sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

MAIS AMOR – Joanna de Ângelis.

Malgrado a nuvem da incompreensão, cuja sombra permite lamentáveis atritos e rudes embates que esfacelam as elevadas programações traçadas para o  êxito da tua tarefa, reserva-­te mais amor.
Não obstante os raios dispendidos pela malquerença agora sistemática, que produzem dor, certeiramente dirigidos, doa mais amor.
Enquanto a maledicência grassa arrebanhando mentes frívolas e companheiros invigilantes, que se comprazem na disseminação das idéias espúrias, faculta­-te mais amor.
Embora a suspeita semeie surdas acrimônias e acusações que sabes ser indébitas, no labor em que profligas o mal, concede­te mais amor.
Apesar da ausência dos mínimos requisitos de consideração ao teu serviço  edificante, por parte deles —  aqueles que se permitem somente a censura ou  a lisonja mentirosa, a acusação ou o azedume contumaz — continua com mais amor.
* * * 
Muitas vezes parece impossível sequer suportar quantos nos ferem e magoam injustamente —  dentro, porém, da programática de recuperação que nos impomos experimentar pelos erros passados — quanto mais conceder-lhes o amor. Todavia, animosidade como afeição resultam de atitudes mentais e emocionais que podemos condicionar com o livre querer.
Se consideras que o opositor se encontra enfermo, ser­te­á mais fácil amá-lo.
Se tiveres em mente que ele está mal informado, tornar­se­á melhor para ti desculpá-lo.
Se pensares que ele não conseguiu  alcançar o que em ti combate e não  possui força para compartir  o teu  êxito ou  a tua oportunidade feliz, farsa-á lógico  entendê-lo e amá-lo.
Revidando, porém, acusação por acusação, suspeita por suspeita, ira com ira, mui difícil a reconciliação e a paz, paz e reconciliação a que amanhã ou depois serás constrangido a realizar.
Toda obra em começo na retaguarda, que ficou ao abandono, ou qualquer  aquisição negativa permanecem aguardando o responsável.
O milagre da vida chama-se amor.
Quando crescemos em espírito, lamentamos tardiamente a mesquinhez em que teimávamos permanecer.
A visão da montanha, na direção da paisagem, apaga as sombras temerosas das furnas e cobre o charco transposto na baixada, quando o sol da alegria distende claridade festiva ampliando os horizontes.
* * * 
Não te apoquentes, portanto, ante o triunfo enganoso do engodo ou a vitória da irresponsabilidade. Catalogado pelo Estatuto Divino com a função de crescer, tens a destinação  de mais amor. Assim, em qualquer circunstância de tempo ou  lugar, em claro céu  ou  sombrio firmamento, na saúde ou na doença, na realização ou na queda, no poder ou  na dependência, entre amigos ou  adversários, para a tua plenitude e perfeita paz, ama muito mais e distende sempre mais amor porque só o amor tem a substância essencial para traduzir a realidade do Pai em nossas vidas.
***
“Amarás o Senhor teu Deus de todo coração, de toda a tua alma e de todo o teu Espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” – Jesus / Mateus, 22:37.
“O amor é de essência divina e todos vós, desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós o possuís, no fundo coração, a centelha desse fogo sagrado”. Fénelon, O Evangelho Seg. o Espiritismo, Cap. 11 – item 9.
Livro: Florações Evangelicas.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

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