sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

La Konsolanto / O Consolador – 276.


276. – Ĉu la antaŭvido kaj la antaŭdiro, en la sanktaj libroj, komprenigas, ke la profetoj estis rekte inspiritaj de la Kristo?
– En la sanktaj tekstoj de la diaj fontoj de Kristanismo la antaŭvidoj kaj la antaŭdiroj efektiviĝis sub la rekta agado de la Sinjoro, ĉar nur Li povus sufiĉe koni la korojn, la malfortaĵojn kaj la bezonojn de siaj ribelemaj protektatoj, por precize sondi la vojojn de la estonteco, sub la favorkoreco kaj saĝo de Dio.
Libro: La Konsolanto – Emmanuel / Chico Xavier.
276 – A previsão e a predição, nos livros sagrados, dão a entender que os profetas eram diretamente inspirados pelo Cristo?
Nos textos sagrados das fontes divinas do Cristianismo, as previsões e predições se efetuaram sob a ação direta do Senhor, pois só Ele poderia conhecer bastante os corações, as fraquezas e as necessidades dos seus rebeldes tutelados, para sondar com precisão as estradas do futuro, sob a misericórdia e a sabedoria de Deus.
Livro: O Consolador – Emmanuel / Chico Xavier.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vivo Feliĉa / Vida Feliz - 4


La pacienco estas virto, kiu helpos vin konkeri la havaĵojn de la korpo, de la animo kaj de la socio.
Ĝi instruas la teknikon, per kiu oni devas atendi, kiam oni povas ekposedi tion, kion oni deziras.
Neniam koleru.
La pacienco helpos vin ĉion venki.
Livro: Vivo Feliĉa
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
A paciência é a virtude que te auxiliará na conquista dos bens do corpo, da alma e da sociedade.
Ela ensina a técnica de como se deve aguardar, quando não se pode ter imediatamente o que se deseja.
Jamais te irrites.
A paciência te auxiliará a tudo vencer.
Livro: Vida Feliz.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
                                           Mi tre ŝatas vin!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Enquanto os ventos sopram

Conta-se que, há muito tempo, um fazendeiro possuía muitas terras ao longo do litoral do Atlântico.
Horrorosas tempestades varriam aquela região extensa, fazendo estragos nas construções e nas plantações.
Por esse motivo, o rico fazendeiro estava, constantemente, a braços com o problema de falta de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar naquela localidade.
As recusas eram muitas, a cada tentativa de conseguir novos auxiliares.
Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se apresentou.
Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.
Bom, respondeu o candidato, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou.
O homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer ao anoitecer.
O fazendeiro deu um suspiro de alívio, satisfeito com o trabalho dele.
Então, numa noite, o vento uivou ruidosamente, anunciando que sua passagem pelas propriedades seria arrasadora.
O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados.
O pequeno homem dormia serenamente. O patrão o sacudiu e gritou:
Levante depressa! Uma tempestade está chegando. Vá amarrar as coisas antes que sejam arrastadas.
O empregado se virou na cama e calmo, mas firme, disse:
Não, senhor. Eu não vou me levantar. Eu lhe falei: posso dormir enquanto os ventos sopram.
A resposta enfureceu o empregador. Não estivesse tão desesperado com a tempestade que se aproximava, ele despediria naquela hora o mau funcionário.
Apressou-se a sair para preparar, ele mesmo, o terreno para a tormenta sempre mais próxima.
Para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo.
As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos estavam nos viveiros e todas as portas muito bem trancadas.
As janelas estavam bem fechadas e seguras. Tudo estava amarrado. Nada poderia ser arrastado.
Então, o fazendeiro entendeu o que seu empregado quis dizer. Retornou ele mesmo para sua cama para também dormir, enquanto o vento soprava.
*   *   *
Se os ventos gélidos da morte nos viessem, hoje, arrebatar um ser querido, estaríamos preparados?
Se reveses financeiros, instabilidade econômica levassem nossos bens de rompante, estaríamos preparados?
A religião que professamos, a fé que abraçamos devem nos preparar o Espírito, a mente e o corpo para os momentos de solidão, pranto e dor.
Enquanto o dia sorri, faz sol em nossa vida, fortifiquemo-nos, preparemo-nos de tal forma que, ao chegarem os tsunamis, soprarem os ventos e a borrasca nos castigar, continuemos firmes, serenos.
Pensemos nisso e comecemos ainda hoje a nossa preparação.
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida. Em 7.2.2018.

