quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Paciência não se perde – Vinícius.

       "Pela paciência possuireis as vossas almas."

    É muito comum ouvirmos esta exclamação: perdi a paciência! Como sabem, porém, que perderam a paciência? Porque quando precisaram daquela virtude para se manterem calmos e serenos não a encontraram consigo, e, por isso, exasperaram-se, praticaram desatinos, proferiram impropérios e blasfêmias?

    Só pelo fato de não encontrarem em seu patrimônio moral aquela virtude, alegam logo que a perderam. Como poderiam, porém, perder o que não possuíam?

    Será melhor que os homens se convençam de que eles não têm paciência, que ainda não alcançaram essa preciosa qualidade que, no dizer do Mestre insigne, é a que nos assegura a posse de nós mesmos: Pela paciência possuireis as vossas almas. E não pode haver maior conquista que a conquista própria. Já alguém disse, com justeza, que o homem que se conquistou a si mesmo vale mais que aquele que conquistou um reino.

    Os reinos são usurpados mediante o esforço e o sangue alheio, enquanto que a posse de si mesmo só pode advir do esforço pessoal, da porfia enérgica e perseverante da individualidade própria, agindo sobre si mesma.

    Todos esses, pois, que vivem constantemente alegando que perderam a paciência, confessam involuntariamente que jamais a tiveram. Paciência não se perde como qualquer objeto de uso ou como uma soma de dinheiro. Os que ainda não lograram alcançá-la, revelam essa falha precisamente no momento em que se exasperam, em que perdem a compostura e cometem despautérios. Quando, depois, o ânimo serena, o homem diz: perdi a paciência. Não perdeu coisa alguma; não tenho paciência é o que lhe compete reconhecer e confessar.

       Ás virtudes, esta ou aquela, fazem parte de uma certa riqueza cujo valor imperecível Jesus encarece sobremaneira em seu Evangelho, sob estas sugestivas palavras: Granjeai aquela riqueza que o ladrão não rouba, a traça não rói, o tempo não consome e a morte não arrebata. Tais bens são, por sua natureza, inacessíveis às contingências da temporalidade, e não podem, portanto, desaparecer em hipótese alguma. Constituem propriedade inalienável e legitimamente adquirida pelo Espírito, que jamais a perderá.

         Não é fácil adquirirmos certas virtudes, entre as quais se acha a paciência. A aquisição da paciência depende da aquisição de outras virtudes que lhe são correlatas, que se acham entrelaçadas com ela numa trama perfeita. A paciência — podemos dizer — é filha da humildade e irmã da fortaleza, do valor moral. O orgulho é o seu grande inimigo. A fraqueza de Espírito é outro obstáculo à conquista daquele precioso tesouro. Todos os movimentos intempestivos, todo ato violento, toda atitude colérica são oriundos da suscetibilidade do nosso amor próprio exagerado. A seu turno, os desesperos, as aflições incontidas, os estados de alucinação, os impropérios e blasfêmias são conseqüências de fraqueza de ânimo ou debilidade moral. A calma e a serenidade de ânimo, em todas as emergências e conjunturas difíceis da vida, só podem ser conservadas mediante a fortaleza e a humildade de Espírito. É essa condição inalterável de ânimo que se denomina paciência. Ela é incontestavelmente atestado eloqüente de alto padrão moral.

       Naturalmente, em épocas de calmaria, quando tudo corre ao sabor dos nossos desejos, parece que possuímos aquele preciosíssimo bem. Os homens, quando dormem, são todos bons e inocentes. É exatamente nas horas aflitivas, nos dias de amargura, quando suportamos o batismo de fogo, que verificamos, então, a inexistência da sublime virtude conosco.

        No mundo, observou o Mestre, tereis tribulações, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo. Como ele venceu, cumpre a nós outros, como discípulos, imitá-lo, vencendo também. Cristo é o sublime modelo, é o grande paradigma. Não basta conhecer seus ensinamentos, é preciso praticá-los. Daqui a necessidade de fortificarmos nosso Espírito, retemperando-o nos embates cotidianos como o ferreiro que, na forja, tempera o aço até que o torna maleável e resistente.

