sábado, 28 de fevereiro de 2015

Em tudo - Emmanuel

Tornando-­nos  recomendáveis  em  tudo:  na  muita  paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias. - Paulo (II Coríntios, 6:4) 
A maioria dos aprendizes do Evangelho não encara seriamente o fundo religioso da vida, senão nas atividades do culto exterior.
Na concepção de muitos bastará freqüentar, assíduos, as assembléias da fé e todos os enigmas da alma estarão decifrados, no capítulo das relações com Deus.
Entretanto, os ensinamentos do Cristo apelam para a renovação  e aprimoramento individual em todas as circunstâncias.
Que dizer de um homem, aparentemente contrito nos atos públicos da confissão religiosa a que pertence e mergulhado em palavrões no santuário doméstico?
Não são poucos os que se declaram crentes, ao lado da multidão, revelando­-se indolentes no trabalho, desesperados na dor, incontinentes na alegria, infiéis nas facilidades e blasfemos nas angústias do coração.
Por que motivo pugnaria Jesus pela formação dos seguidores tão­-só para ser  incensado por eles, durante algumas horas da semana, em genuflexão?
Atribuir ao  Mestre semelhante propósito seria rebaixar-­lhe os sublimes princípios.
É indispensável que os aprendizes se tornem recomendáveis em tudo, revelando a excelência das idéias que os alimentam, tanto em casa, quanto nas igrejas, tanto nos serviços comuns, quanto nas vias públicas.
Certo, ninguém precisará viver exclusivamente de mãos-­postas ou de olhar  fixo no firmamento; todavia, não nos esqueçamos de que a gentileza, boa­-vontade, a cooperação e a polidez são aspectos divinos da oração viva no apostolado do Cristo.
Livro: Pão Nosso.
Emmanuel / Chico Xavier.

A RIQUEZA – Miramez.

0533/LE
De certo modo, a riqueza leva o homem aos perigos morais e aos de todas as ordens. O dinheiro, quando aliado ao orgulho e ao egoísmo, se compara a desastres nos caminhos das criaturas. Por vezes, pedes aos Espíritos a fortuna, e eventualmente te poderá ser isso concedido. Deus pode permiti-lo como lição, uma prova, como um fardo que pesa bastante nos ombros.
Entre os Espíritos que servem de instrumento para canalizar essa riqueza, quase sempre estão os teus inimigos, por desejarem o teu mal, na seqüência da tua vida. São favores perigosos, e não devem faltar ao agraciado a oração e a vigilância. O outro, em si, não faz mal nem bem, mas, a falta de educação moral nas criaturas é que o emprega para finalidades escusas.
Se ganhaste alguma fortuna de repente, tem cuidado na sua aplicação: ela poderá ser motivo de glória para a tua vida. Mas, por motivo de desespero, não deves pedir aos Espíritos riquezas; trabalha, que se Deus achar conveniente, te proverá, sem agressão às forças superiores. Deixa que o Senhor faça a Sua vontade, e não a tua, visto que, de certo modo, o homem não sabe o que pedir.
Se Deus concede à pessoa a riqueza, quase sempre é por provação; no entanto, já se encontram no mundo muitos ricos que entrarão no reino do céu, que conhecem e sabem empregar seus bens materiais, como ajuda para conhecer a verdade. O dinheiro em demasia pode te levar aos desregramentos sociais, ao abuso da comida e da bebida.
É bom que anotemos a fala de Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, conforme capítulo dez, versículo trinta e um: Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
O tudo para a glória de Deus a que Paulo se refere, é usar o que se deve usar com parcimônia.
Não deves esquecer o equilíbrio na alimentação e, se for o caso, na bebida, porque o homem correto deve fazer tudo para a glória de Deus, sem sair da moral evangélica, de modo que a conduta de Cristo opere em seu coração. Quem passar pelo crivo da riqueza, e não for influenciado pelas paixões inferiores e pelos desequilíbrios sociais, está preparado para usar o dinheiro de maneira honesta, onde o amor pode vibrar na sua pureza e avançar nos caminhos da caridade.
Mas, se Deus te conservar na pobreza dos bens materiais, não te revoltes, por não passar isso de uma prova, te preparando para uma vida melhor. Confia e espera, trabalhando como se estivesse na fartura de tudo. Do modo que pensas, assim vives. Não deixes o fermento do mal crescer em teu coração. Ele atrai Espíritos da mesma natureza, a te inspirarem coisas inúteis para a tua paz de consciência.
Se porventura pediste aos Espíritos a fortuna fácil, e essa não chegou para ti, dá graças a Deus, pois estás sendo protegido pelos teus guias espirituais. Dentro das facilidades se enroscam serpentes perigosas. Contenta-te com o que tens, que os Céus sabem o que convém te ofertar.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XI
João Nunes Maia – Miramez
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
533. Podem os Espíritos fazer que obtenham riquezas os que lhes pedem que assim aconteça?
Algumas vezes, como prova. Quase sempre, porém, recusam, como se recusa à criança a satisfação de um pedido inconsiderado.
533a) - São os bons ou os maus Espíritos que concedem esses favores?
Uns e outros. Depende da intenção. As mais das vezes, entretanto, os que concedem são os Espíritos que vos querem arrastar para o mal e que encontram meio fácil de o conseguirem, facilitando-vos os gozos que a riqueza proporciona.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ORANDO CADA DIA - Meimei

