terça-feira, 30 de junho de 2015

Biografia - A vida de Chico Xavier

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, no dia 02 de Abril de 1910. Filho de operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, Chico perdeu a mãe em 1915, quando tinha apenas 5 anos de idade
O pai, passando por dificuldades, entregou alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes. Nos dois anos seguintes, Francisco foi criado pela madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que pelas conhecidas histórias, surrava e maltratava o menino Chico, que numa demonstração de bondade, sempre dizia que ela era uma senhora boa, mas que tinha uma “necessidade” de surrá-lo.
Foi nessa época, que ele teve o primeiro contato com a mãe, enquanto orava no quintal da madastra. Sua mãe pediu-lhe que aguentasse os maus tratos, pois D. Ritinha era sua instrutora, de modo que ele deveria amá-la, já que ela o tornaria forte para as batalhas que enfrentaria.
Devido aos contatos com o mundo espiritual, em especial, com sua mãe, Chico Xavier era muitas vezes incompreendido, sendo tachado de possuído e sofreu muito por isso, tendo passado por várias provações. E apesar de tudo, ele mantinha uma intensa calma e benevolência com as pessoas, mesmo quando elas o tornavam motivo de chacota.
Quando Chico Xavier tinha nove anos, seu pai casou-se novamente com Cidália Batista, uma mulher boa e caridosa, que insistiu em juntar todos os filhos na mesma casa, a fim de cuidar deles. Ela tratou todos como se fossem seus, juntamente com outros seis filhos, que teve desse casamento.
Por insistência de D. Cidália, Chico foi matriculado na escola pública, completando o curso primário em 1924, e não voltou mais a estudar.
Em 1927, com dezessete anos de idade, Chico perdeu a madrasta Cidália, e se viu diante da insanidade de uma irmã, e descobriu que era um processo obsessivo.
No final de 1927 foi fundado o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de seu irmão José Cândido Xavier onde as reuniões se realizavam as segundas e sextas-feiras.
No dia 08 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação no serviço mediúnico em público, e em 1931, passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além - Túmulo", que foi lançado em julho de 1932.
Em 1931, manifesta-se pela primeira vez o espírito Emmanuel que foi o seu protetor espiritual, que lhe preveniu que pretendia trabalhar muito a seu lado e por um longo tempo, mas que deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e lhe propôs mais três condições para este trabalho: “disciplina, disciplina, disciplina”.
Em 1932 foi publicado o “Parnaso de Além-Túmulo”, pela FEB – Federação Espírita Brasileira, com coletânea de poesias ditadas por espíritos de poetas brasileiros e portugueses, que obteve grande repercussão junto a imprensa e opinião pública brasileira. As críticas aumentavam ao se saber que o livro havia sido escrito por um modesto escriturário de armazém do interior de Minas Geral, que mal completara o primário. O espírito de sua mãe aconselhou-o a não responder aos críticos.
Neste período, Chico Xavier ingressou no serviço público federal, como auxiliar de serviço no Ministério da Agricultura, onde muitos anos depois se aposentou por invalidez, devido a problemas oculares.
Em 1943, surge uma nova entidade espiritual, assinando suas obras com o pseudônimo de André Luiz, responsável por uma magnífica coleção de onze livros, iniciada com a obra “Nosso Lar”.
Em parceria com o também médium Waldo Vieira, psicografou dezessete obras.
Além da psicografia, também exerceu mediunidade de psicofonia, vidência, audiência, receitista, entre outras práticas.
Em 5 de janeiro de 1959, por motivos de saúde e sob orientação médica e dos Benfeitores Espirituais, Chico Xavier foi residir em Uberaba – MG, onde prosseguiu as atividades mediúnicas em reuniões públicas na Comunhão Espírita Cristã.
Foi nesta mesma época que teve início também à famosa peregrinação aos sábados, quando o bondoso médium, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas.
Ao longo de sua vida, Chico foi acusado diversas vezes de fraude ou viu seu nome envolvido em polêmicas que ele, calmamente, ignorava, deixando que o tempo cuidasse dos boatos e maledicências.
Seu trabalho sempre foi voltado à divulgação doutrinária e tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoal  aos que o procuravam.
Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, cedendo todos os direitos autorais de seus livros para Organizações Espíritas e Instituições de Caridade desde o primeiro livro.
Não aceitava dinheiro arrecadado com a venda de seus livros e vivia apenas com os proventos de sua aposentadoria.
Mesmo com a saúde debilitada, Chico Xavier prosseguiu na sua condição de um autêntico missionário de Jesus, continuando a comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, até que no dia 30 de junho de 2002, em Uberaba, Minas Gerais, Chico Xavier desencarnou em decorrência de parada cardiorespiratória.
Conforme relato de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seu desencarne.
O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol, no ano de seu falecimento.
No dia 02 de Abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreou Chico Xavier – O filme, baseado na biografia “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior, dirigido e produzido pelo cineasta Daniel Filho.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Como desenvolver a Vontade – Ney Prieto Peres

