sexta-feira, 31 de maio de 2013

HOMOSSEXUALIDADE

Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo  de um homem, ou no de uma mulher?  Isso pouco lhe importa.
Resposta: O que o guia na escolha são as provas porque haja de passar. (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec. - Questão 202)
A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo­se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não  encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.
Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio  desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.
A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar  quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como  agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento  na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinquência.
A vida espiritual pura e simples se rege por  afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito  passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.
O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou  acentuadamente feminina, sem especificação  psicológica absoluta.
A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando­se análogo  processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias.
Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o  Espírito no  renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo­se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no  que concerne a obrigações regenerativas.
O homem que abusou  das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no  renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.
E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar  tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, consequentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior  que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem.
Escolhem com isso  viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo  afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam. Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou  de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo  adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual.
E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do  sexo  e do amor, são analisados pelo  mesmo elevado  gabarito de Justiça e Misericórdia. Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.
Livro: Vida e Sexo.
Emmanuel / Chico Xavier.

Sexo e Destino / Sexo e Evolução / Vida e Sexo.




     



Sexo e Destino - Capítulo 1

 Qual acontece entre os homens, no Mundo Espiritual que os rodeia, sofrimento e expectação esmerilam a alma, disciplinando, aperfeiçoando, reconstruindo...
 Enquanto envergamos a veste física, habitualmente imaginamos o paraíso das religiões encravado para lá da morte. Sonhamos o apaziguamento integral dos sentidos, o acesso à alegria inefável que anestesie toda lembrança convertida em chaga mental. No entanto, atravessada a fronteira de cinza, eis-nos erguidos à responsabilidade inevitável, ante o reencontro da própria consciência.
 Uma vida humana, a continuar-se naturalmente no Além, assume, assim, a forma de partida, em dois tempos distintos. Diferem campos e vestimentas; entretanto, a luta da personalidade, de um renascimento a outro na Terra, afigura-se laborioso prélio em duas fases. Anverso e reverso da experiência. O berço inicia, O túmulo desdobra. Com raríssimas exceções na regra, somente a reencarnação consegue transfigurar-nos de modo fundamental.
 Deixamos no esquife o casulo mirrado e transportamos conosco, na mesma ficha de identificação pessoal, para outras esferas, os ingredientes espirituais que cultivamos e atraímos.
 Inteligências em evolução na eternidade do espaço e do tempo, os Espíritos domiciliados na Moradia Terrestre, em abandonando o invólucro de matéria mais densa, assemelham-se, figuradamente, aos insetos. Larvas existem que se retiram do ovo e revelam-se na condição de parasitas, enquanto que outras se transformam, de imediato, em fale-nas de prodigiosa beleza, ganhando altura.
