quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Perante obsessores – Manoel P. de Miranda.

Para que você atinja a plenitude da harmonia íntima, cultive a oração com carinho e o devotamento com que a mãe atende ao sagrado dever de amamentar o filho.
A prece é uma lâmpada acesa no coração, clareando os escaninhos da alma.
Encarcerado na indumentária carnal, o espírito tem necessidade de comunhão com Deus através da prece, tanto quanto o corpo necessita de ar puro para prosseguir na jornada.
Muitos cristãos modernos, todavia, descurando do serviço da prece, justificam a negligência com aparente cansaço, como se a oração não se constituísse igualmente em repouso e refazimento, oferecendo clima de paz e ensejo de renovação interior.
Mente em vibração frequente com outras mentes em vibração produz, nos centros pensantes de quem não está afeito ao cultivo das experiências psíquicas de ordem superior, lamentáveis processos de obsessão que, lentamente, se transformam em soezes enfermidades que minam o organismo até ao aniquilamento.
A princípio, como mensagem invasora, a influência sobre as telas mentais do incauto é a idéia negativa não percebida. Só mais tarde, quando as impressões vigorosas se fixam como panoramas íntimos de difícil eliminação, é que o invigilante procura o benefício dos medicamentos de resultados inócuos.
Atribulado com as necessidades imperiosas do «dia-a-dia», o homem desatento deixa-se empolgar pela instabilidade emocional, franqueando as resistências fisiopsíquicas às vergastadas da perturbação espiritual.
Vivemos cercados, na Terra, daqueles que nos precederam na grande jornada da desencarnação.
Em razão disso, somos o que pensamos, permutando vibrações que se harmonizam com outras vibrações afins.
Como é natural, graças às injunções do renascimento, o homem é impelido à depressão ou ao exaltamento, vinculando-se aos pensamentos vulgares compatíveis às circunstâncias do meio, situação e progresso.
Assim, faz-se imprescindível o exercício da prece mental e habitual para fortalecer as fulgurações psíquicas que visitam o cérebro, constituindo a vida normal propícia à propagação do pensamento excelso.
Enquanto o homem se descuida da preservação do patrimônio divino em si mesmo, verdugos da paz acercam-se da residência carnal, ameaçando-lhe a felicidade.
Endividado para com eles, faz-se mister ajudá-los com os recursos valiosos da virtude, palmilhando as sendas honradas, mesmo que urzes e cardos espalhados lhe sangrem os pés. Todos renascemos para libertar-nos do pretérito culposo em cujos empreendimentos fracassamos. E como a dívida se nutre do devedor, enquanto não nos liberamos do compromisso, ficamos detidos na retaguarda...
É por esse motivo que o Apóstolo dos gentios nos adverte quanto à «nuvem) que nos acompanha, revelando-nos a continuada companhia dos desafetos desencarnados.
***
Exercite-se, assim, no ministério da oração, meditando quanto às inadiáveis necessidades de libertação e progresso.
Cultive a bondade, desdobrando os braços da indulgência de modo a alcançar os que seguem desatentos e infelizes, espalhando desconforto e disseminando a loucura.
Renove as disposições íntimas e, quando aquinhoado com os ensejos de falar com esses seres de mente em desalinho, perturbados no Mundo Espiritual, una-se de amor e compreenda-os, ajudando quanto lhe seja possível com a humildade e a renúncia.
E recorde que o Mestre, antes de visitado pelos verdugos espirituais das Zonas Trevosas, recolhia-se à oração, recebendo-os com caridade fraternal, como Rei de todos os Espíritos e Senhor do Mundo.
Você não ficará indene à agressão deles...
Resguarde-se, portanto, e, firmado no ideal sublime com que o Espiritismo honra os seus dias, alce-se ao amor, trabalhando infatigavelmente pelo bem de todos, com o coração no socorro e a mente em Jesus-Cristo, comungando com as Esferas Mais Altas, onde você sorverá forças para vencer todas as agressões de que for vítima, e sentirá que, orando e ajudando, a paz continuará com você.
Livro: Nos Bastidores da Obsessão.
Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo Franco.

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