sábado, 31 de março de 2012

Tolerância é caminho de paz.

                    "...Vivei em paz..."Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.)
Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.
Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.
Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranqüilidade.
Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.
No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.
Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.
No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de conseqüências imprevisíveis.
Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.
Emmanuel / Chico Xavier.  (Livro: Plantão de Paz). 

sexta-feira, 30 de março de 2012

INTELIGÊNCIA E INSTINTO

71. A inteligência é um atributo do princípio vital?
Não: pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência só pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência a matéria animalizada.
     A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos, aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover as suas necessidades.
       Podemos fazer a seguinte distinção: 1º) os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2º) os seres animados não pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3º) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade, e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.

72. Qual é a fonte da inteligência?
Já o dissemos a inteligência universal.
72-a. Poder-se-ia dizer que cada ser tira uma porção de inteligência da fonte universal e a assimila, como tira e assimila o princípio da vida material?
Isto não é mais que uma comparação mas não exata, porque a inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral. De resto, bem o sabeis, há coisas que não é dado ao homem penetrar, e esta, por enquanto, é uma delas.

73. O instinto é independente da inteligência?
Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional: é por ele que todos os seres provêm as suas necessidades.

74. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa a outra?
Não, porque eles freqüentemente se confundem: mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem a inteligência.

75. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?
Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem: ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão: ele nunca se engana.

75-a. Por que a razão não é sempre um guia infalível?
Ela seria infalível se não estivesse falseada pela má educação, pelo orgulho e o egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre arbítrio.

O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquele são o resultado de apreciações e uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.
O Livro dos Espíritos / Allan kardec - Livro 1, Cap. 4

quinta-feira, 29 de março de 2012

Isso também passará

Maria de Nazaré - Foto Mediúnica
 O médium mineiro Francisco Cândido Xavier contou que, num de seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro à Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves.
Após alguns dias, o benfeitor retornou dizendo-se portador de um recado da mãe de Jesus.
Chico imediatamente pegou papel e lápis e colocou-se na posição de anotar: Pode falar, tomarei nota de cada palavra.
Emmanuel, benfeitor atencioso, lhe falou:
Anote aí, Chico. Maria me pediu para que trouxesse o seguinte recado:
"Isso também passará. Ponto final."
Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao benfeitor: Só isso?
E ele respondeu: É, Chico. A Mãe Santíssima pediu para lhe dizer que isso também passará.
                                                                * * *
Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo.
Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais.
Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem Seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas Leis.
Todas as coisas, na Terra, passam...
Os dias de dificuldades passarão...
Passarão também os dias de amargura e solidão...
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar... Um dia passarão.
A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará.
Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos maiores e melhores que os outros... Igualmente passarão.
Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do Universo, um dia passará.
Dias de tristeza... Dias de felicidade... São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no Espírito imortal as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.
Elevemos o pensamento e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará...
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.
                                                        * * *
O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante da turbulência de gigantescas ondas.
São guerras, interesses mesquinhos, desvalores...
Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade, e que um dia também passará.
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento.
E confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto, que agora, já não é mais o mesmo de quando iniciamos o programa e o de agora, também passará...
        Autor: Redação do Momento Espírita. 
     http://www.momento.com.br
Chico Xavier

O Caminho da Vida - Chaplin


Sir Charles Spencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.

O Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens...
Levantou no mundo as muralhas do ódios...
E tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. Charles Chaplin
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim. Charles Chaplin
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Charles Chaplin
Estudando o Livro dos Espíritos / Allan Kardec
361. Qual a origem das qualidades morais, boas ou más, do homem?
      São as do Espírito nele encarnado. Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem é o homem.
150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?
        Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Perispírito

