sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Vontade de Deus.

“Eu vim para cumprir a vontade de meu Pai...” Jesus / João, 6: 38.

    Há tanta dúvida na Terra com relação ao sentido da vida humana.
São inumeráveis as pessoas que se perdem pelos caminhos do mundo por falta de objetivos para suas vidas.
Incontáveis os que se permitem mergulhar no lodo do alcoolismo ou no pântano da dependência química a fim de fugir da incerteza quanto às próprias existências.
Vasto é o contingente dos que preferem se inscrever em programas de lazeres e viagens sem fim, vivendo de hotel em hotel, de fontes d’águas, de ponto turísticos em ponto turístico, de modo a ocupar o tempo e os recursos financeiros que lhes abundam sem finalidade definida.
Muitos outros prendem-se a jogos de azar, a festas intérminas ou a compras perfeitamente dispensáveis, compulsivamente, por lhes faltar motivo mais sério para viver.
Se tivessem Jesus como Modelo, todos saberiam como fazer e o que fazer com todos os recursos que a vida lhes concedeu.
Caso vivessem tendo Jesus como o verdadeiro Guia, aprenderiam a fazer amigos com as vastas ou parcas riquezas que os contemplam no mundo.
O nosso tempo, durante a existência corporal, pode e deve ser aplicado na construção e manutenção de tudo o que é bom e útil, belo e nobre, para o progresso do ser espiritual.
       Os elementos materiais, como o dinheiro e o ouro, assim como os valores da alma, tais como os patrimônios culturais e artísticos, podem e devem ser postos a serviço do desenvolvimento da feliz estesia e na construção de fina sensibilidade nas almas, num trabalho de franca coloboração como Jesus, o Guia do Planeta.
Se Ele afirma ter vindo ao mundo para cumprir a vontade de Deus, o Pai comum de todos nós, isso quer dizer que também a nós cabe o mesmo labor, qual seja o de cumprir a Sublime Vontade, onde e como estivermos, uma vez que Jesus é o nosso real Modelo e assim, deveremos fazer como Ele o fez.
O ato de nos divertir, de passear, de conhecer novos sítios e pessoas, de nos beneficiar com todo o conforto que as conquistas materiais nos permitam, de modo nenhum maculará a alma quando aprendemos a fazer digna usança do tempo.
No entanto, se queremos seguir Jesus, mesmo que a grande distância, podemos, entre um passeio e outro, atender a um sofredor qualquer na mesma estrada em que nos achamos.
Se ansiamos, porém, por imitar o Mestre, ainda que pobremente, podemos oferecer um pedaço de pão ou de copo de leite a um faminto do caminho entre uma compra e outra.
Se vibramos por repetir o gesto do Cristo, apesar da própria pequenez, podemos ofertar um caderno, uma bolsa de estudos, uma oportunidade de superar seus limites materiais a uma criança ou a um jovem entre uma estação d’água e outra.
Se nos alegra poder participar do programa de amor dirigido pelo Senhor; embora as nossas poucas condições espirituais, nada impede que suprimamos alcoólicos e drogas, excessos de toda ordem, de modo a nos entregamos a um lar de crianças, a um abrigo de idosos, a um trabalho com dependentes químicos ou uma atividade de alfabetização de adultos ou crianças materialmente pobres, passando a sentir que a nossa vida vai lograr sentido e, com isso, temos motivação para    conquista felicidade, pouco a pouco.
Sentimos, dessa maneira, que Jesus é o irmão Maior que veio ao mundo material com o programa de realizar a Vontade do Pai Criador, ensiando-nos a fazer o mesmo, e, assim, demonstrar o nosso amadurecimento pela capacidade de bem utilizar o livre-arbítrio.
         Livro: Quem é o Cristo?
         Espírito: Francisco de Paula Vítor
         Médium: Raul Teixeira.

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