terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Tua Tranqüilidade

Chegamos ao fim do livro; vamos ver o que adquirimos daquilo que ele nos propõe. Quantas lições, quantos “bate-papos”, quantas meditações?
Foram muitas! Quantos Espíritos assistiram às conversações? Não pode ficar em vão este esforço, mas sabemos que não ficou! O íntimo de cada um foi trabalhado; os espíritos encarnados estão à procura da realidade, procurando os talentos que Jesus depositou no centro d’alma.
Sentimos que agora começa a nascer uma chama Divina em teu coração e na claridade, está escrito uma palavra: tranqüilidade. Deves avançar mais no exercício, nas tuas conquistas, para que no futuro tenhas tranqüilidade imperturbável, reflexo de uma paz espiritual. É muito saudável encontrarmos pessoas que já adquiriram serenidade no falar, nos gestos e nas atitudes; é bom que nos conscientizemos que, depois de Deus, somente nós, em nosso esforço, somos responsáveis pelo surgir da calma espiritual na nossa vida.
É na verdade, esta conquista nasce de muitas modalidades; são sementes de variadas espécies. É neste sentido que Jesus, no Seu Evangelho, divide o amor em virtudes inúmeras, para que possamos conquistar a segurança. Se ainda não conseguiste a tranqüilidade verdadeira, não pares de trabalhar neste sentido, porque o salário somente chega a nossas mãos depois de feito o labor. Não podes dar sinal, na tua casa, de agitação, de desespero, para que teus filhos não façam o mesmo; se queres filhos mansos, planta a mansuetude.
Empenhamo-nos nesta página em falar da Coragem, sem que a mesma seja interpretada como violência. Um lar sem Coragem não subsiste, por faltar nele algo de valor, para a sustentação do equilíbrio em todas as suas dependências. Na tua casa e em ti não pode faltar otimismo nas coisas certas, porque Deus já fez tudo o de que precisávamos em nosso favor; basta que façamos a nossa parte com perseverança e que seja feito tudo com amor. É necessário que tenhamos tranqüilidade no convívio familiar, mas sem nos esquecermos da constância no bem e da seleção daquilo que vai se tornar fato em nossos caminhos. Há muita gente que entende que pode empregar a palavra perseverança no orgulho, na vaidade e no egoísmo; esse entendimento é contrário ao Evangelho. Nós devemos perseverar somente nos atos dignos e todos conhecem quais são; é neste sentido que propomos para que todos os lares abram cultos de Evangelho, porque a Boa Nova de Jesus é a melhor conselheira.
Nas diretrizes da vida, tem Coragem para enfrentar todos os problemas que por acaso surgirem em tua casa, sem a prepotência que a agressividade te impõe. A Coragem de que falamos é a cristã, é aquela que flui da vida do Cristo, a que Ele falou e exemplificou em toda a Sua vida missionária, Meu filho, incentiva a Coragem em perdoar, em amar sem exigir amor, em lutar contra o mal sem imposição, em tolerar sem conivência, em falar nos momentos exatos, de modo que a palavra seja semente de luz na tua boca.
Desta forma, tu e tua casa receberão a paz pelas bênçãos do Cristo.
Livro: Tua Casa.
AYRTES / João Nunes Maia.

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