sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Comunicação com o Além Túmulo - Miramez

0935/LE
A comunicação com os Espíritos não pode ser profanação, por estar de acordo cem a lei natural. Desde a formação do mundo, a mediunidade existe em tudo o que se possa verificar. Ela é a própria vida circulando dentro das vidas. O que é que não se comunica? Pois, entre os Espíritos a comunicação é mais perfeita e necessária. Jesus veio nos mostrar a mediunidade abertamente, sendo médium de Deus para a paz de todos os seres. Todos ganharam com a estadia de Jesus na Terra, todos os reinos da natureza, principalmente os homens e Espíritos desencarnados que vivem na atmosfera do planeta.
Não pode existir profanação quando se respeita a lei. Ainda mais, podes verificar, como no caso de "O Livro dos Espíritos", o que o mundo espiritual ensina aos homens, que é o mesmo que Jesus ensinou, acrescido de alguma coisa mais, pela maturidade dos que se encontram na carne à espera de consolo e ensinamento espiritual. Podes analisar as mensagens e a tua razão responderá qual o produto das comunicações.
Quando fazes uma viagem e deixas para trás os teus entes queridos, logo não procuras comunicar-te com eles? Assim fazem aqueles que partiram para o mundo espiritual. A saudade traça caminhos, de maneira que o amor deseja falar aos corações que ficaram e só Espíritos, pelas faculdades dos próprios homens, se comunicam para dar notícias de consolo e instrução para os que deverão segui-los mais tarde. Qual é o coração que não deseja ouvir sua mãe querida que partiu para a espiritualidade, seu pai, seus irmãos e parentes, amigos e companheiros? Assim são eles do outro lado da vida. Estão ao lado dos que ficaram, e desejam falar-lhes, contando por vezes suas aventuras depois do túmulo.
Ser-nos-á de grande valia a permanente comunicação com os seres angélicos, porque eles nos trazem a certeza da vida em todas as dimensões do universo, capacitando os homens a sentir e a trabalhar para a sua própria melhora espiritual. Não deves confundir Espírito com o subconsciente, como nos falam abertamente os materialistas. Eles desejam modificar as leis naturais, no entanto, estão iludindo a si mesmos.
Deus é sabedoria e Suas leis são perfeitas. É justo que a ignorância não possa compreender o que não se encontra ao seu alcance. Os luminares da espiritualidade maior perdoam as ofensas e toleram os ignorantes, por saberem que eles não sabem o que fazem.
E porque não julgais também por vós mesmos o que é justo? (Lucas, 12:57).
São os tais que usam o raciocínio, sem participação da intuição. São cegos que desejam conduzir cegos.
Os Espíritos que consagram afeição aos homens, têm prazer em atender a todos e os Espíritos puros têm afeição por toda a humanidade, trabalhando para o bem-estar de todos os povos, tendo Jesus como Guia e Pastor de todo o rebanho.
A comunicação é, pois, uma lei eterna. Se os homens não se comunicassem entre si, o que resultaria? E se Deus se afastasse da Sua criação? A comunicação é força poderosa do próprio Criador, para sustentar a criação. Parte do Senhor a seiva divina para glória da vida.
Mesmo que os cépticos não queiram, continuamos a falar com a humanidade, desejando a ela a paz de consciência e o amor no coração.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XIX
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
935. Que se deve pensar da opinião dos que consideram profanação as comunicações com o além-túmulo?
Não pode haver nisso profanação, quando haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente. A prova de que assim é tendes no fato de que os Espíritos que vos consagram afeição acodem com prazer ao vosso chamado. Sentem-se felizes por vos lembrardes deles e por se comunicarem convosco. Haveria profanação, se isso fosse feito levianamente.
A.K.: A possibilidade de nos por-mos em comunicação com os Espíritos é uma dulcíssima consolação, pois que nos proporciona meio de conversarmos com os nossos parentes e amigos, que deixaram antes de nós a Terra. Pela evocação, aproximamo-los de nós, eles vêm colocar-se ao nosso lado, nos ouvem e respondem. Cessa assim, por bem dizer, toda separação entre eles e nós. Auxiliam-nos com seus conselhos, testemunham-nos o afeto que nos guardam e a alegria que experimentam por nos lembrarmos deles. Para nós, grande satisfação é sabê-los ditosos, informar-nos, por seu intermédio, dos pormenores da nova existência a que passaram e adquirir a certeza de que um dia nos iremos a eles juntar.

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