Senhor!...
Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes,não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.
Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com meus recursos, entretanto por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos,aos quais devo convivência e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer que o cansaço e a dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.
Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinastes.
E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.
Assim seja.
Livro: Sentinelas da Alma.
Meimei / Chico Xavier.

REMOVENDO OBSESSÕES - Albino Teixeira.

Existem atitudes positivas contra o domínio da obsessão, a saber:
• Confiança em Deus e em si próprio;
• Consciência tranquila e oração;
• Dever cumprido e paciência;
• Trabalho incessante e serviço ao próximo;
• Simpatia e bondade para com os outros;
• Estudo e refazimento do equilíbrio, tantas vezes quantas forem necessárias.
E há atitudes negativas, agravantes da perturbação espiritual, como sejam:
• Dúvida e complexo de culpa;
• Indiferença e irresponsabilidade;
• Irritação e queixa contínua;
• Ociosidade e egoísmo;
• Isolamento e ignorância.
Acomodar-se a qualquer das situações, depende da escolha de cada um.
Cabe lembrar, porém, que os avisos da Espiritualidade não visam a isentar o homem da lei do trabalho, e sim a mostrar-lhe a meta a cumprir e o caminho que a ela conduz.
Albino Teixeira / Chico Xavier
Livro: Escultores de Almas.

EVITANDO OBSESSÕES - Andre Luiz.

Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.
Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.
Fale tranquilizando a quem ouve.
Deixe que os outros vivam a existência deles, assim como você deseja viver a que Deus lhe deu.
Não descreia do poder do trabalho.
Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.
Cultive a perseverança na direção do melhor; jamais a teimosia em pontos de vista.
Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com as lamentações improdutivas.
Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles.
Recorde que decepções, desenganos e provações são marcos no caminho de todos.
Por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão, o importante não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.
André Luiz / Médium Divaldo Franco
Livro: Paz e Renovação.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