Encontramos criaturas que se afastam do estojo carnal, entrando em largos processos obsessivos, nos quais se movimentam à custa de forças alheias, ao lado de outras que, de pronto, se elevam, aprimoradas e belas, a planos superiores da evolução. E entre as que se agarram profundamente às sensações da natureza física e as que conquistam a sublime ascensão para estágios edificantes, no Grande Além, surge a gama infinita das posições em que se graduam.
Emergindo na Espiritualidade, após a desencarnação, sofremos, a princípio, o desencanto de todos os que esperavam pelo céu teológico, fácil de granjear.
A verdade aparece por alavanca renovadora. Padecendo ainda espessa amnésia, relativamente ao passado remoto, que descansa nos porões da memória, somos então defrontados por velhos preconceitos que se nos entrechocam no íntimo, tombando despedaçados. Suspiramos pela inércia que não existe. Exigimos resposta afirmativa aos absurdos da fé convencionalista e dogmática que reclama a integração com Deus para si só, excluindo, pretensiosamente, da Paternidade Divina, os que não lhe comunguem a visão acanhada.
De semelhantes conflitos, por vezes terríveis e extenuantes, nos recessos da mente, muitos de nós saímos abatidos ou revoltados para extensas incursões no vampirismo ou no desespero; a maior parte dos desencarnados, porém, a pouco e pouco se acomoda às circunstâncias, aceitando a continuidade do trabalho na reeducação própria, com os resultados da existência aparentemente encerrada no mundo, à espera da reencarnação que possibilite renovação e recomeço...
Essas ponderações afogueavam-me o pensamento, reparando a tristeza e o cansaço do meu amigo Pedro Neves, devotado servidor do Ministério do Auxílio. (1)
Partilhando expedições arrojadas e valorosas em atividade benemérita, ainda não lhe víramos hesitações quaisquer. Veterano de empreendimentos socorristas, jamais entremostrara desânimo ou fraqueza, por mais opressivo se lhe evidenciasse o peso de compromissos e obrigações.
Advogado que fora, na existência última, caracterizava-se por extrema lucidez, no exame dos problemas que as eventualidades do caminho apresentassem.
Sempre denodado e humilde; agora, porém, enunciava sensíveis alterações de comportamento.
Soubera-o com breves encargos, na esfera física, para atender, de modo mais direto, a necessidades de ordem familiar, cuja extensão e natureza não me houvera sido possível perceber.
Desde então, mostrava-se arredio e desencantado, copiando o feitio de companheiros recém-chegados da Terra. Isolava-se em funda reflexão. Fugia à conversação fraterna. Queixava-se disso ou daquilo. E vez por outra, em serviço, denotava lágrimas que não chegavam a cair.
Ninguém ousava sondar-lhe o sofrimento, tal a fibra moral em que se lhe exprimiam as atitudes.
Provocando, porém, algumas horas de desafogo, num banco de jardim, busquei habilmente lançá-lo à extroversão, alegando dificuldades que me preocupavam.
Referi-me aos descendentes que deixara no mundo e às inquietações que me causavam.
Pressentia-lhe na tristeza a presença de lutas domésticas a lhe torturarem a alma, quais ulcerações em recidiva, e não me enganei.
O amigo absorveu a isca afetiva e desenovelou os sentimentos.
A principio, falou vagamente das apreensões que lhe assomavam ao espírito agoniado. Aspirava a esquecer, alhear-se; no entanto... a retaguarda familiar no mundo lhe infligia dolorosas reminiscências difíceis de extirpar.
— É a esposa quem o aflige, assim tanto?
— Aventurei, procurando localizar o carnicão da mágoa que lhe abria as comportas do pranto silencioso.
Pedro fitou-me com a postura dolorida de um cão batido e respondeu:
— Há momentos, André, nos quais será preciso biografar-nos, ainda que
superficialmente, para vascolejar o pretérito e extrair dele a verdade, somente a verdade...
Meditou, algo sufocado por instantes, e prosseguiu:
— Não sou homem que me deixe governar por sentimentalismos, embora aprecie as emoções pelo justo valor. Além disso, a experiência, desde muito, me ensinou a raciocinar. Há quarenta anos, moro aqui e, há quase quarenta anos, a esposa compeliu-me a absoluto desinteresse do coração. Deixei-a quando a mocidade das energias físicas lhe estuava no sangue, e Enedina, compreensivelmente, não pôde sustentar-se a distância das exigências femininas.