           A existência humana é urdida de vicissitudes e de imprevistos. Tais são as condições que havemos de suportar como conseqüências do nosso passado. A cada dia a sua aflição — reza o Evangelho em sua empolgante sabedoria. Portanto, cumpre nos tornemos fortes para vencermos. Fomos dotados dos predicados para isso. Tudo que eu faço, asseverou o Mestre, vós também podeis fazer. Se nos é dado realizar os feitos maravilhosos do Cristo de Deus, porque permanecemos neste estado de miserabilidade moral? Simplesmente porque temos descurado a obra de nossa educação.

            A educação do Espírito é o problema universal.

       A obra da salvação é obra de educação, nunca será demais afirmar esta tese.

       A religião que o momento atual da Humanidade reclama é aquela que apela para a educação sob todos os aspectos: educação física, educação intelectual, educação cívica, educação mental, educação moral.

        A fé que há de salvar o mundo é aquela que resulta desta sentença: Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito.

             Livro: Em Torno do Mestre.

             Vinícius / (Pedro Camargo)

Palavras de Luz - 31, 30, 29 e 28

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PALAVRAS PARA A ALMA nº 323 com Ana Tereza Camasmie | Ano Novo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O Mestre e o discípulo – Vinícius.

Discípulo: Senhor, sinto-me desalentado diante das iniqüidades do século. Parece que jamais os homens se mostraram tão rebeldes à razão e ao sentimento, como nestes tempos.

Mestre: Desalentado? Porquê? Duvidas, acaso, da segurança do Universo? Desalento é fraqueza, é falta de fé.

Discípulo: Quero ter fé, Senhor, mas vejo a cada passo surgirem tais impedimentos e tais embaraços à vinda do reino de Deus, que o desânimo me invade a alma.

Mestre: Es mais carnal que espiritual. A precipitação é peculiar ao homem. Quando o domínio do Espírito se estabelece, o coração se acalma, serenam as paixões e a fé é não vacila mais. A pressa é, não só inimiga da perfeição, como também da razão. Os atrabiliários insofridos jamais arrazoam com acerto. O reino de Deus há de vir e está vindo a cada instante, para aqueles que o querem e sabem querê-lo. A vontade de Deus há de ser feita na Terra, como já o é nos céus. Espera e confia, vigia e ora. Não deves medir o curso das idéias como medes o curso da tua existência: esta se escoa através de alguns dias fugazes, enquanto que aquelas se agitam no transcorrer dos séculos e dos milênios.

Discípulo: Bem sei, Senhor, que deve ser como dizes. Eu supunha, no entanto, que a obra da evolução caminhasse sem intermitências; por isso queria vê-la em marcha ascensional, triunfando dos óbices e tropeços com que os homens, em sua ignorância e maldade, costumam juncar-lhe o caminho. Esta vitória do mal sobre o bem, da opressão sobre a liberdade me amargura e angustia. Tal vitória é certamente efêmera; contudo, é um entrave à evolução, é uma pedra de tropeço que, não se sabe por quanto tempo, conservará o carro do progresso entravado.

Mestre: Enganas-te. A evolução é lei imutável. Não há forças, não há potências conjugadas capazes de a impedir, nem mesmo embaraçar-lhe a ação e a eficiência. Nem um só instante a obra da evolução sofreu interrupções na eternidade do tempo e no infinito do espaço.

Discípulo: Como explicas, então, Senhor, a iniqüidade, a tirania, a mentira e a corrupção, que ora imperam na sociedade terrena? O mundo estará evolutindo sob o influxo de tais elementos?

Mestre: Erras nos teus juízos, pelos motivos já expostos. Ignoras que é precisamente sofrendo iniqüidades e suportando opressão que o homem vai compreender o valor da justiça e da liberdade? Não sabes que só a experiência convence os Espíritos rebeldes? Não vês como os doentes amam a saúde, como os oprimidos sonham com a liberdade e os perseguidos suspiram pela justiça? Julgas que esta geração adúltera e incrédula se converta apenas com os testemunhos do céu e com as palavras de amor expressas no Evangelho do reino? Supões que todos se amoldam à graça sem o aguilhão da lei? Em mundos como este, é preciso privar os seus habitantes de certos bens, para que se inteirem do valor e importância desses mesmos bens. Suportando injustiças e afrontas, vendo seus direitos postergados pelo despotismo, os homens aprenderão a venerar a justiça, subordinando-lhe os interesses temporais e tornando-se capazes de renúncias e de sacrifícios em prol de seu advento.