VENDER A ALMA - Miramez

0550/LE
Certamente que não podemos vender a alma, nem nos vender a ninguém. Esse não é o sentido real do assunto. Como podemos nos vender, se o Espírito que compra está destinado ao despertamento espiritual como todos os demais? As coisas espirituais não se compram, nem se vendem. Tudo pertence a Deus, que criou todas as coisas.
Somente o ignorante troca seus sentimentos por dinheiro. Se queres ter ouro em caixa, é bom e justo que trabalhes: "O trabalhador", diz o Evangelho, "é digno do seu salário". Quem vende o que não é seu, será marcado de modo a responder em outra vida pelas consequências nefandas do seu ato indigno.
Já foi citado em outra página o ensino de Jesus sobre isso, o qual podemos repetir: Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, que tudo o mais virá por acréscimo de misericórdia.
Querer tomar qualquer coisa que não é nossa, constitui infração, e respondemos por isso nas linhas das nossas vidas. Cumpre a todas as criaturas ascender para a luz com os próprios esforços. Lutar com meta definida é o nosso dever. Lutar não fora de nós, é a meta mais acertada na vida. Vejamos o que falou o apóstolo Paulo, referindo-se a este assunto:
Assim como também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. (l Coríntios, 9:26) Paulo, o apóstolo dos gentios, se referia às lutas internas, como era de seu costume, antes de encontrar o Cristo no caminho de Damasco. É a guerra que tanto dizemos, a guerra por dentro, as lutas com nós mesmos.
Todas as fábulas carregam em sua estrutura algo de verdade. A venda da alma deve ser o empenho que temos com o Pai, de conquistar a nós mesmos em todos os rumos da vida, nos comprar a nós mesmos pelo trabalho dedicado ao próximo, pela caridade e pelo amor sem distinção, empenhar a nossa vida no bem coletivo, ajuntar experiências no celeiro espiritual, onde não falte a força da fraternidade e da compreensão.
Alma alguma fica condenada à miséria moral. Ela é igual às outras. Ela cresce, despertando os valores que todas possuem. São atributos divinos colocados no imo de todas elas. O tempo tem o poder de acordá-los, e Jesus nos ensina como fazê-lo, para o grande despertamento da vida. As ilusões do passado vão ficando para trás, e a verdade do porvir vem chegando aos nossos corações, valorizando toda a nossa vida, em se ligando à vida de Deus, cada vez mais presente em nossos sentimentos pelo amor.
As coisas dos céus não se vendem; elas pertencem ao Criador. Devemos, sim, entregar a nossa vida a Deus, de maneira que ela seja útil às suas companheiras, nos moldes que Ele desejar que seja.
Se queres granjear a assistência dos Espíritos puros, procura a pureza em tua vida, ou pelo menos esforça-te para tal. Todos os esforços no bem serão assistidos pela luz de Deus. Seus agentes estão espalhados por toda a criação, fazendo vigorar todas as Suas leis de Justiça e de Amor.
Deves romper com o mal, se por acaso te encontras ligado a ele. Abraça a verdade, que esse trabalho será abençoado pelos benfeitores da eternidade e serás vencedor, ganhando a ti mesmo.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XI
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
550. Qual o sentido das lendas fantásticas em que figuram indivíduos que teriam vendido suas almas a Satanás para obterem certos favores?
Todas as fábulas encerram um ensinamento e um sentido moral. O vosso erro consiste em tomá-las ao pé da letra. Isso a que te referes é uma alegoria, que se pode explicar desta maneira: aquele que chama em seu auxílio os Espíritos, para deles obter riquezas, ou qualquer outro favor, rebela-se contra a Providência; renuncia à missão que recebeu e às provas que lhe cumpre suportar neste mundo. Sofrerá na vida futura as conseqüências desse ato. Não quer isto dizer que sua alma fique para sempre condenada à desgraça. Mas, desde que, em lugar de se desprender da matéria, nela cada vez se enterra mais, não terá, no mundo dos Espíritos, a satisfação de que haja gozado na Terra, até que tenha resgatado a sua falta, por meio de novas provas, talvez maiores e mais penosas. Coloca-se, por amor dos gozos materiais, na dependência dos Espíritos impuros.
Estabelece-se assim, tacitamente, entre estes e o delinqüente, um pacto que o leva à sua perda, mas que lhe será sempre fácil romper, se o quiser firmemente, granjeando a assistência dos bons Espíritos.

FALA EM PAZ – Emmanuel.

Justo lembrar: a voz humana está carregada de vibrações.
Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos.
Uma exclamação retumbante equivale a uma pedrada mental.
Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto, faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.
Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.
Discussão sem proveito é desperdício de forças.
Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas; aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.
Se te sentes à beira da irritação, estás doente e o doente exige remédio.
Barulho verbal apenas complica.
Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Calma.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

EM TI PRÓPRIO – Emmanuel

Não olvides que a civilização começa no esforço educativo de cada um.
Não podes, em verdade, fazer calar a maledicência, mas podes silenciar a maldade em ti mesmo, abstendo-te de contribuir para sua extensão.
Não será possível vencer, a sós, a dominação da ignorância, contudo, podes prestar informação valiosa e útil aos que desejam aprender.
Não conseguirás corrigir de modo total a influenciação da penúria, no entanto, podes dividir com os necessitados o alimento de cada dia.
Ninguém por si só retificará esse ou aquele setor do mundo, entretanto, ninguém está impedido de algo fazer no cultivo da fraternidade.
Não te confies ao julgamento apressado dos outros. Faze o bem que puderes.
Em nós mesmos uma nova humanidade e uma nova era indubitavelmente podem começar.
Cogitemos de nossa própria melhoria para que a vida melhore e reajustemo-nos para que a nossa paisagem social se reajuste.
Guardemos a vigilância, lembrando que toda vitória espiritual é obra de amor e educação.
Emmanuel / Chico Xavier.
Livro: Viajor.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Semeador de Luz - Elizabete Lacerda

DESCULPISMO – Emmanuel.

