quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PROJEÇÂO PODEROSA - Miramez

Quando se inaugurou a razão no homem, este começou a dominar uma força poderosa. Primeiro, na sua inconsciência; depois, certificou-se de que a imaginação lhe emprestava uma grandiosidade ilimitada na face da Terra e além das fronteiras deste mundo. O início das projeções mentais era desordenado, sem que o aparelho da mente pudesse obedecer à lâmpada interior que acendia e apagava, como que pedindo socorro no florescer de uma vida nova. Milhares de anos se passaram e esse impulso, de dentro para fora, tomou sequência, de modo a se organizar e a se expandir, pelas forças dos sentimentos.
Eis as linhas do pensamento, na sua propiciadora evolução, a maior força no tempo e junto ao tempo, que a alma domina e projeta em todas as direções, que o espirito superior usa na construção da felicidade, na edificação do amor e na difusão da verdade. E a alma inferior se apodera dele, fazendo guerras, matando, destruindo e ateando calamidades por onde transita.
Todos nós, que viajamos na Terra, pertencemos â escola do Cristo, que objetiva, em todos os seus programas, a educação da mente. O Evangelho constitui normas para que os nossos pensamentos sejam disciplinados, fortalecidos, no sentido de atingir a plenitude dos santos e a tranquilidade dos místicos. O que chamais de decadência doutrinária e moral da humanidade, nada mais é do que curva evolutiva assinaladora dos fins dos tempos, em que vigora a ignorância. Na verdade, nada decai.
O progresso é lei suprema estatuída por mãos infalíveis. A aparência de colapso no Cristianismo, no tocante à mutilação dos seus mais profundos ensinamentos, depois do segundo milénio da sua expansão profética e profícua, não foi maldade dos homens, e sim, ignorância, filha da imaturidade. Tudo isso foi antevisto pelo Divino Senhor, quando assegurou que enviaria outro Consolador para que ficasse eternamente conosco - O Espírito da Verdade - propiciando-nos o consolo, a assistência, a caridade, nos encaminhando como se fôssemos crianças, sem a visão necessária para a viagem evolutiva.
Foi depois de Jesus Cristo que a razão tomou dimensões inigualáveis. O espírito imortal começou a usar a poderosa força da mente na co-criação, e as escolas iniciáticas abriram as portas, por não se sentirem suficientes na igualdade com o Mestre, que falava à coletividade sem o entrave das escolas, de partidos e de castas, usando a natureza como templo, o céu como desenho emblemático, e as aves, animais e plantas como companhias que Lhe pudessem dar e receber o que de mais sagrado tinha para ser entregue à Terra: a Boa Nova do Reino. Aí começou a projeção poderosa do Verbo Divino que se fez carne, andando com os homens, sem que estivesse na faixa deles. Reuniu os discípulos e, na casa do pescador, abriu a primeira escola da mente, dando ensejo àqueles homens de educar seus pensamentos e projetá-los nas órbitas individuais de cada ser que sofres-se dramas intimos, que fosse castigado pelas provações dolorosas, que chorasse e pedisse consolo. E essa escola vigora até hoje na sua extensão infinita, ganhando terreno em todos os rumos do saber. O Evangelho, nos dias que correm, valoriza-se cada vez mais, por ser a maior esperança da humanidade, o conglomerado mais perfeito das leis de Deus.  Se quereis saber, o Evangelho é o céu na Terra. É a porta pela qual poderemos entrar para o reino de Deus. Parece-nos que o fanatismo empanou o brilho do Cristianismo no mundo, mas, na verdade vos dizemos, que isso ficou somente nas aparências. O fanatismo religioso, materialista ou científico, é um estágio de ascensão de que carece a própria humanidade, no avanço para a verdade.
Nada se perde, na preciosidade do tempo e do espaço infinito. Tudo avança, por leis irremovíveis do Criador.
E agora é que os homens, ou pelo menos alguns deles, estão compreendendo o tesouro que tem nas mãos, do qual depende a sua felicidade: a projeção poderosa da mente, educada no serviço do amor - o céu no coração e a luz de Deus na consciência.
Livro: Horizontes da Mente.
Miramez / Joao Nunes Maia. 

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