sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Registros – Marco Prisco.

No Cristianismo você pode ocupar duas posições: Cristão e Crístico.
Cristão é todo aquele que segue Jesus.
Crístico é todo aquele que vive Jesus.
Há muito cristão que segue o Senhor à distância, sem viver o Cristo nas atitudes. E há muito Crístico que, não seguindo o Senhor consoante as convenções do mundo, nunca se aparta dEle.
No Cristianismo, você pode manter a posição de Crente e Consciente.
O Crente apenas ouviu noticias a respeito do Senhor. O Consciente, porém, manteve oportunidade de conviver com o Senhor.
O Crente quase sempre deserta à hora do testemunho. O Consiente silencia na dor, edifica o Reino de Deus na própria alma e confia até o fim.
No Cristianismo, você pode escolher a posição de Adepto ou de Servidor.
O Adepto mantem compromisso com o rótulo da fé. O Servidor liga-se ao trabalho. O entusiasmo do adepto o tempo apaga. A contribuição do servidor persiste sem esmorecimento.
Quanto à fé, em que posição se encontra você.
Livro: Glossário Espírita-Cristão.
Espírito: Marco Prisco
Médium: Divaldo Franco.

Cartões Espíritas - 21




Notícias - 10


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ESPERA E AMA SEMPRE - Meimei

Quanta aflição desaparecerá no nascedouro, se souberes sorrir em silêncio! Quanta amargura esquecida, se desculpares o fel!
Rogas a paz do Senhor, mas o Senhor igualmente espera por teu concurso na paz dos outros.
Reflete nas necessidades de teu irmão, antes de lhe apreciares o gesto impensado. Em muitas ocasiões, a agressividade com que te fere é apenas angústia e a palavra ríspida com que te retribui o carinho são tão somente a chaga do coração envenenado-lhe a boca.
Auxilia mil vezes, antes de reprovar uma só. O charco emite corrente enfermiço por não haver encontrado mãos que o secassem e o deserto provoca sede e sofrimento por não ter recebido o orvalho da fonte.
Deixa que a piedade se transforme no teu coração em socorro mudo, para que a dor esmoreça.
Não estendas a fogueira do mal com o lenho seco da irritação e do ódio!
Espera e ama sempre!
Em silêncio, a árvore podada multiplica os próprios frutos e o céu assaltado pela sombra noturna descerra a glória dos astros!...
Lembra-te do Cristo, o Amigo silencioso.
Sem reivindicações e sem ruído, escreveu os poemas imortais do perdão e do amor, da esperança e da alegria no coração da Terra.
Busquemos NELE o nosso exemplo na luta diária e, tolerando e ajudando hoje, na estreita existência humana, recolheremos amanhã as bênçãos da luz silenciosa que nos descerrará os caminhos da Vida Eterna.
Livro: Ideal Espírita.
Espíritos Diversos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

Komencu hejme. / COMECE DE CASA

Komencu hejme.
Kiam la fama kristana bonfarinto elkarniĝis, li havi pompan interigon!
En gazetoj aperis pri li brilaj nekrologoj.
Li postlasis grandegajn sumojn al pluraj instituicioj por kulturo kaj socia helpo.
Milionoj da kruzejroj al instituicio de iu sinjorino.
Signifan donacon al instituicio de unu sinjoro.
Ĉe lia tombo, kortuŝaj paroladoj estis aŭdataj,.
Tiu heroo de bonfarado ploris pro ĝoja emocio kaj kiam li altiĝis direkte al la Supro, kune kun multnombraj amikoj, tiam lia nomo estis aflite vokita. Iu en terura agonio memoris pri li.
Li rapide turnis sin  malantaŭen por vidi, kiu ĝi estis, kaj li konsternita rekonis, kuŝanta sur litaĉo, mortanta pro malsato, la lavistinon, kiu servis lin dum pli ol dudek jaroj.
***
Esploru la bonfaranton, al kiu vi vin dediĉas. Se vi ne komencas ĝin hejme, eble morgaŭ, kiam vi supozos vin perfekte venkinta, vi estos devigita retropaŝi kun profunda amareco en via koro.
Libro: Feliĉaj la Simplaj.
Valérium / Waldo Vieira.
COMECE DE CASA
O grande benfeitor cristão desencarnado tivera adeus suntuoso.
Jornais falaram dele em necrológios brilhantes.
Deixara somas enormes a diversas instituições de cultura e assistência social.
Milhões de cruzeiros à casa de fulana.
Avultada doação ao instituto de sicrano.
À beira do túmulo, sentidos discursos foram pronunciados.
O herói da beneficência chorava de jubilosa emoção e começava a erguer-se em direção às Alturas, junto de numerosos amigos, quando o seu nome foi chamado aflitivamente. Alguém se lembrava dele, em tremenda agonia.
Pressuroso, tornou à retaguarda para ver quem era, e viu, desapontado, a lavadeira que o servira, por mais de vinte anos, caída num catre, a morrer de fome.  
* * *
Analise a beneficência a que você se dedica. Se você não começa de casa, é possível que amanhã, quando se suponha em perfeita vitória, se veja no dever de caminhar para trás, com imensa amargura no coração.
Livro: Bem-Aventurados os Simples.
Valérium / Waldo Vieira.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