Hipótese Sobre a Origem do Corpo Humano / Hipótesis sobre el origen del cuerpo humano / Hypothesis upon the Origin of Human Bodies / Hipotezo pri la origino de la homa korpo.

15. Da semelhança, que há, de formas exteriores entre o corpo do homem e o do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-­se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu­-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem.
Fique bem entendido que aqui unicamente se trata de uma hipótese, de modo algum posta como princípio, mas apresentada apenas para mostrar que a origem do corpo em nada prejudica o Espírito, que é o ser principal, e que a semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o seu Espírito e o do macaco.
16. Admitida essa hipótese, pode dizer-se que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante, o envoltório se modificou, embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto (nº 11). Melhorados, os corpos, pela procriação, se reproduziram nas mesmas condições, como sucede com as árvores de enxerto. Deram origem a uma espécie nova, que pouco a pouco se afastou do tipo primitivo, à proporção que o Espírito progrediu. O Espírito macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar, para seu uso, corpos de macaco, do mesmo modo que o fruto da árvore silvestre reproduz árvores dessa espécie, e o Espírito humano procriou corpos de homem, variantes do primeiro molde em que ele se meteu. O tronco se bifurcou: produziu um ramo, que por sua vez se tornou tronco.
Como em a Natureza não há transições bruscas, é provável que os primeiros homens aparecidos na Terra pouco diferissem do macaco pela forma exterior e não muito também pela inteligência. Em nossos dias ainda há selvagens que, pelo comprimento dos braços e dos pés e pela conformação da cabeça, têm tanta parecença com o macaco, que só lhes falta ser peludos, para se tornar completa a semelhante.
         A Gênese – Allan Kardec. (1868)
15. De la semejanza de formas exteriores que existe entre el cuerpo del hombre y el del mono, algunos fisiólogos arribaron a la conclusión de que el primero es apenas una transformación del segundo. Nada de eso es imposible y, de ser cierto, no hay razón para que la dignidad del hombre se vea afectada. Es muy probable que los cuerpos de los monos hayan servido de vestimenta a los primeros Espíritus humanos, necesariamente poco adelantados, que vinieron a encarnar en la Tierra, visto que esa vestimenta es más apropiada a sus necesidades y más adecuada al ejercicio de sus facultades que el cuerpo de cualquier otro animal. En vez de que se elaborase una envoltura especial para el Espíritu, este podría haberlo hallado ya listo. Se vistió entonces con la piel del mono, sin que dejara de ser un Espíritu humano, como algunas veces el hombre se cubre con la piel de ciertos animales sin que por eso deje de ser hombre.
Queda perfectamente entendido que aquí sólo se trata de una hipótesis que de ninguna manera se enuncia como principio, sino que se presenta solamente para mostrar que el origen del cuerpo en nada perjudica al Espíritu, que es el ser principal, y que la semejanza del cuerpo del hombre con el del mono no implica paridad entre su Espíritu y el del mono.
16. Admitida esa hipótesis, se puede decir que, bajo la influencia y por efecto de la actividad intelectual de su nuevo habitante, la envoltura se modificó, se embelleció en los detalles y conservó la forma general del conjunto (Véase el § 11). Mejorados a través de la procreación, los cuerpos se reprodujeron en las mismas condiciones, como ocurre con los árboles injertados. Dieron origen a una especie nueva que poco a poco se apartó del tipo primitivo, a medida que el Espíritu progresaba. El Espíritu mono, que no fue aniquilado, continuó procreando para su uso cuerpos de mono, del mismo modo que el fruto del árbol silvestre reproduce árboles de esa especie, y el Espíritu humano procreó cuerpos de hombres, variantes del primer molde en el que él se instaló. El tronco se bifurcó y produjo un reto- ño, que a su vez se convirtió en tronco.
Como en la naturaleza no existen las transiciones bruscas, es probable que los primeros hombres que aparecieron en la Tierra se diferenciasen poco del mono por su forma exterior, y sin duda no mucho tampoco por la inteligencia. Actualmente todavía existen salvajes que, por la longitud de sus brazos y de sus pies, así como por la conformación de la cabeza, conservan tanta similitud con el mono, que sólo les falta ser peludos para que la semejanza sea completa.
EL GÉNESIS – Allan Kardec. (1868)