E prosseguiu esclarecendo que ela se associara a outro homem, num segundo casamento, entregando-lhe seus três filhos por enteados. Esse novo marido, entretanto, arredou-a completamente de sua convivência espiritual. Homem ambicioso, senhoreou os cabedais que ele ajuntara, logrando multiplicá-los imensamente, à força de astúcia em arrojadas empresas comerciais. E agiu com tanta leviandade que a esposa, dantes simples, se apaixonou pelas comodidades demasiadas, gastando o tempo terrestre em prodigalidades e tafulices, até que se rojou às derradeiras viciações nos desvarios do sexo. Observando o esposo em aventuras galantes, de modo permanente, na posição de cavalheiro rico e desocupado, quis desforrar-se, estabelecendo para si mesma desordenado culto ao prazer, mal sabendo que apenas se transviava, em lamentáveis desequilíbrios.
— E meus dois filhos, Jorge e Ernesto, ludibriados pelo fascínio do ouro com que o padrasto lhes comprava a subserviência, enlouqueceram no mesmo delírio do dinheiro fácil e se animalizaram a tal ponto que nem de leve guardam qualquer traço de minha memória, não obstante serem atualmente negociantes abastados, em idade madura...
— A esposa, no entanto, ainda se encontra no mundo físico? — arrisquei, cortando a pausa longa, para que a explicação não esmorecesse.
— Minha pobre Enedina voltou, há dez anos, abandonando o corpo pela imposição da icterícia, que lhe apareceu por verdugo invisível, evocado pelas bebidas alcoólicas. Fitando-a, edemaciada, vencida, ensaiei alarmado todos os processos de socorro à minha disposição...
Atemorizava-me a perspectiva de vê-la escravizada às forças aviltantes a que se jungira sem perceber; ansiava retê-la no corpo de carne, como quem resguarda uma criança inconsciente em disfarçado refúgio. Entretanto, ai de mim! Colhida por entidades infelizes, às quais se consorciou levianamente, em vão procurei estenderlhe algum consolo, porqüanto ela mesma, depois de desencarnada, se compraz na viciação, tentando a fuga impossível de si própria. Não há outro recurso senão esperar, esperar...
— E os filhos?
— Jorge e Ernesto, hipnotizados pela riqueza material, para mim fizeram-se inabordáveis.
Mentalmente, não me registram a lembrança. Intentando captar-lhes cooperação e simpatia, o padrasto chegou a insinuar que não seriam meus filhos e sim dele próprio, através de união com minha esposa. ao tempo de minha experiência terrestre, o que Enedina, infelizmente, não desmentiu...
O companheiro esboçou um sorriso amarelo e considerou:
— Imagine! Na carne, o medo é comum, àfrente dos desencarnados e, em meu caso, fui eu quem se afastou do ambiente doméstico, sob sensações de insopitável horror... Ainda assim, a bondade de Deus não me arrojou à solidão, em se tratando da ternura familiar. Tenho uma filha de quem jamais me separei pelos laços do espírito... Beatriz, que deixei na flor da meninice, suportou pacientemente as afrontas e conservou-se fiel ao meu nome. Somos, assim, duas almas, na mesma faixa de entendimento...
Pedro enxugou os olhos e acrescentou:
— Agora, com quase meio século de existência entre os homens, presa embora ao carinho que consagra ao esposo e ao filho único, prepara-se Beatriz para o regresso... Minha filha vem atravessando os derradeiros dias terrenos, com o corpo torturado pelo câncer...
— Mas, atormenta-se você por isso? A idéia do reencontro pacífico não será, antes, motivo para alegrar-se?
— E os problemas, meu amigo? Os problemas do grupo consangüíneo? Por muitos anos, estive à margem de todas as tricas do navio familiar... Fizera-me ao oceano largo da vida... Agora, por amor à filha inesquecível, sou compelido a topar, com espírito de caridade, a irreflexão e o descaramento. Estou inapto, desambientado... Desde que me postei à cabeceira da doente querida, vejo-me na condição do aluno debilitado pela expectativa de erros constantes..
Dispunha-se Neves a prosseguir, mas urgente chamado de serviço nos impeliu à separação e, conquanto diligenciando acalmá-lo, despedi-me, sob o compromisso de irmanar-me a ele, nas tarefas de assistência à enferma, de modo mais intenso, a partir do dia seguinte. 
(1)   Organização de “Nosso Lar”. — Nota do Autor espiritual.
SEXO E DESTINO
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA
DITADO PELO ESPÍRITO ANDRE LUIZ

