segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Diante de Deus – Emmanuel.

"Pai nosso..." - Jesus / Mateus, 6:9.
Para Jesus, a existência de Deus não oferece motivo para contendas e altercações.
Não indaga em torno da natureza do Eterno.
Não pergunta onde mora.
N’Ele não vê a causa obscura e impessoal do Universo.
Chama-Lhe simplesmente "nosso Pai".
Nos instantes de trabalho e de prece, de alegria e de sofrimento, dirige-se ao Supremo Senhor, na posição de filho amoroso e confiante.
O Mestre padroniza para nós a atitude que nos cabe, perante Deus.
Nem pesquisa indébita.
Nem inquirição precipitada.
Nem exigência descabida.
Nem definição desrespeitosa.
Quando orares, procura a câmara secreta da consciência e confia-te a Deus, como nosso Pai Celestial.
Sê sincero e fiel.
Na condição de filhos necessitados, a Ele nos rendamos lealmente.
Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma força irradiando vidas.
Não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-Lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-Lhe o amor.
Procuremos, assim, nosso Pai, acima de tudo, e Deus, nosso Pai, nos escutará.
Livro: Fonte Viva.
Emmanuel / Chico Xavier.

A Origem do Dízimo

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. Paulo / II, Coríntios 9:7
O Dízimo tem como origem a palavra hebraica ESSER, que quer dizer dez. Do latim decimu (a décima parte), veio para o português com o nome de dízimo.
Ora como surgiu esta história de ter que se pagar dízimo para as igrejas, para os templos?
A primeira menção de dízimo na Bíblia está registrada no livro Gênesis, 14:18 a 20, referindo-se à uma atitude voluntariosa de Abraão, ora Abrão, quando depois de uma guerra, ele "deu o dízimo de tudo" a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque.
Depois do Êxodo, o povo israelita acabou vagando pelo deserto por quarenta anos. Juntamente com os Dez Mandamentos, o Senhor deu a Moisés instruções bem detalhadas em Êxodo (capítulos 25 a 40), de como o povo tinha que construir o tabernáculo e adorar a Deus. Apesar de ser muito luxuosa, essa estrutura era completamente portátil.
Um tabernáculo é como uma igreja, um lugar para encontrar Deus. O tabernáculo era a estrutura que os israelitas construíram para a adoração.
Toda vez que os israelitas mudavam o seu acampamento de lugar, o tabernáculo mudava com eles. Por ser portátil, o tabernáculo também servia como um símbolo de que Deus andava com o povo de Israel.
O zelo, o transporte do rico Santuário, o preparo dos materiais necessários ao culto, reclamavam serviços que excediam as forças de um homem ou de uma família.
Dessa forma foram escolhidos os Levitas para o serviço que se relacionava com o Tabernáculo pelo motivo de que quando o povo quebrou o pacto com Deus e fabricou o bezerro de ouro, somente os Levitas permaneceram fieis a sua aliança com Deus.
Quando o povo de Israel veio com Josué, para tomar posse, depois do êxodo, na terra de Canaã, a terra prometida, todas as 12 tribos tiveram que ser instaladas e aquele território de Israel, foi dividido pelas 12 tribos, que simbolizavam os 12 filhos de Jacó.
Só que uma tribo, a dos Levitas, não recebeu terra, não recebeu território para viver, e ficou determinado que eles fossem os auxiliares dos sacerdotes no templo.
Posteriormente, a lei Mosaica prevê um imposto de 10 por cento (dízimas) dos animais e colheitas recolhidos uma vez ao ano, registrado em Levítico.
Cabe, neste momento, esclarecer que o Levítico basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possui, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião àquela época. É um livro de regulamentos e normas para o Levita.
Vejamos o que diz este livro em seu capítulo 27:
1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: (...) (...)30 Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR. 31 Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. 32 No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. 33 Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados. 34 Estes são os mandamentos que o SENHOR ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai.
Há também um aspecto mais abrangente desse imposto, relatado em Deuteronômio 14:22 a 28, onde percebem-se alguns aspectos que não foram explicitados em Levítico, como: razão de culto, interação familiar e auxílio a classe sacerdotal, os levitas (sacerdotes), estrangeiros, órfãos e viúvas – que àquela época eram relegados à própria sorte.
Vejamos o que diz Deuteronômio:
22 Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. 23 E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. 24 E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; 25 Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; 26 E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; 27 Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. 28 Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; 29 Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.
Destes versículos tiramos as seguintes observações:
1)    O dízimo era pago com produtos agrícolas;