15. From the similitude which exists between the body of man and that of the monkey certain physiologists have contended that the former was only a transformation of the latter. In that there is nothing impossible, although, if it is so, the dignity of man will naturally suffer. Bodies of monkeys may have served very well for the vestment of the first human Spirits necessarily undeveloped, who have been incarnated upon the Earth, these garments being more appropriate to their needs and for the exercise of their faculties than the bodies of any other animal. Instead of a special robe having been made for the Spirit, it may have been dressed in the skin of the monkey without ceasing to be a human Spirit, as man is sometimes dressed in animal skins without losing his manhood.
It is well understood that this is only an hypothesis which is not based upon principle, but only given to show that such an origin of the body is not prejudicial to the Spirit, which is the principal being, and that similitude of the body of man to that of the monkey does not imply equality between their respective Spirits.
16. By admitting this hypothesis, one can say that, under the influence of and by the effect of the intellectual activity of its new inhabitant, the envelope has been modified, embellished in details, yet preserving the general form as a whole (n° 11). The improved bodies by procreating themselves have reproduced themselves in improved conditions, like grafted trees. They have given birth to a new species, which has been gradually removed from the primitive type according as the Spirit has progressed. The spirit of the monkey, which has not been annihilated, has continued to bring about bodies of monkeys for its use like wild fruit reproduced from wild fruit; and the human Spirit has produced bodies of men varying from the first established form. The trunk has become divided, forked. It has produced a sprout and this sprout has become an independent trunk.
As there are no sudden transitions in nature, it is probable that the first men appearing on Earth have differed little from monkeys in exterior form, and probably no more in intelligence. There are still in our day savages who, by the length of their arms and feet, and the formation of their heads, have so many ways like a monkey, that a hairy covering only is missing to complete the resemble.
The GENESIS – Allan Kardec. (1868)
15. – El la simileco, laŭ eksteraj formoj, ekzistanta inter la korpo de homo kaj tiu de simio, kelkaj fiziologoj konkludis, ke la unua estas nura transformiĝo de la dua. Neniel neebla estas tio, kaj, se ja tiel estas, ĝi tute ne ofendas la homan dignon. Tre povas esti, ke simiaj korpoj servis kiel vestaĵo al tiuj homaj Spiritoj, ja ankoraŭ nepre malpli progresintaj, kiuj la unuaj enkarniĝis sur la Tero; kaj tiu vestaĵo estis pli konforma al iliaj bezonoj kaj pli adekvata al la utiligo de iliaj kapabloj, ol la korpo de iu ajn alia besto. Anstataŭ tio, ke speciala vestaĵo estus farita por la Spirito, ĉi tiu estus trovinta unu Jam tute pretan. Li do povis surmeti la simian haŭton, ne ĉesante esti homa Spirito, same kiel la homo iafoje sin vestas per la haŭto de certaj bestoj, ne ĉesante esti homo.
Oni bone komprenu, ke ĉi tie temas ja pri hipotezo tute ne metita kiel principo, sed prezentita nur por montri, ke la origino de la korpo neniel malaltigas la Spiriton, kiu ja estas la ĉefa estaĵo; kaj ke la simileco inter la homa korpo kaj tiu de la simio ne implicas egalecon inter lia Spirito kaj tiu de la simio.
16. – Akceptinte tiun ĉi hipotezon, oni povas diri, ke sub la influo kaj pro la efiko de la intelekta aktiveco de sia nova loĝanto, la envolvaĵo aliiĝis, plibeliĝis laŭ la detaloj, tamen konservante la formon de la tutaĵo (n-ro 11). Plibonigite, la korpoj, pro la generado, reproduktiĝis en la samaj kondiĉoj kiel ĉe greftitaj arboj. Ili naskis novan specion, kiu iom post iom diferenciĝis de la primitiva tipo laŭgrade kiel la Spirito progresis. La simia Spirito, kiu ne estis estingita, daŭre generis simiajn korpojn por sia uzado, same kiel la frukto de sovaĝa arbo reproduktas sovaĝajn arbojn, kaj la homa Spirito generis homajn korpojn, variaĵojn de la unua muldilo, en kiu li enloĝiĝis. La trunko disduiĝis, produktis branĉon, kiu siavice fariĝis trunko.
Ĉar ne estas abruptaj transiĝoj en la Naturo, verŝajne la homoj, kiuj la unuaj aperis sur la Tero, malmulte diferencis de la simio laŭ la eksteraĵo krom ankaŭ laŭ la intelekto. Nuntempe ankoraŭ estas sovaĝuloj, kiuj, pro la longeco de la brakoj kaj piedoj, krom ankaŭ pro la formo de la kapo, havas trajtojn tiel similajn al tiuj de la simio, ke al ili mankas nur esti vilaj por la plena simileco.
La Genezo – Allan Kardec. (1868)