PRECE NO LIMIAR - Emmanuel

Uberaba, 4 de julho de 1963.
Pai de Infinita Bondade!
Este é um livro em que permitiste ao nosso André Luis traçar, em lances palpitantes da existência, alguns conceitos da Espiritualidade Superior, em torno de sexo e destino — fotografia verbal de nossas realidades amargas que entremeaste de esperanças eternas.
Entregando-o aos companheiros reencarnados no mundo, queremos recordar Jesus — o Enviado de Tua Ilimitada Misericórdia — naquele dia de sol em Jerusalém...
Na praça repleta de acusadores, escribas e fariseus apresentaram-lhe sofredora mulher que diziam haver apanhado em transgressão, ao mesmo tempo que o inquiriam, experimentando-lhe a conduta:
— Mestre, esta mulher foi encontrada em adultério... A lei manda apedrejar. Tu, porém, que dizes?
O Mestre contemplou demoradamente os zeladores de Moisés, e, porque nada mais adiantaria explicar-lhes ao cérebro embotado de preconceitos, disse-lhes, alongando a palavra a todos os moralistas dos séculos porvindouros:
— Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!...
Jerusalém, agora, é o mundo!
Na praça extensa das convenções humanas, empenha-se o materialismo na dissolução dos valores morais, com escárnio manifesto à dignidade humana, enquanto religiões veneráveis digladiam com a Natureza, tentando, em vão, bloquear a vida, qual se quisessem ilaquear a si próprias. Ao tremendo conflito dessas forças gigantescas que lutam pelo domínio moral da Terra, enviaste, a Doutrina Espírita, em nome do Evangelho do Cristo, para asserenar os corações e comunicar-lhes que o amor é a essência do Universo; que as criaturas te nasceram do hálito divino para se amarem umas às outras; que o sexo é legado sublime e que o lar é refúgio santificante, esclarecendo, porém, que o amor e O sexo plasmam responsabilidades naturais na consciência de cada um e que ninguém lesa alguém nos tesouros afetivos, sem dolorosas reparações.
Este volume pretende afirmar, ainda, que, se não podes subtrair os culpados às conseqüências do erro em que se tornaram incursos, não permites que os vencidos sejam desamparados, desde que te aceitem a luz retificadora para o caminho. Mostra que, em tua bênção, os delinqüentes de ontem, hoje redimidos, se transfiguram em teus mensageiros de redenção para aqueles mesmos que lhes caíram, outrora, nas ciladas sombrias.
Abençoa, pois, o presente relato estuante de verdade e esperança, e, ao confiá-lo aos nossos irmãos do mundo, deixa possamos lembrar-lhes que a existência física, seja na infância ou na mocidade, na madureza ou na velhice, é sempre dom inefável que nos cabe honorificar e que, mesmo detendo um corpo carnal rastejante ou disforme, mutilado ou enfermiço, devemos repetir diante da tua Sabedoria Incomensurável:
— Obrigado, meu Deus!
Do livro “sexo e Destino”. Espírito André Luiz.Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

A BELEZA DO VIVER - Ismael de Almeida

A vida esplende em encantos, mas é preciso ver!
A vida é melodia de amor, mas é preciso ouvir!
A vida é ternura inesgotável, mas é preciso sentir!
A vida é florescência de AMOR, mas é preciso deixar as portas do coração abertas, para que o amor possa adentrar!

Aguça teus ouvidos, apura o teu olhar, acenda o luzeiro interior, e todo o mundo sentirá a beleza do teu amor.
A Natureza dirá: - 'Eis um Sol que brilha no horizonte! Uma nova estrela surgiu no firmamento... Ouve, peregrino, os acordes de uma nova melodia!

Óh, caminhante das estradas pedregosas, uma mão amiga surgiu para te guiar na áspera caminhada!...
Um SEMEADOR de Luz... Um JARDINEIRO do Amor para plantar jardins em teu coração...
Um CONSOLADOR para a dor humana... um ANJO de LUZ que abrirá os portais de ouro do caminho que começa em teu coração e termina no infinito!