TROCA DE VALORES - Miramez

0209/LE
As leis têm variações incontáveis. O Espírito, no mundo espiritual, já arrependido dos seus feitos incômodos, e que deseja reencarnar, quando permitido, deseja nascer de pais virtuosos, como sendo misericórdia para que se livre de enveredar outra vez nos caminhos de erro. Para tanto, os pais servir-lhe-ão de barbilho, não deixando seus impulsos do passado tomarem a dianteira das boas qualidades que ele deve assimilar no mundo familiar.
Porém, nem sempre é permitida essa dávida, para seu avanço espiritual; acontece muitas vezes, que a alma retorna à carne em um grupo formado por seus iguais, às vezes piores, para que ele manifeste sua força de vontade e alcance o objetivo que deseja realizar para a sua libertação. A variedade de situações não nos deixa traçar um roteiro em relação à igualdade de nascimentos. As normas são diversas, em toda manifestação dos Espíritos que voltam à Terra para limparem seu passado, com os seus próprios esforços.
Entretanto, acontece igualmente o contrário: pais totalmente ignorantes, viciados em contradições das leis naturais, podem receber filhos altamente iluminados, no sentido de testarem novamente suas qualidades e desempenharem uma missão importante junto à humanidade. Esses também pedem para renascer nesse ambiente, servindo de exemplos para tantos que estudam as reações dos homens bons junto aos perversos e confundindo, assim, os que se dizem sábios, querendo dizer que os filhos são os que os pais não deixaram de ser, generalizando esses fatos.
Se o Espírito não gera Espíritos, eles são o que são, embora a influência seja uma realidade.
Para tanto, os Espíritos que já atingiram certa compreensão se acautelam a todo momento, para não caírem em tentações, e saírem ilesos dos processos de afinidades de famílias.
Uma família é sempre uma escola, onde todos aprendem as primeiras letras do amor. Esteja ela no nível que estiver, há sempre vigilantes da vida maior ajudando-a, inspirando-a para o aprendizado. Advertimos sempre a todos que as oportunidades são valiosas, da favela ao palácio, do ignorante ao letrado, que devem aproveitar o tempo que corre.
Os meios de elevação hoje são grandes, e a influência do bem é enorme; basta ter olhos para ver. A humanidade se encontra cansada das inconveniências. O Evangelho é o despertar da alma, é Jesus conosco nos dois planos da vida. Se temos alguma luz, não a coloquemos debaixo da mesa; ergamo-la para que todos a vejam, sem vaidade. O exemplo é que é a candeia em cima do alqueire.
É preciso verificar o que já se fez pela família na qual se nasceu. Necessário se faz amar seus pais, irmãos e demais parentes, para que esse amor possa alcançar toda a humanidade. A situação sempre muda, e na troca de corpos somente levamos o celeiro das qualidades, para nos atormentar ou nos tornar livres.
Livro: Filosofia Espírita. Vol. V
Miramez / João Nunes Maia.
         Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
         Parecenças físicas e morais
209. Por que é que de pais bons e virtuosos nascem filhos de natureza perversa? Por outra: por que é que as boas qualidades dos pais nem sempre atraem, por simpatia, um bom Espírito para lhes animar o filho?
Não é raro que um mau Espírito peça lhe sejam dados bons pais, na esperança de que seus conselhos o encaminhem por melhor senda e muitas vezes Deus lhe concede o que deseja.

REVENDO ENTES QUERIDOS - Miramez

160/LE
A alma, ao atravessar o portal do túmulo, geralmente encontra os que lhe foram caros na Terra, bem como aqueles que a guiaram nos roteiros espirituais; no entanto, nem sempre isso acontece, devido a sua posição na escala espiritual. Compete a cada criatura trabalhar no seu aperfeiçoamento enquanto encarnada, aliviando o seu fardo e clareando sua mente para ter a felicidade de encontrar os seus parentes e amigos no limiar do túmulo. Por outro lado, nem sempre os seus parentes estão preparados para assistir a sua desencarnação e dar-lhe assistência. Tudo é relativo, na pauta da vida a que nos submetemos viver, mas, quando os que se foram antes estão bem postos no mundo dos Espíritos e os que desencarnam estão bem em consciência, eis que é uma festa de luz, onde o coração manifesta toda a alegria, com a evolução da própria vida.
Procuremos, pois, conhecer a Nosso Senhor Jesus Cristo, por ser Ele o caminho por onde encontramos as maiores alegrias da vida. Ele é a porta por onde nunca erramos as diretrizes que nos levam à paz. Ele é a verdade que sempre nos liberta da ignorância com todos os seus aspectos de infortúnios.
Podemos rever os nossos parentes e amigos que já passaram para o mundo dos Espíritos, sendo que, dos mais elevados, recebemos a ajuda para nos fortalecer, e aos mais infortunados prestamos auxílio, mesmo que eles não nos vejam.
Deus, a Bondade Absoluta, proporciona segurança a todos os Seus filhos. Criou o Senhor o Sol que sustenta a vida na Terra e mesmo em alguns planos do Espírito; no entanto, criou igualmente filtros para abrandarem a luz, de modo que ela não nos causasse danos nas condições de Espíritos ainda necessitados. Toda a natureza carrega consigo defesas que o amor de Deus sustenta, para que a vida vibre com todo o seu fulgor e harmonia.
No plano do Espírito, as defesas são as mesmas: somente recebemos o que merecemos. A justiça rege o universo, sustentando a paz em todos os ângulos. As criaturas recebem, do amor do Criador, a misericórdia capaz de aliviar todos os que sofrem, dotando-os de esperança rumo ao futuro. A nossa alegria é grandiosa ao atravessarmos o túmulo e encontrarmos do outro lado os nossos entes queridos nos esperando com ansiedade, para nos transmitir as lições sublimes de todas as suas experiências no mundo da verdade. Esse aconchego nos dá mais vida e faz crescer sobremodo a esperança, de sorte que as promessas crescem para o futuro, por reconhecermos que a morte não existe, que somente a vida brilha em todos os sentidos do Universo. A Doutrina dos Espíritos é um coadjuvante desta felicidade.
Essa escola muito ajuda a alma na transição da Terra para o mundo dos Espíritos.
Não percas tempo, meu irmão. Procura melhorar, melhorando-te por dentro, corrigindo faltas e aprimorando idéias, iluminando sentimentos e trabalhando no bem comum, para que, no momento da mudança da Terra para o mundo espiritual, sejas iluminado e possas encontrar todos os companheiros que já regressaram e que estão em condições festejar a tua vitória.
Livro: Filosofia Espírita. Vol. IV
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
Separação da alma e do corpo
160. O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele?
Sim, conforme à afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar.

