domingo, 19 de janeiro de 2014

Julgamento Errôneo – Joanna de Ângelis

Por imprevidência permites que a mágoa se te assenhoreie do intimo face ao triunfo de pessoas arbitrárias, ardilosas e desonestas.
Examina-lhes, superficialmente, as atitudes, e, como os vês alçados ao triunfo transitório do mundo, deixas-te consumir por insidioso despeito, senão por surda revolta, como se estivesses a tomar nas mãos as diretrizes da vida para agir conforme as aparências.
Crês que mereces mais do que eles, os insensatos e perversos, que galopam sobre a fortuna e a glória, sem te dares conta de que as determinações divinas são sábias e jamais erram.
Ante os problemas que te surgem, comparas a tua com a existência de filhos ingratos que tudo recebem, de esposos infiéis que são bem aceitos no grande mundo, de amigos desleais que, não obstante, vivem cercados pela bajulação dourada.
Não te agastes, porém, indevidamente.
Corrige a visão e muda a técnica de observação.
Cada espírito é um ser com programação própria, fruto das suas realizações pessoais. Não se pode examiná-los e julgá-los em grupo. Aliás, ninguém pode com acerto total julgar o próximo.
Conveniente, por isso, fazeres a parte que te compete, na programática da vida e prosseguires sem desfalecimento, nem desaires.
Ontem estiveste aquinhoado com a mordomia de valores que desperdiçaste.
Já fruíste de afeições abnegadas que desconsideraste.
Passaram pela porta das tuas aspirações alegrias e bênçãos que malsinaste.
Por algum, tempo sobre os teus ombros pesaram as cangas da governança e da responsabilidade, que arrojaste fora leviamente.
Amigos cantaram aos teus ouvidos as músicas da fraternidade e as transformaste em patéticas, após traições e infâmias.
Esvaziaste a ânfora da esperança, arrojando fora as concessões do bem.
Agora carpes, experimentas faltas, registras sofrimentos, anotas soledade...
Reformula conceitos, opiniões e arma-te de paciência e valor a fim de prosseguires otimista.
É sempre dia para quem acende a luz da fé no coração e usa o amor nas realizações a que se afervora.
Vens de experiências fracassadas e estás em tentativas de equilíbrio.
Não te desencantes.
Agora é a vez dos outros.
Fruem hoje o que possuíste ontem.
Ajuda-os a não caírem na alucinação que te venceu, orando por eles, não os invejando, nem pensando mal a respeito deles.
Além disso, eles sabem como estão construindo a ilusão, os recursos de que se utilizam e isto basta-lhes como punição gravada na consciência, de que não se conseguem libertar.
Sorriem em público e choram a sós.
Gozam em sociedade e reconhecem-se solitários.
Por penetrar no âmago das questões e no cerne das consciências, afirmou Jesus: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo”.
Faze a paz com todos e fruirás das messes da paz, não julgando, condenando ou perseguindo ninguém.
Livro: Leis Morais da Vida
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
803. Perante Deus, são iguais todos os homens?
Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez Suas leis para todos. Dizeis freqüentemente: “O Sol brilha para todos” e enunciais assim uma verdade maior e mais geral do que pensais.
806. É lei da Natureza a desigualdade das condições sociais?
Não; é obra do homem e não de Deus.

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