O ser humano, quando encarnado, é um ser trinário: espírito, perispírito e corpo físico. Essencialmente, é um espírito imortal, evoluindo rumo à perfeição relativa, mas possui um corpo semi-material que lhe serve de instrumento nas relações espírito-corpo físico e vice-versa.
Atualmente, o corpo de matéria quintensenciada recebe, na terminologia espírita, o nome de perispírito (Peri - ao redor de, envolta de) ou corpo fluídico; mas ele é conhecido desde a antigüidade: foi definido como corpo sutil e etéreo por Aristóteles e chamado de corpo espiritual pelo Apóstolo Paulo.
O perispírito liga o espírito à matéria, servindo de intermediário entre o espírito e o corpo material, transmitindo ao espírito as impressões do corpo e comunicando ao corpo as vontades e emoções do espírito.
Mediante um metabolismo psíquico complexo e sutil, através do perispírito o espírito guarda a memória de suas múltiplas encarnações; ele também proporciona ao corpo físico, desde a concepção, as carências e os recursos físicos e mentais adequados a cada encarnação.
O envoltório semi-material do espírito preexiste ao corpo físico e sobrevive a ele, conservando a individualidade do ser. Assim, quando do desencarne, o perispírito se desprende do corpo material e continua a servir ao espírito.
O corpo fluídico vai se tornando mais etéreo, mais sutil, à medida que o espírito evolui. Os espíritos inferiores tem um perispírito mais grosseiro, chegando, muitas vezes, quando do desencarne, a confundí-lo com o corpo material, podendo, por esse motivo, experimentar sensações semelhantes as de frio, fome, sede, calor.
É o perispírito (e não o espírito) que vemos nas aparições e visões. De um modo geral, a aparência do corpo fluídico é a da última encarnação; mas pode ser modificada (se o espírito quiser e souber fazê-lo), pois a substância que o compõe é maleável e plasmável.
Espírito, perispírito e corpo físico são distintos entre si; o espírito é a base da consciência, o perispírito é o elo de ligação entre o espírito e o corpo físico, e o corpo material é o instrumento de interação terrena. Ligados entre si, eles revelam a sabedoria, a bondade e o amor de Deus.
Fontes:
Estudos Espíritas - Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis - Editora FEB
Iniciação ao Espiritismo - Terezinha Oliveira - Editora EME
Revista Internacional de Espiritismo - Abril de 2001 - Casa Editora O Clarim

Frases Espíritas

"Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade." (Chico Xavier)
"Toda pessoa que serve além do dever encontrou o caminho para a verdadeira felicidade." (André Luiz)
"No mundo a fórmula para se encontrar a felicidade, com esplendor, é uma gota de verdade, dentro de um litro de amor." (Chico Xavier)
"Em você existem as causas da sua derrota e vibram as forças de seu triunfo." (André Luiz)
"Os olhos que nunca choraram raramente aprendem a ver." (Meimei)
"Não perca tempo e serenidade, perante as prováveis decepções da estrada, porquanto aqueles que supõem decepcionar-nos estão decepcionando a si mesmos." (André Luiz)
"A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma." (Joanna de Ângelis)
"Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima." (Emmanuel)
"As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras." (O Livro dos Espíritos, questão 661)
"Ama-te, respeitando-te, e agindo de maneira que não te envergonhes de ti mesmo quando submetido ao crivo da consciência." (Joanna de Ângelis)
"O verdadeiro espírita não é o que crê nas comunicações, mas o que procura aproveitar os ensinamentos dos Espíritos. De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso, e não o torna melhor para o próximo." (Allan Kardec)
"Observe com otimismo as dificuldades que apareçam, interpretando-as por lições necessárias." (André Luiz)
"O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmeros. É o aperfeiçoamento espiritual." (André Luiz)
"O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte." (Emmanuel)

terça-feira, 27 de março de 2012

FÉ E PERSEVERANÇA

Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.
Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.
Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.
Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. O Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas, O segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. O terceiro exclamou com fé:
— Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
Em seguida, abençoou-os e partiu...
O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...
Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.
Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram à porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:
— Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus. 
Meimei / Chico Xavier
Livro: Pai Nosso.
"As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras." (O Livro dos Espíritos / Allan Kardec, questão 661)