2)    Esses produtos tinham que ser levados para um lugar onde ele houvesse escolhido para habitar, quer dizer, onde estivesse o tabernáculo (uma vez que ele era portátil) quando estavam no deserto, ou, mais tarde, ao templo quando foi construído por Salomão em Jerusalém;
3)    Quem morasse muito longe, para facilitar o transporte, deveria vender o seu produto e quando chegasse lá, no local destinado a oferta, compraria os produtos agrícolas e ofereceria o seu dízimo a Deus;
4)    O Levita tinha o direito de receber a décima parte de tudo o que as outras 11 tribos lucrassem por que eles não receberam terras. Não tinham como produzir.
Portanto, podemos concluir que o dízimo foi criado para o Levita (Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas - Números 18:24). Não se justifica que ainda hoje haja cobrança de dízimo no movimento cristão.
O livro de Malaquias é muito citado, para justificar a cobrança do dízimo.
Vejamos o que diz em seu capítulo 3:6 a 10:
6 Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. 7 Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? 8 Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. 9 Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. 10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
Quem deveria pagar o dízimo? Os filhos de Jacó que é o povo Hebreu:
1)    Abrahão, o patriarca maior;
2)    Isaac seu filho e
3)    Jacó seu neto.
Nesse particular, parece-nos que houve, naquela época, um afrouxamento no rigor do cumprimento da Lei e foram verificados desvios na conduta dos homens que cuidavam do serviço sacerdotal, portanto. foram avisados e amaldiçoados por Deus.
Malaquias reforça aqui que os dízimos devem ser levados à casa do tesouro: o Templo de Jerusalém. O templo de Jerusalém já não existe mais, foi destruído.
Quando houve a destruição do primeiro templo pelos Babilônios, comandos por Nabucodonosor II, em 587 a.C., sofreram a primeira GALUTE, ou seja, o primeiro exílio e foram para a Babilônia.
Com a derrota de Nabucodonosor II, em 539 a.C., por Ciro, o Grande, rei da Pérsia, eles retornaram para a construção do segundo templo. Os Levitas - que eram o objetivo do dízimo, não se juntaram a ESDRAS, que liderou o segundo grupo de israelitas no retorno da Babilônia em 457 a.C.. A partir daí o dízimo foi oficialmente extinto, não existindo mais razão para sua cobrança.
A instituição do dízimo é ilegal e sem respaldo bíblico, porque todos nós somos sacerdotes de Cristo (Apocalipse 1:6). Não há mais necessidade desta tribo sacerdotal.
Para que haja mantimento em minha casa (versículo 10): que casa?: o templo.
Hoje não tem mais templo. O primeiro destruído por Nabucodonosor II, em 587 A.C.; o segundo foi destruído em 70 d.C., pelas legiões romanas comandadas pelo general Tito.
Jesus diz em Mateus, 23:23 a 33:
23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. 24 Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. 25 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. 26 Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. 27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundície. 28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. 29 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, 30 E dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. 31 Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. 32 Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. 33 Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?
Jesus deixa uma mensagem muito forte para separarmos o que é de Deus do que é do homem.
Deus não precisa de dinheiro, de jóias... Deus não precisa de coisas materiais.
O tesouro espiritual que você tem no seu coração, leve-o a Ele em ações, em atitudes. Ame indistintamente àquele que está a seu lado. Ajude, simplesmente ajude.
Se você quer pagar o dízimo tudo bem. Só não esqueça da justiça, da misericórdia e da fé. Jesus não cobrou e nem cobra, não exigiu e nem exige dízimo de seus seguidores. Os seus discípulos, diz Ele, serão reconhecidos por muito se amarem.
Vejamos o que Ele diz em Mateus, 25:31 a 46:
31 E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; 32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; 33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. 34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; 36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. 37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? 40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Este é o dízimo que Jesus nos recomenda:
    - Dar de comer àquele que tem fome;
    - Dar de beber àquele que tem sede;
    - Acolher o peregrino;
    - Vestir o que está nu.
Dê o que pode para ajudar as despesas comuns (água, luz, material de limpeza, etc.) inerentes ao bom funcionamento de nossos Centros Espíritas.
Paulo, em Efésios 1:3 nos afirma que Deus nos abençoou “EM CRISTO”, não “EM DÍZIMO”, por este motivo, a maneira correta do povo cristão contribuir é com o dízimo espiritual.
Marcos José Ferreira da Cruz Machado - Belo Horizonte (MG) Jan/2009
Fonte:
A Bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida
Prof. Severino Celestino da Silva no Programa “Abrindo a Bíblia”, transmitido pela www.tvmundomaior.com.br
Wikipédia – A Enciclopédia Livre.

domingo, 30 de agosto de 2015

No Teu Interior – Irmão José.