NÃO TE INQUIETES - Emmanuel

“Não estejais inquietos por coisa alguma”.Paulo / FILIPENSES, 4:6.
A observação do apóstolo Paulo é importante para todos os dias.
Ninguém esteja inquieto por coisa alguma.
Em verdade, a inquietação é fator desencadeante de numerosas calamidades.
Na maioria das vezes, está presente no erro de cálculo que compromete a construção, na dosagem inadequada do remédio que se transforma em veneno, no acidente infeliz ou no desastre da via pública.
É quase sempre um espinho no lar, um cáustico no ponto de vista, uma brasa no caminho e uma pedra na profissão.
É por ela que, muitas vezes, pronunciamos a expressão descabida e articulamos o julgamento falso a respeito dos outros.
Com ela, geramos preocupações enfermiças e arruinamos a estrada própria.
Contudo, a pretexto de aboli-la, é indispensável não venhamos a cair na preguiça.
Muita gente, a pretexto de evitar a inquietação, asila-se em comodismo deplorável, alegando que foge de trabalhar para não se afligir.
Entendamos, porém, no verdadeiro sentido, a recomendação judiciosa de Paulo. Ele que disse “não estejais inquietos por coisa alguma” nunca esteve ocioso.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

cartões - 27





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Perispírito / Espírito / Ação dos Espíritos sobre os fluidos – Therezinha Oliveria.



AĜOJ


Maljuna hom’, sed korpe, ĉar spirito 
Estas ĉiam pli forta por batalo! 
Antaŭ ĝiaj okuloj l’ Infinito 
Disvolviĝas de l’ monto ĝis la valo! 

Ho junuloj, grimpantaj sur la vojo 
Flame supren, ne moku nian aĝon! 
Ne daŭras ĉiam forto, rido, ĝojo, 
Sed vi neniam perdu la kuraĝon! 

Por junulo la glor’ – ilia forto, 
Por maljunul’ grizeco – la ornamo; 
En ĉiu aĝ’ minacas nin la morto, 
En ĉiu tempo nutras nin la amo. 

La temp’ estas ŝajnaĵo; nur Eterno 
Ekzistas, sen komenco kaj sen fino. 
Se velkas semo, baldaŭ nova kerno 
Entenas novan vivon en la sino. 

Sed malsama ol kerno en la tero, 
La kern’ de l’ homo – la Spirit’ – ne mortas: 
Ne spertas ĝi grizecon de vespero, 
Sed ĉiam novan lumon ĝi kunportas. 

23/11/1960 / A. DOMBROWSKI 
Libro: Mediuma Poemaro.
LUÍS DA COSTA PORTO CARREIRO NETO

CEM POR UM - EURÍPEDES BARSANULFO.

Ócio, em qualquer parte, constitui esbanjamento.
Tudo vibra em perpétua movimentação, sem vácuo ou inércia na substância das coisas.
O corpo humano e o corpo espiritual são construções divinas a se estruturarem sobre forças que se combinam e trabalham constantemente em dinamismo santificante, por nossa vez, peças atuantes do Evangelho Vivo, demonstrando que o serviço é condição de saúde eterna.
Insculpe por onde passes o rasto luminoso do entendimento. Edifica o bem, seja escutando o riso dos felizes ou assinalando o soluço dos companheiros desditosos, criando rendimento nos tesouros imperecíveis da alma. Ampara e ajuda a todos, desde a criança desvalida, necessitada de arrumo e luz para o coração, até o peregrino sem teto, hóspede errante das árvores do caminho.
Conserva por medalhas de mérito os calos nas mãos que abençoam servindo, a fadiga nos músculos que auxiliam com entusiasmo, o suor na fronte que colabora pela felicidade de todos os rasgões que te recordam as feridas encontradas no cumprimento de austeras obrigações.
Oremos na atividade construtiva que não descansa.
Cantemos ao ritmo da perseverança feliz.
Respiremos no hausto da solidariedade sem mescla.
A caridade converte o sacrifício em deleite, o cansaço em repouso, o sofrimento em euforia.
Ar puro – desfaz as emanações malsãs; água límpida – dissolve os detritos da sombra; sol matinal – dissipa as trevas...
Mãos vazias ou cabeça desocupadas denunciam coração ocioso.
Sê companheiro da aurora, despertando junto com o dia nas obras de paciência e bondade, sustento e elevação.
A seara do Senhor no solo infatigável do tempo guarda riquezas inexploradas e filões opulentos.
Aquele que grafa uma página edificante, semeia um bom exemplo, educa uma criança, fornece um apontamento confortador, entretece uma palestra nobre ou estende uma dádiva, recolherá, cem por uns todos os grãos de amor que lançou na sementeira do Eterno Bem, laborando com a Vida para a Alegria Sem Fim.
Livro: Ideal Espírita
Espírito: Eurípides Barsanulfo.
Chico Xavier / Waldo Vieira.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Teu Gênio - Ayrtes