NO DIA-A-DIA

Adestre a mente com a vigilância necessária ao policiamento das ideias pestilenciais. O pensamento é fio de segurança por onde transitam a felicidade e a desdita. Substitua da linguagem usual as três palavras: "não posso mais" por três outras: "tentarei outra vez".   O verbo a escorrer pelos lábios reflete o estado d'alma e cria condicionamento vigoroso para a mente. Não há experiência nem sabedoria sem a aprendizagem mediante as disciplinas dos livros da dor. Considere o insucesso em suas experimentações humanas como fenômeno natural. Cada erro é lição valiosa que nos ensina o que devemos fazer outra vez. Habitue-se a uma leitura otimista, diariamente, qual homeopatia salutar para o seu espírito. O livro superior ainda é o mais precioso e discreto amigo para as necessidades do dia-a-dia.
Marco Prisco / Médium Divaldo Franco
Livro: Ementário Espírita 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Os Olhos de quem vê

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.
Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo…
Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você?
- Muito boa, papai.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza?
- Sim pai! Retrucou o filho, pensativamente.
- E o que você aprendeu, com tudo o que viu naquele lugar tão paupérrimo?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro.
Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha.
Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
       O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto!
No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles. Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefado, sem graça e envergonhado.
O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres!
MORAL DA HISTÓRIA: Não é o que você tem, onde está ou o que faz que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto! Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza. Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, então… Você tem tudo!
(Texto recebido por e-mail)
http://www.aprenderparaevoluirsempre.blogspot.com.br 

HOMEM ÍMÃ, HOMEM FLOR...

POR: FIDEL NOGUEIRA

HÁ HOMENS QUE SÃO FERROS,
AGEM COM TANTOS BERROS,
HÁ HOMENS QUE SÃO ÍMÃS,
CRIANDO TERNURA EM CLIMAS,
HÁ HOMENS QUE AFASTAM,
HÁ HOMENS QUE APROXIMAM,
HÁ AQUELES QUE SÃO DUROS,
E OS OUTROS QUE SÃO PUROS.
HÁ O HOMEM SENSÍVEL,
E TAMBÉM O TEMÍVEL,
HÁ HOMENS ROMÂNTICOS,
FALAM DE AMOR EM CÂNTICOS,
HÁ HOMENS VIOLENTOS,
TRAZENDO SOFRIMENTOS.
HÁ HOMEM INFIEL,
CAUSANDO O FEL,
HÁ HOMENS FLOR,
QUE EXALAM AMOR,
HÁ HOMENS SANTOS,
QUE ENXUGAM PRANTOS,
HÁ HOMEM AMIGO,
SE FAZENDO ABRIGO,
HÁ HOMEM COMPANHEIRO,
SE ENTREGANDO INTEIRO,
HÁ HOMENS INTELIGENTES,
HUMILDES E CONSCIÊNTES,
HÁ HOMENS SENSUAIS.
DIFERENTES E IGUAIS,
HÁ HOMENS ASSIM,
SÃO UM BELO JARDIM,
HÁ HOMENS MAR,
NA RIQUEZA A DOAR.
HÁ HOMENS ÍMÃ
MORAM SEMPRE ACIMA
DE CONDUTA TÃO FINA,
QUE A MULHER FASCINA,
NELES VEJO POESIA,
BONDADE E HARMONIA,
HÁ O HOMEM JESUS,
GRANDE ANJO LUZ.
http://www.fidelnogueira.com

UM E OUTRO

Nas realizações a que você doa seus labores, não se escravize ao homem que as dirige; entregue-se à obra em si mesma.
       O homem passa - a obra fica.
       Nas operações de amparo em nome da fraternidade, não se empolgue apenas com o servidor, mas sobretudo com o serviço.
       O servidor é aprendiz - o serviço é mestre.
       Nas tarefas cristãs, o mais importante não é deter-se nas casas de trabalho, mas oferecer-se à causa que as inspira.
       A casa perece - a causa permanece.
       Nos compromissos com a fé, não se abata com as fraquezas do pregador; identifique-se com a força do Mestre Jesus.
       O pregador é temporário - Jesus é permanente.
       Um e outro identificam você.
       Um é breve, o outro é eterno.
       Não basta fazer ou deixar de fazer algo. É essencial verificar o que faz, como faz e para quem faz.
Marco Prisco / Médium Divaldo Franco
Livro: Glossário Espírita-Cristão