“E todos a uma vez começaram a escusar-se. Disse lhe o primeiro: comprei um campo e importa ir vê-lo;rogo-te que haja escusado.” – Jesus / LUCAS, 14:18.
Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonam as próprias obrigações.
Irmãos nossos que tiveram a infelicidade de escorregar na delinqüência costumam justificar-se com vigoroso poder de persuasão, mas isso não lhes exonera a consciência do resgate preciso.
Companheiros que arruínam o corpo em hábitos viciosos arquitetam largo sistema de escusas, tentando legitimar as atitudes infelizes que adotam, comovendo a quem os ouve, entretanto, acabam suportando em si mesmos as conseqüências das responsabilidades a que se afeiçoam.
E, ainda agora, quando a Doutrina Espírita revive o Evangelho, concitando os homens à construção do bem na Terra, surgem às pencas desculpas disfarçando deserções:
- Estou muito jovem ainda...
- Sou velho demais...
- Assumi compromissos de monta e não posso atender...
- Minhas atribulações são enormes...
- Obrigações de família estão crescendo...
- Os negócios não me permitem qualquer atividade espiritual...
- Empenhei-me a débitos que me afligem...
- Os filhos tomam tempo...
- Problemas são muitos...
Tantas são as evasivas e tão veementes aparecem que os ouvintes mais argutos terminam convencidos de que se encontram à frente de grande sofredores ou de criaturas francamente incapazes, passando até mesmo a sustentá-los na fuga.
Os convidados para a lavoura de luz, no entanto, engodados por si próprios, acordam para a verdade no momento oportuno e, atados às ruinosas conseqüências da própria leviandade, não encontram outra providência restauradora senão a de esperarem por outras reencarnações.
Livro: Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel / Chico Xavier.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Monturo – Emmanuel.

“Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam­no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” - Jesus (Lucas, 14:35) 
Segundo deduzimos, Jesus emprestou significação ao monturo. Terra e lixo, nesta passagem, revestem­se de valor essencial.
Com a primeira, realizaremos a semeadura, com o segundo é possível fazer a adubação, onde se faça necessária.
Grande porção de aprendizes, imitando a atitude dos fariseus antigos, foge ao primeiro encontro com as “zonas estercorárias” do próximo; entretanto, tal se verifica porque lhes desconhecem as expressões proveitosas.
O Evangelho está cheio de lições, nesse setor do conhecimento iluminativo.
Se José da Galiléia ou  Maria de Nazaré simbolizam terras de virtudes fartas, o mesmo não sucede aos apóstolos que, a cada passo, necessitam recorrer à fonte das lágrimas que escorrem do monturo de remorsos e fraquezas, propriamente humanos, a fim de fertilizarem o terreno empobrecido de seus corações.
De quanto  adubo dessa natureza precisaram Madalena e Paulo, por exemplo, até alcançarem a gloriosa posição em que se destacaram?
Transformemos nossas misérias em lições.
Identifiquemos o monturo que a própria ignorância amontoou em torno de nós mesmos, convertamo­lo em adubo  de nossa “terra íntima” e teremos dado razoável solução ao problema de nossos grandes males.
Livro: Pão Nosso.
Emmanuel / Chico Xavier.

Vigilância – Martins Peralva.

