domingo, 17 de dezembro de 2017

Por ĉiuj, Esperanto! Zamenhofa Tago - 2017

Tatuagem e Perispírito - Antonio Carlos Navarro.

Tatuagens marcam o períspirito? Esse foi o questionamento que nos fizeram logo após uma palestra em que abordamos o tema “Espírito, Perispírito e Corpo”.
O interesse a respeito se fundamentava no princípio da vaidade, que como defeito moral se insere no esclarecimento dado pelo Benfeitor Espiritual André Luiz:
“Toda queda moral nos seres responsáveis opera certa lesão no hemisfério psicossomático ou perispírito, a refletir-se em desarmonia no hemisfério somático ou veículo carnal, provocando determinada causa de sofrimento.” (1)
Por queda moral entende-se as ações perpetradas em desacordo com a Lei Natural, que é a Lei de Deus (2), quando o Espírito, encarnado ou desencarnado, tem consciência do que é certo ou errado.
A aparência corporal impacta em nós, em maior ou menor grau, de acordo com os valores íntimos que desenvolvemos no decorrer de nossas reencarnações, e por isso a vaidade, como tantas outras coisas, tem também uma graduação, conforme a percepção pessoal de cada um, de forma que haverá sempre uma correspondência em relação ao nosso bem-estar diante de nossa aparência, e de como desejamos ser vistos.
A respeito do bem estar íntimo, Allan Kardec questionou os Espíritos Superiores:
“É condenável ao homem procurar o seu bem-star?
– O bem-estar é um desejo natural. Os abusos são condenáveis porque contrariam a lei de conservação. O bem-estar é condenável se foi adquirido à custa dos outros e se comprometeu o equilíbrio moral e físico do homem.” (3)
Podemos, então, raciocinar em torno de duas vertentes.
A primeira diz respeito aos valores íntimos decorrentes de valores morais, tendências e aptidões de padrão tétrico e sombrio, ou sugestivos de violência, que se perpetuam de uma reencarnação para outra. Aqui as imagens incrustadas no corpo refletirão a sintonia espiritual com entidades e locais menos felizes do mundo invisível, e por isso tenderão a ser gravadas também no períspirito, por força da ideação do ser pensante sempre estar refletida no corpo perispiritual.
Nessas condições, poderão ser refletidas em reencarnações futuras através das conhecidas marcas de nascença, ou como enfermidades cutâneas físicas correspondentes.
Na segunda a(s) tatuagem(s) pode ser levada(s) a conta de pequeno adorno de natureza alegre ou decorativa, que se fundamentada no belo, pode se tornar uma prova de afeição ou ligação espiritual, como no caso de nomes gravados, ou ainda sintonia com a sublimidade da natureza.

Nesses casos, assim como o batom, a pintura suave, os penteados, e os pequenos adornos sempre presentes nos seres humanos, a tendência é de não se fixarem no perispírito, quando discretos e sem vínculos com a vaidade mais profunda.
Voltando à questão do bem-estar, se não há abusos que comprometam a integridade do corpo, entendendo que a pele é elemento de proteção corporal, e se também não causam mal-estar nos que conosco convivem, a tatuagem existirá somente enquanto durar o corpo físico desaparecendo com este quando do desencarne do espírito.
O gosto pelas tatuagens também podem representar reminiscências do tempo em que reencarnávamos em meio aos silvícolas e aborígenes, piratas ou vikings, e tantos outros agrupamentos humanos, e que funcionavam como indicador de posição social ou de padrão comportamental.
Nesse caso, é o passado falando mais alto no alicerce de nossas bases psíquicas.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro.
***
Referências:
(1) Evolução em Dois Mundos, André Luiz – Francisco C. Xavier, cap. 35;
(2) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, item 614; e
(3) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, item 719.

TATUAGENS, PIERCINGS E OUTROS ADEREÇOS SOB O PONTO DE VISTA ESPÍRITA - Jorge Hessen.