909.  O Homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços? (O Livro dos Espíritos - Allan Kardec)
- Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a Vontade. Ah! Como são poucos os que se esforçam. 
Cremos tranquilamente que todos admitem ser a Vontade a chave das nossas conquistas em todas as áreas de nossa vida. Cada um de nós já teve provas evidentes de que, quando nos dispomos firmemente a conseguir algum propósito, assim o obtemos.
A vontade é, assim, a expressão do nosso livre-arbítrio. Por ela damos os nossos testemunhos e demonstramos os nossos ideais no bem. Podemos para facilitar a nossa análise, considerar que a vontade é constituída dos seguintes fatores: impulso, autodomínio, deliberação, determinação e ação. Todos eles interligados e decorrentes entre si.
Impulso – A Vontade, como já vimos surge, primeiro como um impulso, uma aspiração, um desejo, que pode ser de variada intensidade. Essa intensidade indica a profundidade, a carga emocional, o conteúdo, o grau de interesse que se relaciona com a permanência dentro de nós, ou seja, diz respeito ao afinco, a firmeza, a duração e à persistência.
Do impulso que surge no campo sentimental, a nível emocional, deveríamos começar a fazer a elaboração mental, articulando pensamentos, plasmando idéias, ponderando possibilidades, prevendo obstáculos, balanceando impedimentos, avaliando nossa própria capacidade de realização. Essa elaboração, trazendo os bons impulsos aos níveis de consciência, deve ser intensificada, pois constitui grandemente para fundamentarmos com base aquelas importantes aspirações.
A grande maioria dos iniciantes não passa das promessas, debanda e perde a oportunidade, que pode não se repetir. Não estão eles suficientes convencidos da importância daqueles impulsos, vividos pela inspiração misericordiosa dos Amigos espirituais que nos ajudam a caminhar. Acontece isto, porque ainda, estamos muito preso aos interesses humanos e às ilusões do mundo físico. Não valorizando as oportunidades de redenção que aqueles impulsos renovadores nos oferecem, deixamos de seguir o trem do progresso.
Autodominio – Conseguindo, porém, contornar as dificuldades íntimas, combatendo os momentos de desânimo, exercemos domínio progressivo sobre nossas paixões e apegos, vencemos os obstáculos criados pelas nossas próprias fraquezas, limitações psicológicas, receios e incertezas. Exercendo assim, o domínio de si próprio.
Deliberação – esse domínio vai refletir-se nas nossas deliberações. Para deliberamos em nossa própria causa, devemos ter conhecimento amplo das circunstâncias favoráveis e desfavoráveis, o que implica em dinamizar em nós o hábito de analisar, de observar, de avaliar os acontecimentos da vida diária. Daí escolhermos os rumos, deliberamos o que fazer.
Determinação – do conhecimento obtido, passamos para a execução, ou seja, determinamos o que fazer, as ações a serem executadas, a disposição a empreender, de cumprir as deliberações. A determinação é o primeiro passo para a ação. Nessa fase programamos no tempo as ações a serem tomadas, relacionamos os passos a seguir e nos empenhamos em cumpri-los um por um, com Rigor e Firmeza, com Energia e Coragem.
Ação – finalmente a ação vem concluir toda a sequência encadeada, é a prova das nossas intenções, é a manifestação viva, palpável, a concretização daqueles impulsos que foram articulados na esfera dos nossos pensamentos. É a própria idéia condensada, materializada numa realização.
A Vontade, como vimos, não estaciona no impulso, prossegue no autodomínio, se firma na deliberação, começa a forma na determinação e se concretiza na ação. É um complexo dinâmico de fatores ativos que gera energia transformadora a partir dos impulsos, emitindo ondas indutoras, que se fortalecem pela intensidade na concentração dos pensamentos, constituindo nos campos mentais as conquistas, vencendo e bombardeando os princípios mentais cristalizados que se contrapõem àqueles impulsos renovadores.
O trabalho de desenvolvimento da vontade aplicada à nossa reforma íntima, começa por avaliar o nosso interesse nesse sentido, e é com o devido afinco, a vitória sobre as nossas más tendências.
Livro: Manual Prático do Espírita.
Ney Prieto Peres