Cingidos estejam vossos corpos e acesas as vossas candeias.
As condições em que despertaremos, na Espiritualidade, após a morte corporal, dependem, efetiva e indisfarçavelmente, do nosso estado evolutivo.
Do rumo que tivermos imprimido aos nossos passos. Do esforço evangélico empreendido.
Da maneira como tivermos sabido valorizar o tempo.
O Espiritismo tece, sobre este assunto, oportunas e valiosas considerações, aclarando, assim, o pensamento do Mestre.
A situação do homem, após a desencarnação, suscita o  interesse para os primeiros instantes de vida na esfera subjetiva! 
O acordamento, em si mesmo, como fenômeno insólito, estranho, surpreendente, inesperado.
A recuperação gradual da memória, no perispírito, com a consequente lembrança dos fatos que nos poderão dar paz ou desassossego.
O reencontro com amigos e adversários, em planos determinados pelo  nosso peso  específico.
A resposta da Lei à nossa vigilância na fraternidade ou à nossa insensatez ante a grandeza da vida, mediante indefiníveis júbilos ou insuportáveis tormentos.
O conhecimento, espontâneo ou  compulsório, segundo as circunstâncias e necessidades educativas, de outras existências, assinalando, nos quadros da memória supra­normal, reminiscências suaves e doces, ou dolorosas e amargas.
O grau, a natureza, a duração de nossos retrospectos mentais. Tudo isso, expressando a realidade imanente, condicionar-­se-­á aos próprios valores morais e espirituais de quem parte no rumo da Eternidade...
Resultará do plantio que tivermos feito, pois colheremos o que semearmos. Representará a indefectível reação da Lei às nossas atitudes, palavras e pensamentos na vida terrena, onde, há cerca de dois milênios, vimos caminhando sob a luz do Evangelho da Redenção.
Tudo isso — repetimos — dependerá da maior ou menor firmeza com que nos tivermos conduzido no Mundo. A palavra de ordem, portanto, enquanto estamos no plano físico, deve ser:
Vigilância, vigilância, vigilância...
Evidentemente, o Mestre não pede santificação da noite para o dia. Ninguém adormece pecador, para despertar angelificado.
Mas é possível ao homem deitar-­se vazio de ideias nobilitantes, escravo da preguiça e da incerteza, descrente e amorfo, e levantar-­se, na manhã seguinte, renovado e feliz, desejoso de trocar o encardido vestuário da indolência e da irresponsabilidade, pela túnica singela, mas bem cuidada, do servidor operoso.
A santificação, de fato, exige muito; mas a boa vontade custa menos. Há um ditado, bem conhecido, que assegura:
— “A noite é boa conselheira.” Contudo, aqueles que o divulgam ignoram, em sua maioria, a substância, a essência do  enunciado popular.
O Espiritismo faz luz sobre o assunto. Explica que, ao adormecermos, o nosso Espírito, parcialmente liberto, reúne­-se, em certas ocasiões, a entidades amigas e generosas que lhe transmitem sábios conselhos, preciosas advertências, sugestões benevolentes que nos fazem despertar mais felizes, mais esperançosos, mais lúcidos, mais inspirados na solução dos problemas da vida.
No jogo  das aparências, em que se comprazem os homens, de fato é a noite “boa conselheira”.
Na realidade, porém, excelentes companheiros — carinhosos instrutores espirituais — é que nos esperam, durante o repouso físico, para traçarem valiosas diretrizes que possibilitem o  equacionamento de complexas questões de nossa experiência evolutiva.
Urge, pois, exerçamos a vigilância. Preservemos a saúde do corpo e a harmonia do Espírito. Santifiquemos os olhos diante do mal. Eduquemos o ouvido. Controlemos a língua.
Imprimamos direção evangélica aos nossos passos. Evitemos animosidades — monstros que se prolongam além da vida física.
Absorvamos, enfim, o perfume que se evola das eternas lições que o Divino Amigo nos legou, cingindo nossos corpos e acendendo as nossas candeias.
* * * 
Enquanto no Mundo, é possível refletir com segurança e agir com relativo equilíbrio.
No entanto, após o desenlace corporal, quando se patenteiam e se evidenciam os nódulos espirituais e os desajustes psíquicos, o problema da segurança e do equilíbrio se torna menos fácil.
Sem o refúgio do vaso físico, a preservá-­la do assédio das sombras, a alma que se não  movimentou no bem se recomporá com mais dificuldade.
Imprevisível é a hora da grande transição.
Compete­-nos, destarte, permanecermos na vigilância, na identificação com o Reino de Deus e Sua Justiça, a fim de que partida e chegada não sejam ocorrências dolorosas. Especialmente a chegada.
Viver no bem — aprendendo e servindo, amando e perdoando — para que o adormecer  seja suave, e o despertar sublime.
Cinjamo-­nos, pois, com a túnica da benevolência e do perdão incondicional, para que a candeia da fé e do conhecimento superior ilumine nossos passos, além da morte, assegurando­-nos, assim, a alegria que se não extingue. E a felicidade que se não acaba...
Livro: Estudando O Evangelho.
Martins Peralva.