A rigor, sombra ou luz são estados de tua própria alma.
Alegria ou tristeza emergem do teu interior.
Toda criatura encerra consigo um poder transformador.
O teu sorriso é luz que acendes na face, iluminando a Vida.
Alivia o teu coração do peso de toda mágoa.
Experimenta sentir contigo a leveza do perdão.
Não vibres negativamente contra os teus semelhantes.
Nem te regozijes com o fracasso de teus desafetos.
O coração mais endurecido não resiste a um gesto de ternura.
Aproxima-te dos que se distanciam de ti, sem colaborares para que a distância se faça ainda maior.
Se da parte dos outros pode haver descaso, da tua pode existir indiferença.
Muitos têm inimigos, porque fazem questão de tê-los.
Livro: Dias Melhores.
Irmão José / Carlos A. Baccelli.

Instruo / Instrução

Instruo
Oni jam diris, ke du flugiloj kondukos la homan spiriton al Dio.
Unu estas nomata Amo, Saĝo estas la alia.
Per la amo, kiu super ĉio estas amo al la proksimulo, la homo sin lumigas kaj beligas interne, elsendante, helpe al aliaj homoj, la reflekton de siaj virtoj; kaj per la saĝo, kiu komenciĝas per la scioakirado, li rikoltas la influon de la avangardo de l’ progreso, kiu al li komunikas la reflektojn de sia grandeco, lin puŝante en la Alton.
Per la amo ni valorigas nin por la vivo.
Per la saĝo ni estas valorigataj de la vivo.
    De tio venas la imperativo, ke inteligento kaj boneco kune marŝu.
Boneco senscia estas kvazaŭ amika puto en plena ombro, kiu sensoifigas vojaĝanton sen instrui lin pri la vojo.
Inteligento senama povas esti komparata al valora montra fosto, kiu indikas al migranto la ĝustan direkton sed lasas lin perei turmentata de l’ soifo.
Ni ĉiuj bezonas instruon kaj amon..
Studi kaj servi estas vojoj neeviteblaj ĉe la klopodoj por altiĝo.
La intelekta kulturo estas tute formita laŭ ĉeno de grada disvastiĝo.
La civilizacioj seninterrompe sin sekvas sub la efiko de la mensa heredo.
La arto, en parolo aŭ muziko, grifelo aŭ peniko, disvolviĝas kaj perfektiĝas pere de la resendo esprimata per la laboro de la kulturantoj de l’ belo, kiuj sin reciproke inspiras.
La lernejo estas centro de inspirita instigado, kie la hodiaŭaj instruistoj kontinuigas la laboron de la hieraŭaj.
La libro prezentas potence altirfortan magneton, modlanton de la emocioj kaj konceptaĵoj, de kiuj fontas la grandaj movadoj de la Homaro en ĉiuj kampoj de religio kaj scienco, opinio kaj tekniko, penso kaj laboro.
Ĉe tiu dinamo de kreiva energio ni trovas la plej altajn rimedojn de mensinflua telekomunikiĝo, ĉar trans nemezureblaj distancoj, en spaco kaj tempo, ni asimilas la ideojn de la superaj spiritoj, kiuj antaŭ jarcentoj pasis
inter ni.
Sokrato reflektiĝas en la verkoj de la disĉiploj, kiuj intime kunvivis kun li, kaj ankoraŭ hodiaŭ ni nutras nin per liaj noblaj pensoj.
Jesuo bildiĝas en la libroj de la apostoloj, kiuj disvastigis lian verkon, kaj la Evangelio ja estas kristalklara spegulo, en kiu, per dia reflekto, la Majstro reaperas, orientante la homan konduton por la konstruado de la Dia Regno inter ni.
Scii estas favori nian propran liberiĝon, prenante la vojon al novaj horizontoj en la vivo.
Koncernas nin do la devo ĉiam studi, elektante la plej bonan, por ke niaj ideoj kaj ekzemploj respegulu la ideojn kaj ekzemplojn de l’ ĉampionoj de la lumo.
Libro: Penso kaj Vivo.
Emmanuel / Chico Xavier.
Instrução
Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus.
 Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria.
 Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto.
Através do amor valorizamo-nos para a vida.
Através da sabedoria somos pela vida valorizados.
Daí o imperativo de marcharem juntas a inteligência e a bondade.
Bondade que ignora é assim como o poço amigo em plena sombra, a dessedentar o viajor sem ensinar-lhe o caminho.
Inteligência que não ama pode ser comparada a valioso poste de aviso, que traça ao peregrino informes de rumo certo, deixando-o sucumbir ao tormento da sede.
Todos temos necessidade de instrução e de amor.
Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação.
Toda a cultura intelectual é formada em cadeia de gradativa expansão.
As civilizações sucedem-se, ininterruptas, ao influxo da herança mental.
A arte, na palavra ou na música, no buril ou no pincel, evolui e se aprimora, por intermédio da repercussão a exprimir-se no trabalho dos cultivadores do belo, que se inspiram uns nos outros.
A escola é um centro de indução espiritual, onde os mestres de hoje continuam a tarefa dos instrutores de ontem.
O livro representa vigoroso ímã de força atrativa, plasmando as emoções e concepções de que nascem os grandes movimentos da Humanidade, em todos os setores da religião e da ciência, da opinião e da técnica, do pensamento e do trabalho. Por esse dínamo de energia criadora, encontramos os mais adiantados serviços de telementação, porqüanto, a imensas distâncias, no espaço e no tempo, incorporamos as idéias dos espíritos superiores que passaram por nós, há Séculos.
Sócrates reflete-se nas páginas dos discípulos que lhe comungavam a intimidade, e, ainda hoje, consumimos os elevados pensamentos de que foi ele o portador.
Retrata-se Jesus nos livros dos apóstolos que lhe dilataram a obra, e temos no Evangelho um espelho cristalino em que o Mestre se reproduz, por divina reflexão, orientando a conduta humana para a construção do Reino de Deus entre as criaturas.
Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida.
Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas idéias e exemplos reflitam as idéias e os exemplos dos paladinos da luz.
Livro: Pensamento e Vida.
Emmanuel / Chico Xavier.