Discípulo: Começo a ver luz onde tudo se me afigurava escuro. Todavia, Senhor, seja-me permitido ainda algumas perguntas.

Mestre: Pede e receberás; bate e se te abrirá, busca e acharás.

Discípulo: De tal modo, a obra da redenção jamais se interrompe e, mesmo através de todas as anomalias, ela se realiza fatalmente?

Mestre: De certo: se assim não fora, a Suprema Vontade não se cumpriria e Deus deixaria de ser Deus. A evolução, no que respeita ao Espírito, opera-se pela educação dos seus poderes e faculdades latentes. Ora, todas as vicissitudes, todas as lutas, todos os sofrimentos, em suma, contribuem para incentivar o desenvolvimento das possibilidades anímicas. Assim, pois, quer o Espírito goze os salutares efeitos da prática do bem e da conduta reta; quer suporte as amargas conseqüências do mal cometido, da negligência no cumprimento do dever, da corrupção a que se entregue, ele estará educando-se, e, portanto, evolvendo. Pelo amor e pela dor, sob a doçura da graça, ou sob a inflexibilidade da lei — caminhará, sempre, em demanda dos altos destinos que lhe estão reservados.

Discípulo: Falas na santa obra da educação. Feriste, Senhor, o alvo, o eixo em torno do qual giram as minhas lucubrações mais acuradas. Compreendo muito bem a importância da educação. Vejo claramente que só a religião da educação, tal como ensinaste e exemplificaste, pode salvar a Humanidade. Mas, como vingará esta fé, se os dirigentes, os dominadores de consciências, aqueles, enfim, que têm ascendência sobre o povo são os primeiros a deseducá-lo, a corrompê-lo, premiando os caracteres fracos e venais que se sujeitam aos seus caprichos e perseguindo os poucos que, capazes de sofrer pela justiça e pela verdade, pelo direito e pela liberdade, resistem ao despotismo do século? Tal processo de corrupção não invalidará, pelo menos por tempo indeterminado, a eficiência da educação?

Mestre: Nada há encoberto que não seja descoberto, nem algo oculto que se não venha a saber. Falas em processo de corrupção que poderá deseducar o povo. Ignoras, então, que o Espírito educado jamais se deseduca? A lei é avançar e não retroagir. Os que se submetem às influências dos maus e dos prevaricadores, deixando-se corromper por falaciosas promessas, são Espíritos fracos, egoístas e amigos da ociosidade, da vida cômoda e fácil. São os tais que entram pela porta larga e transitam pela estrada espaçosa e ampla que conduz à perdição. E' possível que tais indivíduos se abastardem ao extremo, levados pelos corruptores de consciências; mas, o dia do despertar há de chegar. Tanto maior será a reação quanto mais o Espírito se tenha degradado. E, às vezes, é o único meio de corrigir os cínicos, os hipócritas e os indolentes.

Discípulo: E os empreiteiros da corrupção, até quando continuarão entregues a tão abjeta tarefa?

Mestre; Eles são instrumentos inconscientes de punição. Os homens castigam-se mutuamente. São semelhantes aos seixos que rolam no fundo dos rios, arrastados pela corrente das águas. No começo, eram ásperos e arestosos, mas, à força de se entrechocarem e se friccionarem, acabam alisando-se, tornando-se polidos e brunidos, como trabalhados por mão de artista. Cumpre notar ainda que a cada um será dado segundo as suas obras. O déspota de hoje será a vítima de amanhã — pois quem com ferro fere com ferro será ferido.

Discípulo: Estás com a razão, Senhor. És, de fato, o caminho, a verdade e a vida. És a luz do mundo.

Mestre: Lembra-te do que eu disse: Vós sois o sal da Terra e a luz do mundo. Não se acende uma candeia para colocá-la debaixo dos móveis, mas no velador, para que a todos ilumine. Portanto, não basta que me consideres luz, é preciso que te tornes luz.

Discípulo: Cada vez mais me arrebatas com a tua luz, aclarando os problemas da vida, tornando acessíveis a todas as inteligências os mais complexos problemas sociais.