domingo, 25 de março de 2012

Filoj / Filhos

Filoj
Naskiĝas la infano, portante kun si la moralan heredaĵon, kiu, jam antaŭ la renaskiĝo en la fizika regiono, karakterizas lian memecon. Li tamen ricevos la reflektojn de la gepatroj kaj instruistoj, kiuj stampos sur lia nova cerba aparato la imagojn lin multfoje influontajn dum la tuta ekzistado.
Sendube lian spiriton atendas, en nova etapo, la instruado, kiu riĉigos lian iradon direkte al tiu aŭ tiu alia celo. Sed gravas konsideri, ke la vorto skribita, kompare kun tiuparolata aŭ kun la senpera ekzemplo, havas malpli fortan reflektopotencon, precipe se katenita inter la gramatikaj konvencioj.
Tiel okazas,  ĉar la voĉo kaj la agado estas saturitaj de indukta magnetismo, kiu efikas per tuja reflekto, kaj pro tio ili estigas signifoplenajn transformiĝojn, por la bono aŭ por la malbono, laŭ la naturo de tiuj, per kiuj ili manifestiĝas.
La infanoj, konfiditaj sur la Tero al nia prizorgado, portas neŭrocerban aparaton tute novan laŭ ties organa strukturo, similan al fotografilo laŭcele preparita por registri impresojn. La objektivo, kiu en tiaspeca aparato konsistas el sistemo de adekvataj lensoj kapablaj kapti ĝustajn bildojn sur sentivaj elementoj, estas figurata,  ĉe la infana menso, de ia renovigita spegulo, en kiu kune funkcias vidado kaj observado, atento kaj pripensado kiel lensoj de la animo, kiu ensorbas la reflektojn de la ĝin  ĉirkaŭantaj mensoj kaj ilin fiksas en si mem kiel bazajn elementojn de konduto.
La infanoj do troviĝas sub rekta efiko de spirita muldado fare de tiuj, kiuj por ili preparas la lulilon aŭ al ili certigas la lernejon, simile al viva, malfortika argilo rilate al la ideoj de la argilaĵisto.
Ni do ne povas forgesi, ke, sur la Tero, niaj filoj, kvankam portante kun si la sedimenton el pasintaj spertoj dum antaŭaj migradoj sur la fiziologia kampo, estas tamen kamaradoj, kiuj dumtempe revenas por denova kunvivado, preskaŭ ĉiam celante kune kun ni reĝustiĝi laŭ la imperativoj de la Dia Leĝo kaj bezonante, kiel ankaŭ ni mem, elprovojn kaj instruojn koncerne al la klopodoj por la dezirata regeneriĝo.
Escepte de tiuj animoj transcendantaj niajn evoluajn markŝtonojn pro sia aparta misio plibonigi la ordinaran socian scenejon,  ĉiuj ceteraj ricevas la efikon de niaj reflektoj, asimilante impresojn, kiuj longdaŭre enradikiĝas kaj iafoje akompanas ilin ekde la infanaĝo ĝis la morto de la fizika korpo.
Trakti ilin kiel ornamaĵojn de la koro signifas ilin konduki al pereigaj eraroj,  ĉar, nekapabliĝante por la elaĉeta lukto dum la disvolviĝo de sia organa envolvaĵo, ili facile alkonformiĝas al la superreganta reflekto de la inteligentoj kutimiĝintaj al la ombro aŭ al ribelemo, pro kio ili gravitas al la influo de la plej evitinda kaj timinda pasinteco.
Ĉiu infano do, konfidita al nia prizorgo, estas viva vazo rikoltanta la bildojn de nia  ĉiutaga sperto. Pro tio koncernas nin la devo lernigi al ili nociojn pri justeco kaj laboro, frateco kaj ordo, ilin frue kutimigante, per la forto de nia ekzemplado, al disciplino kaj praktikado de bono, tamen sen forpreni de ili la spiriton de optimismo kaj espero. Akceptante  ĝin kun amo, ni devas memori, ke la infana koro estas altvalora urno konservonta niajn reflektojn, ia trofeo nin respegulonta en la granda estonteco, en kiu ni  ĉiuj ankaŭ vivos kiel heredontoj de niaj propraj verkoj.
Emmanuel / Chico Xavier (Libro:  Penso kaj Vivo). 
Filhos