Passa a examinar o teu gênio e verifica a tua conduta dentro do teu lar, porque a doença moral se cura com a nossa auto-educação; somos médicos de nós mesmos e senhores de nosso destino, depois de Deus. Quem não se conhece, distinguindo o mau gênio que possui? Quem não se conhece, distinguindo a natureza que tem? Confere todos os dias o que fazes da vida, diante dos teus e da tua consciência, e vê com Jesus o que deves fazer para o teu próprio bem.
“Conhece-te a ti mesmo”, fala milenária de um sábio, que vigora na eternidade. Quem conhece a si mesmo, sabe o que fazer da vida e nunca se esquece da educação - versus disciplina - por onde quer que seja. Luta contigo mesmo, nas horas em que faltar a tua vigilância, e procura corrigir as tuas fraquezas, para que alguém veja que estás te esforçando no teu aprimoramento. Existem três mundos conjugados uns com os outros, que pedem harmonia: tua vida, teu lar e a humanidade.
Queiramos ou não, estamos ligados por laços divinos e humanos, onde a seiva da vida corre e nos sustenta a todos. Daí parte a necessidade de vivermos em paz com todas as criaturas, de respeitá-las nos seus direitos, pela aplicação dos nossos deveres. Se dizes que o teu gênio é esse mesmo, que nasceste com ele, te enganas; estás em uma escola onde as leis são os professores e a dor, a corrigenda, que por vezes usa a violência. Se não aceitas a ordem estabelecida pela divindade, coopera contigo mesmo, difundindo e usando o amor pelos processos mais simples da natureza, para que a paz te procure. O teu gênio pode ser mudado, desde que seja para melhor; torna a analisar o que fazes das horas, rememora à noite o que fizeste durante o dia e, se a consciência em Cristo não aprovar, muda, e torna a mudar quantas vezes forem necessárias, até que o coração, aliando-se à inteligências sinta a tranqüilidade imperturbável. Tem confiança em Deus, porque Ele é Deus de Amor e Fonte Criadora de todas as vidas - a Vida Universal.
A palavra chave por excelência é Cristo, Pastor insuperável, Enviado de Deus, como se fosse a presença do próprio Pai, personificação do Amor entre as criaturas. Ele, o Mestre, para quem entende a Sua vinda à Terra, veio e nunca se foi; está conosco e ficará eternamente, vibrando em nossos corações, pela herança de luz que nos deixou a todos. Na filosofia divina Ele Se dividiu, pela quantidade de almas que existem e entrou em todos os corações, onde mora, doando vida, pela misericórdia do Senhor. Basta descobri-Lo, sentindo a Sua presença e dela desfrutarmos a felicidade. Estamos batendo nesta casa; abre, meu filho, as portas, para que nela se acenda a luz do Evangelho, e despertem em teu coração os talentos da verdade, e a paz reine em toda a tua família e em vossos corações.
Se o teu gênio for bom, aprimora mais essas qualidades; se já aprimoraste, torna a melhorar a tua vida; o progresso é eterno e a vida continua em todas as direções, porque Deus é eterno e nós outros, todos os Seus filhos, vivemos na eternidade com Ele. Desejamos, para a tua casa e o teu coração, a paz do teu gênio e a paz de Cristo, na luz de Deus.
Livro: Tua Casa.
Ayrtes / João Nunes Maia.

SEXO - Miramez

O sexo é o santuário de vidas do reino animal, é um laboratório divino, pelo qual duas almas se unem, descobrindo o lar, reencontrando antigos companheiros de lutas evolutivas. Eis por que sua presença na Terra, na gradação em que se encontra a humanidade, é uma das mais expressivas, senão a maior. Ele também é o canal do amor.
A função sexual é a que anda mais de perto com a responsabilidade, por ser um energismo preponderante que extravasa em todos os sentidos ou qualidades da alma. A sua influência é hipnótica, carecendo de bastante rigor no campo educativo. O complexo humano, sendo um carro, o sexo é o motor, e o combustível, a mente. Se quiserdes, acionareis o veículo a qualquer hora, pelo pensamento.
Os homens de priscas eras desregraram-se em todas as nuances emotivas: enfraqueceram o tônus espiritual da vida pelo abuso, marginalizaram-se diante do esplendor da vida, e pelo fanatismo, passaram para o outro extremo, abstendo-se do sexo, ou se fazendo castos, pela imprudência religiosa. O caminho mais acertado é o do meio, o uso de tudo com que a natureza dotou os homens, com prudência, nas linhas que a consciência aprovar, e o bom senso discernir, pela inspiração de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Há os que nascem eunucos; estes devem usar o que possuem para remodelar valores e aprumarem-se em diretrizes que a sua evolução permite. O espírito puro, em certas circunstâncias, vezes sem conta, reencarna no Mundo com os órgãos sexuais atrofiados, por não sentirem necessidade dessas emoções, sabendo transmutá-las e dividi-las em tarefas sublimadas e, quando nasce normal, sabe usar o sexo dentro da dignidade, o que não faz diminuir sua postura espiritual já conquistada em milénios de experiências. Essa verdade poderemos constatar nos grandes vultos da humanidade.
O sexo é o alicerce constituído pela vida e para a vida, é uma fonte inesgotável de energia criadora, que merece respeito e veneração de todos os seres. Esse mundo de sensações, que chamamos de santuário, e por vezes de prostituição, é o brotar energético da mais intensa aglutinação de valores, onde o bom senso deve estar ativo para o seu devido uso, sem perversão, porquanto é o campo genético responsável pelas reencarnações dos espíritos na arena física.
O ato sexual entre casais que se amam profundamente, em que a sintonia dos sentimentos ultrapassa todos os problemas da vida, em que a amizade está completamente envernizada na moral e na honestidade, se dá como uma transfusão de energias de vida de um para com o outro, uma lubrificação nas engrenagens morfológicas, um acalmar do sistema neuro-vegetativo e um ritmar das forças cerebrais. No entanto, quando isso acontece fora das leis acima mencionadas, tudo se altera, desde a infra-estrutura molecular até o corpo espiritual. São magnetismos distonantes, permutados sem campo de aceitação.
O casamento é uma instituição da Terra, para disciplinar também o instinto sexual.
Ele, de qualquer maneira que se apresentar, lutando com todos os climas da inferioridade da alma, é um suporte elevado, que faz alguma coisa para a serenidade da consciência. Os filhos são igualmente lábaros com inscrições disciplinares, que fazem os pais se referem diante de muitos impulsos, que os levariam ao descrédito moral, como os pais são balizas ou roteiros, a refletirem nas memórias dos filhos, para que estes sustem um pouco a animalidade.
O sexo agora está sendo o ponto primordial de todas as cogitações humanas. Há regressão na coletividade? Não. . . Apenas está se aflorando aquilo que estava dentro, em pleno sono. A humanidade avança, queira ou não, e as suas forças convergem para o centro, onde está o equilíbrio da vida e das coisas, onde Deus se encontra. Estamos passando por um período de reajustamento espiritual e é justo que soframos pressões de todas as ordens, para que despertemos em nós a resistência. Carecemos de disciplina, de educação, de paz, e é somente na intensa luta que as conquistamos. E as maiores regras ainda são as de Jesus. O Evangelho é o ponto culminante para conhecermos a verdade que nos fará livres.
Livro: Horizontes da Mente.
Miramez / João Nunes Maia.