Mestre: Confessas que tens entendido o que eu disse? Bem-aventurado serás, se puseres em prática os meus ensinamentos. Não te esqueças: se os praticares. Trata, pois, de descobrir o reino de Deus em ti mesmo, no teu coração; depois, procura implantá-lo em teu lar; depois, em tua rua; depois, no mundo. Não tenhas pressa. Confia e espera, vigia e ora. Não penses em fazer o mais, antes de fazer o menos. No Universo, tudo é ordem e harmonia.

Livro: Em Torno do Mestre.

Vinícius – (Pedro de Camargo)

#24 Estudo da Obra Jesus no Lar | André Siqueira

📖PALAVRAS PARA A ALMA nº 322 com Ana Tereza Camasmie | Discípulo de perto

QUE FALANGE ESPIRITUAL É ESSA ? Paulo César Fructuoso

Aprenda Esperanto Cantando: "You've Got a Friend"

Carlinhos Conceição - NO CORAÇÃO DAS ALTURAS

O ENCONTRO COM A VERDADE – Morte e Renascimento

Ano Novo NÃO CURA. Quem cura é o cuidado

sábado, 27 de dezembro de 2025

O Pai e o filho - Vinícius

"Sede perfeitos como vosso Pai celestial." Jesus / Mateus, 5:48.

Pai: Que queres filho? Procuras-me com tanta insistência.

Filho: Quero riquezas, meu Pai. Desejo possuir largos cabedais, muitas fazendas, ouro e prata. Aspiro a ser um Creso.

Pai: Dar-te-ei o que pretendes, filho; porém, previno-te de que de novo me buscarás, porque não te sentirás satisfeito.

           ***

Pai: Aqui estou, filho, que desejas de mim, uma vez que me buscas com tanto interesse?

Filho: Quero saúde, força, vigor físico, resistência. Invejo os Hércules, os Ursos, os Titãs.

Pai: Terás o que solicitas de mim, filho. Não obstante advirto-te: de novo me procurarás, porque não te sentirás satisfeito.

* * *

Pai: Eis-me aqui, filho. Porque estás assim aflito e me chamas com tamanha impaciência?

Filho: Pai, tenho sede de domínio, de poder, de autoridade. Meu desejo é governar, é conquistar reinos, dominar nações, imperando discricionariamente sobre povos e raças. Tenho por modelos — Napoleão e Júlio César.

Pai: Será deferida a tua petição, filho. Contudo, permite que te observe: de novo me demandarás, porque não te sentirás satisfeito.

***

Pai: Porque bates assim sofregamente nos tabernáculos eternos? Sossega, acalma-te e fala.

Filho: Pai, sou ávido de glórias; a fama me fascina, a notoriedade me arrebata. Nenhuma alegria terei, enquanto não lograr este meu intento.

Quero perceber sobre a fronte a coroa de louros que ostentaram os sábios, os grandes poetas, os escritores célebres. Anelo ser Camões, Cícero, Hipócrates.

Pai: Serás atendido, alcançando o que tanto ambicionas. Todavia, aviso-te de que de novo voltarás minha procura, por isso que não te sentirás satisfeito.

***

Pai: Aqui estou, filho, pede o que desejas, dize o que pretendes de mim.

Filho, finalmente: Pai, quero amar e ser amado. Sinto incontido anseio de expandir o meu coração. Vejo-me constrangido numa atmosfera asfixiante. Meu sonho é amar amplamente, incomensuravelmente. Meu maior desejo é sentir palpitar em mim a vida de todos os seres. Quero o amor sem restrições, ilimitado, infinito. Quero amar com toda a capacidade de meu coração, assim como os pulmões sadios respiram na floresta, nos montes, nos campos e nos bosques!

Meu ideal, Pai, é o Filho de Maria, o Profeta de Nazaré, aquele que morreu na cruz por amor da Humanidade.

Pai: Sê bendito, meu filho. Terás aquilo a que tão sabiamente aspiras. Não me procurarás mais, porque sentirás em ti a plenitude da vida: de ora em diante serás uno comigo.

         Livro: Em Torno do Mestre.

         Vinícius (Pedro de Camargo)

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

✨ O Natal do Cristo | Reflexões para além da data ✨

✨ ESPECIAL DE NATAL 2025 | JESUS: O ESSENCIAL #07 — UM ISRAELITA SEM DOL...