Nasce a criança, trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade antes do renascimento no plano físico; no entanto, receberá os reflexos dos pais e  dos mestres que lhe  imprimirão à nova chapa cerebral as imagens que, em muitas ocasiões, lhe influenciarão a existência inteira.
Indiscutivelmente, a instrução espera-lhe o espírito em nova fase, enriquecendo-lhe o caminho nesse ou naquele mister; contudo,  importa reconhecer que a palavra escrita, em confronto com a palavra falada ou com o exemplo direto, revela poderes de repercussão menos vivos, mormente quando torturada entre os preconceitos da forma gramatical.
É que a voz e a ação prática jazem impregnadas do magnetismo indutivo que se desprende da reflexão imediata, operando significativas transformações para o bem ou para o mal, segundo a natureza que lhes personaliza as manifestações.
As crianças confiadas na Terra ao nosso zelo são portadoras de aparelhagem neurocerebral completamente nova em sua estrutura orgânica, à feição de câmara fotográfica devidamente habilitada a recolher impressões. A objetiva, que na máquina dessa espécie é constituída por um sistema de lentes apropriadas, capazes de colher imagens corretas sobre recursos sensíveis, é representada na mente infantil por um espelho renovado em que se conjugam visão e observação, atenção e meditação por lentes da alma, absorvendo os reflexos das mentes que a rodeiam e fixando os em si própria, como elementos básicos de Conduta.
Os pequeninos acham-se, deste modo, à mercê dos moldes espirituais dos que lhes tecem o berço ou que lhes asseguram a escola, assim como a argila frágil e viva ante as idéias do oleiro.
Não podemos, pois, esquecer na Terra que nossos filhos, embora carreando consigo a sedimentação das experiências passadas, em estágios anteriores na gleba fisiológica, são companheiros que nos retomam transitoriamente o convívio, quase sempre para se reajustarem conosco, aos impositivos da  Lei Divina, necessitados quanto nós mesmos, de provas e ensinamentos, no que tange ao trabalho da regeneração desejada.
Excetuados aqueles que transcendem os nossos marcos evolutivos, à face da missão particular de que se investem na renovação  do ambiente  comum, todos eles nos sofrem os reflexos, assimilando impressões entranhadamente perduráveis que, às vezes, lhes acompanham os passos desde a meninice até a morte do corpo denso.
Tratá-los à conta de enfeites do coração será induzi-los a funestos enganos, porquanto, em se tornando ineficientes para a luta redentora, quando se lhes desenvolve o veículo orgânico facilmente se ajustam ao reflexo dominante das inteligências aclimatadas na sombra ou na rebeldia, gravitando para a influência do pretérito que mais deveríamos evitar e temer.
É assim que toda criança, entregue à nossa guarda, é um vaso vivo a arrecadar-nos as imagens da experiência diária, competindo-nos, pois, o dever de traçar-lhe noções de justiça e trabalho, fraternidade e ordem, habituando-a, desde cedo, à disciplina e ao exercício do bem, com a força de nossas demonstrações, sem, contudo, furtar-lhe o clima de otimismo e esperança. Acolhendo-a, com amor, cabe-nos recordar que o coração da infância é urna preciosa a incorporar-nos os reflexos, troféu que nos retratará no grande futuro, no qual passaremos todos igualmente a viver, na função de herdeiros das nossas próprias obras.
Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel 