CORAGEM - Hammed

Auto-reflexão ou a atitude de mantermos um constante intercâmbio com a "voz da alma", nos daria suficiente liberdade, segurança e coragem para nos guiar por nós mesmos. É bom lembrar que nos podem forçar a "ser escravos", mas não nos podem obrigar a "ser livres".
Coragem é uma importante capacidade da alma, porque dá consistência às demais, enaltecendo-as. Ela faz surgir a autoconfiança e concretiza efetivamente nossas aspirações e anseios. Muitos dons e talentos, no entanto, são comprometidos por falta de coragem.
A Espiritualidade Superior não nos quer submissos à vontade de outrem, nem inabilitados para tomar decisões, mas quer que nos apropriemos de nossos valores inatos, demonstrando determinação e firmeza diante da vida, porque isso teria como resultado natural o conforto físico, psíquico e espiritual.
O Mundo Maior nos incentiva a utilizar as próprias potencialidades a fim de que possamos descobrir a força e a coragem que existem em nossa intimidade. Ele nos convoca, principalmente, para trazer à tona a luz existente dentro de nós, e não para nos entregarmos a refúgios externos.
Nenhum fato ou acontecimento está além de nossa aptidão ou capacidade de lidar com eles. A vida nunca nos apresenta um problema sem que tenhamos a possibilidade de resolvê-lo.
A autoconfiança deve ser ensinada no berço, e a necessidade de aprovação não deveria ser confundida com a busca de afeto ou amor. Para estimular a autoconfiança e a coragem de tomar decisões num adulto, seria necessário que, desde cedo, as crianças não fossem educadas com grande dose de controle ou aprovação. Contudo, se uma criança cresce sentindo que não pode, em nenhuma circunstância, decidir e que, em nome dos "bons modos", ela precisa a todo momento pedir autorização dos pais para agir, são plantadas nela as "sementes neuróticas" de insegurança, medo e falta de confiança.
A busca de aprovação aqui mencionada não tem nada a ver com a atitude saudável dos pais de orientar e educar os filhos, e sim com a postura destrutiva de impor aos menores a necessidade de submeterem tudo à opinião e consentimento dos adultos.
Precisar da permissão de uma pessoa já causa frustração e infortúnio, mas o problema se agrava quando a necessidade do consentimento se torna genérica. Quem se comporta dessa maneira está condenado a encontrar uma grande dose de abatimento e desânimo diante da vida. Além disso, o indivíduo incorpora uma auto-imagem dissimulada ou irreal, erradicando de sua existência a possibilidade de realização pessoal.
A necessidade de autorização tem como gênese a seguinte estratégia psicológica: "de imediato nunca confie em si próprio; antes de qualquer coisa, confira suas idéias e pensamentos com os outros".
O conjunto de conhecimentos e valores da nossa cultura tradicional é do tipo que reforça nos indivíduos uma postura interna de busca de aprovação como um padrão de comportamento normal. A autonomia e a independência não são estimuladas; ao contrário, é consolidado o convencional.
A auto-reflexão ou a atitude de mantermos um constante intercâmbio com a "voz da alma", nos daria suficiente liberdade, segurança e coragem para nos guiar por nós mesmos. É bom lembrar que nos podem forçar a "ser escravos", mas não nos podem obrigar a "ser livres".
A mensagem do Poder Universal é sempre aquela que impulsiona o desenvolvimento de nossas potencialidades ou dons naturais. Despertar é saber que o único modo pelo qual podemos conhecer genuinamente qualquer coisa é examinando-a ou percebendo-a pessoalmente, isto é, usando as leis divinas que estão em nossa intimidade. "Não se poderá dizer: Ei-lo aqui! Ei-lo ali!, pois eis que o Reino de Deus está no meio de vós." (Lucas, 17:21)
Por isso, os Benfeitores Espirituais afirmam que: "A sociedade poderia ser regida somente pelas leis naturais, sem o concurso das leis humanas (...) se os homens as compreendessem bem, e seriam suficientes se houvesse vontade de as praticar (...)." (LE - Questão 794)
As instituições que estruturam a nossa sociedade estabelecem na maioria dos indivíduos um modo de pensar em que impera como norma a concordância ou uniformidade de opiniões, sentimentos, idéias, crenças e pensamentos, sendo que essa postura psicológica age de forma implícita e silenciosa e, quase inconsciente, no cerne das coletividades.
Quanto mais elogio, aplauso e bajulação nos são necessários, mais estaremos nas mãos alheias. Se porventura, um dia, dermos qualquer passo na direção da independência, da auto-aprovação ou da coragem de decidir, esse caminhar não será bem visto por aqueles que nos controlam. Essas novas e saudáveis atitudes serão tachadas de egoístas, frias, desprezíveis, ingratas, num esforço para manter-nos na dependência de todos aqueles que, durante anos, nos conservaram sob o seu domínio e poder.
Quando deixamos os outros conduzirem nosso jeito de sentir, pensar e agir, damos-lhes o consentimento de nos usar ou manipular como e quando quiserem.
Nosso valor reside neles, e se eles se recusarem a nos dar sua apreciação positiva, nos sentiremos um "nada", ou seja, emocional ou moralmente sem valor.
Estas palavras de Paulo constituem a síntese perfeita de um ser humano extraordinário que agia corajosamente perante a sociedade de sua época: "(...) falamos não para agradar aos homens, mas, sim, a Deus, que perscruta o nosso coração." (Paulo / Tessalonicenses, 2:4).
Livro: Os Prazeres da Alma.
Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
794 - A sociedade poderia ser regida somente pelas leis naturais, sem o concurso das leis humanas?
Ela o poderia se os homens as compreendessem bem, e seriam suficientes se houvesse vontade de as praticar. Mas a sociedade tem suas exigências, e precisa de leis particulares.

