terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Opção pelos maus espíritos - Miramez

0497/LE
Existem as lutas do mal com o bem, no entanto, o mal, seja ele qual for, se encontra também a serviço do bem. Se tudo tem uma razão de ser e nada se faz sem a permissão de Deus, no dizer de “O Livro dos Espíritos”, o mal é o mesmo bem que ainda não acertou na faixa do amor, porém que mais tarde vai encontrar.
Ninguém tem maldade encravada no coração; pratica-a por ignorância, por ter sido criado por Deus, simples e ignorante. O Espírito guardião não abandona, como já falamos, o seu tutelado; esse é que se afasta do seu protetor e entra na faixa dos Espíritos da sua condição.
Os semelhantes atraem os semelhantes, é a lei de justiça, e os corvos se reúnem com os corvos. Essa é uma lei que, no fundo, é o amor. Os pássaros se reúnem em bandos, os peixes em cardumes, pela mesma lei. Assim acontece aos animais, às plantas e, certamente, aos homens.
Tudo no universo é harmonia; deves entender essa verdade. Não vês que os sábios estão sempre rodeados de sábios e os santos se afinizam com a santidade? Os ricos se reúnem com mais freqüência com outros ricos, e os pobres são forçados a conviverem mais diretamente com seus iguais. São leis que asseguram essa justiça. Essas letras que estamos dispondo para um ideal, se afinam umas com as outras, e criam para nós o que desejamos que seja gerado.
Os guias protetores deixam, por vezes, que os Espíritos inferiores assumam e dirijam, em muitos casos, seus protegidos, para lhes dar algumas lições. Quando aprendidas, eles voltam a insistir nos seus conselhos e o Espírito, mais aquiescível, aprende melhor as lições. A dor ajuda na maturidade da alma. Não vês que todas as crianças sofrem? É a dor ajudando os pais a educá-las. Hoje surgiram para elas escolas de variados portes: são deslocamentos do lar para ajudar a instruí-las. Tudo é permissão de Deus para o bem da humanidade.
Toda acrimônia é prefácio avisando melhora, mas não deves cruzar os braços nas aflições. Move-te, em amparo, que esse movimento é também o amor que conserta, que equilibra, que ajuda e que dá novos rumos para o tutelado conhecer a verdade.
O protetor não deixa seu tutelado à mercê de outro Espírito que queira lhe fazer o mal. O protegido, já dissemos, é que entra na faixa do “inimigo”, atraindo-o. O encarnado chama-o pelo procedimento e eles são muitos, atendendo pela lei dos afins. Deus o permite, por encontrar nos nossos sentimentos essa vontade que é de servir de instrumentos para que a luz se acenda nos corações. A felicidade é um direito para todos os Espíritos, no entanto, devemos conquistá-la, que o resto, o mais difícil, Deus já fez em nosso favor.
Os maus Espíritos se unem para neutralizar a ação dos bons Espíritos. Eis aí a luta, mas eles nunca vencem, por ser a lei de amor provinda de Deus diretamente. O mal, aparentemente, domina na Terra, mas é somente na aparência, porque ele é barulhento, e o bem com Jesus trabalha no silêncio. Para o mundo do mal, Jesus foi vencido, mas, para a eterna compreensão  espiritual, Ele foi o vencedor mais elevado que a Terra já conheceu. Foi, é e será o Sol que ilumina sempre a humanidade e o próprio homem, e todas as sociedades já o têm como o símbolo do amor, como sendo o próprio amor de Deus que visitou a Terra, dando-nos exemplos de que a vida não pára no túmulo, e que o túmulo, tanto quanto o berço, é sinônimo de vida.
Livro: Filosofia Espírita – Volume X
Miramez - João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
497. Pode um Espírito protetor deixar o seu protegido à mercê de outro Espírito que lhe queira fazer mal?
Os maus Espíritos se unem para neutralizar a ação dos bons. Mas, se o quiser, o protegido dará toda a força ao seu protetor. Pode acontecer que o bom Espírito encontre alhures uma boa-vontade a ser auxiliada. Aplica-se então em auxiliá-la, aguardando que seu protegido lhe volte.

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