Canta, solitário e cansado peregrino! Canta o mantra do amor eterno, porque teu caminhar será mais suave, teu coração mais sereno...

Podes esperar jardins floridos, sorrisos de candura e muitas tamareiras com frutos sazonados, que te servirão se alento, no teu regresso ao LAR PATERNO!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Lecioneto - Pequena Lição 22

Afixos

Os afixos (prefixos e sufixos) são muito importantes no Esperanto. 
Existem 10 prefixos e 31 sufixos.

Prefixos

bo-parente pelo casamentopatro-paibopatro-sogro
dis-para várias direçõesdoni-dardisdoni-distribuir
ek-(subitamente) começarvidi-verekvidi-avistar
eks-não maisreĝo-reieksreĝo-ex-rei
fi-mau (em princípio sobre o caráter)domo-casafidomo-casa infame
ge-os dois sexos juntospatro-paigepatroj-pais (pai e mãe)
mal-absolutamente não; o inverso; o contráriobona-bommalbona-mau
mis-não correto; erradouzi-usarmisuzi-fazer uso impróprio
pra-há muito, muito tempo atrás, ou, se se trata de parentes, também muito tempo a virtempo-tempopratempo-antigüidade remota
re-novamente, ainda uma vez; na direção inversaveni-virreveni-voltar

Sufixos

--mau (em princípio sobre a qualidade)domo-casadomo-casa em ruínas
-ad-ação contínua ou repetitivakanti-cantarkantado-cantoria
--algo concretoalta-altoalto-colina
-an-membro, pertencente aKristo-Cristokristano-cristão
-ar-muitos em um todoarbo-árvorearbaro-floresta
-ĉj-cria nome carinhoso masculino (após 2-5 letras do nome)patro-paipaĉjo-papai
-ebl-pode-se fazerlegi-lerlegebla-legível
-ec-qualidade como uma idéia abstratarapida-rápidorapideco-rapidez
-eg-muito grande; muito fortevarma-quentevarmega-quentíssimo
-ej-lugar, ondekuiri-cozinharkuirejo-cozinha
-em-inclinação ou gostodormi-dormirdormema-ensonado, dorminhoco/a
-end-deve-se fazerlegi-lerlegenda-que deve ser lido
-er-fragmento, pedaço desablo-areiasablero-grão de areia
-estr-pessoa: que dirige, governa, presidelernejo-escolalernejestro-diretor de escola
-et-muito pequeno; muito fracovarma-quentevarmeta-morno/a
-id-filhote de homem ou de animalhundo-cachorro/cãohundido-filhote de cachorro/cão
-ig-fazer que algo/alguém façalabori-trabalharlaborigi-fazer trabalhar
--tornar-se o que a raiz indicaruĝa-vermelhoruĝi-avermelhar-se
-il-instrumento, meiotranĉi-cortartranĉilo-faca
-in-indica o sexo femininoknabo-garotoknabino-garota
-ind-é bom fazer; méritolegi-lerleginda-digno de ser lido/a
-ing-algo, no qual se coloca aquilo ao qual dará suporteglavo-espadaglavingo-bainha de espada
-ism-maneira de pensar, sistemakristano-cristãokristanismo-cristianismo
-ist-profissão, ocupação contínua/maneira de pensarlabori-trabalharlaboristo-trabalhador
-nj-nome carinhoso feminino (após 2-5 letras do nome)patrino-mãepanjo-mamãe
-obl-quantidade; vezesdu-doisduoblo-dobro
-on-partedu-doisduono-metade
-op-em grupos dedu-doisduope-em grupos de dois
-uj-continente totalmono-dinheiromonujo-carteira de dinheiro
-ul-pessoa assimjuna-jovemjunulo-o jovem
-um-usado para derivar palavras de relação imprecisa com a raizkomuna-comumkomunumo-comunidade

Muitos prefixos e sufixos podem ser usados ao mesmo tempo. 
patro - pai => bogepatroj - sogros (sogro e sogra) 
labori - trabalhar => mallaborema - preguiçoso 

Muitos prefixos e sufixos podem ser usados independentemente. 
ilo - instrumento 
ekas - começa

La animo post la morto. / A Alma Após A Morte.