domingo, 28 de junho de 2015

Libera volo / Livre Arbítrio

Libera volo
843. Ĉu la homo havas liberan volon de siaj agoj?
Ĉar li havas liberecon de pensado, tial li estas libera agi. Sen libera volo, la homo estus ia maŝino.
844. Ĉu la homo ĝuas liberan volon de post sia naskiĝo?
Libereco de agado ekzistas de la momento, kiam estas volo fari. Dum la unuaj tempoj de la vivo, libereco estas preskaŭ nula; ĝi elvolviĝas kaj aliigas sian celon kun la kapabloj. Infano aplikas sian liberan volon al la aferoj necesaj al ĝi, ĉar ĝi turnas sian penson al la bezonoj de sia aĝo.
845. Ĉu la instinktaj antaŭinklinoj de la homo, ĉe ties naskiĝo, ne malhelpas la praktikadon de la libera volo?
La instinktaj antaŭŭnklinoj estas tiuj de la Spirito antaŭ enkarniĝo; laŭ tio, ĉu li pli aŭ malpli progresis, tiuj antaŭinklinoj povas puŝi lin al riproĉindaj agoj, por kiuj lin kunhelpos Spiritoj simpatiantaj tiujn inklinojn; sed nekontraŭstarebla puŝo estas neebla, kiam oni volas resti. Memoru, ke kion oni volas, tion oni povas.
846. Ĉu la fiziologia strukturo ne havas ian influon sur la agojn dum la vivo, kaj, se ĝi iel influas, ĉu ĝi ne malutilas la liberan volon?
Efektive, la Spirito ricevas influon de la materio, kiu povas ĝeni liajn manifestiĝojn; jen kial, en la mondoj, kie la korpoj estas malpli materiaj ol sur la Tero, la kapabloj pli libere elvolviĝas; sed la ilo ne havigas la kapablon. Cetere, estas necese distingi la moralajn de la intelektaj kapabloj; se iu posedas la instinkton de hommortigo, certe posedas kaj donas al la homo tian instinkton nur lia Spirito, ne la organoj de la homo. Tiu, kiu nuligas sian pensokapablon, por sin okupi nur pri la materio, fariĝas simila al besto, kaj eĉ pli malbona ol besto, ĉar li jam ne pensas sin antaŭgardi kontraŭ malbono; kaj pri tio li estas ja kulpa, ĉar li agas laŭ propra volo. - (Vidu 367 kaj sekv. Influo de la organismo.)
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
Livre Arbítrio
843. O homem tem livre-arbítrio nos seus atos?
Pois que tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria uma máquina.
844. O homem goza do livre-arbítrio desde o nascimento?                 
Ele tem a liberdade de agir, desde que lenha a vontade de o fazer. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. Estando os pensamentos da criança em relação com as necessidades da sua idade, ela aplica o seu livre-arbítrio às coisas que lhe são necessárias.
845. As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não são um obstáculo ao exercício de seu livre-arbítrio?
As predisposições instintivas são as do Espírito antes da sua encarnação; conforme for ele mais ou menos adiantado, elas podem impeli-lo a atos repreensíveis, no que ele será secundado por Espíritos que simpatizem com essas disposições; mas não há arrastamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder. (Ver item 361.)
846. O organismo não influi nos atos da vida? E se influi, não o faz com prejuízo do livre-arbítrio?
O Espírito é certamente, influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações. Eis porque, nos mundos em que os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem, com mais liberdade. Mas o instrumento não dá faculdades ao Espírito. De resto, é necessário distinguir neste caso as faculdades morais das faculdades intelectuais. Se um homem tem o instinto do assassínio, é seguramente o seu próprio Espírito que o possui e que lho transmite mas nunca os seus órgãos. Aquele que aniquila o seu pensamento para apenas se ocupar da matéria se faz semelhante ao bruto e ainda pior, porque não pensa mais em se precaver contra o mal. E nisso que ele se torna faltoso, pois assim age pela própria vontade. (Ver item 367 e seguintes, Influência do organismo.)
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

Na hora do sono – Joanna de Ângelis

O repouso mediante o sono é indispensável ao equilíbrio psicofísico dos seres, especialmente do homem.
O sono representa um grande contributo à saúde, à harmonia emocional, à lucidez mental, à ação nos diversos cometimentos da existência humana.
Enquanto se processa o entorpecer de determinadas células corticais, responsáveis pelo sono, libertam-se os clichês do inconsciente, que se transforma em catarse valiosa para a manutenção da paisagem mental equilibrada.
Sobrecarregado pelas emoções refreadas, pelas reminiscências dolorosas, pelas frustrações, pressões, ansiedades, que se transformam em conflitos e complexos variados, o inconsciente se desvela nos estados oníricos, que dão origem aos sonhos, de valor inegável aos psicanalistas para o estudo do comportamento e da personalidade.
O sono natural é de relevante significação para a vida e sua preservação, durante a existência corporal na qual o espírito processa a sua evolução.
Com alguma justeza alguns estudiosos do psiquismo afirmam que “dormir é uma forma de morrer”.
Parecem-se, sem dúvida, os dois fenômenos biológicos, porquanto, no sono, o espírito se desprende parcialmente do corpo, enquanto que, na ocorrência da morte, dá-se o desligamento total dos liames espirituais.
Assim, conforme se durma, ou se morra, isto é, de acordo com as idéias acalentadas e aceitas, manifestam-se as conseqüências idênticas.
No caso do sono, o espírito ressuma as emoções que lhe são agradáveis, acontecidas ou não, o mesmo sucedendo na morte, o que, por sintonia, propicia vinculação com outras mentes, com outros espíritos semelhantes.
Sonhos ou pesadelos, desdobramentos de pequeno, médio ou longo porte, são resultados do estado emocional do indivíduo.
Quando busques o repouso, cuida do panorama emocional através da meditação e renova a mente recorrendo à oração.
Repassa as atividades do dia e propõe-te à reabilitação nos incidentes que consideres infelizes, nos quais constates os teus erros.
Não conduzas ao leito de dormir pensamentos depressivos, angustiantes, coléricos, pertubadores...
Os momentos que procedem o sono devem ser de higiene mental, de preparação para atividades outras, que ocorrerão durante o processo de repouso físico e mental.
Outrosssim, liberta-te das idéias perniciosas que são cultivadas com intensidade. O hábito de as fixares cria condicionamentos viciosos que atraem Entidades semelhantes, que se te acercam e exploram-te as energias, exaurindo-te e dando início a lamentáveis processos de sutis obsessões que se alongam, normalmente, durante o novo dia, repetindo-te, exaustivamente, até além da morte.
Planeja o bem, vitaliza-o com a mente, vive-o desde antes de dormires, e , tão pronto se dê o fenômeno biológico, Amigos devotados do mundo espiritual te conduzirão às Regiões Felizes, a fim de mais te equipares para os tentames, vivendo momentos de arte, beleza e encorajamento, que se poderão refletir nos teus painéis mentais, como sonhos agradáveis, revigoradores, que te deixarão sensações de inefável bem-estar.
Da mesma forma, quando arrastado aos recintos licenciosos que o pensamento acalenta, o contato com seres infelizes se transformará em pesadelos inqualificáveis, desgaste e exaustão, que se manifestarão como irritabilidade, indisposição e enfermidades outras.
Os momentos precedentes ao sono são de vital importância para o período de repouso.
Assim, não te descures da educação da mente, da manutenção dos hábitos e dos programas edificantes, a fim de que todas as tuas horas sejam proveitosas para o teu crescimento interior e uma existência de paz.
Livro: Momentos de Harmonia.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