O de que precisa o Espírito para se salvar. Parábola do bom samaritano / What The Spirit Needs In Order To Be Saved. The Parable of the Samarintan.

1. Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; – reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas – e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; – porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; – estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? – Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? – E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? – O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; – porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.
Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? – Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas as vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo.
E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, 25:31 a 46.)
2. Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? – Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela?– Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. – Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás.
Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo? – Jesus, tomando a palavra, lhe diz:
Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. – Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. – Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. – Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. – Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. – No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.
Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? – O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. – Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, 10:25 a 37.)
3. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.
No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau.
Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec.
1. When the Son of Man shall come in his glory, and all the holy angels with Him, then shall He sit upon the throne of His glory: and before Him shall be gathered all nations: and He shall separate them one from another as a shepherd divideth his sheep from the goats: and He shall set the sheep on His right hand, but the goats on the left.
Then shall the King say unto them on the right hand, Come, ye blessed of my Father, inherit the kingdom prepared for you from the foundation of the world: for I was an hungered, and ye gave me meat: I was thirsty, and ye gave me drink: I was a stranger, and ye took me in: naked, and ye clothed me. I was sick, and ye visited me: I was in prison, and ye came unto me.
Then shall the righteous answer Him saying, Lord, when saw we thee an hungered, and fed thee? Or thirsty, and gave thee drink? When saw we thee a stranger, and took thee in? Or naked and clothed thee? Or when saw we thee sick, or in prison, and came unto thee? And the King shall answer and say unto them, Verily I say unto you, inasmuch as ye have done it unto one of the least of these my brethren ye have done it unto me.
Then shall He say also unto them on the left hands, Depart from me ye cursed into everlasting fire, prepared for the devil and his angels: for l was hungered and ye gave me no meat: I was thirsty, and ye gave me no drink. I was a stranger, and ye took me not in: naked and ye clothed me not: sick and in prison, and ye visited me not.
Then shall they also answer Him saying, Lord, when saw we thee an hungered, or athirst, or a stranger, or naked, or sick, or in prison and did not minister unto thee? Then shall He answer them saying, Verily I say unto you, inasmuch as ye did it not to one of the least of these, ye did it not to me.
And these shall go away into everlasting punishment: but the righteous into life eternal (Matthew, 25: 31-46).
2. And behold, a certain lawyer stood up and tempted Him, saying, Master, what shall I do to inherit eternal life? He said unto him, What is written in the law? How readest thou? And he answering said, Thou shalt love the Lord thy God with all thy heart, and with all thy soul and with all thy strength and with all thy mind: and thy neighbour as thyself And He said unto him, Thou hast answered right: this do, and thou shalt live.
But he, willing to justify himself said unto Jesus, And who is my neighbour? And Jesus answering said, A certain man went down from Jesuralem to Jericho and fell among thieves, which stripped him of his raiment and wounded him and departed, leaving him half dead, and by chance there came down a certain priest that way; and when he saw him he passed by on the other side, and likewise a Levite, when he was at the place, came and looked on him and passed by on the other side. But a certain Samaritan, as he journeyed, came where he was: and when he saw him, he had compassion on him, and went to him and bound up his wounds, pouring in oil and wine and set him on his own beast and brought him to an inn, and took care of him. And on the morrow when he departed, he took out two pence and gave them to the host and said unto him, take care of him and whatsoever thou spendest more, when I come again I will repay thee.
Which now of these thinkest thou was neighbour unto him that fell among the thieves? And he said, He that shewed mercy on him. Then said Jesus unto him, Go, and do thou likewise (Luke, 10: 25-37).
3. All the moral teaching of Christ resumes itself in the need for charity and humility, that is to say, in the two virtues which are contrary to selfishness and pride. In all of His teaching Jesus indicates these two virtues as being the ones which lead to eternal happiness. He said that the poor in spirit, that is to say the humble, were blessed because the Kingdom of Heaven would be theirs: Blessed are those who have pure hearts; Blessed are the gentle and the peacemakers; Blessed are the merciful. He also taught the need to love one's neighbour as oneself, to do unto others as we would have them do unto us, to love our enemies, to forgive all offences if we wish to receive forgiveness, to do good without ostentation and to judge ourselves before we judge others. So then charity and humility are the two things which Jesus never ceased to recommend and for which He stands as an example. He also never ceased to combat pride and selfishness. Nor did He limit Himself to the mere recommending of charity, but put it in very clear and explicit terms as being the only condition for future happiness.
With respect to the description given by Jesus of the Final Judgement, we must separate, as in many other cases, that which is only form or allegory. The people to whom Jesus spoke, being still unable to understand totally spiritual questions, made it necessary for Him to offer them material images which would both shock and impress. Therefore in order for them to better understand what was being said to them, Jesus was obliged to keep closely to the form of the ideas of those times, always reserving for the future the real interpretation of His words and the points which at that time were unable to be clearly explained. But alongside the accessory or figurative parts of this explanation, there is one dominant feature: that of the happiness reserved for the just and the unhappiness awaiting those who are evil.
What then are the considerations of sentence according to that supreme judgement? On what has the indictment been based? Does the judge perhaps ask if the person under interrogation has fulfilled this or that formality, if they have more or less observed this or that external practice? No, he will ask but one question: if charity has been practised; and then make the pronouncement: "Go to the right all who have helped their brothers and sisters. Go to the left all those who have been unyielding." Is it said, by any chance, what is the orthodoxy of their faith? Is any distinction made between those who believe in this or that manner? No, because Jesus places the Samaritan, considered by some to be a heretic, who practised love towards his fellow creature above any orthodoxy which lacks charity. So do not consider charity to be merely one of the conditions for salvation. But instead, consider it to be the only condition. If there were others to be met, then Jesus would have mentioned them. Since He put charity in first place, it is because it implicitly embraces all the other virtues such as humility, kindness, benevolence, indulgence, justice, etc., and also because it is the absolute negation of pride and selfishness.
The Gospel According To Spiritism – Allan Kardec.

