sábado, 23 de julho de 2016

Jubilosamente – Joanna de Ângelis.

Tens o cérebro sob a ação das preocupações que dominam em círculo de fogo.
Trazes o sentimento macerado por angústias que não relatas.
Estás com a alma açoitada por vendavais de agonia que se sucedem, ininterruptamente.
Sais de um testemunho, e, ao invés de liberação, já te vês enfrentando novos e dolorosos desafios.
Pedem-te, porém, que sorrias e superes estes momentos de provações, impondo-te insensibilidade, indiferença emocional.
Renasceste crucificado nas provações redentoras e não tens ainda direito à plenitude, à marcha serena daqueles que se venceram a si próprios.
A existência terrestre, no entanto, é assim mesmo.
Todos avançam a contributo da aflição, que lhes constitui o recurso valioso graças ao qual a falência moral se torna mais difícil.
Certamente, há aqueles que sob a injunção do sofrimento rebelam-se, parecendo piorar a própria situação.
Não obstante, já travaste contato consciente com a Vida e sabes que apenas te sucede aquilo que é de melhor para o teu progresso espiritual.
Desse modo, jubilosamente carrega tua cruz invisível, guardando a certeza de que as duas traves penosas, se conduzidas com amor, converter-se-ão em asas de luz que te erguerão deste mundo áspero para as regiões da felicidade.
***
Ausculta os reais vitoriosos da Terra, e perceberás que o holocausto deles é o estímulo para o teu prosseguimento afervorado.
Joana d’Arc, quando começava a arder na fogueira, ergueu-se acima dos seus inquisidores e experimenta a libertação plena.
Jan Huss, enquanto era queimado pelo concílio de Constança, inaugurou a era do livre exames da Escrituras, tornando-se mártir para todo o sempre.
Jerônimo de Praga, seu discípulo, seguindo-lhes empós no drama das labaredas, depois de uma prolongada existência rica de sabedoria, abriu espaços com a morte para que a vida dos homens fosse iluminada pela fé racional.
São inúmeros os heróis da renúncia e dos ideais de engrandecimento humano.
***
A evolução dos homens torna-se possível através das vertentes do amor, que santifica, que estimula ao progresso, ou do sofrimento, que desperta para as responsabilidades mal consideradas.
A dor não representa maldição divina antes significa recurso educativo, inevitável.
Não te entristeças, pois, porque te encontres lanhado pelos látegos do sofrimento, enquanto o festival dos sorrisos, em torno de ti, constitui uma constante que não fruis.
Afinal, o teu, não é mestre dos triunfos terrenos, porém, o Herói Silencioso da Cruz, o Excelente Triunfador da sepultura vazia.
Jubilosamente prossegue e não te perturbes com nada, enquanto transcorra a tua vilegiatura carnal.
Livro: Momentos de Harmonia.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

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