Em Torno do Mestre - Vinícius.


Cristo nasceu? Onde? Quando? - Pedro de Camargo / Vinícius.

A salvação não está numa finalidade a que se convencionou denominar céu ou paraíso: está, sim, na perpétua renovação da vida para a frente e para o alto. Avançar, como disse São Paulo, de glória em glória, tal é, em síntese, o trabalho e o plano da redenção. Jesus é a força viva que, uma vez encarnada no homem, determina a sua constante transformação.

"O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade, e vimos a sua glória como de unigênito do Pai. Mas a todos os que o receberam, aos que creem em seu nome, deu ele o direito de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus."

A prerrogativa de unigênito do Pai, Jesus a torna extensiva a todos os que de boa vontade o receberem. E assim se opera o seu natalício no coração do pecador.

O menino que Maria enfaixou, deitando-o, em seguida, numa manjedoura, é a figura desse Jesus que é força, que é poder, que é vida e verdade, atuando no interior do homem.

Invoquemos, em abono de nossa asserção, o testemunho de algumas personagens que figuram na esfera cristã como astros de primeira grandeza.

Perguntemos a Paulo - onde e quando Jesus nasceu? Ele nos dirá: Foi na estrada de Damasco, quando eu, então intolerante e fanatizado por uma causa inglória, me vi envolvido na sua divina luz. Dali por diante - "já não sou eu mais quem vive, mas o Cristo é que vive em mim".

Indaguemos de Madalena onde e quando nasceu Jesus. Ela nos informará: Jesus nasceu em Betânia, certa vez em que sua voz, ungida de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova, com a qual, até então, jamais sonhara.

Ouçamos o depoimento de Pedro, sobre a natividade do Senhor, e ele assim se pronunciará: Jesus nasceu no átrio do paço de Pilatos, no momento em que o galo, cantando pela terceira vez, acordou minha consciência para a verdadeira vida. Daí por diante, nunca mais vacilei diante dos potentados do século, quando me era dado defender a Justiça e proclamar a verdade, pois a força e o poder do Cristo constituíram elementos integrantes de meu próprio ser.

Chamemos à baila João Evangelista e peçamos nos diga o que sabe acerca do natal do Messias, e ele nos dirá: Jesus nasceu no dia em que meu entendimento, iluminado pela sua divina graça, me fez saber que Deus é amor.

Dirijamo-nos a Zaqueu, o publicano, e eis o seu testemunho: Jesus nasceu em Jericó, numa esplêndida manhã de sol, quando eu, ansioso por conhecê-lo, subi numa árvore, à beira do caminho por onde ele passava, contentando-me com o ver de longe. Eis que ele, amorável e bom, acena-me, dizendo: Zaqueu, desce, importa que me hospede contigo. Naquele dia entrou a salvação no meu lar.

Interpelemos Tomé, o incrédulo: Quando e onde nasceu o Mestre? Ele, por certo, retrucará: Jesus nasceu em Jerusalém, naquele dia memorável e inesquecível em que me foi dado testificar que a morte não tinha poder sobre o Filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida".

Apelemos, finalmente, para Dimas, o bom ladrão: Onde e quando Jesus nasceu? Ele nos informará: Jesus nasceu no topo do Calvário, precisamente quando a cegueira e a maldade humanas supunham aniquilá-lo para sempre; dali ele me dirigiu um olhar repassado de piedade e de ternura, que me fez esquecer todas as misérias deste mundo e antegozar as delícias do Paraíso. Desde logo, senti-o em mim e eu nele.

Tal foi o testemunho do passado - tal é o testemunho do presente, dado por todos os corações que, deixando de ser quais hospedarias de Belém, onde não havia lugar para o nascimento de Jesus, se transformaram, pela humildade, naquela manjedoura, que o amor engenhoso da mais pura e santa de todas as mães converteu no berço do Redentor do mundo.

Livro: Em Torno do Mestre – Vinícius.

Autor: Pedro de Camargo.

Em torno do Mestre #000 - Prefácio

AL VI, KIAM JESUO NASKIĜIS? - Vinícius / Tradukis Leandro Abrahão.

Savo ne konsistas el celo, kiun oni interkonsente nomas ĉielo aŭ paradizo: ĝi konsistas ja el senĉesa vivorenovigo antaŭen kaj supren.