La animo post la morto.
149. Kio fariĝas la animo ĉe la momento de la morto?
ĝi fariĝas denove Spirito, tio estas, ĝi revenas al la mondo de la Spiritoj, kiun ĝi iam provizore forlasis.
150. ĉu la animo konservas sian individuecon post la morto?
Jes, ĝi neniam perdas sian individuecon. Kio do ĝi estus, se ĝi ne konservus tiun proprecon?
150a. Kiel la animo pruvas sian individuecon, se ĝi jam one havas sian materian korpon?
La animo konservas ankoraŭ fluidaĵon, ĝian propraĵon, kiun ĝi prenas el la atmosfero de sia planedo kaj kiu donas al ĝi la aspekton de ĝia lasta enkarniĝo, nome la perispiriton.
150b. ĉu la animo kunportas nenion el ĉi tiu mondo?
Nenion pli ol la memoron kaj la deziron transiri en pli bonan mondon. Tiu memoro estas plena de dolĉeco aŭ de amareco, laŭ tio, kiel la animo uzis sian vivon; ju pli pura ĝi estas, des pli bone ĝi komprenas la vantecon de tio, kion ĝi lasis sur la Tero.
151. Kion ni pensu pri la opinio, la kiu la animo, post la morto, revenas al la universa tuto?
ĉu la aro de la Spiritoj ne formas unu tuton? ĉu tio ne estas tuta mondo? Kiam vi troviĝas en kunsidantaro, vi estas parto de tiu kolekto kaj tamen vi ĉiam konservas vian individuecon.
152. Kian pruvon ni povas ricevi pri la individueco de la animo post la morto?
ĉu vi ne havas tiun pruvon per la komunikaĵoj, kiujn vi ricevas? Se vi ne estas blindaj, vi vidos; se vi ne estas surdaj, vi aŭdos, ĉar tre ofte parolas al vi iu voĉo, kiu malkaŝas la ĉeeston de iu estulo ĉe vi.
La homoj, kiuj pensas, ke ĉe la morto la animo revenas al la universa tuto, eraras, se, tiel dirante, ili opinias, ke, simila al akvoguto falanta en oceanon, la animo perdas sian individuecon; tamen ilia opinio estas ĝusta, se ili konsideras la universan tuton kiel la aron de la senkorpaj estuloj, ĉar unu el la elementoj de tiu aro estas ĉiu animo aŭ Spirito.
Se la animoj estus kunmiksitaj en la maso, ili havus do la kvalitojn de la tuto, kaj nenio ilin distingus unujn de la aliaj; ili ne havus intelekton nek kvalitojn proprajn; tamen ni vidas, kontraŭe, ke en ĉiuj siaj komunikaĵoj ili elmontras konscion pri sia memo kaj apartan volon. La nekalkulebla diverseco, kiun ili prezentas el ĉiuj vidpunktoj, estas ja la logika sekvo de iliaj individuecoj. Se post la morto ekzistus la tiel nomata granda Tuto, kiu ensorbus en si la individuojn, tiu Tuto estus do unuforma, kaj la komunikaĵoj, kiujn ni ricevus el la nevidebla mondo, estus sekve identaj. Sed, ĉar sin manifestas al ni estuloj bonaj kaj malbonaj, kleraj kaj neinstruitaj, feliĉaj kaj malfeliĉaj; kun ĉiaj karakteroj, tio estas, gajaj kaj malgajaj, frivolaj kaj seriozaj, k.a.; tial, estas evidente, ke ili estas malsamaj estuloj.
La individueco ankoraŭ plievidentiĝas tiam, kiam tiuj estuloj pruvas sian identecon per nepridiskuteblaj signoj, per konfirmeblaj personaj detaloj rilataj al ilia surtera vivo; tiu identeco ne povas esti pridubata, kiam ili aperas al ni videble. La individueco de la animo estis al ni instruata teorie, kiel sankta dogmo; Spiritismo ĝin faras memevidenta kaj, se tiel diri, materia.
153. Laŭ kiu senco devas esti komprenata la eterna vivo?
La eterna vivo estas tiu de la Spirito; tiu de la korpo estas nedaŭra kaj pasema. Kiam la korpo mortas, la animo revenas en la eternan vivon.
153a ĉu ne estus pli ĝuste nomi eterna vivo la vivon de la puraj Spiritoj, de tiuj, kiuj, atinginte la perfektecon, jam ne devas elporti provojn?