Paz todo dia – 190

Ponha-se a meditar...
Veja-se pequenino, talvez ainda nos braços dos seus pais ou que muito amaram você. Recorde-se dos tempos mais longínquos, de sua criação, dos seus estudos ou coisas semelhantes, até chegar aos dias que correm.
Observe-se, agora, sem reservas, sem esconder nada de si e considere se sua antiga forma de ser ainda serve à evolução. Pondere se não está apenas repetindo os mesmos costumes, as mesmas idéias. E tome a decisão, sem deixá-la para depois, de fazer um agora proveitoso. Exercite o espírito, a imaginação, e coloque-se em direção a Deus, ao bem e à felicidade.
Mais importante do que o seu passado é o seu agora.
Livro: Paz Todo Dia.
Lourival Lopes

sábado, 27 de junho de 2015

Sempre Jovem

Não dê importância à idade de seu corpo físico: seja sempre jovem e bem disposto espiritualmente.
A alma não tem idade.
A mente jamais envelhece.
Mesmo que o corpo assinale os sintomas da idade física, mantenha-se jovem e bem disposto, porque isto depende de sua mentalização positiva.
Faça que a juventude de seu espírito se irradie através de seu corpo, tenha ele a idade que tiver.
Livro: Minutos de Sabedoria.
Carlos Torres Pastorino.

Sugestões no Caminho – André Luiz.

Lamentarse por quê?... Aprender sempre, sim.
Cada  criatura  colherá da  vida não só pelo que faz, mas também  conforme esteja fazendo aquilo que faz.
Não se  engane  com  falsas apreciações acerca  de  justiça, porque  o tempo é o juiz de todos.
Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.
A humildade é um anjo mudo.
Tanto menos você necessite, mais terá.
Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.
Não se iluda com a suposta felicidades daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como que se embriaga para debalde esquecer.
O tempo é ouro, mas o serviço é luz.
Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.
Não parar na  edificação do bem, nem  para  colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.
A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à renovação.
Livro: Sinal Verde.
André Luiz / Chico Xavier.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

CRIAÇÃO

10. Deus é o criador de todas as coisas.
Esta proposição é a consequência da prova da existência de Deus.
11. O princípio das coisas está nos segredos de Deus.
Tudo diz que Deus é o autor de todas as coisas, mas quando e como as criou? É a matéria de toda a eternidade como ele?
É o que ignoramos. Sobre tudo o que não julgou oportuno nos revelar, não se pode estabelecer senão sistemas mais ou menos prováveis. Dos efeitos que vemos, podemos remontar a certas causas; mas há um limite que nos é impossível transpor, e seria, ao mesmo tempo, perder seu tempo e se expor e desviar -se querendo ir além.
12. O homem tem por guia, na pesquisa do desconhecido, os atributos de Deus.
Na procura dos mistérios, que nos são permitidos sondar, pelo raciocínio, há um critério certo, um guia infalível: são os atributos de Deus.
Desde que se admite que Deus deve ser eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom, que é infinito em suas perfeições, toda doutrina ou teoria, científica ou religiosa, que tendesse a lhe tirar uma parcela, de um único de seus atributos, seria necessariamente falsa, uma vez que tenderia à negação da própria divindade.
13. Os mundos materiais tiveram um começo e terão um fim.
Que a matéria seja de toda a eternidade como Deus, ou que ela haja sido criada numa época qualquer, é evidente, segundo o que se passa diariamente sob os nossos olhos, que as transformações da matéria são temporárias, e que dessas transformações resultam os diferentes corpos, que nascem e se destroem sem cessar.
Sendo os diferentes mundos os produtos da aglomeração e da transformação da matéria, devem, como todos os corpos, ter tido um começo e ter um fim, segundo as leis que nos são desconhecidas. A ciência pode, até um certo ponto, estabelecer as leis de sua formação e remontar ao seu estado primitivo. Toda teoria filosófica em contradição com os fatos mostrados pela ciência, é necessariamente falsa, a menos que se prove que a ciência está em erro.
14. Criando os mundos materiais, Deus também criou seres inteligentes, a que chamamos Espíritos.
15. A origem e o modo de criação dos Espíritos nos são desconhecidos; sabemos somente que são criados simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas perfectíveis e com uma igualdade de aptidão para tudo adquirir e tudo conhecer com o tempo. No princípio, estão numa espécie de infância, sem vontade própria e sem consciência perfeita de sua existência.
16. À medida que o espírito se afasta do ponto de partida, as ideias se desenvolvem nele, como na criança, e com as ideias, o livre arbítrio, quer dizer, a liberdade de fazer, ou não fazer, de seguir tal ou tal caminho, para o seu adiantamento, o que é um do s atributos essenciais do Espírito.
17. O objetivo final de todos os Espíritos é alcançar a perfeição, da qual a criatura é suscetível; o resultado dessa perfeição é o gozo da felicidade suprema, que lhe é a consequência, e à qual chegam, mais ou menos prontamente segundo o uso que fazem de seu livre arbítrio.
18. Os Espíritos são os agentes do Poder Divino; constituem a força inteligente da Natureza e concorrem ao cumprimento dos objetivos do Criador para a constituição da harmonia geral do Universo e das leis imutáveis da criação.
19. Para concorrerem, como agentes do poder divino, na obra dos mundos materiais, os Espíritos revestem, temporariamente, um corpo material.
Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade. A alma do homem é um Espírito encarnado.
20. A vida espiritual é a vida normal do Espírito; ela é eterna; a vida corpórea é transitória e passageira; isso não é senão um instante na eternidade.
21. A encarnação dos Espíritos está nas leis da Natureza; é necessária ao seu adiantamento e ao cumprimento das obras de Deus. Pelo trabalho que a sua existência corpórea necessita, aperfeiçoam a sua inteligência e adquirem, em observando a lei de Deus, os méritos que devem conduzi-los à felicidade eterna.
Disso resulta que, todos concorrendo para a obra geral da criação, os Espíritos trabalham pelo seu próprio adiantamento.
22. O aperfeiçoamento do Espírito é o fruto de seu próprio trabalho; ele avança em razão de sua maior ou menor atividade, ou de boa vontade, para adquirir as qualidades que lhe faltam.
23. Não podendo o Espírito adquirir, numa só existência corporal, todas as qualidades morais e intelectuais que devem conduzi-lo ao objetivo, ele o alcança por uma sucessão de existências, em cada uma das quais dá alguns passos à frente na senda do progresso, e se purifica de algumas de suas imperfeições.
24. A cada nova existência, o Espírito traz o que adquiriu em inteligência e em moralidade em suas existências precedentes, assim como os germes das imperfeições das quais ainda não se despojou.
25. Quando uma existência foi mal empregada pelo Espírito, quer dizer, se ele não fez nenhum progresso no caminho do bem, é sem proveito para ele, e deve recomeçá-la em condições mais ou menos penosas, em razão de sua negligência e de sua má vontade.
26. A cada existência corpórea, o Espírito devendo adquirir alguma coisa de bem e se despojar de alguma coisa de mal, disso resulta que, depois de um certo número de encarnações, ele se encontra depurado e chega ao estado de Espírito puro.
27. O número das existências corpóreas é indeterminado: depende da vontade do Espírito abreviá-lo trabalhando ativamente pelo seu aperfeiçoamento moral.
28. No intervalo das existências corpóreas, o Espírito está errante e vive a vida espiritual. A erraticidade não é de duração determinada.
29. Quando os Espíritos adquiriram, sobre um mundo, a soma do progresso que o estado desse mundo comporta, eles o deixam para se encarnarem num outro mais avançado, onde adquirem novos conhecimentos, e assim por diante até que a encarnação em um corpo material, não lhes sendo mais útil, eles vivem exclusivamente a vida espiritual, onde progridem ainda num outro sentido e por outros meios. Chegados ao ponto culminante do progresso, gozam da suprema felicidade; admitidos nos conselhos do Onipotente têm o seu pensamento e se tornam seus mensageiros, seus ministros diretos para o governo dos mundos, tendo sob as suas ordens os Espíritos de diferentes graus de adiantamento.
Livro: Obras Póstumas – Allan Kardec.