Alguém nos questionou se se usar uma tatuagem na pele teria influência sobre o perispírito. Há dirigentes de casas espíritas advertindo que todas as pessoas que fizeram ou pensam em gravar tatuagens ou usar piercings, automaticamente estarão em processo de obsessão. Alguns cristãos baseiam-se nas Antigas Escrituras, onde encontramos advertência aos israelitas de “que não deveriam marcar o corpo, fazer cicatrizes com açoites como autoflagelo, por nenhum motivo.”. (1)
Conhecemos líderes espíritas convictos de que pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings são espíritos primários que ainda carregam lembranças intensas de experiências pretéritas, sobretudo dos tempos dos bárbaros, quando belicosos e cruéis serviam-se dessas marcas na pele para se impor ante os adversários.
Positivamente não identificamos pontos de caráter prático no uso de tatuagens, especialmente se a lesão imposta ao próprio corpo for por mero capricho. Isso sim, refletirá invariavelmente no perispírito, já que, sendo o corpo físico (templo da alma) um consentimento divino para nossas provas e expiações, devemos mantê-lo dignamente protegido e saudável. Entretanto, será que o uso de piercings e tatuagens sobrepujam qualidades morais? Quem pode penetrar na intimidade do semelhante e saber o que aí ocorre?
Sob a percepção histórica, a tatuagem é uma técnica ancestral que se esvai na memória cultural das civilizações. Antigamente eram aplicadas para marcar o corpo de um escravo com o símbolo do proprietário. Gravavam-se os corpos das prostitutas com o emblema de um reino, governo ou estado. Servia também para estigmatizar o corpo da mulher adúltera. Ainda hoje é tradição o seu uso no corpo de príncipes de tribos beduínas, africanas e das ilhas do pacífico.
Presentemente, servem para marcar o corpo de membros de gangues, grupos de atletas esportistas (surfe, motociclismo), "beatniks" (movimento sociocultural nos anos 50 e princípios dos anos 60 que subscreveram um estilo de vida antimaterialista, na sequência da 2.ª Guerra Mundial.), hippies, roqueiros e alastrados principalmente entre jovens comuns dos dias de hoje.
Os que se tatuam devem procurar identificar seus motivos íntimos. Recordemos que o corpo é o templo do Espírito e não nos pertence, portanto, é importante preservá-lo contra agressões que possam mutilar a sua composição natural. Há os que usam vários brincos, piercings e outros adereços. Haveria a mutilação espiritual por causa desses apetrechos? Talvez sim, provavelmente não! O certo é que o perispírito é efetivamente lesado pela defecção moral, desequilíbrio emocional que leva a suicídios diretos e indiretos; vícios físicos e mentais, rancores, pessimismos, ambição, vaidade desmesurada, luxúria.
Esfola-se o corpo espiritual todas as vezes que se prejudica o semelhante através da maledicência, da agressividade, da violência de todos os níveis, da perfídia. Destarte, analisado por esse prisma, os adereços afetam menos o corpo perispirítico. Principalmente porque na atualidade muitos desses adornos que ferem o corpo físico podem ser revertidos, já na atual encanação, e naturalmente não repercutirá no tecido perispiritual.
André Luiz elucida que o perispírito não é reflexo do corpo físico; este é que reflete a alma. “As lesões do corpo físico só terão, pois, repercussão no corpo espiritual se houver fixação mental do indivíduo diante do acontecido ou se o ato praticado estiver em desacordo com as leis que regem a vida.”.(2) As tatuagens e as pequenas mutilações que alguns indivíduos elaboram como forma de demonstrar amor a exemplo de alguém que grava o nome do pai ou da mãe no corpo de modo discreto não trariam, logicamente, os mesmos efeitos que ocorreriam com aqueles que se tatuam de modo resoluto, movimentados por anseios mais grosseiros.
