segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Morte - Richard Simonetti

Como o Espiritismo define a Morte?
A Palavra mais adequada é retorno. Simplesmente isso. A morte é o regresso à pátria, a morada espiritual, de onde viemos e para onde iremos quando chegar a nossa hora.
Se é tão simples assim, como um viajante que regressa ao lar, por que as pessoas encaram com constrangimento a perspectiva da própria morte ou de um familiar?
Há várias causas: o instinto de conservação; a condição moral (gente comprometida com a indiferença e a irresponsabilidade pressente que não será agradável o retorno) e apego às situações transitórias. Sobretudo, a ignorância; as pessoas temem o desconhecido.
O tipo de morte tem influência em nossa situação futura?
Não importa tanto como saímos da Terra. O importante é como chegamos ao continente espiritual. A pessoa pode morrer num acidente e logo se adaptar. Outra que morra em avançada idade, após doença de longo curso, terá problemas se não cultivava os valores espirituais.
... Há Espíritos evoluídos que, em face de uma vida de virtude e dedicação ao Bem, conseguem um desprendimento rápido, chegando mesmo a acompanhar o enterro de seus despojos carnais, numa derradeira homenagem à maquina que serviu de instrumento sagrado para suas experiências na Terra.
Mas há também aqueles que o fazem compulsoriamente. Que seguem o próprio féretro, não em sinal de respeito pelo corpo agora inerte, mas por tê-lo desrespeitado numa existência de desregramentos e inconseqüências...
... Há Espíritos tão apegados à matéria que simplesmente se recusam a reconhecer sua nova situação, como o doente que insiste nas fantasias que o situam em alienação.
Daí aprendermos com a Doutrina Espírita, ser indispensável que cultivemos o preparo para a Morte, encarando cada dia na Terra como se fosse o último, usando-o portanto, da melhor forma possível, em termos de aprendizado e dedicação ao Bem.
         Livro: O Pensamento de Rchard Simonetti

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