sábado, 29 de agosto de 2015

Adolfo Bezerra de Meneze (1831 – 1900)

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em 29 de agosto de 1831 na fazenda Santa Bárbara, no lugar chamado Riacho das Pedras, município cearense de Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, estado do Ceará.
Descendia Bezerra de Menezes de antiga família, das primeiras que vieram ao território cearense. Seu avô paterno, o coronel Antônio Bezerra de Souza e Menezes tomou parte da Confederação do Equador, e foi condenado à morte, pena comutada em degredo perpétuo para o interior do Maranhão, e que não foi cumprida porque o coronel faleceu a caminho do desterro, sendo seu corpo sepultado em Riacho do Sangue.
Seus pais, Antônio Bezerra de Menezes, capitão das antigas milícias e tenente-coronel da Guarda Nacional, desencarnou em Maranguape, no dia 29 de setembro de 1851, de febre amarela; a mãe, Fabiana Cavalcanti de Alburquerque, nascida em 29 de setembro de 1791, desencarnou em Fortaleza, aos 91 anos de idade, perfeitamente lúcida, em 5 de agosto de 1882.
Desde estudante, o itinerário de Bezerra de Menezes foi muito significativo. Em 1838, no interior do Ceará, conheceu as primeiras letras, em escola da Vila do Frade, estando à altura do saber de seu mestre em 10 meses.
Já na Serra dos Martins, no Rio Grande do Norte, para onde se transferiu em 1842 com a família, por motivo de perseguições políticas, aprendeu latim em dois anos, a ponto de substituir o professor.
Em 1846, já em Fortaleza, sob as vistas do irmão mais velho, o Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra, conceituado intelectual e líder católico, efetuou os estudos preparatórios, destacando-se entre os primeiros alunos do tradicional Liceu do Ceará.
Bezerra queria tornar-se médico, mas o pai, que enfrentava dificuldades financeiras, não podia custear-lhe os estudos. Em 1851, aos 19 anos, tomou ele a iniciativa de ir para o Rio de Janeiro, a então capital do Império, a fim de cursar medicina, levando consigo a importância de 400 mil réis, que os parentes lhe deram para ajudar na viagem.
No Rio de Janeiro, ingressou, em 1852, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia.
Para poder estudar, dava aula de filosofia e matemática.   Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Em março de 1857, solicitou sua admissão no Corpo de Saúde do Exército, sentando praça em 20 de fevereiro de 1858, como cirurgião tenente.
Ainda em 1857, candidatou-se ao quadro dos membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em sessão de 1º de junho. Nesse mesmo ano, passou a colaborar na "Revista da Sociedade Físico-Química".
Em 6 de novembro de 1858, casou-se com a Sra. Maria Cândida de Lacerda, que desencarnou no início de 1863, deixando-lhe um casal de filhos.
Em 1859 passou a atuar como redator dos "Anais Brasilienses de Medicina", da Academia Imperial de Medicina, atividade que exerceu até 1861.
Em 21 de janeiro de 1865, casou-se, em segunda núpcias com Dona Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã materna de sua primeira esposa, com quem teve sete filhos.
Quando tentaram impugnar sua candidatura, sob a alegação de ser médico militar, demitiu-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal, desenvolveu grande trabalho em favor do “Município Neutro” e na defesa dos humildes e necessitados.
Foi reeleito com simpatia geral para o período de 1864-1868. Não se candidatou ao exercício de 1869 a 1872.
Em 1867, foi eleito deputado-geral (correspondente hoje a deputado federal) pelo Rio de Janeiro. Dissolvida a Câmara dos Deputados em 1868, com a subida dos conservadores ao poder, Bezerra dirigiu suas atividades para outras realizações que beneficiassem a cidade.
Em 1873, após quatro anos afastados da política, retomou suas atividades, novamente como vereador.