Curiosamente, muitas pessoas, retornando ao plano espiritual, podem optar pelo uso dos adornos aqui discutidos. Segundo o autor do livro Nosso Lar, “os desencarnados podem, sob o ponto de vista fluídico, moldar mentalmente e de maneira automática, no mundo dos Espíritos, roupas e objetos de uso e gosto pessoal. Destarte, é perfeitamente possível, embora lamentemos, que um ser no além-túmulo permaneça condicionado aos vícios, modismos e tantas outras coisas frívolas da sociedade terrena.”.(3)
No que concerne às tatuagens especificamente, por ser um tipo de insígnia permanente, pode, sem dúvida, ocasionar conflitos mentais. A começar na atual encarnação, quando chega a ocasião em que o tatuado se arrepende, após ter mudado de idéia, em relação à finalidade da tatuagem. Concebamos que seja o apelido, sobrenome, o desenho ou algum emblema de alguma pessoa que já não estima, não ama ou qualquer outra silueta que já não aceita em seu corpo. Então, o que era um mero enfeite, culmina cansando a estética e torna-se um problema particular de complexa solução.
Então, por que a pessoa se permite tatuar? Nas culturas primitivas se usavam tatuagens com finalidades mágicas, para evocar a interferência de divindades, para o bem ou o mal. Hoje é, para muitos indivíduos, uma espécie de ritual de passagem, envolvendo a integração num grupo. Pode ser também de identificação. Pela tatuagem a pessoa está dizendo algo de si mesma.
Nas estruturas dos códigos espíritas não há espaços para proibições. Não obstante, a Doutrina dos Espíritos oferece-nos subsídios para ponderação a fim de que decidamos racionalmente sobre o que, como, quando, onde fazer ou deixar de fazer (livre-arbítrio). Evidentemente que não é o uso de tatuagens que retratará a índole e o caráter de alguém. Todavia, não podemos perder de vista que alguns modelos de tatuagens, com pretextos sinistros, podem ser classificados (sem anátemas) como censuráveis e inadequados para um cristão de qualquer linhagem.
Nesse contexto, é importante compreender a pessoa de forma integral. As características anunciadas no corpo são resultados de seus estados mentais, reflexos das experiências culturais, aprendizados e interpretação de mundo. Como dissemos, o Espiritismo não proíbe nada e fornece-nos as explicações para os fenômenos psíquicos. Assim sendo, as recomendações doutrinárias não combatem, porém conscientizam! Não são indiferentes aos dramas existenciais e demonstram como edificar e marchar no mais acautelado caminho.
Dissemos que o uso piercings e outros adereços e da própria tatuagem por si só não caracteriza alguém com ou sem moralidade. Investiguemos porém as causas dessas atitudes. Quais sãos os anseios, os sonhos, as crenças dos que cobrem seus corpos com tais marcas? Tatuagens, piercings, são estágios transitórios. Importa alcançar, porém, se tais indivíduos estão mutilados psíquica, emocional e espiritualmente. O que os conduz muitas vezes a despedaçar a barreira da ponderação e do juízo? Por que atentam contra si submetendo-se a dores e sofrimentos incompreensíveis? Para uns o motivo é o modismo. Outros, todavia, ainda se acham atrelados a costumes de outras existências físicas e trafegam do mundo inconsciente para o consciente, derivando na transfiguração do corpo biológico.
Perante questões controversas, as mensagens kardecianas buscam na intimidade do ser o seu real problema. Convidam-nos ao autoconhecimento e ao estágio do autoaprimoramento. Sugere-nos sensatez, autoestima, altivez, comedimento e a busca incessante de Deus, o Exclusivo Ente, que facultara-nos completar de contentamento e paz de consciência.
Referência bibliográfica:
(1)    Levítico 19.28; Deuteronômio 14.1-2.
(2)    Xavier, Francisco Cândido e Vieira , Waldo. Evolução em dois mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro, Ed. FEB, 1959
(3)    Xavier, Francisco Cândido. Nosso Lar, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1955