Problemas do amor - Emmanuel

"...que vosso amor cresça cada vez mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento." - Paulo (Filipenses, 1:9).
O amor é a força divina do Universo.
É imprescindível, porém, muita vigilância para que não a desviemos na justa aplicação.
Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele, denomina-se "avareza"; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa mesma força converte-se nele em "egoísmo"; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se "inveja".
Paulo, escrevendo a amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance. Assegura que "o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes".
Instruamo-nos, pois, para conhecer.
Eduquemo-nos para discernir.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.
Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é simplesmente querer e tão-somente com o "querer" é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.
Livro: Fonte Viva.
Emmanuel / Chico Xavier.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

No esforço comum – Emmanuel.

"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" - Paulo (II Coríntios, 5 :6).
Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham.
Cada dia, por nossa vez, sofremos a influência alheia na construção do próprio destino.
E, como recebemos conforme atraímos, e colhemos segundo plantamos é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos.
Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.
Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem.
Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te lêem.
Todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.
Por mais que te procures isolar, serás sempre uma peça viva na máquina da existência.
As rodas que pousam no chão garantem o conforto e a segurança do carro.
Somos uma equipe de trabalhadores, agindo em perfeita interdependência.
Da qualidade do nosso esforço nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto.
Nossa vida, em qualquer setor de luta, é uma grande oficina de moldagem.
Escravizar-nos-emos ao cativeiro da sombra ou libertar-nos-emos para a glória da luz, de conformidade com os moldes vivos que as nossas diretrizes e ações estabelecem.
Lembremo-nos da retidão e da nobreza nos mais obscuros gestos.
Recordemos a lição do Evangelho.
"Um pouco de fermento leveda a massa toda."
Façamos do próprio caminho abençoado manancial de trabalho e fraternidade, auxilio e esperança, a fim de que o nosso Hoje Laborioso se converta para nós em Divino Amanhã.
Livro: Fonte Viva.
Emmanuel / Chico Xavier.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Lecioneto / Pequena Lição - 40