SE ASPIRAS A SERVIR - Emmanuel

“Aprendi a contentar-me com o que tenho.” – Paulo / FILIPENSES, 4:11.
Afirmas-te no veemente propósito de servir; entretanto, para isso, apresenta cláusulas diversas.  
Dispões de recursos próprios, conquanto humildes, para as tarefas do socorro material; contudo, esperas pelo dinheiro dos outros.  
Tens contigo vastas possibilidades para alfabetizar os necessitados de instrução, mas esperas um título oficial que talvez nunca chegue.
Mostras pés e braços livres que te garantem o auxílio aos irmãos em prova; entretanto, esperas acompanhantes que provavelmente jamais se decidam ao concurso fraterno.
Relacionas talentos múltiplos, a fim de cumprires abençoada missão de amor puro entre os homens; todavia, esperas em família pelo companheiro ideal.
Se acordaste para a cooperação com Jesus, recorda a afirmativa de Paulo: “Aprendi a contentar-me com o que tenho”.
Quando o apóstolo escreveu essa confissão, estava preso em Roma.
Em torno dele, o ambiente doloroso do cárcere. Guardiães desalmados, companheiros infelizes, pragas e palavrões. Nem sempre pão à mesa, nem sempre água pura, nem sempre consolação, nem sempre voz amiga...
No entanto, ao invés de desanimar, o pioneiro do Evangelho cede vida e força, serenidade e bom ânimo de si próprio.
Se aspiras a servir aos outros, servindo a ti mesmo, no reino do Espírito, não percas tempo na expectativa inútil, pois todo aquele que sente, e age com o Cristo, vive satisfeito e procura melhorar-se, melhorando a vida com aquilo que tem.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Plureco de la Mondoj / PLURALIDADE DOS MUNDOS

