sábado, 30 de abril de 2016

Perda dos Entes Queridos – Miramez.

0934/LE
A perda dos entes queridos, para os que ficam na carne, de certa forma transforma-se em dor, mais adiante, porém, pela compreensão que o Espiritismo dá, ela passa a ser alegria, por saber-se que a vida continua.
Ninguém morre; somente se deixa de ver a forma, no entanto, a essência permanece viva, mais viva do que se pensa. O que se chama morte é apenas uma força transformadora de mais vida. Já pensaste nas conseqüências, se ninguém desaparecesse por esse processo? O que seria do mundo? Não se troca de roupa sempre? Por que a alma não pode trocar suas vestes de tempos em tempos?
Para viver melhor, devemos nos acostumar com essas mudanças, que esse costume nos levará à verdadeira paz e poderás ajudar a todos aqueles que se encontram a passar por esse transe, da Terra para os planos mais elevados da vida. Todos nós já passamos várias vezes pelo transe de vestir a carne e de desvesti-la como velho trapo e devemos sempre agradecer a Deus pelas oportunidades oferecidas a nós.
O corpo é uma esponja que transforma o magnetismo inferior da mente que ainda não atingiu a harmonia desejada e canaliza para a Terra esse drástico corrosivo, que por vezes faz crescer as plantas e dar vida a outras vidas, que ainda inconscientes transitam no escuro do solo.
Nada se perde, na extensão infinita da vida. Essa consciência nos dá coragem e nos faz sentir Deus trabalhando por toda a natureza humana e divina, para que a alma cresça cada vez mais, reconhecendo a sua paternidade, e libertando-se dos caminhos tortuosos por que haveria de passar em todas as existências, pela lei da reencarnação que vigora em todos os mundos.
Se pensas que, quando um ente querido morre, o estejas perdendo, saibas que se dá o contrário: estás ganhando um amigo no plano do Espírito, e nós te pedimos de coração que faças por ele o que puderes nas suas provações, segundo o que o amor te pode inspirar, pois também deverás passar pelos mesmos caminhos do que parece morte, para ganhar mais vida e mais consciência da criação de Deus e ter Ele próprio a nascer ou se fazer mais presente dentro da tua alma.
A dor que se sofre com a perda dos entes queridos, todos passam, pobres e ricos. No entanto, os que sofrem mais são os mais ignorantes acerca da espiritualidade. Mais uma vez devemos repetir o que o Cristo disse: Conhecereis a verdade e ela vos tornará livres. Aquele que conhece o destino da alma não vai sofrer com isso e, sim, alegrar-se, por ter ela voltado para a pátria de onde veio, levando experiências e tornando a entrar em novos cursos, para voltar depois para as lutas que a Terra oferece.
Somente crescemos começando de baixo e a carne é a primeira escola, onde aprendemos o abecedário da espiritualidade maior. No mundo espiritual, nos enriquecemos de teoria, e na Terra passamos à prática do que aprendemos pelo coração.
Aos que ficaram sem os seus entes queridos, existe uma consolação que a Doutrina dos Espíritos lhes dá: a de comunicarem-se com eles, ou com outros de formas diferentes. São milhares e milhares de mensagens que descem do céu à Terra todos os dias, afirmando que não existe a morte, talando da reencarnação e da comunicação com os seus entes queridos e dos benfeitores da espiritualidade maior que, além de consolar, aparecem instruindo os encarnados acerca de tudo que precisam para viver bem. A literatura espírita vem trazer a verdade ao mundo, por ter Jesus à sua frente, inspirando Seus novos discípulos para dizerem e viverem essa verdade.
Saíram, pois, da cidade e vieram ter com Ele.  - João, 4:30.
Precisamos sair da cidade poluída das nossas preocupações e vir ter com Jesus neste encontro de maior entendimento, para aprendermos a amar, porque somente esse amor com Ele nos leva à paz de consciência. A própria sabedoria, para ser divina, deve nascer do amor.
Se amarmos a Deus em todas as coisas, esqueceremos as perdas temporárias, por ser a vida eterna e sermos todos irmãos.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XIX
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
934. A perda dos entes que nos são caros não constitui para nós legítima causa de dor, tanto mais legítima quanto é irreparável e independente da nossa vontade?

Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre: representa uma prova, ou expiação, e comum é a lei. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

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