Jesuo estas la vivanta forto, kiu enkorpiĝinte en la homon difinas ties konstantan transformiĝon.

La prerogativon de solenaskito de la Patro, Jesuo pludonas al tiuj, kiuj bonvole ĝin akceptas. Tiel Lia naskiĝo realiĝas en la koro de pekinto. La knabo, kiun Maria vindis kaj sekve kuŝigis sur stal-trogon estas la figuro de tia Jesuo, kiu estas forto, povo, vivo kaj vero aganta interne de la homo.

Ĉe tiu penso, ni invitas vin starigi la jenajn demandojn:

Ĉu Jesuo naskiĝis? Kiam? Kie?

Respondojn al tiuj demandoj ni serĉos ĉe geamikoj, kiuj antaŭlonge iris la vojon montritan de la Majstro kaj transformis sian vivon en ekzemplojn, kiuj etendiĝas tra la tempo kaj atingas nin hodiaŭ.

Ni demandu Paŭlon - kie kaj kiam Jesuo naskiĝis? Li diros al ni:

Tio estis sur la vojo al Damasko, kiam mi, maltolera, fanatika pro negloriga celo ekvidis min volvata de Lia dia lumo. De tiam “jam ne mi mem vivas, sed Kristo vivas en mi.”

Ni demandu Magdalenan - kie kaj kiam Jesuo naskiĝis. Ŝi respondos:

Jesuo naskiĝis en Betania, kiam iufoje Lia voĉo, distingiĝanta per pureco kaj sankteco, vekis ĉe mi senton de nova vivo, pri kiu mi neniam revis ĝis tiam.

Ni aŭskultu la ateston de Petro pri la naskiĝo de la Sinjoro, kaj li tiel parolos:

Jesuo naskiĝis en la vestiblo de la korto de Pilato, en la momento kiam la koko, kriinte la trian fojon, vekis mian konsciencon por la vera vivo. De tiam mi ne plu ŝanceliĝis antaŭ la potenculoj de la jarcento, kiam al mi montriĝis okazo defendi la justecon kaj proklami la veron, ĉar la forto kaj povo de la Kristo fariĝis elementoj konsistigantaj mian propran eston.

Ni demandu Johanon la Evangeliiston kaj petu lin diri tion, kion li scias pri la naskiĝo de la Mesio. Tiam li diros al ni:

Jesuo naskiĝis en la tago, en kiu mia intelekto, prilumita de Lia dia graco, ekkonis Dion kiel amon.

Ni turniĝu nun al Zakĥeo, la impostisto. Jen lia atesto:

Jesuo naskiĝis en Jeriĥo, en mirinda sunmateno, kiam mi, forte dezirante Lin ekkoni, grimpis sur arbon apud la vojo, kiun Li estis preterpasanta, kontentigante min per distanca vido. Jen li, amema kaj bona, mansignas al mi dirante: Zakĥeo, malsupreniru, ĉar hodiaŭ mi devas loĝi en via domo. En tiu tago savo eniris mian hejmon.

Ni demandu Tomason, la nekredeman: Kiam kaj kie naskiĝis la Majstro. Li certe respondos:

Jesuo naskiĝis en Jerusalemo, en memorinda kaj neforgesebla tago, kiam mi havis la okazon atesti, ke la morto ne havas povon super la Filo de Dio. Nur tiam mi komprenis la sencon de Liaj vortoj: “Mi estas la vojo kaj la vero kaj la vivo.”

Ni fine demandu al Dimas, la bona ŝtelisto: Kie kaj kiam Jesuo naskiĝis. Li informos:

Jesuo naskiĝis supre sur Kalvario, ĝuste kiam la homa blindeco kaj maliceco kredis esti Lin neniiginta por ĉiam; de tie Li direktis al mi rigardon saturitan de kompato kaj tenereco, kiu igis min forgesi ĉiujn mizerojn de ĉi tiu mondo kaj antaŭĝui la plezuraĵojn de la Paradizo. Tuj mi sentis, ke Li estas en mi, kaj mi en Li.

Kaj, laŭ vi, kiam Jesuo naskiĝis al vi?