Plureco de la Mondoj
105. Ĉu la pluraj mondoj cirkulantaj en la spaco havas loĝantarojn kiel la Tero ?
Ĉiuj Spiritoj asertas tion, kaj la racio diras, ke ne povas esti alie. La Tero okupas en la spaco neniun specialan rangon, nek laŭ ĝia pozicio, nek laŭ ĝia volumeno, nenio povus pravigi ĝian ekskluzivan privilegion esti la sola loĝata.
Cetere, Dio ne estus kreinta tiujn miliardojn da globusoj nur por plaĉi al niaj okuloj; des malpli, ĉar la plej grandan nombron nia vidpovo ne atingas. ("La Libro de la Spiritoj", n-ro 55. – "Revue Spirite", 1858, paĝo 65: – "Plureco de la mondoj", de Flammarion.)
106. Se la mondoj estas loĝataj, ĉu iliaj loĝantoj en ĉio estas similaj al tiuj de la Tero ? Alivorte, ĉu tiuj loĝantoj povus vivi ĉe ni kaj ni ĉe ili ?
La formo povus esti preskaŭ la sama, sed la organismo devas esti adaptita al la medio, en kiu ĝi devas vivi, kiel la fiŝoj estas farataj por vivi en akvo kaj la birdoj en la aero. Se la medio estas malsama, kiel ĉio supozigas, kaj kiel ŝajnas demonstri la astronomiaj observoj, la organismo devas esti malsama; ne estas do probable, ke en sia normala stato, ili povus vivi unuj ĉe la aliaj, kun la samaj korpoj. Ĉi tion konfirmas la Spiritoj.
107. Kredante, ke tiuj mondoj estas loĝataj, ĉu en intelekta kaj morala senco ili estas en la sama nivelo kiel la Tero ?
Laŭ la instruado de la Spiritoj, la mondoj estas en tre malsamaj gradoj da progreso; kelkaj estas en la sama nivelo kiel la Tero; aliaj estas malpli progresintaj: la homoj en ili estas ankoraŭ pli brutalaj, pli materialaj kaj pli inklinaj al malbono.
Kontraŭe, aliaj estas morale, intelekte kaj fizike pli progresintaj, en ili la morala malbono estas nekonata, la artoj kaj atingis gradon da perfekteco, kian ni ne povas kompreni, tie la fizika organismo, malpli materiala, ne estas submetita al la suferoj, nek malsanoj, nek kriplaĵoj de la Tero. La homoj tie vivas en paco, ne penante malutili unuj aliajn, sen la ĉagrenoj, la zorgoj, la afliktoj kaj la bezonoj, kiuj ilin turmentas sur la Tero.
Aliaj ankoraŭ pli progresintaj ekzistas, kie la korpa envolvaĵo, preskaŭ fluideca, alproksimiĝas ĉiam pli kaj pli al la naturo de la anĝeloj. En la progresanta serio de la mondoj, la Tero ne estas en la lasta rango, sed ĝi estas unu el la plej materialaj kaj subevoluintaj. ("Revue Spirite", 1858, paĝoj 67, 108, 223; Same, 1860, paĝoj 318 kaj 320. – "La Evangelio laŭ Spiritismo",ĉap. III.).
Libro: Kio estas Spiritismo – Allan Kardec.
PLURALIDADE DOS MUNDOS
105. Os diferentes mundos que circulam no espaço, terão habitantes como a Terra?
Todos os Espíritos o afirmam e a razão diz que assimdeve ser. A Terra não ocupa no Universo nenhuma posição especial, nem por sua colocação, nem pelo seu volume, e nada justificaria o privilégio exclusivo de ser habitada. Além disso, Deus não teria criado milhares de globos, com o fim único de recrear-nos a vista, tanto mais que o maior número deles se acha fora de nosso alcance. (O Livro dos Espíritos, n.° 55. — Revue Spirite, 1858, pág. 65: Pluralité des mondes, por Flammarion.)
106. Se os mundos são povoados, serão seus habitantes, em tudo, semelhantes aos da Terra? Em uma palavra, poderiam eles viver entre nós, e nós entre eles?
A forma geral poderia ser, mais ou menos, a mesma, mas o organismo deve ser adaptado ao meio em que eles têm de viver, como os peixes são feitos para viver na água e as aves no ar.
Se o meio for diverso, como tudo leva a crê-lo e como parece demonstrá-lo as observações astronômicas, a organização deve ser diferente; não é, pois, provável que, em seu estado normal, eles possam mudar de mundo com os mesmos corpos. Isto é confirmado por todos os Espíritos.
107. Admitindo que esses mundos sejam povoados, estarão na mesma colocação que o nosso, sob o ponto de vista intelectual e moral?
Segundo o ensino dos Espíritos, os mundos se acham em graus de adiantamento muito diferentes; alguns estão no mesmo ponto que o nosso; outros são mais atrasados, sendo sua humanidade mais bruta, mais material e mais propensa ao mal. Pelo contrário, outros são muito mais adiantados moral, intelectual e fisicamente; neles, o mal moral é desconhecido, as artes e as ciências já atingiram um grau de perfeição que foge à nossa apreciação; a organização física, menos material, não está sujeita aos sofrimentos, moléstias e enfermidades; aí os homens vivem em paz, sem buscar o prejuízo uns dos outros, isentos dos desgostos, cuidados, aflições e necessidades que os apoquentam na Terra. Há, finalmente, outros ainda mais adiantados, onde o invólucro corporal, quase fluídico, se aproxima cada vez mais da natureza dos anjos.
Na série progressiva dos mundos, o nosso nem ocupa o primeiro nem o último lugar, mas é um dos mais materializados e atrasados. (Revue Spirite, 1858, págs. 67, 108 e 223. — Idem, 1860, págs. 318 e 320. — O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III).
Livro: O que é o Espíritismo – Allan Kardec.

Libroj por elŝutoj - 11


A NOVIDADE MAIOR - EMMANUEL.

Inegavelmente o mundo progride, embora com lentidão. A vista disso, em cada dia, é natural que a Terra surja, de algum modo, renovada em si mesma.
Entretanto, forçoso convir que no lado externo das situações e das cousas, com leves modificações, aquilo que vemos agora é o que já vimos.
O sol cuja marcha Josué supôs haver, paralisado no combate contra o rei de Jerusalém, é o mesmo que clareia a estrada do deserto para o beduíno de hoje.
A luz que afagava a cabeça de Sócrates não sofreu diferenças.
O mar que Tibério fitava das alturas de Capri oferece atualmente o mesmo espetáculo de imponência e beleza.
As grandes cidades da era moderna são herdeiras das grandes cidades que o tempo sepultou em valas de cinzas.
As tricas políticas que criam a guerra, nos dias que passam, não obstante mais espaçadas, são idênticas às que faziam a guerra no tempo dos faraós.
Os escritores de inspiração infeliz que há milênios envenenavam a cabeça do povo são substituídos na época presente pelos escritores inconseqüentes que articulam palavras nobres e corretas fomentando os vícios do pensamento.
Inegavelmente o progresso é a lei, contudo só o conhecimento de nós próprios conseguirá realmente fundamenta-lo e apressa-lo em sadios alicerces na experiência.
Por essa razão, a maior novidade para nós, acima de tudo, ainda e sempre á a nossa possibilidade imediata de manejar a própria vontade e melhorar a vida, melhorando a nós mesmos.
Livro: Ideal Espírita.
Espíritos Diversos
Chico Xavier / Waldo Vieira.