Bezerra não ficou, porém, no conselho teórico. Com as iniciais A. M., principiou a colaborar com o “Reformador”, emitindo comentários judiciosos sobre o Catolicismo.
Fundada a Federação Espírita Brasileira em 1884, Bezerra de Menezes não quis inscrever-se entre os fundadores, embora fosse amigo de todos os diretores e sobremaneira, admirado por eles.
Embora sua participação tivesse sido marcante até então, somente em 16 de agosto de 1886, aos 55 anos de idade, Bezerra de Menezes, perante grande público, em torno de 1.500 a 2.000 pessoas, no salão de Conferência da Guarda Velha, em longa alocução, justificou a sua opção definitiva de abraçar os princípios da consoladora doutrina.
Daí por diante Bezerra de Menezes foi o catalisador de todo o movimento espírita na Pátria do Cruzeiro, exatamente como preconizara Ismael.
Com sua cultura privilegiada, aliada ao descortino de homem público e ao inexcedível amor ao próximo, conduziu o barco de nossa doutrina por sobre as águas atribuladas pelo iluminismo fátuo, pelo cientificismo presunçoso, que pretendia deslustrar o grande significado da Codificação Kardequiana.
Presidente da FEB em 1889, ao espinhoso cargo foi reconduzido em 1895, quando mais se agigantava a maré da discórdia e das radicalizações no meio espírita, nele permanecendo até 1900, quando desencarnou.
O Dr. Bezerra de Menezes foi membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, da Sociedade Físicoquímica, sócio e benfeitor da Sociedade Propagadora das Belas-Artes, membro do Conselho do Liceu de Artes e presidente da Sociedade Beneficente Cearense.
Escreveu em jornais como “O Paiz”, redigiu “Sentinela da Liberdade”, os “Anais Brasilienses de Medicina”, colaborou na “Reforma”, na “Revista da Sociedade Físico-química” e no “Reformador”. Utilizava os pseudônimos de Max e Frei Gil.
O dicionarista J. F. Velho Sobrinho alinha extensa bibliografia de Bezerra de Menezes, relacionando para mais de quarenta obras escritas e publicadas. São teses, romances, biografias, artigos, estudos, relatórios, etc.
Bezerra de Menezes desencarnou em 11 de abril de 1900, às 11h30min., tendo ao lado a dedicada companheira de tantos anos, Cândida Augusta.
Morreu pobre, embora seu consultório estivesse cheio de uma clientela que nenhum médico queria; eram pessoas pobres, sem dinheiro para pagar consultas. Foi preciso constituir-se uma comissão para angariar donativos visando a possibilitar a manutenção da família. A comissão fora presidida por Quintino Bocayuva.
Por ocasião de sua morte, assim se pronunciou Leon Denis, um dos maiores discípulos de Kardec: “Quando tais homens deixam de existir, enlutase não somente o Brasil, mas os espíritas de todo o mundo”.
Os Textos abaixo foram incluído nas obras que integram a Coleção Bezerra de Menezes, publicada pela FEB.
Mais que um adepto, Bezerra de Menezes foi um defensor e um divulgador da Doutrina Espírita. Em 1883, recrudescia, de súbito, um movimento contrário ao Espiritismo e, naquele mesmo ano, fora lançado por Augusto Elias da Silva o “Reformador”, órgão oficial da Federação Espírita Brasileira e o periódico mais antigo do Brasil, ainda em circulação. Elias da Silva consultava Bezerra de Menezes sobre as melhores diretrizes a seguir em defesa dos ideais espíritas.
O venerável médico aconselhava-o a contrapor-se ao ódio, o amor, e a agir com discrição, paciência e harmonia.
O Espiritismo, qual novo maná celeste, já vinha atraindo multidões de crentes, a todos saciando na sua missão de consolador. Logo que apareceu a primeira tradução brasileira de “O Livro dos Espíritos”, em 1875, foi oferecido a Bezerra de Menezes um exemplar da obra pelo tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos, que se ocultou sob o pseudônimo de Fortúnio.