Jesuo naskiĝis en Bet-Leĥem antaŭ ĉirkaŭ dudek unu jarcentoj. Sed tiu naskiĝo, kiel ĉio alia, kio rilatas al ĝi karakteriziĝas per porĉiameco. La naskiĝo de la Majstro estas fakto, kiu ripetiĝas ĉiutage: ĝi estis hieraŭ, estas hodiaŭ kaj estos morgaŭ. Kiuj ankoraŭ ne sentis en sia interno la influon de la spirito de la Kristo, tiuj vere ne scias, ke Li naskiĝis. Nur proprasperte oni scias pri Liaj aferoj. Nur post Lia naskiĝo en nia koro ni fine Lin komprenos, tiel Liajn instruojn, kiel Lian mision sur ĉi tiu planedo.

El la libro “Em torno do Mestre” (eo Ĉirkaŭ la Majstro), Vinícius.

El la portugala tradukis Leandro Abrahão

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Cristo Nasceu? Onde? Quando? - Mensagem de Pedro Camargo (Vinícius).

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Regra de Ouro

CRISTIANISMO – (Jesus Cristo)

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.”  – Jesus / Mateus 7:12

Ĉion ajn do, kion vi deziras, ke la homoj faru al vi, vi ankaŭ faru al ili; ĉar ĉi tio estas la leĝo kaj la profetoj. – Jesuo / Mateo, 7:12.

JUDAÍSMO

"Não faças ao teu semelhante aquilo que para ti mesmo é doloroso."

CONFUCIONISMO

"Não faças aos outros aquilo que não queres que eles te façam."

HINDUISMO

"Não faças aos outros aquilo que, se a ti fosse feito, causar-te-ia dor."

TAOÍSMO

"Considera o lucro do teu vizinho como teu próprio, e o seu prejuízo como se  também fosse teu."

ZOROASTRISMO

"A Natureza só é amiga quando não fazemos aos outros nada que não seja bom para nós mesmos."

BUDISMO

"De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel quanto à sua palavra.

JAINISMO

"Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos."

SIKHISMO

"Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do Céu."

ISLAMISMO

"Ninguém pode ser um crente até que ame o seu irmão como a si mesmo

Canções para Crianças em Esperanto - "Feliĉa Vespero"

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NATAL COM JESUS - JORGE ELARRAT

Palestra de domingo (14/12/2025) com Jorge Elarrat. Tema: Jesus, o Terap...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

KRISTANA AMO - SANKTA PAŬLO

 

(El la Unua Epistolo al la Korintanoj: Ĉap. XIII, vers. 1 – 7).


Se, parolante la lingvojn de l’ homoj

kaj de l’ anĝeloj, mi veron atestus,

sed sen amsento, mi kvazaŭ metalo

estus sonanta nur vane, aŭ estus

kvazaŭ sensente tintanta cimbalo;

 

Se mi posedus kapablon profeti,

ĉiujn misterojn, sciencojn konpovus,

kaj se mi fidon tielan je Dio

havus ke montojn per ĝi mi formovus,

tamen sen Amo mi estus nenio.

 

Mian havaĵon donante, se multajn

homojn de mort’ per malsato mi savus;

se mi, ke brulu ĝi, eĉ ne hezitus

doni la korpon, sed Amon ne havus,

tio al mi ja neniom profitus.

 

Amo bonfaras sen serĉi profiton,

sin ne ŝveligas, neniam koleras,

fari malbonon neniam intencas,

ne fanfaronas, sen plendi suferas;

ĝi ne envias, nur bonon pripensas.

 

Amo kondutas laŭ decaj kutimoj,

ĉion konfide eltenas, toleras,

ĉiam la juston kaj veron obeas,

firme ĝi kredas je Di’ kaj esperas.

Amo kristana neniam pereas.

 

El la antikva greka lingvo poezie parafrazis.

F. V. LORENZ

Libro: VOĈOJ D E  P O E T O J  E L  L A S P I R I T A  M O N D O.

Pluraj Aŭtoroj.

Ao Espírita Sobre a Língua da Fraternidade - SEA

 

Jesus e o mundo / Prece da Manjedoura – Emmanuel.

Se Jesus não tivesse confiança na regeneração dos homens e no aprimoramento do mundo, naturalmente não teria vindo ao encontro das criaturas e nem teria jornadeado nos escuros caminhos da terra.