Parábola do joio e do trigo - RODOLFO CALLIGARIS

“O reino dos céus disse o Cristo: É semelhante a. um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas, enquanto os servos dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se.
Quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio.
Chegando os servos ao dono do campo, disseram-lhe:
— Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? donde, pois, vem o joio?
E ele lhes disse:
- Homem inimigo é que fêz isso.
Os servos continuaram:
 - Queres, então, que o arranquemos?
— Não — respondeu ele —, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros:
 - Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.” (Jesus / Mateus, 13:24-30)"
A significação dessa parábola parece-nos de uma nitidez meridiana.
O campo somos nós, a Humanidade; o semeador é Jesus; a semente de trigo — o Evangelho; a erva má — as interpretações capelosas de seus textos; e o inimigo — aqueles que as têm lançado de permeio com a lídima doutrina cristã.
Mas o Divino Mestre fizera a boa semeadura, pregando e exemplificando o amor entre os homens, como condição indispensável ao advento de um clima de entendimento fraterno no mundo, eis que os supostos herdeiros de seu apostolado, açulados pelo egoísmo e pelo orgulho, começam a criar questiúnculas e diasensões.
A Religião do Bem, objeto de sua missão terrena, de uma simplicidade incomparável, fragmenta-se em dezenas de religiões mais ou menos aparatosas, com sacerdócio organizado, sustentando dogmas ininteligíveis, preconizando e mantendo cultos pagãos, exterioridades grotescas...
 Surgem facções e subfacções, incriminando-se reciprocamente de heréticas, heterodoxas, etc., e as que se tornam mais poderosas procuram eliminar as outras, afogando-as em sangue, aniquilando-as nas torturas e nas chamas das fogueiras...
E assim, em nome daquele que fora a personificação da tolerância, da bondade e da doçura, séculos pós séculos a discórdia lavra pela Terra, os filhos do mesmo Deus empenham-se em lutas fratricidas, e milhares de vítimas sucumbem, aos golpes da mais estúpida e feroz odiosidade que há incendiado os corações humanos!
Como pôde esse joio nascer e crescer de mistura com o bom trigo? E’ que, segundo a palavra de Jesus, os servos “dormiram”, isto é, deixaram de “orar e vigiar”, permitindo, assim, que o erro ganhasse raízes.
Contemplando essa confusão religiosa, muitos se admiram de que a Providência não na tenha eliminado do globo. Esse dia, entretanto, chegará.
O joio, ao brotar, é muito parecido com o trigo e arrancá-lo antes de estar bem crescido seria inconveniente, por motivos óbvios. Na hora da produção dos frutos, em que será perfeita a distinção entre ambos, já não haverá perigo de equívoco: será ele, então, atado em feixes para ser queimado.
Coisa semelhante irá ocorrer com a Humanidade.
Aproxima-se a época em que a Terra deve passar por profundas modificações, física e socialmente, a fim de transformar-se num mundo regenerador, mais pacífico e, consequentemente, mais feliz.
Quando os tempos forem chegados, todos os sistemas religiosos, que se hajam revelado intolerantes e opressores, cairão reduzidos a. nada, e todos quantos não se afinem, com a nova ordem de coisas, conhecerão o “fogo” da expiação em mundos inferiores, mais de conformidade com o caráter de cada um.
Por outro lado, as almas avessas à guerra, à maldade, ao despotismo, enfim a tudo quanto tem impedido o estabelecimento da fraternidade cristã entre os homens de todas as pátrias e de todas as raças, estas hão de merecer o futuro lar terrestre, higienizado em sua aura astral e equilibrado em suas condições climáticas, gozando, finalmente, a paz, a doce e alegre paz, de há muito prometida às criaturas de boa vontade.
Livro: PARÁBOLAS EVANGÉLICAS
RODOLFO CALLIGARIS.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Lernado / Aprendizado - 3