Tiu estas, prefere, la eterna feliĉo; sed tio estas nura demando pri vortoj; nomu la aferojn tiel, kiel vi volos, kondiĉe, ke vi interkompreniĝu.
Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
A Alma Após A Morte
 149. Em que se transforma a alma no instante da morte?
 Volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos que ela havia deixado temporariamente.
  150. A alma conserva a sua individualidade após a morte?
 Sim, não a perde jamais. O que seria ela se não a conservasse?
 150 a. Como a alma constata a sua individualidade, se não tem mais o corpo material?
Tem um fluido que lhe é próprio, que tira da atmosfera do seu planeta e que representa a aparência da sua última encarnação: seu períspirito.
 150b. A alma não leva nada deste mundo?
 Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou de amargor, segundo o emprego que tenha dado à vida. Quanto mais pura para ela for, mais compreenderá a futilidade daquilo que deixou na Terra.
 151. Que pensar de que a opinião de que a alma, após a morte, retorna ao todo universal?
 O conjunto dos Espíritos não constitui um todo? Quando está numa assembléia, fazes parte da mesma e, não obstante, conservas a tua individualidade.
 152. Que prova podemos ter da individualidade da alma após a morte?
Não tendes esta prova pelas comunicações que obtendes? Se não estiverdes cegos, vereis; e se não estiverdes surdos, ouvireis; pois freqüentemente uma voz vos fala e vos revela a existência de um ser que está ao vosso redor.
Comentário de Kardec: Os que pensam que a alma, com a morte, volta ao todo universal, estarão errados, se por isso entendem que ela perde a sua individualidade, como uma gota d’água que caísse do oceano. Estarão certos, entretanto, se entenderem pelo todo universal o conjunto dos seres incorpóreos de cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas se confundissem no todo, não teriam senão as qualidades do conjunto, e nada as distinguiria entre si; não teriam inteligência nem qualidades próprias. Entretanto, em todas as comunicações elas revelam a consciência do eu e uma vontade distinta. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a conseqüência da sua individualização. Se não houvesse, após a morte, se não o que se chama o Grande Todo, absorvendo todas as individualidades, esse todo seria homogêneo e, então, as comunicações recebidas do mundo invisível seriam todas idênticas. Desde que encontramos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados, e dede que os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e sérios etc., é evidente que se trata de seres distintos.
A individualização ainda se evidencia quando esses seres provam a sua identidade através de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à vida terrena e que podem ser contestados; ela não pode ser posta em dúvida, quando eles se manifestam por meio de aparições. A individualidade da alma foi teoricamente ensinada como um artigo de fé, mas o Espiritismo a torna patente, e de certa maneira material.
 153. Em que sentido se deve entender a vida eterna?
 É a vida do Espírito que é eterna; a do corpo é transitória, passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.
153a.  Não seria mais exato chamar a vida eterna a dos Espíritos puros, que, tendo atingido o grau de perfeição, não têm mais provas a sofrer?
 Essa é a felicidade eterna. Mas tudo isto é uma questão de palavras: chamais as coisas como quiserdes, desde que vos entendais.
Livro: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

