quarta-feira, 12 de julho de 2017

Após o Suicídio – Humberto Pazian.


      “E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam E Ele lhe respondeu: Porfiai pó entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” – Jesus / Lucas, 13: 23-24.
Na esperança de pôr fim ao desespero que o envolve e domina, o infeliz irmão que, contrariando as leis de Deus, atenta contra a própria vida, percebe, espantado, no outro mundo, que, além de conservar a consciência da vida que se findou, acresce-a de sofrimentos novos que o aguardam no além-túmulo.
Léon Denis, grande estudioso, orador, filósofo e divulgador espírita, contemporâneo de Kardec, em seu livro: “Depois da Morte”, elucida o assunto com Objetividade:
“A situação dos suicidas em analogia com a dos criminosos; muitas vezes, é ainda pior. O suicídio é uma covardia, um crime cujas conseqüências são terríveis. Segundo a expressão de um Espírito, o suicida não foge ao sofrimento senão para encontrar a tortura. Cada um de nós tem deveres, uma missão a cumprir na Terra, provas para suportar para nosso próprio bem e elevação. Procurar subtrair-se, libertar-se dos males terrestres antes do tempo marcado é violar a lei natural, e cada atentado contra essa lei traz para o culpado uma violenta reação. O Suicídio não põe termo aos sofrimentos físicos nem morais. O Espírito fica ligado a esse corpo carnal que esperava destruir; experimenta, lentamente, todas as fases de sua decomposição; as sensações dolorosas multiplicam-se, em vez de diminuírem. Longe de abreviar sua prova, ele a prolonga indefinidamente; seu mal-estar, sua perturbação persistem por muito tempo depois da destruição do invólucro carnal.”
Muitos permanecem perambulando no além, vagando a esmo, presos às próprias recordações e às imagens a elas associadas. Vivem a todo instante suas aflições e amarguras chegando ao ápice do desespero, por julgarem-nas eternas e infindáveis.
Em muitas ocasiões, sentem o desfalecimento por um breve lapso dos sentidos espirituais, ressurgindo, com grande volúpia, o terror das imagens e das vozes alucinantes que torturam sem trégua o infeliz incauto.
Alguns são mentalmente aprisionados por entidades afins, que aumentam seus suplícios, fazendo-os vagar junto a orlas de seres amotinados contra a Divindade, que nada mais fazem do que postergar o reinício da caminhada evolutiva, que, no momento certo, por bondade do Altíssimo, chegará.
Por esses infelizes irmãos, a misericórdia divina fará também sua intercessão, e, no momento em que o arrependimento cingir-lhes o espírito enlutado, a luz do Divino abrirá o caminho do obscuro umbral, em que suas consciências se alinham, até os postos de retificação espiritual, verdadeiros oásis de amor existentes em diversas regiões no espaço, organizados por enviados e mensageiros do Cristo, onde as almas sedentas de pazencontram abrigo e pousada.
Livro: O Valor da Vida.
Humberto Pazian.

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