Lernado
126. – Ĉu la vibroj rilataj al la bono kaj malbono, eligitaj de la enkarniĝinta animo dum sia surtera lernado, daŭras plu en la Spaco, por la ekzameno kaj pesado de la estonteco?
– Vi devos konsenti kun ni, ke ekzistas fizikaj fenomenoj tro transcendaj, por ke ni povu ilin ĝuste ekzameni en la mallarĝaj limoj de viaj nuntempaj scioj.
Temante tamen pri vibroj elsenditaj de la enkarniĝinta Spirito, ni estas devigitaj konfesi, ke tiuj vibroj restas porĉiame gravuritaj sur la memoro de ĉiu homo; kaj la memoro estas kvazaŭa fotografa plako, kie la figuroj neniam konfuziĝas.
Sufiĉos la manifesto de la memoro, por ke efektiviĝu pli malfrue ĉiuj konsideroj sur la kampo de la esprimoj de malbono kaj bono.
127. – Ĉu la instruo “sana korpo, sana menso” povas esti observata sole nur per la praktikado de sportoj kaj atletismo?
– Rilate la “sanan korpon”, atletismo ludas gravan rolon kaj havus plej edifan agadon ĉe la problemo de la fizika sano, se la homo, en sia vantamo kaj egoismo, ne estus difektinta ankaŭ la fonton de gimnastiko kaj sporto, aliigante ĝin en scenejon por surtronigo de perforto, de la morala bastardigo de la junularo iluziita per la bruta forto kaj trompita per la imperativoj de la tiel nomata eŭgenio aŭ per la strangaj konkuroj de la sektaj grupoj, deturnante de ĝiaj noblaj celoj unu el la grandaj kolektivaj movadoj por kunfratiĝo kaj sano.
Sufiĉos ja tiu rimarko, por ke ni komprenu, ke “sana menso” estos realaĵo nur tiam, kiam estos perfekta ekvilibro inter la mondomovadoj kaj la internaj konkeroj de la animo.
128. – Ĉu ankaŭ la vivo de besto havas misiajn karakterojn?
– La besta vivo ne estas ĝustedire ia misio, sed ĝi prezentas ian superan celon, kiu estas ĝia propra perfektiĝo laŭlonge de la bonfaraj spertoj de laboro kaj akirado de la sanktaj principoj de la intelekto, tra senĉesaj, paciencaj penadoj.
129. – Ĉu estas eraro la fakto, ke la homo sin nutras per besta vianto?
– La englutado de besta viando estas ja eraro je gravaj sekvoj, el kiu originis malbonaj kutimoj de la homa nutrado.
Estas bedaŭrinda tiu situacio, des pli ĉar, se la materia stato de la homo postulas la kunagadon de certaj vitaminoj, tiuj nutraj valoroj povas troviĝi en la vegetalaj produktoj, sen la absoluta bezono de buĉejoj kaj fridujoj.
Sed ni devas konsideri la ekonomian maŝinon de la intereso kaj kolektiva harmonio, en kiu tiom multe da laboristoj fabrikas sian ĉiutagan panon. Ĝiaj pecoj ne povas esti subite detruataj sen gravaj danĝeroj. Ni konsolu nin ĉe la vido de la estonteco, kaj estas juste, ke ni sindone laboru por la alveno de novaj tempoj, kiam la surteraj homoj ne plu bezonos sin nutri per la sangaj restaĵoj de siaj malsuperaj fratoj.
130. – Kiel ni, laborantoj ĉe la surtera lernado, povos rigardi la sanktan tekston: “memoru pri la tago sabata, ke vi tenu ĝin sankta” , kiam la laborkontraktoj difinas por tio la dimanĉon?
– La homo devas sanktigi la dimanĉan ripozon ne pro tio, ke temas pri dimanĉo, sed pro la bezono starigi semajnan paŭzon al la agado de la fizika vivo, por spirita rifuĝo de la animo en sin mem, sur la vojo de la surtera aktiveco. La dimanĉa ripozo plene anstataŭas la antikvan sabaton, kaj ni atentigu, ke la rigideco de ĝia observado estis starigita de la hebreaj leĝodonintoj pro la ambicio kaj potenco de la sinjoroj de sklavoj, en tiu epoko tre nombraj, kaj kiuj nur tiamaniere obeis la homaman normon, permesante halton al la laciga diligenteco, kutime neniiganta la vivon de malfortaj, sendefendaj sklavoj.
La homo ĉiam devas dediĉi la semajnan ripozon al la spiritaj praktikoj de sia vivo, sed ne sindonante al iu ajn ekscesoj laŭ la senco de la litero en tiu afero, ĉar post la vorto de Moseo, ni devas aŭdi la lecionon de la Sinjoro, kiu klarigis, ke “la sabado estiĝis por la homo, kaj ne la homo por la sabato”.
Libro: La Konsolanto.
Emmanuel / Chico Xavier.
Aprendizado.
126 – As vibrações relativas ao bem e ao mal, emitidas pela alma encarnada no seu aprendizado terrestre, persistem no Espaço para exame e ponderação do futuro?
Haveis de convir convosco que existem fenômenos físicos, transcendentes em demasia, para que possamos examina-los, devidamente, na pauta exígua dos vossos conhecimentos atuais.
Todavia, em se tratando de vibrações emitidas pelo Espírito encarnado, somos compelidos a reconhecer que essas vibrações ficam perenemente gravadas na memória de cada um; e a memória é uma chapa fotográfica, onde as imagens jamais se confundem. Bastará a manifestação da lembrança, para serem levadas a efeito todas as ponderações, mais tarde, no capítulo das expressões do mal e do bem.
127 – O preceito do “corpo são, mentalidade sadia”, poderá ser observado tão somente pelo hábito dos esportes e labores atléticos?
No que se refere ao; “corpo são”, o atletismo tem papel importante e seria de ação das mais edificantes nos problemas da saúde física, se o homem na sua vaidade e egoísmo não houvesse viciado, também, a fonte da ginástica e do esporte, transformando-a em tablado de entronização da violência, do abastardamento moral da mocidade, iludida com a força bruta e enganada pelos imperativos da chamada eugenia ou pelas competições estranhas dos grupos sectários, desviando de suas nobres finalidades um dos grandes movimentos coletivos em favor da confraternização e da saúde.
Bastará essa observação para compreendermos que a “mentalidade sadia” somente constituirá uma realidade quando houver um perfeito equilíbrio entre os movimentos do mundo e as conquistas interiores da alma.
128 – A vida do irracional está revestida igualmente das características missionárias?
A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.
129 – É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.
130 – Operários do aprendizado terrestre, como devemos encarar o texto sagrado do “lembra-te do dia de sábado para santifica-lo”, quando as obrigações de serviço proporcionam para isso os domingos?
O descanso dominical deve ser sagrado pelo homem, não por se tratar de um domingo, mas em virtude da necessidade de se estabelecer uma pausa semanal aos movimentos da vida física, para o recolhimento espiritual da alma em si mesma, no caminho das atividades terrestres. O repouso dominical substitui perfeitamente o sábado antigo, salientando-se que a rigidez da sua observância foi instituída pelos legisladores hebreus, em virtude da ambição e da prepotência dos senhores de escravos, numerosos na época, e que, somente desse modo, atendiam à medida de humanidade, concedendo uma trégua ao esforço exaustivo que costumava aniquilar a existência de servos fracos e indefesos.
O descanso semanal deve ser sempre consagrado pelo homem às expressões de espiritualidade da sua vida, sem se dar, porém, a qualquer excesso no domínio da letra, nesse particular, porque, após a palavra de Moisés, devemos ouvir a lição do Senhor, esclarecendo que “o sábado foi feito para o homem e não o homem par ao sábado”.
Livro: O Consolador.
Emmanuel / Chico Xavier.

Oração

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