Foram palavras do próprio Bezerra de Menezes, ao proceder a leitura de monumental obra: “Lia, mas não encontrava nada que fosse novo para meu espírito, entretanto tudo aquilo era novo para mim [...]. Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no Livro dos Espíritos [...]. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou mesmo, como se diz vulgarmente, de nascença”.
Contribuíram também, para torná-lo um adepto consciente, as extraordinárias curas que ele conseguiu, em 1882, do famoso médium receitista João Gonçalves do Nascimento. Em 1885, atingiu o fim de suas atividades políticas.
Bezerra de Menezes atuou 30 anos na vida parlamentar. Outra missão o aguardava, esta mais nobre ainda, aquela de que o incumbira Ismael, não para o coroar de glórias, que perecem, mas para trazer sua mensagem à imortalidade.
Em 1878, com a volta dos liberais ao poder, foi novamente eleito à Câmara dos Deputados, representando o Rio de Janeiro, cargo que exerceu até 1885.
Neste período, criou a Companhia de Estrada de Ferro Macaé a Campos, que veio proporcionar-lhe pequena fortuna, mas que, por sua vez, foi também o sorvedouro dos seus bens, deixando-o completamente arruinado.
Elegeu-se vereador para Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 1860, pelo Partido Liberal.
Foi justamente o respeito e o reconhecimento de numerosos amigos que o levaram à política, que ele, em mensagem ao deputado Freitas Nobre, seu conterrâneo e admirador, definiu como “a ciência de criar o bem de todos”. Já em franca atividade médica, Bezerra de Menezes demonstrava o grande coração que iria semear, até o fim do século, sobretudo entre os menos favorecidos da fortuna, o carinho, a dedicação e o alto valor profissional.
Fonte: Coleção Bezerra de Menezes, publicada pela FEB.

Sê Otimista - Irmão José

Foge a toda e qualquer influência do mal.
Não lhe concedas espaço em tua mente.
Sê otimista.
Pensa no bem, e o bem acontecerá.
Começa a fazer algo de positivo ainda agora.
Por mais diminuta, a ação benfazeja é uma onda que se propaga.
Não te rendas à apatia.
Outros não verterão por ti o suor que deves verter.
Ninguém se aprofunda tanto na depressão, que não lhe sobrem forças para reagir.
O movimento de tuas mãos pode realizar prodígios à tua volta e em teu interior.
Se não te dispuseres a caminhar para ti não haverá caminho.
Os que não saem do lugar sempre enxergam a paisagem do mesmo ângulo de visão.
Livro: Dia Melhores.
Irmão José / Carlos A. Baccelli

Karitato kaj amo al proksimulo / Caridade e Amor ao Próximo

Karitato kaj amo al proksimulo
886. Kiu estas la vera senco de la vorto karitato, kiel Jesuo ĝin komprenis?
Bonvolo por ĉiuj, indulgemo kontraŭ aliulaj neperfektaĵoj, pardono de la ofendoj.
Amo kaj karitato estas la kompletigaĵo de la leĝo de justeco, ĉar ami la proksimulon estas fari al li ĉian bonon, kiu estas al ni ebla kaj kiun ni dezirus, ke oni faru al ni. Tiu estas la senco de la vortoj de Jesuo: Amu vin reciproke, kiel fratoj.
Karitato, laŭ Jesuo, ne limigas sin al almozo; ĝi ampleksas ĉiajn niajn rilatojn kun niaj similuloj, ĉu malsuperaj, egalaj aŭ superaj al ni. Ĝi ordonas al ni indulgemon, ĉar ankaŭ ni mem ĉi tiun bezonas; ĝi malpermesas al ni humiligi malfeliĉulon, kontraŭe de tio, kio estas tre ofte farata. Se sin prezentas riĉa homo, oni donas al li milojn da honoroj, oni regalas lin per miloj da flataĵoj; se, kontraŭe, tiu estas malriĉa, ŝajnas kvazaŭ neniu bezonas sin ĝeni pro li. Nu, ju pli bedaŭrinda estas lia pozicio, des pli multe oni devas sin deteni pliigi lian malfeliĉon per humiligo. Vere bona homo penas altigi malsuperulon antaŭ ties propraj okuloj, kaj tial li malpligrandigas la distancon inter ambaŭ.
887. Jesuo ankaŭ diris: Amu viajn malamikojn. (Mateo, ĉap. 5:44.) Nu, ĉu amo al malamikoj ne kontraŭas niajn naturajn inklinojn, kaj ĉu malamikeco ne venas de nesimpatiemo inter la Spiritoj?
Sendube neniu povas senti por malamikoj karesan, pasian amon; ne tion Jesuo volis diri; ami siajn malamikojn estas ilin pardoni kaj fari al ili bonon page de malbono; tiel agante, oni ekstaras super ilin; per venĝo, oni lokas sin sub ilin.
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec, ĉap. XI.
Caridade e Amor ao Próximo
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
Comentário de Kardec: O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.
      A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica. Se um rico nos procura, atendemo-lo com excesso de consideração e atenção, mas se é um pobre, parece que não nos devemos incomodar com ele. Quanto mais, entretanto, sua posição é lastimável, mais devemos temer aumentar-lhe a desgraça pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.
887. Jesus ensinou ainda: “Amai aos vossos inimigos”. Ora, um amor pelos nossos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais, e a inimizade não provém de uma falta de simpatia entre os Espíritos?
Sem dúvida não se pode ter, para com os inimigos, um amor terno e apaixonado. E não foi isso que ele quis dizer. Amar aos inimigos é perdoá-los e pagar-lhes o mal com o bem. É assim que nos tornamos superiores; pela vingança nos colocamos abaixo deles.
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec, cap. XI