Direitos naturais / Derechos naturales / Natural right / Naturaj rajtoj

880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.
O Livro dos Espíritos - Allan Kardec.
880. ¿Cuál es el primero entre todos los derechos naturales del hombre?
El derecho a la vida, y por esto nadie tiene derecho a atentar a la vida de su semejante, ni hacer nada que pueda comprometer su existencia corporal.
EL LIBRO DE LOS ESPÍRITUS – Allan Kardec.
880. What is the first natural right of human beings?
The right to live, therefore no one has the right to take the life of another or do anything that may compromise that individual’s existence.
THE SPIRITS’ BOOK – Allan Kardec.
880. Kiu estas la unua el ĉiuj naturaj rajtoj de la homo?
Vivi; tial neniu rajtas atenci la vivon de sia similulo, kaj fari ion ajn, kio povus endanøerigi ties enkorpan ekzistadon.
La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Vivo Feliĉa / Vida Feliz – 131.

Antaŭ la malfacilaĵoj de la vojo kaj la krudaj provoj de la evoluo, protektu vin per preĝo plena de konfido al Dio, kiu malpermesos, ke vi falu en la abismon de ribelo.
Iomete da intima silento kaj enpensiĝo, la animo en preĝa sinteno, malfermita al la inspiro, jen la necesaj kondiĉoj, por ke atingu la  pacigan dian respondon.
Nutru la preĝan etoson kiel kutimon, kaj vi estos en konstanta unueco kun Dio, fortigita por defioj de la marŝado.
Libro: Vivo Feliĉa.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
Ante as dificuldades do caminho e as rudes provas da evolução, resguarda-te na prece ungida de confiança em Deus, que te impedirá resvalar no abismo da revolta.
Um pouco de silêncio íntimo e de concentração, a alma em atitude de súplica, aberta à inspiração, eis as condições necessárias para que chegue a apaziguadora resposta divina.
Cria o clima de prece como hábito, e estarás em perene comunhão com Deus, fortalecido para os desafios da marcha.
Livro: Vida Feliz.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.