SUBSTITUIÇÃO DO ESPÍRITO PROTETOR - Miramez


                                                                                                                                                    0494/LE
Assim como os homens de projeção na vida pública ou empresarial assumem variados cargos de responsabilidade quando chamados e, em muitos casos, os deixam para assumirem outros quando acham conveniente, os Espíritos protetores às vezes deixam seu protegido e assumem outros trabalhos; no entanto, outro de elevação equivalente assume sua posição, de maneira a não deixar o encarnado ficar sem a devida proteção na área espiritual.
O Espírito que se encontra na Terra movendo-se em um corpo, não percebe essa troca no campo da consciência ativa como encarnado, mas, é avisado durante o processo do sono e é apresentado ao seu novo protetor, quando com ele conversa, recebendo todo carinho da parte do anjo que o vai aconselhar pelos fios do pensamento.
Nada é estático no universo; tudo muda, no entanto o amor é o mesmo e somente recebemos o de que mais precisamos para o nosso crescer. É preciso que todos que se encontram nos laços da carne procurem entender melhor Jesus, e que saiam a semear. Que não se esqueçam de usar o pensamento no serviço da caridade, que não se esqueçam de usar a palavra na sua área de ação, semeando as coisas construtivas e, se têm o dom de escrever, que façam das letras estrelas para iluminar caminhos. Desta forma, os Céus aparecer-lhes-ão com todo o seu esplendor, indicando-lhes a esperança de um mundo feliz.
Ninguém, nem no céu, nem na Terra, fica órfão das bênçãos do Criador. Ele, por intermédio de Jesus, sente e vê todos os Seus filhos, ajudando-os a viver em todas as linhas do amor. Por isso, é preciso que sejas mais sensível aos que sofrem, que te faças protetor dos que carregam em seus ombros o peso do passado, porque se estás sendo ajudado, ajuda também, que a lei te recompensará.
A Doutrina Espírita apareceu no mundo para reviver Jesus nos teus dias, cumprindo a promessa do Senhor. Não te faças surdo aos apelos do Cristo em ti. A Terra já está sentindo se aproximar um porvir de luzes. Mesmo que vá custar caro, ela deverá ser em breve um paraíso, onde se encontrará em abundância tudo que o homem precisa para o seu bem-estar e a paz de consciência. Mas, a evolução pede que cada criatura lance as mãos ao arado sem olhar para trás, deixando que o amor domine seus corações porque, onde existe o amor, nada falta para a felicidade dos povos.
A lei é a mesma em todas as nações do mundo; as interpretações são de acordo com a elevação moral dos povos. Todos os sofrimentos são luzes desejando iluminar-lhes os caminhos, e isso em breve deverá acontecer, para o bem e a felicidade de todas as criaturas da Terra. Os Espíritos protetores, quando pensam nisso, entram em festa, por saberem que semearam boa semente na terra dos corações, e que elas vão produzir frutos na ordem das luzes espirituais, em nome d’Aquele que é a vida, o caminho e a verdade.
Todos os Espíritos protetores, quando se afastam do seu tutelado por motivo justo, mesmo que outro assuma seu cargo, de vez em quando o amor faz com que ele volte para saber como vai seu ex-protegido, deixando no seu coração a luminosidade, para que a luz algum dia se instale na consciência de quem caminha na Terra, em busca do céu.
Livro: Filosofia Espírita – Volume X
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
494. O Espírito protetor fica fatalmente preso à criatura confiada à sua guarda?
Freqüentemente sucede que alguns Espíritos deixam suas posições de protetores para desempenhar diversas missões. Mas, nesse caso, outros os substituem.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Detruantaj malfeliĉegoj / Flagelos Destruidores