Pentraĵo
Mi pentras. Mi amas pentri. Mi uzas multajn kolorojn.
Ĝenerale mi pentras pejzaĝojn kaj la naturon. Ĉu vi jam vidis pentraĵojn pri pejzaĝoj. Mi tre ŝatas pentri precipe la kampojn kie estas multaj arboj kaj lagoj. Tio estas agrabla hobio. Tiaj belaj pejzaĝoj estas precipe for de la urboj. Do mi iras ĉiam for de la urboj por kapti la belajn vidaĵojn. Kia bela estas la naturo. Tie, en la kampo mi sentas min plej proksima al Dio. Kiam mi estas feliĉa mi pentras pli bone. Ĉu vi komprenis? La pentraĵo estas rezulto de nia interna sento.
Kie vi ŝatas pentri?
Al mi plaĉas pentri sur la kampoj for de la urboj.
Kio estas agrabla hobio?
Pentri estas agrabla hobio por mi.
Kie oni sentas sin plej proksima al Dio?
En la naturo ni sentas nin plej proksimaj al Dio.
Libro: REKTA METODO de ESPERANTO
Luis Guilherme Souto Jardim
***
aĵ/ suf. (indica manifestação concreta da ideia contida na raiz): artaĵo objeto de arte, coisa artística. dolĉaĵo (um) doce. laktaĵo laticínio. pentraĵo pintura. aĵo coisa, realização concreta.
pentri  (tr.) 1 pintar, pincelar. 2 (fig.) pintar, descrever. pentra (relativo a pintura) pictórico, pintural, pictorial, pictural, pitoresco. pentrado (ato de pintar) pintura. pentraĵo 1 (obra pintada) pintura, quadro. 2 painel. pentrarto (tb. pentroarto) (arte de pintar) pintura. pentrejo ateliê de pintura, oficina de pintor, oficina de pintura. pentrinda (que merece ser pintado) pitoresco. pentristo pintor. fuŝpentristo mau pintor. marpentraĵo (pintura em que se representam cenas do mar) marinha. murpentraĵo 1 (tb. grafitio) (rabisco ou desenho simplificado, ou iniciais do autor, feitos, geralmente com spray de tinta, nas paredes, muros, monumentos etc., de uma cidade) grafite, grafito. 2 (inscrição ou desenho feito sobre rochas ou paredes, em tempos antigos) grafito. olepentrado pintura a óleo. olepentraĵo pintura a óleo. pripentri (tr.) (cobrir de figuras, mediante pintura) pintar, decorar: pripentri veturilon per bluaj tulipoj pintar (ou decorar) um veículo com tulipas azuis. repentri (tr.) repintar, tornar a pintar. freska pentraĵo pintura a fresco, pintura em afresco.
Dicionário de Túlio Flores
Português-Esperanto / Esperanto-Português.

Intruantoj de amo kaj virto / Mstres do Amor e da Virtude

Intruantoj de amo kaj virto
Pli altaj kaj bravaj animoj tiam reenkarniĝas sub la egido de Jesuo, por la granda tasko gvidi la politikajn fortojn de la roma eklezio, nun organizita laŭ la maniero de la pasemaj institucioj de la mondo.
La Papismo estis kreo de fiero kaj maljusteco; sed la Kristo ne forlasas la plej malfeliĉajn kaj la plej mizerajn, kaj tial aperis en la sino mem de la eklezio kelkaj instruantoj de amo kaj virto, lernigante al la invadintaj popoloj la helan vojon de la evoluado, ilin kondukante en la kristanan penson kaj destinante ilin por la lumaj tempoj de la estonteco.
Libro: Sur Vojo al la Lumo.
Emmanuel / Chico Xavier.
Mstres do Amor e da Virtude
Almas sublimadas e corajosas reencarnam, então, sob a égide de Jesus e para a grande tarefa de orientar as forças políticas da igreja romana, agora organizada à maneira das construções efêmeras do mundo.
O Papado era a obra do orgulho e da iniquidade; mas o Cristo não desampara os mais infelizes e os mais desgraçados, e foi assim que surgiram, no seio mesmo da Igreja, alguns mestres do amor e da virtude, ensinando o caminho claro da evolução aos povos invasores, trazendo-os ao pensamento cristão e destinando-os aos tempos luminosos do porvir.
Livro: A Caminho da Luz.
Emmanuel / Chico Xavier.

A Grande Pergunta - Emmanuel

“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” — Jesus. (LUCAS, capítulo 6, versículo 46.)
Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os
ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.
Livro: Caminho, Verdade e Vida.
Emmanuel / Chico Xavier.

Fixação mental - Martins Peralva.

