sábado, 9 de junho de 2012

A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA

Jesus / Lucas, capítulo: 15, versículos 8 a 10
         Uma pobre mulher tinha dez dracmas. Era toda a sua riqueza...
 A dracma era uma pequena moeda grega, que tinha valor também na terra de Jesus, pois muitos filhos da Grécia lá viviam e usavam essa moeda.
A pobre mulher possuia dez moedinhas gregas.
 Guardava-as com cuidado, pois era zelosa de seus deveres e aquela pequena quantia estava destinada ao pagamento de suas despesas no lar.
Ela não ficou sabendo como, mas, a verdade é que, quando abriu o cofrezinho, onde guardava o dinheiro, só encontrou nove moedas. Para onde teria ido a que faltava?
Acendeu a candeia de barro e procurou-a em sua casinha. Remexeu as roupas, arrastou a pequena mobília e buscou a vassoura. Varreu toda a casa, em busca da moedinha que lhe era tão útil e necessária. Finalmente, depois de muito procurar e muito varrer, encontrou sua dracmazinha perdida.
Que alegria! Agora poderia pagar todas as suas pequenas dívidas... Não estava mais preocupada: achou sua moedinha desaparecida e novamente a colocou junto das outras nove, na caixinha de madeira.
 Ficou tão contente com o encontro, que contou o caso às suas amigas vizinhas que também eram pobres, e para quem uma pequena moeda fazia igualmente muita falta.
E dizia às suas vizinhas:
- Minhas amigas, alegrem-se comigo, porque achei a minha dracma que se havia perdido.
Assim também — diz Jesus no Evangelho — há muita alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende dos erros cometidos. 
***
Esta parábola, filhinho, como as duas anteriores — do Filho Pródigo e da Ovelha Desgarrada — também quer levar nossa alma ao arrependimento de nossas faltas. A história nos mostra que existe um Deus de Bondade que quer salvar-nos de nossos erros e pecados.
Se uma pobre mulher, ao perder uma pequena moeda, se esforça para encontrá-la e não descansa enquanto não a acha, também Deus, meu filho, nos procura, sem cessar, nos quartos escuros de nossas vidas. Também Deus acende uma candeia e nos ilumina, pois, nós somos Suas “dracmas perdidas”. Ele quer encontrar-nos, Ele nos quer para Si Mesmo, para o seu Reino, para a Felicidade Eterna que nos reserva.
É por isso, filhinho, que o Céu tanto se preocupa em iluminar a Terra. É por isso que Deus possui um imenso exército de Benfeitores Celestiais — que são os Bons Espíritos, os Espíritos da Luz e do Bem — que, incessantemente, nos inspiram seus bons pensamentos, ajudando-nos sempre e ensinando-nos a Vontade Divina em suas mensagens.
Os Benfeitores Espirituais são como que as candeias de Deus. E nós as dracmas perdidas. Nós estamos no chão, na poeira de nossos erros, longe da Luz e da Verdade. Mas, os Benfeitores Espirituais, as candeias de Deus, nos iluminam. Se nós nos entregarmos em suas mãos, se aceitarmos sua Luz e nos arrependermos sinceramente de nossas faltas, eles nos tomam sob sua guarda — eles nos “acham” — e se alegram muitissimo com a nossa regeneração. Há, então, muita alegria no Céu, entre nossos Benfeitores Espirituais, porque nossas almas sairam da escuridão do erro, aceitaram a Luz da Verdade e voltaram para as mãos de Deus.
Que você, querida criança, pense bem, medite sinceramente sobre esta parábola. Se você se sente uma “dracmazinha perdida” (isto é, se você reconhece seus defeitos e imperfeições), não se esconda da Luz da Verdade, que está em Jesus Cristo. Deixe que os Mensageiros Divinos, que são as Lâmpadas do Céu, “achem” você, para fazer de sua alma arrependida uma alma pura, bondosa e obediente a Deus.
Se você proceder assim, dará muita alegria a eles e será imensamente feliz.
Livro: Histórias que Jesus contou
Autor: Clócis Tavares.
Dracma (em grego, δραχμή — plural, δραχμές ou δραχμαί (até 1982) é o nome de: Uma antiga unidade monetária encontrada em muitas cidades-estados gregas e Estados sucessores, e em muitos reinos do Médio Oriente do período helenístico.
Três unidades monetárias gregas modernas, a primeira introduzida em 1832 e a última substituída pelo euro em 2001 (na proporção de 340.750 dracmas por 1 euro). O euro não começou a circular antes de 2002 mas foi fixado em 19 de junho de 2000, com a introdução legal do euro a partir de janeiro de 2002. A dracma era a mais antiga moeda ainda em circulação no mundo, até ser substituída pelo euro.
O Dracma, segundo a antigas lendas mitológicas Gregas, era um meio de oferenda a Deusa Grega Íris, a Deusa do Arco-Íris que proporcionava depois da oferenda, uma mensagem através da Névoa.

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