Detruantaj malfeliĉegoj
737. Por kiu celo Dio skurĝas la homaron per detruantaj malfeliĉegoj?
Por ĝin admoni al pli rapida irado. Ĉu ni ne diris al vi, ke detruado estas necesa por la morala rebonigo de la Spiritoj, en ĉiu nova ekzistado ricevantaj novan perfektiĝon?
Estas necese vidi la celon, por taksi ties rezultatojn. Vi ilin rigardas nur tra via persona prismo, kaj vi ilin nomas malfeliĉegoj pro la malprofito, kiun ili portas al vi; sed tiuj skuegoj estas ofte necesaj, por ke pli rapide ekstaru pli bona kunaranĝo de aferoj kaj fariĝu en kelkaj jaroj tio, kio postulus jarcentojn. (774)
738. Ĉu Dio ne povus uzi, por plibonigi la homaron, aliajn rimedojn, ol tiujn detruantajn malfeliĉegojn?
Jes; Li ilin uzas ĉiutage, ĉar Li donis al ĉiu homo la rimedojn, por progresi per la kono de bono kaj malbono. Sed la homo ne profitas el ili; estas do necese puni lin pro la fiero kaj igi lin senti sian malfortecon.
— Sed, ĉe tiuj malfeliĉegoj mortas tiel la virtaj, kiel la malicaj homoj; ĉu tio estas justa?
Dum sia vivo la homo rigardas ĉion rilate sian korpon, sed post sia morto li pensas alie, ĉar, kiel ni jam diris, la vivo de l’ korpo malmulte valoras; unu jarcento de via mondo estas fulmodaŭro en la eterna tempo; la suferoj dum kelkaj monatoj aŭ kelkaj tagoj, laŭ via kalkulmaniero, neniom gravas; ili estas instruoj, kiuj iam utilos al vi. La Spiritoj: jen la reala mondo, antaŭekzistanta kaj postvivanta ĉion (85); tiuj estas la idoj de Dio kaj la objekto de Lia prizorgo; korpoj estas nur vestaĵoj, kun kiuj ili aperas en ĉi tiu mondo. Ĉe grandaj malfeliĉegoj, disfalĉantaj la homojn, okazas same kiel en milito, dum kiu sin difektas, disŝiras aŭ perdas la uniformoj de la armeo. La ĝeneralo pli zorge atentas siajn soldatojn, ol liajn vestojn.
— Sed, ĉu la viktimoj de tiuj malfeliĉegoj ne estas ja viktimoj?
Se oni konsiderus la vivon, kia ĝi ja estas, kiel malmulte ĝi valoras kompare kun la senfino, oni do ne alligus al ĝi tiom da graveco. Tiuj viktimoj trovos en alia ekzistado altan kompenson por siaj suferoj, se ili scios ĉi tiujn elporti rezignacie.
Ĉu morto venas el malfeliĉego aŭ el iu ordinara kaŭzo, neniu, pro tio, ne mortos, kiam sonas la horo de foriro; la nura diferenco estas, ke foriras samtempe pli granda nombro.
Se ni povus nin levi per la penso tiel alten, ke ni ekstarus super la homaro kaj, de tie, se ni ĝin tutan ĉirkaŭrigardus, tiuj tiel teruraj malfeliĉegoj aspektus al ni kiel nuraj pasemaj ventegoj en la destino de la mondo.
739. Ĉu la detruantaj malfeliĉegoj havas ian utilecon el fizika vidpunkto, malgraŭ la malbonaĵoj, kiujn ili kaŭzas?
Jes, ili iafoje ŝanĝas la staton de iu lando; sed la bonon, rezultantan el ili, ofte sentas nur estontaj generacioj.
740. Ĉu la malfeliĉegoj ne estus por la homo ankaŭ moralaj provoj, kiuj lin implikas en plej premajn bezonojn?
La malfeliĉegoj estas suferoj, kiuj havigas al la homo okazon, ne nur ekzerci sian intelekton kaj elmontri paciencon kaj submetiĝon al la volo de Dio, sed ankaŭ praktiki siajn sentojn de sindonemo, sinforgesemo kaj amo al sia proksimulo, se lin ne regas egoismo.
741. Ĉu estas donite al la homo deturni la malfeliĉegojn, kiuj lin turmentas?
Jes, parte, sed ne tiel, kiel oni ordinare pensas. Multaj malfeliĉegoj estas rezultatoj de la neantaŭvidemo de la homo; proporcie kiel li akiras konojn kaj sperton, li povas ilin deturni, tio estas, ilin antaŭhaltigi, se li scias serĉesplori ties kaŭzojn. Sed inter la malbonaĵoj, turmentantaj la homaron, kelkaj ĝeneralaj malbonaĵoj troviĝas en la dekretoj de l’ Providenco, kaj ties efikon ĉiu individuo ricevas pli aŭ malpli intense; kontraŭ tiuj la homo povas prezenti nur sian submetiĝon al la volo de Dio; kaj iafoje tiuj malbonaĵoj pligraviĝas pro la homa nezorgemo.
Inter la ruinigaj malfeliĉegoj, naturaj kaj ne dependantaj de la homo, estu menciitaj, en la unua vico, pesto, malsato, inundoj kaj veteraj ŝanĝiĝoj, fatalaj por la terproduktaĵoj.
Sed, ĉu jam la homo ne trovis en la scienco, en la artverkoj, en la perfektiĝo de l’ terkulturado, en la kulturalternado kaj irigacio, en la studado de la higienaj kondiĉoj, la rimedojn por nuligi aŭ, almenaŭ, malpligravigi multe da detruoj?
Ĉu iuj regionoj, iam dezertigitaj de teruraj malfeliĉegoj, ne estas hodiaŭ ŝirmataj kontraŭ ĉi tiuj? Kiom multe do faros la homo por sia materia bonfarto tiam, kiam li scios uzi ĉiujn rimedojn de sia intelekto kaj kunigi kun la prizorgo de sia persona konservado la senton de vera bonkoreco kontraŭ siaj similuloj! (707).
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
Flagelos Destruidores
737. Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?
 — Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? E necessário ver o fim para apreciaras resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são freqüentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos. (Ver item 744.)
738. Deus não poderia empregar, para melhorar a Humanidade, outros meios que não os flagelos destruidores?
— Sim, e diariamente os emprega, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. E o homem que não os aproveita; então, é necessário castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a própria fraqueza.
738 – a) Nesses flagelos, porém, o homem de bem sucumbe como os perversos; isso é justo?
— Durante a vida, o homem relaciona tudo a seu corpo, mas, após a morte, pensa de outra maneira. Como já dissemos, a vida do corpo é um quase nada; um século de vosso mundo é um relâmpago na Eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou dias, nada são. Apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os Espíritos que preexistem e sobrevivem a tudo, eis o mundo real. (Ver item 85.) São eles os filhos de Deus e o objeto de sua solicitude. Os corpos não são mais que disfarces sob os quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, eles são como um exército que, durante a guerra, vê os seus uniformes estragados, rotos ou perdidos. O general tem mais cuidado com os soldados do que com as vestes.
738 – b) Mas as vítimas desses flagelos, apesar disso, não são vítimas?
— Se considerássemos a vida no que ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríamos. Essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem lamentar.
Comentário de Kardec: Quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo.
Se pudéssemos elevar-nos pelo pensamento de maneira a abranger toda a Humanidade numa visão única, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo.
739. Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?
— Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras.
740. Os flagelos não seriam igualmente provas morais para o homem, pondo-o às voltas com necessidades mais duras?
— Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo.
741. E dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
— Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são as conseqüências de sua própria imprevidência. Á medida que ele adquire conhecimentos e experiências, pode conjurá-los, quer dizer, preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem.
Comentário de Kardec: Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes? (Ver item 707.)
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