Elmontru vin / Revele-se

Elmontru vin
En la agado  ĉiutaga ne postulu de via kamarado edukitecon.  Elmontru la vian.
En la taskoj por la bono ne atendu kunlaboradon. Kunlaboru mem antaŭ ĉio.
En la ordinaraj laboroj ne kriu por aliula helpon. Prezentu vian bonvolon.
En la servoj pri komprenado ne petu, ke via proksimulo supreniru al vi. Lernu malsupreniri al li kaj helpu lin.
En la plenumado de viaj kristanaj devoj, ne atendu eksterajn rimedojn por ilin efektivigi. La plej bona havaĵo, kiun vi povas doni por la bonaj verkoj, estas via propra koro.
Ĉe la ordinaraj societaj interrilatoj en la vivo ne  atendu, ke via frato elmontru jam plej altajn ecojn.  Konkretigu la altajn dotojn, kiujn vi jam posedas.
En  ĉiu terano estas lumo kaj ombro. Elmontru vian noblecon, por ke la nobleco de via proksimulo venu al vi renkonte. 
Andreo Ludoviko / Chico Xavier (Libro: Kristana Agendo)
Revele-se
Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro. Demonstre a sua.
Nas tarefas do bem, não aguarde colaboração. Colabore, por sua vez, antes de tudo.
Nos trabalhos comuns, não clame pelo esforço alheio. Mostre sua boa-vontade.
Nos serviços de compreensão, não peça para que seu vizinho suba até você. Aprenda a descer até ele e ajude-o.
No desempenho dos deveres cristãos, não aguarde recursos externos para cumpri-los.  O melhor patrimônio que você pode dar às boas obras é o seu próprio coração.
No trato vulgar da vida, não espere que seu irmão revele qualidades excelentes. Expresse os dons elevados que você já possui.
Em toda criatura terrestre, há luz e sombra. Destaque sua nobreza para que a nobreza do próximo venha ao seu encontro.
Andre Luiz / Chico Xavier (Livro: Agenda Cristã).

sexta-feira, 23 de março de 2012

PROGRESSO E HARMONIA


  O ser se enriquece de valores à medida que, autoconhecendo-se e autodisciplinando-se, sua consciência adquire lucidez e torna-se ótima.
               Abrem-se então perspectivas antes cerradas.
             Quando alguém aspira por mudanças para melhor, irradia da mente energias saudáveis que contribuem para a realização do objetivo.
         Novos condicionamentos levam ao êxito, como resultado normal do querer e empenho.
          O auto-descobrimento conscientiza a pessoa a respeito do que necessita e de como obtê-lo.
             Então, nota suas incalculáveis possibilidades.
             Ele pode ser obtido pela meditação reflexível, com a mente fixada nas ideias positivas, buscando saber quem se é, qual a finalidade de sua existência corporal e que futuro a aguada.
       O progresso e a harmonia são conquistas internas do ser humano, que se exteriorizam como entendimento da vida e atração por ela.
            As virtudes evangélicas dão o rumo e ânimo.
       O progresso é fatalidade da vida e a harmonia resulta da consciência desperta para a conquista de sua plenificação.
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: O Ser Consciente

quinta-feira, 22 de março de 2012

MESTRE E APRENDIZ

... E respondendo ao discípulo que lhe pedira ensinasse a orar, disse Jesus, generoso:
       Quando rogares amor, não abandones o próximo ao frio da indiferença.
       Quando suplicares o dom da fé, não relegues teu irmão à descrença ou à tortura mental.
       Quando pedires luz, não condenes teu companheiro à perturbação nas trevas.
       Quando solicitares a bênção da esperança, não espalhes o fel da desilusão.
       Quando rogares consolação, não veicules o desespero à margem do caminho.
       Quando pedires perdão, desculpa os que te ofendem.
       Quando suplicares justiça, não te descuides da harmonia que a todos precisas assegurar ao preço de tua renúncia e humildade.
       Se reclamas paz, não estendas a discórdia.
       Se pedes compreensão, não critiques.
       Se aguardas concurso do Céu, não menosprezes a colaboração que o mundo te pede.
       Como fizeres aos outros, assim se fará a ti.
       Vai, pois, e, orando, perdoa e ajuda sempre! 
Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Antologia Mediúnica do Natal