La Mallarĝa Pordo / A Porta Estreita

La Mallarĝa Pordo.
3. Eniru tra la mallarĝa pordo, ĉar larĝa estas la pordego kaj vasta estas la vojo kondukanta al la pereo, kaj multaj tra ĝi eniras. – Ĉar mallarĝa estas la pordo kaj malvastigita estas la vojo al la vivo, kaj malmultaj ĝin trovas. Jesuo / Mateo, 7:13-14.
4. Kaj iu diris al li: Sinjoro, ĉu malmultaj estas la savataj? Kaj li diris al ili: Strebu eniri tra la mallarĝa pordo; ĉar multaj, mi diras al vi, deziros eniri kaj ne povos. Kiam la domomastro leviĝos kaj ŝlosos la pordon, kaj vi komencos stari ekstere kaj frapi sur la pordon, dirante: Sinjoro, malfermu al ni; kaj li respondos kaj diros al vi: Mi ne scias, de kie vi estas; tiam vi ekparolos: Ni manĝis kaj trinkis antaŭ vi, kaj sur niaj stratoj vi instruadis; kaj li parolos, kaj diros al vi: Mi ne scias, de kie vi estas; foriru de mi, ĉiuj farantoj de maljusteco. Tie estos la plorado kaj la grincado de dentoj, kiam vi vidos Abrahamon kaj Isaakon kaj Jakobon kaj ĉiujn profetojn en la regno de Dio, kaj vin mem forpelitaj eksteren. Kaj oni venos el oriento kaj el okcidento, kaj el nordo kaj el sudo, kaj sidiĝos en la regno de Dio. Kaj jen estas lastaj, kiuj estos unuaj; kaj estas unuaj, kiuj estos lastaj. Jesuo / Luko, 13:23-30.
5. La pordo de la pereo estas larĝa, ĉar la malbonaj pasioj estas multenombraj, kaj la vojo de la malbono estas irejo de la plimulto el la homoj. La pordo de la savo estas mallarĝa, ĉar la homo, volante ĝin trapasi, devas fari grandan penon por venki siajn malbonajn inklinojn, kaj malmultaj ĝin rezignacie faras; tio estas aldono al la maksimo: Multaj estas vokitaj sed malmultaj estas elektitaj.
Tia estas la stato de la surtera homaro, ĉar la tero estas mondo por kulpelaĉeto kaj la malbono do tie regas; kiam la tero estos transformita, la vojo de la bono estos laŭirata de la plej multaj. Oni do devas kompreni tiujn vortojn en relativa, kaj ne en absoluta senco. Se tia devus esti la normala stato de la homaro, Dio mem destinus al pereo la grandegan plimulton el Siaj kreitoj; tiu supozo estas neakceptebla, ĉar oni rekonas, ke Dio estas plene justa kaj bona.
Sed pri kiaj malbonagoj tiu homaro povus kulpi, por meriti tian malfeliĉan sorton, en siaj estanteco kaj estonteco, se ĝi tuta estus ekzilita sur la teron, kaj se la animo ne estus havinta aliajn ekzistadojn? Kial tiom da malhelpoj semitaj sur ĝia vojo? Kial tiu pordo tiel mallarĝa, kiun nur malmultegaj sukcesas trapasi, se la sorto de l’ animo estus por ĉiam difinita post la morto? Tial, akceptante la unuecon de l’ ekzistado, la homo senĉese kontraŭas sin mem kaj la justecon de Dio. Laŭ la antaŭekzisto de l’ animo kaj laŭ la plureco de la mondoj la horizonto plilarĝiĝas; lumon ricevas la malhelaj punktoj de la kredo; la nuna tempo kaj la venonta estas solidaraj kun la pasinta; nur tiel oni povas kompreni la tutan profundecon, la tutan verecon kaj la plenan saĝecon de la maksimoj de la Kristo.
Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec, ĉap. XVIII.
A Porta Estreita
3. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso aminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva para a vida, e quão poucos são os que acertam com ela! Jesus / Mateus, Vll:13-14.
4. E perguntou-lhe alguém: Senhor, são poucos, então, os se salvam? E ele lhes disse: Porfiai por entrar pela porta estreita porque vos digo que muitos procurarão entrar e não o poderão, quando o pai de família tiver entrado, e fechado a porta, vós estareis de fora, e começareis a bater à porta, dizendo: Abre-nos, Senhor ele vos responderá, dizendo: Não sei de onde sois. Então começa a dizer: Nós somos aqueles que, em tua presença, comemos e bebemos, a quem ensinaste nas nossas praças. E ele vos responde: Não sei de onde sois; apartai-vos de mim todos os que obrais a iniqüidade. Ali será o choro e o ranger de dentes, quando virdes que Abraão, e Isaac e Jacó, e todos os profetas, estão no Reino de Deus e que vós ficais fora dele, excluídos. E virão do oriente e do ocidente e do setentrião e do meiodia, muitos que se assentarão à mesa Reino de Deus. E então os que são últimos serão os primeiros, e que são os primeiros serão os últimos. Jesus / Lucas, Xlll: 23-30.
5. A porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas e o caminho do mal é o mais freqüentado. A da salvação é estreita porque o homem que deseja transpô-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências, e poucos se resignam a isso. Completa-se a máxima: São muitos os chamados e poucos os escolhidos.
Esse é o estado atual da humanidade terrena, porque, sendo a Terra um mundo de expiações, nela predomina o mal. Quando estiver transformada, o caminho do bem será o mais freqüentado. Deve entender essas palavras, portanto, em sentido relativo e não absoluto. Se esse tivesse de ser o estado normal da humanidade, Deus teria voluntariamente condenado à perdição a imensa maioria das criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus todo justiça e todo bondade.
Mas quais as faltas de que esta humanidade seria culpada, para merecer uma sorte tão triste, no presente e no futuro, se toda ela estive se na Terra e a alma não tivesse outras existências? Porque tantos escolhos semeados no seu caminho? Por que essa porta tão estreita, que apenas a um pequeno número é dado transpor, se a sorte da alma está definitivamente fixada, após a morte? É assim que, com a unicidade existência, estamos incessantemente em contradição com nós mesmos e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga, iluminam-se os pontos mais obscuros da fé, o presente e o futuro se mostram solidários com o passado, e somente assim podemos compreender toda a profundidade, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, Cap. XVIII.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pobreza e riqueza - Sufi