Não podemos por isso, perder a esperança e nem nos cabe o desânimo, diante das pequenas e abençoadas lutas que o céu nos concedeu, entre as sombras das humanas experiências.

Da escola do mundo saíram diplomados em santificação espíritos sublimes, que hoje se constituem abençoados patronos da evolução terrestre.

Não nos compete menosprezar o plano de aprendizagem que nos alimenta e nos agasalha, que nos instrui e aperfeiçoa.

Se o melhor não auxilia ao pior, debalde aguardaremos a melhoria da vida.

Se o bom desampara o mau, a fraternidade não passaria de mera ilusão.

Se o sábio não ajuda ao ignorante, a educação redundaria em mentira perigosa.

Se o humilde foge ao orgulhoso, surgiria o amor por vocábulo inútil.

Se o aprendiz da gentileza menoscaba o prisioneiro da impulsividade, o desequilíbrio comandaria a existência.

Se a virtude não socorre às vítimas do vício, e se o bem não se dispõe a salvar, quantos se arrojam aos despenhadeiros do mal, de coisa alguma serviria a predicação evangélica no campo de trabalho que a providência divina nos confiou.

O Mestre não era do mundo, mas veio até nós para a redenção do mundo.

Sabia que os seus discípulos não pertenciam ao acervo moral da terra, mas enviou-os ao convívio com homens para que os homens se transformassem nos servidores devotados do bem, convertendo o planeta em seu reino de luz.

O cristão que foge ao contato com o mundo, a pretexto de garantir-se contra o pecado, é uma flor parasitária e improdutiva na árvore do Evangelho, e o Senhor, longe de solicitar ornamentos para a sua obra, espera trabalhadores abnegados e fiéis que se disponham a remover o solo com paciência, boa vontade e coragem, a fim de que a terra se habilite para a sementeira renovadora do grande amanhã.

Emmanuel / Chico Xavier.

Livro: Coragem.

***

Prece da Manjedoura.

Senhor.

Diante da Manjedoura em que nos descerras o coração, ensina-nos a abrir os braços para receber-Te.

Não nos relegues ao labirinto de nossas ilusões, nem nos abandones ao luxo de nossos problemas.

Vimos ao Teu encontro, cansados de nossa própria fatuidade.

Sol da Vida, não nos confies às trevas da morte.

Fortalece-nos o bom ânimo.

Reaviva-nos a fé.

Induze-nos à confiança e à boa vontade.

Tu que renunciaste ao Céu em favor da Terra, ajuda-nos a descer, com o Supremo Bem, para sermos mais úteis!…

Tu que deixaste a companhia dos anjos sábios e generosos, por amor aos homens ignorantes e infelizes, auxilia-nos a estender com os irmãos mais necessitados que nós mesmos o tesouro de luz que nos trazes!…

Defende-nos contra os vermes da vaidade.

Ampara-nos contra as serpes do orgulho.

Conduze-nos ao caminho do trabalho e da humildade.

E, reconhecidos à frente do Teu Berço de Luminosa Esperança, nós te rogamos, sobretudo, os dons da simplicidade e da paz, para que sejamos contigo fiéis a Deus, hoje e sempre.

Assim seja.

Emmanuel / Chico Xavier.

Livro: “Antologia Mediúnica do Natal.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda - Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

 

Ação da prece – André Luiz.

Cap. XXV – Item 7

 

Você é o lavrador.

O outro é o campo.

Você planta.

O outro produz.

Você é o celeiro.

O outro é o cliente.

Você fornece.

O outro adquire.

Você é o ator.

O outro é o público.

Você representa.

O outro observa.

Você é a palavra.

O outro é o microfone.

Você fala.

O outro transmite.

Você é o artista.

O outro é o instrumento.

Você toca.

O outro responde.

Você é a paisagem,

O outro é a objetiva.

Você surge.

O outro fotografa.

Você é o acontecimento.

O outro é a notícia.

Você age.

O outro conta.

 

Auxilie quanto puder.

Faça o bem sem olhar a quem.

Você é o desejo de seguir para Deus.

Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.

O criador atende às criaturas, através das criaturas.

É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.

Livro: O Espírito da Verdade.

Espíritos Diversos / Chico Xavier e Waldo Vieira.