Regu vian korpremon. / Controla a tua ansiedade.

Regu vian korpremon.
Malbone direktita ĝi kaŭzas plurajn klasojn da organaj malutiloj, kaj naskas maltrankvilecon kie ĝi presentiĝas.
Ĝi disradias ondon de malkvietiĝo kaj ĝi ĉirkaŭe disvastigas malsekurecon.
La homo korpremata postulas pli da atento, pri kiu ne ĉiam oni povas disponi, li estas ĉiam plendanta kaj kaŭzas problemojn al la aliaj.
Li vidas tion, kio ankoraŭ ne okazas, kaj senpripense agas kaŭzante nedezirindajn situaciojn, pri kiu li pentos poste.
La pacienco estas la bena antídoto kontraŭ la maltrankvileco, kiu postvenas la klopodojn por vivi pace kaj konfide je Dio.
Livro: Vivo Feliĉa.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
Controla a tua ansiedade.
A ansiedade mal dirigida produz danos orgânicos de variada classe e gera mal-estar onde se apresenta.
Irradia uma onda inquietante e espalha insegurança em volta.
A pessoa ansiosa requer mais atenção, que nem sempre se lhe pode dispensar; está sempre queixosa e acarreta problemas para as demais.
Vê o que ainda não está ocorrendo e precipita-se a situações indesejáveis, para arrepender-se depois.
A calma é o abençoado antídoto da ansiedade, que advém quando desejas esforçar-te para viver em paz e confiança em Deus.
Livro: Viva Feliz.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

terça-feira, 28 de maio de 2013

AS INCOMPREENSÕES

Ninguém consegue vencer a jornada terrestre sem enfrentar os obstáculos necessários ao seu processo de iluminação interior.
E os de natureza moral são os mais mortificadores, desafiando as resistências íntimas.
No relacionamento social, destaca-se a incompreensão, criadora de situações lamentáveis.
Enraizada em comportamentos íntimos ocultos, a incompreensão refaz as formas agressivas.
A inveja estimula e provoca situações difíceis.
A competição malsã a encoraja, buscando derrubar o aparente adversário.
A malícia favorece a sua ação, espalhando suspeitas e calúnias.
A incompreensão está em germe na alma humana ainda em processo de desenvolvimento.
Os mais abnegados promotores do progresso sofreram a incompreensão dos contemporâneos.
Não te detenhas diante das incompreensões.
Não agradará aos exigentes, aos irresponsáveis, aos ignorantes.
Agrada, então, à tua consciência do bem, e prossegue no roteiro que elegestes.
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Desperte e Seja Feliz

Espiritismo e Esperanto

Espiritismo e Esperanto Em 1908, o espírita Camilo Chaigneau escreveu um artigo intitulado "O Espiritismo e o Esperanto" na revista de Gabriel Delanne (depois reproduzido no periódico "La Vie d'Outre-Tombe", de Charleroi, e na revista brasileira Reformador em 1909), recomendando o uso de Esperanto em uma "revista central" para todos os espíritas no mundo. O Esperanto então foi divulgado ativamente no Brasil por espíritas. Este fenômeno originou-se através de Ismael Gomes Braga e Francisco Valdomiro Lorenz, sendo o último um emigrante de origem checa que foi pioneiro de ambos os movimentos neste país. Assim, a Federação Espírita Brasileira publica livros didáticos de Esperanto, traduções das obras básicas do espiritismo e encoraja os espíritas a se tornarem esperantistas.
Por causa disso, no Brasil, muitos não esperantistas mal-informados têm a impressão de que o Esperanto é "língua de espírita"; a contradizê-lo é de notar a discrepância entre o número relativamente elevado de espíritas entre os esperantófonos brasileiros (entre um quarto e um terço) e a insignificância do recíproco (número de espíritas brasileiros que falam Esperanto, cerca de 1%). Este fenômeno não se verifica noutros países.
FONTE: Wikipédia