Pobreza e riqueza: faces da mesma moeda! Um lado induz ao aprendizado do comedimento e do equilíbrio.
O outro lado induz ao aprendizado da expansão e da generosidade.
Pobreza sem equilíbrio significa miséria! Riqueza sem generosidade também significa miséria!
Assim, facilmente se percebe que tanto o rico, quanto o pobre, podem ser miseráveis.
A boa pobreza e a boa riqueza são atributos a serem alcançados pela alma.
Um bom administrador gerenciará com sabedoria, tendo muitos ou poucos recursos materiais a sua disposição.
Já um esbanjador inveterado permanecerá como um mal administrador, tendo parcos ou fartos recursos a sua mão. Aproveite bem as dádivas que a vida lhe oferece!
Livro: Reflexões.
Sufi / Pablo Salamanca.

Acalma-te – Irmão José.

Acalma-te.
O teu sofrimento será do tamanho da tua aflição.
Todo desespero é fator agravante das provações.
Não te revoltes.
A dor sempre encerra preciosa lição.
Quantos, em silêncio, estarão chorando neste exato momento?
E quantos haveriam de sorrir, se se encontrassem na situação que consideras de extrema dificuldade?
Porventura, não estarias te queixando além da justa medida?
Pacifica-te interiormente e, por mais complexos, terás os teus problemas reduzidos à metade.
De um minuto para outro, o que se alterou para pior pode vir a se alterar para melhor.
Sintoniza-te com as forças que, incessantemente, conspiram em teu favor, em todo o Universo.
Abandona a tendência de ver sombra onde existe luz.
Livro: Dias Melhores
Irmão José / Carlos A. Baccelli.

Estrada real – José Horta.


Cap. XV – Item 6.
Filhos, a estrada real para Deus chama-se Caridade.
Nela, todos os regulamentos e indicações guardam a mesma essência.
O roteiro é caridade.
O sentimento é caridade.
A ideia é caridade.
O passo é caridade.
O veículo é caridade.
A palavra é caridade.
O trabalho é caridade.
O movimento é caridade.
O repasto é caridade.
O aviso é caridade.
A cooperação é caridade.
A meta é caridade.
Junto de todas as pessoas e em todas as circunstâncias na grande viagem, as atitudes são do mesmo sentido.
Caridade para com amigos.
Caridade com adversários.
Caridade com os bons.
Caridade com os menos bons.
Caridade com o próximo.
Caridade com os ausentes.
Caridade com os felizes.
Caridade com os menos felizes.
Caridade com os justos.
Caridade com os menos justos.
Em todos os momentos, a diretriz será sempre Caridade. E crede que não há redundância em nossas palavras.
Reflitamos juntos e a meditação fará diferença.
Livro: O Espírito da Verdade.
Espíritos Diversos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

Oração

Oração

Nossa Receita