vidis, ke la poemo, kiun mi ricevis, estas komentata en multaj blogoj kaj eĉ deklamata en kvar videoj. Ĉar ĝi estas sufiĉe karakteriza por la poezio de tiu poeto, mi tradukis ĝin.

Ordigita Hejmo
Ordigu la hejmon ĉiutage... Sed ordigu ĝin tiele, ke post-restu tempo por vivi en ĝi.
Ordigita hejmo estas tiel: loko organizita, pura, kun spaco por moviĝi kaj bona eniro de lumo.
Sed por mi hejmo devas esti hejmo, ne kirurgia centro, scenejo de telenovelo. Estas homoj kiuj malŝparas tempon purigante, sterilizante, aranĝante la meblojn, pufigante la kusenojn... Ne, mi preferas vivi en hejmo, en kiu mi vidas kaj perceptas tuj: ĉi-tie estas vivo.
Hejmo kun vivo, por mi, estas tiu, en kiu la libroj eliras el la bretaroj kaj la ornamaĵoj, ludante, ŝanĝas siajn lokojn. Hejmo kun vivo havas fornon eluzitan pro uzo, pro troa uzo por la abundaj mangaĵoj, kiuj vokas ĉiujn al la kuireja tablo. Sofo sen makulo? Tapiŝo sen tirita veftero? Tablo sen marko de glaso? Evidentas ke temas pri hejmo sen festo. Kaj se la planko ne havas grataĵojn, estas pro tio, ke neniu tie dancas.
Hejmo kun vivo, por mi, havas banejon kun perfumita vaporo posttagmeze, havas tirkeston por rubaĵoj, en kiu oni konservas ŝnuretojn, pasporton, kandelojn de naskiĝtagreveno, ĉion kune.
Hejmo kun vivo estas tiu, en kiun oni eniras kaj sentas sin bonvena, tiu kiu ĉiam estas preta por geamikoj, gefiloj, genepoj, genajbaroj... Kaj en la dormoĉambroj, se eblas, estas litotukoj renversitaj de homoj kiuj ludas aŭ amindumas je iu ajn horo.
Ordigu la hejmon ĉiutage... Sed ordigu ĝin tiele, ke post-restu tempo por vivi en ĝi... kaj rekoni en ĝi vian lokon.   

   

Oração

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