domingo, 4 de maio de 2014

NO MUNDO ÍNTIMO - EMMANUEL.

Em todos os problemas que se reportam à construção e à produção, nos círculos da natureza exterior, surpreendemos recursos drásticos na base das equações necessárias.
É o atrito, na direção do progresso, esmerilando, moldando, corrigindo, aperfeiçoando... O solo, na plantação, tolera o corte do arado a lanhar-lhe o corpo submisso.
O fruto amadurecido recebe a pancada do segador, no dia da ceifa, de modo a transformar-se em pão que sustente a mesa.
Antes que o asfalto complemente a segurança da estrada, é preciso que a terra suporte os ataques da picareta.
Para que a pedra venha do serro bruto ao trabalho do homem, quase sempre, sofre a ação do explosivo controlado.
O minério, a fim de elevar-se ao nível da indústria, encontra o forno de alta tensão.
O mármore, candidato à obra-prima, submete-se à pressão do cinzel.
A planta para derramar a seiva nutriente ou curativa, sujeita-se aos golpes do incisor.
Na cirurgia o órgão doente, para reabilitar-se, experimenta os lances do bisturi.
Instrumentos os mais diversos auxiliam o homem a expurgar, edificar, brunir, renovar.
Entretanto, nos grandes conflitos do sentimento, diante das tempestades morais e das provas constrangedoras que atormentam a alma e convulsionam a vida, o remédio indispensável será sempre a constância da paciência gerando a força da paciência.
Livro: Ideal Espírita.
Espíritos Diversos
Chico Xavier e Waldo Vieira.

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