Podemos definir o estado de fixação mental de uma criatura, encarnada ou desencarnada, com aquele em que ela «nada vê, nada ouve, nada sente além de si mesma”.
Explicar o mecanismo da fixação mental, tal qual se verifica, não é coisa fácil.
O próprio Hilário assim o diz, na consulta que faz ao esclarecido Assistente Áulus:
«Sinceramente, por mais me esforce, grande é a minha dificuldade para penetrar os enigmas da cristalização do Espírito em torno de certas situações e sentimentos. Como pode a mente deter-se em determinadas impressões, demorando-se nelas, como se o tempo para ela não caminhasse?»
Faremos, todavia, o que nos for possível para retransmitir, na pobreza de nossa linguagem e na indigência de nossas noções doutrinárias, as elucidações do venerável Áulus.
A fixação mental pode perdurar durante séculos e até milênios.
O Espírito isola-se do mundo externo, passando a vibrar, únicamente, ao redor do próprio desequilíbrio, cristalizando-se no Tempo.
É como se fosse, em tosca comparação, uma agulha que faz o disco repetir, indefinidamente, a mesma cantilena.
 Se dissermos a um Espírito que se comunica com a mente fixa no pretérito, que nos achamos em 1957, dificilmente compreenderá ele as nossas explicações, uma vez que a sua mente, cristalizada no Tempo, reflete, tão só, fatos e acontecimentos, impressões e sentimentos do passado, os quais lhe causaram profunda e indelével desarmonia interior.
Um Espírito nessas condições pede tempo e paciência dos componentes de um núcleo mediúnico.
O seu esclarecimento exige carinho e compreensão, além de muita vibração fraterna que, envolvendo-o, o levem ao esforço renovativo.
Estudemos o assunto à luz de um simples diagrama.
CAMPO DE BATALHA = {Retaguarda = {Amargura, Lágrimas, Humilhação. {Vanguarda = {Alegria, Felicidade, Glória. VIDA DO ESPÍRITO = {Retaguarda = {Estacionamento nas zonas inferiores, Reencarnações dolorosas. {Vanguarda = {Renovação, Progresso. A mente humana está simbolizada no soldado que luta pela conquista de posições.
Conforme o esforço, a perseverança, o adestramento, ou a má vontade, o desânimo e a inexperiência, ficará ele na retaguarda, entre mutilados e vencidos, ou surgirá, vitorioso, na vanguarda.
O soldado luta por vencer e destruir os inimigos externos.
A mente luta por vencer os inimigos internos, representados pelo egoísmo, crueldade, vingança, ciúme, prepotência, ambição.
O soldado empunhará a espada e o rifle, a granada e a metralhadora.
As armas da mente são a humildade, o espírito de serviço, a bondade com todos, a nobreza, a elegância moral, a disciplina.
Na retaguarda, para o soldado ou para a mente, o cenário é dantesco: amargura, aflição, humilhação, sofrimento.
É a resposta da Lei à preguiça e à negligência.
Na vanguarda, para o soldado ou para a mente, a paisagem é expressiva: alegria, felicidade, glória.
É a resposta da lei ao trabalho e à boa vontade.
A retaguarda, para a mente ociosa, significará estacionamento nas zonas inferiores, após a desencarnação, ou reencarnações dolorosas no futuro.
A vanguarda podemos simbolizá-la no trabalho renovativo, no progresso, na iluminação, no enriquecimento moral e intelectual.
Muita bondade, repetimos, pede o serviço assistencial ao Espírito cuja mente se cristalizou no Tempo.
Assemelha-se, nas reuniões mediúnicas, a um louco, a quem falamos do Hoje, e ele vê, exclusivamente, o Ontem.
«Nada vê, nada ouve, nada sente além de si mesmo. »Os dramas conscienciais que viveu; os conflitos amargos em que se debate; os distúrbios psíquicos originados do abuso do livre arbítrio, se expressam, na atualidade, em forma de alucinação e fixação mental.
Como poderá um dirigente de sessão que apenas saiba usar o verbo culto e eloquente, sem o menor sentido de fraternidade, ajudar um Espírito nessas condições?
Imprescindível se torna, pois, que os responsáveis pelos núcleos mediúnicos aprimorem os sentimentos e abrandem o coração, a fim de que, identificando-se, de fato, com a necessidade alheia, possam amparar com eficiência.
O conhecimento doutrinário e, especialmente, a assimilação do Evangelho à própria economia espiritual, são fatores indispensáveis àqueles que se consagram ao esforço mediúnico, no setor das desobsessões, como médiuns ou dirigentes.
Ainda sobre o mecanismo da fixação mental, ouçamos a palavra do
Assistente Áulus:
«Qualquer grande perturbação interior, chame-se paixão ou desânimo, crueldade ou vingança, ciúme ou desespero, pode imobilizar-nos por tempo indefinível em suas malhas de sombra, quando nos rebelamos contra o imperativo da marcha incessante com o Sumo Bem. »
A reencarnação, em tais circunstâncias, funciona à maneira de compulsório estimulante ao reajuste.
«Intimamente justaposta ao campo celular, a alma é a feliz prisioneira do equipamento físico, no qual influencia o mundo atômico e é por ele influenciada, sofrendo os atritos que lhe objetivam a recuperação».
Que seria da alma que fixou a mente no passado, não fosse a bênção da reencarnação?
Como reajustar-se no Além-Túmulo, se sabemos que, depois do decesso, leva o Espírito todas as impressões cultivadas durante a existência física?
Abençoado seja, pois, o Espiritismo pelos conhecimentos que revela e difunde.
Santificada seja a Doutrina dos Espíritos que duariza de esperanças» as nossas vidas, fazendo-nos compreender que o Grande Porvir nos proporcionará recursos evolutivos que nos compelirão a deixar o sarcófago de nossas paixões inferiores e ascendermos a regiões onde, na condição de servidores de boa vontade, ser-nos-ão concedidas oportunidades de cooperação com Jesus-Cristo na sublime Causa da redenção dos outros e de nós mesmos.
As elucidações que, sobre o problema da fixação mental, nos traz o livro (Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz), levam-nos a grafar, nas linhas seguintes, uma nova sub-divisão das formas obsessionais ou obsessivas:
a) — Influência do desencarnado sobre o encarnado;
b) — Influência do encarnado sobre o desencarnado;
c) — Influência do Espírito sobre si mesmo, provocando uma autoobsessão.
As formas consignadas nas alíneas “a” e “b” são as mais conhecidas.
A da alínea “c”, menos frequente, é uma decorrência da fixação do Espírito, encarnado ou não, em situações, fatos ou pessoas.
Pensar demais em si mesmo e nos próprios problemas, determina uma auto-obsessão.
O indivíduo passa a ser o “obsessor de si mesmo”.
Não haverá um perseguidor: ele é, ao mesmo tempo, obsessor e obsidiado.
Obsessão sui generis — reconhecemos, mas que existe, sem dúvida alguma, quer entre encarnados, quer entre desencarnados. É muito difícil de ser removida...
Livro: Estudando a Mediunidade.
Martin Peralva.

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