sábado, 16 de dezembro de 2017

Palavra do Dia / Vorto de la tago - 77

 
                              EVOLUI - Evoluir

1. Iompostiome disvolviĝi; regule kaj laŭnature kreskadi aliformiĝante:
(Desenvolver-se pouco a pouco; crescer regular e naturalmente transformando-se em outro)

Esperanto evoluas laŭ natura kaj rekta vojo.
Esperanto evolui segundo um caminho natural e direto.
"Eĉ se mi tiam estus mortinta, la lingvo povus evolui sen mia helpo, el ĝia propra fundamento." Zamenhof.
"Até mesmo se quando estiver morto, a  língua poderá evoluir sem minha ajuda, por meio de seu próprio fundamento". Zamenhof.
"La evoluado de la lingvo fariĝos per la senrompa vojo de neologismoj kaj arĥaismoj."Zamenhof.
"A evolução do idioma se fará por um caminho contínuo de neologismos e arcaismos." Zamenhof.

2. Pasi tra diversaj iompostiomaj ŝanĝoj:
(Passar por várias mudanças graduais)

Kun la tempo, lia karaktero evoluadis ĝis ekstrema mildeco.
Com o tempo, seu caráter evoluia até brandura extrema.
***
Vorto de la Tago - Programo MIa Amiko
Kontribuo de Tiago
Esperanto@Brazilo - http://esperanto.brazilo.org

NOS CAMINHOS DA VIDA...

Se te empenhas na construção do caminho para a Vida Superior, não te emaranhes na viscosa teia de interesses inferiores que porventura ainda te prendem à Terra.
Para isso é necessário te acauteles contra a leviandade com que tantas vezes perturbamos o roteiro do próximo.
Sem a bênção da confiança e da simpatia entre os homens, ninguém pavimenta para si mesmo a senda abençoada do amor.
Compreendendo, em razão disso, o ensinamento do Mestre, guarda a sobriedade com o respeito aos outros por teu programa de cada dia.
Não disputes posição de evidência onde muitos obedecem.
Não procures em teu favor privilégios inacessíveis a teu irmão.
Não amontoes disponibilidades financeiras pelo simples prazer da usura, onde a carência te cerca.
Não ostentes intelectualidade, ao lado da incultura.
Não desejes contentamento excessivo ao lado de quem chora.
Em suma, não indisponhas os semelhantes contra ti próprio, de vez que a subida para o Alto é feita em degraus de bondade e entendimento.
Não te armes com valores perecíveis do mundo, na marcha da ascensão para Deus e, sim, entesoura no coração e nos braços, nos ouvidos e nos olhos, nas mãos e nos pés, nos raciocínios e nos sentimentos a luz da boa vontade para com todos, porque somente compreendendo e amparando aos que nos rodeiam é que conquistaremos da Providência Divina o auxílio indispensável e positivo em favor de nós mesmos.
Livro: Inspiração.
Emmanuel / Chico Xavier.

CARTA DE NATAL - Casemiro Cunha


Meu amigo. Não te esqueças.
Pelo Natal do Senhor
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do amor.

Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção.
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.

Mas não olvides tu mesmo,
No banquete de Jesus,
Segue-Lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.

Faze um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.

Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.

Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.

Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada
Há fel e desilusão.

Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.

Queres esmolas do céu?
Não te fartes de saber,
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.

Desesperaste? Recorda,
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.

Natal!... Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu...
Conchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do céu.

Mas ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor.
Vê se já tens a humildade -
A seiva eterna do amor.

Livro: Cartas do Evangelho.
Casemiro Cunha / Chico Xavier.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Conhecer a si mesmo.

Privilegiamos os acontecimentos do mundo de fora, não dando a atenção devida ao que está acontecendo em nosso mundo interior. É preciso inverter isto! É do mundo interior que nascem as atitudes que poderão transformar nossa vida num céu ou num inferno. Entretanto, se o homem vive inconsciente do que se passa dentro de si mesmo, sua realidade exterior facilmente se transformará num caos.
Quem conhece a si mesmo está no caminho mais próximo da felicidade, por duas razões: 1 – está consciente de suas virtudes e, por isso, utiliza todo o potencial que saber ser portador. 2 – está consciente das suas imperfeições e, assim, pode combater o mal que ainda existe em seu mundo interior, evitando agir em prejuízo de si mesmo.
O homem mais poderoso do mundo, sem dúvida alguma, é o homem quer mais se conhece. O mais fraco e impotente, ainda que fisicamente forte, é o que ignora a si próprio.
Livro: Sempre Melhor - 77
Jose Carlos De Lucca.

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