quarta-feira, 21 de março de 2012

Deus quer

... Deus não quer o meu progresso porquanto os meus caminhos estão interditados!
... Deus não quer a minha felicidade, já que tudo quanto me diz respeito resulta em insucesso.
... Deus não quer o meu bem-estar, porque somente sofrimentos me chegam!
... Deus não quer a minha paz, já que a luta jamais me abandona!
... Deus não quer o meu amor, pois que apenas a amargura se me faz companheira!
Estas e outras exclamações caracterizam a visão incorreta que a criatura tem em relação a Deus, especialmente quando está afetada pela revolta ou pela insatisfação.
No entanto, Deus quer o teu progresso; não aquele que se assenta na desonra e no vício;
Deus quer a tua felicidade; não, porém, feita de ilusão e de triunfo mentiroso, que logo passam;
Deus quer o teu bem-estar; todavia, na estrutura de uma vida íntima saudável, que resulta de uma depuração moral necessária;
Deus quer a tua paz legítima, após acalmados os anseios do coração e regularizados os débitos da consciência;
Deus quer o teu amor, superadas as sombras dos conflitos e as instabilidades da tua emoção.
Triunfo no mundo, é gozo que passa.
Triunfo com Deus, é harmonia que permanece.
Deus quer o melhor para ti, e, porque ainda não sabes elegê-lo, proporciona-te os meios para consegui-lo em definitivo, sem margem de o perder.
Médium: Divaldo Pereira Franco
Espírito: Joanna de Angelis

terça-feira, 20 de março de 2012

GANHAR


         As criaturas humanas, de modo geral, ainda não aprenderam a ganhar. Mas permanecem na Terra em busca de alguma coisa.
       Recomendou Jesus que procurassem, insistissem... Significa isso que o homem se demora na Terra para ganhar na luta enobrecedora.
       Toda perturbação, nesse sentido, provém da mente viciada das almas em desvio.
     O homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas, nunca, a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte a ordem, nos ensejos de cada dia:
       Se goza de bastante saúde física, costuma usá-la na aquisição da doença destruidora;
       Se consegue amealhar fortuna financeira, tenta açambarcar os interesses alheios.
       O Mestre não recomendou que o homem deva movimentar-se despido de objetivos e aspirações de ganho. Salientou apenas que precisa saber o que procura, que lucros almeja...
       Lembra-te de que nada vale ganhar o mundo, que não te pertence, e perderes a ti mesmo, por tempo indefinido, para a vida imortal.
Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida

segunda-feira, 19 de março de 2012

DOIS ANJOS

       A fé ilumina.
       A caridade socorre.
       A fé clareia o caminho.
       A caridade auxilia a percorrê-lo.
       Não basta confiar.
       É indispensável servir.
       Não vale contemplar apaixonadamente o Céu. É preciso habilitar-se a criatura a fim de alcançá-lo.
       A fé ardente, sem obras que lhe revelem a grandeza, pode gerar o fanatismo que separa e destrói, ao invés de enlaçar e construir.
       A caridade, sem esperança que lhe assegure persistência de ação, pode cair em plena sombra, entre o cansaço e a indiferença.
       Conserva o tesouro de tua confiança.
       A fé viva é o anjo que conduz as almas enobrecidas da Terra para o Céu.
       A caridade é o anjo que desce do Céu para a Terra, ensinando os homens a transformar o mundo em Paraíso.  
Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Tocando o Barco

VISÃO E DISCERNIMENTO

Generaliza-se a cegueira humana.
       O homem, ansioso e aturdido, procura guindar-se às altas posições na comunidade, sem importar-se com os meios de que se utiliza.
       Responsabilidades morais, profissionais, sociais e humanas são marginalizadas.
       Importam-lhe seus triunfos e lucros excessivos, enquanto a escassez cresce a sua volta.
       Esbanjam-se em campeonatos de ostentação somas vultosas que podem salvar vidas.
       Constituído de instinto e razão, tem o dever de controlar os seus impulsos e suas paixões.
       Cabe-lhe vencer os apelos que o brutalizam com a auto-iluminação que o tranqüiliza.
       Ao cego de Jericó importava obter a visão.
       Ver para discernir; discernir para atuar e atuar para encontrar-se.
       Sem saber o rumo por onde segue, o indivíduo se perde, e, confuso, age erradamente.
       Acende a claridade do bem na tua alma.
       Daí em diante, em qualquer circunstância, discernirá o que deves do que não deves realizar, porque então já vês.   
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Otimismo

Oração

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