Puna kodo de la estonta vivo / Código Penal da Vida Futura (2)

Puna kodo de la estonta vivo
11-a: La elpago varias laŭ la naturo kaj graveco de la eraro, kaj tial la sama eraro povas kaŭzi diversajn elpagojn laŭ la malpligravigantaj aŭ pligravigantaj cirkonstancoj, en kiuj ĝi estos farita.
12-a: Ne ekzistas regulo absoluta nek unuforma pri la naturo kaj daŭro de la puno: la sola ĝenerala leĝo estas, ke ĉia eraro havos punon kaj ĉia merita ago rekompencon laŭ sia graveco.
13-a: La daŭro de puno dependas de la pliboniĝo de la kulpa Spirito.
Nenia kondamno estas al li preskribita por difinita tempo. Kion Dio postulas por fino de suferoj, tio estas ia pliboniĝo serioza, efektiva, sincera, de reveno al bono.
Tiel la Spirito ĉiam estas la juĝanto de sia propra sorto, povante longigi siajn suferojn pro sia obstineco en malbono, aŭ ilin mildigi kaj nuligi per praktiko de bono.
Kondamno por antaŭdifinita tempo havus la duoblan nekonvenaĵon daŭrigi la suferegon de la forneinta Spirito, aŭ liberigi lin de sufero, kiam li ankoraŭ restus en malbono. Nu, Dio, kiu estas justa, nur punas pro malbono, dum ĝi ekzistas, kaj ĉesas lin puni, kiam malbono ne plu ekzistas ; cetere la morala malbono, estante per si mem kaŭzo de sufero, daŭrigos ĉi tiun, dum tiu ekzistos, aŭ malintensigos, laŭmezure kiel tiu malkreskos.
14-a: La daŭro de la puno dependas de la pliboniĝo de la Spirito, kaj kulpulo, kiu neniam pliboniĝus, ĉiam suferus, kaj por li la puno estus eterna.
15-a: Ia kondiĉo propra al malsupereco de la Spiritoj estas, ke ili ne duonvidas la finon de sia provado, kredante ĝin eterna, kiel eterna laŭŝajne devas esti tia puno.
16-a: Pento, kvankam ĝi estas la unua paŝo por regenerado, ne sufiĉas per si mem; elaĉeto kaj riparado estas necesaj. Pento, elaĉeto kaj riparado do estas la tri kondiĉoj necesaj por forviŝi la trajtojn de kulpo kaj ties sekvojn. Pento mildigas la amaraĵojn de la elaĉeto, malfermante per espero la vojon al renobligo; sed nur riparo povas nuligi efikon, detruante ties kaŭzon. Kontraŭe pardono estus favoro, ne nuligo.
Libro: La Ĉielo kaj la Infero – Allan Kardec, ĉap. VII.
Código Penal da Vida Futura
11º — A expiação varia segundo a natureza e gravidade da falta, podendo, portanto, a mesma falta determinar expiações diversas, conforme as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que for cometida.
12º — Não há regra absoluta nem uniforme quanto à natureza e duração do castigo: — a única lei geral é que toda falta terá punição, e terá recompensa todo ato meritório, segundo o seu valor.
13º — A duração do castigo depende da melhoria do Espírito culpado.
Nenhuma condenação por tempo determinado lhe é prescrita. O que Deus exige por termo de sofrimentos é um melhoramento sério, efetivo, sincero, de volta ao bem.
Deste modo o Espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar os sofrimentos pela pertinácia no mal, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem.
Uma condenação por tempo predeterminado teria o duplo inconveniente de continuar o martírio do Espírito renegado, ou de libertá-lo do sofrimento quando ainda permanecesse no mal. Ora, Deus, que é justo, só pune o mal enquanto existe, e deixa de o punir quando não existe mais; por outra, o mal moral, sendo por si mesmo causa de sofrimento, fará este durar enquanto subsistir aquele, ou diminuirá de intensidade à medida que ele decresça.
14º — Dependendo da melhoria do Espírito a duração do castigo, o culpado que jamais melhorasse sofreria sempre, e, para ele, a pena seria eterna.
15º — Uma condição inerente à inferioridade dos Espíritos é não lobrigarem o termo da provação, acreditando-a eterna, como eterno lhes parece deva ser um tal castigo.
16º — O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação.
Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.
Livro: O Céu e o Inferno – Allan Kardec, cap. VII.

Oração

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